sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Paraná já colheu 74% da segunda safra de milho



Conab estima safra recorde de milho em 2024/25


Foto: Divulgação

A produção nacional de milho para a safra 2024/25 foi estimada em 131,9 milhões de toneladas, conforme informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em julho. Do total, 19% correspondem à primeira safra, 79% à segunda e 2% à terceira, esta cultivada apenas nas regiões Norte e Nordeste.

A maior parte da produção está concentrada no Centro-Oeste, responsável por cerca de 60% do volume total. O estado de Mato Grosso lidera o ranking nacional, com mais de 51 milhões de toneladas, o que representa 39% da produção brasileira. O Paraná ocupa a segunda posição, respondendo por 15% do total.

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (7) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a colheita da segunda safra de milho no Paraná alcançou 74% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares.

O Deral informou que, “com condições climáticas favoráveis, a expectativa é de que a colheita seja concluída ainda no mês de agosto”.





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RS aposta em inovação agropecuária após catástrofe climática


O tema foi destaque na quarta edição do Diálogos pelo Clima, evento preparatório para a COP30 que aconteceu em Porto Alegre abordando os biomas do Sul: Pampa e Mata Atlântica

Especialistas, gestores públicos, representantes do setor produtivo e da sociedade civil se reuniram nesta quarta-feira (06/08), em Porto Alegre (RS), para a edição sul-brasileira do Diálogos pelo Clima, iniciativa da Embrapa em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em novembro, em Belém (PA). Com foco nos biomas Pampa e Mata Atlântica, o evento promoveu um debate sobre os caminhos possíveis para enfrentar os desafios das mudanças climáticas com base na ciência, na inovação e no diálogo intersetorial.

O Diálogos pelo Clima aconteceu em um contexto em que, há pouco mais de um ano, eventos climáticos extremos impactaram diretamente cerca de 2,5 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul, durante as enchentes classificadas pelo governo do Estado como a maior catástrofe climática da história gaúcha.

Nesse sentido, a abordagem do papel da agricultura na mitigação dessas mudanças do clima e as oportunidades de estabelecimento de padrões mais resilientes da atividade a partir dos episódios de 2024 no RS estiveram na pauta dos discursos das autoridades que compuseram o dispositivo de abertura do evento: Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, Simone Stülp, Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do RS, Eduardo Sfoglia, chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Pesca e Aquicultura, José Cleber Dias de Souza, superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul, Milton Bernardes, superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no RS, Luciano Schwerz, presidente da Emater/RS-Ascar, Márcio Madalena, secretário-adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS e Pepe Vargas, presidente da Assembleia Legislativa do RS.

Massruhá destacou o papel estratégico da agricultura na construção de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas. Segundo ela, os sistemas agroalimentares brasileiros têm potencial para contribuir significativamente na mitigação dos gases de efeito estufa, especialmente se considerados em sua diversidade e adaptabilidade aos diferentes biomas do país. A presidente enfatizou que a agropecuária brasileira é multifuncional – produz alimentos, fibras e energia – e se relaciona diretamente a temas como saúde, nutrição, gastronomia, turismo e valorização da sociobiodiversidade. Ressaltou, ainda, que o Brasil é uma potência agroambiental e que, com a COP acontecendo em solo nacional, é essencial mostrar ao mundo a sustentabilidade da agricultura brasileira, baseada historicamente em ciência, tecnologia e inovação.

O presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, destacou, em sua fala, os grandes desafios enfrentados pelos agricultores gaúchos nos últimos seis anos, marcados por eventos climáticos extremos que impactaram severamente a produção agropecuária no estado. Segundo ele, apenas na cultura da soja, mais de 39 milhões de toneladas deixaram de ser colhidas nesse período, além de perdas expressivas também no milho, com uma redução superior a 9 milhões de toneladas, entre outros déficits. “Isso leva o agricultor a uma angústia”, afirmou, enfatizando a urgência de adaptação à nova realidade imposta pelas mudanças climáticas.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do RS, Simone Stülp, que representou o governo do Estado no evento, uma das abordagens feitas pela pasta tem sido justamente o enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, tema que ocupa posição central entre as 13 missões estratégicas definidas pela secretaria. A primeira dessas missões trata diretamente da necessidade de desenvolver soluções sustentáveis a partir da ciência, com foco na resiliência do território e no fortalecimento de setores-chave, como a agropecuária e os sistemas agroalimentares. A secretária ressaltou a importância de aprimorar as conexões entre as diferentes instituições que compõem essa cadeia no Estado, promovendo sinergia entre pesquisa, extensão, inovação e produção.

Conforme o presidente da Assembleia Legislativa do RS, Pepe Vargas, a crescente consciência social sobre as mudanças climáticas tem sido impulsionada por eventos extremos e pela realização da COP no Brasil, que ocorre em um cenário internacional desafiador, com potências globais relutando em financiar a transição ecológica e, em alguns casos, negando a própria crise climática. Segundo ele, apesar disso, o Brasil, conta com uma matriz energética majoritariamente limpa, e mantém o compromisso de estabelecer metas de mitigação não só nessa área, como também na agropecuária.

A palestra de abertura do evento foi proferida pela cientista Thelma Krug, coordenadora do Conselho Científico da COP30 e ex-vice-presidente do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC). Ela abordou a situação e perspectivas das mudanças do clima para os Biomas da Região Sul. Em sua explanação, Krug demonstrou preocupação com a possibilidade de, cada vez mais rápido, o planeta alcançar o aumento de temperatura de 1.5º acima dos níveis pré-industriais (limite estabelecido no Acordo de Paris), fato que apontaria para a irreversibilidade de danos a alguns ecossistemas, além de impactos diretos a áreas como a agropecuária.

A interferência humana foi apontada pela cientista como fator-chave na intensificação de eventos extremos, como os registrados no Rio Grande do Sul. Krug alertou que, com base em cenários do IPCC, se não houver uma redução drástica nas emissões – incluindo maior remoção do que emissão de Dióxido de Carbono (CO²) – o planeta poderá experimentar esses eventos como o “novo normal”.

Segundo Krug, os eventos extremos vêm se tornando mais frequentes e estão diretamente associados ao aquecimento global provocado pela atividade humana. A partir da década de 1970, cientistas passaram a observar uma aceleração no ritmo do aquecimento, com maior acúmulo de CO² na atmosfera, fator diretamente relacionado ao aumento da temperatura dos oceanos, ao derretimento das geleiras e à elevação do nível do mar, provocando efeitos duradouros e, em muitos casos, irreversíveis.

Outro ponto abordado na palestra foi a transição energética, considerada uma das maiores urgências da atualidade, mas que ainda enfrenta resistências significativas devido à forte dependência global de combustíveis fósseis. Conforme Krug, nos países desenvolvidos, as emissões estão fortemente ligadas ao setor de energia, enquanto nos países em desenvolvimento, o desafio está justamente concentrado na agropecuária, que, conforme a cientista, pode ter papel estratégico na mitigação dos impactos ao clima.

Durante a programação técnica, a pesquisadora Rosane Martinazzo, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, proferiu uma palestra sobre os desafios enfrentados pelos biomas do Sul do Brasil diante das mudanças climáticas, com foco principal no Programa Recupera Rural RS, iniciativa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com atuação da Embrapa e diversas instituições parceiras.

O programa surgiu como resposta aos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul e envolve ações emergenciais e estruturantes de médio e longo prazo, voltadas à recuperação agroprodutiva e ao fortalecimento da resiliência dos territórios rurais. A atuação é coletiva e abrangeu diversas ações iniciais, como doações e empréstimos de veículos e criação de uma sala de situação para análise de dados e apoio à tomada de decisão.

A partir da realização da oficina Recupera Rural RS, em 2024, com a reunião de 23 instituições, foram definidas ações prioritárias, que estão sendo desenvolvidas principalmente nas bacias dos rios Taquari-Antas e Baixo Jacuí. Na região de Bento Gonçalves e nos Campos de Cima da Serra, o foco está nas boas práticas agrícolas, recuperação de solos e gestão hídrica. Na região de Lajeado e Estrela, destacam-se as Unidades de Referência Tecnológica para a produção animal de pequena escala e as Unidades de Aprendizagem Coletiva voltadas à restauração ambiental, sistemas agroflorestais e monitoramento da fauna. Já na região de Eldorado do Sul e Viamão, a atenção se volta às boas práticas para restabelecimento da produção de arroz agroecológico e hortaliças, bem como à recomposição vegetal. Mesmo em regiões não diretamente impactadas por eventos extremos de maio de 2024, o programa tem promovido iniciativas como as Unidades de Referência para sistemas de Integração Lavoura-Pecuária.

Moderado por Clenio Pillon, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, o painel reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para debater os desafios enfrentados pelos biomas Mata Atlântica e Pampa diante das mudanças climáticas. A secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS, Simone Stülp, destacou o papel estratégico da ciência na construção de soluções sustentáveis e adaptativas. Já Ernesto Casper, da Cooperativa Ecocitrus, compartilhou a experiência bem-sucedida da organização na gestão de resíduos agroindustriais e na valorização dos agricultores por meio do fortalecimento da cadeia produtiva, reduzindo a dependência de insumos externos.

Osmir Lavoranti, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Florestas, ressaltou a importância do setor florestal como ferramenta essencial para estratégias de sequestro de carbono, enquanto Eugênio Zanetti, vice-presidente da Fetag-RS, defendeu o reconhecimento e o apoio à agricultura familiar, que tem sofrido diretamente com os impactos climáticos. Já Paula Hofmeister, assessora ambiental da Farsul, lembrou que o Rio Grande do Sul foi pioneiro na agricultura de baixo carbono, e reforçou a necessidade de o estado assumir agora o protagonismo na construção de uma agricultura resiliente, capaz de responder às emergências climáticas que vêm se intensificando.

 





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Produção de peixes cresce em Goiás em 2024


Goiás reúne características naturais e econômicas ideais para se destacar ainda mais nesse setor.

A piscicultura brasileira vive um momento de consolidação e crescimento. Em 2024, a produção nacional de tilápia saltou 14,36% em relação ao ano anterior, alcançando a marca histórica de 662.230 toneladas. O dado, divulgado no Anuário Peixe BR 2025, comprova o protagonismo da tilápia na piscicultura brasileira. A espécie já representa 68,36% que é cultivado no país. Esse crescimento é reflexo de um ciclo iniciado ainda em 2023, quando produtores, diante de um cenário favorável, investiram no mercado. “Pelo lado positivo, os números foram excelentes, comprovando que a tilápia se tornou uma proteína animal apreciada pelo consumidor brasileiro. Pelo lado negativo, os preços ao produtor oscilaram durante boa parte do ano. É preciso que todos os elos atuem em conjunto para proporcionar resultado econômico positivo para todos, dos fornecedores de genética à indústria”, destaca Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

Goiás tem acompanhado esse avanço. Em 2024, a produção goiana de peixes de cultivo chegou a 30.730 toneladas, resultado superior ao de 2023 (29.850 t) e de 2022 (30.500 t), sinalizando uma retomada e estabilidade do setor. A tilápia lidera o ranking estadual com 23.200 toneladas, seguida pelos peixes nativos (7.300 t) e outras espécies, como carpa, truta e panga. Os municípios que mais produzem são Niquelândia, Inaciolândia, Quirinópolis, Gouvelândia e Luziânia, compondo um mapa estratégico para o desenvolvimento da atividade aquícola no estado.

Para Paulo Roberto Silveira Filho, presidente da Comissão de Aquicultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Goiás reúne características naturais e econômicas ideais para se destacar ainda mais nesse setor. “Nossa localização privilegiada, próxima ao Distrito Federal, somada a um clima favorável e à forte produção de grãos, forma uma combinação perfeita para o crescimento da piscicultura. Em 2024, os custos com milho e farelo de soja estiveram em patamares mais acessíveis, o que ajudou a impulsionar a produção”, explica. No entanto, ele também alerta para desafios que ainda freiam o avanço da atividade, como a falta de isonomia tributária entre os estados do Centro-Oeste e as frequentes atualizações na legislação, que geram insegurança, principalmente entre pequenos e médios produtores.

Apesar dos entraves, o setor respira otimismo. O Brasil já figura como referência mundial na produção de tilápia, com estimativas internacionais indicando quase 7 milhões de toneladas produzidas globalmente em 2024. A expectativa para 2025 é de um crescimento adicional de até 5%, elevando a oferta global para 7,3 milhões de toneladas, segundo a FAO e outras consultorias do setor. Com esse cenário, Goiás tem a oportunidade de ampliar sua participação no mercado nacional e internacional, desde que invista em estrutura, políticas públicas e valorização dos produtores.

Nesse sentido, a atuação do Senar Goiás tem sido essencial. Por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), a instituição oferece suporte contínuo aos piscicultores em todo o estado. Nesta semana foi realizado um encontro entre os técnicos de campo que acompanham os produtores assistidos. “A troca de experiências a atualização constante de técnicas de manejo têm gerado resultados expressivos, contribuindo para a profissionalização da atividade e o aumento da produtividade. Os produtores atendidos pelo Senar vêm se destacando não apenas pela qualidade do peixe, mas também pela gestão eficiente dos negócios. A piscicultura deixou de ser uma atividade de subsistência para se tornar um setor estratégico da agropecuária goiana”, reforça Dirceu Borges, superintende do Senar Goiás.

Dados: peixebr/anuario-2025

Comunicação Sistema Faeg/Senar/Ifag





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Confirmada adesão do Brasil a regras de segurança marítima



PDL 478/2023 vai à promulgação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre


Foto: Governo Federal

O Senado ratificou em Plenário, nesta quinta-feira (7), a adesão do Brasil a regras da Organização Marítima Internacional (OMI) que padronizam a segurança para quem trabalha no mar. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 478/2023 vai à promulgação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O decreto legislativo autoriza o presidente da República a confirmar a adesão do Brasil às regras, que já vigoram internacionalmente desde 2012, inclusive com efeitos para os navios brasileiros. Assim, um novo decreto presidencial incorporará o texto na legislação brasileira.

As normas técnicas tratam de certificados, máquinas e serviços de quarto em navegações marítimas, como:

O senador Jorge Seif (PL-SC) foi o relator na Comissão de Relações Exteriores (CRE). No documento, ele informa que, sem normas técnicas desse tipo, “cada governo nacional definia os padrões” à sua maneira, sem considerar os dos outros países, apesar de o transporte marítimo ser um dos setores mais globalizados.

As chamadas Emendas de Manila (cidade da Filipinas que sediou o acordo) alteram a Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW-1978), no âmbito da OMI, que já foi internalizada no direito brasileiro em 1984.

 





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Monitoramento de biomas apoia políticas e exportações


O monitoramento dos biomas, além de nortear políticas ambientais, pode ajudar a resolver questões comerciais internacionais. A afirmação é dos especialistas ouvidos nesta quarta-feira (6) em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). O tema do debate foi o monitoramento do desmatamento de biomas.

A audiência foi feita a pedido do senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da comissão. Para ele, é preciso analisar os programas de monitoramento e apontar as movimentações necessárias para a preservação dos biomas brasileiros.

— Gostaríamos que, a partir desta audiência pública, houvesse desdobramentos para a legislação, se for necessário que seja aprimorada, e também em termos de orçamento, para que especialistas, pesquisadores, interessados possam ter a sustentação financeira, econômica, orçamentária — disse o senador ao abrir o debate.

O Programa de Monitoramento BiomasBR, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi apresentado pelo seu coordenador, Claudio Almeida. O programa, de acordo com ele, tem 37 anos de monitoramento constante. O trabalho, iniciado na Amazônia, hoje cobre todos os biomas brasileiros e é feito por diferentes sistemas — que monitoram o desmatamento anual, emitem alertas diários de supressão de vegetação nativa e monitoram a cobertura e o uso da terra.

Ele explicou que no início, na década de 1980, o monitoramento tinha finalidade acadêmica. Hoje, o alcance é muito maior. Além de serem usados como a principal referência para produção de ciência sobre a Floresta Amazônica, por exemplo, os dados ajudam a definir as políticas de sustentabilidade.

— Eles definem, hoje, política pública no Brasil. Como eu já disse, cálculo de emissões, submissão de REDD (mecanismos de redução de emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e degradação florestal), controle do desmatamento, a fiscalização, tudo é baseado nesses dados que a gente produz — disse Claudio Almeida.

Na mesma linha, o pesquisador Gilberto Câmara, colaborador do Inpe, citou o recebimento de recursos estrangeiros para o Fundo Amazônia por conta dos resultados mostrados nesses monitoramentos. Outro campo de aplicação desses dados citados pelo pesquisador é a contestação de sanções econômicas que mencionem o desmatamento como razão, a exemplo do “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

— Vamos supor que a gente exporte soja para a Alemanha. O governo alemão pode, com base na informação que ele achar, contestar a origem dessa soja, e caberá ao produtor brasileiro ter dados confiáveis para mostrar que essa contestação não tem base. E quem vai fornecer esses dados, caso o governo alemão decida embargar o seu carregamento de soja? O Inpe, cujos dados são públicos — explicou Gilberto.

Para o pesquisador, o Brasil é, hoje, líder mundial não só na aplicação, mas também na verificabilidade, na transparência dos dados e na accountability. Ele citou o Decreto 8.777, de 2016, editado no governo da então presidente Dilma Roussef, que instituiu a Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal.

— Os chamados dados georreferenciados produzidos por todos os elementos do aparelho de Estado — e com isso me refiro não apenas ao Inpe, me refiro ao Ibama, me refiro ao IBGE, me refiro ao Ministério da Saúde, todos esses dados que dizem onde há doenças, onde há desmatamento, onde estão as pessoas, o censo — são, por decreto presidencial, livres. Isso é uma política de abertura que tem poucos paralelos no mundo inteiro; um país que diz: “Eu não tenho nada a esconder, eu vou fazer melhor política pública com dados livres” — ressaltou Gilberto.

O secretário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Rodolfo Lima, concorda com essa avaliação. Para ele, os trabalhos desenvolvidos pelo Inpe poderiam, inclusive, servir de exemplo para outros países, como os Estados Unidos.

— Está tudo à disposição para ver que o trabalho é sério, é bom, é competente e precisa de mais recursos, obviamente. Nisso, ele [o presidente Donald Trump] poderia auxiliar também, fazer uma generosa doação para esse trabalho. Com isso, o Brasil poderia auxiliar os Estados Unidos ainda mais, caso eles quisessem isso, não é?

De acordo com o secretário, em 2003, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi instituído o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, na Amazônia, que depois se expandiu para todos os biomas.

Ele apontou que, na primeira fase do plano, entre 2004 e 2008, houve queda de 53,5% no desmatamento na Amazônia. Depois, entre 2008 e 2012, foi registrada uma nova queda de 64%. Na terceira fase do plano, entre 2012 e 2015, o desmatamento se estabilizou. A partir de 2016, o plano perdeu prioridade e o desmatamento voltou a crescer até 2022. Em 2023, o plano foi retomado e, segundo o secretário, as ações de fiscalização foram intensificadas.

— E eu destaco, aqui, não só o aumento significativo de 96% nas fiscalizações pelo Ibama e de 110% pelo ICMBio, se comparado com 2022 e com a média da gestão anterior, mas também um instrumento estratégico que envolve muita tecnologia e todo esse serviço prestado pelo Inpe, que são os embargos remotos de uso do solo — afirmou o secretário.

Os embargos são medidas cautelares para suspender atividades ilegais em áreas desmatadas. André Lima explicou que, quando os sistemas do Inpe detectam o desmatamento, o Ibama recebe essa informação e usa ferramentas para definir com precisão as áreas em questão e tomar esse tipo de medida, sem a necessidade da presença física de fiscais no campo. Ele ressaltou que a aplicação dessas tecnologias diminui o custo e aumenta o alcance das fiscalizações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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dsm-firmenich lança novo módulo da inteligência artificial Lore™, voltada à pecuária leiteira


Além do lançamento do novo módulo da Lore™, empresa destacará tecnologias para nutrição, bem-estar e desempenho do rebanho leiteiro, incluindo soluções contra micotoxinas, suplementação avançada, ferramentas de gestão de fazendas e redução das emissões de metano entérico

 

A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria de fazendas, participa da Agroleite 2025, um dos principais eventos do calendário leiteiro no Brasil, com novidades para o setor. Durante o evento, que acontece de 5 a 8 de agosto na cidade de Castro (PR), considerada a “Capital Nacional do Leite”, a companhia anuncia oficialmente o lançamento do novo módulo da inteligência artificial Lore™, desenvolvida para apoiar a gestão de propriedades leiteiras.

 

“A dsm-firmenich já foi pioneira ao desenvolver a Lore™, um algoritmo de inteligência artificial voltado à pecuária de corte, que rapidamente se tornou uma aliada de pecuaristas, gestores de fazendas e peões. Agora, damos um novo passo ao levar essa tecnologia para a cadeia leiteira, oferecendo uma solução inédita que simplifica a rotina no campo e apoia decisões mais precisas em todas as etapas da produção”, afirma Luiz F. Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich para a América Latina.

 

A novidade expande o portfólio da dsm-firmenich na Pecuária de Precisão. A Lore™ é uma inteligência artificial que monitora a produção de leite e prevê problemas no campo, integrado ao software FarmTell™ Milk, o mais acessado no mundo – já utilizado por mais de 15 mil fazendas ao redor do mundo, sendo 5 mil no Brasil, com mais de 17 mil usuários ativos e 900 mil vacas registradas – e foi criada para facilitar o dia a dia do produtor, centralizando indicadores estratégicos da fazenda, como produção diária de leite, qualidade (gordura, proteína, CCS), fertilidade, saúde animal, ocorrência de mastite e até estresse térmico. A solução oferece um aplicativo intuitivo, que conta com inteligência artificial que antecipa ocorrências e gera alertas diários com base em análises de dados da própria propriedade.

 

“Com a Lore™, estamos entregando ao produtor leiteiro uma tecnologia prática e poderosa, capaz de transformar dados em decisões. É uma ferramenta que simplifica a rotina, economiza tempo e potencializa resultados”, afirma Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich. “Ela foi desenvolvida pelo nosso time a partir de uma escuta ativa com produtores e especialistas do setor e testada em mais de 10 fazendas no Brasil ao longo de seis meses.”

 

Além do lançamento da Lore™ para a pecuária leiteira, a dsm-firmenich apresenta na sua casa permanente no parque de exposições de Castro outras tecnologias para a nutrição e saúde animal do seu portfólio. Entre os destaques está a linha Bovigold®, composta por suplementos minerais e vitamínicos desenvolvidos para atender diferentes fases do rebanho leiteiro, incluindo lactação, cria, recria e transição. Com formulações específicas para cada etapa, a linha contribui para a produtividade, a saúde mamária e ruminal, além de otimizar o aproveitamento dos nutrientes da dieta. Recentemente, a dsm-firmenich ampliou o portfólio com três novidades: Bovigold® Digest, Bovigold® Guard e Victus® Thermo, que trazem soluções ainda mais direcionadas às necessidades do campo.

 

Outro destaque é o Mycofix®, aditivo que atua na neutralização de micotoxinas — substâncias tóxicas produzidas por fungos —, protegendo os animais contra perdas de produtividade, problemas reprodutivos e imunossupressão. Com ação comprovada por três mecanismos (adsorção, biotransformação e bioproteção), a linha Mycofix® protege animais de diferentes categorias incompatíveis com micotoxinas como aflatoxinas, fumonisinas, trichothecenes, zearalenone e ochratoxina A.

 

A empresa também reforça o papel do Bovaer® como solução inovadora para a redução das emissões de metano entérico na produção de leite. Comprovado cientificamente e amplamente testado em sistemas produtivos no Brasil e no mundo, o aditivo Bovaer® pode reduzir entre 30% e 45% as emissões desse gás de efeito estufa sem comprometer a produtividade do rebanho. Ao promover uma pecuária mais sustentável, a tecnologia se alinha às metas ambientais da cadeia leiteira e fortalece a posição do Brasil como referência em produção com responsabilidade climática.

 

“A cadeia leiteira vive um momento desafiador, que exige cada vez mais eficiência, previsibilidade e uso inteligente da informação. A dsm-firmenich está comprometida em apoiar o produtor com soluções completas que vão da nutrição à tecnologia, passando por gestão, saúde e sustentabilidade. A Agroleite é o palco ideal para apresentarmos essa proposta integrada, que inclui desde produtos com alta tecnologia nutricional, como a linha Bovigold® e o Mycofix®, até softwares como o FarmTell™ Milk e o novo módulo da Lore™ para produtores de leite”, comenta Marcelo Machado, gerente de leite da dsm-firmenich para a América Latina.

 

“Para nós, a Agroleite é um evento estratégico e simbólico. Estarmos aqui, na nossa casa, trazendo uma tecnologia inédita, uma inteligência artificial 100% focada na produção leiteira, reforçando nosso compromisso em entregar inovação com propósito para o campo”, destaca Luiz F. Magalhães, que complementa: “Estamos preparados para apoiar o crescimento do produtor, com soluções completas em nutrição, gestão e tecnologia”.

 

Durante os quatro dias de evento, os visitantes poderão conhecer a Lore™ em detalhes por meio de um totem interativo, participar de um quiz sobre inteligência artificial com distribuição de brindes e aproveitar condições especiais para contratação da ferramenta. A dsm-firmenich também preparou ativações visuais exclusivas e um time técnico dedicado no local para tirar dúvidas e demonstrar o funcionamento da solução.





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Exportações de frango quase batem 400 mil t


As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram em julho 399,7 mil toneladas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O número é 13,8% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado (com embarques de 463,7 mil toneladas em julho de 2024) mas, ao mesmo tempo, supera em 16,4% o total exportado em junho deste ano (com 343,4 mil toneladas).

A receita registrada em julho chegou a US$ 737,8 milhões, saldo 17% menor em relação ao ano anterior (com US$ 889,2 milhões), mas 15,8% maior na comparação com junho, US$ 637 milhões.

“Houve um notável restabelecimento do comércio com grande parte das nações que haviam suspendido as importações diante da ocorrência isolada e já superada de Influenza Aviária em uma granja comercial. Comparativamente, são mais de 50 mil toneladas adicionadas ao nosso fluxo, número que deverá se expandir nos próximos meses com a consolidação das tratativas e a reabertura de todos os mercados”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No ano (janeiro a julho), as exportações brasileiras de carne de frango totalizam 3 milhões de toneladas, número 1,7% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 3,052 milhões de toneladas.

Já em receita, o saldo acumulado chegou a US$ 5,609 bilhões, resultado 1,5% maior em relação ao ano passado, com US$ 5,525 bilhões.

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, os Emirados Árabes Unidos importaram 51,7 mil toneladas em julho, saldo 33,6% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado, com 38,7 mil toneladas. Em seguida estão Japão, com 42,9 mil toneladas (-9,3%), México, com 36,4 mil toneladas (+45,6%), Arábia Saudita, com 31,4 mil toneladas (+19,7%), Angola, com 16,1 mil toneladas (+68,7%), Singapura, com 13,6 mil toneladas (+8,8%), Reino Unido, com 12,7 mil toneladas (+84,3%), Kwait, com 11,6 mil toneladas (+13,3%), Gana, com 10,9 mil toneladas (+131,1%) e Hong Kong, com 10,2 mil toneladas (+72,5%).

Maior estado exportador do Brasil, o Paraná embarcou em julho 152,1 mil toneladas, volume 19,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 95,3 mil toneladas (-7,6%), Rio Grande do Sul, com 46,2 mil toneladas (-22,5%), São Paulo, com 26,8 mil toneladas (+3,8%) e Goiás, com 22,8 mil toneladas (+4,2%).





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Empresas de distribuição de insumos agropecuários associadas à Andav faturaram R$ 167 bilhões em 2024


O mercado de distribuição de insumos agropecuários alcançou um faturamento de R$ 167 bilhões em 2024, com a área de insumos respondendo por R$ 104 bilhões, a comercialização de grãos, por R$ 36 bilhões, e máquinas, serviços e outros, por R$ 27 bilhões. Os dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, uma iniciativa da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e organização da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foram apresentados parcialmente nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, durante o Congresso Andav 2025, e referem-se às mais de 3,8 mil distribuidoras associadas à entidade.

A Pesquisa foi apresentada pelo presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, e pela gerente de Inteligência de Mercado da Andav, Christiane Sales, que ressaltaram a maturidade do setor, com 77% dos distribuidores atuando há mais de 11 anos, presença em mais de mil cidades e mais de 17 mil profissionais técnicos capacitados espalhados pelo país, configurando um segmento em constante expansão, com investimentos contínuos em tecnologia, em infraestrutura e abertura de novas unidades.

Em termos de cultura, a liderança fica com a soja (49%), seguida por milho (20%). Em relação aos segmentos, os defensivos químicos responderam por 41%, enquanto os fertilizantes de solo, por 24% e sementes por 20%.

O mercado de distribuição segue crescendo em infraestrutura, com uma alta de 4,9% ante ao número de lojas em janeiro de 2024. A Pesquisa aponta que 43% dos distribuidores pretendem expandir nos próximos três anos, totalizando 551 novas unidades. No que tange ao aspecto tecnológico, o número de empresas que já utilizaram inteligência artificial (IA) cresceu 89% em relação a 2024.

O setor conta com 46 mil colaboradores diretos, está presente em todas as regiões, com forte impacto no desenvolvimento econômico local e na difusão de tecnologias no campo. A pesquisa mostrou que 45% dos associados aumentaram o número de colaboradores.

Em se tratando dos aspectos ESG, a Pesquisa Andav revelou que 80% dos associados realizou alguma atividade de responsabilidade ambiental, 74% realizaram iniciativas sociais e 83% possuem planejamento estratégico definido.





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Suco de laranja fora da tarifa é um alívio


A exclusão do suco de laranja brasileiro da nova tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe alívio imediato para uma das cadeias mais estratégicas do agro nacional. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, a medida evitou um colapso que afetaria não só a indústria, mas milhares de produtores no campo. O suco de laranja representa mais de 42% das exportações brasileiras para os EUA, e sua inclusão na tarifa teria impacto direto em bilhões de reais movimentados anualmente.

Entre os cerca de 700 produtos isentos da tarifa, além do suco, estão fertilizantes, madeira tropical e sisal. Já itens como carne bovina, frutas frescas, manga e café seguem sendo penalizados. Avelar destaca que a presença de grandes indústrias brasileiras com operação nos EUA, como Cutrale e Citrosuco, facilitou o diálogo com o governo americano, mas alerta: isso não garante estabilidade a longo prazo.

A instabilidade nas tarifas prejudica especialmente pequenas e médias empresas exportadoras, que operam com margens apertadas. Avelar defende que o Brasil separe diplomacia comercial de disputas políticas, mantendo negociações estratégicas com os EUA — segundo maior parceiro comercial do país. Ele também aponta entraves internos como carga tributária alta, legislação trabalhista ineficiente e infraestrutura precária, que limitam a competitividade nacional.

O cenário ainda é de atenção. A exclusão do suco foi uma vitória, mas produtos como o café — responsável por 17% das exportações brasileiras aos EUA — seguem tarifados. O momento, segundo Avelar, exige articulação inteligente para garantir previsibilidade, segurança jurídica e crescimento sustentável ao agro brasileiro.

“É o momento de deixar o confronto de lado e negociar com inteligência. Precisamos defender nossos interesses, sim, mas com estratégia, protegendo o comércio como um ativo nacional, afinal, o agro brasileiro é importante para o mundo. Mas para consolidar esse papel, precisamos de segurança jurídica, previsibilidade comercial e políticas que incentivem a produtividade. Só assim o Brasil será visto como parceiro confiável”, conclui Leandro.

 





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Boi China tem valorização em dia de mercado firme


O mercado do boi gordo registrou mais um dia de firmeza em São Paulo nesta quinta-feira (7), com destaque para a elevação dos preços da arroba. A análise consta no informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria.

Segundo a publicação, a oferta de boiadas permaneceu restrita, e os vendedores aguardavam por valorizações para realizar negócios. Diante desse cenário, os compradores enfrentaram dificuldades para estender as escalas de abate, operando com prazos curtos. “As escalas de abate estão, em média, para oito dias”, informou a análise.

A arroba do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta de R$ 2,00, enquanto a arroba da novilha teve valorização de R$ 3,00. Para a vaca, os preços se mantiveram estáveis em relação ao dia anterior.

No Tocantins, a região Sul manteve os mesmos valores do dia anterior, com escalas de abate médias de cinco dias. Já na região Norte do estado, houve alta de R$ 2,00 na arroba do boi gordo. As demais categorias não apresentaram variações, mantendo também escalas médias de cinco dias.

No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura em julho alcançou volume recorde, somando 276,9 mil toneladas. A média diária foi de 12 mil toneladas, o que representa aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.551,00, registrando crescimento de 25,9% na comparação anual.

A análise destacou ainda que, na quinta semana de julho, o preço médio da tonelada exportada chegou a US$ 5.591,50, o maior valor registrado desde o início de 2025.





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