quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Prêmios de milho seguem estáveis no início do ano



Na Argentina, o mercado manteve ampla oferta de opções de entrega



No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t
No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t – Foto: Claudio Neves/APPA

Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de milho retomaram as atividades de forma tímida neste início de ano, com prêmios permanecendo inalterados em relação ao final de 2024. Em Paranaguá, as negociações seguem como referência, com prêmios para janeiro registrando venda a Sv (120) e compra a 101 (sC), base H5. Para os meses de julho e agosto, os prêmios apresentaram leve alta, com venda a 75 (+5) e compra a 59 (+2), base U5.  

No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t, enquanto para março a redução foi de 6 CNY/t. Produtos derivados, como amido de milho, também apresentaram recuo: 16 CNY/t para janeiro e 15 CNY/t para março. No segmento de proteínas, os preços dos ovos caíram 30 CNY/500kg para janeiro e subiram 2 CNY/500kg para fevereiro. Já o suíno sofreu queda de 365 CNY/t para janeiro, mas apresentou alta de 265 CNY/t para março.  

Na Argentina, o mercado manteve ampla oferta de opções de entrega, com preços estáveis e poucas variações operacionais. O melhor preço para desembarque imediato foi A$ 187 mil/t, enquanto a parcela contratual subiu A$ 5 mil/t, atingindo A$ 190 mil/t. Para entrega entre março e abril, o preço do milho do próximo ciclo comercial permaneceu em US$ 175/t, e para o cereal de colheita tardia, em US$ 165/t.  

Com este cenário, os mercados globais ainda tateiam as oportunidades, enquanto produtores e compradores aguardam sinais mais claros de movimentação nas cotações. A estabilidade observada, no entanto, sugere cautela no curto prazo. As informações foram divulgadas depois da virada do ano.





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Moinhos do RS antecipam compras de trigo



No Paraná, as negociações estão praticamente zeradas



Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento
Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os preços do trigo pão no Rio Grande do Sul permanecem na faixa de R$ 1.220 a R$ 1.280, sem muitos negócios concretizados. Quando há demanda, os embarques são programados para fevereiro e março. Produtos como branqueador e melhorador apresentam preços de R$ 1.550/1.600 e R$ 1.400, respectivamente, dependendo da qualidade e da urgência de entrega. Apesar da antecipação de movimentos de alta no custo da matéria-prima, os preços da farinha não estão contribuindo para alavancar o mercado. No setor de exportação, o trigo Milling para entrega em janeiro foi negociado a R$ 1.370/tonelada, enquanto o trigo de ração alcançou R$ 1.320 para o mesmo período, com pagamentos agendados para fevereiro.  

Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento devido às festas de fim de ano e ao período de férias. As cooperativas estão recebendo os últimos lotes da safra local, mas os preços pedidos são mais altos do que os do trigo gaúcho CIF. Algumas ofertas no estado incluem R$ 1.300 mais frete para o trigo do RS e R$ 1.450 no moinho para trigo local. Apesar disso, os preços pagos aos produtores catarinenses permanecem estáveis, variando entre R$ 68,00 e R$ 73,00 por saca, dependendo da região.  

No Paraná, as negociações estão praticamente zeradas, reflexo da pausa das indústrias para manutenção e balanços anuais. As últimas cotações apontam pedidas de vendedores a R$ 1.500 no norte do estado, consideradas baratas frente ao custo das importações. Já no oeste e sudoeste, os valores são ligeiramente inferiores, tornando o trigo paranaense mais competitivo do que o gaúcho. No entanto, as importações de trigo argentino continuam, com a chegada prevista de três navios em Paranaguá, totalizando 88.610 toneladas.  

 





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Queda de PIB e preços


Segundo dados do Cepea/Esalq-USP divulgados por Ricardo Leite, superintendente executivo do Banco Safra, o agronegócio brasileiro enfrentou desafios significativos em 2024, com o PIB do setor recuando 3,5% no primeiro semestre. Isso equivale a uma perda de R$ 92 bilhões em relação a 2023. A retração foi mais severa no setor agrícola, que registrou queda de 5,1% (R$ 96 bilhões), enquanto a pecuária cresceu 0,5% (R$ 4 bilhões).

De janeiro a setembro, as exportações alcançaram US$ 126 bilhões, levemente abaixo do mesmo período em 2023. Apesar do aumento de 0,3% no volume exportado, o preço médio em dólar caiu 1%, reflexo da oferta abundante de commodities como soja e milho. A desvalorização do real (+7,1%) melhorou a competitividade, mas não foi suficiente para evitar uma queda de 5,4% no faturamento em reais.

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras, absorvendo 34,6% do total, seguida pela União Europeia (13%) e pelos Estados Unidos (6,7%). A recuperação de preços dependerá da próxima safra brasileira, além de condições nos mercados americano e argentino, destacando a necessidade de estratégias de gestão de riscos, como hedge cambial e de preços.

“A taxa de câmbio favorável pode trazer vantagens competitivas, mas os desafios internos, como custos de produção e infraestrutura, continuam a pressionar o setor. Essa análise reforça a importância de estratégias de gestão de riscos, como hedge cambial e de preços, para mitigar os impactos das oscilações do mercado internacional no setor”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Oferta de fêmeas predomina no início do ano no mercado de bovinos



Mercado pecuário inicia 2025 com estabilidade




Foto: Kadijah Suleiman

Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha” publicado pela Scot Consultoria na quinta-feira, (2), o mercado pecuário brasileiro iniciou o ano de forma estável, com parte significativa da ponta compradora ausente dos negócios no primeiro dia útil. A oferta predominante nas praças analisadas foi de fêmeas, o que chamou a atenção dos analistas do setor. As escalas de abate ficaram, em média, ajustadas para sete dias, refletindo a menor movimentação registrada nos últimos dias.

Nas praças pecuárias de Minas Gerais, o cenário foi marcado por poucos negócios. O volume de abates foi reduzido, e a oferta de bovinos também seguiu limitada. Agentes do mercado aguardam uma retomada mais intensa na próxima semana, acompanhando de perto o comportamento do mercado consumidor.

No sudeste de Rondônia, o mercado ficou praticamente parado, com poucas negociações realizadas. Os preços mantiveram-se estáveis, refletindo a cautela dos frigoríficos e pecuaristas, que seguem avaliando o cenário antes de retomarem as operações com maior intensidade.





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Baixa renovação do maquinário ameaça competitividade



A volatilidade cambial tem agravado a situação



A volatilidade cambial tem agravado a situação
A volatilidade cambial tem agravado a situação – Foto: USDA

O setor de maquinário agrícola enfrenta um cenário desafiador, com margens reduzidas e alta volatilidade cambial, o que impacta diretamente a renovação de equipamentos e a competitividade dos principais fabricantes como John Deere, CNH e AGCO Corporation. Segundo Anderson Nacaxe, gerente da Agrotoken, a queda de até 28% na receita anual das fabricantes reflete a redução nos investimentos, já que produtores rurais têm priorizado a manutenção dos maquinários existentes, devido ao aumento nos custos de insumos e à volatilidade das commodities.

A volatilidade cambial tem agravado a situação, tornando o preço de equipamentos dolarizados mais elevado, o que restringe o acesso, principalmente para pequenos e médios produtores. Esse cenário resulta em estoques elevados e queda na demanda. A John Deere, com margem operacional de 15,3% e lucro líquido de US$ 1,25 bilhões, tem se destacado, enquanto CNH e AGCO enfrentam margens menores de 8,4% e 5,5%, respectivamente. A disparidade nos resultados reflete a capacidade das empresas em lidar com a crise.

Além disso, a falta de investimentos em inovação impacta a competitividade do setor. A John Deere, por exemplo, alocou US$ 620 milhões em tecnologias de agricultura de precisão, superando os US$ 221 milhões da CNH e os US$ 121 milhões da AGCO. A baixa renovação de maquinário compromete a produtividade, dificultando o cumprimento de metas ambientais e ampliando desigualdades no setor. No longo prazo, a falta de renovação tecnológica e a volatilidade cambial podem prejudicar a competitividade do agronegócio brasileiro e global.





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Preços do café devem seguir elevados em 2025



Com estoque apertado, 2025 deve ser mais um ano remunerador à cafeicultura




Foto: Pixabay

Segundo a análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado cafeeiro inicia 2025 com perspectivas desafiadoras, tanto no Brasil quanto no cenário internacional. Os preços internos e externos, que já operam em patamares recordes, devem continuar elevados. Estoques apertados, demanda aquecida e previsão de baixa produção sustentam as projeções para o setor.

No Brasil, maior produtor mundial, a produção não supera o recorde de 60 milhões de sacas desde a safra 2020/21, segundo a Conab. O resultado reflete os impactos do clima adverso, especialmente na temporada 2024, que ainda deve repercutir na safra 2025/26. A expectativa é que o cenário climático continue influenciando a oferta no curto prazo, conforme o Cepea.

Além do Brasil, o Vietnã, segundo maior produtor global, também registrou perdas devido às condições climáticas. Com isso, não há perspectivas de recuperação rápida dos estoques ou de redução na demanda internacional.

Com preços elevados e maior remuneração, os cafeicultores puderam investir em tratos culturais, o que pode amenizar os efeitos negativos do clima e garantir o fornecimento de nutrientes essenciais para as plantações. Essa prática tende a minimizar as perdas e sustentar a oferta.

O Brasil também se destacou nas exportações de café em 2024, e a tendência é que esse desempenho se mantenha em 2025. Pesquisadores apontam que o robusta deve ser o principal destaque. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar aumenta a competitividade do produto brasileiro no mercado externo, tornando as exportações mais atrativas. A expectativa é de que o volume exportado volte a superar a marca de 40 milhões de sacas na temporada 2024/25, consolidando o Brasil como líder global no comércio do grão, apontou o Cepea.





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Clima e umidade limitam avanço do plantio de soja



Mercado registra Alta de preços na comercialização




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (02), a semeadura de soja avançou apenas 1% na última semana, atingindo 97% da área projetada para o cultivo. O ritmo lento é atribuído à baixa umidade no solo e à necessidade de aguardar a colheita de outras culturas para a realização do plantio em sucessão.

Na região de Santa Rosa, o plantio avançou de 92% para 95% da área prevista. No entanto, 97% das lavouras encontram-se na fase vegetativa e 3% em floração. O déficit hídrico se intensificou com a ausência de chuvas na última quinzena, levando as plantas a apresentarem folhas murchas, especialmente no meio da manhã. Em áreas com baixa umidade durante a semeadura, o estande está abaixo do ideal, enquanto outros locais aguardam chuvas para garantir a emergência.

Produtores relatam necessidade de replantio em até 20% das áreas em algumas propriedades. Devido à baixa umidade relativa do ar, o controle fitossanitário foi temporariamente suspenso. Apesar dos desafios, as lavouras apresentam aspecto fitossanitário adequado, sem registros relevantes de pragas ou doenças até o momento, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.

Já na região de Soledade, as condições climáticas foram mais favoráveis. Temperaturas dentro da faixa ideal, altos índices de radiação solar e boa disponibilidade de umidade no solo beneficiaram o crescimento vegetativo. As plantas apresentam maior área foliar, estatura elevada e avanço no fechamento de entrelinhas. Cultivares de ciclo curto já mostram progressos no florescimento.

No mercado, o preço médio da soja apresentou alta de 0,70%, segundo a Emater/RS-Ascar. O valor da saca de 60 quilos subiu de R$ 126,58 para R$ 127,46 na última semana.





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Patrimônio dos fiagros chega a R$ 40,5 bilhões


A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) revelou que os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) registraram uma captação líquida de R$ 23,3 milhões em novembro, mantendo a tendência positiva com dez meses consecutivos de crescimento em 2024. No acumulado do ano, os fundos voltados ao agronegócio somam R$ 1,2 bilhão em aportes. 

Dentre os tipos de Fiagros, os Fiagros-FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) concentraram a maior parte da captação, com R$ 29,3 milhões, seguidos pelos Fiagros-FIP (Fundos de Investimento em Participações), que receberam R$ 1,8 milhão. Já os Fiagros-FII (Fundos Imobiliários) registraram resgates no período, totalizando R$ 7,9 milhões. 

Em termos de emissões, o valor alcançou R$ 317,2 milhões em novembro, resultantes de cinco ofertas: três de Fiagros-FII, que somaram R$ 217,9 milhões, e duas de Fiagros-FIDC, que arrecadaram R$ 99,3 milhões. As pessoas físicas representaram a maior parcela das subscrições, com 35,3%, seguidas por intermediários e outros participantes da oferta (32,6%).

O patrimônio líquido dos Fiagros atingiu R$ 40,5 bilhões em novembro, refletindo um impressionante crescimento de 90,5% nos últimos 12 meses. A maior parte desse valor está concentrada nos Fiagros-FII, com R$ 17,95 bilhões, seguidos pelos Fiagros-FIP com R$ 17,04 bilhões e pelos Fiagros-FIDC, com R$ 5,49 bilhões. O setor conta atualmente com 117 classes de investimento, e desde outubro, a contabilidade dos fundos passou a ser realizada por classe, conforme a Resolução 175 da CVM.





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A eficiência da pecuária depende da adubação



“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem”



A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas
A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas – Foto: Canva

A eficiência na engorda de bovinos a pasto está diretamente ligada às práticas de manejo nutricional e de pastagens, como destaca Murilo Donizeti do Carmo, zootecnista e coordenador técnico Beef da Bellman/Trouw Nutrition. Entre essas práticas, a adubação correta das pastagens é essencial para maximizar a produtividade e a qualidade do pasto, garantindo uma fonte densa e nutritiva para o rebanho. Com pastagens de alta qualidade, os produtores conseguem otimizar o uso da forragem disponível, aumentando o ganho de peso dos animais e melhorando os resultados econômicos da propriedade.  

A adubação adequada, aliada a práticas como o pastejo rotacionado e a escolha de espécies forrageiras adaptadas ao clima e ao solo, promove o desenvolvimento de pastagens mais produtivas. Essas estratégias não apenas aumentam a oferta de alimento, mas também ajudam a manter o crescimento e a saúde do gado, reduzindo a dependência de suplementações intensivas e permitindo que o animal ganhe peso de maneira eficiente.  

Além disso, o manejo nutricional complementar, como a suplementação proteico-energética ou o semiconfinamento, funciona como uma ferramenta de suporte em períodos de escassez ou baixa qualidade do pasto. No entanto, o sucesso dessas estratégias depende diretamente da qualidade inicial das pastagens, reforçando a importância de investir em adubação e manejo adequado para alcançar os melhores resultados.  

“A suplementação nutricional complementa o manejo de pastagem e pode ser aplicada de forma aditiva ou substitutiva, conforme a necessidade do sistema. Na forma aditiva, a suplementação aumenta o ganho de peso sem reduzir o consumo de pasto, otimizando o desempenho produtivo. Já em situações de escassez de pastagem, a suplementação substitutiva ajuda a reduzir a pressão sobre a forragem, mantendo o ganho de peso e a saúde dos animais, mesmo em períodos de menor oferta de pasto de qualidade”, conclui.

 





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Como foi o 2024 do agro?


Conforme destacou Anderson Nacaxe, Country Manager na Agrotoken, o agronegócio brasileiro enfrentou um ano desafiador em 2024. Custos elevados, clima extremo e volatilidade cambial pressionaram o setor, mas avanços em sustentabilidade, tecnologia e exportações demonstraram a resiliência de um dos principais motores econômicos do país. Insumos como fertilizantes e defensivos permaneceram caros, acompanhados pelo aumento nos preços de maquinários agrícolas devido à oscilação do dólar, que variou entre R$ 4,85 e R$ 6,30. Essa volatilidade, embora tenha favorecido exportadores, encareceu importações e comprometeu margens de lucro.

A alta da taxa Selic, encerrando o ano em 12,25%, dificultou o acesso ao crédito, mesmo com R$ 96 bilhões liberados no primeiro semestre e R$ 115 bilhões financiados pelo Banco do Brasil na safra 2024/25. A rentabilidade também foi pressionada pela queda nos preços de commodities como soja e milho, ainda que carnes e café tenham ajudado a mitigar parte das perdas. Apesar disso, o setor atingiu exportações de US$ 153 bilhões, impulsionado pela desvalorização cambial, e conquistou novos mercados, incluindo a ampliação de parcerias com a China.

O clima, marcado pelo ano mais quente da história, trouxe secas e enchentes que prejudicaram culturas como milho, café e cana-de-açúcar, reforçando a necessidade de práticas agrícolas resilientes e tecnologia para mitigação de riscos. Por outro lado, a legislação avançou com a aprovação da Lei do Mercado de Carbono e da Lei dos Bioinsumos, que incentivaram a sustentabilidade e reduziram a dependência de insumos químicos.

No plano internacional, o Brasil manteve sua liderança na produção de soja, colhendo 155 milhões de toneladas, enquanto o acordo Mercosul-União Europeia eliminou tarifas para 90% dos produtos comercializados, criando novas oportunidades. O agronegócio brasileiro, mesmo diante de tantas adversidades, mostrou sua capacidade de adaptação e inovação, reafirmando seu papel essencial na economia nacional.

 





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