terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Analista discute inovação e desafios logísticos no Workshop Fertilizantes 2025



Rafael Mingoti destaca inovações e desafios logísticos nos fertilizantes




Foto: Canva

No dia 30 de junho, o analista Rafael Mingoti representou a Embrapa no workshop “Alinhamento e Discussão sobre os Desafios para a Atração de Investimentos no Setor de Fertilizantes”, evento promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com Ministério da Agricultura e Pecuária, o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. Mingoti participou de dois painéis, que abordaram os avanços tecnológicos e os desafios estruturais que envolvem a cadeia de fertilizantes no Brasil.

No primeiro painel, Mingoti destacou as inovações em desenvolvimento no setor. Segundo o analista, um dos grandes desafios é estruturar melhor a armazenagem de fertilizantes no Brasil. Ele comenta que o Brasil possui pouca estrutura de armazenagem, muito por conta de uma lógica que se formou ao longo dos anos: os fertilizantes chegam ao País, são rapidamente misturados e seguem direto para o produtor, aproveitando o frete mais barato no período de safra.

Ele também enfatizou a necessidade de inovação não apenas na pesquisa científica, mas na forma como se identifica, explora e processa fontes internas de insumos como fosfato e potássio. “Há muito a ser feito em termos de prospecção e também no planejamento de toda a cadeia logística envolvida”, afirmou. 

Mingoti também abordou frentes críticas, como os gargalos logísticos, o aproveitamento de fontes nacionais de fertilizantes e as lacunas para localizar essas fontes e para processá-las, posteriormente. Além do analista da Embrapa, o painel também contou com a participação de Bernardo Silva, diretor-executivo da Sinprifert; Éder Martins, do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP); e Clorialdo Roberto, presidente da Abisolo.

No segundo painel, Mingoti discutiu as lacunas logísticas da cadeia de fertilizantes. O debate reuniu diferentes pontos de vista, especialmente sobre o papel do governo e da iniciativa privada na superação desses desafios.





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saiba 5 curiosidades sobre o insumo têxtil natural


O Brasil, atualmente, é o principal exportador de algodão no mundo e o terceiro maior produtor global do insumo têxtil. Seja em relação à relevância econômica para o mercado ou mesmo às particularidades da planta, a matéria-prima que dá origem à principal fibra natural utilizada no mundo é repleta de detalhes interessantes.

Por isso, a coluna lista a seguir cinco curiosidades sobre o insumo têxtil produzido no Brasil, reunidas a partir de informações da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do movimento Sou de Algodão.

1. O Brasil é o país número 1 em algodão sustentável no mundo

O Brasil é não só o principal exportador de algodão para o mundo na atualidade, como também o maior produtor e exportador global de algodão sustentável. De todo o montante produzido no país, 84% atende a critérios certificados que vão do tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – aos mais de 170 requisitos de um rígido protocolo de boas práticas.

2. A maior parte da produção no Brasil é irrigada somente com água da chuva

Enquanto outros países fortes na produção de algodão utilizam irrigação artificial, a cadeia brasileira irriga somente 8% do total. Isso significa que os outros 92% são plantados em regime de sequeiro, utilizando, exclusivamente, a água da chuva para o crescimento do algodoeiro.

O Brasil também é o maior destaque global neste aspecto. Inclusive, em todo o país, a área de cultivo da planta ocupa somente 0,2% do território nacional.

3. Os restos do plantio de algodão são aproveitados pela indústria alimentícia

A colheita do algodão não se restringe à pluma, que representa somente 41,2% do volume. A maior parte (54%) é caroço, também aproveitado pela indústria alimentícia como ração para animais ou na produção do óleo de algodão, cujo uso vai da cozinha de casa às industriais, como em redes de fast food. E, claro, reaproveitado em plantios seguintes.

4. É preciso controlar o crescimento da planta

Ao todo, as etapas de plantio do algodão duram, geralmente, 190 dias. Entre elas, o controle no crescimento da planta, que tende, naturalmente, a se tornar um arbusto. Porém, para que a máquina de colheita seja capaz de aproveitar ao máximo as plumas, é necessário utilizar reguladores para que o algodoeiro cresça só até o tamanho ideal.

5. A cadeia do algodão é a 2ª que mais emprega na indústria de transformação brasileira

No Brasil, a segunda maior quantidade de empregos na indústria de transformação – que transforma matéria-prima em produto final – vem da cadeia do algodão. Em 2022, o setor detinha 1,34 milhão de empregos formais. Se considerados os empregos indiretos, o montante chega a 8 milhões.





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Geadas ajudam no controle de pragas da uva



Produtores iniciam poda de inverno em videiras do Rio Grande do Sul




Foto: Nadia Borges

A poda de inverno das videiras de ciclo precoce teve início na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (17) no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Paralelamente, a adubação de inverno também está em andamento, conforme recomendações técnicas voltadas ao manejo adequado da cultura.

A entidade destacou que as geadas registradas nas últimas semanas contribuíram para a redução de inóculos de fungos patogênicos e pragas, além de atuarem como mecanismo natural de controle de plantas invasoras. A Emater/RS-Ascar também informou que, até o momento, a quantidade de horas de frio com temperaturas abaixo de 7,2°C já foi suficiente para atender às exigências de dormência das videiras de ciclo precoce. No entanto, as videiras de ciclo médio e tardio ainda demandam maior acúmulo de frio para completar esse requisito fisiológico.

Na região de Erechim, a limpeza dos parreirais foi realizada por parte dos viticultores, e alguns produtores iniciaram os trabalhos de poda, marcando o início das atividades de inverno nas lavouras da cultura.





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MAPA: Governo Federal lança Plano Safra 2025/2026 com R$ 516,2 bilhões para…


Com o slogan Força para o Brasil crescer, a nova edição amplia o crédito, incentiva a sustentabilidade e garante apoio ao produtor rural

Para fomentar e fortalecer ainda mais o agro brasileiro, o Governo Federal lança nesta terça-feira (1º) o Plano Safra 2025/2026, com recursos na ordem de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial. O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior. A cerimônia de lançamento será realizada às 11h, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Veja os detalhes dos juros, recursos e linhas de crédito:

Voltado a médios e grandes produtores, o Plano Safra da agricultura empresarial é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado. As taxas de juros, prazos e limites de crédito estarão disponíveis nas tabelas oficiais a serem divulgadas pelo Mapa.

Medidas para ampliar a segurança e sustentabilidade no campo

A partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Anteriormente restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido. O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, contribuindo para maior segurança e sustentabilidade na produção. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Outra novidade é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, valorizando iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar seus passivos e retomar o fluxo produtivo.

Acesso ampliado ao Funcafé

Um dos destaques desta edição é a ampliação do acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A partir de agora, beneficiários do Pronaf e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderão acessar o fundo mesmo que já tenham contratos ativos pelo Plano Safra, aumentando as opções de crédito e fortalecendo a capacidade de investimento e produção no setor cafeeiro.

Incentivo à produção sustentável e à modernização

Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos. O Plano Safra 2025/2026 também oferece crédito para produção de mudas, reflorestamento e culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Além disso, o governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e também para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, com recursos equalizados e respeitados os limites definidos por cada instituição financeira para o ano agrícola.

Programas voltados à modernização e inovação seguem fortalecidos. Moderagro e Inovagro foram unificados para simplificar o acesso ao crédito e, com isso, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar também ações de prevenção e combate a incêndios, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de financiamento de ações de prevenção e combate ao fogo no imóvel rural; uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa; e entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, o que contribui para melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Outra novidade é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

Compromisso com o desenvolvimento do agro

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 destaca a relevância da agropecuária para o crescimento do país. A ampliação do crédito, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento das políticas voltadas ao campo reforçam a estratégia do governo de promover um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.





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Sorgo brasileiro rende 150% a mais


O híbrido SHU 511, da brasileira Shull Seeds, foi o destaque da 2ª Vitrine de sorgo da Coopertinga, realizada em Formoso (MG), ao registrar a maior produtividade líquida entre 30 materiais avaliados. Com colheita em 9 de julho e umidade corrigida para 13%, o SHU 511 atingiu 158,8 sacas por hectare, superando em 145,9% a média estadual, de 63,6 sc/ha, conforme estimativa da Conab para a safra 2024/25.

O experimento foi conduzido com plantio em 21 de fevereiro na Fazenda JM, da família Balbinot, utilizando adubação de base de 250 kg/ha (05-37-00) e 140 kg/ha de KCl, além de 200 kg/ha de ureia em cobertura. O híbrido da Shull superou o segundo colocado em 15,5 sacas, e teve produtividade 29,2% superior à média dos demais concorrentes.

Segundo Daniel Tablas, engenheiro agrônomo da empresa, o SHU 511 tem se mostrado uma excelente opção para regiões do Cerrado como o Noroeste Mineiro e o Leste Goiano. “O SHU 511 tem mostrado excelente adaptação nesta região do Cerrado que inclui o Noroeste Mineiro e Lesto Goiano, com sanidade foliar e alto teto produtivo. É uma alternativa segura para o produtor que busca rentabilidade com sorgo na safrinha”, afirma.

De acordo com a Conab, Minas e Goiás somam 52% da produção nacional de sorgo. Em dez anos, a produção mineira cresceu mais de 300%, e a goiana, quase 350%. No cenário nacional, a área plantada aumentou 173% entre 2015/16 e 2024/25, com avanço de 98% na produtividade média, reforçando o papel estratégico do sorgo na produção de grãos no Brasil.

“O sorgo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para a produção de grãos no Brasil, especialmente em regiões com menor disponibilidade hídrica. Os dados de produtividade mostram que o produtor brasileiro está investindo em tecnologia e manejo para ampliar a eficiência da cultura”, afirma o agrônomo Tablas.

 





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Taxação dos EUA continua dividindo opiniões na Câmara dos Deputados



Deputados divergem sobre como agir diante da taxação dos EUA contra o Brasil


Foto: Canva

A ameaça dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 50% a partir de 1º de agosto continua a gerar debates na Câmara. Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), atribui a resolução do problema ao Executivo, o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Rogério Correia (PT-MG), diz que não há justificativa técnica para essa taxação.

Problema do Executivo

“Esse não é um problema nosso [da Câmara]”, disse Sóstenes Cavalcante, em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18). “É problema de governos: governo executivo brasileiro, na figura do presidente atual da República, com o governo Donald Trump lá nos Estados Unidos.”

Segundo Sóstenes, o papel do Legislativo é atuar em eventual necessidade do Executivo e, até o momento, o Palácio do Planalto não acionou a Câmara. “Então não temos o que fazer”, resumiu, criticando a falta de diálogo do governo brasileiro com a administração americana.

Tentativa de interferência

Por outro lado, o deputado Rogério Correia afirmou que o governo brasileiro já busca negociar com o governo americano. Em entrevista à Rádio Câmara nesta sexta-feira (18), o parlamentar aventou a possibilidade de o Brasil aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica – recentemente aprovada pelo Congresso – e taxar a importação de produtos norte-americanos. “Mas espero que não cheguemos a tanto”, torce Rogério Correia, apostando num “recuo” do presidente dos EUA.

Para Correia, a taxação é injustificável, visto que os EUA têm superávit anual de US$ 68 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. O deputado acusou Donad Trump de tentar interferir na justiça brasileira e de atacar o sistema de pagamentos PIX. “[Trump] Quer que a gente destrua o nosso PIX para validar o cartão de crédito americano”, criticou.

 





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Paraná colhe safra recorde de feijão em 2025


O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), informou nesta quinta-feira (17), por meio do Boletim de Conjuntura Agropecuária, que foi encerrada a colheita da segunda safra de feijão no estado. Essa etapa é considerada a mais relevante em volume, com plantio concentrado entre janeiro e fevereiro.

Segundo os dados do Deral, foram semeados 328 mil hectares nesta segunda safra, área 25% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior. Como consequência, a produção recuou 23%, somando 526,6 mil toneladas. Apesar da redução, a primeira safra, colhida em janeiro, já havia disponibilizado 338 mil toneladas ao mercado, com aumento de 102% em relação ao ciclo anterior.

Com o encerramento das duas principais safras, que definem praticamente toda a oferta estadual — já que a terceira safra possui participação marginal —, o Paraná totaliza 865 mil toneladas de feijão na safra 2024/25. O volume representa alta de 2% em relação ao ciclo 2023/24, que havia alcançado 849 mil toneladas. Caso confirmado, esse resultado estabelece um novo recorde estadual e mantém o Paraná como o maior produtor de feijão do país, respondendo por cerca de 25% da produção nacional.

O boletim também aponta os efeitos dessa oferta sobre os preços. A cotação da saca de feijão preto recuou 44% em comparação com julho de 2024, passando de R$ 228,38 para cerca de R$ 121,00. O Deral observa que, embora as exportações tenham sustentado os preços em parte de 2024, o ritmo dos embarques caiu. No segundo trimestre de 2025, foram exportadas 17 mil toneladas de feijão seco, volume 33% menor do que o registrado no mesmo período de 2024, que havia atingido 26 mil toneladas.

Com o aumento da disponibilidade interna e o recuo nas cotações, a tendência observada pelos técnicos do Deral é de que haja redução na área a ser cultivada com feijão a partir de agosto, na primeira safra de 2025/26.





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Exportações de soja crescem 13% em Goiás


O vazio sanitário da soja em Goiás foi iniciado em 27 de junho e seguirá até 24 de setembro de 2025, conforme informou o boletim Agro em Dados de julho, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa). Durante esse período, os produtores devem suspender completamente o cultivo da leguminosa para conter a ferrugem asiática, doença que compromete a sanidade das lavouras.

Segundo a Seapa, esse intervalo coincide com uma fase estratégica para a comercialização dos grãos armazenados. A colheita da safra 2024/25 foi concluída em abril, e muitos produtores decidiram reter o produto, aguardando melhores oportunidades de mercado. Isso resultou em alta ocupação dos armazéns no estado.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade estática de armazenagem de grãos em Goiás é de aproximadamente 17,5 milhões de toneladas. No entanto, somente a produção estadual de soja nessa safra alcançou 20,4 milhões de toneladas, evidenciando a necessidade do uso de silos temporários e da comercialização imediata de parte da safra. A Seapa destaca que “a correta gestão dos estoques durante o vazio sanitário é fundamental para evitar perdas, garantir a qualidade do grão e ampliar as possibilidades de negociação em períodos de prêmio e câmbio mais favoráveis”.

Entre janeiro e maio de 2025, as exportações brasileiras de soja em grão somaram 51,5 milhões de toneladas, crescimento de 2,7% em comparação com o mesmo período de 2024. Goiás respondeu por 6,8 milhões de toneladas, ampliando sua participação em 13,1%. O desempenho positivo também se estendeu ao óleo de soja, cujas exportações brasileiras atingiram 658,7 mil toneladas. Destas, 80,6 mil toneladas partiram de Goiás, aumento de 31,7% em relação ao ano anterior. Segundo a Seapa, Índia e Bangladesh continuam entre os principais destinos desses produtos, evidenciando o fortalecimento da demanda por derivados e o movimento da cadeia produtiva em busca de maior valor agregado.

No mercado interno, o preço médio da soja em junho foi de R$ 134,40 por saca, de acordo com o CEPEA/Esalq. O valor representa uma alta de 1,0% em relação a maio deste ano, mas ainda está 3,3% abaixo do registrado em junho de 2024. A Seapa aponta que esse cenário se deve à oferta vinda dos Estados Unidos e da Argentina, destinada ao mercado chinês, o que impactou diretamente a cotação da soja brasileira. “A demanda da China e outros fatores influenciaram na desvalorização do preço pago por tonelada exportada do complexo soja”, ressalta o boletim.





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Cevada: cultivares visam qualidade cervejeira



Semeadura da cevada é finalizada no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

A semeadura da cevada foi encerrada no Rio Grande do Sul, e as lavouras se encontram atualmente em fase de desenvolvimento vegetativo. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com a entidade, o estabelecimento inicial das plantas foi considerado adequado.

A Emater/RS-Ascar informou que foram utilizadas, majoritariamente, cultivares adaptadas às condições edafoclimáticas da região, com ciclos precoce a médio, bom perfilhamento e resistência moderada a doenças foliares, como mancha-marrom e oídio. A escolha das cultivares também considerou critérios tecnológicos voltados à produção cervejeira, como baixo teor proteico, peso hectolitro reduzido e elevado rendimento de malte.

Na região administrativa de Erechim, o cultivo da cevada segue contratos previamente firmados com a indústria de malte. A Emater/RS-Ascar informou que “o valor médio pago é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, desde que os lotes atendam aos padrões de qualidade exigidos”.

Na região de Ijuí, o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório. No entanto, os técnicos registraram aumento de manchas foliares, o que exige atenção no manejo fitossanitário durante esta fase do ciclo.





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Crédito limitado trava avanço do mercado de insumos



O atual ambiente exige cautela e uma nova abordagem na concessão de crédito



Atualmente, estima-se que entre 20% e 25% das compras de fertilizantes ainda estão em aberto para a soja
Atualmente, estima-se que entre 20% e 25% das compras de fertilizantes ainda estão em aberto para a soja – Foto: inpEV

O mercado de insumos agrícolas no Brasil enfrenta um dos seus maiores desafios em 2025: a dificuldade no acesso ao crédito. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o tema tem sido recorrente em conversas com profissionais do setor, incluindo empresas de defensivos, sementes, revendas e misturadores de fertilizantes. Essa limitação tem impactado diretamente o ritmo das negociações para a safra 2025/26.

Atualmente, estima-se que entre 20% e 25% das compras de fertilizantes ainda estão em aberto para a soja, reflexo claro das restrições de crédito. No milho, a expectativa é de um cenário semelhante. A combinação de juros elevados e insegurança financeira ao longo da cadeia produtiva tem dificultado o avanço das vendas e compromissos de fornecimento.

Nos últimos anos, o agronegócio passou por mudanças significativas. Um dos indicativos mais preocupantes é o crescimento expressivo dos pedidos de recuperação judicial, tanto por empresas quanto por produtores rurais, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Enquanto em 2021 esses casos eram isolados, em 2024 houve uma explosão nos registros, tendência que segue firme no primeiro trimestre de 2025.

O atual ambiente exige cautela e uma nova abordagem na concessão de crédito. O setor enfrenta um período de incertezas, exigindo maior rigor na gestão de risco e uma postura realista diante das condições do mercado. As informações foram publicadas por Jeferson Souza no LinkedIn.

“Não tenho dúvidas de que a forma de conceder crédito muda completamente diante desses indicadores. Os desafios do agronegócio são enormes para esse segundo semestre deste ano. E o mais importante: precisamos sempre pensar com os pés no chão e manter uma boa gestão de risco”, conclui.

 





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