quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Como foi o 2024 do agro?


Conforme destacou Anderson Nacaxe, Country Manager na Agrotoken, o agronegócio brasileiro enfrentou um ano desafiador em 2024. Custos elevados, clima extremo e volatilidade cambial pressionaram o setor, mas avanços em sustentabilidade, tecnologia e exportações demonstraram a resiliência de um dos principais motores econômicos do país. Insumos como fertilizantes e defensivos permaneceram caros, acompanhados pelo aumento nos preços de maquinários agrícolas devido à oscilação do dólar, que variou entre R$ 4,85 e R$ 6,30. Essa volatilidade, embora tenha favorecido exportadores, encareceu importações e comprometeu margens de lucro.

A alta da taxa Selic, encerrando o ano em 12,25%, dificultou o acesso ao crédito, mesmo com R$ 96 bilhões liberados no primeiro semestre e R$ 115 bilhões financiados pelo Banco do Brasil na safra 2024/25. A rentabilidade também foi pressionada pela queda nos preços de commodities como soja e milho, ainda que carnes e café tenham ajudado a mitigar parte das perdas. Apesar disso, o setor atingiu exportações de US$ 153 bilhões, impulsionado pela desvalorização cambial, e conquistou novos mercados, incluindo a ampliação de parcerias com a China.

O clima, marcado pelo ano mais quente da história, trouxe secas e enchentes que prejudicaram culturas como milho, café e cana-de-açúcar, reforçando a necessidade de práticas agrícolas resilientes e tecnologia para mitigação de riscos. Por outro lado, a legislação avançou com a aprovação da Lei do Mercado de Carbono e da Lei dos Bioinsumos, que incentivaram a sustentabilidade e reduziram a dependência de insumos químicos.

No plano internacional, o Brasil manteve sua liderança na produção de soja, colhendo 155 milhões de toneladas, enquanto o acordo Mercosul-União Europeia eliminou tarifas para 90% dos produtos comercializados, criando novas oportunidades. O agronegócio brasileiro, mesmo diante de tantas adversidades, mostrou sua capacidade de adaptação e inovação, reafirmando seu papel essencial na economia nacional.

 





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Vale usar colhedoras em canaviais de baixa produtividade?



Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional



Outro ponto relevante é o impacto ambiental
Outro ponto relevante é o impacto ambiental – Foto: Canva

O uso de colhedoras de cana-de-açúcar em áreas com baixa produtividade pode resultar em sérios prejuízos econômicos e operacionais. Segundo Rogério Rangel Chaves, consultor de treinamento na Lema Empresarial, a eficiência dessas máquinas é significativamente comprometida em terrenos onde a densidade de plantas é menor, gerando uma série de desafios.  

Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional, pois as colhedoras operam abaixo de sua capacidade máxima, devido à menor densidade de plantas nos canaviais. Esse fator resulta em aumento do custo por tonelada colhida, uma vez que a menor produtividade por hectare eleva as despesas relacionadas à operação e à manutenção do equipamento. Além disso, terrenos de baixa produtividade frequentemente apresentam condições inadequadas, acelerando o desgaste das máquinas.  

Outro ponto relevante é o impacto ambiental. O uso intensivo de colhedoras em áreas menos produtivas contribui para o desperdício de combustíveis e aumenta a emissão de gases poluentes, agravando questões ambientais. Esses fatores reforçam a necessidade de uma abordagem mais planejada para maximizar os resultados e minimizar danos.  

Para mitigar esses efeitos, Chaves recomenda estratégias como o planejamento adequado da colheita, a melhoria no manejo do solo e o investimento em variedades de cana-de-açúcar adaptadas às condições regionais. Tais medidas podem contribuir para aumentar a produtividade e, consequentemente, melhorar a eficiência do uso das colhedoras. “Para mitigar esses efeitos, é recomendável planejar a colheita, melhorar o manejo do solo e investir em variedades de cana adaptadas à região”, conclui.

 





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Análise foliar na cultura da soja otimiza recursos



A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes



A  análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo
A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo – Foto: Nadia Borges

Com a semeadura da soja finalizada na maioria das áreas agrícolas do Brasil, o ciclo da cultura, que geralmente dura entre 100 e 140 dias, está em andamento. Esse período pode variar consideravelmente em função de fatores como clima, variedade da planta e práticas de manejo. Nesse contexto, o AgriSolum Laboratório ressalta a importância de incorporar a análise foliar no planejamento agrícola, dado que as folhas são os órgãos que melhor refletem o estado nutricional das plantas.  

A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo. Alterações nessas concentrações estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento e à produtividade das plantas. Essa técnica permite ao produtor identificar deficiências ou excessos de nutrientes com precisão, possibilitando ajustes rápidos e assertivos na adubação. Como resultado, a prática evita o desperdício de fertilizantes e assegura que as plantas recebam os nutrientes necessários para um crescimento vigoroso e produtivo.  

Além de melhorar a eficiência no uso de recursos, a análise foliar contribui para a saúde das lavouras e o aumento do rendimento por hectare. Isso significa maior retorno econômico ao produtor e lavouras mais equilibradas, com menos impacto ambiental devido ao uso racional de insumos.  

Por fim, essa ferramenta estratégica permite que o produtor tome decisões ágeis, garantindo colheitas de alta qualidade. Identificar rapidamente problemas nutricionais evita perdas significativas e promove uma produção sustentável e competitiva. Para quem busca excelência na produção agrícola, a análise foliar é uma aliada indispensável. 

 





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Edição genética cria uvas resistentes ao mofo cinzento



A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas



Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente
Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente – Foto: Arquivo Agrolink

Pesquisadores na China desenvolveram uma abordagem inovadora de edição genética para criar variedades de videira mais resistentes ao mofo cinzento (Botrytis cinerea), uma das maiores ameaças à viticultura mundial. O avanço promete transformar a indústria vinícola ao reduzir a dependência de pesticidas e garantir uma produção mais sustentável, especialmente em face das mudanças climáticas. O estudo, publicado na Horticulture Research, utiliza a tecnologia CRISPR/Cas9 para editar genes específicos da videira, melhorando sua resistência natural à doença sem recorrer a organismos geneticamente modificados (OGM).

A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas, tanto durante o crescimento quanto após a colheita, diminuindo a qualidade das uvas. Com o agravamento das condições climáticas, a necessidade de cultivares resistentes é cada vez mais urgente. A pesquisa focou na identificação de genes-chave que influenciam a resposta imunológica das videiras, uma descoberta que pode levar à criação de variedades mais resistentes, menos dependentes de tratamentos químicos.

Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente e menos controversa que os trabsgênicos, ao possibilitar alterações precisas e direcionadas nos genes da planta. A aplicação desta tecnologia pode reduzir a necessidade de fungicidas, melhorar o rendimento das colheitas e até diminuir as perdas pós-colheita. Para além da viticultura, esse avanço tem implicações significativas para a agricultura em geral, ajudando a criar culturas mais resilientes frente às pressões ambientais globais.

A pesquisa liderada por Ben Fan, da Nanjing Forestry University, pode revolucionar as práticas agrícolas, oferecendo uma forma mais eficaz e sustentável de combater doenças das plantas, promovendo uma agricultura mais resiliente e alinhada com as necessidades de um futuro mais sustentável.

 





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Soja encerra dia e mês em alta em Chicago


De acordo com informações da TF Agroeconômica, os contratos de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia e o acumulado do mês em alta. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, registrou valorização de 1,65%, ou 16,25 cents/bushel, cotado a $998,25. Já o contrato de março subiu 1,89%, ou 18,75 cents/bushel, fechando a $1010,50. Nos derivados, o farelo de soja para janeiro apresentou alta de 1,65%, cotado a $307,6/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês avançou 0,15%, encerrando em $39,78/libra-peso.  

A movimentação positiva dos preços reflete, em parte, o cenário global de oferta e demanda, bem como fatores climáticos e geopolíticos que influenciam o mercado de commodities. Apesar do avanço nos preços internacionais, a desvalorização do Real frente ao dólar americano tem potencializado os desafios para o mercado brasileiro.  

Segundo a consultoria Elos Ayta, o Real registrou o pior desempenho entre as economias do G20 e 27 divisas analisadas em 2024. A moeda brasileira sofreu uma desvalorização de 21,82% no índice Ptax Venda do Banco Central, enquanto no dólar comercial a queda foi de 19,15%. Esse cenário posiciona o Real como a terceira moeda mais desvalorizada globalmente, superando inclusive o peso argentino (-21,70%) e o rublo russo.  

A forte depreciação cambial, além de impactar os custos de importação e exportação, também tem efeitos sobre o poder de compra e a inflação interna, trazendo complexidade adicional para o agronegócio brasileiro, que depende tanto de insumos importados quanto da competitividade de seus produtos no mercado internacional.

 





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Venda o máximo que puder



Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara



O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025
O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025 – Foto: USDA

Os preços da soja no Brasil encerraram o ano em queda, conforme análise da TF Agroeconômica, mesmo com o impulso do óleo de soja, que registrou alta significativa de 32,16%, sustentada pela forte demanda para biocombustível. No entanto, a pressão veio dos preços do farelo, que caíram 10,20% devido à demanda mais fraca. Nos últimos 45 dias, o mercado também foi impactado pelas estimativas otimistas de produção brasileira para a safra 2025/26, com projeções superiores a 170 milhões de toneladas, em contraste com previsões mais conservadoras do USDA e da CONAB.

O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025, tanto no mercado interno quanto no externo. O aumento significativo da disponibilidade brasileira, aliado a uma oferta mundial robusta, reforça essa perspectiva. Apesar disso, os efeitos do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras argentinas podem reduzir ligeiramente essa oferta global.

Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara: produtores devem priorizar a venda de seus estoques o mais rápido possível para evitar perdas diante da provável queda nos preços. O mercado segue atento às condições climáticas e à dinâmica global de oferta e demanda para ajustar suas estratégias. “Com isto, nossa projeção de preços para 2025 é de baixa, tanto no mercado interno, quanto no mercado externo, diante do aumento da disponibilidade brasileira (e mundial). Eventualmente, esta disponibilidade mundial poderá sofrer uma pequena retração com os efeitos de La Niña sobre as lavouras argentinas, mas nossa recomendação é: venda o máximo que você puder antes que os preços caiam”, conclui.





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Milho fecha em alta na CBOT



O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional



O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional
O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de milho encerrou o dia e o acumulado do mês com valorização na Bolsa de Chicago (CBOT). A cotação de março, referência para a safra de verão brasileira, subiu 1,38%, ou 6,25 cents/bushel, fechando a US$ 458,50. Já a cotação de maio teve alta de 1,25%, ou 5,75 cents/bushel, encerrando o pregão a US$ 465,75. Os dados refletem a estabilidade do mercado diante de uma crescente demanda global e um cenário favorável para exportações.  

O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional, destacando o Brasil como protagonista global. Ao transformar milho, comercializado a US$ 185 por tonelada, em carnes, vendidas a US$ 2.000 por tonelada, e em etanol, o país ampliou significativamente sua rentabilidade. Essa estratégia impulsionou a geração de empregos, aumentou a arrecadação de impostos estaduais e consolidou o Brasil como fornecedor indispensável para mais de 187 países. Essa posição estratégica fortalece o agronegócio brasileiro e gera impactos positivos de longo prazo na economia nacional.  

Embora os resultados sejam impressionantes, especialistas apontam que o setor ainda possui grande potencial de crescimento. O aumento da produção de carnes e etanol, a partir do milho, pode melhorar ainda mais as condições econômicas de diversos estados, promovendo desenvolvimento regional e ganhos sociais. A expansão dessas áreas representa uma oportunidade para o Brasil ampliar sua competitividade global e consolidar sua liderança no mercado internacional.  

O milho, portanto, reafirma sua importância estratégica, sendo peça-chave na geração de renda e emprego, além de contribuir para o avanço socioeconômico do país. As perspectivas para 2024 indicam que, com investimentos adequados, o Brasil pode ocupar um espaço ainda maior no mercado global.  

 





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Mercado de trigo fecha em alta em Chicago



Esse desempenho contrasta com o mercado de soja



No mercado interno, o trigo mostrou desempenho expressivo ao longo de 2024
No mercado interno, o trigo mostrou desempenho expressivo ao longo de 2024 – Foto: Agrolink

De acordo com dados divulgados pela TF Agroeconômica, o mercado de trigo encerrou o último dia útil com alta nos contratos futuros em Chicago, além de fechar o acumulado de 2024 em patamares superiores ao ano anterior. O contrato de março do trigo brando SRW de Chicago, relevante para produtores e exportadores brasileiros, subiu 0,59%, fechando a $551,50 por bushel. O contrato de maio registrou alta de 0,63%, cotado a $562,50. Na Euronext de Paris, o trigo para moagem também apresentou elevação de 1,28%, encerrando a 237,25 euros por tonelada.  

No mercado interno, o trigo mostrou desempenho expressivo ao longo de 2024. Os preços no Rio Grande do Sul avançaram 2,48%, enquanto no Paraná, a valorização foi ainda maior, atingindo 10,66%. O farelo de trigo destacou-se como o produto com maior variação nominal, registrando alta de 26,31% no ano, ocupando o terceiro lugar entre os produtos agrícolas acompanhados pela TF Agroeconômica.  

Esse desempenho contrasta com o mercado de soja, que encerrou 2024 com uma queda de 2,41% nos preços em relação ao final de 2023. A resiliência do trigo, especialmente no mercado interno, reflete uma combinação de fatores como demanda por subprodutos, variações cambiais e condições climáticas favoráveis para a safra no Brasil.  

O fechamento em alta no mercado internacional, somado ao fortalecimento dos preços no mercado doméstico, evidencia a competitividade do trigo brasileiro em um cenário de desafios econômicos globais e locais. Os dados ressaltam a importância de monitorar de perto as cotações para estratégias de comercialização em 2025.

 





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Real encerra 2024 com desvalorização histórica



Eleição de Trump influenciou o dólar



Além dos fatores externos, a desvalorização do real também foi impulsionada por questões domésticas
Além dos fatores externos, a desvalorização do real também foi impulsionada por questões domésticas – Foto: Pixabay

O câmbio brasileiro vivenciou um ano de alta volatilidade e encerrou 2024 com uma desvalorização de 21,82% em relação ao dólar Ptax, a taxa de referência para contratos denominados em real em bolsas de mercadorias no exterior. Esse desempenho coloca o real como a moeda mais desvalorizada entre 27 economias analisadas pela consultoria Elos Ayta. Trata-se do pior resultado para a moeda brasileira desde 2020 e da terceira maior queda nominal desde 2010, superado apenas pelos anos de 2015 (-31,98%) e 2020 (-22,44%).  

Nesse contexto, o analista da Elos Ayta, Einar Riverno, destaca que esse desempenho reflete os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil em um contexto global adverso e com incertezas internas. Em âmbito internacional, a vitória de Donald Trump nas eleições para a presidência dos Estados Unidos gerou expectativas de políticas protecionistas, o que fortaleceu a economia norte-americana, a inflação no país e, consequentemente, o dólar, que é sua moeda.  

Além dos fatores externos, a desvalorização do real também foi impulsionada por questões domésticas. O pacote fiscal anunciado pelo governo no final de 2024 gerou preocupações entre investidores, provocando um êxodo de capitais e pressionando ainda mais a moeda brasileira. Riverno afirma que, para 2025, a recuperação do real dependerá de reformas estruturais que atraiam investimentos, além de um ambiente externo mais favorável. É essencial que o governo sinalize seu compromisso com a disciplina fiscal e adote medidas concretas para conter a inflação e promover o crescimento sustentável.





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Nova lei regula uso de bioinsumos na Bahia



Lei dos bioinsumos fortalece a agricultura sustentável




Foto: Canva

A agricultura baiana deu um importante passo em direção à sustentabilidade com a sanção da Lei nº 15.070/2024, de autoria do senador Jaques Wagner. A nova legislação regulamenta e estimula o uso de bioinsumos na produção agropecuária, aquícola e florestal, consolidando práticas mais limpas, eficientes e alinhadas às demandas globais por sustentabilidade, conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA).

Os bioinsumos abrangem produtos e tecnologias de origem natural voltados para o crescimento e desenvolvimento de plantas, animais e microrganismos. A medida visa aumentar a fertilidade do solo, promover a proteção ambiental e reduzir a dependência de insumos químicos sintéticos, como agrotóxicos e fertilizantes convencionais.

Segundo dados da Seagri BA, a legislação fortalece a execução do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica da Bahia, promovendo sistemas agrícolas mais resilientes e alinhados aos ecossistemas locais. Além disso, busca valorizar o conhecimento tradicional e minimizar os impactos ambientais.

Entre os principais pontos da nova lei, destacam-se:

  • Produção descentralizada: pequenos produtores, cooperativas e comunidades tradicionais poderão produzir bioinsumos para uso próprio.
  • Incentivos financeiros: acesso a crédito facilitado e programas de apoio econômico para quem adotar bioinsumos em seus sistemas produtivos.
  • Pesquisa e inovação: fomento à criação de novas tecnologias de bioinsumos para impulsionar a bioeconomia e valorizar a sociobiodiversidade.

De acordo com a Seagri, a nova lei é vista como estratégica para ampliar a presença da Bahia em mercados internacionais exigentes, como o europeu, que priorizam produtos com alta rastreabilidade ambiental e padrões sustentáveis. A legislação também está alinhada ao Plano ABC+ Bahia, voltado para práticas agrícolas de baixo carbono, consolidando o estado como referência em inovação agrícola e sustentabilidade.

A Secretaria da Agricultura da Bahia já trabalha em estratégias para ampliar a adoção da nova lei. A pasta planeja parcerias com instituições de pesquisa, além de programas de capacitação técnica voltados aos produtores.





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