quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Hora de fixar preços da soja no futuro



No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços



No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços
No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços – Foto: Divulgação

A possibilidade de mudanças no comércio internacional segue sendo um ponto de atenção para o mercado da soja. Segundo a TF Agroeconômica, se Donald Trump reatar as relações comerciais com a China e o país voltar a comprar em larga escala dos Estados Unidos, os preços em Chicago poderiam subir, mas o impacto no Brasil seria negativo. Isso porque os chineses deixariam de adquirir cerca de 20 milhões de toneladas de soja brasileira, volume que sobraria no mercado interno e pressionaria as cotações para baixo.

Diante desse risco, a consultoria recomenda que produtores brasileiros aproveitem a margem de lucro atual, estimada em 24,20%, e fixem posições no mercado futuro em Chicago ou na B3 de São Paulo, evitando vendas no físico para não correr riscos de quebra de safra. Mesmo no cenário em que a China continue priorizando a soja brasileira, a expectativa de uma produção acima de 180 milhões de toneladas na próxima safra mantém um viés de baixa, já que o aumento dos estoques internos limita novas valorizações.

No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços. Entre eles, a seca no cinturão agrícola dos EUA em um momento decisivo para a definição da produtividade e a projeção da ProFarmer de uma safra americana menor que a estimada pelo USDA. No Brasil, apesar da perspectiva de colheita maior, a demanda chinesa segue firme, contribuindo para altas acumuladas de 0,66% na semana, 2,66% no mês e 2,06% no ano, de acordo com dados do Cepea.

Por outro lado, a ausência de compras chinesas da safra 2025/26 americana, a maior contagem de vagens observada nos campos dos EUA, a volatilidade no mercado de biocombustíveis e as estimativas de safras maiores no Brasil e na Argentina atuam como fatores de baixa. A AgResource Brasil projeta que o país colherá 176,53 milhões de toneladas em 2025/26, enquanto a Argentina deve alcançar 53,60 milhões de toneladas. Esse cenário reforça a recomendação de que produtores brasileiros adotem uma estratégia de venda gradual, garantindo lucros em momentos favoráveis sem comprometer o fluxo futuro de comercialização.

 





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Soja em alta em Chicago


A soja encerrou a semana em alta na Bolsa de Chicago, sustentada por preocupações climáticas nos Estados Unidos e pelas incertezas em relação aos cortes obrigatórios de biocombustíveis. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 0,19% ou US$ 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1.036,50, enquanto o de novembro avançou 0,24% ou US$ 2,50 cents/bushel, encerrando a US$ 1.058,50.

No mercado de derivados, o farelo de soja para setembro registrou leve baixa de 0,03%, cotado a US$ 296,70 por tonelada curta, ao passo que o óleo de soja disparou 2,24%, alcançando US$ 54,84 por libra-peso. A combinação de tempo mais seco e indefinições regulatórias nos EUA deu suporte às cotações, que retornaram aos níveis observados no final de junho.

Apesar das previsões de clima quente e seco em momento crítico para o desenvolvimento das lavouras, os dados divulgados pelo ProFarmer indicaram produtividades um pouco menores que as do USDA, mas ainda dentro de um cenário de safra robusta. Em alguns estados norte-americanos, a expectativa é até de ganhos de produtividade, o que ajuda a equilibrar o mercado. Já o Conselho Internacional de Grãos (IGC) projeta uma colheita mundial recorde de 430 milhões de toneladas, acompanhada de estoques globais em 85 milhões de toneladas, reforçando a perspectiva de ampla oferta.

Com esse cenário, a soja acumulou na semana valorização de 1,39% ou US$ 14,25 cents/bushel. O farelo de soja subiu 4,69% ou US$ 13,30 por tonelada curta, enquanto o óleo avançou 3,12% ou US$ 1,66 por libra-peso, confirmando uma semana positiva para o complexo da oleaginosa.

 





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Lavouras de milho-verde iniciam produção lentamente



Frio freia crescimento do milho-verde em Bom Princípio




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de milho-verde na região de Lajeado, em Bom Princípio, seguem majoritariamente em plantio ou pré-plantio. Algumas áreas já apresentam estágios iniciais de produção, mas o crescimento tem sido lento devido às temperaturas mais baixas.

O boletim informa que a oferta reduzida tem pressionado os preços do produto. “A baixa oferta de milho-verde mantém o preço elevado, na média de R$ 4,00 por bandeja com três espigas”, destaca a análise da Emater/RS-Ascar.





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Gasolina recua 0,31% e chega a R$ 6,34 em agosto


O preço médio da gasolina nos postos brasileiros registrou leve recuo de 0,31% na primeira quinzena de agosto em comparação com julho, chegando a R$ 6,34, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A queda ocorreu no mesmo mês em que entrou em vigor a nova composição do combustível, agora com 30% de etanol anidro misturado à gasolina, o que ajudou a reduzir o custo ao consumidor. Já o etanol também apresentou retração no período, recuando 0,46% e ficando em média a R$ 4,35.

Regionalmente, todas as áreas do País acompanharam a tendência de queda da gasolina, com destaque para o Centro-Oeste, onde a redução foi de 0,62%, a R$ 6,43. O Sudeste registrou os preços mais baixos, com média de R$ 6,19, enquanto o Norte manteve os valores mais altos, em R$ 6,84. Para o etanol, o maior recuo foi no Sul, de 0,66%, a R$ 4,55. O Centro-Oeste destoou ao registrar alta de 0,23%, com preço médio de R$ 4,37.

Entre os estados, o Distrito Federal apresentou a maior queda da gasolina, de 3,11%, chegando a R$ 6,55. Já o menor preço médio foi registrado no Rio de Janeiro, de R$ 6,12, enquanto o Acre teve o valor mais alto, de R$ 7,49. No caso do etanol, o Mato Grosso liderou as altas, com avanço de 1,42% (R$ 4,28), e o Distrito Federal registrou a maior redução, de 4,22% (R$ 4,77). O Amazonas teve o preço mais elevado do biocombustível, a R$ 5,44, e São Paulo manteve o menor, a R$ 4,09.

“A entrada em vigor da nova proporção de etanol anidro na gasolina, que passou de 27% para 30%, pode ter colaborado para o recuo observado nos preços na primeira quinzena de agosto. Com mais etanol na mistura, o preço final da gasolina passa a ser mais influenciado pelo valor desse biocombustível, que atualmente está em patamar mais baixo, ajudando a reduzir o custo ao consumidor”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

 





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Inseticidas controlam até 100% dos psilídeo-dos-citros



“O ‘greening’ se converteu na preocupação central da citricultura”



“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central"
“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central” – Foto: Canva

Pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do IAC, em parceria com a Sipcam Nichino, desenvolveram uma estratégia inovadora para o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor da bactéria que transmite o greening. Os estudos, conduzidos em Cordeirópolis (SP), comprovaram a alta eficácia dos ingredientes ativos fenpiroximato, buprofezina e etofenprox, alcançando entre 75% e 100% de eficiência no combate a ninfas e adultos da praga.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa, os produtos avaliados Fujimite (fenpiroximato), Fiera (buprofezina) e Trebon (etofenprox) mostraram desempenho expressivo, inclusive quando aplicados em intervalos de sete dias, isolados ou combinados. A ação conjunta dos inseticidas, destaca Palazim, possibilita a quebra do ciclo de desenvolvimento do inseto, dificultando sua proliferação nos pomares.

“Doença mais desafiadora safra após safra, o ‘greening’ se converteu na preocupação central da cadeia citrícola”, reforça Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Cada produto possui características específicas: o Fiera atua como regulador de crescimento sobre as ninfas, o Fujimite já é usado contra o ácaro-da-leprose e o Trebon tem amplo espectro de ação em mais de vinte culturas. A recomendação final é que os citricultores adotem a rotação de ativos para manter a efetividade do controle e minimizar o impacto da praga.

 





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Como aproveitar os benefícios “anti-tarifas”?


O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras trouxe impactos significativos para diversos setores, levando o governo a adotar medidas emergenciais de apoio às empresas. Para esclarecer os pontos centrais desse plano, o advogado Marcelo Diniz Barbosa, sócio-coordenador da Andersen Ballão Advocacia, explicou quem pode ser beneficiado, quais os requisitos para acesso, os cuidados fiscais necessários e os reflexos esperados tanto nas cadeias produtivas internas quanto na competitividade internacional do Brasil.

1. Quais empresas se enquadram nas medidas?

As medidas alcançam dois grandes grupos:

 1. Exportadores brasileiros de bens e serviços que vendem para os Estados Unidos e foram diretamente prejudicados pelas tarifas adicionais aplicadas pelo governo norte-americano.

 2. Fornecedores diretos desses exportadores, mesmo que não exportem, mas que forneçam insumos, peças, embalagens ou serviços usados na produção dos bens exportados.

Também há regras específicas para:

 • Empresas com drawback (regime aduaneiro especial que suspende tributos sobre insumos importados para exportação), incluindo fabricantes de produtos intermediários.

 • Produtores de gêneros alimentícios perecíveis que deixaram de ser exportados e poderão vender ao governo em compras emergenciais.

2. Como seria possível acessar os benefícios anunciados?

Dependerá do tipo de medida:

 • Linhas de financiamento com juros reduzidos (via FGE, BNDES e PEAC-FGI Solidário):

Será preciso comprovar enquadramento no público-alvo, assinar contrato com cláusula de manutenção ou ampliação de empregos e seguir os critérios que ainda serão definidos em portarias do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

 • Prorrogação do drawback:

O exportador deve pedir a extensão do prazo à Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), apresentando documentos que provem que os compromissos de exportação para os EUA foram afetados pelas tarifas.

 • Prioridade na restituição de créditos tributários e diferimento de tributos:

Só poderão ser solicitados quando for publicada a regulamentação específica do Ministério da Fazenda.

 • Compras públicas emergenciais de alimentos:

Produtores e empresas poderão se habilitar para vender ao governo federal e a governos estaduais e municipais, seguindo requisitos que serão definidos em ato conjunto do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

O aumento do REINTEGRA para 6% (micro e pequenas empresas) e 3% (demais empresas) não está no texto da MP. Trata-se de medida anunciada pelo governo que precisa ser regulamentada por decreto presidencial alterando o Decreto nº 8.415/2015. 

Até o momento não houve publicação desse decreto, e ainda se aguarda definição sobre o alcance do benefício: se valerá para todos os exportadores ou apenas para aqueles que comprovem vendas para os Estados Unidos.

3. Quais cuidados fiscais devem ser observados para garantir conformidade com a Receita Federal?

 • Documentar tudo: contratos de exportação, notas fiscais, registros de embarque, comprovação de impacto das tarifas e, no caso de drawback, intenção comercial e contratos preexistentes.

 • Cumprir contrapartidas: quem receber crédito subsidiado deverá manter ou ampliar empregos. O descumprimento implica perda do benefício da taxa de juros.

 • Respeitar prazos: benefícios como drawback e diferimento têm datas e condições específicas — atrasos ou uso indevido podem gerar autuações.

 • Acompanhar regulamentações: algumas medidas só terão efeito prático depois de portarias e decretos complementares.

4. Quais são os efeitos práticos do plano para a competitividade dos produtos brasileiros?

 • Redução de custos: indiretamente menos carga tributária sobre insumos (mais prazo drawback, evitando pagamento de tributos suspensos), devolução maior de créditos (REINTEGRA quando regulamentado) e financiamento barato ajudam a segurar ou reduzir preços de exportação.

 • Proteção da produção: evita que empresas parem linhas de produção ou demitam em massa.

 • Abertura de mercados: com menos pressão financeira, exportadores podem buscar novos clientes fora dos EUA, diversificando destinos.

 • Mitigação de perdas imediatas: compras públicas impedem que alimentos perecíveis sejam descartados, garantindo receita a produtores.

5. Que reflexos tributários nas cadeias produtivas e nos mercados internacionais podem ocorrer?

Nas cadeias produtivas internas:

 • O incentivo dado ao exportador final se espalha para seus fornecedores — empresas que produzem peças, embalagens, serviços de logística ou insumos industriais tendem a manter ou até ampliar sua produção, porque o cliente exportador continuará comprando.

 • No caso do drawback, o exportador tem mais prazo para cumprir metas sem recolher tributos sobre insumos importados, o que indiretamente pode incrementar a demanda por insumos nacionais complementares.

Nos mercados internacionais:

 • O custo menor ajuda a manter a competitividade dos produtos brasileiros mesmo com as tarifas dos EUA.

 • Pode facilitar a abertura de novos mercados, especialmente em blocos como BRICS, onde o Brasil busca acordos comerciais.

 • Existe o risco de outros países questionarem esses incentivos na Organização Mundial do Comércio (OMC) se entenderem que funcionam como subsídios incompatíveis com as regras internacionais.

 





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Inteligência artificial para líderes e empresas




O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até refle



O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões
O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões – Foto: Pixabay

A Viasoft, referência nacional em tecnologia de gestão, apresentou o Eugenius, um agente de inteligência artificial criado a partir do legado e da curadoria ativa de Eugenio Mussak, especialista em liderança e desenvolvimento humano. A ferramenta foi desenvolvida para democratizar o acesso a conteúdos de gestão com profundidade e simplicidade, especialmente voltada ao público que empreende, lidera equipes e atua no agronegócio.

“O agente de IA Eugenius surgiu de uma dor real. O Eugenio Mussak é muito requisitado, mas não consegue estar presente em todas as empresas ao mesmo tempo. Então unimos a tecnologia à sabedoria e criamos um agente treinado com tudo que já publicou, com curadoria contínua e direta dele. É como ter acesso ao Eugenio, com seu jeito simples e profundo, a qualquer hora do dia”, explica Edmar Ranieri Guerro, líder do projeto na VIASOFT.

Com mais de quatro décadas de trajetória, Mussak é autor de livros, crônicas e palestras que marcaram o debate sobre comportamento e cultura organizacional no Brasil. Agora, seu repertório está organizado em um agente de IA que responde, orienta e inspira, preservando sua linguagem clara, ética e reflexiva. Segundo a Viasoft, a solução surgiu da necessidade de ampliar o alcance do educador, permitindo que empresas tenham acesso contínuo ao seu conhecimento.

O Eugenius pode apoiar programas de liderança, treinamentos, onboarding e até reflexões diárias sobre propósito e relações de trabalho. Diferente de agentes genéricos, ele foi treinado exclusivamente com materiais originais de Mussak e conta com curadoria permanente, garantindo autenticidade e consistência no conteúdo. “Nosso público vai de CEOs a produtores rurais. A linguagem do Eugenius é acessível, direta e acolhedora. A inteligência dele é sofisticada, mas a forma de falar é simples e com conteúdo que gera ação”, completa Guerro.

 





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Rondônia supera expectativas na safra 2024/2025



O milho de segunda safra é destaque



O milho de segunda safra é destaque
O milho de segunda safra é destaque – Foto: Dirceu Gassen

Rondônia celebra uma safra 2024/2025 acima das expectativas, com destaque para o milho da segunda safra e a preparação da soja para o próximo ciclo, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O clima seco predominante no estado favoreceu a maturação dos grãos, garantindo colheitas de qualidade e alto rendimento, especialmente no milho, que segue avançando com resultados positivos.

Hudslon Huben, gerente da ORÍGEO, ressalta que solos com umidade ideal e o clima seco têm sido determinantes para o bom desenvolvimento das lavouras. Além disso, o estado cumpre o período do “vazio sanitário da soja”, entre junho e setembro de 2025, essencial para proteger a próxima safra, evitando a presença de plantas remanescentes que poderiam comprometer a produtividade.

Segundo o 9º levantamento da Conab, as temperaturas elevadas em julho também contribuíram para o bom desempenho do milho e da soja. Manoel Álvares, da ORÍGEO, destaca que a soja colhida manteve rendimento positivo, confirmando a tendência de produtividade observada ao longo do ciclo agrícola.

O resultado reflete a dedicação dos produtores rurais e projeta Rondônia como uma potência agrícola, com crescimento de quase 30% na produção de grãos, superando a média nacional e aumentando a relevância do estado no cenário agro brasileiro.

“O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento. Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.

 





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Preços internacionais apertam milho brasileiro



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados
Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados – Foto: Canva

O cenário global do milho segue desafiador, com super safra nos Estados Unidos e estoques elevados pressionando os preços internacionais. Dados recentes do USDA indicam produtividade média de 188,8 bushels por acre e colheita total de 425,3 milhões de toneladas, com estoques finais americanos estimados em 53,8 milhões de toneladas. Para o consultor da Céleres, Enilson Nogueira, o contexto sugere que os preços devem permanecer apertados, exigindo atenção dos produtores para a geração de margem nos próximos ciclos.

Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados, que tornam o crédito mais caro, e a necessidade de monitorar o câmbio, atualmente na faixa de R$ 5,40 a R$ 5,50 por dólar, que ainda garante competitividade, mas pode afetar margens caso haja valorização. “Este cenário reforça ainda mais o desafio para 2026, que deve ser mais um ano em que o produtor precisará olhar com muita atenção para o elemento da geração de margem”, destaca.

A estratégia apontada por Nogueira é focar em eficiência operacional e produtiva, produzindo mais com menos, além de adotar gestão assertiva de insumos e comercialização. Planejamento financeiro e uso de tecnologias agrícolas são considerados essenciais para manter a rentabilidade diante de margens estreitas.

A orientação para o próximo ciclo é clara: produtores que conseguirem unir tecnologia, eficiência e bom planejamento estarão melhor posicionados para enfrentar a pressão de custos e preços internacionais. “Isso será um diferencial para atravessar esse período de margens extremamente apertadas”, conclui.

 





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Escolha a semente certa para a pastagem



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio”



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio"
“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio” – Foto: Canva

A escolha de sementes de qualidade é decisiva para o sucesso da pecuária, influenciando diretamente a produtividade da pastagem e a capacidade de suporte do rebanho. Sementes bem selecionadas permitem uma pastagem mais uniforme, com menor necessidade de ressemeadura, maior resistência e melhor aproveitamento já 60 a 70 dias após a emergência, enquanto pastagens mal formadas podem levar até dois anos para uso.

“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio, redução de falhas e menor necessidade de ressemeadura, além de contribuírem para a formação de pastagens mais resistentes e produtivas a longo prazo”, detalha Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro.

Fatores como tipo de solo, clima, finalidade do sistema pecuário e resistência a pragas devem guiar a escolha das sementes. Investir em sementes de alta pureza e germinação, analisar e corrigir o solo antes do plantio e respeitar o período de formação do pasto são fundamentais para evitar prejuízos. A diversificação de forrageiras também é recomendada para reduzir riscos ligados a variações climáticas.

Diferentes espécies oferecem características distintas: os panicuns se destacam pela alta produtividade, palatabilidade e vigor, mas exigem solos férteis e adubação constante, enquanto as braquiárias demandam atenção à variedade escolhida e ao manejo de pragas, como a cigarrinha. Ferramentas como o aplicativo “Pasto Certo”, da Embrapa, podem auxiliar na escolha da espécie ideal, cruzando informações de solo, clima e objetivos de uso.

“Espécies de forrageiras introduzidas no mercado sem pesquisas podem acabar reduzindo os ganhos do pecuarista e até causar prejuízos, porque não se conhece o seu real comportamento. É importante que o pecuarista sempre considere o que é vantajoso para o sucesso de seu negócio, sempre alinhado às práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente. A preservação do solo está diretamente atrelada as boas práticas na propriedade. O sucesso da pecuária brasileira depende em grande medida desse cuidado, e o progresso do produtor rural é resultado de suas escolhas, neste caso, a adoção correta de sementes para pastagem tendem a contribuir para o melhor resultado”, orienta o especialista.

 





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