quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Pelotas conclui etapa do Terra Forte para famílias rurais



Os encontros foram realizados nesta quinta-feira (18/12)



Foto: Victor Cassol/Ascom Emater/RS-Ascar

Os encontros realizados nesta quinta-feira (18/12) com os selecionados para o Programa Operação Terra Forte nos municípios de Arroio Grande e Piratini marcaram o encerramento da série de eventos promovidos em todos os 22 municípios da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Com essa etapa concluída, a região inicia o próximo ano com foco total na fase de diagnósticos das propriedades rurais das 1.066 famílias beneficiárias do Programa.

Os encontros tiveram início no dia 10 de dezembro e foram conduzidos pelos extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar em cada município, que se dedicaram à finalização desta fase preparatória para garantir que todas as famílias selecionadas recebessem as orientações. O objetivo foi apresentar as futuras etapas do programa, responsabilidades e compromissos dos selecionados, cronograma de ações para diagnóstico e plano de ação de acordo com a fase de seleção, linhas tecnológicas e síntese das práticas conservacionistas, além de esclarecer dúvidas. De acordo com o extensionista rural da Instituição e um dos coordenadores do Terra Forte na região, Fernando Horn, os resultados foram muito positivos, pois os eventos tiveram adesão do público.

Com o encerramento dos encontros, a região está organizada para avançar para a fase de diagnósticos, que envolve visitas técnicas e caminhada nas propriedades rurais. Nessa etapa, serão realizadas coletas de amostras de solo para análise e aplicados questionários que abordam os eixos social, ambiental e produtivo, permitindo uma avaliação detalhada da realidade de cada unidade a ser atendida. O objetivo é construir projetos individualizados para aplicação do recurso de R$ 30 mil destinados à cada propriedade em ações sustentáveis, com acompanhamento técnico especializado.

O Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha, conhecido como Operação Terra Forte, é considerado a maior iniciativa de recuperação de solos já proposta pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Com recursos do Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs) o programa tem o objetivo de promover acompanhamento e assistência técnica para adoção de práticas que fortaleçam a resiliência climática da agricultura familiar. A iniciativa é liderada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executada pela Emater/RS-Ascar. Com investimento previsto de R$ 903 milhões, irá beneficiar diretamente 15 mil famílias e alcançar até 150 mil unidades produtivas em 495 municípios.

 





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Abate de fêmeas sustenta preços da pecuária em 2025


A pecuária de corte brasileira registrou recuperação de preços ao longo de 2025, com maior intensidade no segundo semestre, impulsionada principalmente pelo aumento no abate de fêmeas. Segundo informações da Emater-MG, esse movimento reduziu a oferta futura de animais e contribuiu para a sustentação dos valores no mercado.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em setembro, mostram que, no segundo trimestre de 2025, o abate de fêmeas somou 19,35 milhões de cabeças, crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2024. Pela primeira vez desde 1997, o volume de fêmeas abatidas superou o de machos. Do total, 33% foram novilhas, o equivalente a 5,05 milhões de cabeças, alta de 23,1% na comparação anual.

Com a redução do número de matrizes disponíveis, a expectativa do setor é de menor oferta de bezerros em 2026 e maior retenção de fêmeas para reprodução. Esse cenário tende a diminuir a disponibilidade de carne no mercado e pressionar os preços para cima.

No comércio exterior, o ano também foi marcado pela busca de novos destinos para a carne bovina brasileira após o embargo dos Estados Unidos. As exportações avançaram em ritmo acelerado ao longo de 2025. Em novembro, os embarques atingiram 356 mil toneladas, crescimento de 36,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A receita acompanhou esse desempenho, com aumento de 51,9%, alcançando US$ 1,87 bilhão, sendo 318 mil toneladas de carne in natura. “O Brasil nunca exportou tanta carne em termos de volume e saldo de vendas, embora já tenhamos tido épocas com a cotação da arroba mais alta”, afirmou o coordenador citado no levantamento. A China manteve-se como principal destino, respondendo por cerca de metade da receita, seguida pela União Europeia e pela Rússia.

Com o mercado interno mais ajustado e o cenário externo apresentando relação favorável entre oferta e demanda, a Emater-MG projeta manutenção de preços firmes para 2026. A expectativa é de que a arroba do boi gordo e o valor do bezerro sigam valorizados, inclusive no primeiro semestre, período que tradicionalmente concentra maior oferta de animais.





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Tensões comerciais e oportunidades no mercado de bioestimulantes


Uma discussão de especialistas globais sobre tarifas, dinâmicas comerciais e posicionamento estratégico de mercado foi uma das grandes atrações do Biostimulants World Congress 2025, realizado recentemente em Barcelona. O painel de lideranças reuniu executivos do setor para abordar os desafios urgentes que estão remodelando o cenário global de bioestimulantes.

O moderador do painel, Massimo Toni, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios na DunhamTrimmer Bio Intelligence, estruturou o debate em torno de questões críticas: Como as tarifas estão impactando as estratégias de negócios? Quais mercados apresentam as maiores oportunidades? E quais considerações devem moldar o planejamento do amanhã?

Harmonização regulatória em pauta

 

Lorenzo Gallo, Vice-Presidente da Green Has, identificou a Ásia e a América Latina como as maiores fronteiras de oportunidade para o setor, observando que as interrupções nas cadeias de suprimentos causadas por conflitos geopolíticos criaram aberturas de mercado inesperadas.

Contudo, Gallo enfatizou que a classificação de produtos continua sendo um obstáculo fundamental. “Os bioestimulantes não se encaixam nos códigos aduaneiros existentes devido à sua diversidade”, explicou, acrescentando que as autoridades por vezes forçam a classificação junto a produtos de biocontrole. Ele defendeu a harmonização dos marcos regulatórios entre os países e destacou a importância da educação do produtor rural para maximizar a adoção dessas tecnologias.

Mudanças climáticas impulsionam adoção de bioestimulantes

 

Sameer Tandon, Diretor Regional para a Europa na UPL, ressignificou a incerteza como um catalisador para a inovação. “As mudanças climáticas estão transformando a forma como fazemos agricultura, e os bioestimulantes são a chave”, afirmou, destacando o Brasil como um mercado particularmente promissor.

Tandon enfatizou que empresas que trazem inovações genuínas e baseadas em pesquisa encontrarão compradores, pontuando que o crescimento do mercado demonstra uma aceitação crescente. “As estratégias de go-to-market desempenharão um papel crucial”, complementou.

Microbiológicos e penetração de mercado

 

Sandeepa Kanitkar, MD e fundadora da Kan Biosys, destacou a relevância contínua dos Estados Unidos para os bioestimulantes microbiológicos, ao mesmo tempo em que reconheceu que o ambiente regulatório europeu está gerando grandes expectativas. Ela apontou a evolução do comportamento do produtor no uso de bioinsumos como uma tendência central, estabelecendo uma meta ambiciosa: fazer com que os bioinsumos representem 40% do orçamento de insumos dos agricultores nos próximos anos.

Navegando pela incerteza tarifária

  

Julio Angel Perez Romero, CEO da Algaenergy, caracterizou a incerteza tarifária como um desafio central para empresas importadoras, instando a indústria a buscar mercados abertos a alternativas. “O Brasil demonstra essa flexibilidade”, observou.

Prem Warrior, consultor estratégico em agricultura, encerrou a discussão afirmando que “a mudança é a nova constante”. Ele sugeriu que as tarifas americanas estão abrindo oportunidades para fornecedores alternativos, citando a posição do Brasil na soja como exemplo. Warrior enfatizou a importância crítica de demonstrar a eficácia do produto ao cliente e previu que a inovação intensiva e as parcerias estratégicas serão vitais para o sucesso futuro.

O painel reforçou que a indústria vive um ponto de inflexão, onde a complexidade regulatória, as mudanças geopolíticas e os imperativos climáticos convergem para redesenhar a competitividade no mercado global de bioestimulantes.

   





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Chuvas e tempestades não dão trégua nesta sexta, 19


Pancadas de chuva devem atingir grande parte do Brasil nesta sexta-feira (19), com maior intensidade durante a tarde e a noite, segundo informações do Meteored. A previsão indica a atuação de instabilidades em áreas do Centro-Oeste e Norte, além de trechos do Sudeste e do Nordeste, elevando o risco de transtornos associados ao mau tempo.

Diante do cenário previsto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de chuvas intensas que abrangem integralmente 12 estados e partes de outros cinco. Conforme o órgão, as áreas sob aviso podem registrar volumes elevados de chuva em curto intervalo de tempo, acompanhados por rajadas de vento e descargas elétricas.

Os alertas incluem todo o território do Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Tocantins. Também estão sob aviso quase a totalidade do Espírito Santo e de Minas Gerais, além de áreas específicas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Amapá, Maranhão, Piauí e do oeste da Bahia. Nessas regiões, há risco de interrupções no fornecimento de energia elétrica, quedas de galhos, alagamentos urbanos e elevação rápida do nível de rios.

De acordo com o Meteored, no Norte e no Centro-Oeste as pancadas de chuva podem ocorrer ao longo de todo o dia, enquanto no Sudeste a tendência é de intensificação dos temporais entre a tarde e a noite. “As tempestades se formam de maneira mais expressiva nesses períodos, quando há maior aquecimento da atmosfera”, informa a plataforma meteorológica.

A instabilidade atmosférica é favorecida pelos resquícios de uma frente fria sobre o Sudeste, que contribuem para a organização dos ventos e para a convergência de umidade em grande parte do país. Esse padrão, segundo a análise meteorológica, impulsiona a formação de pancadas localizadas, algumas acompanhadas de trovoadas.

Diante da possibilidade de eventos mais severos, a recomendação é evitar deslocamentos durante o mau tempo e seguir as orientações das autoridades locais. Em caso de ventos fortes, o Inmet orienta que a população evite permanecer sob árvores ou próximo a estruturas metálicas. Durante tempestades com raios, o órgão alerta para o risco de permanecer em áreas abertas ou em construções pequenas, que podem atrair descargas elétricas.

O instituto também reforça que, durante temporais, o uso de aparelhos conectados à rede elétrica deve ser evitado e que áreas de encosta merecem atenção redobrada, devido ao risco de deslizamentos. Segundo o Meteored, acompanhar as previsões atualizadas para cada município é fundamental para reduzir impactos e evitar situações de risco.





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Chuvas reduzem déficit hídrico na safra de arroz


A semeadura do arroz no Rio Grande do Sul está na fase final, com menos de 5% da área projetada ainda por implantar, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Segundo o órgão, “o retorno das chuvas na primeira quinzena de dezembro foi fundamental para a regularização da germinação”, reduzindo a necessidade de banhos iniciais e favorecendo o início e a consolidação da irrigação contínua.

Apesar de desuniformes, as precipitações também contribuíram para a recomposição de mananciais, reservatórios e cursos hídricos, ampliando a disponibilidade de água para a condução da safra. A Emater/RS-Ascar avalia que, de modo geral, “o estabelecimento das lavouras é satisfatório”, com bom estande e crescimento inicial uniforme.

Em áreas pontuais, no entanto, o excesso de chuva provocou alagamentos e danos em taipas, o que exigiu reparos para manter a lâmina de água. Ainda assim, o desenvolvimento das lavouras já implantadas não foi comprometido.

O informativo aponta ajustes na área efetivamente cultivada em algumas regiões, associados a restrições financeiras e ao cenário da cadeia orizícola. “Esses ajustes não têm comprometido o desempenho das lavouras estabelecidas”, destaca a Emater/RS-Ascar.

Os tratos culturais seguem em andamento, com foco no controle de plantas invasoras e na adubação nitrogenada em cobertura, conforme o escalonamento da semeadura dentro do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

A área cultivada com arroz no Estado está estimada em 920.081 hectares, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), enquanto a produtividade projetada é de 8.752 kg por hectare, de acordo com a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, as chuvas beneficiaram principalmente as áreas recém-semeadas que enfrentavam déficit hídrico. Em Aceguá, houve registros de inundações pontuais e danos em taipas. Na Fronteira Oeste, em São Gabriel, o plantio foi concluído após atraso, enquanto em São Borja parte reduzida da área foi implantada dentro da janela preferencial. Em Itaqui, consolidou-se a maior redução regional, com queda de 12,5% da área inicialmente estimada.

Na região de Pelotas, a semeadura foi finalizada e as lavouras estão em fase vegetativa, com evolução considerada normal. As chuvas registradas entre 7 e 13 de dezembro promoveram a recuperação dos mananciais, garantindo condições hídricas adequadas ao ciclo.

Em Santa Maria, o plantio supera 90% da área prevista, embora haja indicativos de redução em função de limitações de financiamento. Em Cachoeira do Sul, 98% da área estimada já foi implantada, com lavouras em estádio inicial e início das aplicações de herbicidas e adubação em cobertura.

Na região de Soledade, a semeadura está concluída e as lavouras seguem em fase vegetativa, com avanço gradual do manejo da água e continuidade dos tratos culturais, especialmente a adubação nitrogenada em cobertura.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de arroz no Estado apresentou leve alta semanal. Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, o valor passou de R$ 53,31 para R$ 53,42, uma elevação de 0,21%.





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Produtores colhem milho-verde e mantêm plantio escalonado



Colheita de milho-verde segue ativa em Lajeado



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18), a cultura do milho-verde está em fase de colheita e comercialização na região administrativa de Lajeado, com destaque para o município de Cruzeiro do Sul.

Segundo o relatório, “os produtores seguem realizando o plantio de forma escalonada, em intervalos quinzenais, com o objetivo de garantir oferta contínua do produto durante o período de colheita”, iniciado na segunda quinzena de novembro. Nas áreas implantadas mais precocemente, as espigas já foram colhidas e as plantas derrubadas para a implantação de novos cultivos, geralmente com milho para a mesma finalidade ou, em alguns casos, com rotação para soja, milho grão ou silagem. Ainda conforme a Emater/RS-Ascar, “o preço recebido pelo agricultor na propriedade está em R$ 0,35 por unidade”.





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Biodiversidade redefine desafios da agricultura


A biodiversidade é um elemento central para a produção agrícola, ao sustentar processos naturais que garantem a produtividade e a resiliência das lavouras. A interação entre plantas, animais, insetos, fungos e microrganismos forma ecossistemas complexos que fornecem serviços essenciais, como polinização, controle de pragas, armazenamento de água e regulação do clima, fundamentais para o funcionamento da agricultura.

Apesar de seu papel estratégico, a agricultura também é apontada como o principal fator de perda de biodiversidade no mundo. A conversão de áreas naturais em lavouras e pastagens, a extração intensiva de água doce para irrigação e a poluição provocada pelo uso de fertilizantes e pesticidas permitiram ganhos expressivos de produção, mas ampliaram a pressão sobre os ecossistemas. A degradação desses sistemas naturais compromete serviços essenciais ao próprio setor produtivo, elevando riscos à produtividade e à estabilidade das atividades no campo.

A importância do tema foi reforçada com o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, lançado em 2022, que estabelece metas para conter e reverter a perda de biodiversidade. O acordo prevê que os governos signatários desenvolvam e implementem políticas nacionais alinhadas a esses objetivos, o que tende a provocar mudanças relevantes na forma como a agricultura é conduzida. Em paralelo, empresas do setor de alimentos e do agronegócio passaram a incorporar riscos e impactos relacionados à natureza em suas estratégias de sustentabilidade, ampliando ações voltadas ao apoio aos produtores rurais.

A intensificação das exigências regulatórias e a redução dos serviços ecossistêmicos representam riscos crescentes, enquanto iniciativas públicas e privadas podem abrir novas fontes de renda. Entre elas estão subsídios, programas corporativos e mercados emergentes de créditos de biodiversidade e pagamentos por serviços ecossistêmicos, que estimulam práticas produtivas mais resilientes e alinhadas à conservação ambiental.

“A biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, está se tornando também uma questão de negócios, ao oferecer potenciais novas fontes de receita, melhor acesso ou posicionamento de mercado, além de maior resiliência, garantindo os recursos naturais dos quais dependem as lavouras e a pecuária”, conclui.

 





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Boi gordo fecha semana sem mudanças em SP



Mercado pecuário encerra semana estável



Foto: Pixabay

O mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo nesta sexta-feira (19), conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Segundo a consultoria, o ritmo de negócios foi mais lento, comportamento comum para o encerramento da semana, intensificado pela saída temporária de parte dos negociantes devido às festividades previstas para os próximos dias. “Os compradores que ainda ajustavam suas escalas para o fim do ano seguiram negociando nos mesmos patamares de preços do dia anterior”, informou a Scot.

De acordo com o levantamento, as escalas de abate atendiam, em média, nove dias, indicando equilíbrio entre oferta e demanda nas praças paulistas.

No Pará, as cotações permaneceram inalteradas nas três regiões pecuárias do estado. A Scot Consultoria destacou que a operação dos frigoríficos ocorreu de forma parcial durante os feriados, o que contribuiu para a manutenção de um ritmo de compras mais ajustado.

Na Bahia, o mercado apresentou recuos pontuais. Na região Sul, o boi gordo registrou queda de R$ 3,00 por arroba, enquanto a vaca teve desvalorização de R$ 2,00 por arroba, sem alteração nos preços da novilha. Já na região Oeste, a cotação do boi gordo caiu R$ 1,00 por arroba e a da vaca recuou R$ 2,00 por arroba, com estabilidade para a novilha, segundo a Scot.





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Cotrijal repassa recursos e incentiva renovação do CAF


A Cotrijal reuniu, nesta terça-feira, 16, dirigentes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STR’s) para o repasse anual de recursos às instituições. O encontro, realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, também reforçou a parceria e apoio mútuo das entidades em prol dos produtores rurais.

Ao todo, a Cotrijal repassou mais de R$274,6 mil para 45 STR’s que integram a área de atuação da cooperativa. Os valores são referentes à doação anual realizada pela Cotrijal, além da contribuição por saca de soja comercializada por associados que possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF.

“A Cotrijal firmou, ao longo dos anos, uma parceria sólida e de confiança com os sindicatos dos municípios de sua área de atuação. Esse repasse anual de recursos representa o reconhecimento ao trabalho sério e comprometido que essas entidades desenvolvem em defesa dos produtores rurais. Por isso, esse apoio reforça nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades rurais”, ressaltou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.

Os dirigentes reforçaram a importância dos valores recebidos para o desenvolvimento das atividades sindicais. “Assim como a Cotrijal é parceira do agricultor nos 365 dias do ano, não é diferente para o conjunto do movimento sindical. O ano de 2025 foi muito desafiador em diversos sentidos, e, no decorrer do ano, sempre pudemos contar com o apoio da Cotrijal”, afirmou o presidente do STR de Não-Me-Toque/RS, Maiquel Junges.

Além disso, os líderes ressaltaram a parceria histórica em defesa dos produtores rurais. “Esse repasse, além de ajudar financeiramente a entidade, é um reconhecimento de um trabalho conjunto de várias décadas. Sempre estamos juntos pois representamos uma categoria única, que são os trabalhadores e trabalhadoras rurais. Nós defendemos o mesmo público, os mesmos interesses e discutimos juntos para avançar e dar qualidade de vida à nossa sociedade”, reforçou Hélio Bernardi, presidente do STR de Carazinho/RS.

A reunião também reforçou a importância da busca ativa por produtores para renovação e enquadramento no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF, antiga Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O registro é requisito para o acesso de agricultores familiares às políticas públicas de apoio e incentivo à produção agrícola familiar. Além disso, parte do valor repassado aos Sindicatos é calculado com base no número de sacas de soja comercializadas por associados que possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF.

“Nós conversamos com os presidentes dos sindicatos para realizar um trabalho conjunto para buscar aqueles que eventualmente perderam a o registro para que, futuramente, nós possamos distribuir ainda mais recursos para os sindicatos”, destacou Schroeder.

Os superintendentes Administrativo-Financeiro, Marcelo Ivan Schwalbert, e Comercial, Jairo Marcos Kohlrausch, também participaram do encontro, ressaltando as pautas em comum com os sindicatos e o trabalho em prol dos associados.





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portos superam 42 milhões de toneladas em 2025


Os portos públicos do Rio Grande do Sul movimentaram 42.373.432 toneladas entre janeiro e novembro de 2025, registrando o maior volume desde 2021. O total representa crescimento de 3,01% em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 2,30% na comparação com 2023. Segundo o governo do Estado, o resultado reforça a importância da infraestrutura portuária gaúcha para o suporte às cadeias agrícola e industrial e ao escoamento de commodities para o mercado externo.

O Porto do Rio Grande respondeu por 40.884.088 toneladas do total movimentado, concentrando mais de 96% das operações realizadas nos portos públicos estaduais. Na comparação anual, o terminal registrou crescimento de 3,67%. A composição das cargas foi liderada pelo granel sólido, responsável por 59,82% das operações, seguido pela carga geral, com 32,5%, e pelo granel líquido, que representou 7,6%.

Entre os produtos com maior expansão, a celulose alcançou 3,8 milhões de toneladas, alta de 13,67%, enquanto o farelo de soja somou 4 milhões de toneladas, crescimento de 17,47%. O milho registrou 787 mil toneladas movimentadas, avanço de 810% em relação ao ano anterior. Também houve aumento no transporte de carnes, que totalizou 877 mil toneladas, crescimento de 5,4%, e de sulfatos, que atingiram 1 milhão de toneladas, com elevação de 40,66%.

A movimentação de contêineres no Porto do Rio Grande também apresentou crescimento expressivo. Até novembro, foram registrados 934.691 TEUs, aumento de 29,11% em comparação com o mesmo período de 2024. Os maiores percentuais de crescimento ocorreram em maio, janeiro e outubro, indicando intensificação das operações ao longo do segundo semestre.

O Porto de Pelotas movimentou 1.171.480 toneladas no acumulado até novembro de 2025, crescimento de 10,37% na comparação anual. A operação foi concentrada principalmente no transporte de toras de madeira, que superaram 1 milhão de toneladas. Também houve movimentação de clínquer, com 98,7 mil toneladas, e de soja em grão, que somou 12,7 mil toneladas.

Em sentido contrário, o Porto de Porto Alegre registrou retração de 50,14% na movimentação de cargas entre janeiro e novembro de 2025, totalizando 317.864 toneladas. As operações envolveram principalmente fertilizantes, com 199,5 mil toneladas, além de trigo, com 49,7 mil toneladas, e sal, que alcançou 14,1 mil toneladas. O governo estadual informou que a redução está relacionada ao processo de recuperação após as enchentes e às obras de dragagem da hidrovia.

De acordo com a administração portuária, a expectativa é de retomada gradual da capacidade operacional do Porto de Porto Alegre à medida que a navegação de longo curso for liberada. “Com o avanço da dragagem, o porto deverá recuperar sua função estratégica no escoamento de cargas”, destacou o governo do Estado.

No comércio exterior, a China manteve-se como principal parceiro dos portos públicos gaúchos. Nas exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande, o país asiático recebeu 9 milhões de toneladas, o equivalente a 39,49% do total exportado. Vietnã, Coreia do Sul, Indonésia e Estados Unidos também figuraram entre os principais destinos.

Nas importações, a China liderou com 2,3 milhões de toneladas, representando 21,52% do total. Argentina, Rússia, Arábia Saudita e Canadá completaram o grupo de principais países de origem das mercadorias movimentadas.

Entre janeiro e novembro, os portos públicos do Estado operaram cerca de 3.500 embarcações, entre navios e barcaças. O Porto do Rio Grande concentrou aproximadamente 2.900 dessas operações. Segundo a administração do sistema portuário, a expectativa é que o encerramento de 2025 mantenha a trajetória de crescimento observada ao longo do ano, consolidando o papel estratégico dos portos públicos gaúchos no cenário nacional e internacional.





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