terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Produzir no RS ficou mais caro em junho



No acumulado do ano, o IIPR apresenta uma deflação de 10,43%




Foto: Canva

Em junho, os custos do produtor rural foram maiores, e os preços recebidos menores. É o que aponta o relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (23/7).O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou deflação de 1,8% em relação ao mês anterior. Ocorreu queda no preço das sacas de arroz e milho, além de retração no trigo, devido à proximidade da colheita.

No acumulado do ano, o IIPR apresenta uma deflação de 10,43%, um índice descolado do IPCA Alimentos (que tem alta de 3,79% no período), um sinal de que a inflação está acontecendo em outros pontos da cadeia.Já o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou inflação de 0,43% em maio, mesmo com um recuo de 2% na taxa de câmbio.

Os conflitos geopolíticos ao redor do globo puxaram a alta no preço do fertilizante, um dos principais insumos do setor. No acumulado desde junho de 2024, o índice tem inflação de 3,79%. Já no acumulado de 2025, a inflação é menor, 2,02%, mas ainda relevante.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

queda na novilha pressiona mercado em São Paulo



Mercado lento mantém boi China sem variação




Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo registrou queda no preço da novilha em São Paulo nesta quarta-feira (23), segundo a análise “Tem Boi na Linha”, publicada pela Scot Consultoria. As negociações seguem em ritmo lento, com o escoamento da carne bovina ainda abaixo do esperado e uma oferta de animais suficiente para suprir a demanda.

“A cotação da novilha caiu R$ 1,00 por arroba, enquanto os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis”, aponta o levantamento. As escalas de abate no estado atendem, em média, a nove dias.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário também é marcado por escoamento fraco e boa oferta de animais. A postura cautelosa adotada pelos frigoríficos resultou em recuos nas cotações em parte das praças pecuárias. Em Dourados, houve redução de R$ 3,00 por arroba para todas as categorias. Em Campo Grande, apenas a novilha apresentou recuo, de R$ 1,00 por arroba, enquanto as demais categorias mantiveram os valores. Já em Três Lagoas, os preços seguiram estáveis.

A cotação do “boi China”, animal abatido com até 30 meses e exigido para exportação ao país asiático, também não apresentou variações nesta quarta-feira.

No Paraná, a oferta elevada de animais pressionou o mercado. A geada recente reduziu a qualidade das pastagens, o que incentivou maior volume de negociação por parte dos pecuaristas. Ainda assim, os preços permaneceram inalterados em todas as categorias.

No Rio de Janeiro, o cenário foi semelhante. O mercado apresentou estabilidade, sem mudanças nas cotações para boi gordo, vaca ou novilha.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo tem queda de 27% na área cultivada no Paraná



Lavouras sofrem com clima e geadas




Foto: Canva

O plantio de trigo foi finalizado no Paraná nesta semana, segundo o relatório semanal  de colheita e cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A área cultivada com o cereal na safra 2024 soma 833,4 mil hectares, o que representa uma redução de 27% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 1,134 milhão de hectares.

De acordo com o Deral, as lavouras se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento. Em regiões onde a fase predominante é a de frutificação, já foram observados sinais de déficit hídrico, o que acende o alerta para possíveis impactos na produtividade. Além disso, há preocupações com os danos causados pelas geadas recentes.

“O estrago ainda está sendo avaliado, mas já se sabe que áreas semeadas antes do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), especialmente nas regiões mais frias do estado, foram totalmente comprometidas pelas temperaturas negativas”, aponta o relatório.

Nas regiões em que o plantio foi realizado dentro do período ideal e foi concluído mais recentemente, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do esperado. Os produtores continuam com os tratos culturais, como o controle fitossanitário e aplicações preventivas de fungicidas e inseticidas. Até o momento, não há relatos de incidência significativa de pragas ou doenças.

A previsão é de que, nas próximas semanas, as condições climáticas continuem influenciando o desempenho das lavouras, especialmente nas regiões mais suscetíveis à falta de chuvas e novas geadas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil lidera cogeração de energia limpa



Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira



Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira
Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira – Foto: Divulgação

O Brasil tem se consolidado como referência mundial na cogeração de energia a partir de fontes renováveis, seguindo uma tendência global de descarbonização da matriz energética. Enquanto o carvão mineral ainda representa 61% da cogeração global, segundo o relatório Global CHP Market Overview (dez/2024), o país caminha na direção oposta: em 2021, 69,2% da cogeração nacional veio de biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, licor negro e cavaco de madeira, conforme destaca Leonardo Nakamura, engenheiro da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).

Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira, que alia abundância de subprodutos a investimentos em tecnologia. Atualmente, o Brasil conta com 21,9 GW de capacidade instalada de cogeração em operação, o que representa 10,3% da matriz elétrica nacional. Só a biomassa responde por 18,7 GW, com destaque para o bagaço de cana (13,03 GW), segundo dados da Aneel e da Cogen. Em 2024, a geração elétrica por biomassa bateu recorde, com 58 TWh, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN).

O tema estará em destaque na 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, feira mundial da cadeia de bioenergia, que ocorrerá de 12 a 15 de agosto em Sertãozinho/SP. O evento será palco para debater os avanços da cogeração renovável e as oportunidades para o Brasil no cenário internacional.

Além do reconhecimento como potência em cogeração, o país planeja expandir sua atuação com exportações de biocombustíveis, tecnologias e até energia elétrica para vizinhos como Argentina e Uruguai. Para Nakamura, essa integração regional fortalece a segurança energética do Cone Sul e posiciona o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa no continente.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fretes sobem em São Paulo apesar da queda no diesel


Apesar da redução no preço do diesel e da diminuição do piso mínimo de frete, o custo do transporte rodoviário de cargas no estado de São Paulo apresentou leve alta em junho. Segundo a edição de julho do Boletim Logístico, divulgada nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento dos juros influenciou diretamente os pagamentos a prazo, o que contribuiu para o encarecimento dos fretes.

De acordo com a Conab, “nem mesmo a redução do piso mínimo de fretes e a queda no preço do diesel conseguiram manter os fretes em baixa”. O preço médio do diesel comum foi registrado em R$ 6,07, enquanto o S-10 alcançou R$ 6,20, ambos com retração em relação a abril, em função da diminuição no valor repassado às distribuidoras.

No comércio exterior, São Paulo exportou US$ 27,13 bilhões entre janeiro e maio, enquanto importou US$ 35,34 bilhões no mesmo período, evidenciando um déficit comercial. No agronegócio, as exportações somaram US$ 11,08 bilhões, queda de 11,1% frente ao mesmo período de 2024. As importações agrícolas, por outro lado, subiram 5,6%, totalizando US$ 2,47 bilhões.

O setor sucroalcooleiro lidera as exportações do agronegócio paulista, com receita de US$ 2,67 bilhões, seguido por carnes (US$ 1,5 bilhão), soja (US$ 1,2 bilhão), sucos (US$ 1,2 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,2 bilhão).

As condições climáticas permaneceram dentro da normalidade, com chuvas e temperaturas próximas à média histórica para maio e junho. O impacto das geadas, embora registrado, ficou restrito a cultivos específicos de baixa expressão no estado, como hortaliças, morangos e maçãs, sem interferência significativa na dinâmica de transporte agrícola.

A Conab também destacou que obras de manutenção na rodovia Anchieta-Imigrantes, previstas para a segunda semana de julho, devem afetar temporariamente o escoamento da produção agrícola. “O reajuste das tarifas de pedágio, que pode chegar a 5,31%, também pode influenciar os custos logísticos ao longo do mês”, alerta o boletim.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

China se consolida nas vendas ao Brasil



“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo”



“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo"
“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo” – Foto: Divulgação/Portos RS

Entre janeiro e junho de 2025, a China se consolidou como principal fornecedora do Brasil, respondendo por 26,3% das importações nacionais, o maior percentual já registrado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O crescimento foi de 37,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, bem acima do avanço geral das importações brasileiras, que subiram 16,7%. A queda de 8,1% nos preços médios dos produtos chineses também contribuiu para aumentar a competitividade.

Esse desempenho reflete fatores como a crescente familiaridade das empresas chinesas com o mercado brasileiro, além de investimentos relevantes em infraestrutura local, como portos e unidades industriais. A qualidade dos produtos também tem evoluído, o que fortalece as trocas comerciais entre os dois países.

Empresas brasileiras especializadas em comércio exterior, como a Target Trading, têm ampliado suas operações com a China, importando máquinas de grande porte e autopeças. Estruturas de logística, manutenção e inspeção têm sido essenciais para garantir a confiabilidade dessas transações.

“Acreditamos que a tendência é de crescimento contínuo, com a geração de oportunidades em diversos setores, mas esse crescimento deve ser acompanhado com atenção para evitar uma dependência ainda maior de um único país em nossas relações comerciais”, afirma Carlos Campos Jr., cofundador e CEO da Target Trading.

Enquanto a China avança, os Estados Unidos perderam espaço nas importações brasileiras, com participação reduzida a 16%, o segundo menor índice dos últimos dez anos. A mudança reforça o redesenho das parcerias comerciais e a importância de manter o equilíbrio nas relações internacionais.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Laranja para suco tem baixa cotação e compra limitada


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (17), o retorno da insolação nas últimas semanas contribuiu para a melhoria das condições das frutíferas cítricas na região de Caxias do Sul. Apesar disso, pomares de bergamota sofreram com a queda de frutos no terço superior das plantas, em razão das sessões tão intensas que atingiram a região nos meses de junho e julho.

A entidade informou que “esta safra foi considerada ótima em termos de produção, que está acima do esperado”, mesmo diante dos eventos climáticos adversos. Os produtores estão desenvolvendo tratamentos fitossanitários com fungicidas. A colheita da bergamota Ponkan e da variedade Caí está em fase final, com preços variando entre R$ 1,50 e R$ 1,75 o quilo. Também foi iniciada a colheita das variedades Montenegrina, cotada a R$ 2,50/kg, e Murcott, a R$ 1,80/kg.

Nos pomares de laranja da mesma região, sugeriu-se redução na queda de frutos. Estão sendo aplicados tratamentos cúpricos para controle do câncer-cítrico. As variedades Bahia, Monte Parnaso e do Céu estão em colheita. A laranja de umbigo destinada ao consumo in natura é comercializada a R$ 1,80/kg, enquanto o produto para suco custa R$ 0,50/kg.

Na região de Passo Fundo, segue a colheita de variedades precoces de laranja. Os produtores realizam tratamentos preventivos contra pinta-preta e câncer-cítrico, além de práticas agronômicas como plantio de cobertura do solo, controle de moscas e adubação com cloreto de potássio. Nos pomares em formação, ocorrem possibilidades de formação. O preço da laranja para a indústria varia entre R$ 0,90 e R$ 1,10/kg. A expectativa de expansão da área plantada corresponde aos preços obtidos na última safra.

Em Erechim, segue a comercialização das laranjas Salustiana, IAPAR e Rubi, com início da colheita da variedade Valência, cotada a R$ 800,00 por tonelada. Segundo a Emater/RS-Ascar, “em virtude do anúncio de tributação de 50%, a partir de 1º de agosto, pelo governo norte-americano, as indústrias de suco de laranja planejaram paralisar a coleta de frutos até que a situação esteja normalizada ou que haja um direito com outros países para a exportação”. A medida afeta diretamente o setor, já que cerca de 40% do suco de laranja brasileiro é exportado para os Estados Unidos.

Em Frederico Westphalen, a produção envolve mais de 3.500 hectares de laranjas de suco e de umbigo, distribuídos entre 1.574 famílias. A área de cultivo de bergamota soma 240 hectares, com 225 famílias envolvidas, e o limão Tahiti ocupa 26 hectares de 55 famílias. As chuvas intensas em maio e junho, seguidas por simultâneas no início de julho, provocaram a queda de frutos em pomares de variedades precoces, de ciclo médio e tardio, afetando a qualidade do suco e, em alguns casos, resultando na recusa de compra por parte das indústrias.

As variedades precoces estão em final de colheita, enquanto as de ciclo médio e tardio ainda iniciam a maturação. Os produtores seguem com aplicações de calda sulfocálcica para controle de pragas, como mosca-branca, ácaro-da-falsa-ferrugem e ácaro-da-leprose, e doenças como a clorose variegada dos citros (CVC).

Os preços de bergamotas e laranjas variam entre R$ 1,50 e R$ 2,00/kg no mercado local. Para a indústria, laranjas precoces com boa qualidade de suco são comercializadas entre R$ 800,00 e R$ 850,00/t. Já as de ciclo tardio, com qualidade inferior, são cotadas a R$ 650,00/t, mas com restrição na compra pelas indústrias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotrijal inicia obras que preparam Expodireto maior


A Cotrijal participou nesta segunda-feira, 21 de julho, da assinatura da ordem de início das obras de reposicionamento da ERS-142, entre a Prefeitura de Não-Me-Toque e a empresa vencedora da licitação. O novo traçado da rodovia irá possibilitar a futura ampliação do parque da Expodireto Cotrijal.

No final do ano passado, um trecho da rodovia que conecta o município a Victor Graeff/RS passou do governo do estado para a jurisdição de Não-Me-Toque/RS. Já a cooperativa destinou um espaço de cerca de dois quilômetros ao município. Com isso, o trecho da rodovia que atualmente passa em frente ao parque da Expodireto Cotrijal será realocado para a área que foi cedida à Prefeitura de Não-Me-Toque, localizada dentro do estacionamento principal da feira. Essa mudança permitirá a execução do projeto de ampliação do parque.

O contrato com a empresa Compacta Sul prevê o início das obras na rodovia para os próximos dias. O prazo para conclusão é de nove meses. As obras incluem terraplanagem, drenagem, pavimentação asfáltica e sinalização no trecho municipalizado da ERS-142.

Dessa forma, a realocação do trecho deve ser finalizada para a Expodireto Cotrijal do ano que vem, já a ampliação do parque está estimada para a edição de 2027. “Essas obras são muito importantes porque vamos oportunizar a participação de muitas empresas que já aguardam para fazer parte da Expodireto Cotrijal. É um projeto da prefeitura com o estado do Rio Grande do Sul que vai beneficiar a feira e toda a comunidade”, ressaltou o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

O investimento previsto é de mais de R$ 2,7 milhões, contando com recursos oriundos de emenda parlamentar no valor aproximado de R$ 2,5 milhões, destinada pelo deputado federal Pedro Westphalen.

“Vai consolidar de vez uma das maiores e melhores feiras do agronegócio, além de trazer maior visibilidade, circulação de pessoas, arrecadação e investimentos para Não-Me-Toque. Nós ficamos muito felizes em contribuir para que a Expodireto continue crescendo”, destacou o prefeito Gilson dos Santos.

A assinatura do termo de início das obras foi realizada no gabinete do prefeito e também contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Lima, e de secretários municipais, além de representantes da empresa vencedora da licitação e da cooperativa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Programa Grão Seguro debate segurança em áreas classificadas de armazenagem de grãos



Programa vai ao ar nesta terça-feira às 19h30




Foto: Canva

O Programa Grão Seguro desta terça-feira, 22 de julho, traz um tema fundamental para a segurança nas operações de armazenagem de grãos. A edição vai ao ar às 19h30 (horário de Brasília) e contará com a participação especial do engenheiro Maurício Clábria Vianna, da MCV Consultoria.

O especialista abordará o tema “Área Classificada em Unidades Armazenadoras de Grãos”, assunto que desperta grande interesse entre profissionais do setor por envolver riscos e exigências técnicas específicas no manuseio e estocagem de grãos em larga escala.

Áreas classificadas são locais com potencial de formação de atmosferas explosivas, exigindo cuidados rigorosos com equipamentos elétricos, ventilação, sensores e procedimentos operacionais. Segundo os organizadores, a discussão visa ampliar o conhecimento técnico dos profissionais que atuam em armazenadoras, cooperativas, tradings e indústrias processadoras.

A transmissão será ao vivo pelo canal oficial do Programa Grão Seguro no YouTube, reunindo técnicos, engenheiros, gestores e demais profissionais ligados à cadeia do agronegócio. A participação é gratuita, e os espectadores poderão enviar perguntas em tempo real durante a live.

Clique aqui para assistir.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do algodão recuam com alta na produção mundial, indica Imea



Eevação na estimativa foi puxada pela expectativa de ampliação da área




Foto: Canva

A produção mundial de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para cima e deve alcançar 25,78 milhões de toneladas de pluma, segundo a estimativa de junho divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados são do boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que aponta um aumento de 1,22% em relação à projeção anterior, de maio.

Segundo informações do boletim do Imea, a elevação na estimativa foi puxada pela expectativa de ampliação da área cultivada nos Estados Unidos. Com isso, o país norte-americano deve contribuir significativamente para o crescimento da oferta global da fibra. Por outro lado, o consumo mundial teve um incremento mais tímido, de apenas 0,31% no comparativo mensal, totalizando 25,72 milhões de toneladas.

Esse descompasso entre oferta e demanda resultou em uma elevação dos estoques finais globais de algodão, que subiram 0,68% em relação ao mês anterior e somaram 16,83 milhões de toneladas. A perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado global pressionou os preços para baixo, com recuo nas cotações da bolsa de Nova York no dia da divulgação do relatório.

Apesar do cenário de crescimento na produção, o mercado segue atento ao desenvolvimento da safra nos Estados Unidos. O boletim do Imea destaca que há previsão de seca em importantes regiões produtoras, o que pode comprometer o rendimento e afetar a oferta global nos próximos meses. Esse fator climático representa um ponto de atenção para os produtores e para o comércio internacional da pluma.

Com um cenário ainda incerto, os próximos relatórios devem ser decisivos para a formação dos preços e para as estratégias de comercialização. 





Source link