sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Boi China tem valorização em dia de mercado firme


O mercado do boi gordo registrou mais um dia de firmeza em São Paulo nesta quinta-feira (7), com destaque para a elevação dos preços da arroba. A análise consta no informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria.

Segundo a publicação, a oferta de boiadas permaneceu restrita, e os vendedores aguardavam por valorizações para realizar negócios. Diante desse cenário, os compradores enfrentaram dificuldades para estender as escalas de abate, operando com prazos curtos. “As escalas de abate estão, em média, para oito dias”, informou a análise.

A arroba do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta de R$ 2,00, enquanto a arroba da novilha teve valorização de R$ 3,00. Para a vaca, os preços se mantiveram estáveis em relação ao dia anterior.

No Tocantins, a região Sul manteve os mesmos valores do dia anterior, com escalas de abate médias de cinco dias. Já na região Norte do estado, houve alta de R$ 2,00 na arroba do boi gordo. As demais categorias não apresentaram variações, mantendo também escalas médias de cinco dias.

No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura em julho alcançou volume recorde, somando 276,9 mil toneladas. A média diária foi de 12 mil toneladas, o que representa aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.551,00, registrando crescimento de 25,9% na comparação anual.

A análise destacou ainda que, na quinta semana de julho, o preço médio da tonelada exportada chegou a US$ 5.591,50, o maior valor registrado desde o início de 2025.





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90% da acácia-negra é usada na geração de energia



Frio impulsiona corte de acácia-negra no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31), o cultivo de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul segue com atividades de preparo de novas áreas, tratos culturais, controle de pragas e corte. As condições fitossanitárias das plantações são consideradas adequadas, e os preços registraram leve elevação no período.

Com a queda nas temperaturas, os produtores da região intensificaram o corte e a comercialização da madeira. Segundo a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 60% das operações de corte e empilhamento são terceirizadas, o que impacta diretamente na rentabilidade, especialmente nas pequenas propriedades. A maior parte da produção é destinada à geração de energia, que absorve cerca de 90% da matéria-prima, enquanto uma fração menor é usada como escora na construção civil.

Na regional de Lajeado, a acácia-negra tem perdido espaço. Áreas antes ocupadas pela cultura estão sendo substituídas por lavouras de milho e criação de gado de corte.

Na região de Pelotas, a AGEFLOR contabiliza 30.963 hectares cultivados com acácia-negra. Os valores pagos ao produtor variam entre R$ 150,00 por metro cúbico estéreo na propriedade e R$ 200,00 por metro cúbico estéreo de lenha entregue nas unidades consumidoras.

Em Santa Maria, as áreas dedicadas ao cultivo da espécie continuam em redução. Até o momento, não há sinais de implantação de novos plantios na região.





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Imea prevê retomada nos preços do boi em agosto



Boi gordo recuou 3,45% em julho no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (4), a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 298,07 em Mato Grosso durante o mês de julho de 2025. O valor representa uma retração de 3,45% em relação ao mês anterior, a maior desvalorização mensal registrada na série histórica do indicador.

O recuo foi atribuído ao alongamento nas escalas de abate, impulsionado pela maior oferta de animais oriundos do pasto, devido à extensão do período de chuvas, e pela disponibilidade de bovinos terminados no primeiro giro de confinamento. Essa combinação resultou em maior volume de oferta e pressão sobre os preços no estado.

De acordo com o levantamento, entre os anos de 2003 e 2025, o mês de julho apresentou valorização no preço da arroba em 15 oportunidades, enquanto o mês de agosto registrou alta em 13 anos. Para 2025, a tendência, segundo o Imea, é de recuperação nos preços da arroba em agosto, diante da expectativa de menor oferta de machos e fêmeas terminadas, fato já sinalizado pelo recente encurtamento das escalas de abate no estado.





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Lei regulamenta produção de cachaça em Minas Gerais



Nova lei busca desburocratizar setor de bebidas




Foto: Divulgação

O Governo de Minas Gerais sancionou a Lei nº 25.424, que trata da inspeção e da fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana. A medida é considerada estratégica para desburocratizar o processo de produção e comercialização da cachaça e da aguardente de cana-de-açúcar, bebidas com valor histórico, cultural e gastronômico no estado.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) informou que a sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado (2). A nova norma regulamenta a produção das bebidas, exigindo o cumprimento de padrões higiênico-sanitários desde o engarrafamento até o acondicionamento dos produtos.

Segundo a legislação, os estabelecimentos produtores deverão seguir as exigências sanitárias definidas, além de manter a documentação regularizada. O descumprimento das regras pode resultar em penalidades, como multas e até a suspensão da atividade.





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Produtividade do algodão cresce em agosto no Mato Grosso



Chuvas beneficiam algodão da segunda safra




Foto: Canva

A análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (4) indica aumento na estimativa de produtividade média do algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso, conforme os dados de agosto de 2025.

A área destinada ao cultivo da cultura foi mantida em 1,52 milhão de hectares. Segundo o Imea, desse total, 297,40 mil hectares correspondem à primeira safra, enquanto 1,22 milhão de hectares são relativos à segunda safra. Apesar de chuvas prolongadas terem afetado algumas lavouras da primeira safra, o instituto relatou que o desenvolvimento do algodão de segunda safra, especialmente o semeado mais tardiamente, apresentou bom desempenho.

Diante do cenário, a produtividade média do algodão em caroço foi estimada em 302,99 arrobas por hectare em agosto, o que representa uma elevação de 2,00% em relação a julho. Com esse resultado, projeta-se uma produção total de 6,92 milhões de toneladas de algodão em caroço para o ciclo 2024/25, o que corresponde a um aumento de 8,21% em comparação com a safra anterior.





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Ceres Agrobank apresenta o novo ciclo de crédito no agronegócio



Instituição reforça compromisso com o agro brasileiro


Foto: Divulgação

Ceres Agrobank confirma presença na Andav 2025 e reforça compromisso com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro

Referência em soluções financeiras para o agronegócio, estará presente na Andav 2025, um dos principais eventos do setor de distribuição de insumos agropecuários do país.

Com um portfólio de produtos e serviços voltados para impulsionar o crescimento sustentável do agro, a Ceres Agrobank apresentará novidades, oportunidades de crédito e linhas de financiamento que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva.

Durante o evento, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções inovadoras oferecidas pela instituição, além de contar com uma equipe de especialistas preparada para tirar dúvidas e oferecer as melhores alternativas para cada perfil de negócio.

A participação na Andav 2025 reforça o compromisso da Ceres Agrobank em estar ao lado do produtor rural, fomentando investimentos, apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias e fortalecendo o mercado agro brasileiro.

Ceres Agrobank nasceu para fomentar a transformação do agronegócio, com soluções personalizadas e mais justas para captação e distribuição de recursos financeiros.

Uma empresa idealizada por sócios que uniram a experiência no setor agropecuário com o conhecimento do mercado financeiro para trabalhar lado a lado com revendas e agroindústrias.





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Petróleo cai para mínima de 8 semanas com incerteza sobre sanções dos EUA…


Logotipo Reuters

 

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de cerca de 1%, atingindo uma mínima de oito semanas nesta quarta-feira, depois que os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o progresso nas negociações com Moscou criaram incertezas sobre se os EUA imporiam novas sanções à Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,1%, fechando a US$66,89 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 1,2%, a US$64,35.

Esses movimentos marcaram o quinto dia consecutivo de perdas para ambos os índices de referência do petróleo, com o Brent fechando em seu nível mais baixo desde 10 de junho e o WTI fechando em seu nível mais baixo desde 5 de junho.

Trump disse nesta quarta-feira que seu enviado especial Steve Witkoff fez “grandes progressos” em sua reunião com o presidente russo Vladimir Putin, enquanto Washington continuava seus preparativos para impor sanções secundárias na sexta-feira.

Trump ameaçou impor sanções adicionais a Moscou se não forem tomadas medidas para acabar com a guerra na Ucrânia.

“Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, disse Trump, sem fornecer mais detalhes.

A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos EUA, portanto, qualquer possível acordo que reduza as sanções tornaria mais fácil para a Rússia exportar mais petróleo.

No início do dia, os preços do petróleo subiram depois que Trump emitiu um decreto impondo uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, afirmando que ela importava direta ou indiretamente petróleo russo. O novo imposto de importação entrará em vigor 21 dias após 7 de agosto.

A Índia, juntamente com a China, é um grande comprador de petróleo russo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Seher Dareen em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Jeslyn Lerh em Cingapura)





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Irrigação estratégica garante alta produtividade



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas”



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas"
“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas” – Foto: Pixabay

A produção de etanol de milho segue em forte expansão no Brasil, especialmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que concentram as maiores áreas plantadas. A colheita da segunda safra 2024/25 já atinge 53,3% da área, com expectativas de produtividade recorde, segundo dados da Pátria Agronegócios. A consultoria AgRural também elevou a estimativa de produção total do cereal para 136,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo bom desempenho da safrinha, que deve render 108,9 milhões de toneladas.

A irrigação tem desempenhado papel fundamental nesse avanço, permitindo maior estabilidade produtiva, principalmente em regiões com clima irregular. Com o uso da tecnologia, os produtores conseguem elevar a produtividade por hectare, otimizando áreas já cultivadas e evitando a necessidade de desmatamento ou substituição de culturas relevantes como soja e feijão.

“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas igualmente importantes, como soja e feijão. A irrigação potencializa a produtividade numa mesma área, evitando que novas áreas precisem ser abertas exclusivamente para milho”, destaca William Damas, especialista agronômico da Netafim.

No Mato Grosso do Sul, onde a variabilidade climática é mais acentuada, a irrigação tem sido decisiva para reduzir os impactos de anos secos sobre a rentabilidade. Enquanto lavouras não irrigadas sofrem quedas de produtividade, áreas com irrigação mantêm altos rendimentos, assegurando o abastecimento das indústrias de etanol de milho em crescimento na região.

Essa estratégia fortalece a produção de biocombustíveis no país, posicionando o Brasil como referência global na integração entre agricultura de alta performance e geração de energia renovável, com ganhos tanto para o mercado de grãos quanto para o setor energético.

 





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Brasil amplia mistura de biocombustíveis



A decisão tem impactos diretos no agronegócio



A decisão tem impactos diretos no agronegócio
A decisão tem impactos diretos no agronegócio – Foto: Canva

Entraram em vigor no dia 1º de agosto as novas misturas obrigatórias de biocombustíveis no Brasil: o etanol anidro passou para E30 e o biodiesel para B15, elevando de 14% para 15% a proporção de renováveis nos combustíveis fósseis. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), busca reduzir a dependência externa e reforçar a segurança energética em meio à instabilidade do mercado global.

A decisão tem impactos diretos no agronegócio, especialmente nas cadeias de milho e soja. Com a nova política, espera-se uma demanda adicional de até 2 bilhões de litros de etanol por ano, o que antecipa para 2025 o uso de mais de 30 milhões de toneladas de milho na produção do biocombustível, meta antes projetada para 2026. Estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins devem receber novos investimentos em usinas de etanol de milho.

“A adoção simultânea do B15 e do E30 é um recado político e econômico claro: o Brasil quer e pode ser protagonista global na transição energética baseada no agro. A cadeia produtiva da soja e do milho será diretamente beneficiada com mais demanda, investimentos e previsibilidade de preços”, afirma Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

A elevação do B15 também beneficia o processamento interno de soja, com estimativa de 73 milhões de toneladas esmagadas em 2025, atendendo à demanda crescente por farelo e óleo. O aumento da mistura tende a estimular a industrialização doméstica da oleaginosa, reduzindo a dependência da exportação e promovendo maior previsibilidade de preços.

Além de fortalecer a autonomia energética brasileira, a medida impulsiona o desenvolvimento regional com a descentralização da produção de etanol e biodiesel. Para o setor agroindustrial, trata-se de uma sinalização clara de que o Brasil aposta em sua vocação agrícola como base para a transição energética sustentável e estratégica.

 





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Como reduzir perdas com agricultura de precisão



Esses dados evidenciam a importância do planejamento



Esses dados evidenciam a importância do planejamento
Esses dados evidenciam a importância do planejamento – Foto: Pixabay

Em propriedades com módulos rurais maiores, a adoção de tecnologias como o controle de seção linha a linha em semeadoras já é realidade. Segundo o engenheiro agrônomo Cauê Marcassa Lonzi de Oliveira, esse tipo de recurso traz ganhos importantes à agricultura de precisão, permitindo o desligamento automático de linhas, inclusive em pulverizadores, para evitar sobreposições e desperdícios.

Na safra 2024/25, com base em um sistema de rotação soja-milho, os custos com sementes somam R$ 650 por hectare para a soja e R$ 1.240 por hectare para o milho, totalizando um investimento de R$ 1.890 por hectare. Ao analisar a operação de pulverização em uma área de 46,19 hectares com um pulverizador de barra, identificou-se que cerca de 2,4 hectares foram amassados pelas rodas do equipamento — o que representa aproximadamente 5% da área total.

Esses dados evidenciam a importância do planejamento e da escolha estratégica de tecnologias, como sistemas de desligamento automático. A redução da área amassada, além de preservar a produtividade, permite ganhos financeiros expressivos, sobretudo quando comparados a investimentos em insumos de retorno incerto.

“Você, Produtor Rural, está em busca de reduzir os custos de produção ?! Você realmente está utilizando todo o potencial tecnológico que possui dentro do pátio de maquinas?”, indaga ele, na rede social LinkedIn.

Dessa forma, a análise detalhada das operações e o uso de recursos tecnológicos se mostram essenciais para garantir eficiência e rentabilidade nas propriedades agrícolas. Avaliar o impacto real de cada decisão no campo é o primeiro passo para tornar a fazenda mais lucrativa e sustentável.

 





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