sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Expointer terá inauguração do Memorial do Queijo Gaúcho e recorde nacional com o maior monumento de queijo do Brasil



Memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação


Foto: Divulgação

A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (APIL) prepara um momento histórico para o setor lácteo e para o turismo gaúcho. No dia 04 de setembro de 2025, durante a 48ª Expointer, será inaugurado o Memorial do Queijo Gaúcho, um espaço permanente de valorização da história, da cultura e da tradição queijeira do Estado e do Brasil.

Instalado junto à Casa da APIL, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, o memorial nasce com o propósito de ser mais do que um espaço de visitação — será um ponto de encontro para turistas, apreciadores, profissionais do setor e escolas, promovendo o queijo gaúcho como patrimônio cultural e econômico do Rio Grande do Sul e fortalecendo o setor lácteo.

Para marcar a inauguração, a APIL apresentará ao público o maior monumento de queijo do Brasil, uma peça imponente com 14,91 metros de altura e 9,16 metros de largura, que conquistará o recorde nacional e projetará o setor lácteo gaúcho para todo o país. A escultura monumental, símbolo de excelência e grandeza, também entra na disputa pelo recorde mundial, reforçando a imagem do Rio Grande do Sul como terra de queijos gigantes em sabor e qualidade.

O projeto é viabilizado pelo Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul, reafirmando o compromisso da APIL com a preservação, promoção e valorização da identidade cultural e gastronômica gaúcha. Com isso, o memorial se tornará uma atração turística ativa durante todo o ano, mantendo vida e movimento dentro do Parque da Expointer mesmo fora do período da feira.

Anote na agenda:

?? Data: 04 de setembro de 2025, às 16h

?? Local: Casa da APIL – Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio/RS





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Produção de milho pode atingir 101,2 milhões de toneladas


Agosto marca o ponto mais intenso da colheita da segunda safra de milho no Brasil, conhecida como safrinha, considerada decisiva para o fluxo de caixa e a rentabilidade dos produtores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção do grão deve alcançar 101,2 milhões de toneladas em 2025, alta de 14,8% em relação ao ano anterior, resultado atribuído ao clima favorável e à ampliação da área plantada.

“A safrinha não é apenas uma fase de colheita, mas um momento-chave de retorno financeiro para o produtor. Além do volume previsto, o avanço da colheita faz com que os agricultores avaliem a produtividade, a qualidade dos grãos e as oportunidades de comercialização — decisões que impactam diretamente a receita. Com o resultado da safra, é possível estimar a receita, antecipar pagamentos e se preparar para o início de uma nova etapa produtiva com organização”, afirmou Thays Moura, sócia-fundadora da Agree, agfintech especializada em captação de recursos para o agronegócio.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção total de grãos no ciclo 2024/25 seja de 339,6 milhões de toneladas, o maior volume já registrado. No comércio exterior, o desempenho permanece estável: de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, variação de -0,2% em relação ao mesmo período de 2024.

O IBGE estima que a área colhida em 2025 supere 81,2 milhões de hectares, aumento de 2,7% na comparação anual. Mato Grosso segue na liderança da produção nacional de grãos, com 31,5% do total, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Embora o crédito seja relevante em todas as fases da produção, a Agree avalia que ele se torna ainda mais estratégico nesta etapa. “Além de resolver o curto prazo, o crédito bem planejado fortalece o longo prazo da atividade rural”, ressaltou Thays.

O setor, no entanto, ainda lida com custos elevados de insumos e oscilações nos preços das commodities. 

 





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Trump agita Chicago com promessa de soja: mercado reagiu



A semana de 08 a 14 de agosto de 2025 foi marcada por fortes oscilações no mercado




Foto: United Soybean Board

O bushel da oleaginosa em Chicago subiu de US$ 9,61 para US$ 10,23 em poucos dias, mas encerrou a semana em US$ 10,08. O salto foi impulsionado por uma leve revisão para baixo na estimativa da produção de soja dos EUA (redução de 1,2 milhão de toneladas) e, principalmente, pelas declarações do ex-presidente Donald Trump sobre possível aumento das importações chinesas.

O discurso, no entanto, tem sido recebido com ceticismo. Em sua primeira passagem pela Casa Branca, Trump estabeleceu metas que Pequim nunca cumpriu. O mercado parece buscar um respiro, e qualquer promessa pode gerar reações imediatas nas bolsas.

Enquanto isso, a China continua a privilegiar o Brasil nas compras. Somente nesta semana, adquiriu 28 navios de soja brasileira, elevando os prêmios aos maiores patamares desde 2018. O movimento preocupa: a indústria chinesa e brasileira vem operando com margens negativas devido ao alto preço do grão e baixa no farelo.

Analistas alertam para a possibilidade de redução nas atividades de esmagamento no Brasil. A falta de soja de qualidade e a forte demanda externa encarecem ainda mais o produto, travando a cadeia. Apesar da pressão, o preço médio ao produtor nos EUA segue em US$ 10,10/bushel, com estoques finais recuando para 7,9 milhões de toneladas. A colheita nos EUA deve começar em outubro e pode trazer novos equilíbrios.





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Exportações aquecem, mas milho segue com baixos preços nos EUA



Semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago




Foto: Divulgação

Segundo análise da CEEMA, a semana terminou com o milho cotado a US$ 3,75/bushel em Chicago, em leve recuperação após bater US$ 3,71. O fator de pressão continua sendo a ampla oferta. O USDA aumentou a estimativa de produção dos EUA para 425,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, 25 milhões a mais que em julho. Com isso, os estoques finais também saltaram para 53,8 milhões.

No campo, 72% das lavouras estavam entre boas e excelentes, superando o ano anterior. O clima favorável tem favorecido a fase de enchimento de grãos, indicando boa produtividade.

Apesar disso, os embarques da semana surpreenderam: 1,5 milhão de toneladas exportadas, acumulando 63,1 milhões no ano comercial, um crescimento de 29% sobre 2024. Ainda assim, o preço médio ao produtor nos EUA é de apenas US$ 3,90/bushel.

Globalmente, a produção foi estimada em 1,289 bilhão de toneladas, com estoques finais de 282,5 milhões. A forte presença de milho brasileiro e argentino deve manter o mercado pressionado.

No Brasil, os preços começam a reagir, mas seguem em patamares historicamente baixos. A indústria de etanol tem segurado parte da demanda e ajudado a evitar quedas ainda maiores.





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Mercado de defensivos para soja recua 4,3% no Brasil


Levantamento da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024/2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos. “Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024/25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023/24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023/2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

O FarmTrak Soja 2024/25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

 





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Clima no Brasil em agosto favorece lavouras de cevada, aponta Nottus


Com previsão de frio tardio e variação climática nos próximos meses, produtores devem redobrar o monitoramento das lavouras de cevada, especialmente em fase de floração e maturação.

O mês de agosto com previsão de tempo mais seco e boas condições de radiação solar no Sul do Brasil, cenário considerado ideal para o desenvolvimento das lavouras de cevada, que se encontram em fase decisiva do ciclo, de acordo com avaliação da Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. No entanto, as projeções para setembro já acendem um sinal de alerta: o retorno das chuvas acima da média e a redução na luminosidade podem comprometer as fases finais da cultura e a colheita.

“A cevada é uma cultura típica de inverno, complementar à rotação das culturas de verão, sendo produzida em áreas de soja, milho e outros grãos. O cereal é extremamente frágil e suas flores são sensíveis a temperaturas baixas, especialmente às geadas. Por isso, o cultivo é indicado para regiões de clima temperado e com baixa umidade durante o florescimento e a maturação”, explica Paulo Etchichury, CEO e meteorologista da Nottus. “Embora o risco de geadas amplas seja baixo, a possibilidade de frio tardio permanece e deve ser considerada, sobretudo pela sensibilidade das flores da cevada a temperaturas muito baixas. Essa condição exige atenção dos produtores, especialmente no Paraná, maior estado produtor”, completa.

As perspectivas para este ciclo são melhores que as do ano passado, principalmente devido à menor frequência de eventos extremos. Junho teve chuvas acima da média e registros de geadas, o que causou preocupação inicial. Na sequência, julho foi marcado por tempo mais seco e maior incidência de radiação solar, o que favoreceu a instalação e o desenvolvimento das lavouras de inverno.

Com cerca de 85% da produção nacional destinada à indústria de malte, a cevada continua sendo uma cultura estratégica no Sul do país, onde encontra clima temperado e baixa umidade, condições ideais para sua floração e maturação. Ainda assim, a variação entre meses e regiões exige manejo atento para evitar perdas nas fases finais do cultivo. “De um modo geral, cenário climático em 2025 se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras de cevada, porém o desempenho e condições de produção podem variar de uma região para outra, dependendo do período de plantio”, conclui o CEO da Nottus.

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Produtores se preparam para safra 2025/26


Com o início da semeadura da safra 2025/26, produtores de todo o Brasil intensificam os preparativos para um ciclo promissor. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção recorde de 169,49 milhões de toneladas de soja para 2024/25, avanço de 14,7% em relação à safra anterior, com produtividade média nacional estimada em 59,3 sacas por hectare, destacando Goiás com 68,7 sc/ha.

O aumento significativo na produtividade reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva, envolvendo pesquisa, inovação tecnológica e manejo aprimorado. Tecnologias nutricionais avançadas e fertilizantes especiais, como os da linha Booster, contribuíram para incrementos médios de produtividade acima de 3,2 sc/ha, com retorno financeiro superior a R$ 280 por hectare.

“Esse avanço foi possível graças a um esforço coletivo da cadeia produtiva. Instituições de pesquisa, empresas e, principalmente, os produtores (que acreditaram e investiram fortemente em assistência técnica qualificada e tecnologia de campo) entenderam que produtividade, sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, avalia Felipe Pozzan, líder de marketing da Agrichem.

Outro fator decisivo para o crescimento tem sido a democratização da assistência técnica e recomendações individualizadas. Plataformas digitais de nutrição permitem análise de solo e folha, indicando doses precisas de insumos em cada fase do ciclo da soja, aumentando a eficiência e racionalizando o uso de fertilizantes.

“A trajetória da sojicultura brasileira comprova que é possível avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade ambiental. Com acesso à tecnologia e orientação técnica de qualidade, o produtor responde com desempenho e eficiência. Se o passado recente foi marcado por transformação, o futuro aponta para um Brasil cada vez mais preparado para liderar a produção global de alimentos com inteligência, sustentabilidade e alta performance no campo”, completa Arthur Torres, diretor Comercial da Agrichem.

 





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Mercado de café segue volátil após tarifa dos EUA


As exportações de café do Vietnã e da Indonésia registraram crescimento no primeiro semestre de 2025, impulsionadas, em parte, pela menor disponibilidade de conilon brasileiro no mercado internacional.

Segundo dados do setor, no Vietnã, os embarques se mantêm acima dos níveis de 2024 desde fevereiro, quando a safra 2024/25 começou a ser comercializada. No acumulado de janeiro a julho, as exportações cresceram 6,9%. Apesar do desempenho recente, o volume total da safra 2024/25 ainda é inferior ao registrado em 2023/24, devido a um início mais lento e ao recorde de embarques nos primeiros meses da temporada anterior.

Na Indonésia, a recuperação já vinha ocorrendo em 2024, impulsionada pela maior produção da safra 2024/25. Conforme a analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, a ausência de vendedores brasileiros desde janeiro foi outro fator determinante. “A ausência de vendedores brasileiros no mercado desde janeiro também impulsionou os embarques, com aumento de 76% no primeiro semestre do ano”, afirmou. Com a boa safra de 2025/26, o país acumula alta de 58,1% nas exportações em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

A maior disponibilidade de café na Ásia e a redução dos diferenciais na região em parte de 2025 também favoreceram as vendas. No entanto, nas últimas semanas, os diferenciais aumentaram, principalmente no Vietnã, devido à menor oferta durante o período de entressafra. Comerciantes locais informam que a maior parte da safra 2024/25 já foi vendida, restando pouco estoque.

Sobre a nova temporada, a analista destacou: “No geral, o desenvolvimento permanece positivo, mas devemos monitorar a distribuição da precipitação mais de perto nos próximos meses. A colheita da nova temporada deve ocorrer entre outubro e novembro, com uma maior oferta de café chegando ao mercado em dezembro”.

Na Indonésia, parte expressiva da safra 2025/26 já foi comercializada. Os produtores aguardam preços mais altos antes de negociar o restante, em um cenário de diferenciais também em alta. O país enfrentou chuvas intensas nas últimas semanas. “Embora nenhuma grande perda tenha sido relatada, as chuvas interromperam o final da colheita e desaceleraram o comércio. Por outro lado, também surgiram relatos de uma diminuição na demanda por cafés asiáticos. Isso pode refletir tanto as recentes mudanças nos diferenciais, quanto a expectativa de aumento da disponibilidade de conilon brasileiro no segundo semestre do ano, já que a safra 2025/26 do Brasil está praticamente concluída”, explicou Laleska.

No cenário internacional, a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos também influencia os preços. Com a tarifa de 50% sobre o café brasileiro entrando em vigor na semana passada, o comércio entre os dois países foi interrompido. O café embarcado antes de 6 de agosto ainda poderá entrar nos EUA sem a tarifa, desde que chegue até 6 de outubro, mas a expectativa é de que não ocorram novos negócios no curto prazo.

“Isso apoiou os preços futuros, especialmente os do arábica. Nesse sentido, o contrato de setembro ultrapassou 300 centavos de dólar por libra-peso na última semana. Uma frente fria atingindo o Brasil nos próximos dias também apoiou os futuros. Os preços devem permanecer voláteis nos próximos meses devido às incertezas em relação aos impactos de médio e longo prazo na cadeia global de fornecimento de café”, afirmou a analista.





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Custo de produção do leite sobe 4,31% no Mato Grosso



O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (11), o Custo Operacional Efetivo (COE) para produzir leite em Mato Grosso subiu 4,31% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,45 por litro. O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com suplementação mineral, outros custos e aquisição de animais, que tiveram alta de 6,79%, 14,99% e 18,81%, respectivamente.

No mesmo período, o preço médio pago ao produtor no estado foi de R$ 2,31 por litro, resultando em uma margem positiva de R$ 0,87 por litro quando considerado apenas o COE.

Por outro lado, ao incluir depreciações e mão de obra familiar, o Custo Operacional Total (COT) atingiu R$ 2,37 por litro. “Nesse cenário, a margem do produtor não se sustenta, ficando em -R$ 0,06 por litro”, destacou o Imea.

De acordo com a análise, a situação exige atenção, pois a viabilidade da atividade depende de margens que cubram não apenas os custos diretos, mas também investimentos de longo prazo. O instituto aponta que essa conjuntura já resulta em menor captação e produção, pressionando a rentabilidade.





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USDA indica avanço mais lento no algodão



Qualidade do algodão recua




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que 93% da safra de algodão havia atingido o estágio de quadratura em 10 de agosto. O percentual representa dois pontos a menos em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior e um ponto abaixo da média dos últimos cinco anos.

Segundo o levantamento, 65% do algodão estava com capulhos em formação no final da última semana, índice sete pontos inferior ao do ano passado e seis pontos abaixo da média histórica. Já 8% da safra apresentava capulhos em abertura na mesma data, número quatro pontos abaixo do observado no ano anterior e dois pontos aquém da média.

O USDA informou ainda que 53% do algodão do país foi classificado como em condições de bom a excelente no dia 10 de agosto, resultado dois pontos percentuais inferior ao da semana anterior.





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