domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Seguro rural cobre só 14% da área agrícola


Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apesar de o agronegócio representar cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responder por quase 10% das exportações agrícolas globais, menos de 14% da área cultivada no país está protegida por seguro rural. A lacuna na cobertura deixa milhões de hectares expostos a eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado, conforme indicam levantamentos de instituições como Embrapa, Cemaden e INPE.

Segundo artigo da especialista em seguro rural e diretora comercial da Picsel, Julia Guerra, o modelo atual “falha em atender às reais necessidades do produtor”. Ela explica que as apólices disponíveis são padronizadas e desconsideram aspectos regionais importantes, como risco climático específico, histórico de produtividade e práticas agronômicas locais. “Essa desconexão entre produto e campo compromete a efetividade das coberturas e aumenta os índices de contestação e inadimplência”, afirma.

Levantamento da ESALQ/USP citado no artigo aponta que apenas 30% dos produtores segurados estão satisfeitos com os contratos firmados. Para Guerra, o problema “não é apenas técnico: é estrutural, e compromete a confiança do agricultor no sistema de proteção vigente”.

Além da padronização das apólices, o ambiente regulatório é considerado um entrave para a inovação no setor. A Circular 621 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é citada como um exemplo de exigência normativa que “inviabiliza o desenvolvimento de apólices customizadas por região, cultura ou modelo produtivo”. A falta de flexibilidade afasta seguradoras que desejam operar com tecnologias modernas, como seguros paramétricos e monitoramento remoto. “Sem mudanças estruturais nas regras, o país continuará sendo um ambiente hostil à inovação nesse setor”, afirma a especialista.

Outro obstáculo citado por Guerra é a subvenção pública. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que deveria ampliar o acesso ao seguro, enfrenta restrições orçamentárias. Em 2023, mais de 15 mil apólices deixaram de ser contratadas por falta de verba. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 1,06 bilhão, valor considerado insuficiente frente à demanda do setor, que, em 2024, foi de R$ 3 bilhões, mas teve apenas R$ 1,5 bilhão liberado.

A distribuição das apólices também é desigual. A cobertura se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste, com foco nas lavouras de soja, milho e trigo. Cadeias produtivas como pecuária, fruticultura e culturas permanentes ficam praticamente fora do sistema. Essa concentração gera um cenário de exclusão e compromete a sustentabilidade do seguro rural como política pública.

Para Julia Guerra, é necessário transformar o seguro rural em uma política de Estado. “Isso exige um esforço coordenado entre governo e iniciativa privada, com orçamento estável, incentivos fiscais e um plano de expansão sustentável”, defende. Ela também destaca a importância de tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e blockchain para reduzir fraudes, aumentar a transparência e agilizar indenizações.

“A expansão do seguro rural no Brasil exige investimentos em tecnologia, subsídios adequados e um ambiente regulatório mais flexível. Garantir proteção efetiva e acessível não é apenas uma medida econômica: é uma necessidade estratégica para o futuro do agronegócio brasileiro e da segurança alimentar global”, conclui Guerra.





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Exportações de café somam US$ 5,23 bilhões até abril


De acordo com o Relatório de abril do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações dos Cafés do Brasil entre janeiro e abril de 2025 somaram 13,81 milhões de sacas de 60 kg, com receita cambial de US$ 5,23 bilhões. Apesar da queda de 15,5% no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior, o valor arrecadado representa um recorde para o quadrimestre, com alta de 51% sobre os US$ 3,44 bilhões registrados em 2024.

O preço médio da saca exportada no período foi de US$ 382,44. Desse total, 84,8% das exportações corresponderam à espécie Coffea arabica, com 11,71 milhões de sacas. O Coffea canephora (robusta e conilon) alcançou 807,16 mil sacas, equivalente a 5,8%, enquanto o café solúvel respondeu por 1,28 milhão de sacas. As demais categorias representaram aproximadamente 0,2% do total exportado.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2025, com 2,37 milhões de sacas adquiridas, equivalentes a 17,16% do total. Em seguida, aparecem a Alemanha (1,78 milhão de sacas ou 12,88%), a Itália (1,14 milhão de sacas ou 8,25%), o Japão (865,93 mil sacas ou 6,17%) e a Bélgica (618,30 mil sacas ou 4,47%).

Considerando os dados acumulados do ano-safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, as exportações brasileiras totalizaram 40 milhões de sacas, crescimento de 1,52% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 12,44 bilhões, aumento de 56,31%.





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Exportações do agro somam US$ 15,03 bilhões em abril


As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 15,03 bilhões em abril de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O montante representa um crescimento de 0,4% em relação ao mesmo mês de 2024, resultado da combinação entre valorização internacional de alguns produtos e leve retração no volume total embarcado.

A soja em grãos permaneceu como principal item da pauta exportadora, com 15,27 milhões de toneladas embarcadas — o segundo maior volume já registrado para o mês de abril. No entanto, o valor arrecadado com as exportações do grão totalizou US$ 5,9 bilhões, afetado pela queda de 9,7% no preço médio por tonelada.

“O desempenho da soja foi influenciado por preços internacionais mais baixos, apesar do forte volume exportado”, informou o Mapa. Em contrapartida, produtos como café verde e celulose tiveram papel relevante na sustentação da receita geral. O café verde alcançou US$ 1,25 bilhão, maior valor já registrado para abril, impulsionado pela valorização do grão no mercado externo.

A China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 5,5 bilhões em aquisições no mês, sendo mais de 75% desse valor oriundo das compras de soja. A União Europeia ocupou a segunda posição, com US$ 2,2 bilhões em importações, com destaque para itens de maior valor agregado, como café solúvel, óleo essencial de laranja e carne de frango.

Além dos produtos tradicionais, outros itens apresentaram desempenho recorde. O óleo de milho somou US$ 55,3 milhões em exportações, o maior valor já registrado. A madeira compensada alcançou 145,5 mil toneladas embarcadas, maior volume da série histórica para abril. As miudezas de carne bovina, com novos mercados como o Marrocos, atingiram 21,3 mil toneladas. O sebo bovino somou 35,6 mil toneladas exportadas. Já os bovinos vivos, voltados principalmente à reprodução, atingiram valor recorde de US$ 61,8 milhões, com destaque para a demanda da Turquia.

O Mapa afirma que, por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, esses resultados refletem a política de fortalecimento da presença internacional do agro brasileiro. O desempenho de abril é fruto de um esforço conjunto entre o Mapa, MRE e o setor produtivo para consolidar o Brasil como fornecedor confiável de alimentos ao mundo.





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Congresso da Abramilho destaca etanol, DDG e crise na estocagem


Com anúncios de novos mercados, incentivos à sustentabilidade e promessas de infraestrutura, o governo federal acenou positivamente ao agronegócio brasileiro na abertura do 3º Congresso da Abramilho, realizado nesta quarta-feira (14), em Brasília. No entanto, apesar do otimismo, gargalos como a falta de estrutura de armazenagem e logística ainda são vistos como entraves para o avanço da produção de milho e sorgo no país.

O presidente em exercício e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, foi uma das principais vozes do evento, que reuniu cerca de 400 participantes. Em sua fala, Alckmin destacou a abertura do mercado chinês ao DDG — farelo resultante da produção de etanol de milho — como um marco relevante para o setor. “É uma conquista que representa mais oportunidades para o Brasil em um mercado que cresce de forma exponencial e reforça ações contra os riscos climáticos”, afirmou.

Além disso, Alckmin adiantou que o chamado “IPI Verde”, que reduz impostos para veículos elétricos, híbridos e movidos a etanol, deve sair do papel nos próximos dias. Ele também reforçou o compromisso do governo com o avanço das obras da Ferrogrão, corredor logístico essencial para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste até os portos do Norte do país.

Ao atender uma das principais reivindicações do presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, Alckmin prometeu incluir a ampliação da capacidade de armazenagem como prioridade na pauta estratégica do governo. Para Bertolini, o problema não está mais em produzir, mas sim em estocar. “Estamos crescendo cerca de 10 milhões de toneladas por ano na produção de milho. Não vai demorar para o milho ultrapassar outros grãos e consolidar o Brasil como líder mundial. Mas precisamos mudar nossa lógica de armazenagem. O ideal seria seguir o modelo norte-americano, que permite armazenar até duas safras nas próprias fazendas”, destacou.

A urgência por mais estrutura também foi evidenciada durante o painel “Cenários dos Alimentos no Brasil”, que trouxe especialistas para discutir as perspectivas da produção agrícola. O pesquisador da Esalq/USP, Mauro Ozaki, projetou crescimento acelerado na produção de sorgo, impulsionado pelo interesse das biorrefinarias de etanol e pela demanda da indústria de ração animal. “O sorgo tem custo de produção mais baixo e está se mostrando viável para uso industrial e pecuário. O mercado tende a se expandir nos próximos anos”, avaliou.

Já a superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, reforçou que a logística precária é o maior desafio atual. “Temos mais de 1.200 cooperativas agrícolas e mais de 1,2 milhão de cooperados. O cooperativismo pode ser uma ponte para pequenos produtores acessarem mercados e soluções estruturais. Mas sem infraestrutura, seguimos limitados”, apontou.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, complementou dizendo que o crescimento do mercado de etanol exige medidas urgentes. “A expansão da produção esbarra em um déficit de armazéns. Precisamos de mais seguro rural, mais crédito e um Plano Safra mais forte para garantir competitividade”, afirmou. O senador Zequinha Marinho (PA) também endossou a necessidade de políticas públicas robustas e juros diferenciados para os produtores rurais.





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previsão indica clima neutro entre maio e julho



Trimestre terá padrão climático de neutralidade




Foto: NOAA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (13) o Boletim Agroclimatológico Mensal com a tendência climática para o trimestre de maio a julho de 2025. Segundo o boletim, as condições climáticas do período deverão ser influenciadas por padrões de neutralidade nos oceanos Atlântico Tropical e Pacífico Equatorial, o que afasta, por ora, a influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña. “A previsão indica uma probabilidade de 80% de manutenção da neutralidade do El Niño-Oscilação Sul (ENOS) durante o trimestre”, informou o Inmet, com base em análise do Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI).

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A análise das temperaturas da superfície do mar (TSM) no Pacífico Equatorial mostrou que as anomalias observadas nos primeiros meses de 2025 sinalizam o fim do fenômeno La Niña. Após valores médios inferiores a -0,5°C entre dezembro e fevereiro, as temperaturas subiram para entre -0,2°C e 0,1°C em março e abril. Esse comportamento, de acordo com o Inmet, caracteriza a transição para condições neutras no Pacífico.

No Atlântico Tropical, a situação também é de estabilidade. Em abril, a anomalia de temperatura foi de -0,03ºC no Atlântico Norte e de 0,0ºC no Sul, caracterizando neutralidade no Dipolo do Atlântico. A ligeira diferença de temperatura entre as duas porções do oceano contribuiu para o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul, favorecendo o aumento das chuvas na costa norte do Brasil.

“O monitoramento das condições oceânicas é essencial para entender os padrões de chuva e temperatura que impactam diretamente a agricultura”, destacou o Inmet, que reforça a importância do boletim para orientar decisões no campo durante o período.





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Preço impulsiona vendas de milho em Mato Grosso



Vendas de milho ganham ritmo em abril




Foto: Divulgação

Segundo o levantamento semanal divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (12), a comercialização da safra 2023/24 de milho em Mato Grosso chegou a 99,17% da produção total em abril. O resultado representa avanço de 0,24 ponto percentual em relação ao mês anterior e indica o encerramento próximo do ciclo de vendas.

Para a safra 2024/25, o Imea informou que 45,04% da produção esperada já foi negociada até abril, o que representa um crescimento de 4,73 pontos percentuais na comparação com março. Segundo o instituto, esse avanço foi impulsionado pela valorização de 2,28% no preço médio da saca de milho, que passou a ser comercializada a R$ 47,71. “A definição mais clara do volume a ser produzido também contribuiu para o aumento nas vendas”, destacou o relatório.

Mesmo com o desempenho superior ao da safra passada — 12,29 pontos percentuais à frente —, o índice atual de vendas ainda está 11,97 pontos abaixo da média registrada nos últimos cinco anos.

A comercialização da safra 2025/26 também apresentou avanço. O Imea apurou que 3,81% da produção estimada já foi negociada, com alta de 2,13 pontos percentuais em abril em relação a março. O movimento acompanha uma valorização de 6,03% no preço médio da saca, que ficou em R$ 46,09. Esse patamar está 2,35 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior.





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Brasil e China colaboram com tecnologias no agro


O Brasil tem se consolidado como parceiro estratégico da China no agronegócio, impulsionado por investimentos em inovação e pelas soluções da Bayer. A crescente demanda chinesa por alimentos tem reforçado a colaboração entre os dois países, com foco na segurança alimentar e na sustentabilidade. O uso de biotecnologia e outras práticas modernas vêm transformando o campo brasileiro, permitindo safras múltiplas e mais resistentes em um ambiente tropical desafiador.

“O Brasil é uma das poucas potências agrícolas capazes de realizar duas a três safras na mesma área de forma sustentável, mesmo enfrentando uma pressão de pragas e doenças maior que em países de clima temperado. Novas soluções de biotecnologia são cruciais para manter a agricultura brasileira pujante e como um dos principais fornecedores de alimentos no cenário mundial”, afirma Francila Calica, líder de relações institucionais, ciência e sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina. 

Em 2024, a Bayer destinou globalmente mais de 2,6 bilhões de euros em Pesquisa & Desenvolvimento, priorizando o desenvolvimento de sementes, biotecnologias, ferramentas de proteção de cultivos e soluções digitais. Muitas dessas tecnologias já têm impacto direto na agricultura nacional, fortalecendo a capacidade do Brasil de atender mercados estratégicos como o asiático. 

“Graças à adoção de novas tecnologias, o Brasil deixou de ser importador e se tornou exportador e um dos principais líderes na produção mundial de alimentos”, diz Geraldo Berger, vice-presidente de assuntos regulatórios da Bayer para a América Latina. “No entanto, devido às características do ambiente tropical, existe um maior número de gerações de pragas, plantas daninhas e doenças, o que implica na necessidade de proteção dos cultivos e da utilização de diferentes táticas de controle e de um programa de manejo de resistência”, completa 

Durante encontros em Pequim, representantes dos dois países discutiram soluções sustentáveis para garantir a segurança alimentar da população chinesa, que deve ultrapassar 1,4 bilhão até 2030. Soja, milho e carne bovina continuam entre os principais produtos exportados pelo Brasil, evidenciando o papel crucial do agronegócio brasileiro na cadeia global de abastecimento. 

“Atualmente, o lançamento comercial no Brasil de uma planta desenvolvida pela biotecnologia só ocorre após as aprovações pelas agências regulatórias de países importadores, principalmente a China, que tem uma média de aprovação de aproximadamente 5 anos após a liberação comercial no Brasil”, indica o vice-presidente

Apesar do avanço tecnológico, entraves regulatórios ainda limitam a adoção rápida de novas biotecnologias no Brasil. A cooperação bilateral é vista como essencial para acelerar aprovações e permitir que soluções como as novas variedades de soja e milho cheguem mais rapidamente ao campo, garantindo produtividade e sustentabilidade ao produtor rural.

  





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vendas de algodão avançam, mas safra 25/26 recua



Produtores ajustam ritmo de venda do algodão




Foto: Canva

A comercialização da pluma de algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso alcançou 59,99% da produção estimada até abril deste ano. O dado consta na análise semanal divulgada nesta segunda-feira (12) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço mensal foi de 2,84 pontos percentuais em relação a março.

De acordo com o instituto, os produtores aproveitaram os momentos mais favoráveis do mercado para fechar negócios. O preço médio da arroba negociada em abril foi de R$ 139,30, o que representa aumento de 1,42% em comparação com o mês anterior.

No caso da safra 2025/26, o Imea registrou negociações pontuais no período analisado. O volume comercializado chegou a 16,00% da produção estimada, com avanço mensal de 0,96 ponto percentual. “Os produtores demonstraram cautela nas negociações de abril, diante do atual cenário de preços, do custo de produção elevado e das incertezas quanto ao rendimento da próxima safra”, informou o instituto.

O preço médio da arroba negociada para a safra futura ficou em R$ 137,21, com recuo de 1,24% em relação a março.





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Colheita do milho avança e etanol projeta alta em Goiás


Segundo o boletim Agro em Dados de maio, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a colheita da primeira safra de milho no Brasil alcançou 68,2% da área cultivada até a semana do dia 20 de abril. Em Goiás, o índice foi de 10%. O número é considerado adiantado em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Para a segunda safra, o documento aponta que a semeadura foi concluída no mesmo período e que as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras nos principais estados produtores. A estimativa para a safra total de milho no Brasil é de 124,7 milhões de toneladas. “Esse volume corresponde à segunda maior produção da série histórica da Conab”, informou a secretaria.

Após registrar alta em março, o preço médio da saca recuou em abril, atingindo R$ 83,67. A retração de 6,1% é atribuída à melhora do clima e ao avanço da colheita. A alta anterior havia sido impulsionada por fatores como demanda aquecida, oferta restrita no mercado interno e incertezas sobre o desempenho da segunda safra.

No mercado interno, a temporada 2024/25 deve registrar aumento de 3,5% no consumo doméstico, com projeção de 86,9 milhões de toneladas. Apesar da alta na produção nacional, a Conab estima que o Brasil importe 1,7 milhão de toneladas de milho no ciclo, o que representa crescimento de 3,4% em relação ao ciclo anterior.

A produção global de milho também foi revisada para cima. De acordo com o relatório, a estimativa mundial subiu 10,63 milhões de toneladas, totalizando 1,22 bilhão, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O boletim destaca ainda a consolidação do milho como matéria-prima para produção de etanol. “Desde 2018, a produção de etanol a partir do milho tem ganhado espaço no Brasil e em Goiás”, afirma o documento. Para a safra 2024/25, é prevista uma produção de 7,8 bilhões de litros no país, com avanço de 32,4% em relação ao ciclo anterior. Em Goiás, a projeção é de 800 mil litros, alta de 19,2%.

Com esses números, o etanol de milho deve responder por 21,1% da produção nacional do biocombustível. Em Goiás, terceiro maior produtor de milho do país, a expansão representa uma oportunidade estratégica. “O crescimento da produção de etanol a partir do milho reforça o papel do grão na matriz energética e no desenvolvimento regional”, conclui o boletim.





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venda da soja avança com estoque e preço favoráveis



Soja 24/25 atinge 70% de vendas no estado




Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (12), a comercialização da soja da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 70,55% da produção estimada em abril. O índice representa um avanço de 11,57 pontos percentuais em relação a março.

Segundo o Imea, a valorização dos preços da oleaginosa em comparação ao mesmo período do ano passado estimulou os produtores a intensificarem as vendas. “A melhora nas cotações foi um dos principais fatores que motivaram os produtores a aproveitar o momento de mercado”, apontou o instituto.

Outro fator que influenciou a intensificação das negociações foi a necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho. O preço médio da soja em abril foi de R$ 112,05 por saca, alta de 2,66% em relação a março.

Quanto à safra 2025/26, o percentual comercializado alcançou 10,71% da produção estimada, com avanço mensal de 2,61 pontos percentuais. Apesar da evolução, o ritmo de vendas permanece abaixo da média registrada nos últimos cinco anos. O preço médio para a soja da próxima temporada em abril foi de R$ 109,95 por saca, o que representa uma leve queda de 0,28% na comparação com o mês anterior.





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