sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Startup paranaense apresenta sistema inédito de monitoramento para Silos Bolsa



“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos”


Foto: Divulgação

Diretamente de Curitiba (PR), a Monitoramento estreia na AgroBrasília 2025 com uma proposta inovadora voltada ao campo. Incubada no Vale do Pinhão — ecossistema de inovação do Paraná —, a empresa desenvolveu um sistema inteligente de monitoramento exclusivo para Silos Bolsa, com o objetivo de resolver os principais desafios dessa modalidade de armazenagem.

“Nossa solução atua na prevenção de perdas e na preservação da qualidade dos grãos, por meio do uso de inteligência artificial. O sistema também emite alertas ao produtor caso o silo seja violado, o que evita prejuízos e permite um controle mais eficiente”, explica Giovana Brizzi, gerente comercial da startup.

O diferencial da tecnologia está também na certificação pré-venda, que permite ao produtor demonstrar, com dados, todo o histórico de conservação dos grãos — do ensacamento até o momento da comercialização. “Essa rastreabilidade agrega valor e amplia as possibilidades de venda, além de prolongar a vida útil do Silo Bolsa”, acrescenta Giovana.

A BrasSilo é pioneira no Brasil ao oferecer esse tipo de monitoramento para Silos Bolsa, que são opções mais acessíveis em comparação aos silos estáticos e vêm ganhando espaço por atenderem à crescente demanda de armazenagem no país. A tecnologia já está em uso em propriedades do Paraná e de Goiás, e chega agora ao Distrito Federal com boas expectativas. “Nosso principal desafio é conscientizar o setor de que essas soluções já existem e estão acessíveis. Estamos aqui para mostrar que o produtor pode, sim, contar com tecnologia para resolver problemas antigos”, afirma.

A participação da startup na Vila Startup do AiTec reforça a proposta da AgroBrasília de conectar inovação e agro, reunindo soluções que tornam o campo mais eficiente, seguro e produtivo.

Serviço

Feira AgroBrasília 2025

Data: terça-feira a sábado – 20 a 24 de maio

Horário:8h30 às 18h

Local:Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – AgroBrasília, BR 251 km 5 – PAD-DF





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Inmet alerta para chuvas e ventos de até 100 km/h no noroeste do RS



As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões




Foto: USDA

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja (perigo) para parte do Rio Grande do Sul, destacando o avanço de um sistema frontal que deve provocar chuvas volumosas e ventos fortes no noroeste do estado entre a tarde desta segunda-feira (19) e a madrugada de terça-feira (20).

Segundo o Inmet, os volumes de chuva podem chegar a 100 milímetros, acompanhados de rajadas de vento em torno de 100 km/h. As áreas mais afetadas incluem municípios da Região das Missões, como Ijuí, São Borja, Santo Ângelo e Santiago. No final de semana, essas cidades já registraram instabilidades. Em São Borja, por exemplo, o acumulado chegou a 46 mm até as 8h desta segunda-feira.

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A previsão aponta ainda que as instabilidades devem se espalhar por outras regiões do estado, com menor intensidade. Cidades do sudeste gaúcho e da Serra, como Pelotas, Bagé, Caxias do Sul e Erechim, estão sob aviso amarelo (perigo potencial), com previsão de chuvas entre 30 mm e 50 mm e ventos que podem atingir até 60 km/h.

Essas condições climáticas também devem atingir o sul de Santa Catarina, exigindo atenção redobrada da população diante do risco de alagamentos, queda de galhos e interrupções pontuais no fornecimento de energia.





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Brasil e Europa devem ganhar espaço na exportação de carne suína



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios



Contudo, o cenário de custos apresenta desafios
Contudo, o cenário de custos apresenta desafios – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Rabobank Brasil, as indústrias de carne suína do Brasil e da Europa estão entre as mais beneficiadas pela atual ruptura comercial entre Estados Unidos e China. Apesar dos esforços chineses para alcançar autossuficiência, com importações representando menos de 5% da oferta total, o país asiático segue como o maior comprador mundial de carne suína. Com uma projeção de crescimento modesto na produção brasileira e europeia em 2025, a reconfiguração nas rotas comerciais tende a favorecer esses dois blocos, impulsionando sua presença no mercado global.

Contudo, o cenário de custos apresenta desafios. Enquanto os preços da ração permanecem mais baixos na América do Norte e na Europa, a América do Sul enfrenta pressões significativas. Estoques domésticos mais restritos, devido à menor oferta, combinados com uma forte demanda de exportação, aumento do uso de milho para biocombustíveis e procura aquecida por ração, têm elevado os preços do grão. A desvalorização do real frente ao dólar também contribui para o encarecimento da alimentação animal no Brasil.

Problemas sanitários continuam afetando a oferta global, com surtos persistentes de doenças na América do Norte e Ásia. Recentemente, a Europa enfrentou novos casos de febre aftosa, o que causou interrupções comerciais pontuais. Diante desse cenário, medidas de biosseguridade seguem sendo essenciais para garantir a estabilidade do setor e evitar perdas significativas.

Uma novidade promissora vem dos Estados Unidos, onde foi aprovada uma tecnologia de edição genética capaz de criar suínos resistentes à síndrome reprodutiva e respiratória (PRRSv). Essa inovação pode representar um avanço importante na redução de perdas produtivas e no fortalecimento sanitário da cadeia suinícola mundial a longo prazo.

 





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Colheita de arroz no RS chega a 97% com alta produtividade



“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade”



 “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia"
“O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia” – Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Segundo dados do IRGA divulgados em 15 de maio, a colheita do arroz no Rio Grande do Sul já alcança 97,02% da área plantada (941.371 ha dos 970.194 ha semeados), com destaque para a conclusão total na Planície Costeira Externa. As regiões da Zona Sul, Fronteira Oeste, Planície Costeira Interna e Campanha também estão praticamente finalizadas, enquanto a Região Central segue com 84,6% da área colhida. As informações são de Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações.

Apesar do avanço na colheita e da alta produtividade da safra 2024/25, o momento é de preocupação para o setor orizícola. De acordo com Cardoso, produtores e indústrias estão com margens apertadas, impactados por custos elevados e preços de venda em queda, mesmo com uma boa performance no campo.

Nas prateleiras dos supermercados, os consumidores encontram o arroz com preços entre R\$ 16,00 e R\$ 20,00 por pacote de 5 kg — uma das poucas boas notícias na cesta básica em tempos de inflação resistente. A abundância da oferta, no entanto, não se traduz em rentabilidade para o produtor.

Diante desse cenário, o desafio passa a ser a busca por soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade econômica. Sérgio Cardoso destaca a importância de uma gestão comercial mais estratégica, com foco em agregar valor ao produto e garantir a viabilidade da cadeia produtiva, mesmo em anos de safra cheia. “O desafio agora é equilibrar esse ganho de produtividade com sustentabilidade econômica ao longo da cadeia. O setor precisa de atenção e inteligência comercial para evitar uma crise de rentabilidade mesmo em cenário de safra cheia”, conclui.

 





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Adjuvantes agrícolas ganham destaque em eventos




"Um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas"
“Um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas” – Foto: Pixabay

O pesquisador científico Hamilton Ramos, coordenador do programa adjuvantes da Pulverização, realiza duas apresentações no próximo dia 21 para públicos distintos, abordando a importância dos adjuvantes agrícolas. Pela manhã, ele participa da Semana Agronômica da Unesp de Jaboticabal (SP), voltada aos alunos de agronomia. À tarde, o foco será o setor sucroenergético, durante o Herbishow, em Ribeirão Preto, com ênfase no controle de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar.

Criado a partir de uma parceria entre o setor privado e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), o programa, que completa 18 anos em 2025, atua no apoio à indústria nacional de adjuvantes, promovendo a qualidade desses produtos. Um dos marcos da iniciativa é o Selo Oficial de Funcionalidade, chancela técnica concedida pelo IAC a adjuvantes avaliados no centro de pesquisas em Jundiaí.

Segundo Ramos, mais de 40 empresas já aderiram ao programa, submetendo mais de 100 marcas à análise. Ele destaca que adjuvantes são essenciais para melhorar a eficácia de defensivos agrícolas e evitar perdas nas pulverizações. “Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas relacionadas aos investimentos do produtor no controle de pragas, doenças e invasoras”, ele exemplifica.

O objetivo, reforça Ramos, é estabelecer um sistema oficial e unificado de certificação no médio prazo. Instalado em área de 110 mil m² aos pés da Serra do Japi, o CEA do IAC desenvolve mais de 30 projetos nas áreas de mecanização, agricultura regenerativa, viticultura, cana-de-açúcar e tecnologias de aplicação. “O Selo de Funcionalidade é parte importante de um processo que no médio prazo visa a auxiliar o estabelecimento de normas que ancorem um sistema oficial de certificação, unificado, para tais produtos”, finaliza Hamilton Ramos.

 





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Novas soluções para a agricultura pautam feira


Durante a 30ª edição da Hortitec, realizada entre 25 e 27 de junho em Holambra (SP), a Biotrop apresentou um portfólio completo de soluções biológicas voltadas à horticultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar. A empresa, referência em insumos naturais para o agronegócio, aproveitou a maior feira do setor para destacar como seus produtos atendem às exigências de um mercado cada vez mais preocupado com práticas agrícolas regenerativas e saudáveis.

“Além disso, favorecem a saúde do solo, preservam a biodiversidade e são menos agressivos ao meio ambiente. Sua aplicação também está alinhada às demandas dos mercados mais exigentes e ao manejo integrado, oferecendo soluções que auxiliam no controle seguro e eficiente de pragas e doenças em diferentes cultivos. Assim, os biológicos representam um caminho estratégico para uma horticultura mais moderna, produtiva e responsável”, detalha Elton Visioli, Gerente de Unidade de Negócios da Biotrop.

Entre os destaques apresentados estão o Biobrev Full, bioinseticida eficaz no controle da traça-do-tomateiro; o Bombardeiro, biofungicida de amplo espectro; e o Biomagno, insumo multifuncional com ação biofungicida e bionematicida. Os visitantes também puderam conhecer o Agrobiota, serviço exclusivo de análises metagenômicas do solo que, aliado à IA EVA, oferece diagnósticos personalizados e recomendações precisas para um manejo mais eficiente.

Além da presença na feira, a Biotrop realizou a 2ª edição do Hortinov, evento técnico em parceria com a Sakata Seed, promovendo experiências práticas com os produtos diretamente no campo. A iniciativa reforça o papel da empresa como agente transformador da horticultura brasileira, ao combinar inovação tecnológica com responsabilidade ambiental.

“A partir da identificação e interpretação dos microrganismos de determinada área, é possível entender suas interações e impactos na saúde e nutrição das plantas. Esses dados são disponibilizados em uma plataforma exclusiva da Biotrop, que também oferece recomendações de manejo personalizadas e sugestões de bioinsumos mais adequados para cada situação, aumentando a eficiência das decisões no campo”, conclui.

 





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“Como está nosso agronegócio é a palavra-chave”: Bolsonaro fala aos…


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No encerramento do 6º Seminário A Voz do Campo, realizado em Gramado/RS nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro deixou uma mensagem aos produtores rurais e líderes do setor reunidos durante o evento. “Este é um setor importantíssimo, responsável por, aproximadamente, um terço do nosso PIB e está sendo massacrado por este governo”, disse. 

Bolsonaro citou a questão das altas taxas de juros, do crédito escasso e afirmou ainda que, caso o cenário não se altere e a classe produtora seja encarada e tratada de outra forma, “vai faltar arroz e feijão não só na mesa dos mais pobres, mas de todos”. 

Durante sua fala, Bolsonaro ainda falou sobre a questão do crescente endividamento, dos fretes e demais despesas logísticas elevadas e ainda tratou de uma “silenciosa invasão da China” no Brasil, além da questão do Marco Temporal entre os pontos de atenção que elencou que exigem cuidado e estratégia pelo agronegócio. 

O ex-presidente e principal líder da direita no país esteve ao vivo na Voz do Campo por uma chamada de vídeo, realizada pelo deputado Federal Luciano Zucco (PL-RS), já que não pode estar pessoalmente no evento em função dos cuidados que está tendo com sua saúde depois da cirurgia abdominal feita nas últimas semanas.

Acompanhe sua fala:

 

O deputado foi recebido com muito entusiasmo pelos participantes do evento e citado como um possível candidato ao governo do Rio Grande do Sul nas próximas eleições. “Eu quero dizer pra vocês que ou nos unimos, neste momento, valorizando o agro, quem realmente está de sol a sol, colocando a verdade, se expondo, ou vamos continuar com florestas que são, basicamente, tomada por espinhos”, disse.

>> Clique AQUI e veja todo o contéudo produzido durante o 6º Seminário a Voz do Campo

Veja como foi sua participação no 6º Seminário A Voz do Campo:

 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Fósforo na hora certa e no lugar certo



A baixa mobilidade do fósforo no solo é um desafio técnico conhecido



A baixa mobilidade do fósforo no solo é um desafio técnico conhecido
A baixa mobilidade do fósforo no solo é um desafio técnico conhecido – Foto: Divulgação

Segundo Gustavo Rodrigues Cunha, diretor de projetos da Conteagro Soluções Agronômicas, um experimento conduzido neste semestre na disciplina de Adubos e Adubação revelou a importância do momento adequado para aplicação da adubação fosfatada na cultura do milho. A pesquisa avaliou quatro tratamentos: T1 (sem adubação fosfatada), T2 (adubação realizada 20 dias antes do plantio), T3 (adubação no dia do plantio com inoculantes biológicos) e T4 (adubação no dia do plantio sem biológicos).

Os resultados parciais evidenciam visualmente o impacto da aplicação do fósforo no momento adequado, especialmente quando associado a inoculantes biológicos. O tratamento T3 destacou-se ao promover um crescimento inicial mais vigoroso, reforçando a sinergia entre nutrientes e microrganismos benéficos. De acordo com Cunha, a sincronização da adubação com a demanda da planta é ainda mais essencial em solos com baixa disponibilidade de fósforo.

A baixa mobilidade do fósforo no solo é um desafio técnico conhecido, conforme apontam Novais et al. (2007) e Sousa & Lobato (2004). Por isso, garantir sua presença nas fases iniciais de desenvolvimento da planta é estratégico para o bom estabelecimento da lavoura. A localização precisa e o tempo correto da aplicação garantem maior eficiência e aproveitamento do nutriente.

A conclusão preliminar do estudo reforça que pequenos ajustes no manejo da adubação podem trazer grandes resultados. A correta aplicação do fósforo, aliada ao uso de inoculantes biológicos, se mostra uma ferramenta poderosa para aumentar a produtividade e a sustentabilidade no cultivo do milho.

 





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Feira internacional divulga novidades na batata



O simpósio reuniu 35 palestrantes e cerca de 400 participantes



O simpósio reuniu 35 palestrantes de diversos países produtores e cerca de 400 participantes
O simpósio reuniu 35 palestrantes de diversos países produtores e cerca de 400 participantes – Foto: Pixabay

Durante o International Potato Symposium, realizado na feira Macfrut em Rímini, especialistas destacaram os principais desafios enfrentados pela cadeia produtiva da batata, como os impactos das mudanças climáticas, a redução da produção global e o avanço de pragas e doenças. Segundo Luciano Trentini, coordenador do evento, a criação de uma Organização Comum de Mercado para a batata na União Europeia, implementada até o momento apenas pela Itália, pode impulsionar a modernização do setor.

“Durante o Simpósio da Macfrut, surgiram muitos temas. Um dos mais debatidos foi a organização do sistema produtivo. Este ano, uma novidade regulatória importante foi a criação de uma OCM (Organização Comum de Mercado) para a batata pela União Europeia. Por ora, apenas a Itália aplicou essa regulamentação, o que permite às organizações de produtores acessar programas operacionais semelhantes aos das frutas e hortaliças, com o objetivo de modernizar os processos produtivos, especialmente por meio da inovação”, comenta.

O simpósio reuniu 35 palestrantes de diversos países produtores e cerca de 400 participantes. Dados apresentados indicam que a produção mundial gira em torno de 375 milhões de toneladas por ano, liderada por China, Índia e Ucrânia. Na União Europeia, a produção foi de 48,5 milhões de toneladas em 2023, mas a oferta tem diminuído, pressionando os preços globalmente.

“Itália não é autossuficiente. Importa principalmente da França para suprir entre 40% e 50% de suas necessidades, além da Alemanha e de países mediterrâneos que fornecem batatas precoces. Estamos investindo em novas variedades italianas, pois hoje dependemos quase totalmente do exterior. As novas cultivares apresentadas na exposição, em frente ao simpósio, chamaram a atenção, assim como nossos produtos com seis denominações de origem. Como nossa produção é especializada, devemos buscar a excelência em qualidade”, conclui.

 





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Soja fecha em leve alta em Chicago: Confira


Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta segunda-feira (19) em leve alta, sustentados pelo avanço do milho, do trigo e principalmente pelo óleo de soja. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,07%, fechando a US\$ 1050,75 por bushel. Já o contrato de agosto encerrou com valorização de 0,14%, cotado a US\$ 1047,75/bushel.

Os derivados da soja apresentaram desempenhos distintos: o farelo para julho caiu 0,27%, a US\$ 291,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,04%, encerrando o dia em US\$ 49,44 por libra-peso. A sustentação dos preços veio, principalmente, da valorização do óleo, influenciado por fatores macroeconômicos e políticos relevantes nos Estados Unidos.

Um dos principais motores da alta foi a aprovação, pelo Comitê de Orçamento da Câmara dos Representantes dos EUA, do projeto de lei “Big and Beautiful”, que havia sido rejeitado na sexta-feira anterior. Entre outros pontos, o projeto propõe a extensão dos créditos fiscais 45Z até 2031 para produtores de combustíveis de baixo carbono, como o biodiesel — o que impacta diretamente a demanda por óleo de soja. A proposta segue agora para o Comitê de Regras e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara, com expectativa de aprovação ainda nesta semana.

Outro fator que colaborou com o desempenho da soja foi o registro de fortes chuvas na Argentina. Apesar de a Bolsa de Rosário ter recentemente elevado sua estimativa para a safra do país vizinho, o excesso de precipitação pode comprometer parte das lavouras em determinadas regiões, o que adiciona incerteza ao mercado e contribui para a valorização das cotações.

 





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