quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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doenças que ameaçam o café



Clima e doenças impactam a produção de café


Foto: Pixabay

As mudanças climáticas têm se tornado um desafio crescente para a produção de café, trazendo impactos significativos no ciclo produtivo da cultura. Segundo informações publicadas no Blog da Aegro, o aumento das temperaturas médias, a ocorrência de secas prolongadas e chuvas fora de época têm transformado a dinâmica das lavouras cafeeiras, alterando a produtividade e a viabilidade de cultivo em diversas regiões.

De acordo com informações divulgadas, tradicionalmente, regiões como Minas Gerais e São Paulo lideram a produção cafeeira no Brasil. No entanto, a elevação das temperaturas e o desequilíbrio hídrico têm dificultado a manutenção dos padrões de cultivo nessas áreas, ao passo que zonas menos tradicionais começam a despontar como alternativas viáveis.

Para mitigar os prejuízos, produtores estão apostando em tecnologias de irrigação, manejo de sombra e no cultivo de variedades mais resistentes às novas condições climáticas, estratégias que buscam assegurar a sustentabilidade da produção.

Além das questões climáticas, a produção de café enfrenta desafios fitossanitários recorrentes. Entre as principais doenças estão:

  • Ferrugem do café (Hemileia vastatrix): Afeta severamente a produtividade ao provocar a queda prematura das folhas;
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola): Danifica os frutos, comprometendo a qualidade dos grãos;
  • Podridão radicular: Agravada por solos encharcados, prejudica o sistema radicular da planta.


O manejo preventivo com variedades resistentes, monitoramento constante e práticas culturais adequadas são indispensáveis para conter os danos e garantir a qualidade do produto final.





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Dólar fecha com leve alta em sessão marcada por baixa liquidez e foco no…


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar fechou em leve alta nesta sexta-feira, encerrando uma sessão em que a moeda norte-americana oscilou entre períodos de ganhos e perdas, à medida que os investidores digeriam os poucos dados e notícias do dia e operavam em meio à baixa liquidez no mercado, o que permite maior volatilidade.

O dólar à vista fechou em alta de 0,29%, a 6,183 reais na venda. Na semana, a divisa acumulou perda de quase 0,2%

Na B3, às 17h15, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,39%, a 6,213 reais na venda.

Devido a uma agenda econômica vazia no cenário doméstico, os investidores voltaram suas atenções para o exterior nesta sessão, onde fatores relacionados às duas maiores economias do mundo — Estados Unidos e China — movimentavam os mercados.

No início da sessão, o dólar avançou sobre o real, em linha com os ganhos sobre outras moedas emergentes, uma vez que agentes financeiros ponderavam se o recente esforço do governo chinês para impulsionar a economia poderia significar um iuan mais fraco, o que impacta o desempenho do real e de seus pares.

O iuan se aproximou da mínima de 14 meses ante o dólar nesta sexta, com investidores reagindo à notícias de que a China estaria disposta a afrouxar sua política monetária a fim de fornecer força à economia mesmo que isso significasse uma moeda local mais frágil.

Sob essa influência, o dólar atingiu a máxima do dia no Brasil, a 6,2005 reais (+0,57%), às 9h47.

Mais tarde, no entanto, o próprio banco central chinês afirmou em comunicado que a China reduzirá as taxas de juros em “um momento apropriado”, mas prometeu que estabilizará as expectativas do mercado de câmbio e manterá o iuan razoavelmente estável.

Como um iuan estável e o estímulo econômico na China, maior importador de matérias primas do planeta, são favoráveis para a economia de países emergentes, o real e seus pares reverteram as perdas na sessão e passaram a ganhar contra o dólar.

Em meio a esse movimento, a divisa dos EUA atingiu a mínima da sessão ante o real, a 6,1362 reais (-0,47%), às 10h29.

O dólar, no entanto, recuperou as perdas e passou a avançar novamente frente à moeda brasileira no início da tarde, após a divulgação econômica mais importante do dia, que reforçou a percepção de força da economia norte-americana e, consequentemente, de juros elevados no Federal Reserve.

A pesquisa PMI sobre a indústria dos EUA, divulgada pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), mostrou que o setor industrial do país apresentou em dezembro um resultado melhor do que o esperado em pesquisa da Reuters — 49,3 contra projeção de 48,4.

Após o resultado, operadores consolidaram suas apostas de que o Fed deve manter os juros inalterados na reunião deste mês. Custos de empréstimos mais altos nos EUA tendem a favorecer o dólar, pois tornam a moeda norte-americana mais atrativa diante do aumento dos rendimentos dos Treasuries.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,27%, a 108,920, depois de atingir a máxima de mais de dois anos na quinta-feira.

Analistas apontaram, entretanto, que a volatilidade da sessão também foi afetada pela baixa liquidez, que pode acentuar o efeito de alguns ajustes no mercado de câmbio.

“O calendário econômico global ficará mais interessante a partir da próxima semana. Até lá, os movimentos no câmbio serão guiados por pequenos ajustes, que podem gerar flutuações maiores devido à liquidez reduzida”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Nas próximas semanas, o foco do mercado deve retornar para o principal fator determinante das cotações no fim de 2024: os receios com o cenário fiscal brasileiro.

Foi justamente na esteira das dúvidas dos investidores com o compromisso fiscal do governo que o dólar saltou quase 3% ante o real em dezembro e passou a operar acima do patamar de 6,00 reais permanentemente.

“Tem um histórico, acho que esse início de ano vai ser complicado… Haverá uma resistência em torno dos 6,35 (reais), mas acho que tem tudo para chegar nesse nível, tanto por questões internas quanto externas”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

(Edição de Pedro Fonseca e Alexandre Caverni)





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Cuidados essenciais para preservação da qualidade dos grãos



A qualidade após a colheita depende das etapas de limpeza, secagem e armazenamento


Foto: Seane Lennon

A qualidade do trigo após a colheita depende diretamente das etapas de limpeza, secagem e armazenamento. Conforme destacado em publicação no Blog da Aegro, práticas inadequadas nessas operações podem comprometer o valor comercial e a conservação dos grãos. A limpeza dos grãos é uma etapa crucial e geralmente melhora a qualidade do lote ao remover sujidades, grãos chochos e materiais estranhos, como pedras e restos culturais. Após essa etapa, a pré-limpeza com ar e peneiras prepara os grãos para a secagem, otimizando o processo subsequente.

Secagem com Ar Aquecido

Esse método é amplamente utilizado, mas exige atenção à temperatura do ar, que varia conforme o tipo de secador e o teor de água inicial dos grãos:

  • Temperatura recomendada: Até 60 ? para preservar a qualidade tecnológica.
  • Secadores estacionários: Temperaturas mais baixas (45 ? a 50 ?) evitam superaquecimento.
  • Secadores intermitentes: Podem operar com temperaturas próximas a 70 ?, pois os grãos não ficam expostos continuamente.
  • A secagem brusca pode causar fissuras, reduzindo a qualidade e o potencial de conservação.


Secagem com Ar Natural

Mais econômica, essa técnica utiliza silos-secadores sem aquecimento. Contudo, é indicada para regiões com clima seco, devido à maior demora no processo, que pode levar à deterioração dos grãos em áreas de alta umidade relativa.

Cuidados no Armazenamento

No armazenamento, dois fatores são críticos: o teor de água e a temperatura da massa de grãos.

Teor de água: Deve ser inferior a 13%.

Temperatura: Recomendada em torno de 18 ?.

O uso de termopares para monitoramento da temperatura e a aplicação de ventiladores para aeração são práticas essenciais para evitar a deterioração.





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Sanidade animal e pastagens garantem produção de leite



Os custos elevados de insumos também seguem como desafio em algumas regiões




Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (02) traz um panorama detalhado sobre a bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul. De acordo com o relatório, o tempo seco e as temperaturas amenas contribuíram positivamente para o manejo nas propriedades e a qualidade do pastejo, favorecendo a produção leiteira e a condição corporal dos animais.

Nas regiões administradas pela Emater, os cenários climáticos variaram, mas, de forma geral, proporcionaram boas condições para a atividade. Em Bagé, a disponibilidade hídrica nos açudes garantiu o bem-estar animal. Já em Santa Maria, as pastagens de verão estão em excelentes condições, assegurando boa oferta de forragem.

Em regiões como Caxias do Sul e Porto Alegre, os rebanhos apresentaram sanidade dentro da normalidade. A redução no uso de silagem de milho devido à disponibilidade de pastejo é um dos destaques na capital e arredores. Apesar do aumento da incidência de mosca-dos-chifres e carrapatos, os produtores têm adotado estratégias eficazes de controle. O problema foi relatado em várias regiões, mas sem impactos significativos na produção.

Nas regiões de Frederico Westphalen e Santa Rosa, foi registrada uma queda nos preços pagos pelo litro de leite, impactando diretamente as margens de lucro dos produtores. Os custos elevados de insumos também seguem como desafio. No entanto, em Pelotas, observou-se um aumento nos investimentos em pastagens perenes, buscando alternativas para manter a produtividade.

Produtores da região de Ijuí avaliam os resultados da utilização de silagens de cereais de inverno, como o trigo, que têm mostrado desempenho promissor. A adoção dessas estratégias visa melhorar a qualidade da produção e reduzir custos.





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Estudo usa drones para cultivar milho adaptado à seca



Pesquisa avança na seleção de milho resistente à seca com uso de drones




Foto: Anderson Wolf

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma metodologia inovadora que promete revolucionar a seleção de milho geneticamente modificado para tolerância à seca, reduzindo custos e acelerando o processo. Conforme divulgado pela Embrapa nesta segunda-feira (6), a técnica utiliza drones equipados com câmeras RGB para capturar imagens de experimentos em campo, convertendo-as em índices que avaliam a saúde das plantas.

Segundo a Embrapa, a inovação, fruto do trabalho do Centro de Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) – parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com apoio da Fapesp –, já apresentou resultados promissores publicados na revista The Plant Phenome Journal.

Durante a seca de 2023, foram realizados experimentos em Campinas (SP) com 21 variedades de milho, das quais 18 possuíam genes modificados para tolerância à seca e três eram variedades convencionais para comparação. As plantas foram submetidas a diferentes níveis de irrigação.

Drones equipados com câmeras RGB e multiespectrais capturaram imagens semanais do campo experimental. A análise revelou que câmeras RGB – mais acessíveis financeiramente – oferecem resultados confiáveis, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia.

A técnica não só diminui custos operacionais como também viabiliza estudos em áreas menores, essencial para projetos com recursos limitados. Além disso, permite o monitoramento contínuo do ciclo de crescimento das plantas, com dados usados para desenvolver modelos preditivos que simulam o desempenho das variedades em diferentes condições climáticas. Com as mudanças climáticas aumentando a frequência de secas, o desenvolvimento de cultivares mais resilientes é urgente. Métodos tradicionais de seleção são caros e demorados, dificultando avanços rápidos. A nova metodologia coloca o Brasil na vanguarda de soluções para os desafios da agricultura moderna.

O estudo “Temporal field phenomics of transgenic maize events subjected to drought stress: cross-validation scenarios and machine learning models”, de autoria de Helcio Pereira, Juliana Nonato, Rafaela Duarte, Isabel Gerhardt, Ricardo Dante, Paulo Arruda e Juliana Yassitepe, pode ser acessado aqui.





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Como calcular o custo de produção do feijão


De acordo com informações divulgadas pela engenheiro-agrônomo, Jadiel Andognini, em publicação no Blog da Aegro, a produção de feijão no Brasil, como em qualquer cultura agrícola, exige uma boa gestão financeira para garantir que o produtor não termine o ciclo da safra no prejuízo. Com os constantes aumentos no preço dos insumos, é essencial calcular corretamente o custo de produção por hectare. Essa prática permite uma visão detalhada dos gastos e ajuda a tomar decisões mais assertivas durante a condução da lavoura. A utilização de planilhas e tecnologias facilita esse controle e proporciona maior precisão nos cálculos.

O primeiro passo para calcular o custo de produção do feijão é contabilizar todos os insumos necessários para o cultivo. Esses insumos podem variar conforme a tecnologia adotada pelo produtor. Alguns custos são impactados diretamente pela cotação do dólar, já que muitos insumos importados são reajustados com base nesse indicador, conforme dados da publicação.

Os principais insumos para a produção de feijão incluem:

  • Sementes, seja tecnológicas ou convencionais;
  • Produtos para tratamento de sementes;
  • Herbicidas, fungicidas e inseticidas;
  • Óleos e adjuvantes;
  • Corretivos e fertilizantes (orgânicos ou minerais);
  • Inoculantes.

Segundo a publicação, para calcular o custo das sementes, o produtor deve considerar a densidade de plantio, que indica a quantidade de sementes por hectare. O cálculo é simples: multiplique o preço do quilo ou da saca das sementes pela quantidade necessária para cobrir a área plantada. Esse valor dará o custo das sementes por hectare.

Para fertilizantes e corretivos, a lógica de cálculo é a mesma. O produtor deve multiplicar o preço do produto pela quantidade utilizada por hectare. No caso de correção de solo, é possível ratear o custo entre as safras em que o corretivo se mantém eficaz. A aplicação de fertilizantes é um dos custos mais significativos na produção de feijão e deve ser monitorada cuidadosamente.

Os agroquímicos (herbicidas, fungicidas, inseticidas) também representam um custo importante. O cálculo é feito multiplicando o valor unitário do produto pela quantidade utilizada por hectare. Por exemplo, se o produtor utilizar 0,5 litro de abamectina a R$30,00 o litro, o custo por hectare será de R$15,00.

A contabilidade dos custos pode ser facilitada com o uso de tecnologias, como planilhas digitais ou softwares agrícolas. Essas ferramentas ajudam o produtor a organizar melhor as informações e calcular os custos de forma mais eficiente, evitando erros e proporcionando uma gestão financeira mais eficaz.





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Mercado do boi gordo inicia ano com pouca movimentação


O informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que nesta terça-feira, o mercado de boi gordo iniciou o dia com fraca movimentação, reflexo dos feriados de final de ano. Poucos agentes estão em atividade, e a expectativa é de que o ritmo lento se mantenha até o final do dia.

A oferta de boiadas segue limitada, com predominância de gado de menor acabamento. O cenário reflete em estabilidade nas cotações. As escalas de abate permanecem curtas, com média de seis dias, enquanto o escoamento de carne ainda não retomou o ritmo normal esperado para o início do ano.

No estado de Tocantins, a oferta de boiadas apresentou melhora, resultando em escalas de abate mais alongadas, com média de nove dias. Apesar disso, pecuaristas têm pressionado por melhores preços, impulsionados pela melhoria das pastagens.

Na região Sul do estado, as cotações permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, enquanto a região Norte registrou alta de R$3,00 por arroba.

O volume de carne bovina in natura exportado em dezembro de 2024 totalizou 202,6 mil toneladas, com média diária de 9,6 mil toneladas. Embora tenha havido uma queda de 2,8% no volume exportado em comparação ao mesmo período de 2023, o preço médio da tonelada subiu 8,9%, alcançando US$4,9 mil.

O faturamento médio diário foi de US$47,8 milhões, representando um aumento de 5,8% em relação a dezembro de 2023. Este foi o segundo melhor desempenho histórico para um mês de dezembro. No acumulado de 2024, o setor exportou 2,54 milhões de toneladas de carne bovina in natura, um recorde anual, com crescimento de 26,9% em relação ao ano anterior.





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Quem não comprar Fiagro vai se arrepender?


De acordo com Octaciano Neto, Cofundador da Avra, o agronegócio continuará sendo o setor mais dinâmico e resiliente da economia brasileira, com uma base sólida construída nos últimos 50 anos. Para a safra 2025/26, ele prevê bons resultados para soja e milho, com condições climáticas favoráveis e o dólar alto ajudando mais do que atrapalhando. Além disso, outros produtos agrícolas como café, laranja, açúcar e celulose apresentam bons preços, embora muitos investidores ainda se concentrem apenas na soja.

Neto acredita que o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas casos isolados, como o da Agrogalaxy, ganham repercussão exagerada. No mercado de Fiagros, a maioria dos investidores é do varejo, com uma média de R$ 20 mil investidos, o que promove democratização, mas também expõe o setor a investidores despreparados para os ciclos do agronegócio. Ele também destaca que a produção rural tem margens EBITDA superiores a 20% nas lavouras de ciclo curto e mais de 30% nas de ciclo longo, mostrando sua rentabilidade, mesmo em tempos turbulentos.

“Não temos crise estrutural no setor. Temos casos isolados e pouco representativos de recuperação judicial. O caso da Agrogalaxy teve uma repercussão desproporcional ao tamanho dela no agro como um todo”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

Neto aponta que, embora a alta da Selic afete mais as revendas e indústrias, o setor rural continua sólido. O mercado de capitais deve crescer lentamente em 2025, com os CRAs em alta, enquanto os Fiagros enfrentam desafios. Até 2035, ele acredita que o crédito ao agronegócio será dominado pelo mercado de capitais, superando os bancos.

“Os bancos dominaram o crédito ao agronegócio por anos, sobretudo pelas vantagens de operar o Plano Safra. Isso vai mudando aos poucos. Até 2035 o mercado de capitais será maior do que o mercado bancário no crédito ao agronegócio. Os Fiagros estão uma pechincha. Quem não comprar neste “saldão”, vai se arrepender”, conclui.

 





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São Paulo certifica Indicação Geográfica (IG) de batata-doce



São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce




Foto: Pixabay

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo  assinou a Resolução nº 92, certificando a regularidade do processo de Indicação Geográfica (IG) da batata-doce de Presidente Prudente e região. O reconhecimento é um marco para o setor agrícola, promovendo produtividade, competitividade e visibilidade para os produtos locais.

A documentação apresentada pela Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente foi analisada e aprovada pela Secretaria, atendendo aos requisitos exigidos para a obtenção do selo. O processo seguiu para avaliação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que dará a palavra final sobre o reconhecimento oficial da Indicação Geográfica, conforme a Secretaria de Agricultura.

Com uma produção anual estimada em 182 mil toneladas e mais de 10 mil hectares cultivados, São Paulo lidera o ranking nacional de produção de batata-doce. A região de Presidente Prudente, considerada o maior polo produtor do estado, concentra cerca de 180 agricultores distribuídos em municípios como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito. Além de abastecer o mercado interno, a produção é exportada para países do Mercosul e para a Europa.

A Indicação Geográfica é um ativo de propriedade intelectual regulamentado pela Lei de Propriedade Industrial nº 9.279, de 14 de maio de 1996. De acordo com o INPI, a certificação pode aumentar o valor de mercado do produto entre 20% e 50%, fortalecendo sua identidade e reputação no mercado.





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O futuro da indústria química é a sustentabilidade



O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade



O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade
O setor deu passos importantes para ampliar sua competitividade – Foto: Divulgação

O ano de 2024 foi desafiador, mas também marcado por grandes conquistas para a indústria química brasileira. Segundo André Passos Cordeiro, Presidente-executivo da Abiquim, a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Químicas, após mais de 10 anos de trabalho da Abiquim, foi um dos marcos mais importantes. Esse avanço coloca o Brasil como referência no Hemisfério Sul na regulação do uso de substâncias químicas, destacando o compromisso do país com práticas mais seguras e eficientes no setor.

O setor também deu passos importantes para ampliar sua competitividade, especialmente com a implementação de elevações transitórias da tarifa externa comum. A indústria química brasileira se distingue pelo uso de energia limpa, com 83% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis. Além disso, a redução das emissões de CO2 por tonelada produzida é significativa em relação aos principais concorrentes mundiais.

“Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos”, comenta.

Cordeiro também enfatiza o papel crucial da química no avanço de objetivos globais, como os da Agenda 2050 da ONU. O setor é vital para a segurança alimentar, o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos de saúde, além de promover soluções para a crise hídrica e o saneamento básico. A transição para uma economia de baixo carbono também está sendo liderada pela indústria química, com investimentos em tecnologias de redução e neutralização de emissões.

“A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir. O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional”, conclui.

 





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