sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Seguro rural encolhe e liga sinal vermelho no agro



Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira


Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira
Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira – Foto: Pixabay

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo um ciclo de crescimento observado nos anos anteriores e levantando preocupações sobre os mecanismos de proteção financeira disponíveis para o agronegócio. O movimento ocorre em um contexto de mudanças nas condições de financiamento e maior cautela por parte dos produtores.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras mostram que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano, passando de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025. A redução está associada à diminuição de recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural e ao aumento do custo das apólices, fatores que impactaram diretamente a adesão dos produtores.

A queda contrasta com a trajetória de expansão registrada entre 2021 e 2024, quando a arrecadação evoluiu de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões. A reversão do movimento indica desaceleração na demanda por cobertura e reforça a percepção de que parte dos produtores pode estar mais exposta a riscos climáticos e de produtividade, especialmente diante da maior frequência de eventos extremos.

Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira no campo, tema central do Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio, que será realizado em 8 de abril, em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor público, especialistas e agentes do mercado financeiro.

O primeiro painel discutirá novos instrumentos de financiamento voltados à expansão e sustentabilidade do agronegócio, com foco na diversificação de recursos e no estímulo a investimentos em tecnologia e infraestrutura. Já o segundo painel abordará os desafios estruturais do seguro rural no país, além das oportunidades abertas pela digitalização e pelo uso de novas tecnologias na gestão de riscos. As informações são da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

 





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Classificação do pirarucu gera insegurança no setor



A iniciativa surpreendeu agentes produtivos


A iniciativa surpreendeu agentes produtivos
A iniciativa surpreendeu agentes produtivos – Foto: Arquivo

A classificação de espécies fora de sua área natural tem impacto direto sobre cadeias produtivas e planejamento econômico, especialmente em atividades que dependem de estabilidade regulatória. Mudanças nesse enquadramento podem alterar o ambiente de negócios, influenciar investimentos e gerar incertezas para produtores.

A decisão do Ibama de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, provocou reação imediata na piscicultura brasileira. O setor avalia que a medida traz insegurança jurídica e pode comprometer a expansão da atividade, considerada estratégica em diversas regiões do país.

A iniciativa surpreendeu agentes produtivos, já que o tema ainda estava em քննարկ no âmbito da Comissão Nacional da Biodiversidade, levantando questionamentos sobre a condução do processo e a falta de alinhamento institucional. Com produção consolidada em vários estados, o pirarucu vinha sendo apontado como uma das espécies de maior potencial na aquicultura nacional.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura, a decisão gera preocupação pelo impacto sobre investimentos e pela ausência de diálogo prévio. A entidade também aponta contradição em relação a políticas anteriores que incentivavam a produção da espécie, destacando riscos de restrições e precedentes para o setor.

“Há poucos anos, os próprios governos federal e estadual reconheciam o potencial do pirarucu para a aquicultura e incentivavam sua produção. Agora, vemos uma mudança que pode restringir sua utilização, criando insegurança jurídica e um precedente preocupante para o setor produtivo”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros.

 





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Virada no clima anima safra na Argentina


As recentes precipitações registradas em grande parte da área agrícola trouxeram melhora nas condições das lavouras, especialmente nos cultivos tardios e de segunda safra. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as chuvas favoreceram a recuperação hídrica e contribuíram para o desenvolvimento das culturas.

No caso da soja, a condição hídrica considerada adequada ou ótima avançou sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, com destaque para as regiões centro e sudeste de Buenos Aires, que vinham enfrentando déficit hídrico ao longo da campanha. A condição geral das lavouras, classificada entre normal e excelente, também apresentou melhora semanal de dois pontos percentuais. A soja de primeira safra, próxima da colheita, apresenta rendimentos médios estimados em 35,9 sacas por hectare no Núcleo Norte e 37,9 no Núcleo Sul. Já a soja de segunda ocupa 74,7% da área em período crítico, com 67% das lavouras em condição entre normal e excelente. A projeção de produção foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

Para o milho, a colheita nacional atingiu 13% da área apta, com avanço concentrado no Núcleo Norte, onde os rendimentos médios chegam a 98,2 sacas por hectare. No Núcleo Sul, os trabalhos começam a ganhar ritmo, com produtividade em torno de 86,6 sacas por hectare. O milho tardio segue majoritariamente em fase de enchimento de grãos, com 85,2% da área sob condição hídrica adequada ou ótima e 90% das lavouras em condição entre normal e excelente. A estimativa de produção permanece em 57 milhões de toneladas.

A colheita do girassol também avançou, alcançando 48,2% da área nacional, com progresso mais intenso nas regiões oeste. A produtividade média nacional subiu para 23,8 sacas por hectare, impulsionada por melhores resultados nessas áreas. Nas regiões centro e sudeste de Buenos Aires, os rendimentos variam entre 22 e 24 sacas por hectare, influenciados por restrições hídricas desde dezembro. A projeção de produção segue em 6,2 milhões de toneladas.

 





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Alta da soja ganha novo fôlego


O mercado da soja registrou nova valorização nas negociações internacionais, refletindo principalmente o desempenho positivo dos derivados e fatores de oferta na América do Sul. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento foi sustentado pela alta expressiva do farelo, enquanto o óleo apresentou recuo.

Na Bolsa de Chicago, os contratos avançaram com suporte direto do farelo de soja, que subiu mais de 3% no dia, impulsionado pela competitividade nas exportações. O contrato de maio da oleaginosa fechou em alta de 0,56%, enquanto julho avançou 0,57%. Já o óleo de soja recuou levemente, pressionado por realização de lucros, em meio à expectativa por anúncios sobre biodiesel nos Estados Unidos.

No cenário de oferta, houve revisão para cima da safra brasileira, estimada em 177,9 milhões de toneladas, enquanto a Argentina mantém projeção de 48,5 milhões, favorecida por melhora na umidade do solo. Mesmo com vendas externas abaixo do esperado na semana, o mercado encontrou sustentação nesses fatores.

No Brasil, o avanço da colheita ocorre de forma desigual e sob entraves logísticos. No Rio Grande do Sul, apenas 2% da área foi colhida, com paralisações provocadas pela falta de diesel. Em Santa Catarina, o ritmo chega a 21%, com demanda firme da agroindústria, embora pressionada por custos elevados e cenário externo adverso.

O Paraná alcança 70% da área colhida, mas enfrenta limitações com armazenagem e impactos de falhas no fornecimento de energia. No Mato Grosso do Sul, a colheita supera 75%, porém sofre com veranicos e déficit estrutural de armazenagem. Já no Mato Grosso, com safra recorde praticamente concluída, o gargalo logístico domina o cenário, com longas filas para escoamento e forte pressão sobre os preços internos.


 





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Ameaça de greve leva a nova medidas no frete



Frete mínimo terá regras mais rígida



Foto: Arquivo Agrolink

O governo federal anunciou novas medidas para garantir o cumprimento da tabela do piso mínimo do frete, em meio a ameaças de paralisação por parte de caminhoneiros. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa, pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio.

Segundo o ministro, o descumprimento da tabela é recorrente entre empresas contratantes. “O descumprimento da tabela não é caso isolado, mas uma prática reiterada de algumas empresas”, afirmou. Ele destacou que a irregularidade está entre as principais reclamações da categoria.

 

Entre as ações anunciadas estão a ampliação da fiscalização eletrônica sobre as operações de frete e o reforço da fiscalização presencial. Também está prevista a suspensão cautelar de contratantes e transportadores em casos de descumprimento da tabela. Em situações de reincidência, o transportador poderá ter o registro cancelado, enquanto o contratante ficará impedido de contratar novos fretes.

O governo informou ainda que passará a divulgar as empresas que mais desrespeitam o piso mínimo. De acordo com Renan Filho, uma medida provisória deve ser publicada ainda nesta semana para ampliar a autoridade da Agência Nacional de Transportes Terrestres na aplicação das sanções.

As medidas também preveem restrições operacionais para quem descumprir a regra. Empresas que tentarem operar abaixo do valor mínimo não conseguirão emitir o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), e infratores recorrentes poderão perder o registro de transportador.

Atualmente, cerca de 20% das empresas contratantes não cumprem a tabela, o equivalente a aproximadamente 15 mil companhias. Com a intensificação da fiscalização, o governo busca reduzir esse índice. As regras estão em vigor há quatro meses e, segundo o balanço apresentado, as autuações já somam cerca de R$ 419 milhões.





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Safra de arroz evolui com clima favorável em Santa Catarina



Arroz irrigado avança sem surtos severos



Foto: Divulgação

De acordo com o 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, a cultura do arroz irrigado em Santa Catarina se encontra, predominantemente, entre os estádios de florescimento, enchimento de grãos e início de maturação, conforme a época de semeadura e a região produtora.

Segundo o levantamento, “as condições térmicas do mês favoreceram o desenvolvimento fenológico, enquanto o manejo da lâmina de água contribuiu para mitigar eventuais deficit hídricos decorrentes da irregularidade das chuvas”.

Ainda conforme a Companhia Nacional de Abastecimento, do ponto de vista fitossanitário, “não há registros generalizados de surtos severos e o monitoramento tem sido contínuo para brusone e manchaparda, especialmente em áreas com maior nebulosidade e umidade”. O relatório aponta também que houve ocorrência pontual de insetos aquáticos e caramujos, sem impacto significativo em escala estadual, e que “a condição geral das lavouras é boa, com elevado vigor vegetativo observado nas principais regiões produtoras (Sul Catarinense e Vale do Itajaí)”.





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Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais



Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais



Foto: Canva

O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.

As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.

Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.





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Chuvas elevam rendimento de lavouras de milho



Colheita de milho se aproxima do fim no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento informou, no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, que a colheita de milho avançou no Rio Grande do Sul ao longo de fevereiro. Segundo o relatório, a área colhida evoluiu 41% no período e alcançou 75% da área total cultivada, aproximando-se da conclusão das lavouras semeadas no início da janela de plantio. A produtividade apresenta variações em função de fatores como tecnologia empregada, período de semeadura, região produtora e efeitos da estiagem registrada entre 16 de novembro e 8 de dezembro.

De acordo com o levantamento, “nas lavouras colhidas que apresentam perdas, a estiagem ocorrida entre 16 de novembro e 8 de dezembro é apontada como maior razão das perdas de rendimento”. Por outro lado, “o bom regime pluviométrico observado até 16 de novembro 2025 e entre 8 de dezembro de 2025 e o final de 2025 permitiram que várias lavouras apresentassem bons rendimentos, acima de 8.500 kg/ha”.

A Conab destaca que o suprimento hídrico influenciou diretamente os resultados. “Ainda em relação ao suprimento hídrico, vale destacar que a área irrigada é estimada em 17,5% do total. Nestas áreas, as produtividades médias superaram os 10.000 kg/ha”, aponta o relatório. Já nas lavouras semeadas tardiamente, a condição varia de ruim a regular, com maior impacto da irregularidade das chuvas desde o início de janeiro.

Segundo a companhia, “nas estimativas da companhia, estas lavouras já apresentam potencial reduzido em relação às áreas semeadas no início da janela de cultivo”. Apesar disso, a revisão dos dados levou a um ajuste na produtividade média final. “Diante da confirmação de boas produtividades nas áreas irrigadas e em boa parcela das áreas de sequeiro, foi alterada a estimativa de produtividade média final para 7.049 kg/ha, aumento de 6,1% em relação ao estimado inicialmente, mas ainda 7% inferior à boa safra de 2024/25”.





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Outono inicia com calor intenso no Sul e Centro-Oeste


O Instituto Nacional de Meteorologia informou que, a partir de sexta-feira (20), as temperaturas máximas devem subir no oeste de Mato Grosso do Sul e nos estados do Sul do Brasil, com persistência ao longo do fim de semana.

Segundo a análise, as áreas mais afetadas serão Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. “As áreas mais afetadas pelo calor deverão ser o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, com valores de temperaturas máximas que devem chegar aos 38°C na sexta-feira (20) e no sábado (21), ultrapassando a média climatológica para o período nos locais citados”, aponta o instituto. Ainda de acordo com o órgão, “pontualmente, algumas cidades podem registrar temperaturas máximas de 5°C acima da média para o período, especialmente, no noroeste e oeste do Rio Grande do Sul”.

O Inmet destaca que, entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve provocar alívio temporário. “Entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve amenizar temporariamente o calor nessas regiões. No entanto, a partir de segunda-feira (23), as temperaturas voltam a subir, com retorno das condições de calor ainda mais intenso”, informa.

Conforme o instituto, a previsão para segunda-feira (23) indica temperaturas elevadas em áreas do oeste do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. “Áreas em tons de vermelho mais intenso indicam onde as temperaturas máximas deverão ficar entre 36°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul”, registra o relatório.

A condição meteorológica é associada à atuação de um sistema de alta pressão. “A formação e permanência de um sistema de alta pressão nos médios e altos níveis da atmosfera, centrada entre o Mato Grosso do Sul e sul do Brasil ao longo dos próximos dias (especialmente entre os dias 20 e 23 de março), inibe a formação de nuvens nestas regiões. Com a maior incidência de radiação solar, a tendência é de intensificação do aquecimento nestas áreas”, aponta o Inmet.

Apesar da elevação das temperaturas, o instituto não caracteriza o fenômeno como onda de calor. “Como a posição do centro deste sistema oscila ao longo dos dias e a disponibilidade de umidade fica restrita às regiões de sua borda, esta condição não irá configurar uma onda de calor, pois pancadas isoladas de chuva podem ocorrer eventualmente, amenizando a sensação de calor momentaneamente”, conclui.





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CNA debate cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis


O preço e disponibilidade de diesel e o cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis foram discutidos, na quarta (18), durante reunião extraordinária da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O presidente Alexandre Schenkel conduziu os debates e demonstrou preocupação com o aumento dos custos de produção da cadeia de grãos, diante dos recentes conflitos geopolíticos, que têm impactado o mercado de combustíveis.

“A reunião foi convocada para alinharmos com as Federações Estaduais a situação do diesel que se tornou prioridade nas últimas semanas. A indefinição do conflito no Oriente Médio gera grande instabilidade no mercado e pode afetar nossos custos de produção por um bom tempo, disse”.

Durante a reunião, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, fez uma apresentação sobre a disponibilidade de diesel e as ações do setor privado e do governo para conter as altas nos preços. Ele citou os ofícios que a entidade encaminhou ao Ministério da Fazenda e ao Confaz solicitando redução imediata e temporária de tributos sobre o óleo diesel, como PIS/Pasep, Cofins e ICMS.

“O governo atendeu o nosso pleito por meio da MP 1340/2026, que reduz em cerca de 32 centavos o preço por litro e ainda estabelece multas de R$ 50 mil a R$ 500 milhões para elevação abusiva de preços. Já em relação ao Confaz, que trata do ICMS, ainda não tivemos sinalização positiva”, disse Bruno.

O diretor técnico pontuou que, em reunião da Frente parlamentar da Agropecuária (FPA), foram discutidas ações para mitigar os preços do diesel e dos fertilizantes, como o aumento da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17%; a adequação tributária para o tratamento diferenciado para biodiesel e a redução das alíquotas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para zero.

“A situação do diesel é preocupante, pois vivemos um momento de intenso uso do combustível nas atividades agrícolas, inclusive no escoamento da produção. O produtor já está endividado, não consegue tomar crédito, enfrenta uma rentabilidade ruim, tudo isso em um cenário de Selic a 15%. Por isso, precisamos estar atentos e trabalhar para reduzir esses impactos no bolso do produtor”, concluiu Lucchi.

Em seguida, o analista da StoneX Thiago Vetter apresentou o cenário atual e as perspectivas do mercado de combustíveis, destacando os efeitos das tensões geopolíticas. Segundo ele, os preços do petróleo Brent estão acima de US$ 100 por barril, assim como em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia 

Thiago explicou que os conflitos no Oriente Médio têm impactado regiões estratégicas para o escoamento do petróleo, como o estreito de Ormuz, considerada a principal passagem do Golfo Pérsico, por onde passa cerca de 20% do petróleo da região.

Entre os combustíveis, o diesel foi o que registrou uma das maiores altas, chegando a US$ 4,40 por galão. De acordo com o analista, a dependência brasileira de importações do produto intensifica esse cenário, ampliando a defasagem entre os preços nacionais e internacionais. “Em uma semana, os valores do diesel subiram de R$ 6,15 para R$ 6,89, e a tendência é que continue subindo”.

Em relação ao abastecimento, Thiago Vetter informou não há risco imediato para o mês de março, uma vez que o volume estimado de diesel no país está em 1,1 bilhão de m³, suficiente para atender toda à demanda. Entretanto, abril pode ser preocupante.  “É difícil ter uma visão clara da evolução de preços. Podemos estar olhando para um evento similar ao de 2022 e o efeito dos preços seja mais prolongado”, concluiu.

Outro tema tratado na reunião foi o modelo atual de uso e acesso à biotecnologia na soja e seus impactos distintos entre as regiões produtoras.





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