sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Óleo de algodão sobe com demanda de biocombustíveis



Cotação do caroço de algodão recua em Mato Grosso




Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (25), o preço do caroço de algodão disponível em Mato Grosso foi cotado a R$ 905,27 por tonelada, o que representa uma queda de 3,78% em relação à semana anterior e de 12,46% frente ao mesmo período do mês passado.

O instituto explicou que “o movimento é pautado pelo avanço da colheita no estado, de modo que a disponibilidade tem aumentado e, consequentemente, pressionado os preços”.

Por outro lado, o preço do óleo de algodão apresentou valorização de 1,10% no comparativo semanal, alcançando R$ 5.571,43 por tonelada. O Imea destacou que “parte desse incremento é atribuído ao aumento da demanda das indústrias de biocombustíveis, ligado à maior procura de óleo para a produção de biodiesel”.

Dessa forma, o instituto avaliou que, “apesar da tendência de queda nos preços do caroço conforme o avanço da colheita e a maior oferta, o óleo deve continuar encontrando suporte na demanda por parte das indústrias”.





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Pará recebe 1 mil toneladas de milho para o ProVB



ProVB beneficia pequenos criadores




Foto: Agrolink

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu nesta semana mais de 205 toneladas de milho em grãos destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior de cerca de 795 toneladas, o total recebido no exercício atual alcançou 1 mil toneladas.

Em 2024, o programa registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1,1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023, o que representou um crescimento de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1,3 mil toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais cerca de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa da Conab é de que, até o final do ano, o volume chegue a 1,5 mil toneladas, ampliando o acesso dos pequenos criadores ao produto.

De acordo com a companhia, o ProVB “possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente”. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores e outros produtores. Segundo a Conab, o programa “equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes”.





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Mais de 12 toneladas de sementes serão entregues no Paraná



Programa do PAA distribui feijão e milho a produtores




Foto: Divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da superintendência regional do Paraná (Sureg-PR), participa nesta quarta-feira (27), às 10h, da entrega de sementes no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), na Prefeitura de Prudentópolis.

Segundo o Imea, a ação é realizada em conjunto com a Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário Nacional no Paraná (SFDA-PR/MDA), a Secretaria Municipal de Agricultura de Prudentópolis, o Instituto Federal do Paraná (IFPR), o Sindicato Rural dos Agricultores Familiares do município e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Rebouças, responsável pela execução do projeto.

O aporte destinado à organização fornecedora é de quase R$ 195 mil. A operação envolve 13 agricultores familiares e contempla a doação de mais de 12 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos para produtores de Prudentópolis e Rebouças, com prioridade para agricultores inscritos no CadÚnico.

As sementes serão distribuídas às Secretarias Municipais de Agricultura de ambos os municípios, com foco no atendimento aos produtores de Prudentópolis que, em 2024, tiveram perdas na produção de feijão devido à infestação da mosca branca, transmissora do vírus do mosaico dourado.





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Produção de açúcar bate recorde em julho



O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra



O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra
O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra – Foto: Pixabay

O Rabobank divulgou sua atualização mensal sobre o mercado de cana-de-açúcar, em estudo conduzido por Andy Duff, analista setorial da commodity. Segundo o banco, até o final de julho a moagem no Centro-Sul na safra 2025/26 alcançou 306 milhões de toneladas, o que indica que mais da metade da colheita já foi realizada. As estimativas atuais apontam para um volume final abaixo de 600 milhões de toneladas, reforçando a percepção de uma safra menor do que a anterior.

Os números também mostram um nível relativamente baixo de ATR por tonelada de cana, com a média acumulada até julho 4,6% inferior ao valor registrado no mesmo período de 2024. Outro dado relevante é o recorde na destinação da cana para a produção de açúcar, que ultrapassou 54% na segunda metade de julho. Esse movimento reflete o esforço de usinas que investiram nos últimos anos em ampliar a capacidade de cristalização, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Enquanto os preços do açúcar no mercado físico vêm se mantendo estáveis, o etanol apresentou valorização mesmo em plena safra. De acordo com o Rabobank, esse cenário está ligado à elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que subiu de 27% para 30% a partir de 1º de agosto, além das perspectivas de menor oferta no ciclo atual. Com a moagem total projetada abaixo de 600 milhões de toneladas e maior direcionamento da cana para o açúcar, a produção de etanol deve alcançar apenas 3,5 bilhões de litros em 2025/26, cerca de 4 bilhões a menos que no ciclo 2024/25.

O ponto de maior incerteza agora está na gasolina. Caso os preços internacionais de energia sigam em queda e o câmbio permaneça estável ou até se valorize frente ao dólar, pode haver espaço para novas reduções no preço doméstico do combustível, o que impactaria diretamente a competitividade do etanol no mercado interno.

 





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Nova ferramenta otimiza lavouras brasileiras



A ferramenta integra dados históricos da fazenda e imagens de satélite



A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções
A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções – Foto: Nadia Borges

Uma nova solução de agricultura de precisão chega ao Brasil com o objetivo de simplificar a gestão de dados e ampliar a rentabilidade das lavouras. Testes realizados em diferentes propriedades mostraram aumento médio do potencial produtivo em cerca de 3% e redução de até 25% nos custos com fertilização, especialmente na cultura do milho.

O Cropwise Planting, lançado pela Syngenta Digital e integrado à plataforma Cropwise, permite ajustar sementes e fertilizantes conforme a variabilidade do solo, substituindo a aplicação uniforme tradicional. “A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.

Além disso, a ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções digitais para oferecer análises detalhadas da saúde das culturas, detecção de padrões e tomada de decisão mais precisa. A compatibilidade com os principais equipamentos de agricultura de precisão garante fácil implementação e operação no campo.

Segundo dados da Embrapa, Fundação ABC e AsBrAP, mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia de agricultura de precisão. A nova solução chega ao mercado para ampliar o acesso a essa prática, reduzir desperdícios e tornar a gestão das lavouras mais eficiente e lucrativa.

 





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Gestão inteligente de combustível vira diferencial



Isso agrega valor ao produto final



Isso agrega valor ao produto final
Isso agrega valor ao produto final – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro vive um momento decisivo, em que a competitividade internacional depende cada vez mais de critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e governança. Segundo Cristian Bazaga, CEO da Excel Fueling Technologies, o recente anúncio dos Estados Unidos sobre sobretaxar produtos agrícolas nacionais reforça que barreiras comerciais deixaram de ser apenas econômicas e passaram a estar diretamente relacionadas ao impacto ambiental.

Para Bazaga, o setor precisa provar como produz, e não apenas quanto produz. Tecnologias como IoT, blockchain e inteligência de dados tornam-se essenciais para atender às novas exigências globais, garantindo transparência e métricas auditáveis. Estudos mostram que práticas de agricultura de precisão podem reduzir em até 80% as emissões de gases como CO2, CO e NO?, fortalecendo a transição energética no campo.

“Monitorar cada litro abastecido, otimizar rotas, registrar automaticamente o consumo e rastrear a pegada de carbono em tempo real não é apenas reduzir custos e emissões. É também agregar valor ao produto final, abrir portas em mercados mais exigentes e atrair investimentos alinhados às novas demandas globais. Isso vale tanto para tratores e colheitadeiras quanto para aeronaves agrícolas, que já incorporam essa lógica de eficiência e governança”, comenta.

Segundo o CEO, os produtores que entendem sustentabilidade como investimento, e não como custo, são os que colhem os melhores resultados. Para ele, o agro que vai liderar a próxima década será aquele capaz de unir produtividade, rastreabilidade e propósito, com a gestão de combustível como um dos pilares centrais dessa transformação.

“O desafio que se coloca não é se o Brasil pode ou não atender às exigências internacionais. A verdadeira questão é: estamos preparados para assumir o protagonismo que nos cabe?”, conclui.

 





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Tecnologia alemã inova na aplicação de fertilizantes



A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade



A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade
A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade – Foto: Canva

A partir de 2026, o setor agrícola contará com um novo distribuidor pneumático de fertilizantes projetado para elevar a precisão no manejo de insumos, mesmo em condições de terreno irregulares ou em velocidades mais altas. O Leeb Xeric 14 FS, desenvolvido pela alemã Horsch, foi apresentado inicialmente na Agritechnica 2023 e passou por aprimoramentos após testes em campo. O equipamento combina capacidade de 14 m³, enchimento rápido e operação em larguras de 36, 39 e 48 metros, com velocidade máxima de trabalho de 20 km/h.

Entre as soluções incorporadas está o sistema BoomControl, que utiliza sensores para monitorar constantemente a distância da lança em relação ao solo ou à cultura. O ajuste automático por meio de um sistema hidráulico reduz falhas na aplicação, evitando desperdícios e garantindo regularidade mesmo em áreas de maior inclinação. Outro ponto de destaque é a calibração automatizada, que permite adaptar rapidamente o distribuidor a diferentes tipos e doses de fertilizantes. Além disso, os sistemas PrecisionSpread Pro e Pro Plus viabilizam controle de seção e compensação de curva, otimizando a distribuição.

A estrutura também foi desenhada para oferecer maior manobrabilidade, com chassi tandem e direção ativa em ambos os eixos. Já como opcional, o modelo traz o controle de pressão dos pneus durante a operação, recurso que ajuda a reduzir a compactação do solo, especialmente em áreas mais sensíveis. Embora a empresa ainda não tenha divulgado valores, o lançamento reforça a tendência de integração entre tecnologia e sustentabilidade no uso de fertilizantes.

 





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Clima desafia, mas culturas resistem



O impacto das mudanças climáticas varia por região



O impacto das mudanças climáticas varia por região
O impacto das mudanças climáticas varia por região – Foto: Freepok

O clima segue como fator decisivo para os produtores de grãos, influenciando desde o solo até a luz solar e a umidade em momentos críticos do crescimento das plantas. Chuvas fora de época, calor excessivo ou secas prolongadas podem comprometer colheitas de milho, soja, arroz e trigo, criando volatilidade na produção global e exigindo ajustes constantes nas práticas agrícolas. Apesar disso, a produção mundial de grãos deve crescer 3% em 2025-26, atingindo 2,377 bilhões de toneladas, mantendo a tendência de aumento observada nos últimos anos.

Pesquisas recentes mostram que, embora eventos climáticos extremos aumentem a variabilidade local da produtividade, a produção global continua adaptando-se, com rendimentos médios em crescimento constante desde a década de 1980. Estudos da Universidade de Illinois e análises de especialistas indicam que a resiliência agrícola tem se beneficiado de ajustes em híbridos de sementes, manejo do solo e plantio de variedades mais longas, além do avanço tecnológico e genético que permite maior eficiência na utilização da chuva e resistência à seca.

O impacto das mudanças climáticas varia por região, tipo de cultivo e intensidade do aquecimento. Pesquisas da Universidade de Stanford apontam que secas frequentes e calor intenso podem reduzir a produtividade de trigo, cevada e milho em até 13%, enquanto níveis mais altos de CO2, embora aumentem o crescimento em algumas culturas, podem reduzir proteínas e micronutrientes em grãos. Modelos avançados de cultivo e inteligência artificial ajudam cientistas a simular cenários climáticos e identificar genes que protejam as plantas contra estressores, oferecendo alternativas para fortalecer a segurança alimentar global.

Institutos como o Laboratório de Inovação em Cereais Resilientes ao Clima (CRCIL) destacam que a adaptação não depende apenas de rendimentos, mas também da adequação das variedades ao sistema agrícola e às necessidades locais, como biomassa para ração ou qualidade na panificação. A manutenção da produtividade global exige pesquisa contínua, investimento em novas tecnologias e ajustes estratégicos de plantio, irrigação e rotação de culturas, reforçando que a resiliência agrícola é um processo dinâmico e constante diante de um clima cada vez mais imprevisível.

 





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Soja em Chicago fecha em alta



O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas



O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas
O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas – Foto: Abiove

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a terça-feira (26) em leve alta, influenciada por fatores climáticos e geopolíticos que movimentaram os contratos futuros. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro fechou em valorização de 0,32% ou US$ 3,25 cents/bushel, a US$ 1.028,75, enquanto novembro subiu 0,17% ou US$ 1,75 cents/bushel, a US$ 1.049,50. O farelo de soja para setembro avançou 0,51%, encerrando a US$ 297,20 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 2,85%, fechando a US$ 52,76 por libra-peso.

O mercado foi sustentado principalmente pela persistência da falta de chuvas no cinturão agrícola dos Estados Unidos, o que eleva os riscos de perda de produtividade nas lavouras em fase de definição do potencial. Nos estados de Illinois e Iowa, as condições caíram em relação ao mesmo período do ano passado, apesar do avanço do indicador nacional. O USDA elevou de 68% para 69% a proporção de lavouras em boas/excelentes condições, acima da média de 67% esperada por investidores, mas os dois principais estados produtores continuam em situação menos favorável.

Outro elemento que limitou a valorização foi a decisão dos EUA de isentar as exportações de óleo de palma da Indonésia de tarifas, medida que aumentou a competitividade frente ao óleo de soja e pressionou as cotações do derivado.

No campo geopolítico, a visita do vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, a Washington trouxe expectativas ao mercado. As reuniões trataram de compras de soja e questões tarifárias, e abriram a possibilidade de um encontro futuro entre os presidentes dos dois países, o que pode redefinir os rumos do comércio internacional da oleaginosa.

 





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Preços da soja caem em Chicago e preocupam produtores



EUA registram recorde no esmagamento de soja em julho




Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 15 a 21 de agosto e divulgada na última quinta-feira (21), a soja apresentou variações no mercado de Chicago. O primeiro mês cotado recuou para US$ 10,13/bushel em 19 de agosto, mas voltou a subir no fechamento do dia 21, atingindo US$ 10,34/bushel, contra US$ 10,08 registrados na semana anterior.

O relatório destacou a forte valorização do farelo de soja, que ganhou 11% entre 1º e 21 de agosto, enquanto o óleo apresentou queda de 6,4% entre 1º e 20 de agosto.

As condições das lavouras norte-americanas, em 17 de agosto, indicavam 68% em situação entre boa e excelente, 24% regulares e 8% ruins ou muito ruins. Já na semana encerrada em 14 de agosto, os Estados Unidos exportaram 473.605 toneladas de soja, acumulando 48,9 milhões de toneladas no atual ano comercial.

A Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA) informou que o esmagamento em julho alcançou 5,33 milhões de toneladas, recorde para o mês, superando em 7% o volume de julho de 2024. No mesmo período, os estoques de óleo de soja ficaram em 1,379 bilhão de libras-peso, o nível mais baixo em 21 anos para julho e 8% inferior ao registrado no ano passado.

A Ceema observou ainda que “em meio ao aumento de custos com insumos e equipamentos, os preços da soja seguem em queda em Chicago e a perspectiva de perda de bilhões de dólares em exportações preocupa o setor, lembrando que os chineses compraram 54% das exportações estadunidenses da oleaginosa em 2023/24”. Atualmente, as compras da China estão próximas de zero, após as medidas tarifárias impostas pelo governo de Donald Trump, que dificultaram os acordos comerciais e afastaram os chineses da soja norte-americana.





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