sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Exportações de milho crescem em julho, mas recuam frente a 2024



USDA prevê safra recorde nos EUA




Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (12), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 1,18 milhão de toneladas de milho em julho de 2025, alta de 625,83% em relação a junho. O crescimento é significativo ao avanço da colheita no estado, movimento considerado sazonal para este período do ano.

Na comparação com julho de 2024, entretanto, houve queda de 59,02% nos embarques. O Imea apontou que o retorno é resultado do atraso na colheita deste ano em relação aos anteriores e do prolongamento do escoamento da soja, o que aumentou a concorrência pelo uso dos terminais portuários.

Para os próximos meses, a expectativa é de aceleração nos embarques, com a colheita entrando na reta final e a necessidade de liberar espaço nos armazéns. Contudo, o instituto alertou para a colheita de milho nos Estados Unidos. “O USDA projeta produção recorde para o país na próxima temporada, o que deverá competir com a oferta brasileira no segundo semestre de 2025”, destacou.





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Canola mantém potencial produtivo apesar de impactos climáticos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a cultura da canola apresenta desenvolvimento vegetativo e estruturação adequada adequadamente, mesmo em áreas com baixa densidade de plantas, resultado do excesso de chuvas no pós-plantio e na emergência. Segundo o levantamento, esses cultivos foram registrados como transferências compensatórias de ramos secundários, características fisiológicas que contribuem para a preservação do potencial produtivo inicial.

O avanço das áreas em segurança e a presença de polinizadores, como abelhas, favorecem a formação de síliquas. “A integração entre práticas agrícolas e apícolas é fundamental para a produtividade”, destacou a publicação.

Na Região Noroeste, as ocorrências da primeira semana de julho, que coincidiram com o florescimento de parte das atividades, somadas ao excesso de chuvas, podem ter causado pequena redução no potencial produtivo em relação à estimativa inicial. Ainda assim, a sanidade das plantas é considerada adequada, sem registros relevantes de práticas ou doenças. A estimativa para esta safra é de 203.206 hectares cultivados, com produtividade média projetada em 1.737 kg/ha.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 5% das atividades estão em fase vegetativa, 80% em recuperação e 15% em formação de síliquas, o que indica avanço uniforme do ciclo na maior parte das áreas.

Em Ijuí, cerca de 50% das atividades avançam para o estádio reprodutivo, quando ocorrem alongamentos da pressa principal, separação das gemas floríferas e início da expansão dos pedúnculos florais. O estado fitossanitário é descrito como muito bom, sem consultas de sentenças ou doenças.

Na região de Santa Rosa, 42% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 47% em florescimento, 10% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As noites provocaram o aborto floral, redução no número de síliquas e possível queda no teor de óleo das sementes. Apesar dos impactos, os trabalhos ainda em fase vegetativa mantêm bom potencial produtivo, sobretudo com o uso de cultivares tardios e manejo adequado.

Em Soledade, 70% das atividades estão em florescimento, 25% em fase vegetativa e 5% em formação de síliquas. As atividades de campo concentram-se no monitoramento fitossanitário e na aplicação preventiva de fungicidas para preservar a sanidade dos cultivos.





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Brasil exporta volume recorde de algodão



Mato Grosso lidera exportações do produto




Foto: India Water Portal

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), o ciclo de exportações de algodão da safra 2023/24 encerrou-se em julho com volume recorde de 2,83 milhões de toneladas embarcadas pelo Brasil.

Mato Grosso, maior produtor nacional, respondeu por 1,83 milhão de toneladas, alta de 7,62% em relação ao ciclo anterior. “Este é o maior resultado da série histórica”, informou o Imea. Entre os principais destinos, destacaram-se o Vietnã, com 375,93 mil toneladas, o Paquistão, com 294,31 mil toneladas, e Bangladesh, com 279,92 mil toneladas.

O levantamento apontou ainda redução de 66,94% nas compras da China, que caíram de 757,79 mil toneladas no ciclo anterior para 250,54 mil toneladas no atual. Segundo o Imea, o recuo está relacionado ao maior equilíbrio nos estoques internos do país asiático e à boa safra local, diminuindo a necessidade de importações.

Para o ciclo que começa em agosto, a projeção do instituto é que Mato Grosso mantenha o ritmo elevado, com expectativa de exportar 2,05 milhões de toneladas.





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Mato Grosso exporta volume recorde de carne bovina



China impulsiona alta nas exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), as exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiram 89,49 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) em julho de 2025. O volume representa aumento de 31,44% em relação ao mês anterior e estabelece o maior patamar já registrado pelo estado.

O instituto destacou que, além da elevação no volume embarcado, o preço médio da carne exportada subiu para US$ 4.340,03 por tonelada. “Esse cenário resultou em um faturamento de US$ 388,40 milhões em julho”, informou o Imea.

A maior demanda chinesa foi apontada como o principal fator para o avanço das exportações, com alta de 31,98% no volume destinado ao país no comparativo mensal. De acordo com o Imea, caso se mantenha o ritmo de compras no segundo semestre pelos principais importadores, em especial pela China, Mato Grosso poderá alcançar um novo recorde anual de volume exportado.





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Baixa oferta eleva preço do leite no Mato Grosso



Preço do leite sobe 14,25% no semestre




Foto: Divulgação

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), o produtor de leite de Mato Grosso recebeu, no primeiro semestre de 2025, em média, R$ 2,31 por litro. O valor representa alta de 14,25% em relação ao mesmo período de 2024 e é o maior já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2015.

O instituto apontou que a elevação foi influenciada pela menor oferta de leite no estado e pelo aumento dos custos de produção. “No mesmo período, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) em Mato Grosso foi de 51,28%, queda de 3,47 pontos percentuais, atingindo a menor média desde 2015”, informou o Imea.

Ainda segundo o levantamento, o Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite em Mato Grosso e a “Média Brasil”, calculada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ficou em -14,64%, equivalente a -R$ 0,40 por litro. Trata-se da menor diferença desde o primeiro semestre de 2016.

Para os próximos meses, a expectativa do Imea é de que a redução das chuvas, com o pico do período de seca no estado, impacte ainda mais a captação de leite na região.





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Produtores reorganizam rebanhos para pastagens


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a pecuária de corte no Rio Grande do Sul atravessa um período de gestação em todas as regiões, com parições previstas para os próximos meses. A condição corporal dos animais variou conforme o manejo. Em algumas propriedades, o uso de forrageiras cultivadas e suplementação manteve o escore adequado, mas, em áreas dependentes apenas de campo nativo ou com lotação elevada, houve perdas acentuadas de peso e risco de morte.

Na região administrativa de Bagé, aumentou o uso de sal proteinado para suplementação alimentar, medida necessária diante da dificuldade dos animais em manter peso e escore corporal. Em Caxias do Sul, a situação foi considerada crítica em propriedades com rebanho mantido exclusivamente em campos nativos, onde houve registros de morte por desnutrição. A Emater/RS-Ascar informou que “em grande parte das propriedades, reprodutores e matrizes prenhes receberam alimentação de melhor qualidade em comparação às demais categorias”.

Em Frederico Westphalen, houve incidência significativa de carrapato. Ainda assim, os animais mantiveram peso com o uso de suplementação. Em Passo Fundo, o estado nutricional e sanitário foi considerado apropriado, e a oferta de animais no mercado aumentou com a readequação da lotação das pastagens. Em Pelotas, o rebanho apresentou escore corporal adequado, e a vacinação contra clostridioses foi reforçada. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita.

Na região de Porto Alegre, animais em campo nativo tiveram condição corporal comprometida, enquanto aqueles em campos diferidos e suplementados com sal proteinado mantiveram o escore. Em Santa Maria, o clima e a alimentação favoreceram o desenvolvimento do rebanho.

Em Santa Rosa, houve ganho de peso e reorganização dos rebanhos para reduzir a pressão sobre as pastagens. Produtores buscaram crédito para aquisição de animais de engorda ou reposição. A demanda por gado de invernar permaneceu abaixo do esperado. Para o gado gordo, o aumento da oferta oriunda de pastagens cultivadas provocou queda nos preços. Em Santo Antônio das Missões, pecuaristas familiares se reuniram para discutir alternativas de manutenção alimentar do rebanho após os impactos das geadas. Em Soledade, categorias de boi gordo e vaca gorda tiveram prioridade nas melhores pastagens, e o período de parições continuou, com terneiros apresentando bom peso ao nascer.





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Santa Catarina investe R$ 51,4 milhões no meio rural em julho



Fundo rural beneficia 9,9 mil produtores




Foto: Divulgação


A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) repassou R$ 51,4 milhões em julho por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). Segundo o órgão, o montante foi destinado diretamente aos produtores rurais, com o objetivo de incentivar investimentos nas propriedades e contribuir para a permanência das famílias no campo.

De janeiro a julho, o total aplicado pelo FDR atingiu R$ 101,8 milhões, beneficiando 9.951 produtores em todas as regiões do estado. Conforme a Sape, os recursos foram destinados ao financiamento e à subvenção de juros em programas como Pronampe Agro SC, Pronampe Agro SC Emergencial, Água no Campo SC, Financia Agro-SC, Jovens e Mulheres em Ação, Reconstrói SC, Leite Bom SC e Safra Garantida, operacionalizados pela Epagri em parceria com a secretaria.

O investimento foi direcionado a melhorias estruturais nas propriedades, incluindo a construção de cisternas, instalação de sistemas de energia fotovoltaica, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de estações de tratamento de água, compra de computadores e notebooks, além de matrizes e reprodutores bovinos, ovinos e caprinos.





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Agro fecha julho com saldo positivo, mas preços internacionais pressionam parte dos setores


As exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 15,6 bilhões em julho de 2025, um avanço de 7,2% frente a junho e de 1,47% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA baseada em dados da Secex.

O desempenho positivo foi puxado pela soja em grãos, que manteve o ritmo forte de embarques, somando 12,3 milhões de toneladas, alta de 9% sobre julho de 2024, sustentada pelo apetite chinês – responsável por 75% das compras no acumulado do ano. Apesar do aumento no volume, os preços recuaram 7,1% na mesma comparação, para US$ 409,7/t.

No complexo de proteínas, o destaque foi a carne bovina in natura, que atingiu 237 mil toneladas, recorde da série histórica e 17% acima de julho de 2024, com preços médios 26% superiores, a US$ 5.551/t. Já a carne de frango ensaiou recuperação após os impactos da gripe aviária, avançando 18,3% frente a junho, mas ainda 22% abaixo do volume de um ano antes. A carne suína caiu 5,2% no comparativo anual, com 113 mil t embarcadas, mas com valorização de 9,3% no preço médio.

Entre os produtos básicos, o milho registrou forte retração, com exportações de 2,4 milhões de toneladas – queda de 31% na comparação anual. Já no setor sucroenergético, o etanol avançou 72% em volume, enquanto o açúcar VHP recuou 5,4%, ambos com queda nos preços médios.

A análise do Itaú BBA indica que, apesar do avanço em alguns segmentos estratégicos, o cenário é de “contrastes setoriais”, com pressões sobre preços internacionais, competição acirrada e desafios logísticos que podem influenciar o ritmo de embarques no segundo semestre.

 





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Trigo avança com clima favorável e manejo adequado


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desempenho nas principais regiões produtoras, com avanços no desenvolvimento vegetativo e nas práticas de manejo.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a semeadura foi concluída, com as últimas operações realizadas nos Campos de Cima da Serra. Conforme o boletim, as lavouras apresentam “excelente estabelecimento inicial”. Áreas implantadas no início de junho tiveram germinação desuniforme e baixa densidade de plantas devido ao excesso de chuvas, mas representam pequena parcela do total cultivado. Nas áreas semeadas mais cedo, já foram aplicados herbicidas para controle de plantas daninhas e adubação nitrogenada em cobertura.

Em Frederico Westphalen, os cultivos registram elevada taxa de afilhamento e avanço no desenvolvimento vegetativo em comparação à semana anterior. O boletim atribui esse resultado às condições climáticas favoráveis e à adubação nitrogenada. Nas lavouras mais tardias, há aplicação intensiva de herbicidas para controle de azevém, enquanto nas áreas mais adiantadas são realizadas aplicações preventivas de fungicidas.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento é considerado “muito satisfatório”, com vigor vegetativo e sanidade adequados. As lavouras semeadas no fim de maio, que representam cerca de 20% do total, estão entre o alongamento do colmo e o início do emborrachamento, devendo emitir espigas nos próximos dias. Segundo a Emater/RS-Ascar, o resultado é reflexo da boa implantação e da eficácia do manejo nutricional e fitossanitário.

Em Santa Maria, a alternância de chuvas e períodos de radiação solar favoreceu a retomada do crescimento vegetativo, permitindo a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura, considerada estratégica para o incremento do perfilhamento e do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 98% das lavouras estão na fase vegetativa e 2% em fase reprodutiva inicial, com emissão de espigas. As condições climáticas amenas e a boa disponibilidade de água favoreceram o crescimento, com plantas entre 15 e 20 centímetros. Parte das áreas, no entanto, foi implantada com baixo nível tecnológico, sem adubação de base ou com doses inferiores às recomendadas, devido a restrições de crédito rural e ao alto custo de acesso ao Proagro.

Em Soledade, o tempo firme, as temperaturas amenas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento, intensificando a coloração verde das lavouras. Contudo, áreas conduzidas com baixa tecnologia apresentam deficiência nutricional agravada por processos erosivos causados por chuvas intensas. A Emater/RS-Ascar indica que essas áreas ainda podem se recuperar com a aplicação complementar de adubos nitrogenados, de acordo com o estágio das plantas.





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