domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Confira como está o mercado de trigo



Em Santa Catarina, o mercado permanece estável



Em Santa Catarina, o mercado permanece estável
Em Santa Catarina, o mercado permanece estável – Foto: Seane Lennon

Segundo análise da TF Agroeconômica, divulgada nesta semana, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue lento, com preços pressionados pela disponibilidade de cerca de 440 mil toneladas da safra passada. Com os moinhos já abastecidos até junho e a moagem estadual girando em torno de 104 mil toneladas por mês, esse volume cobre a demanda até outubro, encostando na nova colheita. 

No entanto, a real necessidade de reposição dependerá da demanda por farinha no inverno. Negócios pontuais ainda ocorrem entre R$ 1.390 e R$ 1.400 por tonelada para trigos de PH 76, mas os moinhos permanecem seletivos quanto à qualidade.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estável, com o balcão mantendo os preços há várias semanas. As cotações para trigo melhorador e biscoito variam entre R$ 1.380 e R$ 1.500/t FOB, mas a movimentação tem sido pontual. Já os preços pagos diretamente ao produtor (“pedra”) se mantêm entre R$ 75,00 e R$ 80,00 a saca nas principais praças do estado.

No Paraná, os preços da safra velha variam de R$ 1.550 a R$ 1.600 CIF moinhos, enquanto o trigo paraguaio chega a até R$ 1.630 e o argentino ultrapassa R$ 1.700 CIF. Para a safra nova, ainda não há ofertas concretas, mas compradores indicam preços entre R$ 1.450 e R$ 1.500 CIF, o que corresponde a cerca de R$ 82,78/saca. A média estadual da saca recuou levemente para R$ 80,09, ainda proporcionando um lucro de 8,92% sobre o custo de produção.

As expectativas para os próximos meses giram em torno do comportamento da demanda e do ritmo de compra dos moinhos, especialmente no sul do país. A chegada da nova safra e os movimentos do mercado internacional serão determinantes para a formação dos preços no segundo semestre.

 





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Mercado de grãos inicia o dia em baixa


Segundo informações da TF Agroeconômica (15/05/2025), o mercado internacional de grãos iniciou esta quarta-feira com tendências de baixa, refletindo fatores climáticos e políticos nos Estados Unidos. No caso do trigo, as cotações recuaram na Bolsa de Chicago: o contrato para julho/25 fechou a US\$ 522,50 por bushel (-2,25), enquanto o de dezembro/25 caiu para US\$ 559,75 (-1,00). No Brasil, o indicador CEPEA Paraná recuou 2,78% no dia, cotado a R\$ 1.532,53, enquanto no Rio Grande do Sul houve queda de 0,63%, para R\$ 1.415,54. 

Para a soja, os contratos também abriram em queda, com julho/25 cotado a US\$ 1.067,0 (-10,75) e maio/26 a US\$ 1.074,25 (-9,25). No mercado interno, o CEPEA Paraná teve leve recuo de 0,20%, a R\$ 128,25. A baixa em Chicago está ligada à desvalorização do óleo de soja, diante de rumores de que os mandatos de uso de biodiesel nos EUA não crescerão como o esperado. O administrador da EPA, Lee Zeldin, afirmou que os novos mandatos serão divulgados “nos próximos meses”, frustrando expectativas de anúncio imediato. A mudança de cenário levou investidores a realizarem lucros, especialmente após a alta de 7,72% no petróleo da semana anterior.

A Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa para a safra argentina de soja de 45,50 para 48,50 milhões de toneladas, ainda abaixo dos números da Bolsa de Buenos Aires (50 mi t) e do USDA (49 mi t). Isso influenciou as expectativas do mercado, embora a recuperação do farelo de soja tenha amenizado as perdas devido à menor moagem projetada.

O milho também apresentou estabilidade com viés de baixa. O contrato julho/25 em Chicago permaneceu estável a US\$ 445,50. No Brasil, o CEPEA indicou leve queda de 0,16% (R\$ 73,12), com a B3 julho subindo 1,55% (R\$ 63,00). O mercado continua pressionado pela perspectiva de safra recorde nos EUA, ultrapassando 400 milhões de toneladas, e pelas tensões comerciais internacionais provocadas por tarifas impostas pela Casa Branca.

 





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Paraná amplia exportação de milho em 2025



Paraná é 2º maior exportador de milho do país




Foto: Pixabay

As exportações de milho do Paraná registraram crescimento de 77% no primeiro quadrimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Foram embarcadas 1,18 milhão de toneladas do cereal entre janeiro e abril.

O principal destino do milho paranaense foi o Irã, responsável por 52% das exportações no período. Em seguida aparecem o Egito, com 12,8%, e a Turquia, com 11,3%. A receita gerada com as exportações totalizou US$ 267,1 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão. O valor representa uma alta de 81% em comparação com os primeiros quatro meses de 2024, resultado do aumento no volume embarcado e de uma leve melhora nos preços.

Com esse desempenho, o Paraná assumiu a segunda posição no ranking nacional de exportação de milho, atrás apenas de Mato Grosso, que registrou queda de 53% no volume exportado. No total, o Brasil exportou 6,07 milhões de toneladas no período, redução de 14% em relação ao ano anterior.





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População e produtores de laranja apoiam ação para defesa da citricultura


A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e outros atores que atuam no combate ao greening, doença mais agressiva da citricultura, têm conseguido o apoio da maioria da população e proprietários rurais nas áreas em que os citros precisam ser erradicados como medida de controle do inseto vetor. Nesta semana a força-tarefa está concentrada nas regiões de Cornélio Procópio e Londrina, no Norte do Estado.

Cecília Avelar mora desde quando nasceu, há 68 anos, em uma casa em Uraí, às margens da rodovia que liga essa cidade a Cruzeiro do Norte. Nesta terça-feira (13) ela foi surpreendida pela movimentação na garagem municipal, que fica ao lado de sua propriedade. Ali tinham sido destruídas mudas que eram vendidas de forma ilegal por um vendedor ambulante e também foi derrubado um pé de limão.

“Percebi aquela movimentação na garagem e fui ver o que estava acontecendo. O rapaz disse que estavam cortando as árvores”, contou Cecília. Ela foi abordada por uma das fiscais da Adapar e imediatamente permitiu o corte de um pequeno pé de limão e um frondoso exemplar de lima, que abastecia não apenas ela, mas vários vizinhos que apreciam a fruta.

“A gente sente uma dor muito grande porque há oito anos tenho esse pé de lima aqui e o pezinho de limão, mas se é para o nosso bem e o bem da natureza, eu concordei que cortassem”, afirmou. Enquanto era preparada a motosserra ela trouxe vários saquinhos de plástico e contou com a ajuda de quem ali estava para tirar o máximo possível de limas. “Vou levar para os vizinhos que gostam”.

A moradora lembrou que a região já teve muito mais laranja do que abriga hoje. Ela própria tinha laranjas em seu quintal. “Mas aí foi morrendo, morrendo”, disse. Também descreveu que as redondezas eram povoadas por pomares maiores. “Disseram que foi preciso cortar porque deu uma doença”.

Dona Cecília destacou ainda conhecer pessoas que trabalham na indústria de sucos que a Cooperativa Agroindustrial Integrada possui no município e outras que produzem laranja comercialmente. “Para salvar os empregos temos que fazer algum sacrifício, mesmo com dor no coração. Temos que concordar que é para nosso bem e de todo mundo”.

Na casa vizinha à de Cecília a equipe da Adapar encontrou apenas uma pessoa fazendo reformas. Mas da rua era possível ver pés de laranja e limão que apresentavam sintomas da doença e havia necessidade de fazer os cortes. A erradicação é a solução nesses casos, e obrigatória pela legislação. Uma ligação telefônica ao proprietário foi o suficiente para a autorização de corte. Ali os técnicos encontraram o psilídeo Diaphorina citri, vetor da doença, alimentando-se de folhas, um risco grande para as produções comerciais ao redor.

“Fui surpreendido com a aceitação dos donos das propriedades visitadas, que permitiram realizar o trabalho sem problemas”, disse o fiscal da Adapar Nelson Kanda. “Não houve resistência”. Ele veio de Curitiba para integrar o grupo de 40 servidores de várias regionais da Adapar que estão atuando na Operação BIG Citrus.

RURAL – Os fiscais Orlando Hansen, da Adapar em Santa Cruz do Monte Castelo (Noroeste), e Paulo Ricardo Campos, de Francisco Beltrão (Sudoeste), estão percorrendo as propriedades rurais de Assaí (Norte). “Encontramos algumas propriedades com o greening, que pode colocar em risco a atividade na região, mas os produtores, de forma geral, têm entendido as orientações que são passadas. Eles recebem as notificações para eliminar as plantas sintomáticas com menos de oito anos e a determinação para fazer o manejo adequado”, destacou Hansen.

O proprietário do Sítio Monte Alto, Cláudio Massahiro, foi um dos que se engajaram na proposta de salvar a lavoura. Além de laranja, ele produz pitaya, abobrinha, café, banana, lichia, soja e avocado, para o qual pretende conseguir a certificação do Global G.A.P. com vistas à exportação. “É importante tomar todas as medidas para garantir a sanidade vegetal”, disse.

Em citros ele possui 5,1 mil pés. Recentemente eliminou 80 plantas que estavam infectadas pelo greening. “Tem outras para serem eliminadas”, afirmou. “Tem muitos produtores que são contra ou ficam desconfiados dessa Operação BIG Citros, achando que vão prejudicar os agricultores, mas nós achamos que, pelo contrário, é uma operação necessária e muito importante para tentar manter a citricultura do Paraná”, afirmou Massahiro.

Enquanto é dada a orientação e realizadas eventuais autuações, o fiscal Paulo Ricardo Campos atualiza os dados da propriedade, registrando extensão e variedades de citros exploradas com as respectivas produções. “É um levantamento que cumpre as determinações do Ministério da Agricultura e que passa a fazer parte do banco de dados nacional”, disse.

As equipes contam com a participação ativa das prefeituras e da Cooperativa Integrada, além da retaguarda garantida pela Polícia Militar. Algumas emissoras de rádio e televisão e jornais da região também estão contribuindo com a difusão das ações e ajudando na conscientização sobre a seriedade da doença e a necessidade da atuação conjunta.

DOENÇA – O HLB ou greening dos citros é atualmente a praga mais importante devido à severidade, rápida disseminação e dificuldades de controle. Ao sugar a seiva de uma planta infectada, o psilídeo leva a bactéria causadora da doença para outras árvores do pomar.

O greening afeta seriamente  as plantas provocando queda prematura dos frutos, que resulta em redução da produção e pode levar à morte precoce. Além disso, os frutos ficam menores e deformados. A planta também pode apresentar sementes abortadas, açúcares reduzidos e acidez elevada, o que deprecia o sabor, diminuindo a qualidade e o  valor comercial. 





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Produção de grãos pode bater novo recorde no Brasil


A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve atingir 332,9 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgadas nesta quinta-feira (15). Se confirmada, a marca representa um novo recorde na série histórica da Companhia, com incremento de 35,4 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.

A área cultivada também apresenta expansão, estimada em 81,7 milhões de hectares, o que representa crescimento de 2,2%. Já a produtividade média das lavouras deve avançar 9,5%, alcançando 4.074 quilos por hectare.

Entre os principais produtos, a soja se destaca com previsão de 168,3 milhões de toneladas colhidas, o maior volume já registrado no país. A colheita já foi concluída em quase toda a área semeada, com destaque para os estados do Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Tocantins. Em regiões como Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rondônia e Tocantins, os rendimentos superaram todos os registros anteriores da série da Conab.

A produção de milho é estimada em 126,9 milhões de toneladas, alta de 9,9% na comparação com a safra 2023/24. A colheita da primeira safra está em 77,6% da área cultivada, com expectativa de 24,7 milhões de toneladas. A segunda safra, com plantio já encerrado, deve somar 99,8 milhões de toneladas, apoiada por boas condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Para o arroz, a produção esperada é de 12,1 milhões de toneladas, representando aumento de 14,8% em relação ao ciclo anterior. A área cultivada alcança 1,7 milhão de hectares e a produtividade média deve chegar a 7.071 quilos por hectare.

No caso do feijão, a Conab prevê a colheita de 3,2 milhões de toneladas ao fim das três safras, o que deve garantir o abastecimento do mercado interno.

O algodão, também em destaque na segunda safra, tem a semeadura finalizada em uma área de 2,1 milhões de hectares, com crescimento de 7,2% frente à safra anterior. A produção da pluma deve alcançar 3,9 milhões de toneladas, 5,5% acima do volume registrado no ciclo anterior. As lavouras estão em estágios que variam entre floração e início da colheita.

Entre as culturas de inverno, a semeadura do trigo já começou em estados do Centro-Oeste, Sudeste e no Paraná, onde o plantio atinge 26% da área prevista. No Rio Grande do Sul, o plantio ainda não teve início. A estimativa de produção é de 8,3 milhões de toneladas, o que representa alta de 4,6% sobre a safra anterior.

No mercado de milho, a Conab revisou o consumo interno para 89,3 milhões de toneladas, considerando a expansão da produção de etanol a partir do grão. As exportações foram mantidas em 34 milhões de toneladas, e os estoques finais ajustados para 7,1 milhões de toneladas.

Quanto à soja, a perspectiva de safra recorde deve permitir aumento nas exportações, que podem se aproximar de 106 milhões de toneladas.





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cientista brasileira vence World Food Prize 2025


A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi anunciada como vencedora da edição 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize – WFP), reconhecimento internacional por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos voltados à agricultura. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (13), na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos. A cerimônia oficial de entrega será realizada em 23 de outubro, em Des Moines.

Com mais de quatro décadas de dedicação à microbiologia do solo, Hungria é reconhecida por liderar pesquisas voltadas à substituição parcial ou total de fertilizantes químicos por microrganismos que favorecem a fixação de nitrogênio, a produção de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Em publicação da Embrpa a pesquisadora comemora. “Estou imensamente feliz, ainda não consigo acreditar, é uma grande honra, um reconhecimento mundial. Acredito que minha principal contribuição para mitigar a fome no mundo tenha sido minha persistência de que a produção de alimentos é essencial, mas deve ser feita com sustentabilidade. Foi uma vida dedicada à busca por altos rendimentos, mas via uso de biológicos, substituindo parcial ou totalmente os fertilizantes químicos. Com essa premiação, existe também o reconhecimento do empenho da pesquisa brasileira rumo a uma agricultura cada vez mais sustentável, favorecendo nossa imagem no exterior”, explica Mariangela Hungria.

Entre os avanços coordenados por Hungria, destaca-se o uso da inoculação com bactérias fixadoras de Nitrogênio (Bradyrhizobium) na soja, potencializado pela coinoculação com Azospirillum brasiliense. Essa tecnologia, segundo a pesquisadora, proporcionou em 2024 uma economia estimada em US$ 25 bilhões, ao reduzir a necessidade de adubos nitrogenados. Além disso, evitou a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente no mesmo período. Atualmente, a prática é adotada em aproximadamente 85% da área de soja cultivada no país, o que corresponde a cerca de 40 milhões de hectares.

Além da soja, Hungria coordena projetos que possibilitaram o uso de rizóbios e coinoculação no feijoeiro, e a aplicação de Azospirillum brasiliense em culturas como milho, trigo e pastagens com braquiárias. Em 2021, sua equipe lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na aplicação de fertilizante nitrogenado em milho por meio da inoculação, contribuindo com benefícios econômicos e ambientais.

Criado em 1986 por Norman Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1970, o World Food Prize reconhece anualmente personalidades que contribuem para a melhoria da qualidade e da disponibilidade de alimentos no mundo. A premiação inclui US$ 500 mil e uma escultura assinada por Saul Bass. Mariangela Hungria é a quarta brasileira a receber o prêmio, que já foi concedido a nomes como os agrônomos Edson Lobato e Alysson Paulinelli, em 2006, e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2011.





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Arroz irrigado tem bom desempenho no Tocantins



Veranicos afetam parte do arroz de sequeiro




Foto: Pixabay

As lavouras de arroz irrigado de primeira safra no Tocantins apresentaram bom rendimento, segundo informações do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A regularidade das chuvas contribuiu para a recuperação dos níveis dos mananciais e represas, o que possibilitou a adequada captação e disponibilidade de água para o manejo das plantações.

No caso do arroz irrigado de segunda safra, as lavouras seguem em desenvolvimento, com áreas em fase de floração e vegetação. Segundo a Conab, “estão sendo realizados os devidos tratos culturais como a adubação de plantio e cobertura, assim como o manejo para manter boas condições de sanidade das plantas”. A produção desse ciclo é destinada ao abastecimento do mercado interno, sendo ofertada em período de entressafra do cereal.

Já nas áreas destinadas ao cultivo de arroz de sequeiro, a colheita foi concluída. No entanto, parte das lavouras registrou produtividade abaixo do esperado. A Conab aponta como causas a ocorrência de veranicos durante a fase reprodutiva da cultura e a presença excessiva de plantas competidoras. Em alguns talhões, houve acamamento, o que comprometeu a colheita.





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Retaliação da China sobre produtos agrícolas dos EUA atinge a soja,…


Logotipo Reuters

Por Ella Cao e Naveen Thukral

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) – A retaliação da China nesta sexta-feira contra as novas tarifas dos Estados Unidos deve acelerar o movimento de Pequim em direção a fornecedores alternativos de produtos agrícolas, incluindo o Brasil, uma mudança que começou durante a guerra comercial do primeiro mandato do presidente Donald Trump.

Pequim revelou uma série de contramedidas, incluindo tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA, que se somam às tarifas de 10-15% aplicadas sobre cerca de US$ 21 bilhões em comércio agrícola no início de março.

“É como fechar todas as importações agrícolas dos EUA. Não temos certeza se alguma importação será viável com a tarifa de 34%”, disse um trader de uma empresa de comércio internacional com sede em Cingapura que vende grãos e sementes oleaginosas para a China.

“O principal impacto será em produtos como soja e sorgo. Não será tanto sobre o trigo e o milho, já que a China não tem comprado muito trigo e milho dos EUA este ano”, acrescentou o trader.

Um comerciante de grãos europeu disse que a União Europeia, que também prometeu retaliar, provavelmente também aplicará tarifas sobre a soja dos EUA.

“É tudo uma questão de soja. Uma grande preocupação é se não houver um acordo antes da nova safra de soja dos EUA”, disse o trader, em referência à colheita norte-americana, no segundo semestre.

“Como conclusão geral, toda essa guerra comercial é ‘baixista’ para os produtos agrícolas dos EUA e ‘altista’ para outras origens”, disse o trader.

As taxas de março aceleraram o afastamento das importações de soja dos EUA e transferiram a demanda para o Brasil, onde uma safra abundante coloca o país no caminho certo para entregar um aumento recorde de importações para a China no segundo trimestre.

“O Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China. Mas outros também poderão se beneficiar, inclusive a Argentina e o Paraguai. Com relação ao trigo, a Austrália e a Argentina devem se beneficiar”, disse Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank.

Sol Arcidiacono, chefe de vendas de grãos na América Latina da HedgePoint Global Markets, disse que os prêmios para a soja sul-americana ficarão mais fortes durante todo o ano, apesar da sazonalidade e das colheitas recordes, à medida que a guerra comercial intensifica.

Ela acrescentou que a geopolítica atual provavelmente impulsionará um aumento na área plantada com soja, principalmente no Brasil, onde a expansão tem desacelerado ultimamente.

Na véspera, os prêmios nos portos brasileiros para a soja dispararam, sinalizando maior demanda pelo produto do Brasil, com o mercado se preparando para um contra-ataque da China.

Na quarta-feira, Trump divulgou uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações a partir de 5 de abril e tarifas mais altas sobre alguns outros países, incluindo 34% sobre a China, levando a guerra comercial global a um ponto crítico.

A China continua sendo o maior mercado para os produtos agrícolas dos EUA, mas as importações de produtos agrícolas dos EUA caíram pelo segundo ano consecutivo, baixando de US$42,8 bilhões em 2022 para US$29,25 bilhões em 2024.

Também na sexta-feira, a China suspendeu as qualificações de importação de sorgo da C&D (USA) Inc., que é de propriedade chinesa, citando problemas fitossanitários.

A China suspendeu as qualificações de importação de carne de frango e farinha de ossos da American Proteins, Mountaire Farms of Delaware e Darling Ingredients.

Além disso, suspendeu as importações de produtos avícolas da Mountaire Farms of Delaware e da Coastal Processing.

(Reportagem de Ella Cao e Lewis Jackson em Pequim, Naveen Thukral em Cingapura e Gus Trompiz e Sybille de La Hamaide em Paris; reportagem adicional de Ana Mano e Roberto Samora em São Paulo)





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Seguro rural cobre só 14% da área agrícola


Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), apesar de o agronegócio representar cerca de 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e responder por quase 10% das exportações agrícolas globais, menos de 14% da área cultivada no país está protegida por seguro rural. A lacuna na cobertura deixa milhões de hectares expostos a eventos climáticos extremos, cuja frequência tem aumentado, conforme indicam levantamentos de instituições como Embrapa, Cemaden e INPE.

Segundo artigo da especialista em seguro rural e diretora comercial da Picsel, Julia Guerra, o modelo atual “falha em atender às reais necessidades do produtor”. Ela explica que as apólices disponíveis são padronizadas e desconsideram aspectos regionais importantes, como risco climático específico, histórico de produtividade e práticas agronômicas locais. “Essa desconexão entre produto e campo compromete a efetividade das coberturas e aumenta os índices de contestação e inadimplência”, afirma.

Levantamento da ESALQ/USP citado no artigo aponta que apenas 30% dos produtores segurados estão satisfeitos com os contratos firmados. Para Guerra, o problema “não é apenas técnico: é estrutural, e compromete a confiança do agricultor no sistema de proteção vigente”.

Além da padronização das apólices, o ambiente regulatório é considerado um entrave para a inovação no setor. A Circular 621 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é citada como um exemplo de exigência normativa que “inviabiliza o desenvolvimento de apólices customizadas por região, cultura ou modelo produtivo”. A falta de flexibilidade afasta seguradoras que desejam operar com tecnologias modernas, como seguros paramétricos e monitoramento remoto. “Sem mudanças estruturais nas regras, o país continuará sendo um ambiente hostil à inovação nesse setor”, afirma a especialista.

Outro obstáculo citado por Guerra é a subvenção pública. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que deveria ampliar o acesso ao seguro, enfrenta restrições orçamentárias. Em 2023, mais de 15 mil apólices deixaram de ser contratadas por falta de verba. Para 2025, o orçamento previsto é de R$ 1,06 bilhão, valor considerado insuficiente frente à demanda do setor, que, em 2024, foi de R$ 3 bilhões, mas teve apenas R$ 1,5 bilhão liberado.

A distribuição das apólices também é desigual. A cobertura se concentra nas regiões Sul e Centro-Oeste, com foco nas lavouras de soja, milho e trigo. Cadeias produtivas como pecuária, fruticultura e culturas permanentes ficam praticamente fora do sistema. Essa concentração gera um cenário de exclusão e compromete a sustentabilidade do seguro rural como política pública.

Para Julia Guerra, é necessário transformar o seguro rural em uma política de Estado. “Isso exige um esforço coordenado entre governo e iniciativa privada, com orçamento estável, incentivos fiscais e um plano de expansão sustentável”, defende. Ela também destaca a importância de tecnologias como sensoriamento remoto, inteligência artificial e blockchain para reduzir fraudes, aumentar a transparência e agilizar indenizações.

“A expansão do seguro rural no Brasil exige investimentos em tecnologia, subsídios adequados e um ambiente regulatório mais flexível. Garantir proteção efetiva e acessível não é apenas uma medida econômica: é uma necessidade estratégica para o futuro do agronegócio brasileiro e da segurança alimentar global”, conclui Guerra.





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Exportações de café somam US$ 5,23 bilhões até abril


De acordo com o Relatório de abril do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações dos Cafés do Brasil entre janeiro e abril de 2025 somaram 13,81 milhões de sacas de 60 kg, com receita cambial de US$ 5,23 bilhões. Apesar da queda de 15,5% no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior, o valor arrecadado representa um recorde para o quadrimestre, com alta de 51% sobre os US$ 3,44 bilhões registrados em 2024.

O preço médio da saca exportada no período foi de US$ 382,44. Desse total, 84,8% das exportações corresponderam à espécie Coffea arabica, com 11,71 milhões de sacas. O Coffea canephora (robusta e conilon) alcançou 807,16 mil sacas, equivalente a 5,8%, enquanto o café solúvel respondeu por 1,28 milhão de sacas. As demais categorias representaram aproximadamente 0,2% do total exportado.

Os Estados Unidos lideraram o ranking de destinos das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2025, com 2,37 milhões de sacas adquiridas, equivalentes a 17,16% do total. Em seguida, aparecem a Alemanha (1,78 milhão de sacas ou 12,88%), a Itália (1,14 milhão de sacas ou 8,25%), o Japão (865,93 mil sacas ou 6,17%) e a Bélgica (618,30 mil sacas ou 4,47%).

Considerando os dados acumulados do ano-safra 2024/25, iniciado em julho de 2024, as exportações brasileiras totalizaram 40 milhões de sacas, crescimento de 1,52% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. No mesmo intervalo, a receita cambial alcançou US$ 12,44 bilhões, aumento de 56,31%.





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