sábado, março 28, 2026

Política & Agro

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Café moído, tangerina e carne bovina lideram alta de preços


Os preços de produtos agropecuários básicos, como café e carne bovina, apresentaram aumentos expressivos no Brasil nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados em maio pelo IBGE.

O café moído teve alta acumulada de 83,2% no período, liderando o ranking de maiores elevações. O aumento é atribuído a fatores como instabilidades climáticas e flutuações do mercado internacional, que afetam a oferta e os custos da principal commodity agrícola brasileira.

Entre os produtos com maior impacto mensal, a energia elétrica residencial apresentou alta de 1,68%. Já o grupo alimentação e bebidas desacelerou, passando de 1,14% em abril para 0,39% em maio.

No segmento de proteínas, os cortes bovinos populares também encareceram. O acém subiu 28,27%, seguido por alcatra (25,98%), patinho (25,41%), contrafilé (24,17%) e filé-mignon (23,83%). O aumento é reflexo da elevação dos custos de produção e alimentação animal, além da crescente demanda interna e externa.

No setor hortifruti, a tangerina foi destaque com alta de 32,84%, ficando em segundo lugar entre os itens com maior variação de preços. “A inflação, normalmente mensurada pelo IPCA, tem um impacto profundo na vida do consumidor, fazendo com que cada real valha menos do que antes, obrigando todos a repensar prioridades e a se adaptar a um novo cenário econômico em que a estabilidade financeira se torna um objetivo cada vez mais distante”, afirma Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios.

Embora o índice geral de preços tenha registrado variação moderada de 0,36% em maio, os produtos do agronegócio seguem pressionando a inflação dos alimentos. O cenário preocupa produtores, cooperativas e gestores públicos.

Especialistas defendem a necessidade de políticas voltadas à resiliência climática, à adoção de tecnologias no campo e à regulação de mercado, como forma de manter a competitividade do setor e garantir o abastecimento interno.

“Com a crescente preocupação dos consumidores em relação ao aumento dos preços, principalmente de alimentos, é crucial estar atento às futuras oscilações no mercado. Com o aumento do IPCA, o encarecimento de produtos essenciais pode se prolongar. Para enfrentar esse cenário, além de repensar as prioridades de consumo, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a possível variação com as despesas com alimentação, separando mensalmente uma pequena porcentagem extra da renda para evitar ser pego de surpresa com a alta de preços”, orienta Lamounier.





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Nova compra acelera remoção de carbono agrícola



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo
O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo – Foto: Divulgação

A Indigo anunciou nesta terça-feira  uma nova parceria com a Microsoft para acelerar a remoção de carbono do solo. A gigante da tecnologia adquiriu 60.000 créditos de carbono gerados pela quarta e maior “safra de carbono” da Indigo, certificada em abril pelo Climate Action Reserve. A compra expande o acordo anterior, firmado em junho de 2023, quando a Microsoft adquiriu 40.000 créditos.

O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo, além de evitar o escoamento de mais de 240 bilhões de litros de água superficial. A empresa destina 75% do valor das vendas diretamente aos agricultores, estimulando práticas de agricultura regenerativa em todo os Estados Unidos.

Segundo Dean Banks, CEO da Indigo Ag, a confiança da Microsoft valida a robustez científica e tecnológica do programa, que hoje beneficia mais de 20 milhões de acres em 15 países. O projeto garante que o carbono permaneça no solo por décadas, oferecendo uma solução confiável e de longo prazo.

“Quando a Microsoft, reconhecida como um dos principais impulsionadores do mercado de carbono, investe nos créditos da Indigo, confirma sua confiança na nossa ciência, equipe e tecnologia. Nosso portfólio de biológicos de alta performance e de sustentabilidade já estão presentes em mais de 20 milhões de acres em 15 países, e este acordo reforça a confiança no trabalho árduo dos agricultores para criar um sistema agroalimentar saudável e resiliente”, indica.

Para Brian Marrs, Diretor Sênior da Microsoft, a iniciativa vai além da mitigação climática. Ela promove a resiliência das propriedades rurais, protege bacias hidrográficas e impulsiona o desenvolvimento econômico nas comunidades agrícolas.

 

“Realizamos uma diligência rigorosa ao escolher projetos para nosso portfólio, e estamos satisfeitos em apoiar este projeto como parte do portfólio mais amplo de soluções de remoção de carbono de alta qualidade da Microsoft. A colaboração busca proteger a segurança econômica do nosso sistema agroalimentar com uma abordagem mensurável e escalável para remoção de carbono baseada na agricultura”, conclui.

 





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Soja avança; milho mantém viés de baixa



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida
No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida – Foto: Canva

Na última semana, os contratos futuros da soja em Chicago fecharam em alta, impulsionados por preocupações climáticas e discussões sobre política de biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo relatório da StoneX, apesar de uma realização de lucros na sexta-feira (23), a oleaginosa acumulou valorização semanal de 1%, com o contrato para julho encerrando a US$ 10,60/bushel.

Nesse contexto, é possível dizer que o mercado segue atento às negociações sobre a prorrogação dos créditos 45Z, que podem favorecer o uso de matérias-primas locais para biocombustíveis, fortalecendo especialmente a demanda por óleo de soja. Além disso, o clima excessivamente chuvoso na Argentina tem trazido atrasos na colheita e pode impactar negativamente a produtividade, embora os danos ainda estejam sendo avaliados.

Por outro lado, o milho mantém tendência de baixa em Chicago, mesmo após um avanço técnico na última semana. O contrato jul/25 subiu 3,6%, fechando a US$ 4,59/bushel, movimento explicado pela elevada quantidade de posições vendidas, que gerou um repique no curto prazo. Contudo, os fundos seguem aumentando apostas na queda, confiantes em uma safra robusta nos EUA, que avança rapidamente.

No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida. O contrato jul/25 na B3 avançou 1,7%, refletindo a expectativa de uma boa safrinha, sobretudo no Mato Grosso, onde os preços físicos já se aproximam dos R$ 50/saca. A competitividade do milho brasileiro no segundo semestre deve pressionar o mercado externo, limitando maiores altas para os contratos em Chicago.





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Gripe aviária pode gerar prejuízo de R$ 1 bilhão


O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, enfrenta impactos comerciais após a confirmação de casos de gripe aviária (H5N1) em uma granja no Rio Grande do Sul. Países e regiões como China, Argentina, Japão e União Europeia já impuseram suspensões totais ou parciais às compras do produto brasileiro.

Segundo estimativas preliminares do governo, a crise pode resultar na perda de vendas de 50 mil a 100 mil toneladas de carne de frango, com prejuízos superiores a R$ 1 bilhão, caso a doença avance para outros estados — como o Tocantins, onde há investigações em andamento.

Para conter o avanço do vírus, medidas sanitárias como o abate de animais, descarte de ovos e rastreamento de lotes foram adotadas. A retomada das exportações, no entanto, dependerá da eficácia dessas ações e da manutenção do vírus restrito à área inicial. O governo aposta na regionalização das vendas, com foco em estados ainda não afetados.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que, se não forem registrados novos casos, o Brasil poderá ser declarado livre do vírus em 28 dias, conforme os protocolos internacionais de controle da gripe aviária.

Para o setor avícola, o cenário exige atenção. “A confirmação de casos de gripe aviária serve como um sinal de alerta importante para o setor. Mesmo cadeias produtivas estruturadas e profissionalizadas, como a avicultura, continuam expostas a riscos externos, sejam eles sanitários, climáticos ou econômicos, como vimos recentemente com a alta dos ovos”, afirma Andre Paranhos, vice-presidente da unidade de Agronegócio da consultoria Falconi.

Paranhos destaca que os desafios enfrentados evidenciam a necessidade de gestão preventiva e estratégica. “O agronegócio brasileiro opera sob pressão constante, com margens apertadas e uma série de exigências logísticas e sanitárias. Nessas condições, estar preparado para lidar com imprevistos não é mais um diferencial. Gestão de crise não pode ser algo improvisado. A ausência dela pode afetar a eficiência de qualquer companhia. Quem trata esse tema como parte central do negócio tem mais chance de atravessar turbulências sem comprometer toda a operação”, complementa.

Segundo Paranhos, uma gestão eficiente de riscos passa por medidas preventivas e reativas que assegurem a continuidade da produção. Ele destaca a importância do mapeamento de vulnerabilidades, da adoção de protocolos estruturados e do investimento em tecnologias de monitoramento. Para ele, evitar os “três Ds” — descuido, desleixo e desconhecimento — é essencial.

“A saída para evitar crises nas produções está na profissionalização da gestão e na adoção de uma visão estratégica. Os produtores que souberem integrar planejamento, gestão de risco, tecnologia de dados e conhecimento pessoal para se adaptarem para a competitividade no mercado, alcançarão a tão sonhada eficiência operacional. O Brasil é referência em produção de qualidade, mas o agronegócio não pode deixar de encarar esses desafios com inovação e eficácia”, conclui.





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Produtividade da cana-de-açúcar cai 16% na safra 2025/26



Safra da cana-de-açúcar começa com queda no Centro-Sul




Foto: Canva

A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil começou com recuo nos principais indicadores agronômicos. Os dados foram divulgados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), por meio do boletim De Olho na Safra, ligado ao Programa de Benchmarking da instituição.

Segundo o levantamento, a produtividade média inicial da safra foi estimada em 72,7 toneladas por hectare (TCH), representando uma redução de 16,6% em relação ao ciclo anterior. O Açúcar Total Recuperável (ATR) médio projetado é de 112 quilos por tonelada de cana, o que corresponde a um recuo de 3%. Como consequência, o indicador que combina produtividade e qualidade da matéria-prima, o TAH (toneladas de ATR por hectare), deve atingir 8 toneladas, uma queda de 20% na comparação com a safra 2024/2025.

Apesar da redução nos índices de produção, o déficit hídrico acumulado permanece dentro da média histórica, com cerca de 300 milímetros. Já o risco de florescimento, que pode comprometer o desenvolvimento da cana, é considerado baixo, com maior probabilidade de ocorrência em áreas específicas do Triângulo Mineiro e do estado de Goiás.

“Acompanhamos a tendência de declínio na produtividade e na qualidade da matéria-prima com atenção. Esses dados reforçam a necessidade de estratégias de adaptação a possíveis oscilações climáticas e ajustes no manejo agronômico”, afirmou o CTC em comunicado.

As projeções reforçam o alerta para o impacto do clima e das condições de solo sobre o desempenho da principal região produtora de cana do país, responsável por mais de 90% da produção nacional.





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Soja mato-grossense segue mais barata que em Chicago



Preço da soja sobe no MT, mas segue competitivo




Foto: Seane Lennon

A soja produzida em Mato Grosso segue com vantagem competitiva no mercado internacional, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (28). A cotação média da oleaginosa no estado fechou a semana em US$ 8,68 por bushel, com alta de 0,80% em relação à semana anterior.

Enquanto isso, no mercado internacional, o preço da soja negociada na Bolsa de Chicago (CME Group) registrou média de US$ 10,59 por bushel, queda de 0,34% no mesmo intervalo. A diferença de US$ 1,91 por bushel entre os dois mercados mantém o produto mato-grossense mais barato e, portanto, mais atrativo para compradores internacionais.

“No mesmo período do ano passado, essa diferença era de US$ 2,08 por bushel. Ainda que menor, a atual defasagem segue reforçando a competitividade da soja mato-grossense no mercado global”, informou o Imea. A atratividade do produto vem estimulando o aumento das exportações, num cenário de boa demanda.

A entidade também recomendou cautela e estratégia na comercialização da safra. “É interessante que os produtores do estado aproveitem o melhor momento para fechar bons negócios, visto a boa estimativa para a safra de soja nos EUA, o que poderá ter um impacto nos preços futuros”, destacou a análise.





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Dólar tem leve baixa em dia de agenda esvaziada e fecha semana em R$5,6690


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar passou nesta sexta-feira por uma sessão de acomodação após o avanço firme da véspera, oscilando em margens estreitas até encerrar em leve baixa ante o real, em um dia de agenda relativamente esvaziada e sem gatilhos fortes para as cotações.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,20%, aos R$5,6690. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,25%.

Às 17h18, na B3, o dólar para junho — atualmente o mais líquido – cedia 0,33%, aos R$5,6845.

Na quinta-feira o dólar havia subido 0,84%, com investidores se apegando a especulações de que o governo estaria preparando um pacote de gastos para alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, ano de eleição, com medidas que poderiam incluir um possível reajuste do Bolsa Família. A percepção era de que as medidas prejudicariam o ajuste fiscal brasileiro.

Ainda que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha desmentido haver estudos no governo para o reajuste do Bolsa Família — o que já tinha sido negado pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias — e insistido que sua pasta trabalha apenas em medidas fiscais pontuais “para o cumprimento da meta fiscal”, o dólar se manteve em alta na véspera.

Nesta sexta-feira, a divisa chegou a acelerar os ganhos no período da manhã, superando os R$5,70, mas o impulso não se sustentou e o dólar retornou para perto da estabilidade.

A elevação do dólar na quinta-feira “foi Tesouraria de banco trabalhando para ganhar dinheiro, porque os fundamentos não justificariam uma alta assim”, comentou nesta sexta-feira João Oliveira, head da Mesa de Operações do Banco Moneycorp.

“Então, o dólar subiu ontem, e hoje manteve o nível, mesmo porque o fluxo diminui um pouco às sextas-feiras”, acrescentou, chamando atenção ainda para a agenda esvaziada no Brasil e no exterior.

Após marcar a cotação máxima de R$5,7147 (+0,61%) às 10h07, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,6615 (-0,33%) às 15h49, para depois encerrar próximo disso.

No exterior, a divisa norte-americana subia ante moedas fortes como o iene, o euro e a libra, mas tinha no fim da tarde sinais mistos ante as moedas de países emergentes – cedia ante o real e o peso mexicano, por exemplo, mas avançava ante o peso chileno e a lira turca.

Às 17h11 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,31%, a 101,080.

Pela manhã o BC vendeu toda a oferta de 30.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de junho de 2025.





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Preços do boi seguem estáveis em praças paulistas


De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, da vaca e da novilha permaneceram estáveis nas principais praças de São Paulo nesta terça-feira (27), de acordo com levantamento de mercado. A baixa liquidez nas negociações foi apontada como principal fator para a manutenção dos preços.

“Com poucas negociações efetivadas, não houve espaço para variações nas cotações das categorias avaliadas”, informou a consultoria que acompanha o setor.

No Tocantins, a estabilidade prevaleceu na região Sul. Já no Norte do estado, foi registrada queda de R$ 2,00 por arroba na cotação da vaca, enquanto os preços do boi gordo e da novilha não apresentaram alteração.

No Pará, o cenário variou conforme a localidade. Em Marabá, o preço do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, com as demais categorias permanecendo estáveis. Em Redenção, nenhuma mudança foi registrada, incluindo a cotação do “boi China”, que se manteve inalterada nas duas regiões analisadas. Em Paragominas, houve recuo de R$ 5,00 por arroba tanto para a novilha quanto para o “boi China”, sem alterações nas demais categorias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura mantêm trajetória de alta. Até a quarta semana de maio, foram embarcadas 174 mil toneladas do produto, com uma média diária de 10,8 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 7,6% em relação à média diária registrada no mesmo mês de 2024.

O preço médio da tonelada exportada também apresentou elevação, alcançando US$ 5,1 mil, o que significa um aumento de 15% na comparação anual. O desempenho confirma a sustentação da demanda internacional por carne brasileira, mesmo diante da variação de preços no mercado interno.





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Mercado da soja reage a clima na Argentina


A semana foi marcada por forte movimentação no mercado da soja, com influências climáticas na Argentina, variações nas cotações em Chicago e impactos do câmbio no Brasil. Apesar da estabilidade nos preços internos, o cenário global segue volátil, exigindo cautela dos produtores brasileiros.

A análise é da Grão Direto, que destaca que as chuvas intensas na Argentina continuam atrasando a colheita e afetando a qualidade da soja, pressionando o mercado internacional. Por outro lado, o Brasil mantém ritmo acelerado nas exportações, reforçando sua posição no comércio global da oleaginosa.

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para julho de 2025 fechou a US$ 10,61 por bushel, com alta de 0,95%. Já o contrato de março de 2026 teve avanço de 1,71%, alcançando US$ 10,70 por bushel. No Brasil, o câmbio sofreu leve recuo de 0,35%, com o dólar encerrando a R$ 5,65, após o governo federal anunciar aumento na alíquota do IOF, gerando instabilidade no mercado.

Para a safra 2025/2026, o cenário é de atenção redobrada. A Grão Direto alerta para o encarecimento dos fertilizantes, com o KCL e o MAP em alta por três semanas consecutivas. A crise geopolítica entre China e Índia elevou a competição global por insumos, pressionando os preços. Além disso, o crédito rural segue caro diante da manutenção da taxa Selic, o que complica o planejamento e a viabilidade econômica das lavouras.

Mesmo com o clima favorável nos Estados Unidos, a análise mostra que as margens negativas dos produtores americanos podem limitar ações de replantio. Já na Argentina, embora as chuvas representem risco, o mercado parece ter precificado boa parte dessas perdas. Os fundos de investimento também influenciam o equilíbrio atual, mantendo posições compradas na soja em grão e no óleo, enquanto realizam vendas no farelo.

O dólar continua sendo um fator determinante para o produtor brasileiro. As incertezas fiscais e o cenário político pré-eleitoral de 2026 contribuem para uma volatilidade cambial que impacta diretamente na precificação da soja. Diante desse contexto, oportunidades de comercialização surgem de forma pontual, exigindo estratégia e acompanhamento constante do mercado.





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Clima úmido favorece oídio no cultivo de morango


O cultivo do morango segue em diferentes estágios de desenvolvimento no Rio Grande do Sul, conforme informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (22). Apesar da boa evolução das lavouras, produtores têm relatado desafios fitossanitários, especialmente com a incidência de oídio.

Na região de Caxias do Sul, o desenvolvimento das plantas está dentro do esperado para o período. Algumas lavouras já apresentam nova florada. No entanto, muitos produtores relataram aumento de casos de oídio, doença fúngica que exige controle intensivo. “Estamos reforçando as medidas de controle fitossanitário, pois a incidência do oídio nesta safra está mais elevada”, informou a Emater/RS-Ascar.

O volume de colheita foi considerado mediano, com redução nos preços. A venda direta ao consumidor tem variado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto os valores praticados junto a intermediários, mercados e centrais de abastecimento (CEASAs) têm oscilado entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo.

Em Pelotas, a cultura apresenta bom desenvolvimento. As lavouras mais precoces já iniciaram a frutificação, favorecidas pelas condições climáticas dos últimos dias. A região também registrou atividades de capacitação voltadas à produção. No dia 13 de maio, o Grupo de Qualificação Técnica do Morango (GQT Morango) participou de uma ação conjunta com o Departamento de Olericultura da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Ainda em Canguçu, foi realizada a segunda edição do curso sobre cultivo fora de solo. Segundo a Emater, uma nova turma já está prevista para julho.

A comercialização segue com preços que variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo em Pelotas e entre R$ 25,00 e R$ 40,00 por quilo em Rio Grande, principalmente em feiras livres. Os frutos provenientes de canteiros com mudas mais antigas apresentam menor calibre. A distribuição de mudas continua. No município de Turuçu, foram entregues, no dia 18 de maio, mudas da cultivar Fênix, por meio de programa municipal de incentivo.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, o plantio de mudas continua, com insumos majoritariamente provenientes do Chile. Já em Soledade, os morangos estão em fase de produção e floração, com destaque para as cultivares espanholas e a BRS Fênix, implantadas mais cedo. As condições úmidas têm favorecido o surgimento de doenças fúngicas, ao mesmo tempo que reduzem a presença de ácaros. A oferta está dentro do esperado, e a qualidade do fruto, segundo os técnicos, é beneficiada pela maturação mais lenta. Os preços têm oscilado entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.





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