quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Nova lei regula uso de bioinsumos na Bahia



Lei dos bioinsumos fortalece a agricultura sustentável




Foto: Canva

A agricultura baiana deu um importante passo em direção à sustentabilidade com a sanção da Lei nº 15.070/2024, de autoria do senador Jaques Wagner. A nova legislação regulamenta e estimula o uso de bioinsumos na produção agropecuária, aquícola e florestal, consolidando práticas mais limpas, eficientes e alinhadas às demandas globais por sustentabilidade, conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA).

Os bioinsumos abrangem produtos e tecnologias de origem natural voltados para o crescimento e desenvolvimento de plantas, animais e microrganismos. A medida visa aumentar a fertilidade do solo, promover a proteção ambiental e reduzir a dependência de insumos químicos sintéticos, como agrotóxicos e fertilizantes convencionais.

Segundo dados da Seagri BA, a legislação fortalece a execução do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica da Bahia, promovendo sistemas agrícolas mais resilientes e alinhados aos ecossistemas locais. Além disso, busca valorizar o conhecimento tradicional e minimizar os impactos ambientais.

Entre os principais pontos da nova lei, destacam-se:

  • Produção descentralizada: pequenos produtores, cooperativas e comunidades tradicionais poderão produzir bioinsumos para uso próprio.
  • Incentivos financeiros: acesso a crédito facilitado e programas de apoio econômico para quem adotar bioinsumos em seus sistemas produtivos.
  • Pesquisa e inovação: fomento à criação de novas tecnologias de bioinsumos para impulsionar a bioeconomia e valorizar a sociobiodiversidade.

De acordo com a Seagri, a nova lei é vista como estratégica para ampliar a presença da Bahia em mercados internacionais exigentes, como o europeu, que priorizam produtos com alta rastreabilidade ambiental e padrões sustentáveis. A legislação também está alinhada ao Plano ABC+ Bahia, voltado para práticas agrícolas de baixo carbono, consolidando o estado como referência em inovação agrícola e sustentabilidade.

A Secretaria da Agricultura da Bahia já trabalha em estratégias para ampliar a adoção da nova lei. A pasta planeja parcerias com instituições de pesquisa, além de programas de capacitação técnica voltados aos produtores.





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Europa enfrenta seca, impactando cultivos de inverno



Temperaturas acima da média desafiam lavouras de inverno




Foto: Pixabay

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na última quinta-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que o clima na Europa durante o período de monitoramento foi marcado por chuvas generalizadas e temperaturas acima da média, mas a seca de curto prazo continua preocupando produtores na Espanha e em partes da Hungria.

De acordo com os últimos dados climáticos, a maior parte do continente registrou volumes de chuva entre 5 e 40 mm por semana, abrangendo regiões da Inglaterra e França até o leste europeu. No entanto, a escassez de chuvas desde novembro reduziu a umidade do solo na Espanha, comprometendo a emergência e o estabelecimento de culturas de inverno.

A situação também é crítica no sudoeste da Hungria (Transdanúbia), onde a seca extrema permanece localizada. Desde 1º de outubro, a região acumulou apenas 34% do volume de chuvas esperado, tornando este o período mais seco dos últimos 30 anos.

Outro destaque foi o aumento das temperaturas, que ficaram 2 a 7°C acima do normal na maior parte do centro, norte e leste da Europa. Apenas a porção sudoeste do continente registrou valores próximos à média histórica.

A ausência de cobertura de neve nas principais áreas de cultivo de inverno levanta preocupações sobre a exposição das lavouras, embora as mínimas tenham permanecido acima dos níveis que causariam danos por congelamento ou morte de plantas.

Produtores europeus monitoram de perto o impacto dessas condições climáticas, especialmente nas culturas de grãos. A falta de umidade na Espanha e na Hungria pode comprometer o rendimento das lavouras de inverno, enquanto as temperaturas elevadas trazem incertezas sobre a resistência das plantações frente ao inverno que se aproxima, conforme os dados do USDA.





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Produção de trigo no Canadá registra estabilidade



A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro



A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro
A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro – Foto: Pixabay

A moagem de trigo no Canadá apresentou estabilidade em novembro de 2024, com 293.281 toneladas processadas, conforme relatório do Statistics Canada divulgado em 24 de dezembro. Esse volume manteve-se inalterado em relação a outubro, mas representou uma queda de 2,6% em comparação a novembro de 2023, quando foram moídas 301.000 toneladas. Em contrapartida, houve um aumento de 13% em relação a setembro. No acumulado de dezembro de 2023 a novembro de 2024, a média mensal de moagem foi de 274.167 toneladas, com os volumes de outubro e novembro marcando os maiores totais desde novembro de 2023.  

A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro. Foram produzidas 215.925 toneladas, 4% a menos do que as 225.000 toneladas de outubro e 4% abaixo do registrado em novembro de 2023. Apesar disso, houve um aumento de 10% em relação ao volume produzido em setembro. A média mensal de produção de farinha de trigo no período de 12 meses foi de 205.583 toneladas. Ainda segundo o relatório, a produção de ração atingiu 63.000 toneladas em novembro, apresentando leve queda em relação a outubro e 6% inferior às 67.000 toneladas do mesmo mês em 2023.  

O Ministério da Agricultura e Agroalimentação do Canadá (AAFC), em sua atualização de 19 de dezembro das Perspectivas para as Principais Culturas de Campo, estimou a produção total de trigo no ciclo 2024-25 em 34.958.000 toneladas. Esse volume representa um aumento de 6% em comparação ao período 2023-24 e um ligeiro avanço em relação a 2022-23. O destaque foi o trigo durum, cuja produção foi estimada em 5.870.000 toneladas, 44% superior ao ano anterior. Apesar de uma revisão de 3% para baixo em relação à estimativa de setembro, a produção de durum permanece 20% acima da média histórica, configurando-se como a sexta maior já registrada no país.  





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Chuvas regulares favorecem safra de feijão


A safra de feijão segue com desenvolvimento positivo no Rio Grande do Sul. O avanço no plantio e as boas condições climáticas garantem perspectivas favoráveis em diferentes regiões do estado, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (26)

Na região de Caxias do Sul, a semeadura nos Campos de Cima da Serra continua em ritmo acelerado e deve ser finalizada até o primeiro decêndio de janeiro. As lavouras recém-semeadas estão na fase de emergência, beneficiadas por temperaturas e umidade adequadas, favorecendo o desenvolvimento inicial das plantas.

Segundo a Emater/RS, já na região de Ijuí, 60% das lavouras estão em maturação, com potencial produtivo mantido em níveis elevados. Os tratos culturais foram finalizados e começou a aplicação de dessecantes para uniformizar a maturação e otimizar a colheita. Os rendimentos obtidos até o momento estão em linha com as expectativas da safra.

Na região de Pelotas, a semeadura atingiu 81% da área prevista e foi concluída em cidades como Tavares, São Lourenço do Sul, Piratini, Pelotas e Morro Redondo. Atualmente, 46% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em florescimento e 22% em enchimento de grãos. As chuvas regulares e a umidade do solo têm assegurado o crescimento saudável das plantas, sem relatos de problemas fitossanitários.

Em Soledade, parte das lavouras já está em maturação e colheita, enquanto outras áreas seguem em enchimento de grãos. As produtividades variam entre 900 e 1.500 kg/ha, com a maioria das lavouras apresentando rendimentos próximos à média superior. Apesar dessa variação, os grãos colhidos apresentam qualidade e peso satisfatórios, reflexo das condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

No total, 5% das lavouras estão em florescimento, 35% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 20% já colhidas. As condições climáticas e o manejo eficiente das lavouras indicam perspectivas promissoras para a safra, reforçando a importância do feijão na produção agrícola do estado, de acordo informativo.





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Desafios superados pelo agro em 2024



O Brasil também se destacou no mercado global



Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade
Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade – Foto: USDA

O ano de 2024 foi marcado por uma combinação de desafios e avanços significativos para o agronegócio brasileiro. De acordo com Jacques Dieu, Gestor de Estratégias de Vendas e Marketing, o setor enfrentou dificuldades como as enchentes históricas que afetaram o Rio Grande do Sul, resultando em prejuízos expressivos para a produção agrícola, principalmente de arroz

No entanto, esses eventos também reforçaram a importância de investir em infraestrutura resiliente, capaz de mitigar os impactos de fenômenos climáticos extremos. Mesmo diante das adversidades, o agronegócio brasileiro mostrou uma notável capacidade de adaptação, mantendo-se como um pilar essencial da economia nacional.

Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade. A regulamentação dos bioinsumos ganhou destaque, alinhando-se às tendências globais que buscam uma agricultura menos dependente de produtos químicos. Além disso, o Plano Safra, ao promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, reafirmou o compromisso do setor com a preservação ambiental, sem comprometer a produtividade. Essas iniciativas sustentáveis fortaleceram a imagem do Brasil no cenário internacional, mostrando seu compromisso com uma produção agrícola mais verde e eficiente.

O Brasil também se destacou no mercado global, com a abertura de novos mercados na Ásia e a consolidação de sua liderança no Paraguai. Esse fortalecimento das parcerias comerciais internacionais contribuiu para ampliar a posição do país como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, atendendo à crescente demanda global por alimentos. Com essas ações, o agronegócio brasileiro garantiu sua relevância no cenário mundial.

 





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Crédito de carbono ganha espaço na agricultura



Crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta para sustentabilidade


Foto: Canva

O crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta estratégica para impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Além de incentivar práticas mais ecológicas, o mecanismo transforma a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em oportunidades econômicas, atraindo produtores rurais e investidores para o setor.

A agricultura é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de GEE, com destaque para o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Práticas tradicionais, como o uso intensivo de fertilizantes e a pecuária convencional, contribuem para essas emissões. Nesse contexto, os créditos de carbono surgem como um estímulo à adoção de modelos produtivos sustentáveis, incluindo a agricultura regenerativa, que melhora a qualidade do solo e captura carbono da atmosfera.

No Brasil, o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) é referência na promoção de práticas sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e o plantio direto. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a iniciativa já evitou a emissão de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalentes desde 2010.

A técnica ILPF integra agricultura, pecuária e silvicultura em uma mesma área, promovendo maior produtividade e capturando carbono no solo e na vegetação. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que sistemas ILPF podem sequestrar até 10 toneladas de CO2 por hectare ao ano, tornando-se aliados cruciais na redução das emissões.

Os créditos de carbono também oferecem vantagens financeiras. Agricultores que adotam práticas sustentáveis podem comercializar esses créditos em mercados específicos, obtendo renda adicional e ampliando sua competitividade. Além dos ganhos financeiros, essas práticas favorecem a recuperação dos solos, aumentam a biodiversidade e tornam as lavouras mais resistentes às mudanças climáticas, fortalecendo a segurança alimentar e a estabilidade produtiva.





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Preços dos suínos independentes mantêm estabilidade nesta semana, mas…


Após reajustes recentes, associações destacam estabilidade nos preços e projetam aumentos com a chegada do 13º salário e maior demanda sazonal.

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Nesta quinta-feira (21), a comercialização dos suínos no mercado independente apresentou estabilidade nos principais estados produtores. Com os feriados de novembro e a entrada da segunda quinzena do mês, tiraram o ímpeto das altas no mercado de suínos. 

Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram estabilidade frente à semana anterior e segue precificado em R$ 10,30/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). 

“Nas últimas quatro semanas,  o preço do suíno teve um reajuste positivo de 8,77%. Para a Bolsa de Suínos houve uma queda de 2,90 kg, o que representa uma queda de 1,88% e o volume de animais também registrou um recuo de 1.423 de cabeças, o que representa uma queda de 4,72%”, detalhou o Valdomiro Ferreira.

Ainda de acordo com a APCS, a expectativa para os próximos dias é de reajuste nas cotações dos suínos em que as indústrias já estão se preparando para atender a demanda de final de ano. “A expectativa é de novo realinhamento nos preços com a entrada dos pagamentos do 13º salário e aumento no consumo”, informou ao Notícias Agrícolas. 

No mercado mineiro, o valor do animal apresentou estabilidade nesta semana e está sendo negociado próximo de R$ 10,30/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). 

“As expectativas são boas no curto prazo com a sazonalidade de final de ano, mas nesta semana a demanda continua predominando e os preços estão estáveis em uma faixa na linha do topo.”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal nesta semana registrou valorização de 0,41% frente a anterior, em que passou de R$ 9,78/kg e está precificado em  R$ 9,82/kg vivo.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Pastagens avançam com chuvas e insolação favoráveis


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na quinta-feira (26), as chuvas regulares e a intensa radiação solar registradas nas últimas semanas estão impulsionando o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul. As condições climáticas também favoreceram a recuperação dos campos nativos, ampliando a oferta de forragem de qualidade para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, o crescimento das forrageiras nativas foi limitado pela baixa pluviosidade em dezembro, que acumulou apenas 60 mm. Em contrapartida, na região de Caxias do Sul, as áreas de campo nativo atenderam plenamente às necessidades dos animais, refletindo em bons ganhos de peso.

Na região de Ijuí, a escassez de estoques de forragem conservada levou alguns produtores a anteciparem o corte do milho para silagem, mesmo antes do ponto ideal de maturação dos grãos. Já em Passo Fundo, as chuvas recentes mantiveram a umidade do solo em níveis adequados para o crescimento das pastagens. No entanto, a menor incidência de luz solar, devido aos dias encobertos, limitou o pleno desenvolvimento vegetativo.

Nas regiões de Pelotas, incluindo Arroio do Padre, Canguçu e Capão do Leão, as pastagens e forrageiras apresentaram bom desenvolvimento. Entretanto, em Cerrito e Jaguarão, a baixa radiação solar trouxe desafios para a implantação de novas áreas de pastagens de verão. Em Santa Vitória do Palmar, o campo nativo registrou crescimento adequado, beneficiando tanto bovinos quanto ovinos.

Na região de Santa Maria, as pastagens de verão apresentaram condição excelente, garantindo boa oferta de forragem. Em Santa Rosa, as chuvas recentes, combinadas com temperaturas amenas e boa insolção, impulsionaram a produção de matéria verde nas pastagens perenes e anuais, conforme dados da Emater/RS.





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Produção de açúcar cai 63% em dezembro


Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA), a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil registrou queda expressiva na primeira quinzena de dezembro. O volume produzido foi de 347,82 mil toneladas, representando uma redução de 63,07% em comparação com o mesmo período da safra 2023/2024, quando foram fabricadas 941,73 mil toneladas.

No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a fabricação de açúcar alcançou 39,71 milhões de toneladas, número 5,05% inferior ao ciclo anterior, que totalizou 41,82 milhões de toneladas. No mesmo período, a produção de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 764,53 milhões de litros. Desse total, 498,56 milhões de litros foram de etanol hidratado, representando uma queda de 28,18%, e 265,97 milhões de litros foram de etanol anidro, com retração de 24,30%.

No acumulado do ciclo agrícola, a produção de etanol, no entanto, mostrou crescimento de 3,26%, totalizando 31,93 bilhões de litros. O etanol hidratado avançou 10,29%, somando 20,34 bilhões de litros, enquanto o anidro apresentou recuo de 7,13%, alcançando 11,59 bilhões de litros.

Um dos destaques do setor foi o crescimento expressivo na produção de etanol a partir do milho. Na primeira metade de dezembro, 50% do biocombustível produzido teve como matéria-prima o cereal. Foram fabricados 379,16 milhões de litros de etanol de milho, um aumento de 34,89% em relação ao mesmo período da safra passada, quando o volume atingiu 281,09 milhões de litros.

Desde o início da safra, o etanol de milho já acumula produção de 5,63 bilhões de litros, o que representa um avanço de 30,01% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior.





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chuvas beneficiam algodão e sorgo



Chuvas espalhadas beneficiam cultivos de verão na Austrália




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas esparsas, com volumes localizados próximos a 10 mm, foram registradas no sul de Queensland e no norte e centro de Nova Gales do Sul, proporcionando impulso ao desenvolvimento de culturas de verão, como algodão e sorgo. Enquanto áreas mais secas elevaram a demanda por irrigação em algumas localidades, essas condições também permitiram a continuidade dos trabalhos de campo, incluindo o plantio adicional de sorgo.

Nas demais regiões do cinturão de trigo, o clima predominantemente seco em Nova Gales do Sul (sul), Victoria, Austrália do Sul e Austrália Ocidental favoreceu a conclusão das colheitas das culturas de inverno.

As temperaturas ficaram, em média, de 2 a 3 °C abaixo do normal em partes do sudeste, enquanto no oeste e nordeste permaneceram próximas da média histórica. As máximas atingiram valores entre 30 e 35 °C na maior parte das áreas produtoras de trigo, mantendo o ritmo adequado para a finalização da colheita e preparando o solo para a próxima safra.





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