sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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CRA debate regulamentação do transporte ferroviário com foco no agronegócio


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) fará na quarta-feira (13), às 14h, uma audiência pública para discutir a regulamentação e a fiscalização do transporte ferroviário de cargas no Brasil. A iniciativa é do presidente do colegiado, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), e tem como objetivo avaliar os desafios e as oportunidades logísticas voltadas ao escoamento da produção agropecuária nacional.

A audiência reunirá representantes de entidades públicas e privadas ligadas à infraestrutura e ao setor produtivo, tais como o Ministério dos Transportes, a Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) e a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

Também foram convidados representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Zequinha aponta no pedido de audiência (REQ 29/2025 – CRA) que o  transporte ferroviário é um elemento estratégico para a logística do agronegócio brasileiro. O senador afirma que a malha ferroviária, quando estruturada e bem fiscalizada, contribui para a redução dos custos logísticos, melhora o escoamento da produção e reduz impactos ambientais provocados pelo excesso de transporte rodoviário.

No entanto, segundo Zequinha, diversos obstáculos ainda comprometem a eficiência do setor, como a baixa integração entre os modais de transporte, a ausência de regulamentação clara sobre o compartilhamento da infraestrutura, entraves a investimentos e falta de transparência na fiscalização.

“O setor agropecuário depende de previsibilidade e capilaridade logística. Os gargalos enfrentados hoje impactam diretamente a competitividade da produção nacional, tanto no mercado interno quanto no externo”, alerta o senador.

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e-Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e-Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

 





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Após geada e temperaturas negativas, frio segue predominante no Paraná


O fim de semana foi marcado por temperaturas baixas em todo o Paraná e geada, principalmente no Centro-Sul e na Região Metropolitana de Curitiba, por conta da atuação de uma massa de ar frio. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as temperaturas seguirão baixas ao amanhecer nos próximos dias, mas gradativamente vão subir a tarde. Não há previsão de chuvas para esta semana no Paraná.

No sábado (09) as menores temperaturas foram em General Carneiro (INMET: -1,5°C), Palmas (-1,2°C), Guarapuava (-0,3°C), São Mateus do Sul (0,5°C), Laranjeiras do Sul e Pinhão (1,4°C), Pato Branco (1,8°C), e Cascavel (1,9°C). As máximas ficaram na casa dos 21°C em Cambará e na faixa litorânea, e não passaram dos 20°C no resto do Estado. 

Cascavel não tinha temperaturas tão baixas desde o dia mais frio do ano, no fim de junho. A cidade registrou 1,8°C em 23/06, -2,4°C em 24/06 e 0,5°C em 25/06. O mesmo vale para Laranjeiras do Sul que, em 23/06, registrou 1.7°C, em 24/06 chegou a -2.0°C, em 25/06 teve 0°C, e desde então não teve temperaturas abaixo de 4°C.

No domingo (10), Dia dos Pais, mais cidades tiveram temperaturas abaixo de 2°C. As menores temperaturas foram em General Carneiro (INMET: -1,4°C), São Mateus do Sul (INMET: -1,4°C), Guarapuava (-1,1°C), União da Vitória (0,9°C), Fazenda Rio Grande (0,8°C), Cambará (0,7°C), Joaquim Távora (INMET: 0,7°C), Lapa e Ponta Grossa (0,6°C), Palotina (0,4°C), Palmas (0,1°C), Francisco Beltrão (1,0°C), e Santa Maria do Oeste (1,9°C). As máximas mais altas ficaram apenas na casa dos 23°C em Loanda, Guaíra e Cândido de Abreu.

Já nesta segunda-feira (11), as menores temperaturas ao amanhecer foram em General Carneiro (INMET: -0,5), Palmas (-0,2°C), Pinhão (0,2°C), São Mateus do Sul (0,4°C), Guarapuava (1,5°C), além de Francisco Beltrão, Palotina e Telêmaco Borba (1,8°C). As máximas também devem ficar na casa dos 23°C na região Noroeste. 

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Entre terça (12) e quarta-feira (13) segue a previsão de geada no Centro-Sul, Oeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba, com temperaturas abaixo de 5°C no amanhecer. No Oeste e no Norte a massa de ar frio perde força nos próximos dias e, com predomínio de sol, as temperaturas podem ultrapassar os 25°C a tarde. Em todo o estado o destaque será a amplitude térmica: o amanhecer gelado, e as temperaturas mais altas a tarde. 

Já na quinta (14) e sexta-feira (15) na região Leste, principalmente no Litoral, o tempo ficará nublado e as máximas não devem subir muito. “Um cavado meteorológico, que é uma região alongada de baixa pressão, vai passar pelo oceano Atlântico, próximo da costa do Paraná. Isso vai favorecer com que o vento passe a soprar do oceano para o continente, transportando mais umidade para o Litoral e Leste do Paraná, inclusive na Região Metropolitana de Curitiba”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Sem previsão de chuvas, com predomínio de sol na maior parte do Estado, no próximo fim de semana a tendência é de que finalmente as temperaturas voltem a ficar mais agradáveis.

SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.

Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.





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Gripe aviária: Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições de…


A Coreia do Sul, Angola e o Catar retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS).

O Japão também anunciou a retirada das restrições relacionadas ao município de Montenegro, mantendo ainda as restrições para os municípios de Campinápolis e Santo Antônio da Barra.

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Angola, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Catar, Coreia do Sul, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão limitada aos municípios Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão

Suspensão limitada à zona: Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).





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Brasil leva experiências em compras públicas à Argentina durante congresso de cooperativas



Conab apresenta políticas para fortalecer agricultura familiar em evento argentino




Foto: SAM PANTHAKY/AFP/JC

A expertise brasileira em políticas públicas voltadas à agricultura familiar ganha destaque no 5º Congresso de Cooperativas Agropecuárias e Agroalimentares da Província de Buenos Aires, que será realizado entre os dias 12 e 14 de agosto, na cidade de La Plata, Argentina. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está entre as instituições convidadas para o evento, que reunirá representantes de cooperativas, universidades, órgãos públicos e organizações sociais da América Latina.

A contribuição da Companhia ocorrerá durante a Mesa de Integração Comercial Cooperativa, espaço destinado ao intercâmbio de experiências sobre políticas públicas e estratégias de fortalecimento da agricultura familiar. A apresentação abordará ações executadas no Brasil, com destaque para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que promove a inclusão produtiva de agricultores familiares por meio de compras governamentais.

“Esses espaços de diálogo internacional são estratégicos para mostrar como políticas públicas bem estruturadas podem fortalecer a agricultura familiar e, ao mesmo tempo, contribuir para a segurança alimentar e nutricional da população”, destaca Kelma Cruz, superintendente de Agricultura Familiar que representará a Conab no evento. “A troca de experiências nos ajuda a aprimorar o que já fazemos e a pensar conjuntamente em soluções inovadoras para os desafios comuns do campo.”

Sob o lema “Sembrando organización, cosechando futuro” (em tradução livre para o português, “Semeando organização, colhendo o futuro”), a programação inclui debates sobre desenvolvimento territorial, balanço social cooperativo, uso de tecnologias no campo e temas estratégicos para o avanço da economia solidária e do cooperativismo. A organização é conduzida pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário da província de Buenos Aires, Instituto Provincial de Asociativismo y Cooperativismo, Prefeitura de La Plata e Universidade Nacional de La Plata.

A participação no evento reforça o papel da Conab como articuladora de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável e contribui para o fortalecimento de redes internacionais de cooperação em apoio à agricultura familiar.

 





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Agricultores iniciam distribuição de mais de 70 toneladas de alimentos pelo PAA da agricultura familiar



Nesta primeira fase, aproximadamente 13 mil pessoas serão atendidas




Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira (11), agricultores e agricultoras familiares catarinenses darão início ao fornecimento de parte dos mais de 70 mil quilos de alimentos que serão distribuídos em etapas, ao longo de 12 meses, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Nesta primeira fase, aproximadamente 13 mil pessoas serão atendidas nos municípios de Lages, com entrega ao Banco de Alimentos que atende cerca de 9 mil consumidores, e nas secretarias de assistência social das cidades de Campo Belo do Sul, Abdon Batista e Anita Garibaldi, com previsão de beneficiar, ao todo, quase 4,3 mil pessoas nos três municípios.

A operação conta com investimento de cerca de R$ 570 mil e envolve aproximadamente 40 agricultores familiares de Anita Garibaldi, Abdon Batista, Campo Belo do Sul, Campos Novos e Cerro Negro. Além do fornecimento, os próprios produtores farão a entrega direta às entidades beneficiárias. Entre os produtos adquiridos estão frutas, verduras, legumes, pinhão, farinha de milho, feijão (cores e preto) e bolachas.

O PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), auxilia na comercialização da produção da agricultura familiar: o governo adquire alimentos de agricultores com projetos aprovados e os próprios produtores os entregam diretamente às entidades, como escolas, bancos de alimentos e cozinhas solidárias, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

 





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Qualidade foi o foco central da Missão Compradores no Oeste Baiano


Depois de uma imersão na cotonicultura mato-grossense, a Missão Compradores, da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), seguiu para a Bahia, segundo maior estado produtor. No Oeste Baiano, a comitiva formada por 20  executivos de indústrias têxteis, de seis diferentes países asiáticos, aprendeu mais sobre como o Brasil realiza o controle e a classificação dos indicadores de qualidade do algodão.

“Um dos aspectos fundamentais para o comprador é a confiabilidade do produto. Por isso há tanto interesse nos parâmetros de qualidade e rastreabilidade do algodão brasileiro. A visita na Bahia deixou claro para os compradores que o sistema que adotamos é seguro e eficiente”, avaliou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.

Além da fazenda e da algodoeira do grupo Sete Povos Agro, em Luís Eduardo Magalhães, a comitiva de importadores visitou o laboratório de análise de fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), na mesma cidade. A unidade é a maior da América Latina, com 16 máquinas do tipo High Volume Instrument (HVI), atendendo a região do Matopiba (Maranhão, Tocantis, Piauí e Bahia).

Controle e qualidade em foco

Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, explica que um dos diferenciais da cotonicultura brasileira é o agrupamento de fardos conforme a ordem, a data e o local da colheita. “Essa separação por variedades é um método comum nas algodoeiras nacionais e confere mais uniformidade aos lotes”, observou. “O sistema de classificação é o mesmo em todo o Brasil, independentemente do estado. Isso dá mais confiança ao processo”, comentou.

O controle nos processos de beneficiamento e o investimento na melhoria das características intrínsecas da fibra agradaram Tahrin Aman, executivo da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “A evolução de cinco anos para cá no algodão brasileiro é enorme. Voltei a comprar do Brasil no ano passado e não penso em parar”, afirmou ele.

Satisfeito com o comprimento, a cor e a resistência da pluma, Aman avaliou positivamente o que encontrou durante a Missão Compradores. “Para nós, de Bangladesh, segundo maior consumidor de pluma do mundo, o Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, enfatizou.

Shailesh Patil, trader de algodão da Cofco para a Índia, avalizou a qualidade da pluma brasileira e explicou por que agora se sente mais confiante para recomendar o produto nacional. “Fiquei impressionado com o tamanho das fazendas, com a qualidade das plantas e os níveis de produtividade. Essa experiência superou todas as ideias que eu tinha e me convenceu sobre o potencial do Brasil em produzir ainda mais”, declarou.

Estratégia de promoção internacional

A Missão Compradores é um intercâmbio realizado pela Abrapa há nove anos. Integra as ações do Cotton Brazil, programa de promoção internacional do algodão brasileiro realizado pela Abrapa. A iniciativa conta com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Neste ano, a comitiva somou 20 executivos de fiações e indústrias têxteis de seis países: Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã, que, juntos, responderam por 84,9% das exportações brasileiras de algodão no ano comercial 2024/25.





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Tecnologia e rastreabilidade do algodão marcam Missão Compradores em MT


A rastreabilidade de fardos, a mecanização da colheita e a larga escala da cotonicultura brasileira chamaram a atenção da delegação da Missão Compradores na etapa por Mato Grosso. O grupo, formado por 20 representantes de fiações e indústrias têxteis asiáticas, visitou uma fazenda e uma algodoeira em Primavera do Leste, além de ter participado de um workshop técnico em Cuiabá.

O intercâmbio é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa) há nove anos. O objetivo é permitir que os principais compradores da pluma nacional possam conhecer, in loco, a realidade da cotonicultura brasileira.

“A Missão Compradores nos permite mostrar que o cultivo do algodão é feito por pessoas, por famílias guiadas por um espírito de colaboração e comprometidas com a produção responsável dessa fibra natural e renovável. Sabemos que mais importante que dizer é mostrar”, destacou o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.

Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional de Exportadores de algodão (Anea), lembrou que, em oito edições, a Missão Compradores recebeu 156 executivos de fiações de todo o mundo. “Neste ano, temos 18 representantes de seis dos mais importantes países no mercado têxtil mundial. Juntos, eles respondem por aproximadamente 80% da importação mundial de algodão”, informou.

De Mato Grosso para o mundo

A agenda começou por Mato Grosso, que responde por cerca de 70% da área plantada no Brasil com algodão e 10% no mundo. Entre os diferenciais do estado, estão a preservação de mais de 60% do território e a liderança na produção de outras culturas além do algodão, como soja, milho, gergelim e rebanho bovino.

Orcival Gouveia Guimarães, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), garantiu que o aumento na produtividade e, consequentemente, na produção de pluma no estado tende a se manter nos próximos anos. “Mesmo sem abrirmos novas áreas, podemos ampliar o cultivo de algodão devido à rotação de culturas. Basta que haja demanda para isso”, afirmou.

Neste ano, Mato Grosso representou mais de 64% das exportações de algodão. Ao todo, são 137 algodoeiras distribuídas por todo o estado. Em 90% das propriedades, a cotonicultura é realizada em segunda safra com a soja.

 A fazenda visitada pela delegação foi uma exceção. A propriedade, do grupo Nativa, cultiva 70% do algodão em primeira safra, e apenas 30% na chamada ‘safrinha’. No dia da visita, 30% da área de aproximadamente 10 mil hectares havia sido colhida. “A colheita atrasou um pouco devido à chuva. Estamos prevendo mais 15 dias para finalizar os trabalhos”, disse Romeu Froelich, um dos fundadores do grupo.

Qualidade do algodão impressiona compradores

Os trabalhos em campo chamaram a atenção dos compradores. “Acompanhamos o processo de colheita de perto e vimos que é totalmente mecanizado, o que reduz qualquer chance de contaminação”, observou o executivo Md Nazmul Huq, da Far East Spinning, fiação de Bangladesh.

O grupo Nativa foi o primeiro produtor de algodão do mundo a rastrear 100% dos fardos exportados até o Vietnã, há dois anos. A algodoeira do grupo, também visitada pela delegação internacional, começou a operar em 1997 e hoje beneficia de 1300 a 1500 fardos por dia.

Devido ao sistema de rastreabilidade adotado, cada fardo é identificado eletronicamente, permitindo que o comprador saiba exatamente em que fazenda e mesmo em que talhão foi produzida a pluma. O sistema informa também os indicadores de qualidade e certificação socioambiental de cada fardo.





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Produtores enfrentam doenças na aveia



Clima afeta lavouras de aveia-branca no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na úlitma quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de aveia-branca implantadas dentro da janela recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) apresentam bom desempenho. No entanto, cultivos estabelecidos antes do período ideal não se recuperaram dos danos provocados pelas geadas de julho e estão sendo gradualmente substituídos por outras culturas de cobertura ou de interesse econômico.

A entidade informou que, nos dias 2 e 3 de agosto, chuvas intensas acompanhadas por ventos fortes provocaram acamamento em algumas áreas, especialmente em lavouras nos estágios de floração e enchimento de grãos. “Nessas fases, os colmos tornam-se mais suscetíveis ao tombamento devido ao maior acúmulo de biomassa e alongamento celular”, explicou a Emater/RS-Ascar. A projeção para a safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade estimada em 2.254 kg por hectare.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 40% em florescimento e 30% em enchimento de grãos. A Emater/RS-Ascar destacou a “elevada pressão de doenças foliares, como manchas e ferrugem da aveia”, favorecidas pela umidade e temperatura, levando à intensificação do uso de fungicidas sistêmicos e de amplo espectro.

Em Ijuí, 73% das áreas encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração e 8% em formação de grãos. O escalonamento fenológico está de acordo com o calendário regional de semeadura. Houve registro de acamamento em lavouras em estágio reprodutivo, o que, segundo o levantamento, “pode comprometer a polinização e a fotossíntese, além de, em fases mais avançadas, afetar a colheita e a qualidade dos grãos”.

Na região de Santa Rosa, a maior parte das lavouras destinadas à produção de grãos já finalizou a fase de floração e se aproxima do fim do enchimento. As geadas reduziram significativamente o potencial produtivo, levando muitos agricultores a suspenderem as aplicações de fungicidas. Nesses casos, a colheita será destinada à reposição de sementes para uso próprio e à venda para alimentação animal.





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Cotações da arroba do boi iniciam semana estáveis em São Paulo


O informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria na segunda-feira (11), apontou estabilidade nas cotações do boi gordo no mercado paulista. Após uma semana de altas consecutivas, impulsionadas pela oferta reduzida e pelo bom escoamento da carne, o início desta semana registrou poucos negócios e manutenção dos preços no comparativo diário. A escala de abate no estado atende, em média, seis dias.

Em Santa Catarina, a menor oferta de bovinos e o bom ritmo de vendas de carne resultaram em aumento para todas as categorias. “A cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto a da novilha avançou R$ 3,00/@”, informou a análise.

Na região de Goiânia (GO), a redução na oferta também influenciou as cotações. O boi gordo apresentou alta de R$ 2,00/@, e o chamado “boi China” registrou aumento de R$ 5,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis.

No atacado de carne com osso, as vendas se mantiveram em ritmo entre razoável e bom ao longo da semana. O movimento foi impulsionado pela reposição de estoques no varejo após o recebimento dos salários e pelo Dia dos Pais. Nesse cenário, todas as categorias de carcaça registraram alta.

A carcaça casada do boi capão subiu 2,5%, equivalente a R$ 0,50/kg. A carcaça do boi inteiro aumentou 2,1% (R$ 0,40/kg). Entre as fêmeas, a vaca teve acréscimo de 2,2% (R$ 0,40/kg) e a novilha de 2,1% (R$ 0,40/kg).

No mercado de carnes alternativas, o frango médio subiu 6,3% (R$ 0,40/kg), enquanto o suíno especial apresentou alta de 5,7% (R$ 0,70/kg).





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os destaques do Congresso ANDAV 2025


Por Flávia Macedo

O Congresso ANDAV 2025, maior evento de distribuição de insumos do país, foi palco para o lançamento de tecnologias e serviços voltados a aumentar a produtividade no campo e fortalecer a conexão entre indústria, distribuidores e produtores. Entre as inovações apresentadas, um dos destaques veio da Casa Bugre, que trouxe uma vacina para combater o estresse térmico e hídrico das plantas. O produto, de aplicação preventiva, tem como objetivo evitar quedas na produtividade e já integra o portfólio da empresa.

“Lá no comecinho do plantio, a gente utiliza o VacStress. Ele prepara a planta para já começar a produção dos osmoprotetores — como, por exemplo, a prolina. Entõa, quando a planta inicia cedo a produção desses osmoprotetores, ela aprende o processo. Por isso chamamos de ‘efeito vacina’: a planta aprende o que precisa fazer”, diz Everton Campos, diretor de MKT da Casa Bugre.

O CEO da Companhia destaca a importância de participar de um evento como a ANDAV. “Esse é o maior evento de distribuição no Brasil e ele dá uma visibilidade muito grande para o nome da Casa Bugre e para as empresas que fazem parte do grupo”.

Outra novidade veio da AgroCP. Referência em fertilizantes organominerais, a companhia passou a ofertar também produtos à base de bioquelato, ampliando as opções para diferentes necessidades no campo. A empresa projeta alcançar R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, impulsionada pela expansão do portfólio e pela demanda crescente no setor.

“São fertilizantes altamente concentrados, internos e solúveis, muito afinados com as novas tecnologias de aplicação em drones e aplicações em baixos volumes. Não é uma química, é uma quelatação natural, feita através de aminoácidos. Temos certeza absoluta de que é um portfólio inovador, com excelente custo-benefício, que vai se encaixar muito bem na agricultura nacional”, destaca Lucas Figueiredo, diretor de Marketing da AgroCP.

Além de produtos, houve lançamentos voltados à melhoria de relacionamento e vendas. A Sumitomo apresentou o sistema YEN, nome inspirado na moeda japonesa, criado para estreitar a relação comercial entre distribuidores e produtores rurais, tornando o acesso aos insumos mais rápido e eficiente.

“Esse programa está muito focado em trazer novas tecnologias e um portfólio mais sustentável para o mercado brasileiro, justamente para atender às necessidades do produtor final. Além disso, ele vai ajudar com uma venda mais técnica e diferenciada, permitindo que nossos parceiros se destaquem no mercado”, ressalta Nairo Piña, presidente da Sumitomo Chemical para a América Latina. 

Com o mesmo propósito de facilitar conexões no agronegócio, a Agri Connection traz acesso ao mercado de insumos agrícolas. De acordo com o CEO da empresa, Flávio Mata, já são mais de 250 rótulos para diversas culturas e necessidades, aproximando indústria e distribuidoras de forma ágil.

“Podem ser empresas de produção, de discovery, de desenvolvimento ou de pesquisa, que criam e fabricam produtos e depois precisam comercializá-los. A AgriConnection nasceu para permitir que essas companhias consigam acessar o mercado agro-brasileiro.”

O evento também abriu espaço para soluções tecnológicas voltadas à gestão empresarial. A Viasoft apresentou ferramentas com inteligência artificial para otimizar tarefas do dia a dia das empresas. Com 35 anos de experiência no desenvolvimento de softwares, a empresa busca simplificar e dar mais assertividade às decisões de gestão.

“Dentro do agronegócio, atendemos desde o produtor rural, revendas de insumos, sementeiras, cerealistas e agroindústrias, até cooperativas. É uma solução ampla, que abrange todas as áreas da empresa — inclusive RH, fiscal, contábil e financeiro. Por isso, nos posicionamos como especialistas: porque conseguimos atender todas as demandas de uma empresa”, afirma a diretora comercial da Viasoft, Naiara Fieira. 

Entre os temas presentes na feira, o crédito rural ganhou destaque. O CEO da Ceres Agrobank, Oziel Ferreira, anunciou condições diferenciadas para facilitar o acesso dos produtores a financiamentos, oferecendo prazos mais longos e atendimento personalizado.

Com estandes de mais de 250 marcas, o Congresso ANDAV recebeu visitantes de todo o Brasil. O empresário da Fex Agro, Daniel Barbosa, de Primavera do Leste (MT) é um exemplo. Ele comanda uma rede de revendas com unidades em MT, GO e SP e participou do evento em busca de novidades para o negócio.

“É bom participar de um evento como este porque você encontra velhos amigos, faz novos contatos e conhece novas oportunidades. Na minha visão, é muito importante estar conectado”.

Debates estratégicos: COP 30 e “tarifaço”

A programação incluiu ainda palestras e debates sobre temas estratégicos para o setor, como a COP 30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). Outro destaque foi a discussão sobre as perspectivas de mercado diante do chamado “tarifaço” — a taxa imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

O especialista e analista de mercado, Carlos Cogo, alertou para o momento delicado do mercado e recomendou o travamento dos preços das commodities como medida para evitar uma nova tensão tarifária.

“Aqueles que podem ter oportunidades nessa questão da guerra tarifária, por exemplo, no caso da soja, o indicado é se proteger imediatamente. Fazer uma venda futura num patamar maior, protegendo pelo menos 60% do custo, para aproveitar os prêmios positivos que já estão sendo negociados para o próximo ano — e também para este ano —, e que estão muito acima da média”.

 





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