terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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USDA informa mais uma venda de soja nesta 5ª (18), enquanto China segue…


Anúncio é o terceiro da semana e, nesta sexta-feira, nação asiática leiloa mais 550 mil t da oleaginosa importada; demanda segue alta nas operações

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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou mais uma venda de 114 mil toneladas de soja para destinos não revelados nesta quinta-feira (18). O volume é todo da safra 2025/26 e o mercado segue especulando que a China seja o destino.

Durante a semana, o departamento trouxe diversos informes diários de venda de soja e de milho, mostrando que, de fato, a nação asiática está mais ativa no mercado norte-americano. No entanto, há ainda muitas incertezas sobre sua continuidade, sobretudo quando a nova safra do Brasil começar a chegar trazendo produto mais competitivo. 

E ao mesmo tempo em que a China vem fazendo compras de soja nos Estados Unidos, segue realizando leilões de soja importada e garantindo boa demanda. Na operação realizada nesta semana, foram arrematadas 63% do lote de 514 mil toneladas, com destaque para as compras das tradings em bons volumes.

“Isso não é bom para o Brasil, não agora, mas para frente, no ano que vem, porque a demanda do chinês pela nossa nova safra ainda está lenta. Se essa história se repetir – que é comprar soja americana que eles não precisam para gerar demanda nos leilões, esse rodízio de reserva, precisa gerar um certo sentimento de escassez, diminuindo a velocidade da liberação dos navios, as certificações”, explica Eduardo Vanin, Senior Agriculture Strategist da Marex  e diretor da Agrinvest Commodities. 

Atualmente, o tempo destas liberações passou de 10 para cerca de 20 dias, já gerando essa “escassez”, promovendo a demanda pela soja leiloada. O alerta de Vanin é para o impacto de movimentos como estes se repetindo em 2026, com os EUA podendo concorrer com o Brasil pelas janelas do programa de exportação, em especial do segundo semestre do próximo ano. 

Com as compras mais recentes da China nos EUA, a demanda pela soja do Brasil perdeu um pouco do seu fôlego neste mês de dezembro, com a média diária dos embarques brasileiros em cerca de 100 mil toneladas, a menor do ano. No acumulado deste mês, são 1,330 milhão de toneladas. Em todo 2025, todavia, os números das exportações de soja do Brasil seguem muito fortes. 

Nesta sexta-feira (19), a China realiza um novo leilão de 550 mil toneladas. 





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Exportações goianas de lácteos avançam em 2025


A dinâmica do mercado de lácteos tem sido marcada por aumento da oferta e pressão sobre os preços, segundo a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No mercado internacional, a elevação da produção nas principais regiões produtoras, associada a uma demanda menos consistente, limitou a sustentação das cotações. Esse cenário resultou em nova queda de 3,0% no Índice GDT no 392º leilão, realizado em 18 de novembro de 2025, que fixou o valor médio dos lácteos em US$ 3.678 por tonelada.

No Brasil, a oferta interna de leite e derivados também avançou, impulsionada pelo crescimento da produção e pelo aumento das importações. Em outubro, o preço do leite pago ao produtor recuou 5,7% em relação a setembro, com a Média Brasil alcançando R$ 2,30 por litro, conforme dados do Cepea. No mesmo período, as importações brasileiras de lácteos somaram 25,1 mil toneladas, alta de 8,0% na comparação mensal, enquanto as exportações totalizaram 3,0 mil toneladas, queda de 18,6% frente a setembro de 2025.

O informativo destaca ainda que a edição de agosto de 2025 do Observatório do Consumidor da Embrapa aponta o leite condensado como um produto de relevância cultural no Brasil, associado a tradições, celebrações e memória afetiva, fator que contribui para sua resiliência em períodos festivos, como o Natal.

No comércio exterior, Goiás registrou exportações de 129,8 toneladas de leite condensado entre janeiro e outubro de 2025, com receita de US$ 302,4 mil. Os embarques tiveram como destino os Estados Unidos, o Paraguai e a Argentina, sendo o mercado norte-americano responsável por 86,1% do volume total. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 134,8% em volume e de 117,4% em valor exportado, indicando maior participação do estado nesse segmento.





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Setor avícola registra crescimento no terceiro trimestre


De acordo com a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o poder de compra do avicultor apresentou avanço em outubro, impulsionado pela valorização do frango vivo e pela redução no custo do farelo de soja. O animal vivo foi cotado a R$ 6,27 por quilo, alta de 8,0% na comparação mensal, enquanto o farelo de soja alcançou R$ 1.637,20 por tonelada, com recuo de 1,8%, segundo dados do Cepea.

O cenário contribuiu para o estímulo à produção de proteína animal no país. Resultados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, no terceiro trimestre de 2025, foram abatidos 1,6 bilhão de animais no Brasil, volume 4,0% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O peso total das carcaças somou 3,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% na mesma base de comparação. A produção de ovos também avançou, com alta de 4,1%, alcançando 1,2 bilhão de dúzias no período analisado.

No mercado internacional, a diversificação de destinos segue como estratégia para reduzir riscos no comércio exterior de commodities. Embora a China ainda não tenha retomado de forma significativa as compras de carne de frango, em decorrência do surto de Influenza Aviária registrado no Brasil, a Coreia do Sul ampliou sua participação como compradora da proteína brasileira. Em outubro, o país asiático foi o principal destino da carne de frango produzida em Goiás, com a importação de 3,2 mil toneladas, totalizando US$ 7,4 milhões. O desempenho representou crescimento em valor, volume e preço médio pago por tonelada em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 2025, a Coreia do Sul atingiu marca histórica nas aquisições de carne de frango goiana, tanto em valor quanto em volume. A expectativa para o setor é de manutenção da demanda interna e das exportações em patamar elevado, favorecida pelas festividades de fim de ano e pela retomada do ritmo habitual das transações comerciais.





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Colheita de mel avança de forma desigual no RS



Chuvas impactam produção de mel em regiões do Estado



Foto: Canva

A colheita de mel avança de forma heterogênea nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1º). Em Dom Pedrito, na região administrativa de Bagé, os trabalhos estão em fase final. De acordo com o levantamento, áreas de matas e campos nativos com maior diversidade de espécies registraram produtividade mais elevada. Ainda conforme o informativo, o fornecimento de alimentação artificial segue sendo adotado com o objetivo de estimular o crescimento dos enxames capturados durante a primavera.

Na região de Caxias do Sul, as chuvas do período reduziram as atividades de forrageamento das abelhas. Alguns apicultores iniciaram a colheita, mas persistem relatos de ataques de predadores, como iraras e tatus, que causaram tombamento de caixas e perda de enxames. Já na região de Ijuí, não houve colheita no período, com os produtores concentrados no processamento e no envase do mel.

Em Pinheiro Machado, na região de Pelotas, a Associação Pinheirense de Apicultores informa que “a produtividade registrada até o momento varia entre 10 e 11 kg por caixa, com a utilização de uma única melgueira”. Segundo a entidade, os enxames apresentam intensa atividade, explorando floradas nativas, e os resultados superam os observados em safras recentes.

No Vale do Jaguari, na região administrativa de Santa Maria, a maioria dos apicultores realizou revisões nos enxames e instalou melgueiras em função das floradas nativas de espécies como ingá e caraguatá. O informativo aponta, contudo, que as chuvas intensas prejudicaram as floradas e limitaram a atividade das abelhas. Situação semelhante foi registrada na região de Santa Rosa, onde o excesso de precipitações comprometeu o ritmo de trabalho dos insetos e exigiu ajustes no manejo, especialmente quanto à suplementação alimentar e à proteção das colmeias contra a umidade.

Na região de Soledade, a colheita prosseguiu ao longo do período, com produção considerada satisfatória pelos técnicos da Emater/RS-Ascar.





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Soja pautada por recuperação produtiva


O mercado da soja do Rio Grande do Sul é pautado pela recuperação produtiva de 57% e foco em manejo fitossanitário intensivo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 144,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,64/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 140,00 e Passo Fundo a R$ 139,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

O cenário agrícola de Santa Catarina é definido por postura de ajuste estratégico. “O mercado catarinense também é impactado pela crise em outras commodities como arroz, cujos preços ao produtor estão 52% abaixo dos níveis do ano anterior, limitando fôlego financeiro dos agricultores para manejo da soja. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,94 (+0,79%)”, completa.

O Paraná apresenta cenário de estabilidade técnica nos indicadores oficiais. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,86. Em Cascavel, o preço foi R$ 130,41. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,09. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,19 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,94. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul vive cenário de queda de braço entre produtores e tradings. “O armazenamento é gargalo mais crítico do estado, com estudo técnico revelando que 73 dos 78 municípios analisados possuem déficit de silos, totalizando defasagem de 11,1 milhões de toneladas. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,00, Campo Grande em R$ 124,86, Maracaju em R$ 124,86, Chapadão do Sul a R$ 122,91, Sidrolândia a em R$ 124,86”, informa.

O Mato Grosso inicia efetivamente a retirada dos primeiros talhões de soja das áreas de pivô central. “Campo Verde: R$ 122,26 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,23 (-0,07%), Nova Mutum: R$ 117,23 (-0,07%). Primavera do Leste R$ 122,26 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,23 (+0,00%). Sorriso: R$ 117,31 (+0,00%)”, conclui.

 





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Mercado de milho fecha com oscilações entre Brasil e exterior



Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados


Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados
Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados – Foto: Divulgação

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas bolsas nesta segunda-feira, refletindo movimentos distintos entre o cenário doméstico e o internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados no Brasil oscilaram ao longo do dia, influenciados pela valorização do dólar frente ao real e pela queda das cotações em Chicago.

Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados, em um ambiente de negócios marcado por cautela. O mercado físico segue lento ou até paralisado em algumas regiões, o que limita o volume de negociações e reduz a disposição dos agentes em assumir posições mais agressivas. Esse cenário acaba se refletindo diretamente na formação de preços futuros, que alternaram leves altas e baixas ao longo da sessão.

O contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou a R$ 70,24, registrando valorização diária, apesar de acumular perda no comparativo semanal. Já o vencimento de março de 2026 encerrou o dia a R$ 74,42, com recuo tanto no fechamento diário quanto no desempenho da semana. O contrato de maio de 2026 terminou cotado a R$ 73,85, praticamente estável no dia, mas também com baixa acumulada na semana. O comportamento misto reflete a falta de direcionamento claro no curto prazo, em meio à baixa liquidez no mercado interno.

No mercado internacional, os contratos de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda, acompanhando o movimento de realização de lucros observado em todo o complexo de grãos. As cotações recuaram após os ganhos da semana anterior, em um ajuste técnico dos preços. Apesar da baixa, a demanda pelo cereal segue consistente, com volumes de embarques acima do esperado pelo mercado, mesmo em uma semana encurtada pelo feriado de Natal.

 





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Confinamento favorece rebrota do capim e maximiza ganhos financeiros


Com o retorno das chuvas, principalmente após o atraso delas registrado nos estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso, o envio de bovinos mais pesados para o confinamento mostra-se uma estratégia decisiva para maximizar ganhos e mitigar riscos no ciclo de engorda. A estratégia permite diminuir a pressão de pastejo, ao substituir animais mais pesados por outros mais leves, assegurando a rebrota correta do capim. É importante lembrar que as pastagens levam, em média, de 25 a 40 dias para atingir o ponto ideal de consumo, a depender da espécie, do tipo de solo e da distribuição das precipitações.

Em casos de superpastejo, que leva ao consumo de capim imaturo, a produção de forragem é comprometida e problemas sanitários podem surgir. No estágio de broto, a planta possui maior quantidade de água, favorecendo o aparecimento de distúrbios digestivos como a chamada ‘diarreia da rebrota’. “O confinamento ajuda o pecuarista a aumentar o estoque de arrobas sem sobrecarregar o pasto, ajudando a enfrentar a seca e garantir o bom desempenho, a sanidade e o acabamento de carcaça dos animais durante a terminação”, destaca Vagner Lopes, gerente corporativo de Confinamento da MFG Agropecuária.

Enquanto os animais prontos para engorda são direcionados ao cocho, as pastagens recém-brotadas têm tempo hábil para se desenvolver plenamente. Segundo Lopes, esta janela pode ser utilizada para antecipar a compra de bezerros de maneira sustentável. “O momento atual deve ser o mais favorável à reposição, pois a virada do ciclo pecuário já indica uma crescente valorização das categorias mais jovens”, avalia o gerente corporativo de Confinamento da MFG Agropecuária.

Projeções para o mercado do boi gordo

Na B3, os contratos futuros do boi gordo para o primeiro quadrimestre de 2026 sinalizam estabilidade. A tendência reflete o bom ritmo das exportações de carne bovina, a recuperação gradual do consumo interno e a expectativa de oferta mais ajustada. O cenário é oportuno ao pecuarista que planeja ter maior previsibilidade e segurança nas negociações.

Segundo o gerente corporativo de Originação da MFG Agropecuária, Vanderlei Finger, ao utilizar a trava neste momento, o produtor não estará apenas terminando o gado como também destravará todo o ciclo produtivo da fazenda. “Abre-se espaço imediato para os animais mais jovens, que poderão aproveitar o início das águas e as melhores forrageiras”, analisa Finger.

Trava antecipada é novidade

Hoje, a MFG Agropecuária opera nos estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, e lançou a “trava antecipada”, uma novidade na pecuária brasileira. Antes mesmo do embarque para o confinamento, a equipe de originação projeta a engorda e calcula o tempo necessário para atingir o ponto de abate dos bovinos.

“Se o produtor precisa travar preço, ele pode fazer isso antecipadamente com ajuda da MFG. É uma solução interessante para garantir fluxo de caixa, proteger a rentabilidade e melhorar as tomadas de decisão no manejo, na reposição e na comercialização do rebanho”, conclui Vanderlei Finger.





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Milho segue lento e seletivo nas principais regiões


O mercado de milho nos estados do Sul e Centro-Oeste segue marcado por baixo dinamismo, negociações pontuais e forte seletividade, em um cenário influenciado por condições climáticas adversas e descompasso entre pedidas e ofertas. Levantamento da TF Agroeconômica indica que, no Rio Grande do Sul, o ambiente continua de liquidez restrita no mercado spot, com operações concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias. 

As referências permanecem amplas, variando de R$ 58,00 a R$ 72,00 por saca, enquanto o preço médio estadual atingiu R$ 62,61 por saca, com alta semanal de 0,71%, resultado de ajustes localizados. A safra avança sob excesso de chuvas, fator que adiciona cautela às decisões comerciais.

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente parado, refletindo a grande distância entre as intenções de venda dos produtores e as ofertas das indústrias. As indicações de venda permanecem próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto os compradores se mantêm ao redor de R$ 70,00, o que continua bloqueando avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorreram entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, mas sem alteração relevante no quadro de baixa liquidez.

No Paraná, os preços passaram por ajustes recentes, mas o ritmo das negociações segue lento. O mercado permanece travado pelo descompasso entre pedidas, próximas de R$ 75,00 por saca, e ofertas das indústrias ao redor de R$ 70,00 por saca CIF. Esse cenário mantém o impasse e limita o volume negociado no mercado spot, que continua restrito a operações pontuais.

Já em Mato Grosso do Sul, o mercado apresenta negociações contidas, porém ainda sustentadas por um viés de firmeza em algumas praças, impulsionado pela demanda do setor de bioenergia. As referências passaram a oscilar entre R$ 53,00 e R$ 58,00 por saca, com Campo Grande e Sidrolândia permanecendo nos patamares mais baixos e sem acompanhar movimentos observados em outras regiões.

 





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Trigo encerra o ano com negociações lentas no Sul



Em Santa Catarina, o mercado permanece travado


Em Santa Catarina, o mercado permanece travado
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país encerra o ano em ritmo lento, marcado por negociações reduzidas, paralisações temporárias e pouca urgência por parte da indústria. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a semana encurtada pelas festas e o período de férias contribuem para a desaceleração dos negócios nos principais estados produtores.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas, com expectativa de parada temporária de moinhos para limpeza e férias coletivas. Estima-se que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada posto moinhos locais, enquanto no porto os valores alcançam R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. Para trigo ração, as referências são de R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura predominante é de um mercado confortável para a indústria, sem pressa para novas compras.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com moinhos entrando em férias e apenas recebendo os volumes já adquiridos. Os negócios ocorrem apenas em lotes pontuais, sem expressão, e a expectativa é de paralisação total até o início de janeiro. O estado é o único que ainda não concluiu a colheita, e os vendedores mantêm a ideia de R$ 1.200 FOB, enquanto compradores não demonstram interesse em novas aquisições antes do próximo ano.

No Paraná, o cenário também é de mercado lento ou paralisado. Moinhos já estão abastecidos até janeiro, e vendedores aguardam possíveis movimentos de preços ligados ao leilão. Os preços nominais giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho no norte do estado, com pedidas de R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, as ofertas variam de R$ 1.170 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro, a R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

 





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Safra de trigo em 2025 tem produtividade maior, mas preços caem na colheita


A área cultivada com trigo no Brasil recuou em 2025, atingindo o menor nível desde 2020. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a retração está diretamente ligada às perdas enfrentadas na safra anterior, quando o clima adverso reduziu a produtividade e a rentabilidade da cultura, levando muitos produtores a rever seus investimentos para o novo ciclo.

De acordo com a Conab, a área semeada neste ano caiu cerca de 20% em relação a 2024. A frustração da última colheita provocou desânimo entre os triticultores, refletindo-se em menor intenção de plantio e em uma postura mais cautelosa frente ao cenário de incertezas.

Apesar do encolhimento da área plantada, a produção total de trigo no país deve fechar o ano em alta. O bom desempenho climático em 2025 favoreceu o desenvolvimento das lavouras e trouxe ganhos significativos de produtividade. Com isso, o volume colhido deve superar o do ano passado, mesmo com menos hectares cultivados.

No comportamento de preços, o ano foi dividido em duas fases distintas. Conforme levantamento do Cepea, o primeiro semestre registrou valores firmes, impulsionados pela escassez interna frente a uma demanda aquecida. No entanto, a partir de maio, a tendência se inverteu com o avanço da semeadura, aumento nos estoques e forte pressão da oferta internacional.

Durante o segundo semestre, a queda nas cotações se acentuou com a chegada da colheita nacional. O Cepea aponta que esse movimento foi intensificado por um cenário global baixista, marcado por uma safra recorde no mundo e projeções otimistas para a colheita na Argentina — tradicional fornecedora do grão ao Brasil.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização do trigo foi a valorização do real frente ao dólar. Esse movimento cambial aumentou a competitividade do cereal importado, especialmente do trigo argentino. Além disso, a redução das tarifas de exportação (as chamadas “retenciones”) no país vizinho tornou o produto externo ainda mais atraente para os compradores brasileiros.

Com a concorrência mais agressiva do trigo estrangeiro, os vendedores no mercado doméstico foram pressionados a reduzir os preços para manter a liquidez. A queda das referências internacionais obrigou uma adaptação rápida do mercado interno, acentuando as preocupações com a rentabilidade dos produtores nacionais.

O cenário observado ao longo de 2025 evidencia a sensibilidade da cadeia do trigo às variações climáticas, cambiais e comerciais. Para 2026, a expectativa é de maior cautela por parte dos produtores, que aguardam sinais mais claros de estabilidade antes de decidir os rumos do próximo plantio.





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