sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Grupo de inseticidas age com alta efetividade no controle de ninfas e insetos adultos do ‘psilídeo-dos-citros’


Estudos realizados no Centro de Citricultura do IAC respaldaram aplicações dos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, que revelaram indicadores de eficácia de 75% a 100% no controle do vetor do ‘greening’

Pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, vinculado ao IAC – Instituto Agronômico e da companhia Sipcam Nichino, desenvolveram uma nova estratégia para controle do ‘psilídeo-dos-citros’ (Diaphorina citri). O inseto, vetor da bactéria que transmite o ‘greening’ nos pomares de laranja, mostrou-se altamente suscetível aos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, do portfólio da Sipcam Nichino.

Segundo explica o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades, o trabalho de pesquisa, realizado na Estação do IAC em Cordeirópolis-SP, terminou em maio último e observou a eficácia de ação dos produtos Fujimite® (fenpiroximato), Fiera® (buprofezina) e Trebon® (etofenprox) sobre as fases adulto e ninfa (fases jovens) do ‘psilídeo-dos-citros’.

Conforme Palazim, aplicações isoladas ou combinadas das soluções, em intervalos de sete dias, frente a diferentes níveis populacionais do ‘psilídeo’, apresentaram indicadores de eficácia entre 75% e 100%. “São números expressivos, principalmente ante a capacidade reprodutiva e de disseminação dessa praga nos pomares”, diz o agrônomo. “A combinação dos ativos permite a quebra efetiva do ciclo de desenvolvimento da praga”, ele reforça.

De acordo com Palazim, árvores afetadas pelo ‘greening’ registram queda acentuada de frutos, que também ficam menores, deformados e, assimétricos, imprestáveis para o mercado.  “Os inseticidas devem ser aplicados via solo e na parte aérea da planta, logo que se detectar, em monitoramento, a presença dos primeiros indivíduos ‘psilídeo-dos-citros”, acrescenta Palazim.

Segundo a Sipcam Nichino, o inseticida Fiera® conta com propriedades fisiológicas reguladoras de crescimento de insetos. Atua por contato sobre as ninfas do ‘psilídeo’. O inseticida-acaricida Fujimite®, por sua vez, vem sendo empregado com sucesso nos citros para controle de pragas de relevância econômica como o ácaro-da-leprose. Já o inseticida Trebon® constitui um produto de contato com amplo espectro de ação, aplicado em mais de vinte culturas.

“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central da cadeia citrícola”, reforça Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.





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Trator da Série S6 da Valtra é destaque na Expointer


A Valtra, referência em tecnologia agrícola no Brasil e no mundo, marcará presença na 48º edição da Expointer, maior feira da agropecuária da América Latina, com uma seleção de suas principais soluções em mecanização agrícola. A Valtra, que completa 65 anos no Brasil, apresenta como destaque a recém-lançada Série S6, linha de tratores de maior potência já produzida pela marca, que chega pela primeira vez ao público gaúcho. O evento acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil (PEEAB), em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Projetada e fabricada na Finlândia, a linha é ideal para operações de alta demanda, como as da produção de grãos e do setor sucroenergético. Com potência elevada, tecnologia inteligente embarcada e foco no conforto do operador, o modelo é ideal para produtores que buscam máxima performance, inclusive em terrenos desafiadores.

“A Série S6 é ideal para atender as necessidades dos produtores do Sul, que trabalham principalmente com soja, milho e arroz, que são culturas fortes na região e que demandam máquinas potentes, eficientes e com alta capacidade de operação. Apresentar esse trator na Expointer reforça nosso compromisso em entregar soluções que realmente façam a diferença no dia a dia do campo”, afirma Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Durante o evento, os visitantes também poderão conhecer de perto outros modelos reconhecidos da marca, como os tratores da Série Q5, máquinas de alta performance e precisão; o modelo T CVT, equipado com motor AGCO Power e transmissão continuamente variável, que garante melhor controle de potência e velocidade; os tratores da Série A4, ideais para tarefas que buscam força, agilidade, precisão e economia; a plantadora Momentum de 18 linhas, que gera economia de insumos e maior produtividade no cultivo de soja e milho; e o pulverizador BS2225H, com autonomia e desempenho para garantir a máxima eficiência nas pulverizações.

Com mais de quatro décadas de história, a Expointer reúne lançamentos, tendências e inovações que movimentam o agronegócio na região Sul do País. A presença da Valtra na feira reforça o compromisso da marca em estar próxima dos produtores, promovendo tecnologias que aumentam a produtividade no campo.

Linha completa em soluções agrícolas

Além da recém-lançada e premiada Série S6, os visitantes também poderão conhecer de perto outros modelos reconhecidos da marca durante o evento, como os Tratores da Série Q5, que se sobressaem pelo reconhecimento internacional e pela combinação de força e inteligência no campo. Com modelos que variam de 265 cv a 305 cv, os tratores da linha são equipados com motor AGCO Power de 7,4 litros e transmissão CVT da Valtra, garantindo alta performance, manobrabilidade e um nível superior de visibilidade. A tecnologia SmartTurn permite a realização automática das manobras de cabeceira, sem intervenção do operador, trazendo mais precisão e eficiência às operações.

Outro destaque também será o Trator T CVT, voltado para os produtores que demandam alta potência e precisão, já que possui transmissão contínua variável e faixas de potência de 195 cv a 250 cv. Em conjunto com a Plantadeira Valtra Momentum, o modelo entrega alto rendimento, robustez e economia.

A Plantadeira Valtra Momentum de 18 linhas destaca-se por seu conceito inovador de plantadeira dobrável, que garante muito mais flexibilidade para o agricultor. Proporcionando alta precisão na deposição de sementes, ela conta com tecnologia Weight Transfer, que redistribui a carga central do chassi para as pontas, e o sistema exclusivo SmartFrame, que nivela automaticamente as três seções de plantio, garantindo que todas as linhas permaneçam em contato com o solo, mesmo em terrenos irregulares.

A Série A4 HiTech, que também estará em exibição, é projetada para maximizar a economia de combustível e a eficiência operacional. Com motor AGCO Power e transmissão HiTech4 PowerShift, a linha entrega até 12% de economia por hectare trabalhado, devido aos modos de operação inteligentes que permitem ajustes automáticos para diferentes tipos de trabalho, proporcionando a melhor produtividade do seu segmento.

Por fim, a Valtra também destaca o Pulverizador BS2225H, que entrega maior autonomia e produtividade, graças ao motor AGCO Power. Equipado com transmissão 4×4 cruzada permanente e sistema de pulverização controlado por válvula PWM, o modelo garante eficiência mesmo em terrenos inclinados.

 





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Portaria estabelece diretrizes para a safra de soja


De acordo com o Mapa, a doença, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar perdas que variam de 10% a 90% nas regiões em que há níveis epidêmicos. 

“O vazio sanitário é um período mínimo de 90 dias quando são proibidos o plantio ou a manutenção de plantas vivas de soja, sejam cultivadas ou voluntárias, em qualquer fase de desenvolvimento, na área estabelecida para cultivo”, explica Hudslon Huben, gerente sênior de efetividade e go to market da Orígeo, joint venture entre Bunge e UPL.

Segundo o Mapa, a eliminação de plantas voluntárias durante o vazio sanitário tem como objetivo reduzir o inóculo do fungo antes do início da safra, diminuindo os riscos de infestação e os custos de controle. O governo destacou ainda que a responsabilidade pela eliminação das plantas é do agricultor, que deve adotar medidas preventivas para não comprometer a produtividade futura.

O calendário de semeadura funciona como complemento ao vazio sanitário, ao estabelecer datas específicas para o plantio. De acordo com a legislação, só é permitido plantar fora dessas janelas em situações autorizadas pela Defesa Agropecuária, como produção de sementes, pesquisas ou eventos agrícolas.

Na safra 2025/2026, os prazos variam conforme os estados e, em alguns casos, por regiões. Em Mato Grosso, o vazio sanitário vai de 8 de junho a 6 de setembro e o plantio poderá ocorrer de 7 de setembro de 2025 a 7 de janeiro de 2026. Em Rondônia, o vazio será de 10 de junho a 10 de setembro, e a semeadura estará autorizada de 11 de setembro de 2025 a 9 de janeiro de 2026. Já nos estados do MATOPIBAPA, as datas também são diferenciadas, com início e término do vazio e do plantio definidos de forma regionalizada.

A empresa ressaltou que a integração do calendário de semeadura com práticas de agricultura regenerativa pode ampliar os resultados no controle da ferrugem. “Ao aliar o controle de pragas e doenças à agricultura regenerativa, é possível melhorar a saúde do solo, fortalecer a biodiversidade e aumentar a adaptação das lavouras contra pragas e doenças, incluindo a ferrugem asiática”, afirma Igor Borges, head de sustentabilidade da Orígeo.





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Mercado de boi começa semana com vendas mais lentas


De acordo com a análise desta segunda-feira (18) do informativo Tem Boi na Linha, publicado pela Scot Consultoria, o mercado de bovinos iniciou a semana com recuo no escoamento da carne e aumentos pontuais na oferta, o que resultou no alongamento das escalas de abate. Apesar desse cenário, “a semana começou com poucos negócios e, assim, as cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas”, apontou a consultoria.

As escalas de abate foram estimadas, em média, em oito dias.

Na região do Triângulo Mineiro, o informativo destacou que houve maior oferta de bovinos, associada ao fraco escoamento da carne, o que pressionou os preços para baixo. “Na região do Triângulo, a cotação caiu R$2,00/@ para todas as categorias”, informou a Scot. As escalas de abate foram registradas em torno de dez dias.

Em Belo Horizonte, por sua vez, o mercado abriu a semana estável, com as escalas atendendo, em média, a oito dias.

No atacado de carne com osso, a consultoria avaliou que a sazonalidade típica do mês resultou em menor volume de vendas, ampliando o estoque. Nesse cenário, “a maioria das carcaças casadas manteve suas cotações, com exceção da carcaça do boi capão, que registrou recuo”. Segundo o levantamento, a carcaça casada do boi capão caiu 1,2%, ou R$0,25/kg, enquanto a do boi inteiro permaneceu estável.

Entre os cortes avulsos, apenas o traseiro do boi capão apresentou variação, com queda de 1,1% ou R$0,25/kg. Já a cotação das carcaças casadas das fêmeas não sofreu alteração.

No mercado de carnes alternativas, o informativo registrou que “o frango médio recuou 3,0% ou R$0,20/kg, enquanto o suíno especial avançou 3,1% ou R$0,40/kg”.





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Protocolos de inseminação e suplementação reforçam rebanhos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (14), os rebanhos de bovinos de corte no Rio Grande do Sul apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com ganhos de peso em algumas regiões. “O período de parições continuou em diversos municípios, e o peso dos terneiros ao nascer está satisfatório”, aponta o informativo.

A complementação alimentar foi necessária em razão da limitação de pastagens de melhor qualidade e do uso prioritário dessas áreas para categorias específicas, como touros. O mercado do gado gordo manteve-se estável na maioria dos municípios, com pequenas quedas em algumas localidades.

Na região administrativa de Bagé, os animais ganharam peso e a condição sanitária foi considerada adequada. Em Alegrete, o período de parições se iniciou, e o mercado do gado gordo permaneceu estável em grande parte dos municípios. Em Caçapava do Sul, algumas categorias registraram redução de aproximadamente R$ 2,00/kg, entre 8% e 10%. Em Lavras do Sul, ocorreu remate no dia 9 de agosto, com comercialização de 252 terneiras a R$ 11,57/kg e de 231 terneiros a R$ 12,00/kg. Já em Rosário do Sul, a procura por terneiros aumentou.

Em Caxias do Sul, devido à limitação de pastagens cultivadas, os animais foram mantidos principalmente em campos nativos, de menor valor nutricional. “Apesar da suplementação com sal proteinado, houve uma queda acentuada na condição corporal do rebanho”, informa a Emater/RS-Ascar. A excessiva umidade do solo prejudicou o conforto dos animais, e as pastagens de melhor qualidade foram direcionadas aos touros para garantir condição corporal adequada na estação de monta.

Na região de Erechim, a maioria das vacas e novilhas está coberta, e fêmeas com problemas reprodutivos têm sido comercializadas para engorda, assim como bois e vacas de descarte. O estado nutricional dos rebanhos está satisfatório. Em Frederico Westphalen, mesmo com disponibilidade de pasto, foi necessário complementar a alimentação para manutenção do escore corporal. Em Passo Fundo, aspectos nutricionais e sanitários permaneceram adequados, com predominância de gestação e engorda de lotes.

Em Pelotas, produtores reforçaram a vacinação preventiva contra clostridioses. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita. Em Pinheiro Machado, no Parque Charrua, foram comercializados 94 animais, com preços médios de R$ 1.587,50/cabeça para 36 terneiros, R$ 1.324,00 para 10 terneiras, R$ 1.930,00 para duas vaquilhonas, R$ 2.400,00 para cinco novilhos, R$ 2.469,50 para 40 vacas solteiras e R$ 4.020,00 para uma vaca com cria ao pé.

Em Porto Alegre, alguns produtores iniciaram protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Animais mantidos em pastagens diferidas, com suplementação alimentar, apresentaram condição corporal adequada. Em Santa Maria, devido às condições climáticas adversas que afetaram pastagens, foi necessária complementação alimentar, sem impacto ao bem-estar animal, com atenção redobrada a vacas em parição e terneiros recém-nascidos.

Em Santa Rosa, produtores da bovinocultura de leite têm aproveitado cercas, bebedouros, piquetes e pastagens para criação de gado de corte. A utilização de pastagens de inverno cultivadas e sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) contribuiu para redução de custos e maior taxa de lotação. Em Soledade, o período de parição começou e os terneiros apresentaram bom peso ao nascer, com seleção de fêmeas para reposição. As condições sanitárias dos rebanhos permaneceram satisfatórias.





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Frutas sob impacto: EUA aplicam tarifação de 40% a partir de hoje e ampliam…


A medida impacta especialmente manga, uva e gengibre, enquanto suco de laranja e castanha-do-Brasil ficam isentos da nova tarifa, mas mantêm os 10%.

A partir desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, entra em vigor a nova etapa da política tarifária norte-americana sobre produtos agroalimentares brasileiros. A medida estabelece uma sobretaxa adicional de 40%, que se soma aos 10% já em vigor desde abril, resultando em uma carga tarifária de até 50% sobre parte relevante das exportações brasileiras de frutas frescas.

O novo cenário afeta diretamente os principais produtos hortifrutícolas enviados aos Estados Unidos. Entre os mais impactados estão: manga, uva, gengibre, castanhas e suco de laranja. Dentre esses, apenas o suco de laranja e as castanhas-do-Brasil foram excluídos da sobretaxa adicional de 40%, mas mantêm a tarifa de 10%. Essas isenções parciais trazem alívio pontual ao setor citrícola e ao segmento de castanhas, mas não eliminam a pressão sistêmica sobre a cadeia de frutas e hortaliças frescas.
Implicações e reações no setor

A aplicação plena do tarifaço amplia os desafios da fruticultura de exportação, sobretudo para produtores do Vale do São Francisco (frutas) e do Espírito Santo (com destaque para a produção de gengibre). A elevação dos custos para os importadores norte-americanos deve gerar uma renegociação de contratos, redução de volumes e, em muitos casos, a suspensão de embarques.
Entidades setoriais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) têm reforçado a necessidade de uma resposta diplomática urgente, enquanto os exportadores avaliam alternativas comerciais, como o fortalecimento das relações com a União Europeia, o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Manga é o principal foco de preocupação

No curto prazo, a maior preocupação do setor recai sobre a manga, principal fruta fresca brasileira exportada para os EUA. Justamente nesta semana, a cadeia começaria a se organizar para os primeiros embarques da nova safra, mas o início da vigência da tarifa coloca em risco a viabilidade comercial dos próximos lotes.

Além de ser um produto altamente perecível e in natura, a manga é também um dos mais difíceis de redirecionar em grandes volumes para outros destinos em função da capacidade limitada de absorção de outros mercados.
Assim como no setor cafeeiro, a expectativa do setor frutícola é que, caso a medida tarifária venha a provocar pressões inflacionárias internas nos EUA, haja uma revisão parcial da sobretaxa, especialmente para produtos não produzidos em escala comercial no território norte-americano — como é o caso da manga.

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Verminose e timpanismo reduzem rentabilidade



O parasitismo compromete a conversão alimentar



O parasitismo compromete a conversão alimentar
O parasitismo compromete a conversão alimentar – Foto: Divulgação

O manejo sanitário durante a transição do sistema extensivo para o intensivo é crucial para garantir produtividade no confinamento de bovinos. Segundo Antônio Coutinho, gerente nacional de marketing da Vetoquinol Saúde Animal, vermes e timpanismo estão entre os principais fatores que podem reduzir o desempenho dos lotes.

O parasitismo compromete a conversão alimentar e deve ser tratado antes da entrada no confinamento. “O tratamento anti-helmintico deve ser feito antes de os animais entrarem no sistema de terminação intensiva. E o problema é sério. Os vermes causam prejuízos de cerca de R$ 40 bilhões anuais à pecuária. Não podemos ignorar um problema dessa magnitude”, reforça Coutinho.

Já o timpanismo, provocado pelo excesso de gases no sistema digestivo, ocorre com frequência na mudança brusca da alimentação e pode levar à morte de animais se não houver intervenção rápida. “Essa condição tem rápida evolução e a equipe de manejo precisa estar muito atenta. Caso contrário, haverá perdas de animais e consequentes prejuízos econômicos”, completa o gerente.

Para enfrentá-los, a Vetoquinol disponibiliza produtos eficazes: o Ruminol VTQ®, à base de simeticona, combate o timpanismo sem deixar resíduos, enquanto os endectocidas Contratack Injetável Plus® e Bullmax® Premium controlam vermes, garantindo produtividade e segurança alimentar.

Com essas soluções, os pecuaristas conseguem minimizar perdas, manter o bem-estar animal e assegurar carne e leite de qualidade, fortalecendo a rentabilidade do confinamento. “Essas soluções resolvem os problemas dos pecuaristas contra dois desafios importantes, ampliando a produtividade e proporcionando manutenção da saúde e bem-estar dos animais”, conclui.

 





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Crescimento da aveia favorecido por temperaturas amenas


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a aveia-branca registra desempenho satisfatório no Rio Grande do Sul, com a maior parte das lavouras em estágio vegetativo. “Predominantemente em estágio vegetativo (68%), as lavouras avançam de forma acelerada para a fase reprodutiva, com 22% em floração e 10% em enchimento de grãos”, informou a Emater/RS-Ascar.

O boletim destacou que o índice de área foliar segue elevado, com folhas basais ativas e coloração verde intensa, evidenciando adequado estado nutricional e ausência de estresses hídricos ou térmicos relevantes. Nas lavouras em floração, há grande número de flores por panícula e sincronia adequada de emissão, fatores que contribuem para o potencial de enchimento de grãos. “As condições meteorológicas — temperaturas amenas e disponibilidade hídrica — têm favorecido esta fase fenológica, considerada crítica para a definição do rendimento final”, afirmou a instituição.

A Emater/RS-Ascar também observou que, em áreas afetadas por geadas, houve danos pontuais, enquanto a incidência de doenças foliares permanece baixa, restrita a focos isolados. A projeção para a safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade estimada de 2.254 kg/ha.

Nas regiões administrativas, a situação varia. Em Bagé, o desenvolvimento da cultura está satisfatório, mas algumas áreas sofreram redução de potencial produtivo devido a precipitações entre maio e junho. Em Erechim, 25% da área está em vegetativo e 75% em floração, com geadas causando danos pontuais, mas ocorrendo rebrote das plantas afetadas. Em Frederico Westphalen, 30% dos cultivos estão vegetativos, 35% em florescimento e 35% em enchimento de grãos, e algumas áreas precoces sofreram perdas expressivas devido às geadas, exigindo dessecação e posterior plantio de milho. Nessas lavouras, a aplicação de fungicidas tem sido necessária devido à pressão de doenças foliares.

Em Ijuí, 67% da área permanece vegetativa, 23% em floração e 10% em enchimento de grãos, com baixa incidência de doenças. Em Soledade, os primeiros cultivos iniciaram o florescimento, enquanto a maior parte permanece em perfilhamento e elongação do colmo.

No mercado, para a indústria alimentícia, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 60,00 na região de Ijuí. Em Erechim e Frederico Westphalen, a cotação alcança R$ 76,00, dependendo da variação do peso hectolitro.





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Manejo integrado para preservar herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas
Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas – Foto: USDA

O manejo de resistência a plantas daninhas é fundamental para preservar a eficácia dos herbicidas e assegurar uma produção agrícola sustentável. Segundo o engenheiro agrônomo Marcus Costa, a adoção de estratégias integradas é decisiva para evitar o avanço de populações resistentes e manter a produtividade no campo.

Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação, que ajuda a reduzir a seleção de plantas tolerantes. O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), que combina métodos mecânicos, culturais e químicos, é outra ferramenta essencial, incluindo práticas como rotação de culturas, plantio direto e capinas. O monitoramento frequente das lavouras possibilita detectar precocemente sinais de resistência e ajustar as práticas. O uso de culturas mais competitivas e o controle mecânico, como capina, aração e desbaste, também contribuem para diminuir a pressão das invasoras. Capacitar produtores e técnicos, por meio de educação e treinamento, completa o conjunto de ações recomendadas.

No âmbito do controle químico, a Bayer trabalha para ampliar as opções disponíveis no mercado. Até 2026, deve lançar o herbicida Convintro Duo, formulado com diflufenicam (HRAC 12) e metribuzim (HRAC 5), destinado à fase de pré-emergência da soja. Outro produto previsto é o icafolin-methyl, uma molécula inédita com ação sobre plantas mono e dicotiledôneas, incluindo espécies como capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. A integração dessas práticas com novas tecnologias é vista como o caminho mais eficaz para garantir o controle de plantas daninhas e retardar o desenvolvimento de resistência.

 





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O feijão precisa imitar o futebol



Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação



Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação
Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação – Foto: Canva

Ontem, o mercado de feijão-carioca apresentou-se mais calmo, mas firme: em Minas Gerais, os preços seguiram entre R$ 200 e R$ 215 por saca, mostrando que, mesmo com negócios mais lentos, o produtor mantém sua posição. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), a dinâmica do setor pode se inspirar no exemplo de outro campo, o do futebol, para explorar melhor as oportunidades no mundo digital. Em julho, o Santos liderou o crescimento de seguidores no Brasil, somando 822 mil novos fãs, quase metade no TikTok.

O paralelo é claro: se clubes de futebol transformam presença online em valor e parcerias, o Feijão e outros alimentos básicos também podem avançar nesse sentido. A conexão direta com o consumidor, a construção de imagem e a contação de histórias são recursos pouco explorados no agronegócio, mas que podem gerar diferenciação e novos mercados. Hoje, porém, o setor ainda não utiliza o digital em seu potencial máximo, e quem se antecipar nesse jogo tende a conquistar espaço antes dos concorrentes.

Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação. Marketplaces como o E-Barn permitem anunciar lotes diretamente, com um simples cadastro. Não é preciso ter embalagens personalizadas — basta cuidar da qualidade, descrever bem o produto, incluir fotos e oferecer rastreabilidade. Nesse ambiente, preço competitivo e confiança na negociação valem muito. Cooperativas e grupos digitais também funcionam como atalhos, oferecendo estrutura pronta para acelerar negócios.

A digitalização democratiza o acesso ao mercado e dá protagonismo aos pequenos. Ao investir em relacionamento direto com compradores, responder rápido, mostrar diferenciais e buscar parcerias, o produtor rural transforma o que antes era barreira em oportunidade. Assim como no futebol, o segredo está em jogar bem, conquistar torcida e aproveitar cada chance de marcar gol no mercado.

 





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