sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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mercado fecha semana com alta em São Paulo



Preços do boi gordo variam conforme a região




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada na sexta-feira (15) pelo informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e para o “boi China” em São Paulo, enquanto o preço do boi gordo permaneceu estável. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a sete dias.

No Acre, as cotações se mantiveram inalteradas em relação ao dia anterior, sem referência para o “boi China”.

Na região Oeste do Maranhão, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e para a novilha, enquanto o preço da vaca não apresentou variação. As escalas de abate também estavam, em média, em sete dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade para o boi gordo e a vaca, com queda de R$ 5,00 por arroba na cotação da novilha. Não houve referência para o “boi China” na região.

No Rio de Janeiro, o preço da novilha subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a vaca não tiveram alterações de cotação.





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Clima favorece produção de erva-mate


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14) aponta variações na produção, comercialização e condições climáticas da cultura da erva-mate no Rio Grande do Sul.

Na região de Erechim, onde a lavoura ocupa 6.850 hectares, o preço pago pela arroba ficou em R$ 17,00 na indústria, valor considerado abaixo do esperado pelos produtores. No dia 21 de setembro, o município participará do Concurso Árvores Gigantes de Erva-Mate com quatro exemplares.

Em Frederico Westphalen, novos ervais estão sendo implantados em sistemas agroflorestais adensados e também de cultivo isolado. “As condições climáticas colaboraram com a pega das mudas e a produção de folhas”, informou a Emater. Os preços variaram entre R$ 16,00 e R$ 20,00/arroba, tanto para chimarrão quanto para tererê, destinados à indústria e à exportação. Na região das Missões, produtores legalizados relataram concorrência desleal de ervateiras clandestinas que vendem diretamente ao consumidor final.

Em Lajeado, a cultura está em período de hibernação. Agricultores realizam plantio e replantio, mas sem previsão de aumento da área cultivada. A arroba da erva-mate convencional foi negociada entre R$ 15,00 e R$ 18,50; a nativa, a R$ 20,00; a nativa sombreada, a R$ 21,00; e a orgânica, a R$ 22,00. A produção teve alta de aproximadamente 20%, enquanto a procura caiu 5%, pressionando os preços. O excedente de contratos com a indústria foi comercializado a R$ 12,00/arroba. Em Putinga, houve queda de folhas devido ao período prolongado de nebulosidade e umidade. No polo Alto Taquari, que soma cerca de 20 mil hectares, avança o processo para obter a indicação geográfica da produção, com análises químicas já concluídas.

Em Passo Fundo, mudas em fase de rustificação são vendidas de R$ 1,10 a R$ 1,80/unidade. Em Machadinho, a erva-mate comum foi comercializada a R$ 17,50/arroba, e a cultivar Cambona 4, a R$ 20,00. O mesmo valor foi pago pela erva-mate processada pelo sistema barbaquá, tanto no município quanto em Mato Castelhano.

Na região de Soledade, continuam os plantios e replantios. A produtividade é considerada satisfatória, mas a demanda segue abaixo do esperado. O preço ao produtor variou entre R$ 14,00 e R$ 18,00/arroba.





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Tarifaço dos EUA reduz competitividade do arroz brasileiro em mercado…


A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) reforça sua preocupação com os efeitos do decreto do governo dos Estados Unidos que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, incluindo o arroz beneficiado. A medida, que atinge a cadeia orizícola brasileira, passou a vigorar nesta quarta-feira (6).

Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, respondendo por 13% do valor exportado de arroz branco no ano passado, variedade de mais alta qualidade e maior valor agregado. De 2021 a 2024, as exportações para o país aumentaram mais de 50%, considerando somente o grão beneficiado.

Trata-se de uma parceria construída ao longo de anos de investimento e promoção, responsáveis por tornar a qualidade do nosso arroz amplamente reconhecida e com remuneração compatível com seu valor agregado. A aceitação do produto brasileiro pelo consumidor norte-americano indica potencial de absorção de volumes ainda maiores, com ampliação dos negócios entre os países.

Essa relação, contudo, apresenta assimetrias importantes: enquanto os Estados Unidos encontram facilidade para substituir o grão brasileiro, o Brasil mantém nesse mercado um canal estratégico para escoamento de cerca de 10% do volume total beneficiado – percentual relevante para a sustentabilidade da atividade, considerando o quadro de oferta e demanda ajustado no país.

A imposição de um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, culminando em perdas estimadas de até US$ 25 milhões por ano para a indústria arrozeira nacional. E o cenário é preocupante em longo prazo, uma vez que excedentes de arroz no mercado interno tendem a gerar desequilíbrio de preços, comprometendo a viabilidade econômica do segmento.

Diante dos riscos impostos ao setor, a Abiarroz reafirma a necessidade de avanço nas negociações por parte do governo brasileiro, com postura diligente e altiva, mas também cautelosa, considerando a vulnerabilidade de setores como o arrozeiro. A entidade seguirá trabalhando pela manutenção do arroz brasileiro em mercados estratégicos e pela competitividade e sustentabilidade da cadeia orizícola nacional.

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Minas Gerais libera inscrições para Programa Garantia-Safra



Programa pagará R$ 1,2 mil por família




Foto: Divulgação

Agricultores familiares de Minas Gerais podem se inscrever no Programa Garantia-Safra para o período 2025/2026, informou a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A política pública garante apoio financeiro de R$ 1,2 mil por família a produtores que registrarem perdas superiores a 50% na produção, causadas por seca ou excesso de chuvas.

Para participar, é necessário ter Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo, renda mensal de até um salário mínimo e meio — excluindo a aposentadoria rural — e cultivar entre 0,6 e cinco hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca. A propriedade também deve estar localizada em municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

As inscrições devem ser feitas presencialmente nos escritórios da Emater-MG de cada município até 21 de outubro. Após o cadastro, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) fará a avaliação e homologação dos nomes. Somente após a homologação será permitido o pagamento do boleto de adesão, no valor de R$ 24.

“O Garantia-Safra fortalece a agricultura familiar, assegura a renda no campo e protege produtores das regiões mais vulneráveis aos efeitos climáticos”, destacou a Secretaria.

O fundo do programa é formado por contribuições dos agricultores familiares, municípios, estados e União, calculadas sobre o valor do benefício. O agricultor paga R$ 24, o município R$ 72, o estado R$ 144 e a União R$ 480 por beneficiário. O repasse federal depende da adimplência dos demais participantes. Na safra 2024/2025, o Governo de Minas destinou R$ 5,9 milhões para atender os produtores inscritos.





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Produtores de citros adiam colheita à espera de preços melhores



Preço da laranja e da bergamota recua no interior do RS




Foto: Seane Lennon

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (14) pela Emater/RS-Ascar, a colheita de citros na região de Frederico Westphalen segue com as variedades de ciclo médio e tardio, enquanto as precoces estão na fase final. Segundo o levantamento, “as condições fitossanitárias estão adequadas”.

No caso das variedades tardias, a redução nas exportações e a baixa qualidade do suco têm impactado o valor pago pela indústria, que varia entre R$ 550,00 e R$ 650,00 por tonelada. Em função disso, muitos produtores estão restringindo a colheita, aguardando melhora nos preços. A venda de frutas in natura também registra baixo volume.

Na região de Caxias do Sul, citricultores de Cotiporã e Veranópolis relataram devolução de frutas nos mercados devido à dificuldade de comercialização das variedades Murcott e Dekopon. Em contrapartida, a bergamota Montenegrina, que apresenta boa qualidade, é vendida a R$ 40,00 a caixa de 20 quilos, com alta procura.

Em áreas próximas ao Vale do Rio das Antas, onde as temperaturas são mais elevadas, pomares de laranja e de bergamota do cedo já iniciam a emissão de brotações e botões florais, sinalizando o início do ciclo produtivo da próxima safra.





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Produção de arroz deve atingir o maior volume em oito safras



Região Sul apresenta alta produtividade, apesar de chuvas




Foto: Divulgação

Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de arroz no Brasil nesta safra deve ultrapassar 12,3 milhões de toneladas, registrando o maior volume das últimas oito safras.

A Conab informou que “boas condições climáticas dentro do ciclo produtivo favoreceram a obtenção de altas produtividades, assim como a maioria da semeadura dentro da janela ideal de plantio, além da melhoria do potencial produtivo das lavouras, até mesmo com o uso de pacote tecnológico empregado”.

A companhia destacou ainda que o aumento da área cultivada, incentivado pelas cotações do produto no momento do plantio e pelo fomento à produção, contribuiu para o crescimento da safra. O arroz irrigado ocupa atualmente 1.353,1 mil hectares, um incremento de 5,6% em relação à safra anterior, enquanto o arroz de sequeiro teve acréscimo de 21,5%, totalizando 394,6 mil hectares.

Na Região Sul, a Conab observou que períodos de sol intenso favoreceram a evolução vegetativa das lavouras, apesar da grande amplitude térmica e das chuvas irregulares, que afetaram parcialmente a qualidade de algumas áreas. No Centro-Oeste, deficiências hídricas pontuais no final do verão prejudicaram lavouras menos tecnificadas, e precipitações posteriores reduziram parcialmente a qualidade de plantios tardios.





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Trigo em ritmo lento no Brasil


O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém ritmo lento, apesar das boas perspectivas para a safra. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul, 90 mil toneladas da nova colheita já foram negociadas, 60 mil para exportação e 30 mil destinadas aos moinhos. Até o momento, não há registro de perdas por geadas e a qualidade das lavouras é considerada excelente em 95% das áreas. O frio entre o fim de julho e início de agosto favoreceu o perfilhamento, elevando o potencial produtivo acima do observado em 2024, com expectativa de colher 3 milhões de toneladas.

No mercado interno gaúcho, os preços variam conforme qualidade e localização. Trigos capazes de reduzir a dependência do argentino podem chegar a R$ 1.350,00 no interior, mas na maioria das vezes as indicações giram em torno de R$ 1.350,00 posto moinho nas regiões de Porto Alegre, Canoas e Serra, R$ 1.320,00 no centro do estado e R$ 1.280,00 para negócios pontuais. As exportações para dezembro caíram para R$ 1.250,00, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração.

Em Santa Catarina, a safra nova segue sem negociações conhecidas, e há excesso de oferta de trigo gaúcho impedindo valorização. Os preços pagos aos produtores recuaram ou permaneceram estáveis, variando de R$ 72,00 a R$ 79,00 por saca, dependendo da região. A Conab estima queda de 6,3% na produção estadual, mesmo com aumento de área, devido à redução de produtividade.

No Paraná, o mercado spot também está travado, com preços recuando para R$ 1.400,00 CIF e o futuro em R$ 1.300,00 CIF moinho. O trigo paraguaio foi negociado pontualmente a R$ 1.440,00 nos moinhos do norte. Os preços pagos aos agricultores tiveram leve alta semanal para R$ 76,04/saca, mantendo margem de lucro média em 4,32%, mas bem abaixo dos 32,1% que o mercado futuro já ofereceu anteriormente.

 





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Incertezas limitam fechamento de contratos da safra 25/26



Contratos da laranja 25/26 atrasam por incertezas e tarifas dos EUA


Foto: Pixabay

O fechamento de contratos envolvendo a laranja da safra 2025/26 segue em ritmo lento, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, citricultores ainda aguardam uma movimentação mais consistente por parte da indústria, que continua ajustando os valores no spot e prefere acompanhar as evoluções de oferta e demanda antes de definir novos acordos.

Pesquisadores ressaltam que, em anos anteriores, os contratos já eram fechados no primeiro semestre e, em 2025, estão sendo postergados, sobretudo por conta da safra tardia, dos preços em queda após março e, mais recentemente, pelas incertezas quanto ao tarifaço norte-americano. Embora o suco de laranja brasileiro tenha sido excluído da aplicação da sobretaxa de 40% dos EUA, subprodutos fundamentais da cadeia, como óleos essenciais e células cítricas, ainda seguem taxados (em 50%). 





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Brasil amplia exportação de carne bovina para Filipinas



Brasil abre mercado de carne bovina com osso e miúdos nas Filipinas




Foto: Divulgação

Os governos do Brasil e das Filipinas concluíram negociação sobre os requisitos sanitários para a exportação de carne bovina com osso e miúdos bovinos brasileiros para o país asiático.

Com mais de 118 milhões de habitantes e consumo crescente de proteína animal, as Filipinas são um mercado estratégico para o agronegócio nacional. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários para o país, entre os quais se destacam carnes, cereais, farinhas e produtos do complexo sucroalcooleiro. A ampliação dos produtos autorizados a ingressar no mercado filipino fortalece a relação comercial bilateral e abre novas oportunidades para a cadeia produtiva da bovinocultura brasileira.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 400 aberturas de mercado desde o início de 2023, sendo 100 apenas em 2025. Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 





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