sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Câmara aprova crédito para energia solar na agricultura


A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reserva recursos de garantia para operações de crédito de cooperativas de geração compartilhada de energia fotovoltaica a ser usada na produção rural. A proposta também cria os programas nacionais de Florestas Produtivas de Desenvolvimento e de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica.

A criação dos dois programas foi incluída pelo relator de Plenário, deputado Nilto Tatto (PT-SP), no Projeto de Lei 1707/24. A proposta, do deputado Pedro Uczai (PT-SC), tratava originalmente apenas das cooperativas. O texto segue para o Senado. De acordo com o substitutivo aprovado, por 18 meses a partir da futura lei, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) reservará R$ 400 milhões para garantir financiamentos de projetos de geração compartilhada dessas cooperativas.

Os projetos deverão contar com um percentual mínimo de conteúdo nacional definido em regulamento. A garantia do empréstimo será articulada com os programas federais relacionados às políticas industriais, de transição energética e descarbonização.

Já o dinheiro para o empréstimo a essas cooperativas de geração compartilhada poderá vir do crédito rural do Pronaf, condicionado ao uso da totalidade da energia gerada às atividades de produção agropecuária dos estabelecimentos rurais associados. Caberá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) definir as condições dos financiamentos.

O autor do projeto, deputado Pedro Uczai, destacou que o objetivo é garantir a agricultores familiares sua própria cooperativa de energia solar.

Já o deputado Nilto Tatto afirmou que a proposta contribui para acelerar a implantação de usinas de menor porte, descentralizando a produção de energia, ampliando a participação social no setor elétrico e promovendo a democratização do acesso à energia renovável.

“A iniciativa alinha-se plenamente à estratégia de transição energética justa e inclusiva, ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento regional e a sustentabilidade econômica dos produtores organizados em regime cooperativo”, disse.

Segundo Tatto, o projeto contempla agricultores que atualmente não têm política de apoio para produzir energia. “Cria uma alternativa de baratear o que está produzindo e gerar renda com produção de energia”, afirmou.

Sobre a criação dos programas de Sistemas Agroflorestais (Prosafs) e de Florestas Produtivas, Nilto Tatto explicou que as iniciativas têm articulação direta com a política energética nacional. “Esses programas possibilitam a integração entre produção agrícola, preservação ambiental e geração de energia renovável, sobretudo pelo aproveitamento sustentável dos recursos florestais”, informou.

Programa agroflorestal

Incluído no projeto, o Programa Nacional de Desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica (Prosaf) pretende promover a conservação da biodiversidade dos ecossistemas e melhorar a viabilidade econômica dos agricultores familiares rumo a uma agricultura resiliente à mudança do clima, com diversificação ecológica, cultural e agronômica por meio da produção sustentada.

Entre os objetivos do Prosaf estão a implantação de sistemas agroflorestais de base agroecológica em todas as regiões do País; a recuperação de áreas degradadas, prioritariamente aquelas situadas em bacias hidrográficas em estado crítico e áreas consideradas inaptas aos cultivos anuais; e a expansão, conservação e manejo da cobertura florestal dos biomas brasileiros.

O programa também apoiará projetos de redes de coleta e resgate de sementes e de genética animal e de produção de mudas de espécies nativas, com ênfase na agricultura familiar, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

A prioridade do programa será exatamente para os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e agricultores do meio urbano.

Conselho e comitê

Para viabilizar o funcionamento do Prosaf, o projeto prevê a existência de uma unidade de gerenciamento, de um conselho orientador e de um comitê técnico.

A unidade de gerenciamento deverá elaborar um plano operacional do programa, com metas anuais, volumes de recursos a serem aplicados e resultados a serem alcançados.

Já o conselho deverá estabelecer as diretrizes e critérios para a implementação do plano e aprová-lo, além de acompanhar a execução e aprovar o relatório anual de atividades do programa.

Caberá ao comitê técnico elaborar um manual técnico com diretrizes e recomendações para o planejamento, a implantação e monitoramento de sistemas agroflorestais de base agroecológica. Também deverá desenvolver metodologia para a valoração de serviços ambientais e ecossistêmicos associados aos sistemas agroflorestais previstos no projeto.

Identificação

Por meio de um Sistema de Identificação e Valorização de Sistemas Agroflorestais de Base Agroecológica, deverão ser habilitados os sistemas agroflorestais de base agroecológica que participarão do programa, inclusive para a produção e comercialização de produtos madeiráveis de espécies nativas e de espécies ameaçadas de extinção, promovendo sua conservação.

Esse sistema incentivará iniciativas de identificação geográfica, identificação de origem e sistemas participativos de garantia e certificação agroflorestal, seja por meio de entidades públicas ou privadas credenciadas.

Quanto à certificação, será estimulada a regularização ambiental de sistemas agroflorestais de base agroecológica junto aos órgãos ambientais, inclusive para a celeridade de vistorias e emissão de autorizações de corte, de transporte e de comercialização de produtos de espécies nativas madeiráveis e de espécies ameaçadas de extinção.

Financiamento

O programa será financiado com recursos do Orçamento da União. Por cinco anos, seguindo regra da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), poderá ser usado dinheiro da conversão de multas em serviços ambientais, do Pronaf, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, do Fundo Nacional do Meio Ambiente e de fundos constitucionais de desenvolvimento regional.

Florestas produtivas

Em relação ao Programa Nacional de Florestas Produtivas, o objetivo é recuperar áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, a fim de adequá-las para regularização ambiental por meio da agricultura familiar e ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

Entre as ações previstas estão:

No bioma Amazônia, os investimentos no programa considerarão os municípios prioritários definidos no Decreto 11.687/23 para as ações de prevenção, monitoramento, controle e redução de desmatamentos e degradação florestal.

Governança e recursos

Ato conjunto dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima definirá o colegiado gestor do programa e suas competências.

Já os recursos para financiar as ações virão do Orçamento da União ou de outros órgãos e entidades, públicas ou privadas, inclusive por meio de parcerias com organismos internacionais.

Debate em Plenário

Durante o debate em Plenário, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse estar preocupado com a possibilidade de os pequenos produtores beneficiados substituírem suas produções por pequenas usinas. Além disso, ele avaliou que a política pública é genérica e pode ter direcionamento eleitoral. “Alguns estados serão mais beneficiados do que outros, e a conta é paga desproporcionalmente pelos estados”, declarou.

Em resposta, o autor do projeto, Pedro Uczai, rebateu a fala de que os recursos serão distribuídos de forma arbitrária pelos estados. “Não tem nenhum recurso distribuído gratuitamente. Todos são financiamentos, dentro das regras do Conselho Monetário Nacional”, explicou.

Já o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição, criticou a inclusão dos sistemas agroflorestais e de florestas produtivas na proposta. “O projeto original não continha esse tipo de matérias, feitas para garantir novos programas para beneficiar assentados da reforma agrária e movimentos sociais em ano de eleição”, reclamou.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda

Edição – Pierre Triboli





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Chegada de milho reforça ProVB no Pará



Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado




Foto: Divulgação

Nesta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu mais de 205 toneladas de milho em grãos destinados ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior (Frete 023/2025) de cerca de 795 toneladas, será concluída a recepção de um total de 1 mil toneladas de milho para o programa no exercício atual.

Em 2024, o ProVB registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1.1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023 — um crescimento de cerca de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1.3 toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais em torno de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa é de que, até o final do ano, o volume comercializado atinja 1.5 mil toneladas, o que representa um aumento superior a 30% em relação ao ano anterior, ampliando o acesso ao produto para pequenos criadores de animais.

Programa – O ProVB possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, entre outros produtores. Com isso o Programa equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes.

 





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Deputado quer proibir financiamento público ao MST



A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade



A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade
A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade – Foto: Agencia Brasil

Deputado quer proibir financiamento público ao MSTO deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara e coordenador da Comissão de Seguro Rural da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), apresentou emenda à LDO 2026 para proibir o uso de recursos públicos em movimentos, entidades ou programas que incentivem invasões de propriedades, prática associada, segundo a FPA, ao MST. A proposta determina que nenhuma verba da União poderá ser destinada, direta ou indiretamente, a iniciativas que promovam ocupações irregulares de terra. 

A medida visa garantir o respeito ao direito de propriedade, previsto na Constituição, além de assegurar segurança jurídica no campo e nas cidades. Segundo o deputado, a emenda protege produtores rurais que cumprem a lei e reforça a responsabilidade na aplicação do orçamento da União. “Não é aceitável que o dinheiro público seja usado para sustentar organizações que atuam à margem da lei e promovem invasões de propriedades. Essa emenda é um passo fundamental para proteger o produtor rural que cumpre a lei, gerar justiça social dentro da ordem constitucional e fortalecer a responsabilidade na aplicação do orçamento da União”, afirmou Nogueira. 

O texto também ressalta a relevância do setor agropecuário, responsável por grande parte da economia brasileira, geração de empregos e segurança alimentar. Permitir que recursos públicos cheguem a entidades ligadas a invasões de terra é, segundo o texto, considerado um desvio de finalidade e afronta ao interesse coletivo. A emenda foi aprovada na Comissão de Agricultura e Pecuária e seguirá agora para análise da Comissão Mista de Orçamento.

  





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Tomate em Portugal: produção sob pressão



Para 2025, as perspetivas não são animadoras



Para 2025, as perspetivas não são animadoras
Para 2025, as perspetivas não são animadoras – Foto: Canva

A cultura do tomate em Portugal atravessa um momento decisivo e desafiador. Segundo Pedro Pereira Dias, Diretor da A Sementeira, o país consolidou-se em 2023 como o 3.º maior produtor de tomate da União Europeia, posição que reflete a força e a relevância desta fileira para a agricultura nacional e para as exportações. No entanto, os números também trazem um sinal de alerta: Portugal perdeu cerca de 10% da sua quota de produção em relação aos restantes países europeus, o que evidencia uma perda de competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Para 2025, as perspetivas não são animadoras. A redução da área instalada e o atraso no desenvolvimento das culturas apontam para uma manutenção dos níveis de produção, sem ganhos relevantes em termos de volume. Essa situação coloca em risco não apenas a presença de Portugal no mercado europeu, mas também a capacidade de manter o prestígio internacional construído ao longo dos anos, baseado na qualidade e no elevado padrão do tomate português, amplamente reconhecido pela indústria transformadora.

O tomate é um dos pilares da fileira agroalimentar portuguesa, setor fortemente orientado para a exportação e fundamental para a economia agrícola do país. Porém, para preservar esta relevância, é preciso enfrentar desafios estruturais, que vão desde a adaptação às condições climáticas até à mitigação das oscilações de mercado. A resposta passa pela união de toda a cadeia: indústria de sementes, produtores, indústria transformadora e decisores políticos. Somente com uma visão estratégica comum será possível reforçar a competitividade, garantir a sustentabilidade do setor e assegurar que Portugal continue a ser um dos protagonistas do tomate na Europa e no mundo.

 





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Preço do algodão registra queda com oferta elevada



Preços do algodão em pluma seguem em queda


Foto: USDA

Levantamentos do Cepea mostram que os preços do algodão em pluma seguem em queda no mercado brasileiro e já operam nos menores patamares desde o final de novembro/24. Segundo o Centro de Pesquisas, o movimento de baixa está relacionado à maior disponibilidade e à pressão exercida por compradores, que ofertam valores menores.

Ressalta-se que esses demandantes também reduziram o ritmo das aquisições, diante de incertezas com o cenário interno e, inclusive, de alguns casos para exportações. Quanto à produção nacional de pluma da safra 2024/25, dados da Conab indicam 3,94 milhões de toneladas, 6,3% a mais que na temporada 2023/24, resultado do crescimento de 7,3% na área cultivada, para 2,09 milhões de hectares; a produtividade nacional é prevista em 1.887 kg/ha, queda de 0,9%. 





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IPPA cai 3,2% em julho; no ano, alta é de 16,4%


Em julho, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) apresentou queda nominal de 3,2% em relação ao mês anterior, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, esse desempenho refletiu as baixas no IPPA-Grãos, de 1,4%, no IPPA-Pecuária, de 3%, e no IPPA-Cana-Café, de 9,1%. Na contramão, o IPPA Hortifrutícolas avançou 3,4%.

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, subiu 0,8%, indicando que, de junho para julho, os preços agropecuários se desvalorizaram em relação aos industriais na economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 2,3%, reflexo da combinação de queda do dólar frente ao Real (-0,3%) e de retração dos valores internacionais dos alimentos (-1,9%).

Comparando-se os sete primeiros meses deste ano com igual intervalo de 2024, levantamentos do Cepea mostram que o IPPA registrou expressivo avanço de 16,4%, impulsionado pelas significativas altas nos grupos IPPA-Grãos (7,4%), IPPA-Pecuária (25,8%) e IPPA-Cana-Café (27,7%). Em sentido oposto, o IPPA-Hortifrutícolas caiu 13,4%. No período, o IPA-OG-DI teve aumento de 5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 11%, resultado da valorização de 11,1% do dólar, mesmo perante o ligeiro recuo de 0,2% nos preços internacionais dos alimentos. 





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Fiscais agropecuários apresentam dados sobre agrotóxicos



De forma inédita, o painel apresenta dados gerais sobre a prescrição


Foto: Divulgação

Painel Interativo dos Agrotóxicos no Rio Grande do Sul – série histórica de 2018 a 2023 e o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal serão lançados segunda-feira (1º/9), às 15h, na Expointer. Os dados serão apresentados pelos fiscais estaduais agropecuários Ricardo Augusto Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Rafael Friedrich de Lima, chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da Seapi, e Paulo Victor Rysdyk da Silva, chefe substituto da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal. O evento será no auditório do estande do Governo Estadual, no Pavilhão Internacional.

De forma inédita, o painel apresenta dados gerais sobre a prescrição, comercialização e uso de agrotóxicos em todo o Estado, no período de 2018 a 2023. A publicação será disponibilizada no site da Seapi. Os dados disponibilizados no painel provêm do Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxicos (SIGA), que contém as operações comerciais e recomendações técnicas de agrotóxicos no RS. Já o primeiro Boletim Técnico da Defesa Vegetal do Rio Grande do Sul traz uma análise histórica de dados de comércio e uso de agrotóxicos e também os principais dados e as informações obtidas a partir do Painel de Agrotóxicos.

A Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro) ressalta que os servidores da categoria são fundamentais para a segurança no uso de agrotóxicos. Entre as atribuições dos fiscais estaduais agropecuários da área vegetal, está a fiscalização do comércio, armazenamento e aplicação desses produtos, assegurando a regularidade dos estabelecimentos e a qualidade dos insumos. Combatem a venda de agrotóxicos falsificados ou irregulares, investigam denúncias e controlam a movimentação no Estado, protegendo a saúde da população e a sustentabilidade da agricultura.





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Nova tecnologia promete soja mais resistente



A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis



A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis
A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis – Foto: Agrolink

Três gigantes do agronegócio anunciaram um passo importante para o futuro da soja no Brasil. A BASF, em parceria com a Corteva Agriscience e a MS Technologies, firmou um acordo que promete levar ao campo a primeira tecnologia de resistência a nematoides disponível comercialmente. O avanço é considerado estratégico, já que esses microrganismos, como o nematoide de lesões radiculares e o nematoide de cisto da soja, estão entre os principais vilões da produtividade e são de difícil controle pelas práticas convencionais.

Segundo as empresas, a nova característica genética apresentou resultados consistentes em testes de longa duração, garantindo elevado nível de proteção contra os nematoides. Essa inovação será incorporada às sojas Enlist E3® e Conkesta E3®, que já oferecem benefícios consolidados aos produtores. A primeira permite o uso combinado de diferentes herbicidas para o manejo eficiente de plantas daninhas resistentes, enquanto a segunda alia a mesma tolerância a herbicidas com proteínas específicas para o combate a lagartas que atacam a cultura.

A combinação dessas tecnologias deve ampliar o leque de ferramentas disponíveis ao agricultor, reforçando a sustentabilidade e a segurança da produção. Para a BASF, a iniciativa representa a entrega de uma solução inédita em biotecnologia agrícola; para a Corteva e a MS Technologies, a oportunidade de agregar valor a materiais que já têm grande adesão entre os produtores latino-americanos.

A previsão é de que as primeiras cultivares contendo a nova característica estejam acessíveis aos agricultores brasileiros no final desta década ou início da próxima, após a conclusão dos processos regulatórios e testes adicionais. Outros mercados também podem ser contemplados futuramente.

 





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calor, chuva forte e queda de temperatura


A Expointer 2025 começa com tempo firme e calor no primeiro fim de semana (30 e 31/08), mas uma frente fria prevista para terça-feira (02/09) muda o cenário: chuvas, queda nas temperaturas e sensação térmica mais baixa devem marcar os dias seguintes. O público que visitar a Expointer 2025 nos dias 30 e 31 de agosto encontrará tempo seco e calor, com temperaturas máximas entre 25 °C e 27 °C. O cenário, no entanto, deve mudar drasticamente a partir de terça-feira (02/09), com a chegada de uma frente fria.

“O aquecimento pré-frontal deste fim de semana prepara o terreno para a mudança brusca que vem na sequência”, alerta o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink. Segundo ele, os acumulados de chuva podem superar os 10 mm, com maior instabilidade nas regiões centrais e sul do Rio Grande do Sul.

Frente fria traz instabilidade e sensação térmica mais baixa

Na quarta-feira (03/09), as chuvas se deslocam para Santa Catarina, mas o Rio Grande do Sul ainda terá reflexos da instabilidade no período da manhã. A chegada de uma massa de ar frio pelo sul do estado derruba as temperaturas e muda a sensação térmica no parque.

“O contraste entre o calor do fim de semana e o frio no meio da semana será significativo”, destaca Rodrigues.

A quinta-feira (04/09) tende a ser mais estável, com céu encoberto e temperaturas amenas. Há pouca chance de chuva, o que deve favorecer o deslocamento dos visitantes pela Expointer.

Previsão para o segundo fim de semana da Expointer

No sábado e domingo (06 e 07/09), novas áreas de instabilidade devem avançar sobre o Rio Grande do Sul. A previsão é de pancadas de chuva isoladas, quebrando o padrão de tempo firme observado nos primeiros dias do evento.

Alerta para visitantes: como se preparar para a virada no tempo

A combinação entre calor, chuvas e queda de temperatura exige atenção dos expositores e visitantes. O uso de roupas leves nos primeiros dias e vestimentas mais quentes e impermeáveis a partir de terça-feira pode garantir maior conforto e segurança.





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Dólar recua com apostas em cortes de juros pelo Fed e ganhos na bolsa brasileira


Logotipo Reuters

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista caiu ante o real pela quarta sessão consecutiva nesta quarta-feira, na esteira dos ganhos de outras moedas emergentes, conforme a expectativa por cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve e a forte alta da bolsa paulista impulsionaram a moeda brasileira.

O mercado doméstico também seguiu monitorando novidades no embate comercial entre Brasil e Estados Unidos, depois da entrada em vigor nesta quarta-feira da tarifa de 50% do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,78%, a R$5,4627. Desde o fechamento de quinta-feira, a moeda acumula queda de 2,5%.

Às 17h14, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,81%, a R$5,497 na venda.

Os movimentos do real neste pregão foram amplamente influenciados pelo cenário externo, onde o dólar também recuou frente a moedas de outros países emergentes, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso colombiano.

No foco dos mercados globais continua a crescente expectativa por cortes de juros pelo banco central dos EUA a partir de setembro, depois de um relatório de emprego fraco para julho e da renúncia antecipada da diretora Adriana Kugler.

Nesta quarta-feira, mais uma autoridade se mostrou aberta à possibilidade de cortes de juros no curto prazo. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, previu que o banco terá que responder a desaceleração da economia norte-americana, defendendo duas reduções de juros neste ano como “razoáveis”.

Com isso, operadores levaram a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros em setembro a 96%, segundo dados da LSEG. Na semana passada, a chance era inferior a 50%.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,49%, a 98,252.

O cenário doméstico, por sua vez, também esteve favorável ao real devido aos fortes ganhos registrados na bolsa brasileira, à medida que os investidores avaliaram uma nova bateria de balanços corporativos. Índice de referência do mercado, o Ibovespa avançou 1,12%, a 134.637,97 pontos.

O avanço das ações brasileiras permite a atração de um maior fluxo de capital estrangeiro para o país, o que, por consequência, pressiona a divisa norte-americana ante o real.

“Avaliamos que o mercado local permanece bastante atrativo para o investidor estrangeiro, seja por conta da confortável posição das contas externas, pela expectativa de maior crescimento do PIB e pela atratividade do carry trade”, disse Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa macroeconômica do Banco Pine.

Na mínima da sessão, às 15h46, o dólar atingiu R$5,45915 (-0,84%). Na máxima, a moeda foi a R$5,5109 (+0,1%), já nos primeiros minutos de negociações.

Apesar dos fatores positivos para a moeda brasileira, o mercado doméstico ainda segue dependente em grande parte de novidades concretas na busca do governo do Brasil por negociar com Washington a tarifa punitiva de Trump.

De modo geral, os investidores desejam saber se haverá mais isenções para produtos brasileiros e qual será o plano de contingência do governo para ajudar empresas e setores mais afetados pela taxa dos EUA.

Em entrevista exclusiva à Reuters nesta quarta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não vê espaço para negociações diretas com Trump, acrescentando que o Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas.

Também nesta quarta, o governo apresentou pedido de consultas aos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa da imposição por Washington da tarifa de 50%, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Pela manhã, o Banco Central vendeu 35.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025.

(Edição de Pedro Fonseca)





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