segunda-feira, abril 27, 2026

Política & Agro

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Seca limita plantio de soja e milho em regiões centrais do Brasil


A escassez de chuvas continua a afetar as principais áreas agrícolas do Brasil, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A umidade permaneceu limitada para a soja e outras culturas de verão em regiões centrais e do nordeste brasileiro, agravando a seca já presente nessas áreas.

Segundo dados do boletim, no Mato Grosso, chuvas moderadas entre 10 e 35 mm foram registradas nas áreas ocidentais do estado, enquanto em outras partes do Centro-Oeste, como o sul de Goiás e o norte do Mato Grosso do Sul, as precipitações foram escassas, com índices inferiores a 5 mm. O cenário é semelhante em São Paulo, Minas Gerais e Bahia, onde a seca predominou quase completamente, acompanhada de temperaturas acima do normal, com máximas variando entre 30°C e 40°C, o que agravou a falta de umidade do solo.

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De acordo com dados do governo do Mato Grosso, apenas 2% da área destinada ao plantio de soja havia sido semeada até o dia 4 de outubro, um índice muito abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado e da média histórica de 9% nos últimos cinco anos.

O calor e a falta de chuvas também avançaram para o sul do Paraná, favorecendo a colheita do trigo, mas prejudicando a germinação das culturas de verão. No Paraná, 62% do trigo havia sido colhido até 30 de setembro, enquanto o milho e a soja da primeira safra apresentavam 74% e 22% de área plantada, respectivamente.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul, chuvas esparsas, com acumulados entre 10 e 25 mm, chegaram a superar 50 mm em algumas áreas, beneficiando o plantio do milho, que atingiu 54% até 3 de outubro, e o desenvolvimento do trigo, que estava principalmente na fase de florescimento até o enchimento.





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Seca atinge áreas agrícolas no norte do México


Clima seco afeta produção de milho e trigo





Foto: USDA

O clima seco dominou grande parte do norte e centro do México, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A seca prevaleceu de maneira significativa desde a fronteira com os EUA até o planalto sul, atingindo regiões agrícolas importantes como Guanajuato, Jalisco e Michoacán, onde o cultivo de milho de verão foi impactado. Chuvas isoladas e de baixa intensidade foram registradas nessas áreas, insuficientes para melhorar as condições de produção.

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Segundo o boletim, no noroeste do país, a seca foi acompanhada por temperaturas elevadas, com máximas que atingiram os 40°C. O calor intenso provocou altas taxas de evaporação, agravando a situação das bacias hidrográficas que irrigam culturas como milho e trigo de inverno, aumentando as dificuldades para os produtores.

Em contraste, no sudeste do México, as chuvas moderadas a pesadas trouxeram alívio para as plantações. Precipitações de 25 a 100 mm beneficiaram o milho imaturo e a cana-de-açúcar em áreas como Veracruz e outras regiões próximas. Chuvas mais intensas, com acumulados de 100 a 200 mm, foram registradas em Oaxaca, Tabasco e outras áreas de cultivo de inverno.

Nas áreas costeiras afetadas pelo furacão John na semana anterior, as chuvas continuaram, porém em volumes mais baixos, variando entre 10 e 50 mm. Essa quantidade de chuva, considerada sazonal, permitiu uma leve recuperação nas regiões duramente atingidas pela tempestade, embora os danos ainda sejam significativos.





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Área plantada de algodão cresce 6,90% em Mato Grosso


Produção de pluma para o ciclo 2024/25 foi projetada em 2,77 milhões de toneladas





Foto: Canva

O Imea divulgou as primeiras projeções para a safra 2024/25 de algodão em Mato Grosso, indicando uma expansão significativa na área plantada. Segundo dados do boletim informativo do Imea, a expectativa é de que a área cultivada atinja 1,56 milhão de hectares, um acréscimo de 6,90% em relação ao consolidado da safra anterior. Esse crescimento foi impulsionado pela melhor rentabilidade da fibra em comparação com outras culturas, apesar dos preços não estarem em patamares elevados.

No entanto, a produtividade ainda enfrenta incertezas, uma vez que fatores como a semeadura dentro da janela ideal, condições climáticas e a incidência de pragas e doenças podem impactar os resultados. Com isso, o Imea estimou o rendimento em 284,27 arrobas por hectare, uma queda de 2,63% em comparação à safra passada.

Apesar dessa leve redução na produtividade, a produção de pluma para o ciclo 2024/25 foi projetada em 2,77 milhões de toneladas, representando um aumento de 4,12% em relação à safra 2023/24.





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Condições climáticas ajudam colheita de primavera no Canadá


Plantio de trigo de inverno avança no sudeste canadense





Foto: Nadia Borges

As pradarias canadenses, especialmente na região do sul de Alberta até o leste do Vale do Rio Vermelho em Manitoba, experimentaram um clima predominantemente quente e seco, permitindo a continuidade do trabalho de colheita das safras de primavera. De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as temperaturas noturnas começaram a cair para entre 0 e -5 °C, resultando em congelamento de fim de temporada e auxiliando o processo de secagem das safras.

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De acordo com o informado pelo boletim, em Manitoba, o milho atingiu a fase de dente e está próximo da maturidade fisiológica, dependendo do híbrido, mas com níveis de umidade ainda acima de 30%. O clima quente favoreceu a colheita da soja, que avançou rapidamente, com 29% das áreas estimadas como colhidas na província. Além disso, a colheita do linho também teve início, com 17% do total concluído até o momento. Algumas chuvas dispersas nas regiões mais ao norte das pradarias contribuíram para a recarga de umidade subterrânea.

No sudeste do Canadá, o clima quente continuou a favorecer o crescimento das safras de verão em maturação e apoiou o plantio do trigo de inverno. Embora as temperaturas tenham começado a esfriar, as médias semanais ainda permaneceram acima do normal, com máximas diárias girando em torno dos 20 graus Celsius e mínimas noturnas ligeiramente acima do ponto de congelamento. A região recebeu precipitação que variou de 3 a 20 mm, beneficiando as culturas locais.





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projeção aponta superávit de US$ 70 bilhões para 2024


A balança comercial brasileira encerrou o mês de setembro com saldo positivo de US$ 5,363 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 28,789 bilhões e importações que alcançaram US$ 23,426 bilhões. A corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, totalizou US$ 52,215 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (4).

Segundo o balanço, no acumulado de janeiro a setembro de 2024, as exportações chegaram a US$ 255,456 bilhões, um crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações somaram US$ 196,338 bilhões, registrando um aumento de 8%. Com isso, o saldo comercial acumulado é de US$ 59,119 bilhões, e a corrente de comércio alcançou US$ 451,794 bilhões, uma alta de 3,8%.

Em comparação com setembro de 2023, as exportações cresceram 0,3%, enquanto as importações apresentaram um expressivo aumento de 19,9%. A corrente de comércio teve expansão de 8,2% no mesmo período.

Setorialmente, o desempenho de setembro mostrou queda nas exportações da Agropecuária (-12,1%) e da Indústria Extrativa (-19,8%), enquanto os produtos da Indústria de Transformação registraram crescimento de 16,8%. No acumulado do ano, a Agropecuária teve retração de 8,4%, enquanto a Indústria Extrativa e os produtos da Indústria de Transformação cresceram 10,6% e 1,5%, respectivamente.

A última projeção do MDIC para 2024 prevê exportações de US$ 335,7 bilhões, uma leve redução de 1,2% em comparação a 2023. Já as importações devem totalizar US$ 264,3 bilhões, um aumento de 10,2%. Com isso, o saldo comercial previsto para o ano é de US$ 70 bilhões, o segundo maior da série histórica, apesar de ser 28,9% inferior ao recorde de US$ 98,9 bilhões registrado em 2023, conforme apontam os dados da Secex/MDIC.





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ILPF torna pastagens degradadas em terras produtivas


Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade




Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade
Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade – Foto: Joaquim Bezerra

O manejo de pastagens no Brasil tem se destacado como uma solução eficaz para reverter a degradação do solo e aumentar a produtividade agrícola, um problema que afeta 28 milhões de hectares de pastagens degradadas, especialmente em estados como Mato Grosso e Goiás, conforme dados da Embrapa. Em resposta a esse desafio, o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) surge como uma estratégia sustentável, promovendo a rotação de culturas e a introdução de árvores, o que resulta em benefícios significativos. 

Esse sistema ajuda a preservar a saúde do solo e a aumentar a biodiversidade, melhorar a ciclagem de nutrientes e a matéria orgânica, e aumentar a infiltração e retenção de água, combatendo a erosão. Além disso, reduz a temperatura do solo e o déficit hídrico das plantas, enquanto proporciona conforto térmico e bem-estar aos animais, o que se traduz em maior ganho de peso e melhoria nos índices reprodutivos. O ILPF também melhora o balanço de carbono na produção bovina e diversifica as atividades econômicas dos produtores. Atualmente, mais de 17 milhões de hectares estão sob o sistema ILPF no Brasil, com a meta de dobrar essa área até 2030, refletindo o crescente reconhecimento dos seus benefícios para o desenvolvimento rural e a preservação ambiental.

“A utilização de forrageiras adaptadas à ILPF tem mostrado resultados surpreendentes, garantindo uma recuperação mais rápida do solo e aumentando a capacidade de produção”, diz Marina Lima, zootecnista, técnica de sementes e sustentabilidade da Sementes Oeste Paulista (Soesp). Todas essas forrageiras estão disponíveis no portfólio da Soesp, com a exclusiva tecnologia Advanced e também na linha convencional.
 





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Brasil sedia encontro do consórcio internacional de EPI


“A reunião privilegiará diretrizes e normas para avaliação e mitigação de riscos”




O coordenador da plenária será o pesquisador Hamilton Ramos
O coordenador da plenária será o pesquisador Hamilton Ramos – Foto: Divulgação

No final deste mês, o Brasil receberá 40 especialistas de 18 países do Consórcio Internacional de EPI, que se reúne para discutir a exposição de trabalhadores rurais a agroquímicos. O evento, programado para 23 a 25 de outubro na região de Jundiaí, São Paulo, celebra o 10º aniversário do Consórcio e é a primeira vez que ocorre no Brasil. O foco será a análise de cenários de exposição e a criação de um sistema global de avaliação e mitigação de riscos químicos no campo. 

O coordenador da plenária será o pesquisador Hamilton Ramos, responsável pelo programa IAC-Quepia, que há quase 18 anos investiga a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na agricultura brasileira. Esse programa é fruto de uma colaboração entre o setor privado e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

“A reunião privilegiará diretrizes e normas para avaliação, mitigação e comunicação de riscos químicos com pesticidas nas pequenas propriedades, nas quais se utilizam principalmente pulverizadores costais e semiestacionários na aplicação de agroquímicos. O Consórcio tem por objetivo central prevenir a exposição humana a esses compostos”, resume Hamilton Ramos.

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) agrícolas são fundamentais para proteger os trabalhadores rurais durante a aplicação de agroquímicos e garantir a utilização adequada dos produtos para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas.  No Brasil, o programa IAC-Quepia, coordenado por Hamilton Ramos, contribuiu significativamente para a melhoria da qualidade dos EPIs fabricados localmente, reduzindo a taxa de reprovação em testes laboratoriais de 80% em 2010 para menos de 20% atualmente.
 





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Preço do leite ao produtor volta a apresentar alta


De acordo com os dados divulgados pela Scot Consultoria, o pagamento do leite ao produtor referente à captação de agosto registrou aumento em setembro, após uma leve queda no período anterior. O valor subiu 1,7%, equivalente a R$ 0,04 por litro, com a média nacional ponderada nos 18 estados pesquisados pela Scot Consultoria chegando a R$ 2,532 por litro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o preço médio está 11,3% maior.

Esse aumento no preço do leite é atribuído à produção abaixo do esperado, afetada por condições climáticas adversas. No Sudeste e Centro-Oeste, a entressafra foi agravada por altas temperaturas e queimadas, comprometendo as forragens e elevando os custos de alimentação animal, além de prejudicar o bem-estar dos rebanhos. Já no Sul do país, as chuvas excessivas, especialmente no Rio Grande do Sul, também limitaram o desenvolvimento das pastagens, o que impactou negativamente a produção, conforme o informado pela Scot Consultoria.

Segundo o Índice de Captação da Scot Consultoria, a produção de leite em agosto aumentou 2,3% em relação a julho, mas em estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, o crescimento foi de apenas 0,7%, 1,7% e 1,8%, respectivamente. Embora a margem para o produtor de leite tenha sido favorável nos últimos meses, o estímulo para expandir a produção ficou aquém do esperado.

Para o pagamento referente à produção de setembro, que será realizado em outubro, a expectativa é de estabilidade ou aumento. De acordo com a Scot Consultoria, nenhum dos laticínios consultados indicou queda nos preços, com 53,3% projetando alta e 46,7% prevendo estabilidade.

Outro fator que contribuiu para a elevação dos preços foi a redução das importações em agosto, o que diminuiu a oferta no mercado interno.





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Bovinos: cotações continuam em alta


Mercado de reposição de gado segue firme apesar do clima





Foto: Divulgação

De acordo com os dados divulgados pela Scot Consultoria, o segundo semestre tem sido marcado por condições climáticas adversas, com temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na maior parte dos estados brasileiros durante setembro. Essas variáveis afetaram a qualidade das pastagens, especialmente na primeira semana de outubro, que não apresentou mudanças consideráveis no clima.

As condições climáticas afetaram a oferta de gado e os negócios no setor, principalmente para os bovinos mais jovens, que exigem mais tempo para completar o ciclo produtivo. Nesse cenário, há uma maior demanda por animais mais erados para reposição, já que o tempo de finalização é mais curto. Apesar do clima desfavorável, o mercado de reposição continua aquecido, impulsionado pela valorização da arroba do boi gordo.

Segundo a Scot Consultoria, nas praças paulistas, por exemplo, as cotações mensais subiram consideravelmente: o boi magro teve alta de 5,3%, o garrote subiu 3,3%, o bezerro de ano aumentou 4,1% e o bezerro de desmama, 2,8%. Entre as fêmeas, as valorizações também foram expressivas, com a vaca magra subindo 12,5%, a novilha 6%, a bezerra de ano 5,4% e a bezerra de desmama 4,2%.

A expectativa para o mercado nesta semana é de que os preços se mantenham firmes. Mesmo com as previsões de chuvas para outubro, as condições climáticas atuais não devem mudar o cenário no curto prazo, conforme o informado pela Scot Consultoria.





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Estudos revelam impacto do nitrato de cálcio no algodão


O algodão, uma das culturas mais tradicionais e importantes no cenário agrícola global, tem se destacado no Brasil, que hoje é o terceiro maior produtor mundial e o maior exportador. O protagonismo brasileiro nessa área é resultado de avanços tecnológicos e da adoção de novas práticas de manejo, que têm contribuído para a elevação da produtividade. Entre as inovações mais recentes, está o uso do nitrato de cálcio, que tem mostrado resultados expressivos na melhoria do desempenho do algodão. Estudos recentes apontam que esse insumo é capaz de aumentar a produtividade da cultura, beneficiando tanto a qualidade quanto a quantidade do algodão colhido.

Um estudo conduzido pela Yara, em parceria com a Universidade do Oeste Paulista, destacou o papel do cálcio na produtividade do algodão. A pesquisa, realizada na fazenda experimental da universidade, em Presidente Bernardes (SP), revelou que a disponibilidade natural de cálcio no solo pode não ser suficiente para atender às demandas da planta durante seu ciclo de crescimento, especialmente em períodos críticos de alta absorção de nutrientes.

Ao testar diferentes fontes de cálcio, o nitrato de cálcio se destacou como o mais eficaz. O estudo apontou um aumento de 155% no comprimento das raízes do algodão, quando comparado ao controle, além de uma redução entre 21% e 50% nos níveis de alumínio tóxico no solo. Isso é extremamente relevante, pois o alumínio é prejudicial ao desenvolvimento do algodoeiro, limitando seu crescimento e produtividade. Outro aspecto relevante foi o aumento do teor de cálcio nas folhas e flores, o que contribui para o vigor da planta e, consequentemente, para melhores resultados na colheita.

Em um segundo estudo, realizado no Centro de Aprendizagem e Difusão Oeste da Fundação MT, em Sapezal (MT), foi possível observar os benefícios da aplicação de nitrato de cálcio em um sistema de rotação de culturas soja/algodão. A pesquisa, que abrangeu as safras de 2021 a 2023, mostrou que o uso de fontes nitrogenadas com cálcio solúvel, como o YaraLiva NITRABOR, associadas a outros insumos como YaraBela ou YaraMila, resultou em um aumento expressivo no desenvolvimento radicular da planta, além de maior rendimento do algodão em caroço.

Além de favorecer o desenvolvimento das raízes, essa combinação de insumos promoveu a saturação por bases, reduzindo a necessidade de calagem ao longo dos anos, o que representa um ganho em sustentabilidade. A prática de manejo adequada, combinada ao uso de tecnologias como o nitrato de cálcio, coloca o Brasil na vanguarda da produção global de algodão, com uma postura cada vez mais sustentável e eficiente.

O especialista agronômico da Yara Brasil, Diego Pelizari, ressalta que o sucesso da cotonicultura está diretamente ligado à aplicação de técnicas avançadas de manejo. “Para o algodão, elementos como nitrogênio, cálcio, potássio e boro são essenciais. Análises de solo detalhadas e preparos adequados, considerando as condições climáticas regionais, são fundamentais. Além disso, práticas como irrigação controlada, manejo de pragas e uma desfolha eficiente garantem a qualidade da fibra colhida.” Ele também destaca a importância de adotar práticas sustentáveis, como o uso de insumos com menor pegada de carbono, algo que tem se tornado uma tendência no mercado global. A crescente demanda por algodão de alta qualidade, aliado a práticas ambientais mais conscientes, abre portas para novos mercados e valoriza ainda mais a produção brasileira.





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