sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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China assume liderança em inovação agroquímica



Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas



Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos
Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos – Foto: Canva

A indústria chinesa de proteção de cultivos passa por uma transformação estrutural, segundo análise de Fabio Sgarbi, Founder & CEO da StrategicAg Consulting. Por décadas, o setor foi marcado pelo modelo pós-patente, focado em volume, baixo custo e agilidade no registro, mas sinais recentes apontam para uma mudança de mentalidade em direção à inovação, diferenciação e liderança tecnológica. Esse movimento pode reposicionar a China como protagonista global em agroquímicos, com reflexos diretos na competitividade do agronegócio mundial.

Entre 2020 e 2024, o país aprovou 85 novos pesticidas baseados em 59 ingredientes ativos, dos quais 67% são biopesticidas — um dado que mostra não apenas diversificação, mas também alinhamento com a agenda de sustentabilidade. No mesmo período, de 63 novos ingredientes ativos reconhecidos pela ISO em inglês, 29 tiveram origem chinesa, sinalizando reconhecimento internacional da inovação do país. 

Outro destaque é o incentivo à nanotecnologia, promovido pelo 14º Plano Quinquenal e regulamentado em 2024. Ensaios iniciais indicam que pesticidas nanoformulados, aplicados com drones, podem reduzir o uso em mais de 30%, combinando eficiência agronômica e menor impacto ambiental. Além disso, avanços em biossíntese, biopesticidas de RNA e aplicações microbianas começam a deixar os laboratórios para serem testados em escala comercial.

“A indústria de proteção de cultivos da China pode estar se perguntando agora: Por que continuar apenas com esforços em produtos pós-patente com margens baixas, se agora também podemos inovar e capturar mais valor no mercado? Certamente, nos próximos cinco anos, poderemos ver essa transição no mercado de defensivos na China, de “Me too” → “Me better” → “Me first” — e isso poderá redefinir as regras do jogo no agronegócio global”, conclui.

 





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Brasil importa o maior volume de fertilizantes do ano


O Brasil importou em julho o maior volume de fertilizantes do ano, somando 4,79 milhões de toneladas, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a DATAGRO, o resultado representou alta de 15,6% em relação a junho e de 7,1% frente a julho de 2024, estabelecendo um recorde histórico para o mês. No acumulado de 2025, as compras brasileiras totalizam 24,2 milhões de toneladas, avanço de 8,8% sobre igual intervalo do ano anterior, superando o recorde de 2022 em 2,2%.

Entre janeiro e julho, a Rússia manteve a liderança no fornecimento, com 6,88 milhões de toneladas embarcadas, ou 28,2% do total, um crescimento de 18% frente a 2024. A China ganhou destaque, exportando 5,14 milhões de toneladas, avanço expressivo de 75,7%, enquanto o Canadá, com 3,1 milhões de toneladas, recuou 2,2% e ficou em terceiro lugar. O porto de Paranaguá (PR) foi a principal porta de entrada dos insumos, seguido por Santos (SP) e Rio Grande (RS).

O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas e pela guerra tarifária liderada pelos Estados Unidos, ampliou riscos de interrupções no comércio global e pressionou os preços. A Índia foi a mais recente a ser impactada, sofrendo aumento de tarifas de importação para 50%. Esse contexto levou produtores latino-americanos a anteciparem compras, elevando a demanda e sustentando a alta das cotações. O preço médio CIF dos compostos NP chegou a US\$ 570,87/t em julho, alta de 13,2% no mês e 15,9% em um ano, enquanto ureia, MAP e KCl subiram entre 5% e 7%.

Com as importações em trajetória ascendente, o dispêndio brasileiro já alcança US\$ 8,8 bilhões, aumento de 16% em relação a 2024. Fertilizantes representaram 5,2% das importações totais do país. A tendência é de manutenção da firmeza nos preços no segundo semestre, período sazonalmente aquecido. 

 





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Wall Street sobe com Nasdaq na liderança dos ganhos impulsionado por Apple


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Por Caroline Valetkevitch

(Reuters) – As ações dos Estados Unidos encerraram em alta nesta quarta-feira, lideradas por um ganho de mais de 1% no índice de tecnologia Nasdaq, com os papéis da Apple subindo após a notícia de seus planos de anunciar uma promessa de fabricação doméstica, e com o último conjunto de balanços corporativos sendo, em sua maioria, positivo.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,72%, para 6.344,67 pontos. O Nasdaq avançou 1,21%, para 21.168,52 pontos. O Dow Jones subiu 0,18%, para 44.191,16 pontos.

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Soja fecha em leve alta em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (21) com leves ganhos, em um movimento de compras de oportunidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 0,20% ou 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1.015,00. Já a posição de novembro avançou 0,22% ou 2,25 cents/bushel, para US$ 1.036,00. No segmento de derivados, o farelo de soja para setembro registrou alta de 1,57%, a US$ 292,00/ton curta, enquanto o óleo recuou 0,93%, cotado a US$ 51,20/libra-peso.

O movimento altista foi sustentado principalmente por compras de ocasião, já que os preços se mantêm em níveis considerados atrativos. Por outro lado, os bons rendimentos observados nos levantamentos do ProFarmer atuaram como fator de contenção, limitando o avanço das cotações. A excursão apontou produtividade recorde em Nebraska e números consistentes em Indiana, reforçando a tendência já observada em estados como Dakota do Sul e Ohio. Com a safra americana avançando em bom ritmo e sem novas compras chinesas, o espaço para altas mais expressivas segue restrito.

No campo das notícias externas, a falta de demanda chinesa continua sendo um ponto de preocupação. A Associação Americana de Soja (ASA) chegou a enviar uma carta ao ex-presidente Donald Trump pedindo que a oleaginosa fosse prioridade nas negociações com Pequim, diante do “abismo comercial e financeiro” enfrentado pelos produtores. Até o momento, não houve resposta do governo norte-americano, nem movimentações de compra por parte da China.

O ProFarmer, em seu segundo dia de tour, registrou números históricos em Nebraska, com 1.348,31 vagens em áreas de 90 cm x 90 cm — superando inclusive o recorde de 2010. Em Indiana, foram contabilizadas 1.376,59 vagens, número acima da média de três anos, mas abaixo do observado em 2024. Nesta quinta-feira, as atenções se voltam para os campos do oeste de Iowa e Illinois, regiões chave para consolidar as estimativas da safra norte-americana.

 





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Soja ensaia aumentar competitividade


As exportações de soja do Rio Grande do Sul continuam fortes se considerar a safra atual, segundo informações da TF Agroeconômica. “No mercado interno, a comercialização segue limitada por preços pouco atrativos, levando muitos produtores a adiarem as negociações e manterem o grão estocado. Preços reportados para pagamento em 29/08 (entrega agosto) ficaram em R$ 141,50 (-1,04%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente”, comenta.

Santa Catarina mantém atenção à mão de obra e acompanha oscilações globais da soja. “Entre os fatores que também impactam a cadeia produtiva está a decisão do CADE de suspender a Moratória da Soja, medida que reconfigura estratégias de comercialização e planejamento em diversos estados que nós já havíamos discutido ontem. Ademais, a comercialização da safra 24/25 segue avançando, mas 25/26 está lenta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,83”, completa.

Avanços logísticos reforçam a competitividade da soja paranaense. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,49 (-0,21%). Em Cascavel, o preço foi 129,83 (-1,86%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,90 (-2,16%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,69 (+1,51%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,99. preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o cenário da soja, embora sem informações específicas de grande destaque no dia corrente, reflete as tendências e desafios que permeiam o agronegócio brasileiro. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,81 (+0,34%), Campo Grande em R$ 123,81 (-0,79%), Maracaju em R$ 123,81 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,55 (-0,01%), Sidrolândia a em R$ 123,81 (-0,79%)”, informa.

Alta fiscalização e mercado aquecido no Mato Grosso. “As variações nos fretes de grãos também influenciam a dinâmica do setor, com custos subindo em algumas rotas e caindo em outras, impactando o escoamento para portos e centros de distribuição. Campo Verde: R$ 121,96 (-1,37%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,82 (+1,42%), Nova Mutum: R$ 122,82 (+1,42%). Primavera do Leste: R$ 121,96 (-1,37%). Rondonópolis: R$ 121,96 (-1,37%). Sorriso: R$ 122,82 (+1,42%)”, conclui.

 





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Milho segue distinto entre B3 e Chicago


O mercado de milho apresentou movimentos distintos entre a B3 e a Bolsa de Chicago nesta quarta-feira. Segundo informações da TF Agroeconômica, enquanto no Brasil os contratos futuros recuaram, em Chicago houve leve alta impulsionada por compras de oportunidade.

Na B3, os preços foram pressionados por realização de lucros após a sequência de altas recentes. A queda do dólar também contribuiu para a desvalorização, já que uma moeda brasileira mais forte reduz a competitividade do milho nacional no mercado externo. Apesar da melhora gradual nas exportações, o produto brasileiro ainda é considerado caro para alguns destinos. No fechamento do dia, o contrato de setembro/25 terminou cotado a R$ 65,37, com queda de R$ 0,88 no dia e alta de R$ 0,52 na semana. Já novembro/25 fechou a R$ 68,20, recuo de R$ 0,78 no dia e avanço de R$ 1,23 na semana, enquanto janeiro/26 encerrou em R$ 70,74, queda de R$ 0,72 no dia e alta de R$ 0,74 na semana.

Em Chicago, o milho registrou alta moderada, puxada por compras de oportunidade diante dos preços mais baixos no mercado norte-americano. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, avançou 0,13% ou $ 0,50 cents/bushel, fechando em $ 380,00. Já o de dezembro subiu 0,19% ou $ 0,75 cents/bushel, encerrando em $ 404,00. A leve recuperação ocorreu mesmo diante da supersafra nos Estados Unidos, que se equilibra com uma demanda aquecida. 

Os levantamentos do ProFarmer indicam produtividade acima da média histórica em Indiana e Nebraska, enquanto exportadores confirmaram novas vendas para México e Colômbia. Com isso, o mercado de milho segue dividido entre pressões externas e internas, refletindo tanto a força do dólar quanto a dinâmica da oferta norte-americana e a competitividade brasileira.

 





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Mercado de milho estagnado


Mercado travado e forte dependência de milho externo marcam o estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra permanecem em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não-Me-Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para agosto, os pedidos variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto o preço futuro para fevereiro/2026 está em R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem negócios estagnados e pressão sobre produtores. “Em Campos Novos, as pedidas chegam a R$ 80,00/saca, contra ofertas de até R$ 70,00. No Planalto Norte, solicitações estão em R$ 75,00 e ofertas em torno de R$ 71,00, o que mantém a liquidez muito baixa. A falta de negócios já leva alguns agricultores a reduzirem investimentos para o próximo ciclo”, informa.

A safra recorde avança, mas a liquidez continua baixa no Paraná. “Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas localidades, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que impede avanços nas negociações. Nos levantamentos regionais, surgiram leves ajustes para cima, apesar da pressão de queda no cenário nacional: Metropolitana de Curitiba em R$ 66,90, Oeste Paranaense a R$ 55,14, Norte Central a R$ 55,70 e Centro Oriental a R$ 57,19, com variações entre R$ 54,00 e R$ 64,00/saca”, completa.

No Mato Grosso do Sul, a colheita está atrasada em comparação com o ano anterior, mas a produtividade é maior. “O comércio de milho no estado segue lento, sem grande volume de negócios. As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 52,00/saca, refletindo leves altas nos últimos dias, mas ainda sem estímulo suficiente para movimentar o mercado. Produtores e compradores continuam resistentes em fechar contratos”, indica.

 





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Geopolítica da soja traz desafios técnicos e comerciais para manutenção da liderança brasileira


A soja é o principal produto de exportação agrícola brasileiro e, do total exportado, aproximadamente 75% tem como destino a China. Para trazer um panorama dos desafios que perpassam esse mercado, a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, abordou a centralidade da China na geopolítica da soja frente aos crescentes controles e demanda durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, em Londrina (PR).

“É preciso avaliar a perspectiva do Brasil em relação à China, seu principal cliente, e também a perspectiva chinesa, que não necessariamente se sente confortável com uma dependência excessiva de um único fornecedor”, avalia. Larissa aponta ainda que os Estados Unidos também desejam aumentar a sua exportação de soja para a China e que os dois países estão negociando um acordo comercial. “Como lidar com essa questão, seja diversificando com novos produtos ou abrindo novos mercados”, reflete. “Precisamos estar atentos às mudanças de cenários geopolíticos e também de política interna da China para nos posicionar de forma estratégica”, relata Larissa.

No que se refere às exigências do mercado internacional para a exportação de soja, Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, do Ministérios da Agricultura afirma que o Brasil vem recebendo notificações da China relacionadas a pragas quarentenárias, principalmente de sementes quarentenárias em cargas de soja, e até relato de soja tratadas com fungicidas. “Tivemos inclusive, esse ano, cinco empresas que foram suspensas para exportação de soja, mas conseguimos reverter a situação nos comprometendo que resolveríamos o problema. Por isso, precisamos ter toda cadeia produtiva ciente das suas responsabilidades para não provocar complicações nas nossas exportações”, alerta Caruso.

Fátima Parizzi, consultora técnica ABIOVE, apresentou as medidas de monitoramento e de controle que precisam ser intensificadas pela cadeia produtiva com intuito de minimizar as notificações da China. “Há pontos a serem melhorados, desde a produção no campo até a expedição do produto, especialmente com relação à presença de sementes quarentenárias. A recomendação passa pela intensificação das boas práticas agrícolas no campo de produção, assim como as boas práticas de armazenagem nas unidades armazenadoras. Esse processo visa minimizar os riscos de notificações”, orienta Fátima

Para abordar os aspectos legais e normativos para exportação de soja geneticamente modificada (transgênicos) à China, o Seminário contou com a palestra da Catarina Pires, diretora de Biotecnologia da da CropLife. Segundo ela, a convergência regulatória em biotecnologia pode impactar as exportações de commodities agrícolas, especialmente para a China. “Hoje o Brasil tem um quadro regulatório que leva, em média, um ano e meio para aprovar os produtos transgênicos, mas a China tem levado, em média cinco anos. Esse descompasso gera um impacto econômico, mas o Brasil e a China podem cooperar para que os sistemas regulatórios sejam mais convergentes e harmonizados. “Se superarmos esse desafio, teremos um acréscimo de mais de 1 bilhão de dólares para a cadeia exportadora de produtos agrícolas, por ano”, calcula Catarina

O VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja é promovido pela Embrapa Soja em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (APROSOJA MS), Associação dos Produtores de Soja do Paraná (APROSOJA PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).





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Brasil e Angola avançam em pautas agropecuárias durante encontros com autoridades angolanas


Dando início às agendas da missão oficial em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com o presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, e com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano. Os encontros ocorreram na última terça-feira (19).

O tema da reunião foi a participação do Fundo em projetos produtivos para produção de grãos, que estão sendo elaborados entre os governos brasileiro e angolano, com participação do setor privado brasileiro. Também foi tratada a possibilidade de parceria entre empresas brasileiras e o Fundo Soberano em projeto de produção de cana-de-açúcar.

“Fomos tratar das garantias que Angola deve oferecer para os projetos estruturantes que estamos fazendo e que avançaram bem. Estamos aqui para avançar cada vez mais no crescimento da agropecuária brasileira e angolana”, afirmou o ministro Fávaro.

Na ocasião, o presidente Armando Manuel afirmou que o projeto produtivo agrícola está entre as prioridades da instituição e sinalizou positivamente o interesse do Fundo no empreendimento.

A primeira reunião sobre o tema ocorreu em julho deste ano, durante visita do presidente do Fundo ao Brasil. Na oportunidade, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fávaro e Manuel discutiram a possibilidade de investimentos financeiros nos dois países para intensificar a produção de alimentos.

Ainda na terça-feira, o ministro Carlos Fávaro se encontrou com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, para tratar da produção de alimentos por meio do acordo Brasil-Angola, que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GTI BR-AO), instituído em julho deste ano entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o objetivo de elaborar propostas para o estabelecimento de uma parceria entre os dois países a fim de enfrentar desafios como altos custos de produção, carência de unidades de armazenagem e infraestrutura básica no meio rural, entre outros.

Participaram da comitiva a embaixadora do Brasil no país africano, Eugênia Barthelmess; o subsecretário de Orçamento e Planejamento do Mapa, Fernando Soares; o adido agrícola, José Guilherme Leal; e empresários brasileiros.

 





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Produtores ganham mais eficiência com gestão integrada e comparação de custos


Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros utilizam sistemas de gestão integrados. Essa baixa adesão revela um desafio histórico do agro: unir a complexidade financeira, o manejo agrícola e a diversidade de culturas em uma única plataforma de controle. Nesse cenário, a AEGRO apresenta seu plano premium como um divisor de águas para propriedades que buscam eficiência e maior rentabilidade.

Segundo Pedro Dusso, CEO da AEGRO, o novo plano foi pensado para produtores que já trabalham com múltiplas atividades e tecnologias, mas ainda não encontraram uma ferramenta completa para gerenciar todas as etapas da operação. “O plano premium segue a linha de todos os nossos serviços, que é entregar uma solução ponta a ponta, do campo ao escritório. Agora, o produtor pode integrar finanças, agricultura de precisão, telemetria de máquinas e gestão de insumos em um só lugar”, explica.

Um dos diferenciais é a integração de Business Intelligence (BI) ao sistema. Antes restrito a relatórios fixos, a plataforma agora permite personalizar dados e indicadores de acordo com a realidade de cada fazenda. “Uma propriedade de mil hectares em Cruz Alta é diferente de mil hectares em Maracaju ou Sorriso. O BI torna possível adaptar relatórios e análises para atender às necessidades de cada cliente”, ressalta Dusso.

Além da tecnologia, o plano premium incorpora atendimento especializado. Para o executivo, um dos maiores gargalos do agro não é mais a falta de ferramentas digitais, mas sim a escassez de mão de obra qualificada para operá-las. “Um bom operador de pulverizador, um bom analista financeiro ou até mesmo um agrônomo experiente ainda são raros em muitas regiões do país. Por isso, decidimos oferecer não só o software, mas também a gestão pronta para produtores que não têm como estruturar isso dentro de casa”, afirma.

Outro destaque é o CompareSafras, recurso que amplia a transparência nos custos de produção e preços de insumos. Com base em informações anonimizadas de quase 6 mil fazendas, somando mais de 5 milhões de hectares, o produtor consegue comparar seus resultados com médias regionais e estaduais. “É como se a troca de experiências entre vizinhos fosse ampliada para milhares de propriedades. O agricultor pode saber, por exemplo, o preço médio do glifosato na região ou como seu custo de produção se compara ao dos vizinhos. É uma forma de aumentar a eficiência e identificar oportunidades de melhoria”, explica o CEO.

O acesso ao CompareSafras funciona por sistema de troca dupla: para visualizar as informações, o produtor precisa compartilhar seus próprios dados, que são processados de forma anônima e consolidados em estatísticas gerais. Assim, cada usuário consegue ajustar filtros e obter comparações alinhadas à sua realidade produtiva.

Para Dusso, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e suporte especializado marca um novo momento na gestão rural brasileira. “Nosso objetivo é dar ao produtor mais clareza, mais informação e mais poder de decisão. Quem tiver acesso a dados de qualidade e conseguir transformá-los em ação será o grande vencedor nos próximos anos”, conclui.

Clique aqui e assista a reportagem. 





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