sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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90% da acácia-negra é usada na geração de energia



Frio impulsiona corte de acácia-negra no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31), o cultivo de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul segue com atividades de preparo de novas áreas, tratos culturais, controle de pragas e corte. As condições fitossanitárias das plantações são consideradas adequadas, e os preços registraram leve elevação no período.

Com a queda nas temperaturas, os produtores da região intensificaram o corte e a comercialização da madeira. Segundo a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 60% das operações de corte e empilhamento são terceirizadas, o que impacta diretamente na rentabilidade, especialmente nas pequenas propriedades. A maior parte da produção é destinada à geração de energia, que absorve cerca de 90% da matéria-prima, enquanto uma fração menor é usada como escora na construção civil.

Na regional de Lajeado, a acácia-negra tem perdido espaço. Áreas antes ocupadas pela cultura estão sendo substituídas por lavouras de milho e criação de gado de corte.

Na região de Pelotas, a AGEFLOR contabiliza 30.963 hectares cultivados com acácia-negra. Os valores pagos ao produtor variam entre R$ 150,00 por metro cúbico estéreo na propriedade e R$ 200,00 por metro cúbico estéreo de lenha entregue nas unidades consumidoras.

Em Santa Maria, as áreas dedicadas ao cultivo da espécie continuam em redução. Até o momento, não há sinais de implantação de novos plantios na região.





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Imea prevê retomada nos preços do boi em agosto



Boi gordo recuou 3,45% em julho no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (4), a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 298,07 em Mato Grosso durante o mês de julho de 2025. O valor representa uma retração de 3,45% em relação ao mês anterior, a maior desvalorização mensal registrada na série histórica do indicador.

O recuo foi atribuído ao alongamento nas escalas de abate, impulsionado pela maior oferta de animais oriundos do pasto, devido à extensão do período de chuvas, e pela disponibilidade de bovinos terminados no primeiro giro de confinamento. Essa combinação resultou em maior volume de oferta e pressão sobre os preços no estado.

De acordo com o levantamento, entre os anos de 2003 e 2025, o mês de julho apresentou valorização no preço da arroba em 15 oportunidades, enquanto o mês de agosto registrou alta em 13 anos. Para 2025, a tendência, segundo o Imea, é de recuperação nos preços da arroba em agosto, diante da expectativa de menor oferta de machos e fêmeas terminadas, fato já sinalizado pelo recente encurtamento das escalas de abate no estado.





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Lei regulamenta produção de cachaça em Minas Gerais



Nova lei busca desburocratizar setor de bebidas




Foto: Divulgação

O Governo de Minas Gerais sancionou a Lei nº 25.424, que trata da inspeção e da fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana. A medida é considerada estratégica para desburocratizar o processo de produção e comercialização da cachaça e da aguardente de cana-de-açúcar, bebidas com valor histórico, cultural e gastronômico no estado.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) informou que a sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado (2). A nova norma regulamenta a produção das bebidas, exigindo o cumprimento de padrões higiênico-sanitários desde o engarrafamento até o acondicionamento dos produtos.

Segundo a legislação, os estabelecimentos produtores deverão seguir as exigências sanitárias definidas, além de manter a documentação regularizada. O descumprimento das regras pode resultar em penalidades, como multas e até a suspensão da atividade.





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Produtividade do algodão cresce em agosto no Mato Grosso



Chuvas beneficiam algodão da segunda safra




Foto: Canva

A análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (4) indica aumento na estimativa de produtividade média do algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso, conforme os dados de agosto de 2025.

A área destinada ao cultivo da cultura foi mantida em 1,52 milhão de hectares. Segundo o Imea, desse total, 297,40 mil hectares correspondem à primeira safra, enquanto 1,22 milhão de hectares são relativos à segunda safra. Apesar de chuvas prolongadas terem afetado algumas lavouras da primeira safra, o instituto relatou que o desenvolvimento do algodão de segunda safra, especialmente o semeado mais tardiamente, apresentou bom desempenho.

Diante do cenário, a produtividade média do algodão em caroço foi estimada em 302,99 arrobas por hectare em agosto, o que representa uma elevação de 2,00% em relação a julho. Com esse resultado, projeta-se uma produção total de 6,92 milhões de toneladas de algodão em caroço para o ciclo 2024/25, o que corresponde a um aumento de 8,21% em comparação com a safra anterior.





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Ceres Agrobank apresenta o novo ciclo de crédito no agronegócio



Instituição reforça compromisso com o agro brasileiro


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Ceres Agrobank confirma presença na Andav 2025 e reforça compromisso com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro

Referência em soluções financeiras para o agronegócio, estará presente na Andav 2025, um dos principais eventos do setor de distribuição de insumos agropecuários do país.

Com um portfólio de produtos e serviços voltados para impulsionar o crescimento sustentável do agro, a Ceres Agrobank apresentará novidades, oportunidades de crédito e linhas de financiamento que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva.

Durante o evento, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções inovadoras oferecidas pela instituição, além de contar com uma equipe de especialistas preparada para tirar dúvidas e oferecer as melhores alternativas para cada perfil de negócio.

A participação na Andav 2025 reforça o compromisso da Ceres Agrobank em estar ao lado do produtor rural, fomentando investimentos, apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias e fortalecendo o mercado agro brasileiro.

Ceres Agrobank nasceu para fomentar a transformação do agronegócio, com soluções personalizadas e mais justas para captação e distribuição de recursos financeiros.

Uma empresa idealizada por sócios que uniram a experiência no setor agropecuário com o conhecimento do mercado financeiro para trabalhar lado a lado com revendas e agroindústrias.





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Petróleo cai para mínima de 8 semanas com incerteza sobre sanções dos EUA…


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Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de cerca de 1%, atingindo uma mínima de oito semanas nesta quarta-feira, depois que os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o progresso nas negociações com Moscou criaram incertezas sobre se os EUA imporiam novas sanções à Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,1%, fechando a US$66,89 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 1,2%, a US$64,35.

Esses movimentos marcaram o quinto dia consecutivo de perdas para ambos os índices de referência do petróleo, com o Brent fechando em seu nível mais baixo desde 10 de junho e o WTI fechando em seu nível mais baixo desde 5 de junho.

Trump disse nesta quarta-feira que seu enviado especial Steve Witkoff fez “grandes progressos” em sua reunião com o presidente russo Vladimir Putin, enquanto Washington continuava seus preparativos para impor sanções secundárias na sexta-feira.

Trump ameaçou impor sanções adicionais a Moscou se não forem tomadas medidas para acabar com a guerra na Ucrânia.

“Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, disse Trump, sem fornecer mais detalhes.

A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos EUA, portanto, qualquer possível acordo que reduza as sanções tornaria mais fácil para a Rússia exportar mais petróleo.

No início do dia, os preços do petróleo subiram depois que Trump emitiu um decreto impondo uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, afirmando que ela importava direta ou indiretamente petróleo russo. O novo imposto de importação entrará em vigor 21 dias após 7 de agosto.

A Índia, juntamente com a China, é um grande comprador de petróleo russo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Seher Dareen em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Jeslyn Lerh em Cingapura)





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Irrigação estratégica garante alta produtividade



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas”



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas"
“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas” – Foto: Pixabay

A produção de etanol de milho segue em forte expansão no Brasil, especialmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que concentram as maiores áreas plantadas. A colheita da segunda safra 2024/25 já atinge 53,3% da área, com expectativas de produtividade recorde, segundo dados da Pátria Agronegócios. A consultoria AgRural também elevou a estimativa de produção total do cereal para 136,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo bom desempenho da safrinha, que deve render 108,9 milhões de toneladas.

A irrigação tem desempenhado papel fundamental nesse avanço, permitindo maior estabilidade produtiva, principalmente em regiões com clima irregular. Com o uso da tecnologia, os produtores conseguem elevar a produtividade por hectare, otimizando áreas já cultivadas e evitando a necessidade de desmatamento ou substituição de culturas relevantes como soja e feijão.

“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas igualmente importantes, como soja e feijão. A irrigação potencializa a produtividade numa mesma área, evitando que novas áreas precisem ser abertas exclusivamente para milho”, destaca William Damas, especialista agronômico da Netafim.

No Mato Grosso do Sul, onde a variabilidade climática é mais acentuada, a irrigação tem sido decisiva para reduzir os impactos de anos secos sobre a rentabilidade. Enquanto lavouras não irrigadas sofrem quedas de produtividade, áreas com irrigação mantêm altos rendimentos, assegurando o abastecimento das indústrias de etanol de milho em crescimento na região.

Essa estratégia fortalece a produção de biocombustíveis no país, posicionando o Brasil como referência global na integração entre agricultura de alta performance e geração de energia renovável, com ganhos tanto para o mercado de grãos quanto para o setor energético.

 





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Brasil amplia mistura de biocombustíveis



A decisão tem impactos diretos no agronegócio



A decisão tem impactos diretos no agronegócio
A decisão tem impactos diretos no agronegócio – Foto: Canva

Entraram em vigor no dia 1º de agosto as novas misturas obrigatórias de biocombustíveis no Brasil: o etanol anidro passou para E30 e o biodiesel para B15, elevando de 14% para 15% a proporção de renováveis nos combustíveis fósseis. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), busca reduzir a dependência externa e reforçar a segurança energética em meio à instabilidade do mercado global.

A decisão tem impactos diretos no agronegócio, especialmente nas cadeias de milho e soja. Com a nova política, espera-se uma demanda adicional de até 2 bilhões de litros de etanol por ano, o que antecipa para 2025 o uso de mais de 30 milhões de toneladas de milho na produção do biocombustível, meta antes projetada para 2026. Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins devem receber novos investimentos em usinas de etanol de milho.

“A adoção simultânea do B15 e do E30 é um recado político e econômico claro: o Brasil quer e pode ser protagonista global na transição energética baseada no agro. A cadeia produtiva da soja e do milho será diretamente beneficiada com mais demanda, investimentos e previsibilidade de preços”, afirma Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

A elevação do B15 também beneficia o processamento interno de soja, com estimativa de 73 milhões de toneladas esmagadas em 2025, atendendo à demanda crescente por farelo e óleo. O aumento da mistura tende a estimular a industrialização doméstica da oleaginosa, reduzindo a dependência da exportação e promovendo maior previsibilidade de preços.

Além de fortalecer a autonomia energética brasileira, a medida impulsiona o desenvolvimento regional com a descentralização da produção de etanol e biodiesel. Para o setor agroindustrial, trata-se de uma sinalização clara de que o Brasil aposta em sua vocação agrícola como base para a transição energética sustentável e estratégica.

 





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Como reduzir perdas com agricultura de precisão



Esses dados evidenciam a importância do planejamento



Esses dados evidenciam a importância do planejamento
Esses dados evidenciam a importância do planejamento – Foto: Pixabay

Em propriedades com módulos rurais maiores, a adoção de tecnologias como o controle de seção linha a linha em semeadoras já é realidade. Segundo o engenheiro agrônomo Cauê Marcassa Lonzi de Oliveira, esse tipo de recurso traz ganhos importantes à agricultura de precisão, permitindo o desligamento automático de linhas, inclusive em pulverizadores, para evitar sobreposições e desperdícios.

Na safra 2024/25, com base em um sistema de rotação soja-milho, os custos com sementes somam R$ 650 por hectare para a soja e R$ 1.240 por hectare para o milho, totalizando um investimento de R$ 1.890 por hectare. Ao analisar a operação de pulverização em uma área de 46,19 hectares com um pulverizador de barra, identificou-se que cerca de 2,4 hectares foram amassados pelas rodas do equipamento — o que representa aproximadamente 5% da área total.

Esses dados evidenciam a importância do planejamento e da escolha estratégica de tecnologias, como sistemas de desligamento automático. A redução da área amassada, além de preservar a produtividade, permite ganhos financeiros expressivos, sobretudo quando comparados a investimentos em insumos de retorno incerto.

“Você, Produtor Rural, está em busca de reduzir os custos de produção ?! Você realmente está utilizando todo o potencial tecnológico que possui dentro do pátio de maquinas?”, indaga ele, na rede social LinkedIn.

Dessa forma, a análise detalhada das operações e o uso de recursos tecnológicos se mostram essenciais para garantir eficiência e rentabilidade nas propriedades agrícolas. Avaliar o impacto real de cada decisão no campo é o primeiro passo para tornar a fazenda mais lucrativa e sustentável.

 





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Brasil pode ampliar segurança energética com biomassa



Processo utiliza produtos como a casca de arroz



Processo utiliza produtos como a casca de arroz
Processo utiliza produtos como a casca de arroz – Foto: Pixabay

A cogeração de energia a partir da biomassa, principalmente da cana-de-açúcar, representa uma das alternativas mais sustentáveis e eficazes para a produção simultânea de eletricidade e calor no setor industrial. Segundo Armindo Bredariol Jr., consultor da Valor Energia, o Brasil possui um verdadeiro tesouro energético ainda subutilizado, com grande potencial para impulsionar a segurança energética nacional com baixa emissão de carbono.

O processo utiliza resíduos como bagaço e palha da cana, além de outros materiais como casca de arroz, resíduos florestais e capim-elefante, transformando passivos ambientais em energia renovável. A biomassa é queimada em caldeiras, gerando vapor que movimenta turbinas para a produção de eletricidade. O calor residual é reaproveitado em processos industriais, atingindo até 80% de eficiência — muito superior aos cerca de 35% de uma termoelétrica convencional.

Atualmente, a capacidade instalada global de energia a partir de biomassa é estimada em 150 GW, conforme dados da IEA Bioenergy. No Brasil, esse número chega a 14,6 GW, sendo aproximadamente 11 GW provenientes da biomassa da cana-de-açúcar. Apenas com o aproveitamento da palha e modernização das usinas, o país pode alcançar mais de 20 GW. Se incluídas outras biomassas agrícolas e florestais, o potencial supera os 30 GW.

Investir em cogeração com biomassa traz benefícios como geração distribuída próxima aos centros de consumo, redução de perdas na transmissão, complementaridade às fontes solar e eólica, além de fortalecer a indústria sucroenergética. Com estímulos regulatórios adequados, essa fonte pode desempenhar um papel estratégico na transição energética brasileira.

 





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