sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de milho estagnado


Mercado travado e forte dependência de milho externo marcam o estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra permanecem em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não-Me-Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para agosto, os pedidos variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto o preço futuro para fevereiro/2026 está em R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem negócios estagnados e pressão sobre produtores. “Em Campos Novos, as pedidas chegam a R$ 80,00/saca, contra ofertas de até R$ 70,00. No Planalto Norte, solicitações estão em R$ 75,00 e ofertas em torno de R$ 71,00, o que mantém a liquidez muito baixa. A falta de negócios já leva alguns agricultores a reduzirem investimentos para o próximo ciclo”, informa.

A safra recorde avança, mas a liquidez continua baixa no Paraná. “Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas localidades, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que impede avanços nas negociações. Nos levantamentos regionais, surgiram leves ajustes para cima, apesar da pressão de queda no cenário nacional: Metropolitana de Curitiba em R$ 66,90, Oeste Paranaense a R$ 55,14, Norte Central a R$ 55,70 e Centro Oriental a R$ 57,19, com variações entre R$ 54,00 e R$ 64,00/saca”, completa.

No Mato Grosso do Sul, a colheita está atrasada em comparação com o ano anterior, mas a produtividade é maior. “O comércio de milho no estado segue lento, sem grande volume de negócios. As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 52,00/saca, refletindo leves altas nos últimos dias, mas ainda sem estímulo suficiente para movimentar o mercado. Produtores e compradores continuam resistentes em fechar contratos”, indica.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Geopolítica da soja traz desafios técnicos e comerciais para manutenção da liderança brasileira


A soja é o principal produto de exportação agrícola brasileiro e, do total exportado, aproximadamente 75% tem como destino a China. Para trazer um panorama dos desafios que perpassam esse mercado, a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, abordou a centralidade da China na geopolítica da soja frente aos crescentes controles e demanda durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, em Londrina (PR).

“É preciso avaliar a perspectiva do Brasil em relação à China, seu principal cliente, e também a perspectiva chinesa, que não necessariamente se sente confortável com uma dependência excessiva de um único fornecedor”, avalia. Larissa aponta ainda que os Estados Unidos também desejam aumentar a sua exportação de soja para a China e que os dois países estão negociando um acordo comercial. “Como lidar com essa questão, seja diversificando com novos produtos ou abrindo novos mercados”, reflete. “Precisamos estar atentos às mudanças de cenários geopolíticos e também de política interna da China para nos posicionar de forma estratégica”, relata Larissa.

No que se refere às exigências do mercado internacional para a exportação de soja, Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, do Ministérios da Agricultura afirma que o Brasil vem recebendo notificações da China relacionadas a pragas quarentenárias, principalmente de sementes quarentenárias em cargas de soja, e até relato de soja tratadas com fungicidas. “Tivemos inclusive, esse ano, cinco empresas que foram suspensas para exportação de soja, mas conseguimos reverter a situação nos comprometendo que resolveríamos o problema. Por isso, precisamos ter toda cadeia produtiva ciente das suas responsabilidades para não provocar complicações nas nossas exportações”, alerta Caruso.

Fátima Parizzi, consultora técnica ABIOVE, apresentou as medidas de monitoramento e de controle que precisam ser intensificadas pela cadeia produtiva com intuito de minimizar as notificações da China. “Há pontos a serem melhorados, desde a produção no campo até a expedição do produto, especialmente com relação à presença de sementes quarentenárias. A recomendação passa pela intensificação das boas práticas agrícolas no campo de produção, assim como as boas práticas de armazenagem nas unidades armazenadoras. Esse processo visa minimizar os riscos de notificações”, orienta Fátima

Para abordar os aspectos legais e normativos para exportação de soja geneticamente modificada (transgênicos) à China, o Seminário contou com a palestra da Catarina Pires, diretora de Biotecnologia da da CropLife. Segundo ela, a convergência regulatória em biotecnologia pode impactar as exportações de commodities agrícolas, especialmente para a China. “Hoje o Brasil tem um quadro regulatório que leva, em média, um ano e meio para aprovar os produtos transgênicos, mas a China tem levado, em média cinco anos. Esse descompasso gera um impacto econômico, mas o Brasil e a China podem cooperar para que os sistemas regulatórios sejam mais convergentes e harmonizados. “Se superarmos esse desafio, teremos um acréscimo de mais de 1 bilhão de dólares para a cadeia exportadora de produtos agrícolas, por ano”, calcula Catarina

O VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja é promovido pela Embrapa Soja em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (APROSOJA MS), Associação dos Produtores de Soja do Paraná (APROSOJA PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Angola avançam em pautas agropecuárias durante encontros com autoridades angolanas


Dando início às agendas da missão oficial em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com o presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, e com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano. Os encontros ocorreram na última terça-feira (19).

O tema da reunião foi a participação do Fundo em projetos produtivos para produção de grãos, que estão sendo elaborados entre os governos brasileiro e angolano, com participação do setor privado brasileiro. Também foi tratada a possibilidade de parceria entre empresas brasileiras e o Fundo Soberano em projeto de produção de cana-de-açúcar.

“Fomos tratar das garantias que Angola deve oferecer para os projetos estruturantes que estamos fazendo e que avançaram bem. Estamos aqui para avançar cada vez mais no crescimento da agropecuária brasileira e angolana”, afirmou o ministro Fávaro.

Na ocasião, o presidente Armando Manuel afirmou que o projeto produtivo agrícola está entre as prioridades da instituição e sinalizou positivamente o interesse do Fundo no empreendimento.

A primeira reunião sobre o tema ocorreu em julho deste ano, durante visita do presidente do Fundo ao Brasil. Na oportunidade, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fávaro e Manuel discutiram a possibilidade de investimentos financeiros nos dois países para intensificar a produção de alimentos.

Ainda na terça-feira, o ministro Carlos Fávaro se encontrou com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, para tratar da produção de alimentos por meio do acordo Brasil-Angola, que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GTI BR-AO), instituído em julho deste ano entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o objetivo de elaborar propostas para o estabelecimento de uma parceria entre os dois países a fim de enfrentar desafios como altos custos de produção, carência de unidades de armazenagem e infraestrutura básica no meio rural, entre outros.

Participaram da comitiva a embaixadora do Brasil no país africano, Eugênia Barthelmess; o subsecretário de Orçamento e Planejamento do Mapa, Fernando Soares; o adido agrícola, José Guilherme Leal; e empresários brasileiros.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores ganham mais eficiência com gestão integrada e comparação de custos


Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros utilizam sistemas de gestão integrados. Essa baixa adesão revela um desafio histórico do agro: unir a complexidade financeira, o manejo agrícola e a diversidade de culturas em uma única plataforma de controle. Nesse cenário, a AEGRO apresenta seu plano premium como um divisor de águas para propriedades que buscam eficiência e maior rentabilidade.

Segundo Pedro Dusso, CEO da AEGRO, o novo plano foi pensado para produtores que já trabalham com múltiplas atividades e tecnologias, mas ainda não encontraram uma ferramenta completa para gerenciar todas as etapas da operação. “O plano premium segue a linha de todos os nossos serviços, que é entregar uma solução ponta a ponta, do campo ao escritório. Agora, o produtor pode integrar finanças, agricultura de precisão, telemetria de máquinas e gestão de insumos em um só lugar”, explica.

Um dos diferenciais é a integração de Business Intelligence (BI) ao sistema. Antes restrito a relatórios fixos, a plataforma agora permite personalizar dados e indicadores de acordo com a realidade de cada fazenda. “Uma propriedade de mil hectares em Cruz Alta é diferente de mil hectares em Maracaju ou Sorriso. O BI torna possível adaptar relatórios e análises para atender às necessidades de cada cliente”, ressalta Dusso.

Além da tecnologia, o plano premium incorpora atendimento especializado. Para o executivo, um dos maiores gargalos do agro não é mais a falta de ferramentas digitais, mas sim a escassez de mão de obra qualificada para operá-las. “Um bom operador de pulverizador, um bom analista financeiro ou até mesmo um agrônomo experiente ainda são raros em muitas regiões do país. Por isso, decidimos oferecer não só o software, mas também a gestão pronta para produtores que não têm como estruturar isso dentro de casa”, afirma.

Outro destaque é o CompareSafras, recurso que amplia a transparência nos custos de produção e preços de insumos. Com base em informações anonimizadas de quase 6 mil fazendas, somando mais de 5 milhões de hectares, o produtor consegue comparar seus resultados com médias regionais e estaduais. “É como se a troca de experiências entre vizinhos fosse ampliada para milhares de propriedades. O agricultor pode saber, por exemplo, o preço médio do glifosato na região ou como seu custo de produção se compara ao dos vizinhos. É uma forma de aumentar a eficiência e identificar oportunidades de melhoria”, explica o CEO.

O acesso ao CompareSafras funciona por sistema de troca dupla: para visualizar as informações, o produtor precisa compartilhar seus próprios dados, que são processados de forma anônima e consolidados em estatísticas gerais. Assim, cada usuário consegue ajustar filtros e obter comparações alinhadas à sua realidade produtiva.

Para Dusso, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e suporte especializado marca um novo momento na gestão rural brasileira. “Nosso objetivo é dar ao produtor mais clareza, mais informação e mais poder de decisão. Quem tiver acesso a dados de qualidade e conseguir transformá-los em ação será o grande vencedor nos próximos anos”, conclui.

Clique aqui e assista a reportagem. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue cauteloso no Sul do Brasil


O mercado de trigo no Sul do Brasil segue marcado pela cautela, especialmente no Rio Grande do Sul, onde compradores e vendedores ainda aguardam definições sobre a qualidade e o volume da nova safra. Segundo informações da TF Agroeconômica, a forte resistência dos produtores em aceitar os preços oferecidos para a safra nova pode alterar a tendência natural de queda, com expectativa de valorização nos próximos meses.

No estado gaúcho, o mercado disponível permanece lento, com negócios pontuais para agosto e maior concentração em setembro. As indicações de preços variam conforme qualidade e localização, oscilando entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 a tonelada, com os moinhos relatando moagem reduzida e margens estreitas. Até o momento, cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, sendo 60 mil destinadas à exportação e 30 mil para abastecer moinhos. No cenário internacional, o trigo argentino para dezembro vem sendo pressionado por maior oferta prevista, resultando em preços até US$ 10/t abaixo do spot.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue vindo do trigo gaúcho, mantendo os preços estáveis entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 FOB, acrescidos de frete e impostos. Nos preços pagos diretamente ao produtor, houve recuos em diversas praças, com valores variando de R$ 72,00 a R$ 78,00 a saca, dependendo da região. O estado ainda não apresenta indicações consistentes para a safra nova.

Já no Paraná, o mercado permanece travado, com produtores resistindo a vender nos patamares atuais. No spot, os preços recuaram levemente para R$ 1.400,00 CIF, enquanto no futuro ficaram próximos de R$ 1.300,00 CIF. O trigo paraguaio aparece como alternativa, mas enfrenta dificuldades logísticas, enquanto o produto argentino segue competitivo em Curitiba e nos Campos Gerais. Os preços médios pagos aos agricultores caíram 0,23% na semana, para R$ 75,87/saca, mantendo margens de lucro próximas a 4%, embora o mercado futuro já tenha oferecido oportunidades mais atrativas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil quer ser protagonista em alimento e energia limpa


Na manhã de quinta-feira, 21 de agosto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sediou o Seminário Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo, que reuniu lideranças do agronegócio e do Parlamento brasileiro para discutir o papel estratégico do país na produção de alimentos e biocombustíveis. O encontro destacou a força do agro nacional na oferta de proteínas animais e vegetais, além do protagonismo brasileiro na transição para uma matriz energética mais limpa.

Brasil na vanguarda da produção sustentável

O presidente da CNA, João Martins, ressaltou os avanços tecnológicos da nutrição animal e como isso colocou o Brasil em posição de liderança mundial na produção de carnes.

“Hoje, nossas cadeias de aves e suínos apresentam níveis de eficiência muito superiores aos da década de 1970. O frango, por exemplo, melhorou em 40% sua eficiência alimentar para atingir o mesmo peso. Nossa carne bovina é a mais sustentável do planeta”, destacou Martins.

Ele também reforçou que a integração entre o setor agropecuário e os biocombustíveis é estratégica para o futuro. “Estamos engajados para que o Brasil se mantenha na vanguarda mundial, tanto em energia limpa quanto na oferta de alimentos de qualidade”, completou.

Piauí e o avanço do Cerrado

O deputado federal Flávio Nogueira (PI) trouxe a experiência do seu estado, que nos últimos 15 anos se consolidou como uma nova fronteira agrícola do Brasil.

“O Piauí deixou de ser apenas pecuária e cajueiro para se transformar em grande produtor de soja e milho. Esse avanço impulsiona também a pecuária, os frigoríficos e a geração de empregos. Isso nos dá orgulho, porque é o agro que coloca o Brasil como referência internacional”, afirmou.

Nogueira reforçou ainda que o Brasil tem a missão de expandir o uso de energias renováveis. “Eventos como esse são fundamentais para que possamos reduzir cada vez mais o uso do diesel fóssil, uma demanda global em prol do clima”, completou.

Previsibilidade e reconhecimento internacional

Já o deputado federal Arnaldo Jardim, presidente da Comissão de Transição Energética, destacou os desafios regulatórios e a importância de políticas consistentes para dar segurança ao setor.

“O Brasil já avança para misturas mais elevadas de biodiesel e isso cria um mercado cativo, que traz previsibilidade. O problema é que muitas vezes decisões conjunturais sobre preços atrasam esse processo. Não podemos quebrar a confiança da cadeia produtiva”, alertou.

Jardim também chamou atenção para o papel do Brasil na agenda climática internacional:

“O etanol e o biodiesel são instrumentos de descarbonização, mas esse benefício é computado no capítulo energia e não no agro. Precisamos corrigir essa distorção, pois o campo é fundamental no combate às mudanças climáticas. Se o mundo fizesse o que o Brasil já faz, estaríamos muito mais avançados nessa agenda”, reforçou.

Desafios do crédito e da comunicação

Presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Alceu Moreira defendeu mudanças estruturais no modelo de crédito e seguro rural, além de maior inteligência estratégica na abertura de mercados internacionais.

“Nosso modelo de crédito ainda é da década de 1950. Quem produz acaba pagando pelos que não cumprem. Precisamos de uma plataforma de crédito positivo, que premie o produtor honesto e dê previsibilidade à produção”, destacou.

O parlamentar também ressaltou que o setor precisa se comunicar melhor com o consumidor internacional, diante das barreiras ambientais e comerciais impostas a produtos brasileiros:

“Não adianta fazer discursos inflamados. O que precisamos é conquistar a dona de casa na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. É ela quem decide na prateleira do supermercado. Temos de mostrar rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade dos nossos produtos, com comunicação inteligente e transparente”, afirmou Moreira.

Ele ainda lembrou que o avanço do biodiesel e do etanol está gerando desenvolvimento social no interior do Brasil. “Vimos comunidades que antes viviam na pobreza agora construindo cooperativas, frigoríficos e lojas a partir da economia circular do agro. Esse é o Brasil real que precisamos fortalecer”, concluiu.

 Convergência entre alimento e energia

A cadeia das proteínas está no centro de dois grandes desafios globais: a segurança alimentar e a transição energética. Para os líderes presentes, o Brasil tem todas as condições de se consolidar como protagonista mundial em ambas as frentes.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custo do milho atinge maior nível em três safras e pressiona rentabilidade do produtor em MT



Alta de insumos eleva ponto de equilíbrio e exige preço mínimo de R$ 39,88/sc




Foto: Divulgação

O produtor mato-grossense de milho terá um desafio adicional na próxima safra. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), por meio do projeto CPA-MT, o custo de produção do milho para a temporada 2025/26 fechou o mês de julho em R$ 3.279,54 por hectare, representando um avanço de 1,37% em relação ao mês anterior.

Esse acréscimo, embora aparentemente discreto, foi impulsionado por reajustes nos preços de insumos estratégicos: sementes (+1,09%) e corretivos e fertilizantes (+2,41%). Como reflexo direto, o Custo Operacional Efetivo (COE) também subiu, alcançando R$ 4.767,00 por hectare — elevação de 1,01% frente ao relatório de junho.

Com o avanço das despesas, o ponto de equilíbrio para o produtor modal também foi ajustado. Considerando uma produtividade média de 119,54 sacas por hectare (média das últimas três safras), será necessário negociar o milho a, no mínimo, R$ 39,88 por saca para cobrir os custos operacionais.

Segundo o Imea, esse é o maior ponto de equilíbrio registrado nas últimas três safras — um alerta claro de que o ambiente de produção está mais sensível e demandando atenção redobrada à gestão de custos e estratégias comerciais.

“A pressão sobre os preços e a necessidade de maior produtividade reforçam a importância de o produtor acompanhar de perto as movimentações de mercado e buscar eficiência operacional”, destaca o instituto.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Importações de fertilizantes recuam 18,5% no Mato Grosso



Comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos




Foto: Divulgação

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (18), Mato Grosso importou cerca de 617,15 mil toneladas de fertilizantes em julho de 2025, volume 8,86% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento das compras de nitrogenados, com alta de 361,89%, e de fosfatados, com avanço de 75%.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o estado importou 2,97 milhões de toneladas de fertilizantes, uma queda de 18,51% em relação ao mesmo período de 2024. “Esse é o menor volume adquirido nos últimos seis anos”, informou o Imea.

Veja também: Fertilizantes mais caros elevam cautela de produtores

De acordo com o Instituto, a retração está diretamente ligada ao encarecimento dos fertilizantes. Muitos produtores aguardam uma redução nos preços, mas em alguns produtos essa queda não se concretizou. “O comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos”, avaliou o Imea.

O ritmo de comercialização dos insumos para a safra 2025/26 também foi afetado. Até julho, o índice estava cerca de 12,58 pontos porcentuais abaixo do observado na safra anterior, configurando, segundo o Imea, a temporada mais atrasada da série histórica do Instituto.

O cenário, conforme o Imea, pode indicar não apenas um menor investimento por parte dos produtores na próxima safra, mas também possíveis entraves logísticos. “Muitos postergaram suas compras e ainda não garantiram todos os insumos necessários”, informou..

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mamona ajuda a regenerar solos no Cerrado


A mamona vem ganhando espaço como alternativa para regeneração do solo em sistemas de rotação de culturas no Cerrado, com destaque para a Bahia e o Mato Grosso. O cultivo contribui para reduzir a compactação e aumentar a retenção de água, trazendo benefícios diretos à sustentabilidade da produção agrícola.

Segundo Igor Borges, head de sustentabilidade da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL — a mamona possui sistema radicular profundo, que auxilia na descompactação do solo, no controle natural de nematoides e até na recuperação de pastagens degradadas. Além disso, a oleaginosa demanda menos água para completar seu ciclo e ajuda a estruturar melhor o solo em áreas de baixa fertilidade.

De acordo com dados da Conab, a área plantada no Brasil chegou a 64,2 mil hectares na safra 2024/25, aumento de 9,4% em relação ao ciclo anterior. A produtividade também subiu, alcançando 1.693 kg/ha. A Bahia lidera a produção, com 36,3 mil toneladas, seguida por Mato Grosso, com 1.814 toneladas. O mercado reforça o avanço: em janeiro, a saca de mamona valorizou 36%, passando de R$ 199,70 para R$ 272,50.

“A mamona demanda menos água para fechamento do seu ciclo em relação a outras culturas utilizadas no cerrado e ainda contribui para uma estruturação mais eficiente do solo e maior retenção hídrica, principalmente em áreas de baixa fertilidade”, explica o head de sustentabilidade da ORÍGEO.

A ORÍGEO tem incentivado produtores a incluírem a mamona em programas de agricultura regenerativa, especialmente na entressafra. A estratégia, segundo Borges, amplia a diversidade produtiva, melhora a saúde do solo, quebra o ciclo de pragas e aumenta a resiliência diante das mudanças climáticas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Em nota, Brasil rebate alegações dos EUA sobre comércio


O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (18) comentários escritos ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação aberta contra políticas brasileiras, amparada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974. A elaboração do documento foi coordenada pelo Itamaraty, com participação de diferentes ministérios e consultas ao setor privado.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a manifestação do Brasil mostra que as alegações norte-americanas são improcedentes. O texto afirma que as políticas nacionais em análise são transparentes, não discriminatórias e compatíveis tanto com as melhores práticas internacionais quanto com as obrigações do País perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na manifestação, o governo brasileiro também reiterou que não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301. Para o Itamaraty, esses mecanismos “são inconsistentes com as regras e o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”. O ministério ressaltou ainda que a participação do Brasil no processo ocorre em “espírito de diálogo e de esclarecimento de fatos” e não constitui reconhecimento da validade do procedimento.

Segundo a chancelaria, a premissa de prejuízo ao comércio dos Estados Unidos “é inverídica, sendo contraditada pelos fatos e pelas estatísticas disponíveis”. O Itamaraty destacou que há, na realidade, “expressivo e crescente superávit comercial em favor dos EUA na relação com o Brasil”.

A investigação, de caráter unilateral, foi anunciada em 15 de julho de 2025 e abrange temas como comércio digital — incluindo o Pix —, tarifas preferenciais, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, aplicação de leis anticorrupção e desmatamento.

Em nota, o governo brasileiro reafirmou disposição em tratar de questões econômicas e comerciais “de forma construtiva e por meio do diálogo nos foros apropriados”.

Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, realizada em 13 de agosto, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, reforçou o interesse do governo federal em buscar negociação com os Estados Unidos. “O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. Estamos muito empenhados em comunicar ao lado americano que de fato a relação comercial Brasil é um ganha-ganha, que interessa aos dois países. Há muita complementaridade econômica. Isso gera emprego e investimentos para os dois lados, de maneira que é importante valorizar essa relação comercial”, afirmou.

Dados oficiais reforçam essa posição. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os Estados Unidos mantêm superávit expressivo na relação bilateral. Em 2024, considerando bens e serviços, o saldo favorável aos norte-americanos foi de quase US$ 30 bilhões. As exportações brasileiras de bens para os EUA somaram US$ 40,3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 40,6 bilhões.





Source link