sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Preços internacionais apertam milho brasileiro



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados
Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados – Foto: Canva

O cenário global do milho segue desafiador, com super safra nos Estados Unidos e estoques elevados pressionando os preços internacionais. Dados recentes do USDA indicam produtividade média de 188,8 bushels por acre e colheita total de 425,3 milhões de toneladas, com estoques finais americanos estimados em 53,8 milhões de toneladas. Para o consultor da Céleres, Enilson Nogueira, o contexto sugere que os preços devem permanecer apertados, exigindo atenção dos produtores para a geração de margem nos próximos ciclos.

Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados, que tornam o crédito mais caro, e a necessidade de monitorar o câmbio, atualmente na faixa de R$ 5,40 a R$ 5,50 por dólar, que ainda garante competitividade, mas pode afetar margens caso haja valorização. “Este cenário reforça ainda mais o desafio para 2026, que deve ser mais um ano em que o produtor precisará olhar com muita atenção para o elemento da geração de margem”, destaca.

A estratégia apontada por Nogueira é focar em eficiência operacional e produtiva, produzindo mais com menos, além de adotar gestão assertiva de insumos e comercialização. Planejamento financeiro e uso de tecnologias agrícolas são considerados essenciais para manter a rentabilidade diante de margens estreitas.

A orientação para o próximo ciclo é clara: produtores que conseguirem unir tecnologia, eficiência e bom planejamento estarão melhor posicionados para enfrentar a pressão de custos e preços internacionais. “Isso será um diferencial para atravessar esse período de margens extremamente apertadas”, conclui.

 





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Escolha a semente certa para a pastagem



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio”



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio"
“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio” – Foto: Canva

A escolha de sementes de qualidade é decisiva para o sucesso da pecuária, influenciando diretamente a produtividade da pastagem e a capacidade de suporte do rebanho. Sementes bem selecionadas permitem uma pastagem mais uniforme, com menor necessidade de ressemeadura, maior resistência e melhor aproveitamento já 60 a 70 dias após a emergência, enquanto pastagens mal formadas podem levar até dois anos para uso.

“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio, redução de falhas e menor necessidade de ressemeadura, além de contribuírem para a formação de pastagens mais resistentes e produtivas a longo prazo”, detalha Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro.

Fatores como tipo de solo, clima, finalidade do sistema pecuário e resistência a pragas devem guiar a escolha das sementes. Investir em sementes de alta pureza e germinação, analisar e corrigir o solo antes do plantio e respeitar o período de formação do pasto são fundamentais para evitar prejuízos. A diversificação de forrageiras também é recomendada para reduzir riscos ligados a variações climáticas.

Diferentes espécies oferecem características distintas: os panicuns se destacam pela alta produtividade, palatabilidade e vigor, mas exigem solos férteis e adubação constante, enquanto as braquiárias demandam atenção à variedade escolhida e ao manejo de pragas, como a cigarrinha. Ferramentas como o aplicativo “Pasto Certo”, da Embrapa, podem auxiliar na escolha da espécie ideal, cruzando informações de solo, clima e objetivos de uso.

“Espécies de forrageiras introduzidas no mercado sem pesquisas podem acabar reduzindo os ganhos do pecuarista e até causar prejuízos, porque não se conhece o seu real comportamento. É importante que o pecuarista sempre considere o que é vantajoso para o sucesso de seu negócio, sempre alinhado às práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente. A preservação do solo está diretamente atrelada as boas práticas na propriedade. O sucesso da pecuária brasileira depende em grande medida desse cuidado, e o progresso do produtor rural é resultado de suas escolhas, neste caso, a adoção correta de sementes para pastagem tendem a contribuir para o melhor resultado”, orienta o especialista.

 





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Controle eficaz da Rhizoctoniose na bataticultura


A Rhizoctoniose, popularmente conhecida como “mancha-asfalto”, é uma das principais doenças que afetam a bataticultura, com potencial de comprometer toda a área plantada se não houver manejo adequado. A Sipcam Nichino Brasil, empresa global com portfólio voltado à hortifruticultura, destaca o fungicida Pulsor® 240 SC como ferramenta eficiente no controle da doença.

O produto, do grupo das carboxanilidas, possui ação sistêmica, preventiva e curativa, e deve ser aplicado no sulco do plantio. Segundo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa, o fungicida atua em diversas fases do Rhizoctonia solani, oferecendo efeito residual prolongado e proteção ao longo de quase todo o ciclo da batata.

A Rhizoctoniose se manifesta principalmente em solos frios de regiões de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, afetando o estande, a uniformidade e a produtividade das lavouras, além de favorecer o surgimento de outras doenças, como podridão-das-raízes, cancros e tombamentos.

Quando aplicado preventivamente, Pulsor® 240 SC forma uma camada de proteção no solo e é absorvido pela planta, protegendo brotos e hastes até a colheita. O fungicida se destaca ainda pela relação custo-benefício favorável, oferecendo segurança ao produtor frente aos prejuízos da mancha-asfalto.

“Trata-se de um fungicida de ação sistêmica, do grupo das carboxanilidas. Age por translocação lenta, com propriedades preventiva e curativa. Atua nas diversas fases do fungo ‘Rhizoctonia solani’ e pode ser utilizado no manejo da doença ao longo da maior parte do ciclo da batata. O fungicida se destaca nas pesquisas, também, por apresentar efeito residual prolongado e prover ação preventiva”, ele acrescenta. “Entrega relação custo-benefício favorável e se consolida como uma opção segura ante os prejuízos potenciais da mancha-asfalto”, comenta Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa.

 





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Safra recorde e tecnologia impulsionam o agro



A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho



A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho
A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho – Foto: Canva

O agronegócio brasileiro se aproxima de uma colheita histórica. A Conab projeta uma produção de 345,2 milhões de toneladas de grãos em 2024/25, superando em mais de 24 milhões de toneladas o recorde anterior de 2022/23. O avanço não se deve apenas à expansão da área plantada, mas também ao uso crescente de tecnologias digitais e ferramentas de análise de qualidade, que tiveram crescimento de 23% no primeiro semestre de 2025, segundo a Pensalab.

A tecnologia tem sido adotada por médios produtores de soja e milho, que utilizam equipamentos NIR de bancada para analisar rapidamente umidade e proteína dos grãos. Essa prática melhora a negociação com cooperativas e tradings, otimiza o momento da colheita e evita perdas financeiras, antes restrita apenas a grandes grupos.

“A prática evita descontos na comercialização, otimiza o momento da colheita e melhora a negociação com tradings e cooperativas. Esse movimento mostra que a análise deixou de ser exclusividade de grandes estruturas e passou a fazer parte da rotina produtiva também dos médios produtores”, comenta o gerente de aplicação e produtos da Pensalab, Rafael Cares.

Inovações em automação, inteligência artificial e portabilidade estão transformando a instrumentação analítica. Equipamentos NIR com calibrações inteligentes e ICP-OES de alta sensibilidade permitem análises rápidas e precisas de diferentes cultivares, tornando a agricultura de precisão acessível a produtores menores.

“O acesso a tecnologias como o NIR portátil ou de bancada, por exemplo, já permite ao produtor avaliar a qualidade dos grãos na própria fazenda, sem esperar a análise do armazém ou da cooperativa. Isso antecipa decisões de colheita e reduz perdas. Além disso, a maior disponibilidade de laboratórios regionais equipados com ICP-OES, que atendem pequenos produtores com análise de solo e fertilizantes, democratiza o acesso à agricultura de precisão. A tendência é que esses instrumentos deixem de ser apoio técnico e passem a ser ferramentas estratégicas no dia a dia do campo”, conclui

 





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Estoque logístico cresce e supera marca histórica



Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe



 Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe
Esses segmentos têm ampliado suas operaçõe – Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de galpões logísticos atingiu um marco histórico no segundo trimestre de 2025, ultrapassando 41 milhões de metros quadrados de estoque total, segundo levantamento da consultoria Buildings. O setor cresceu 970 mil m² em relação ao trimestre anterior, impulsionado pelo avanço do e-commerce e pela forte demanda de agronegócio e indústria, que expandem operações e necessitam de mais espaços para armazenagem e distribuição.

A Sort Investimentos, que administra mais de R$ 3 bilhões em ativos logísticos, movimentou R$ 96 milhões em negociações no primeiro semestre, 30% a mais que em 2024. Com taxa de vacância abaixo de 3% e valorização de 15% nos ativos no semestre, a empresa projeta alta de até 20% no valor dos galpões até o fim do ano.

“Além do avanço expressivo de gigantes do comércio eletrônico como Mercado Livre, Shopee e Amazon, que seguem investindo maciçamente em centros de distribuição, setores como agronegócio e indústria também vêm ganhando protagonismo nas negociações. Esses segmentos têm ampliado suas operações e apresentado grande demanda por galpões neste ano, o que surpreendeu o mercado. No caso do agronegócio, o aumento das exportações e a necessidade de armazenagem de insumos e equipamentos têm elevado a demanda por novos espaços. Já a indústria é pelo fato da expansão de parques fabris e a busca por estruturas mais eficientes para distribuição”, explica Douglas Curi, sócio da Sort Investimentos.

Cidades do litoral de Santa Catarina, como Itajaí e Navegantes, registraram valor médio de R$ 4.800/m², enquanto Araquari e Garuva, com preços de R$ 3.500/m², despontam como regiões com maior potencial de valorização em 2025, devido à localização estratégica para escoamento de cargas rumo a São Paulo, principal mercado consumidor do país.

 





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Fundo FIAGRO capta R$ 450 milhões para agronegócio



A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs



A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs
A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs – Foto: Canva

O agronegócio brasileiro dá mais um passo rumo à expansão do financiamento via mercado de capitais. Foi estruturado recentemente um fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC) voltado para viabilizar recursos para atividades do setor agrícola, com potencial de captação de até R$ 450 milhões. A operação reforça a consolidação do FIAGRO como ferramenta eficiente, unindo a força produtiva do campo à sofisticação do mercado financeiro.

A iniciativa contou com a liderança da Integral Investimentos na modelagem e gestão estratégica do fundo, enquanto a Integral Trust forneceu soluções tecnológicas e atuou como servicer. A Kinea Investimentos assumiu o papel de investidor âncora, reforçando seu compromisso com ativos de renda fixa ligados ao agronegócio. A Eurochem, empresa global de fertilizantes, é a principal beneficiária da estrutura, que também teve participação da Ace na validação jurídica dos contratos e da Oliveira Trust como administrador e custodiante.

A operação evidencia a crescente atratividade dos FIAGROs para investidores que buscam rentabilidade com risco equilibrado, além de demonstrar a importância de estruturas robustas e especializadas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. “Apoiarmos um dos principais players globais do mercado de fertilizantes como a Eurochem reforça nosso objetivo de oferecer soluções financeiras customizadas e saudáveis para o setor do agronegócio. Além disso, o Fiagro Fidc Eurochem é um exemplo do nosso compromisso em buscar resultados balanceando riscos e rentabilidade para nossos investidores”, afirma Felipe Greco, gestor dos Fiagros da Kinea.

Com a captação prevista de R$ 450 milhões, o fundo reforça o papel da securitização como instrumento estratégico para financiar a expansão do setor agroindustrial, mostrando que o casamento entre campo e mercado financeiro pode gerar resultados expressivos e sustentáveis. “Essa operação representa mais um passo relevante na consolidação do FIAGRO FIDC como ferramenta eficiente de financiamento para o agronegócio. Conseguimos estruturar uma solução sob medida para um player global como a Eurochem, conectando a força do campo à inteligência do mercado financeiro de forma segura, transparente e escalável”, comenta Cristiano Greve, head de estruturação da Integral Investimentos.

 





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Energia solar impulsiona o agronegócio



Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica



Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica
Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica – Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro, responsável por 23,2% do PIB em 2024 e por mais de 28 milhões de postos de trabalho no último ano, também é um dos maiores consumidores de energia do país, respondendo por 5,7% da eletricidade usada, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A análise é de David Lobo Sigismondi, diretor Comercial na Axial Brasil.

Diante desse cenário, a energia solar fotovoltaica surge como alternativa estratégica para reduzir custos e emissões no campo. Além de alimentar sistemas de irrigação e refrigeração de grãos, a geração própria pode ser utilizada em máquinas agrícolas, diminuindo a dependência de combustíveis fósseis e ampliando a eficiência energética das propriedades.

Uma inovação em destaque é o Agritracker, tecnologia já consolidada no exterior e que começa a ganhar espaço no Brasil. O sistema ajusta dinamicamente os painéis de acordo com o movimento do sol, garantindo maior captação de radiação e permitindo a conciliação entre o cultivo agrícola e a produção de energia limpa em uma mesma área.

Projetados para diferentes tipos de cultura e com estrutura adaptada até para a passagem de colheitadeiras, os painéis móveis oferecem robustez e confiabilidade mesmo em condições extremas. Para Sigismondi, o avanço tecnológico e a queda nos custos devem tornar esse tipo de solução cada vez mais comum nas fazendas brasileiras.

“Acredito que os empreendedores do campo que adotarem os painéis solares móveis em suas propriedades terão em mãos uma solução inovadora e sustentável para o agronegócio. Com o contínuo avanço da tecnologia e a redução dos custos, a expectativa é de que o sistema se torne cada vez mais comum nas propriedades rurais país adentro”, conclui.

 





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Oriente Médio amplia dependência das importações de trigo


O Oriente Médio, que reúne países da Ásia Ocidental e o Egito, no norte da África, concentra cerca de 411 milhões de habitantes e apresenta forte dependência de importações de trigo devido à limitada capacidade de produção local. Grande parte da oferta vem de exportadores do Mar Negro, o que reforça a vulnerabilidade da região a oscilações de mercado e tensões geopolíticas. Egito, Irã, Turquia, Iraque e Arábia Saudita estão entre os principais produtores e importadores, cada qual enfrentando desafios específicos de abastecimento.

No Egito, o USDA projeta para 2025/26 uma safra de 9,3 milhões de toneladas, frente a importações de 13 milhões. O consumo deve atingir 20,4 milhões, impulsionado pelo crescimento populacional, que deve levar o país de 107 milhões para 124 milhões de habitantes até 2030, segundo a CAPMAS. Apesar de limitações como falta de água e urbanização crescente, o país se mantém como o maior importador mundial. A inflação de pães e derivados caiu de 47% para 7,2% entre fevereiro de 2024 e 2025, reflexo de maior estabilidade cambial.

O Irã, em meio a tensões com Israel, deve colher 13 milhões de toneladas, abaixo dos 16 milhões do ciclo anterior, segundo o Conselho Internacional de Grãos. As importações estão estimadas em 2,5 milhões, com destaque para a forte presença do trigo russo. Apesar do cenário de conflito, o governo afirma que o programa estratégico de compras internas segue sem interrupções, com mais de 3,8 milhões de toneladas adquiridas junto a produtores locais na primavera. Já a Turquia deve registrar produção de 18,5 milhões de toneladas, afetada por clima seco. Mesmo assim, o consumo segue elevado, com o pão ainda central na dieta, embora mudanças demográficas e de renda venham reduzindo a demanda per capita.

No Iraque, a produção prevista é de 5 milhões de toneladas, abaixo dos 6,3 milhões do ciclo anterior, com importações estimadas em 2,1 milhões. Apesar de recentes declarações oficiais de autossuficiência, a FAO alerta para perdas de produtividade ligadas à baixa precipitação. Reservas estratégicas de 5,5 milhões de toneladas garantem algum fôlego ao abastecimento. Já na Arábia Saudita, a produção local deve subir 25%, alcançando 1,5 milhão de toneladas, enquanto as importações recuam para 3,2 milhões. O consumo, projetado em 4,6 milhões, é puxado pelo crescimento do setor de alimentação fora do lar, impulsionado por megaprojetos e pelo turismo religioso e de lazer.

 





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Milho dos EUA impulsiona produção global de grãos



O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas



O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas
O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas – Foto: Agrolink

A produção mundial de grãos deve alcançar um recorde de 2,404 bilhões de toneladas no ciclo 2025-26, segundo o Relatório de Mercado de Grãos divulgado pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC) em 21 de agosto. O crescimento é impulsionado principalmente por uma revisão maior na produção de milho, especialmente nos Estados Unidos, que registraram aumento nas projeções de área plantada e produtividade.

O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas, volume 5% superior ao recorde histórico de 2024, representando o maior salto individual entre os grãos. O trigo também caminha para uma colheita recorde, com estimativa de 811 milhões de toneladas, 1,3% acima do ano anterior. Além disso, o conselho prevê ganhos menores para sorgo e aveia.

No consumo, a tendência é de expansão, com previsão de crescimento de 49 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, chegando a 2,391 bilhões de toneladas — também um recorde. Após três anos de estoques em queda, a expectativa é de um leve aumento de 13 milhões de toneladas nos estoques finais, embora ainda abaixo da média histórica.

A soja segue o mesmo movimento. O IGC elevou ligeiramente sua projeção de produção global para 430 milhões de toneladas, acima das 425 milhões do ano passado, mesmo com ajustes para baixo na safra norte-americana. O consumo deve crescer 18 milhões de toneladas, sustentado pela demanda firme. O Índice de Grãos e Oleaginosas (GOI) avançou 1% no mês, apoiado pelos preços de milho e soja, mas permanece estável frente a 2024-25, já que a forte queda de 33% nos preços do arroz compensou as altas de outras commodities.

 





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Silos secadores são solução ao déficit de armazenagem em SC


Santa Catarina registrou produção recorde de grãos na safra 2024/25. Conforme o levantamento realizado pelo Observatório do Agro Catarinense, o crescimento no volume total foi de 20,7% em comparação com ciclo 2023/24. O panorama positivo, conquistado através de múltiplos fatores como tecnologia, manejo e clima favorável, esbarra no déficit de armazenagem enfrentado pelo Estado. O Boletim Agropecuário de junho expõe o descompasso entre a produção agrícola e sua capacidade de armazenamento. Entre 2020 e 2025, a produção total de grãos aumentou 19% em Santa Catarina, enquanto os espaços destinados para sua armazenagem foram ampliados em apenas 5,1%. 

Diante deste cenário, os silos secadores são uma boa alternativa para os agricultores familiares catarinenses. O extensionista rural da Epagri em Xaxim, Jeferson Soccol, avalia que “diante do déficit de armazenamento, os silos secadores com ar natural são uma opção atrativa para os produtores. É uma tecnologia mais acessível, com custo menor, que permite que eles possam armazenar seus próprios grãos ou adquiri-los de vizinhos. Com isso, eles podem utilizá-los na alimentação dos animais ou mantê-los na propriedade para comercialização na entressafra, quando os preços costumam ser melhores”. 

A extensionista do município de Galvão, Elaine Regina Baggio, explica que os silos são utilizados para a secagem e armazenagem dos grãos, principalmente em pequenas propriedades. Eles possuem diferentes capacidades de armazenamento, que variam de 300 a até 2.500 sacos. Elaine aponta que além da redução dos custos com secagem, armazenagem, transporte e frete, os grãos colhidos na propriedade possuem qualidade superior aos recebidos dos silos comerciais, o que é um fator bastante positivo, principalmente para os produtores que se dedicam à pecuária, porque geram mais rendimento e qualidade na alimentação dos animais.

Este é o caso de Anderson Giacomin, de Galvão. Em sua propriedade, ele e a família cultivam soja, milho, trigo e feijão, adotam diversas práticas de agricultura regenerativa, como o uso de plantas de cobertura,  e ainda mantêm um pequeno rebanho de gado de corte. O agricultor relembra que a decisão de investir em um silo secador foi gradual. Eles buscavam melhorar a qualidade do grão cultivado, mas não estavam seguros de que esta fosse uma opção viável para a propriedade. Em uma feira, ele e a família viram uma miniatura do silo secador no estande da Epagri, conversaram com extensionistas, visitaram algumas propriedades que já haviam optado por este tipo de armazenagem e passaram a considerar o investimento. “Fiz o curso ‘Negócio Certo Rural’, no Sebrae e a partir de uma análise criteriosa de custo e benefícios, percebi que o silo se pagaria, então optamos pela construção em 2024”, diz. 

O agricultor relata que a Epagri prestou toda a consultoria para construção do sistema, da formulação do projeto até a execução. “A Epagri também nos indicou produtores que já haviam construído silos e isso foi determinante, porque conversar com outros produtores trouxe mais segurança para fazer esse investimento”, recorda Anderson. Elaine Baggio acredita que diante das dificuldades de armazenagem, quanto maior a divulgação dos silos secadores, maior será a procura por este sistema. Segundo ela, sempre que surge a necessidade ou o interesse dos agricultores, são realizadas capacitações coletivas ou viagens técnicas para tirar dúvidas e difundir conhecimento. 

Anderson construiu dois silos com capacidade para 2.500 sacos e já observa algumas mudanças. Segundo ele, este processo não altera as características do grão, como pode ocorrer, por exemplo, na secagem com ar aquecido. Com isso, a qualidade do grão é superior. Além de reduzir os custos, ele também consegue vender sua colheita em momentos mais favoráveis e agora destina parte do plantio de milho para a produção de farinhas, aumentando sua renda. Essas transformações geraram otimismo, que agora é repassado a outros agricultores em eventos técnicos realizados em sua propriedade. No mês de julho a família Giacomin recebeu 25 produtores rurais interessados em saber um pouco mais sobre o sistema de silos secadores. 

Os participantes da tarde de campo receberam instruções dos extensionistas da Epagri Cezar Roberto Bevilaqua, de Passos Maia, e Paulo César Menoncini, do escritório de São Carlos. O objetivo de atividades como esta é “difundir informação sobre uma tecnologia interessante que pode ser utilizada na propriedade e que vai gerar mais rendimento e qualidade nos grãos”, afirma Jeferson Soccol. No mesmo sentido, Anderson defende que é preciso difundir a ideia para outros produtores. “Com o silo secador na propriedade é possível diminuir os gastos com o frete e a armazenagem. Além disso, o agricultor pode ter acesso ao grão que ele mesmo cultivou, que costuma apresentar mais qualidade e se torna uma excelente ração, porque o processo de secagem é feito apenas com ar natural, o que mantém suas principais características”,  afirma o produtor.

Os agricultores interessados em obter mais informações sobre o funcionamento do silo e o enquadramento do sistema em suas propriedades podem procurar os escritórios municipais da Epagri. “O técnico fará o projeto e o cálculo da capacidade de armazenamento de acordo com a espécie de grão e a necessidade de cada produtor. Por isso, o custo médio depende do dimensionamento da construção. Uma das principais características do silo secador é a facilidade da construção e o produtor pode armazenar milho, feijão, trigo, soja, arroz em casca, entre outros grãos”, explica a extensionista Elaine. 

Por se tratar de uma área estratégica para o desenvolvimento da produção agrícola catarinense, a armazenagem de grãos é uma das áreas contempladas pelo programa Pronampe Agro SC, da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina. Através dele, os agricultores familiares podem obter auxílio financeiro para pagamento dos juros de financiamento contratados no Plano Safra, para investimento em suas propriedades. O pedido de adesão ao programa Pronampe Agro SC deve ser feito nos escritórios municipais da Epagri.  

 





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