sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Trigo avança com clima favorável e manejo adequado


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho nas principais regiões produtoras, com avanços no desenvolvimento vegetativo e nas práticas de manejo.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura foi concluída, com as últimas operações realizadas nos Campos de Cima da Serra. Conforme o boletim, as lavouras apresentam “excelente estabelecimento inicial”. Áreas implantadas no início de junho tiveram germinação desuniforme e baixa densidade de plantas devido ao excesso de chuvas, mas representam pequena parcela do total cultivado. Nas áreas semeadas mais cedo, já foram aplicados herbicidas para controle de plantas daninhas e adubação nitrogenada em cobertura.

Em Frederico Westphalen, os cultivos registram elevada taxa de afilhamento e avanço no desenvolvimento vegetativo em comparação à semana anterior. O boletim atribui esse resultado às condições climáticas favoráveis e à adubação nitrogenada. Nas lavouras mais tardias, há aplicação intensiva de herbicidas para controle de azevém, enquanto nas áreas mais adiantadas são realizadas aplicações preventivas de fungicidas.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento é considerado “muito satisfatório”, com vigor vegetativo e sanidade adequados. As lavouras semeadas no fim de maio, que representam cerca de 20% do total, estão entre o alongamento do colmo e o início do emborrachamento, devendo emitir espigas nos próximos dias. Segundo a Emater/RS-Ascar, o resultado é reflexo da boa implantação e da eficácia do manejo nutricional e fitossanitário.

Em Santa Maria, a alternância de chuvas e períodos de radiação solar favoreceu a retomada do crescimento vegetativo, permitindo a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura, considerada estratégica para o incremento do perfilhamento e do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 98% das lavouras estão na fase vegetativa e 2% em fase reprodutiva inicial, com emissão de espigas. As condições climáticas amenas e a boa disponibilidade de água favoreceram o crescimento, com plantas entre 15 e 20 centímetros. Parte das áreas, no entanto, foi implantada com baixo nível tecnológico, sem adubação de base ou com doses inferiores às recomendadas, devido a restrições de crédito rural e ao alto custo de acesso ao Proagro.

Em Soledade, o tempo firme, as temperaturas amenas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento, intensificando a coloração verde das lavouras. Contudo, áreas conduzidas com baixa tecnologia apresentam deficiência nutricional agravada por processos erosivos causados por chuvas intensas. A Emater/RS-Ascar indica que essas áreas ainda podem se recuperar com a aplicação complementar de adubos nitrogenados, de acordo com o estágio das plantas.





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Preços dos lácteos voltaram a cair



O mercado de leite em pó segue afetado pelas importações




Foto: Divulgação

Os preços dos lácteos apresentaram baixas no mês de julho, refletindo um volume relativamente alto da oferta, apesar da entressafra, e uma competição em preços mais forte entre os laticínios, sobretudo no leite UHT e queijo muçarela. Estoques um pouco mais altos no mercado de leite UHT também influenciaram na queda de preços.

O mercado de leite em pó segue afetado pelas importações e uma maior oferta doméstica, sem sustentação na demanda. Neste contexto, o mercado de leite Spot se manteve mais baixo e com tendência de recuo devido a aproximação da safra na maior parte do País.

As sinalizações dos Conseleites para o pagamento do leite entregue em julho apresentam relativa estabilidade. Enquanto em Santa Catarina e no Rio Grande Sul os preços ficaram estáveis, no Paraná e Minas Gerais as indicações foram distintas, refletindo o mix de comercialização e o período de fechamento das cotações.





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Novo biológico controla largartas difíceis


A empresa AgBiTech Brasil anunciou o lançamento do inseticida biológico Cartugen Max para controle da lagarta Spodoptera frugiperda. O bioinseticida é formulado com baculovírus Spodoptera frugiperda multiplenucleopolyhedrovirus (SfMNPV) na concentração de 404 g/L.

De acordo com a fabricante, o novo produto é uma evolução do antigo inseticida biológico à base de baculovírus “Cartugen”. O lançamento, afirma a AgBiTech Brasil, é resultado de “um intenso programa de melhoria contínua na área de pesquisa, desenvolvimento e produção”.

Segundo o diretor de marketing da AgBiTech Brasil, Pedro Marcellino, em uma série de testes laboratoriais comparativos, o resultado de Cartugen Max se mostrou em média três vezes mais eficiente ante outros produtos à base de baculovírus e Bacillus thurigiensis. 

Cartugen Max, afirma o executivo, apresenta eficácia média de 81% na mortalidade das lagartas, enquanto competidores apresentaram resultados entre 6% e 37%.

Os testes laboratoriais também compararam o lançamento com ingredientes ativos químicos convencionais, como clorantraniliprole, lufenuron e metomil, aplicados na soja em cenários com diferentes populações da ‘Spodoptera’. Os resutlados apontam que Cartugen Max entregou controle de 83% da praga, frente a de 53% a 67% correspondentes aos tradicionais inseticidas.

Ainda de acordo com Marcellino, a recomendação da AgBiTech ao produtor é aplicar Cartugen Max na soja aos primeiros sinais da praga, diante da presença de mariposas, posturas de ovos ou de lagartas pequenas. 

“Para chegar ao melhor resultado, consideramos ideal fazer mais de duas aplicações durante o ciclo da cultura, com objetivo de garantir a inoculação contínua do baculovírus no sistema”, recomenda o diretor de marketing da AgBiTech Brasil. 

O executivo destaca que essa evolução do bioinseticida permitiu à companhia “ampliar a capacidade de atender ao mercado de soja”. Isso porque “muitas vezes o dano gerado pela ‘Spodoptera frugiperda’ na soja é silencioso, pouco visual”. 

“Ela ataca estruturas reprodutivas da planta e pode comprometer a produtividade na faixa de 10% a 20%. Outro fator que contribui para a necessidade de controle dessa lagarta é o fato de ela ter se tornado uma praga de sistema, ou seja, ocorre na safra e na safrinha”, exemplifica Marcellino.

Para Marcellino, garantir o controle eficaz de lagartas na soja permite fazer um manejo mais eficiente na cultura subsequente – seja ela o milho ou mesmo o algodão.

“Cartugen Max possibilita uso de doses menores com alta performance. Mais potente na comparação a outros baculovírus e a ingredientes ativos de matriz química tradicionais para lagartas, como clorantraniliprole, lufenuron e metomil, revela-se uma alternativa altamente competitiva ao sojicultor, com custo por hectare muito atrativo”, conclui o executivo.





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COP30 pode abrir caminhos para o agro brasileiro


A importância dos investimentos para a competitividade do agro, a formação de parcerias estratégicas e a maior articulação institucional foram os temas centrais dos debatedores do painel “Alimentos, Energia e Inovação”, durante o 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma realização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3 – a bolsa do Brasil, que acontece nesta segunda-feira (11/8), em São Paulo (SP).

De acordo com Marcio Santos, CEO da Bayer Brasil, o agro foi uma construção muito positiva, com investimentos contínuos em inovação, que permitiram, por exemplo, o país ter uma segunda safra produtiva e sustentável. “Se o cenário externo se resolvesse hoje, nós estaríamos preparados para atender o mercado global? Será que o construímos ao longo dessas décadas, ainda estamos mantendo? Essas perguntas são fundamentais porque temos que acreditar que podemos manter nossa trajetória de crescimento”, explicou.  

Para ele, a COP30 será uma oportunidade e um marco para reposicionar o país. “Esse evento pode abrir caminhos para dialogar com nossos e novos parceiros”, pontuou. Ele alertou para entraves internos à competitividade do Brasil: “Na minha opinião, falta ambiente institucional para sermos mais competitivos. Deixo aqui uma reflexão sobre o que já construímos nestes últimos 50 anos e como vamos pensar os próximos anos e esta trajetória do agro”.

Alfredo Miguel, diretor LATAM da John Deere, destacou o papel da diplomacia, que precisa estar presente sempre, mas focada na realidade e nos desafios para discutir as soluções. Por outro lado, o setor privado vai precisar se reorganizar em termos de custos, cadeia de fornecedores e exportação para se manter competitivo.

“É importante que o governo tenha um plano de curto e médio prazo para seguirmos competitivos juntos. O agro precisa liderar o Brasil com ciência, tecnologia e inovação para continuarmos nessa crescente expansão do setor”, afirmou Miguel.

A diversificação é a base da resiliência, segundo Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. “Reconhecemos que o ciclo das commodities existe, e que os problemas geopolíticos e econômicos vêm e vão. Manter-se diversificado usando a inovação é a saída para manter a empresa crescendo em momentos difíceis. Com base nesta estratégia conseguimos realocar investimentos”, explicou.

Tomazoni defendeu o papel de uma agência de comércio exterior (trade) como instrumento estratégico do país, que poderia ser a ponte para projetar o Brasil, não só o produto, mas o jeito e a forma de fazer e a tecnologia tropical de produção brasileira”.

Durante o painel moderado pelo jornalista William Waack, Larissa Wachholz, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), alertou para o desconforto crescente da China com a dependência de exportações do Brasil e dos EUA. Segundo ela, os chineses já estão em busca ativa de diversificação de fornecedores.

Wachholz defendeu uma abordagem mais pragmática e aberta do Brasil nas parcerias internacionais, sem alinhamentos automáticos. “Precisamos pensar em nossas dependências como país — seja em fertilizantes ou outros insumos — e nos beneficiar da inovação e diversidade dos parceiros, sem privilegiar um ou outro. É preciso desenvolver novos mercados e não vender barato. Olhar para o mundo, entender suas necessidades e complementar um ao outro”, analisou.

 





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Brasil vai exportar mudas de cana-de-açúcar para Guatemala



Agronegócio alcança 399 aberturas de mercado desde o início de 2023




Foto: Pixabay

O governo brasileiro anunciou a conclusão da negociação fitossanitária com a Guatemala para exportação de mudas “in vitro” de cana-de-açúcar. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o acordo representa “valor agregado baseado em pesquisa científica” e cria novas oportunidades para o setor privado, incluindo parcerias em biotecnologia, consultoria e assistência técnica.

Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente US$ 249 milhões em produtos agropecuários para a Guatemala, com destaque para cereais, sementes de oleaginosas (exceto soja) e produtos florestais.

Com essa negociação, o agronegócio brasileiro atinge 399 aberturas de mercado desde o início de 2023. De acordo com o Mapa, o resultado é fruto de ação conjunta com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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CRA debate regulamentação do transporte ferroviário com foco no agronegócio


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) fará na quarta-feira (13), às 14h, uma audiência pública para discutir a regulamentação e a fiscalização do transporte ferroviário de cargas no Brasil. A iniciativa é do presidente do colegiado, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), e tem como objetivo avaliar os desafios e as oportunidades logísticas voltadas ao escoamento da produção agropecuária nacional.

A audiência reunirá representantes de entidades públicas e privadas ligadas à infraestrutura e ao setor produtivo, tais como o Ministério dos Transportes, a Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) e a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

Também foram convidados representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Zequinha aponta no pedido de audiência (REQ 29/2025 – CRA) que o  transporte ferroviário é um elemento estratégico para a logística do agronegócio brasileiro. O senador afirma que a malha ferroviária, quando estruturada e bem fiscalizada, contribui para a redução dos custos logísticos, melhora o escoamento da produção e reduz impactos ambientais provocados pelo excesso de transporte rodoviário.

No entanto, segundo Zequinha, diversos obstáculos ainda comprometem a eficiência do setor, como a baixa integração entre os modais de transporte, a ausência de regulamentação clara sobre o compartilhamento da infraestrutura, entraves a investimentos e falta de transparência na fiscalização.

“O setor agropecuário depende de previsibilidade e capilaridade logística. Os gargalos enfrentados hoje impactam diretamente a competitividade da produção nacional, tanto no mercado interno quanto no externo”, alerta o senador.

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e-Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e-Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

 





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Após geada e temperaturas negativas, frio segue predominante no Paraná


O fim de semana foi marcado por temperaturas baixas em todo o Paraná e geada, principalmente no Centro-Sul e na Região Metropolitana de Curitiba, por conta da atuação de uma massa de ar frio. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as temperaturas seguirão baixas ao amanhecer nos próximos dias, mas gradativamente vão subir a tarde. Não há previsão de chuvas para esta semana no Paraná.

No sábado (09) as menores temperaturas foram em General Carneiro (INMET: -1,5°C), Palmas (-1,2°C), Guarapuava (-0,3°C), São Mateus do Sul (0,5°C), Laranjeiras do Sul e Pinhão (1,4°C), Pato Branco (1,8°C), e Cascavel (1,9°C). As máximas ficaram na casa dos 21°C em Cambará e na faixa litorânea, e não passaram dos 20°C no resto do Estado. 

Cascavel não tinha temperaturas tão baixas desde o dia mais frio do ano, no fim de junho. A cidade registrou 1,8°C em 23/06, -2,4°C em 24/06 e 0,5°C em 25/06. O mesmo vale para Laranjeiras do Sul que, em 23/06, registrou 1.7°C, em 24/06 chegou a -2.0°C, em 25/06 teve 0°C, e desde então não teve temperaturas abaixo de 4°C.

No domingo (10), Dia dos Pais, mais cidades tiveram temperaturas abaixo de 2°C. As menores temperaturas foram em General Carneiro (INMET: -1,4°C), São Mateus do Sul (INMET: -1,4°C), Guarapuava (-1,1°C), União da Vitória (0,9°C), Fazenda Rio Grande (0,8°C), Cambará (0,7°C), Joaquim Távora (INMET: 0,7°C), Lapa e Ponta Grossa (0,6°C), Palotina (0,4°C), Palmas (0,1°C), Francisco Beltrão (1,0°C), e Santa Maria do Oeste (1,9°C). As máximas mais altas ficaram apenas na casa dos 23°C em Loanda, Guaíra e Cândido de Abreu.

Já nesta segunda-feira (11), as menores temperaturas ao amanhecer foram em General Carneiro (INMET: -0,5), Palmas (-0,2°C), Pinhão (0,2°C), São Mateus do Sul (0,4°C), Guarapuava (1,5°C), além de Francisco Beltrão, Palotina e Telêmaco Borba (1,8°C). As máximas também devem ficar na casa dos 23°C na região Noroeste. 

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Entre terça (12) e quarta-feira (13) segue a previsão de geada no Centro-Sul, Oeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba, com temperaturas abaixo de 5°C no amanhecer. No Oeste e no Norte a massa de ar frio perde força nos próximos dias e, com predomínio de sol, as temperaturas podem ultrapassar os 25°C a tarde. Em todo o estado o destaque será a amplitude térmica: o amanhecer gelado, e as temperaturas mais altas a tarde. 

Já na quinta (14) e sexta-feira (15) na região Leste, principalmente no Litoral, o tempo ficará nublado e as máximas não devem subir muito. “Um cavado meteorológico, que é uma região alongada de baixa pressão, vai passar pelo oceano Atlântico, próximo da costa do Paraná. Isso vai favorecer com que o vento passe a soprar do oceano para o continente, transportando mais umidade para o Litoral e Leste do Paraná, inclusive na Região Metropolitana de Curitiba”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Sem previsão de chuvas, com predomínio de sol na maior parte do Estado, no próximo fim de semana a tendência é de que finalmente as temperaturas voltem a ficar mais agradáveis.

SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.

Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.





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Gripe aviária: Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições de…


A Coreia do Sul, Angola e o Catar retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS).

O Japão também anunciou a retirada das restrições relacionadas ao município de Montenegro, mantendo ainda as restrições para os municípios de Campinápolis e Santo Antônio da Barra.

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Angola, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Catar, Coreia do Sul, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão limitada aos municípios Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão

Suspensão limitada à zona: Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).





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Brasil leva experiências em compras públicas à Argentina durante congresso de cooperativas



Conab apresenta políticas para fortalecer agricultura familiar em evento argentino




Foto: SAM PANTHAKY/AFP/JC

A expertise brasileira em políticas públicas voltadas à agricultura familiar ganha destaque no 5º Congresso de Cooperativas Agropecuárias e Agroalimentares da Província de Buenos Aires, que será realizado entre os dias 12 e 14 de agosto, na cidade de La Plata, Argentina. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está entre as instituições convidadas para o evento, que reunirá representantes de cooperativas, universidades, órgãos públicos e organizações sociais da América Latina.

A contribuição da Companhia ocorrerá durante a Mesa de Integração Comercial Cooperativa, espaço destinado ao intercâmbio de experiências sobre políticas públicas e estratégias de fortalecimento da agricultura familiar. A apresentação abordará ações executadas no Brasil, com destaque para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que promove a inclusão produtiva de agricultores familiares por meio de compras governamentais.

“Esses espaços de diálogo internacional são estratégicos para mostrar como políticas públicas bem estruturadas podem fortalecer a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, contribuir para a segurança alimentar e nutricional da população”, destaca Kelma Cruz, superintendente de Agricultura Familiar que representará a Conab no evento. “A troca de experiências nos ajuda a aprimorar o que já fazemos e a pensar conjuntamente em soluções inovadoras para os desafios comuns do campo.”

Sob o lema “Sembrando organización, cosechando futuro” (em tradução livre para o português, “Semeando organização, colhendo o futuro”), a programação inclui debates sobre desenvolvimento territorial, balanço social cooperativo, uso de tecnologias no campo e temas estratégicos para o avanço da economia solidária e do cooperativismo. A organização é conduzida pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário da província de Buenos Aires, Instituto Provincial de Asociativismo y Cooperativismo, Prefeitura de La Plata e Universidade Nacional de La Plata.

A participação no evento reforça o papel da Conab como articuladora de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável e contribui para o fortalecimento de redes internacionais de cooperação em apoio à agricultura familiar.

 





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Agricultores iniciam distribuição de mais de 70 toneladas de alimentos pelo PAA da agricultura familiar



Nesta primeira fase, aproximadamente 13 mil pessoas serão atendidas




Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira (11), agricultores e agricultoras familiares catarinenses darão início ao fornecimento de parte dos mais de 70 mil quilos de alimentos que serão distribuídos em etapas, ao longo de 12 meses, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Nesta primeira fase, aproximadamente 13 mil pessoas serão atendidas nos municípios de Lages, com entrega ao Banco de Alimentos que atende cerca de 9 mil consumidores, e nas secretarias de assistência social das cidades de Campo Belo do Sul, Abdon Batista e Anita Garibaldi, com previsão de beneficiar, ao todo, quase 4,3 mil pessoas nos três municípios.

A operação conta com investimento de cerca de R$ 570 mil e envolve aproximadamente 40 agricultores familiares de Anita Garibaldi, Abdon Batista, Campo Belo do Sul, Campos Novos e Cerro Negro. Além do fornecimento, os próprios produtores farão a entrega direta às entidades beneficiárias. Entre os produtos adquiridos estão frutas, verduras, legumes, pinhão, farinha de milho, feijão (cores e preto) e bolachas.

O PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), auxilia na comercialização da produção da agricultura familiar: o governo adquire alimentos de agricultores com projetos aprovados e os próprios produtores os entregam diretamente às entidades, como escolas, bancos de alimentos e cozinhas solidárias, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

 





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