sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Mato Grosso abate 611 mil bovinos em maio



Abate de fêmeas volta a subir no anual




Foto: Sheila Flores

Mato Grosso enviou 611,94 mil bovinos para abate em maio de 2025, um acréscimo de 5,24% em relação a abril. Desse total, o abate de fêmeas somou 332,85 mil cabeças, representando 54,39% do volume total, o que marca o segundo maior valor na série histórica. Com isso, a variação anual do abate de fêmeas, que acumulava três meses consecutivos de queda, voltou a crescer em maio de 2025, com um aumento de 3,02% no comparativo anual. As informações foram divulgadas na análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

Apesar do avanço observado no último mês, a média móvel dos três últimos meses para o abate de fêmeas permaneceu negativa, em -2,14%. Segundo o Imea, a expectativa é que “a presença de fêmeas nos abates recue no longo prazo, dada a transição do ciclo pecuário”. Essa projeção baseia-se na melhora da margem da cria, que “estimula o movimento de retenção de matrizes”.

Além disso, o instituto indica que “a tendência é que a oferta de machos seja maior, uma vez que a margem de confinamento tende a melhorar com a recuperação nos preços do boi gordo”.





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Cinturão do milho mexicano recebe chuvas



Chuvas sazonais chegam ao planalto sul mexicano




Foto: Agrolink

A maioria das áreas do cinturão de milho do planalto sul do México finalmente recebeu chuvas durante a primeira semana de junho, com totais variando geralmente de 10 a 50 mm, e quantidades localmente maiores. O milho e outras culturas de verão recém-plantadas se beneficiaram do retorno das chuvas sazonais, que foram mais intensas nas regiões de produção do leste do planalto sul e mais leves no oeste. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

A atividade de chuvas também se estendeu ao sudeste do México, enquanto precipitações isoladas se desenvolveram em áreas afetadas pela seca no centro-norte e noroeste do país.

Apesar das chuvas, as temperaturas permaneceram em média de 1°C a 3°C acima do normal em quase todo o México. O clima mais quente, com leituras atingindo 40°C ou mais, afetou o centro-norte do país. O USDA ressalta que, “dada a natureza prolongada da seca no norte do México, qualquer recuperação será lenta devido aos níveis extremamente baixos dos reservatórios e às reservas de umidade do solo esgotadas”.





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plantio de trigo de inverno supera média de 5 anos



Kansas tem 50% do trigo em boas condições




Foto: Divulgação

O plantio da safra de trigo de inverno nos Estados Unidos alcançou 88% da área total até 8 de junho, igual ao ano passado, mas 2 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. Contudo, a colheita do cereal está com atraso. Apenas 4% da área plantada de trigo de inverno havia sido colhida até o final da semana, o que representa 7 pontos percentuais abaixo do registrado no ano passado e 3 pontos percentuais abaixo da média. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu boletim Weekly Weather and Crop Bulletin.

Apesar do ritmo mais lento da colheita, as condições das lavouras de trigo de inverno apresentam melhora. Em 8 de junho, 54% da safra de 2025 foi classificada em “boas a excelentes condições”, um aumento de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior. No Kansas, que é o maior estado produtor de trigo de inverno, 50% da safra foi avaliada nessas categorias.





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governo eleva carga tributária sem cortar gastos


O recuo do governo sobre o aumento abrupto das alíquotas do IOF, anunciado como resposta à forte reação política e institucional, não foi suficiente para acalmar tributaristas e o mercado. A nova Medida Provisória, que substitui o decreto inicial, mantém o foco em ampliar a arrecadação — agora com a taxação de apostas eletrônicas (bets), fim das isenções para LCI e LCA, prováveis restrições ao uso dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) e mudanças na tributação das fintechs.

Para o advogado Luís Garcia, sócio do Tax Group e do MLD Advogados Associados, a estratégia revela um cenário preocupante. “Os sucessivos e repentinos aumentos de tributos, sem nenhum sinal concreto de redução de gastos, apontam para um futuro com queda de investimentos, que pode gerar desemprego, inflação e desaceleração do consumo. Muito embora sejam de conhecimento geral os efeitos danosos da combinação de juros altos e carga tributária elevada, o governo parece não se dar conta disso.”

Garcia também alerta para uma das frentes menos discutidas do pacote: a intenção de aproximar a tributação das fintechs à das instituições financeiras tradicionais, como os bancos. “Hoje, as fintechs, por operarem com limites menores de faturamento, podem optar pelo regime do Lucro Presumido, enquanto os bancos estão submetidos ao Lucro Real. A principal diferença está na alíquota da CSLL: 9% para fintechs, contra 20% para bancos. O governo quer igualar esse percentual, o que pode inviabilizar parte do modelo de negócio dessas empresas”, explica.

“As fintechs exercem papel fundamental na democratização dos serviços financeiros, que deverão ficar mais caros. Mais preocupante ainda é o possível aumento no custo do crédito, o que traz entraves à economia, reduz investimento e consumo e penaliza diretamente o consumidor.”

Na avaliação da advogada Livia Heringer, do escritório Ambiel Belfiore Gomes Hanna Advogados, o uso político do IOF desvirtua o papel técnico do tributo e compromete a previsibilidade regulatória: “A recorrente utilização do IOF como instrumento de ajuste fiscal evidencia a fragilidade da estratégia econômica adotada. O imposto, que tem natureza regulatória e deveria cumprir função específica, está sendo manejado com viés arrecadatório, sem a devida transparência e sem diálogo com o setor produtivo. Isso compromete a segurança jurídica e desestimula o investimento privado.”

O tributarista Eduardo Natal, sócio do Natal & Manssur Advogados e presidente do Comitê de Transação Tributária da ABAT, também critica a condução do tema: “Vemos a repetição da estratégia do ‘bode na sala’: cria-se um impacto abrupto para depois suavizar a proposta original, mantendo o aumento de carga tributária como plano viável.”

“Trata-se, mais uma vez, de uma reconfiguração unilateral da carga tributária, que escancara a prioridade arrecadatória da atual política econômica. Ao invés de uma plataforma estruturada de revisão de gastos públicos, a solução recai invariavelmente sobre o aumento de tributos. Isso afasta a previsibilidade necessária ao ambiente econômico.”

O novo pacote prevê:

  • Redução das alíquotas de IOF inicialmente propostas;
  • Elevação da tributação sobre apostas eletrônicas (bets), com alíquota de 18% sobre a receita líquida (GGR);
  • Fim da isenção para LCIs e LCAs, agora com tributação de 5%;
  • Possível limitação no uso de JCPs pelas empresas;
  • Aumento da CSLL para fintechs, aproximando da alíquota aplicada a bancos (de 9% para até 20%).
  • Para os especialistas, a escolha do governo por elevar tributos agora e adiar medidas estruturantes — como a revisão dos chamados “gastos tributários” — reforça a lógica de curto prazo, minando a credibilidade da política fiscal e impactando negativamente o ambiente de negócios.





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Exportação de ovos do Brasil dispara 295% em maio


As exportações brasileiras de ovos, que incluem produtos in natura e processados, atingiram 5.358 toneladas em maio, um aumento de 295,8% em relação às 1.354 toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita proveniente desses embarques em maio também apresentou alta expressiva, somando US$ 13,756 milhões, o que representa um crescimento de 356,2% comparado aos US$ 3,015 milhões registrados em maio de 2024.

No acumulado do ano, de janeiro a maio, as exportações de ovos totalizaram 18.357 toneladas, um volume 165,6% superior às 6.912 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. Em termos de receita, os cinco primeiros meses do ano somaram US$ 42,100 milhões, com um saldo 195,8% maior em relação aos US$ 14,235 milhões registrados no ano anterior.

Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino das exportações brasileiras de ovos, com um crescimento de 996% entre janeiro e maio deste ano, totalizando 9.735 toneladas. O Chile aparece em seguida, com 2.354 toneladas (+10,8%), seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 1.422 toneladas (-13,8%), e o Japão, com 1.422 toneladas (160,9%). O México registrou 1.050 toneladas, sem período comparativo.

No comparativo mensal de maio de 2025 com maio de 2024, os Estados Unidos registraram um crescimento ainda mais acentuado de 1.384%, com 4.166 toneladas exportadas. O Chile figurou em segundo lugar, com 534 toneladas (-22,3%), seguido pelo México, com 232 toneladas (sem período comparativo), Japão, com 205 toneladas (+132,7%), e Angola, com 102 toneladas (sem período comparativo).





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Exportação brasileira de algodão reduz em maio



Brasil exporta 192 mil toneladas de algodão




Foto: Canva

As exportações brasileiras de pluma de algodão totalizaram 192,20 mil toneladas em maio de 2025, o que representa uma redução de 19,63% em relação ao volume escoado em abril. Apesar dessa retração mensal, a quantidade de fibra embarcada ainda se configura como a segunda maior da série histórica para um mês de maio. As informações foram divulgadas pela análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (9).

O Imea destaca que “é sazonalmente comum o ritmo dos embarques desacelerar à medida que o fim do ciclo comercial se aproxima”. Mato Grosso foi responsável por 67,55% dos embarques nacionais em maio, enviando ao exterior 129,84 mil toneladas de fibra.

No acumulado do ciclo (agosto de 2024 a maio de 2025), o estado já exportou 1,65 milhão de toneladas, volume que se configura como o maior já registrado para o período analisado. O Imea conclui que, apesar do enfraquecimento dos envios em maio, “os embarques seguem em níveis historicamente elevados, sustentando a expectativa de um novo recorde de exportação na temporada”.





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Maçã/Cepea: Colheita da safra 2024/25 está em reta final


Rapas de colheita estão sendo ofertadas no mercado

colheita da maçã fuji está chegando ao fim nas regiões produtoras do Sul do País. Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea relataram que, até o fim do mês, as atividades se encerram, dando início ao processo de “limpeza” dos pomares antes da dormência. Com isso, frutas “rapa de colheita” estão sendo ofertadas no mercado, visto que não possuem qualidade suficiente para serem estocadas – o que está “bagunçando” um pouco o comércio da fuji.

Nesta semana (12 a 16/05), o mercado de maçãs seguiu parecido com a semana anterior. Na Ceagesp, a fuji 110 Cat 1 fechou a semana com uma média de R$ 158,33/cx de 18 kg, leve queda de 1%; e a gala de mesmo perfil foi comercializada por R$ 163,33/cx de 18 kg, pequeno aumento de 1%. Cabe destacar que a gala já foi totalmente processada e armazenada e, por isso, seus preços conseguem se sustentar mais. A fuji, por sua vez, terá um controle maior oferta apenas ao fim da colheita da safra 2024/25.

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alta de 927% no volume exportado de leite em pó



Queijos e leite em pó puxam alta de lácteos




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de lácteos registraram um avanço em maio, com um aumento de 63,12% no comparativo mensal, alcançando 6,55 milhões de litros em equivalente leite. Este crescimento foi impulsionado pela maior disponibilidade de leite no mercado, mesmo em um período que, tipicamente, apresenta movimento contrário na maioria dos estados. Apesar de não ter sido o maior volume embarcado em 2025, o mês de maio gerou a maior receita do ano, totalizando US$ 7,81 milhões, conforme análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (9).

Entre as categorias que mais contribuíram para o aumento do volume exportado em relação a abril, destacam-se Queijos, com alta de 30,28%, Iogurtes, Cremes e Manteiga, que subiram 27,11%, e Leite em pó, com um salto expressivo de 927,45%. Essas categorias representaram, respectivamente, 41,14%, 29,30% e 23,27% do total exportado no mês.

Em movimento similar, após dois meses em tendência baixista, as importações de lácteos também apresentaram um aumento de 8,39% em comparação com o mês anterior, atingindo 171,77 milhões de litros em equivalente leite. Este volume resultou em um valor de US$ 85,11 milhões.





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Reforma Tributária pode revelar bilhões em créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos



Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos
Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos – Foto: Canva

A transição para o novo sistema tributário brasileiro, que começa em 2026, acendeu um alerta no agronegócio, especialmente no Paraná, estado onde o setor representa 35% do PIB. Com a extinção de tributos como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS, e a criação da CBS e do IBS, o momento exige uma revisão imediata da governança fiscal. Um dos destaques da reforma é a possibilidade de recuperar créditos tributários retroativos dos últimos cinco anos, gerados por compras de insumos vinculados à atividade econômica.

Segundo o advogado Samuel Rangel de Miranda, presidente do INDE, a nova regra elimina as interpretações subjetivas que hoje dificultam a apuração de créditos. “É como encontrar dinheiro esquecido em uma conta”, explica. Estimativas do IBPT apontam que 95% das empresas pagam mais tributos do que deveriam, e no agro esse número pode ser ainda mais expressivo devido à complexidade do setor. 

Fertilizantes, sementes, defensivos e até serviços de frete podem gerar créditos, mas muitas vezes deixam de ser aproveitados por falhas de apuração. Com uma movimentação anual de R\$ 155 bilhões no Paraná, o potencial de recuperação pode chegar a dezenas de bilhões de reais. A recomendação é que as empresas iniciem ainda em 2025 auditorias para identificar e solicitar a restituição desses valores.

A recuperação pode ser feita pelas vias administrativa ou judicial, dependendo do caso. Como o prazo é de cinco anos, a cada mês sem revisão, perde-se capital. O momento é estratégico: quem se antecipar à reforma poderá atravessar a transição com mais equilíbrio e competitividade.

“A Reforma Tributária é inevitável. O que está em jogo é o preparo das empresas. Aquelas que iniciarem esse processo agora estarão mais bem posicionadas para atravessar a transição com equilíbrio. As que esperarem demais podem perder recursos que já são seus, mas precisam ser reivindicados”, conclui.

 





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Mercado do boi registra alta em São Paulo e no Tocantins



Exportação de carne bovina cresce 33,5% em junho




Foto: Canva

Com menor oferta de animais e ritmo lento nos negócios, os preços do boi gordo e da vaca apresentaram alta nesta terça-feira (10), conforme relatório “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Em São Paulo, a valorização foi de R$2,00 por arroba. Já as cotações do “boi China” e da novilha não sofreram alterações.

No Tocantins, o cenário foi de elevação nos preços em diferentes regiões. Na parte Sul do estado, o boi gordo e a novilha subiram R$3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$4,00. Na região Norte, a vaca e a novilha registraram valorização de R$3,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve o mesmo valor.

No Oeste do Maranhão, o destaque foi o avanço na cotação da vaca, com aumento de R$5,00 por arroba. A novilha também teve alta de R$3,00, enquanto o boi gordo permaneceu estável.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado. Na primeira semana de junho, foram embarcadas 64,2 mil toneladas, com média diária de 12,8 mil toneladas. O volume representa alta de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O preço médio da tonelada atingiu US$5,3 mil, aumento de 20,2% na comparação anual.





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