sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Feijão terá campanha nacional e fundo exclusivo



Todas as frentes seguem alinhadas ao Movimento Pró-Feijão



Todas as frentes seguem alinhadas ao Movimento Pró-Feijão
Todas as frentes seguem alinhadas ao Movimento Pró-Feijão – Foto: Canva

Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o setor de feijão e Gergelim vive um momento de consolidação nacional, deixando para trás a atuação isolada de produtores para se estruturar como uma frente unificada, com representação política, apoio institucional e base técnica sólida. 

Nesta semana, em Brasília, lideranças do IBRAFE reuniram-se com os deputados Zé Vitor (MG) e Marussa Boldrin (GO), que manifestaram total apoio às principais demandas do segmento, como a Campanha Nacional de Estímulo ao Consumo de Feijão, a criação do Fundo Nacional do Feijão, o estabelecimento do Dia Nacional do Feijão, a inclusão do grão na merenda escolar, além de avanços em rastreabilidade, logística, certificações e escoamento da produção.

Minas Gerais, por meio da IRRIGANOR e com o apoio do deputado Zé Vitor, se torna peça chave nesse movimento de valorização do Feijão e do Gergelim. A articulação nacional já conta com o engajamento de outros estados estratégicos, como Paraná, representado pelo deputado Pedro Lupion; Goiás, com Marussa Boldrin; Mato Grosso, com a SEDEC e a APROFIR (liderada por Hugo Garcia e Afrânio Migliari); São Paulo, com Frederico D’Avila; além de Tocantins e Bahia, que avançam na mobilização local. A Sociedade Rural Brasileira (SRB) também reforça o compromisso de liderar ações em todo o país.

Todas essas frentes seguem alinhadas ao Movimento Pró-Feijão, aprovado na Câmara Setorial do Feijão e Pulses e lançado durante o 9º Fórum Brasileiro do Feijão. O documento norteia desde campanhas para aumentar o consumo até estratégias de acesso a novos mercados internacionais, consolidando diretrizes para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva. Outro marco importante foi a conquista de um assento do IBRAFE no IPA – Instituto Pensar Agro, o principal fórum técnico da Frente Parlamentar da Agropecuária, com apoio da ABRAFRUTAS, ABINS e da RENAI, representada por João Carlos De Carli. 

 





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Defesa e nutrição para as plantas



Outro ponto forte dos fosfitos é a sua ação sistêmica



Outro ponto forte dos fosfitos é a sua ação sistêmica
Outro ponto forte dos fosfitos é a sua ação sistêmica – Foto: Pixabay

Segundo Isabela Aurélio Silva, Engenheira Agrônoma e Assistente Técnica de Vendas da Intercuf oficial, os fosfitos são aliados importantes na proteção e desenvolvimento das plantas, atuando em diversos níveis para garantir maior sanidade e produtividade. A especialista destaca que esses compostos funcionam como elicitores, ou seja, estimulam as defesas naturais das plantas, sendo especialmente eficazes no combate a oomicetos como Phytophthora spp., Pythium spp. e míldio (Downy mildew), reduzindo, assim, a necessidade de Fungicidas químicos em várias culturas.

Outro ponto forte dos fosfitos é a sua ação sistêmica. Eles são facilmente absorvidos tanto pelas folhas quanto pelas raízes, sendo transportados pelo xilema e floema, o que proporciona proteção preventiva e curativa em diferentes partes da planta. Além disso, os fosfitos favorecem o desenvolvimento radicular, ampliando a absorção de água e nutrientes, e estimulam o metabolismo e o crescimento vegetativo.

Isabela também ressalta que os fosfitos contribuem para aumentar a tolerância das plantas a estresses abióticos, como seca, salinidade e oscilações de temperatura. Embora sejam uma forma reduzida de fósforo (P³?), e não substituam integralmente o fósforo convencional (P5?), ainda podem fornecer parte desse nutriente de forma rápida, mas seu uso como fonte principal não é indicado.

Por fim, os fosfitos são compatíveis com diversos produtos agroquímicos, podendo ser aplicados em conjunto com fertilizantes foliares e defensivos. Culturas como citros (controle de gomose), videira (míldio), soja, milho, batata e diversas hortaliças se beneficiam de sua aplicação, com resultados positivos em enraizamento e resistência geral.

 





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Preços do frango termina a semana estável, mas ganha competitividade frente…


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O mercado do frango termina esta sexta-feira com cotações, na maioria, estáveis, com tímidas quedas registradas pontualmente. Segundo análise do Cepea, carne de frango tem ganhado competitividade em relação à suína, mas perdido frente à bovina, apontam levantamentos do Cepea. 

Desde o início do mês, as cotações da carne de frango vêm avançando, sustentadas pela demanda aquecida em função do pagamento de salários no período. Uma parcela dos agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indica que a procura, no entanto, começa a se desaquecer, enquanto outros avaliam que o ritmo de vendas da proteína segue firme.

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo permaneceu estável, custando, em média, R$ 6,50/kg,  enquanto a ave no atacado caiu 0,62%, custando, em média, R$ 8,05/kg.

No caso do animal vivo, o preço ficou estável em Santa Catarina, custando R$ 4,72/kg, enquanto no Paraná, houve queda tímida de 0,19%, valendo R$ 5,25/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (15), tanto o preço da ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 8,70/kg e R$ 8,81/kg.





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Cinco passos para tratar a semente de algodão



Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho



Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho
Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho – Foto: Canva

Da semente crua ao produto final pronto para o campo, cada etapa do tratamento da semente de algodão faz diferença direta na produtividade e qualidade da lavoura. Thierre Siman Pinto, engenheiro agrônomo e Trainee na Amaggi, destaca cinco passos essenciais nesse processo, que garante proteção, eficiência e um plantio mais seguro para o produtor.

Tudo começa com a semente de algodão não beneficiada, que é a base de todo o trabalho: sem qualquer tipo de tratamento, representa o ponto inicial de preparação para receber proteção química. Em seguida, aplica-se inseticida e fungicida, etapa que protege a semente contra pragas e doenças ainda na fase inicial, fortalecendo a germinação e o desenvolvimento saudável da planta.

O terceiro passo é a chamada semente permitida, que consiste na proteção da semente para viabilizar a utilização de herbicidas à base de Clomazone, como Gamit ou Reator, oferecendo maior segurança no manejo de plantas daninhas. Na quarta etapa, entra o uso de polímero, que melhora a aderência dos produtos aplicados, evitando a perda de tratamento durante o transporte ou plantio.

Por fim, a semente grafitada é preparada para reduzir o atrito, facilitando o escoamento e garantindo fluidez na semeadura. Essa etapa contribui para um plantio mais uniforme e preciso, fator que impacta diretamente no rendimento da lavoura. Juntas, essas cinco etapas formam um processo essencial para o sucesso do cultivo de algodão, refletindo o cuidado técnico e o investimento em produtividade desde o primeiro passo. “Da semente crua ao produto protegido e pronto para o campo — cada etapa faz a diferença na produtividade e qualidade da lavoura”, conclui.

 





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Fertilização correta eleva renda no trigo



Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose



Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose
Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose – Foto: Seane Lennon

Segundo informações da Fertilizar Asociación Civil, da Argentina, o trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes, especialmente durante o ciclo invernal, quando ocorre uma menor mineralização natural do solo, tornando o uso de fertilizantes essencial para garantir altos rendimentos e qualidade dos grãos. Uma estratégia bem planejada de adubação é, portanto, fundamental para potencializar o crescimento, a sanidade e a produtividade das lavouras.

Para o manejo do nitrogênio, a recomendação é fracionar a dose, aplicando parte no momento da semeadura e o restante na fase de macollamento, o que favorece o desenvolvimento vigoroso das plantas. Já o fósforo deve ser aplicado preferencialmente no plantio ou até mesmo de forma antecipada, dependendo da logística disponível, garantindo que o nutriente esteja acessível desde os primeiros estádios de crescimento.

O enxofre, por sua vez, exerce papel crucial na produtividade e na qualidade proteica do trigo, sendo indispensável monitorar sua presença em solos arenosos ou pobres em matéria orgânica, que costumam apresentar maiores carências. Além disso, a aplicação de micronutrientes via foliar é uma prática que pode trazer benefícios adicionais, atuando como complemento para suprir deficiências pontuais.

Assim, adotar uma nutrição equilibrada e ajustada às características do solo e das condições climáticas não é apenas uma prática agronômica recomendada, mas um investimento direto na sanidade da cultura, na qualidade do produto final e na rentabilidade do produtor. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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Preço do clorantraniliprole sobe 30%



A curva de preços reflete bem o abalo na oferta



A curva de preços reflete bem o abalo na oferta
A curva de preços reflete bem o abalo na oferta – Foto: Pixabay

Com base nas informações de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest Commodities, a recente disparada nos preços do clorantraniliprole tem origem em um incidente de grandes proporções ocorrido no final de maio na fábrica da Youdao Chemical, na China. O episódio, que ocorreu há menos de 20 dias, gerou incertezas no mercado de defensivos, elevando os preços da substância em quase 30% nas últimas duas semanas. Embora inicialmente tenha havido especulação de impacto na produção de clorpirifós, isso não se confirmou, já que o foco real está no clorantraniliprole.

A curva de preços reflete bem o abalo na oferta: as cotações na China saltaram de cerca de US\$ 30/kg para US\$ 39,70/kg, segundo dados da Agrinvest. Paralelamente, o glifosato também apresentou leve valorização no mercado chinês, mostrando que o setor de defensivos agrícolas está atento a possíveis desdobramentos de oferta e demanda.

No Brasil, o cenário exige cautela. Até o dia 15 de maio, aproximadamente 38% das compras de defensivos para a safra 2025/26 já estavam concluídas, mas ainda restam entre 55% e 60% das aquisições de produtos para a soja em aberto. Essa lacuna, somada ao recente aumento de preços, torna o momento estratégico para o planejamento e negociação por parte dos produtores.

Segundo Jeferson Souza, que segue em rota pelo Mato Grosso para acompanhar o mercado de perto, é essencial que agricultores e parceiros revisem seus cronogramas de compra. A volatilidade atual é um alerta de que fatores inesperados podem influenciar significativamente os custos de produção nas próximas safras.

“No mercado brasileiro, ainda temos por volta de 55-60% das aquisições de defensivos para a soja 2025/26 em aberto. Sem dúvida, é um momento crucial para os planejamentos da próxima safra.  Estou a caminho do Mato Grosso para mais uma rodada pelo gigante do agro brasileiro”, comenta.

 





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Chuva atrasa colheita da super safrinha



“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração”



“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração"
“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração” – Foto: USDA

Segundo Marcos Rubin, CEO e Fundador da Veeries, os mapas climáticos mais recentes indicam boas perspectivas para o milho safrinha, especialmente em regiões como Paraná e Mato Grosso do Sul. As chuvas de junho têm sido benéficas para o enchimento de grãos nas lavouras mais tardias, fortalecendo ainda mais o potencial produtivo de uma safra que já vinha sendo projetada como robusta desde abril.

No entanto, Rubin destaca que o mesmo clima favorável à produtividade traz um desafio: o atraso na colheita. As chuvas continuam em algumas áreas e a previsão de uma frente fria atípica, prevista para esta semana em partes do Mato Grosso e Goiás, deve desacelerar a perda de umidade dos grãos que estão prontos ou quase prontos para a colheita.

Esse cenário faz com que a colheita demore mais para ganhar ritmo, postergando a chegada do milho ao mercado. O atraso na oferta pode gerar impacto na logística, nos preços e no planejamento das próximas etapas de comercialização, principalmente para os produtores que dependem de espaço e estrutura para escoar o produto.

Marcos Rubin ressalta que, em safras expressivas como a atual, o timing da oferta pode ser tão determinante quanto o volume colhido, reforçando a importância de monitorar as condições climáticas e ajustar estratégias de colheita e venda para minimizar riscos e aproveitar oportunidades de mercado.

“Resultado: a colheita demora mais para ganhar tração – e o milho, para chegar ao mercado. Um lembrete importante de que, em safras grandes como esta, o timing da oferta pode ser tão relevante quanto o volume”, conclui ele.

 





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Setores unidos enfrentam custos e falta de oferta



Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas



Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas
Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas – Foto: Pixabay

Segundo estudo do Rabobank, conduzido por Eva Gocsik e Maria Castroviejo, analistas setoriais de proteína animal, o fortalecimento da colaboração entre o setor de proteína animal e o setor de serviços alimentícios é essencial para enfrentar desafios como o declínio do número de animais, os altos custos de insumos, as mudanças demográficas, a pressão por sustentabilidade e a evolução das preferências de consumo. Os serviços de alimentação são responsáveis por aproximadamente um quarto do volume de vendas de proteína animal e continuarão a ser um canal vital para as empresas do setor.

Embora o mercado europeu de food service esteja maduro, a previsão é de um crescimento modesto e contínuo, impulsionado por mudanças no estilo de vida, famílias menores, maior demanda por conveniência e maior destinação de renda para refeições fora de casa. Nesse contexto, garantir o fornecimento de proteína animal de forma estável e a preços competitivos torna-se mais importante do que nunca, já que o produto representa uma parte significativa dos custos operacionais.

Para as empresas de proteína animal, estabelecer acordos de longo prazo e manter relações diretas com operadores de serviços alimentícios cria um ambiente de negócios mais seguro, incentiva investimentos na cadeia de suprimentos e fortalece a resiliência do fornecimento. Já para os operadores de food service, tais acordos ajudam a garantir o abastecimento, especialmente em situações de oferta limitada de carne bovina, além de abrir caminho para práticas mais sustentáveis.

Outro ponto destacado pelo estudo é que a terceirização de etapas de processamento e preparo para empresas de proteína animal pode ajudar os operadores a mitigar os desafios relacionados à mão de obra. Assim, uma cadeia de suprimentos mais inteligente, eficiente e ágil, aliada ao aumento da agregação de valor, será fundamental para sustentar os negócios frente aos custos crescentes e às demandas por sustentabilidade e conveniência.

 





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Produção de etanol dos EUA sobe 2% em 2025



As exportações de etanol norte-americano cresceram 6%



As exportações de etanol norte-americano cresceram 6%
As exportações de etanol norte-americano cresceram 6% – Foto: Divulgação

A produção de etanol nos Estados Unidos segue em trajetória de crescimento, segundo o Relatório de Transporte de Grãos (GTR) de 12 de junho do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Até agora, em 2025, a produção de pouco mais de 4 bilhões de galões é 2% maior do que no mesmo período do ano passado e 7% acima da média dos últimos cinco anos. Esse avanço refletiu diretamente na logística: o transporte ferroviário de etanol Classe 1 subiu 5% em relação a 2024 e 12% comparado à média quinquenal, com 71% da produção partindo do Centro-Oeste dos EUA por via férrea.

Os principais destinos ferroviários foram a Costa Leste, que absorveu 41% dos volumes, seguida pela Costa do Golfo (29%), Costa Oeste (19%), distrito das Montanhas Rochosas (2%), Canadá (4%) e outros destinos (5%). Destaca-se o aumento das remessas para a Costa do Golfo (+12%) e para a Costa Oeste (+17%), acompanhando a expansão das exportações.

As exportações de etanol norte-americano cresceram 6% em relação ao mesmo período de 2024 e estão 29% acima da média de cinco anos, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS). Em 2024, as exportações representaram um recorde de 12% da demanda total anual e, nos primeiros três meses de 2025, já atingiram 14%. Canadá, União Europeia, Índia, Reino Unido e Colômbia responderam por 73% das vendas externas do biocombustível.

Para o ano fiscal de 2025, o USDA projeta exportações recordes de etanol no valor de US\$ 4,3 bilhões, o que significa um incremento de 3% em relação a 2024. Segundo o GTR, o aumento nas vendas para Canadá, UE, Reino Unido e Colômbia decorre principalmente de políticas de mistura obrigatória de etanol à gasolina. Já a alta na demanda indiana é puxada por usos não combustíveis, visto que o etanol doméstico está sendo redirecionado para abastecer o mercado de combustíveis.

 





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Investir em dólar vira estratégia popular



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado”



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado"
“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado” – Foto: Pixabay

Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, mais de 800 mil brasileiros somaram R\$ 1,1 trilhão em bens no exterior, um indicativo de que investir fora do país se tornou mais acessível graças às plataformas digitais. Com valores iniciais baixos, muitos buscam proteger seu patrimônio da instabilidade do mercado interno e da desvalorização do real, optando por dolarizar parte dos investimentos.

Manter recursos em uma moeda mais estável funciona como proteção cambial, ajudando a reduzir os impactos das oscilações econômicas locais. Assim, o investidor garante maior segurança para o capital acumulado e preserva seu poder de compra a longo prazo, mesmo em cenários de crise.

“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado. Com o equivalente a R$100 ou R$200 já é possível aplicar em ativos como BDRs — recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3 —, ETFs ou abrir contas internacionais que permitem operar diretamente em dólar. A moeda funciona como uma proteção contra a volatilidade do real e oferece oportunidades que não existem no mercado nacional”, afirma Adriano Murta, especialista em investimentos internacionais com mais de 20 anos de experiência.

Além da proteção, investir em dólar abre portas para setores e empresas que não existem no Brasil, como as grandes companhias de tecnologia, fundos imobiliários globais e títulos do Tesouro norte-americano. Essa diversidade permite compor carteiras mais robustas, combinando ativos tradicionais e inovadores de acordo com o perfil de cada investidor.

Mesmo com essa facilidade, é importante considerar os custos de envio, taxas de câmbio e as regras de tributação. O movimento de democratização dos investimentos internacionais avança rápido, transformando a dolarização em uma opção cada vez mais comum para quem deseja expandir horizontes financeiros sem depender apenas do cenário econômico local.

 





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