sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Cotações do milho recuam em Chicago


A cotação do milho na Bolsa de Chicago registrou queda nos primeiros dias de agosto, reflexo do bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas e dos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A análise é da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira (7).

O preço do bushel para o primeiro mês cotado chegou a US$ 3,79 em 6 de agosto e encerrou o dia seguinte a US$ 3,84, abaixo dos US$ 3,94 registrados uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 4,06, representando uma queda de 5,6% em relação à média de junho.

De acordo com a Ceema, “o excelente avanço da nova safra do cereal nos EUA, somado à guerra tarifária imposta por Trump, derrubam as cotações do milho”. A entidade aponta que, em 3 de agosto, 73% das lavouras norte-americanas estavam classificadas entre boas e excelentes, frente aos 67% observados no mesmo período do ano passado. No mesmo levantamento, 88% das lavouras estavam em fase de embonecamento, número próximo à média histórica de 89%, enquanto 42% estavam na fase de formação de grãos.

No mercado internacional, os Estados Unidos embarcaram 1,2 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 31 de julho, superando as expectativas. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial alcançou 48 milhões de toneladas, aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Brasil, os preços permaneceram relativamente estáveis, mas em patamar considerado baixo e pressionado. No Rio Grande do Sul, a média semanal foi de R$ 61,98 por saca, enquanto as principais regiões do estado registraram valores entre R$ 58,00 e R$ 60,00. Nas demais regiões do país, os preços variaram entre R$ 44,00 e R$ 63,00 por saca.





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batata tem desvalorização de 50% entre junho e julho


A segunda safra de batata no Paraná está próxima de ser concluída, com 91% dos 10,6 mil hectares já colhidos. As informações constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o boletim, os Núcleos Regionais de Ponta Grossa e União da Vitória estão finalizando o ciclo produtivo. Já as lavouras em Pitanga e Campo Mourão encontram-se em fase de maturação, enquanto em Cornélio Procópio o desenvolvimento ainda é vegetativo.

As lavouras que ainda não foram colhidas apresentam, em sua maioria, bom desempenho. “Cerca de 97% das áreas estão em boas condições, enquanto 3% são consideradas medianas. É uma melhora em relação à semana anterior, quando 94% das áreas tinham avaliação positiva”, informou o Deral.

Em relação aos preços, os bataticultores receberam, em média, R$ 27,34 por saca de 25 quilos da batata lisa no mês de julho, o equivalente a R$ 1,09 por quilo. Esse valor representa uma queda de 50,6% em comparação aos R$ 55,37 registrados em junho, e de 71% frente aos R$ 94,33 recebidos no mesmo período do ano anterior.

No atacado, especificamente no entreposto da Ceasa de Curitiba, a batata comum especial lavada foi cotada a R$ 50,00 por saca de 25 quilos nesta semana. Apesar de ser 25% superior ao preço do final de julho (R$ 40,00), o valor é 54,6% inferior ao do mesmo período de 2024, quando o produto custava R$ 110,00. Também houve queda de 9,1% em relação ao mês anterior.

No varejo paranaense, o preço médio do quilo da batata lisa subiu de R$ 3,11 em junho para R$ 4,07 em julho, um aumento de 30,9%. Ainda assim, o valor está 53% abaixo do registrado em julho de 2024, quando o quilo era vendido a R$ 8,67.

A alta oferta da safra de inverno em julho pressionou os preços no campo e no atacado. O Deral observa que o pico da terceira safra em outras regiões produtoras deve se estender até meados de setembro, o que pode manter os preços contidos.

A ausência de chuvas intensas no Paraná contribuiu para o bom andamento das operações de colheita. Segundo o Deral, alguns produtores já iniciaram o preparo do solo para uma nova safra de batatas, inclusive com áreas já plantadas fora do zoneamento agrícola oficial. A decisão reflete a instabilidade do mercado.





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Alta na ureia e MAP pressiona IPCF



Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%



Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%
Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6% – Foto: Canva

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de julho fechou em 1,32, registrando alta de 4,6% em relação a junho. O avanço foi impulsionado por uma combinação de elevada demanda global e baixa oferta, em um cenário de instabilidade no mercado internacional. A queda média de 2% nos preços das commodities, puxada pelo milho (-5%), algodão (-3%) e cana (-3%), contrastou com a leve alta da soja (+0,5%), reflexo do bom desempenho das safras nos EUA e da colheita da segunda safra no Brasil, além das incertezas geradas pelas taxações norte-americanas ao país.

Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%, com destaque para a ureia (+8%) e o fosfato monoamônico (MAP) (+3%). A proximidade da janela de plantio da soja, aliada à forte demanda e à oferta reduzida, sustentou a valorização. No caso da ureia, o aumento foi agravado pelo conflito entre Israel e Irã, que afeta a produção e a disponibilidade global de gás natural, insumo essencial para sua fabricação.

O dólar recuou 0,3%, mas com impacto limitado sobre o IPCF. No mercado, cerca de 20% dos insumos para a safra de verão ainda aguardam negociação. Produtores que já compraram são orientados a garantir a retirada antecipada dos fertilizantes, evitando atrasos e gargalos logísticos na entrega. A expectativa é de que a volatilidade continue nas próximas semanas, com atenção redobrada aos desdobramentos geopolíticos e às políticas comerciais internacionais, que podem redefinir custos e margens para a próxima temporada agrícola.

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), divulgado mensalmente pela Mosaic, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas brasileiras — soja, milho, açúcar, etanol e algodão — tomando 2017 como base. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor. 

 





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Trigo fecha a semana em queda em Chicago



Trigo de inverno atinge 86% da colheita nos EUA




Foto: Canva

A cotação do trigo para o primeiro mês negociado na Bolsa de Chicago apresentou queda na semana entre 1º e 7 de agosto, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7). O preço chegou a US$ 5,08 por bushel no dia 6, mas registrou leve recuperação no dia seguinte, encerrando a quinta-feira a US$ 5,18. O valor ainda se mantém abaixo da cotação de US$ 5,23 observada na semana anterior. A média de julho ficou em US$ 5,40 por bushel, repetindo o desempenho de junho.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de inverno alcançava 86% da área semeada até o dia 3 de agosto, resultado próximo da média histórica de 87% para o mesmo período. A colheita do trigo de primavera, por sua vez, atingia 5% da área plantada, abaixo dos 9% registrados na média histórica. Em relação às condições das lavouras de primavera ainda em campo, 48% estavam classificadas entre boas a excelentes, 35% regulares e 17% entre ruins a muito ruins.

No mesmo intervalo, os Estados Unidos embarcaram 599.595 toneladas de trigo, volume que ficou no limite superior das expectativas do mercado. Com esse desempenho, o total exportado no atual ano comercial soma 3,9 milhões de toneladas, número 9% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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Preço ao produtor agropecuário sobe 18% no 1º semestre


Os preços pagos aos produtores agropecuários apresentaram forte avanço no primeiro semestre de 2025. Segundo cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) cresceu 18,4% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período de 2024.

O avanço do IPPA/Cepea ficou bem acima do registrado para os preços internacionais dos alimentos (FMI Food & Beverage Index – em US$), que subiram apenas 0,2% no primeiro semestre de 2025. No mesmo período, os industriais (IPA-OG-DI produtos industriais) registraram alta de 5,6% e a taxa de câmbio (R$/US$) se valorizou 13,2%.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a elevação do IPPA/Cepea no início deste ano está relacionada às fortes altas observadas para o IPPA-Cana-Café/Cepea, de 32,6%, para o IPPA-Pecuária/Cepea, de 27,3%, e para o IPPA-Grãos/Cepea, de 8,9%. Já o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea apresentou baixa no primeiro semestre de 2025, de 12,4%.

No caso do IPPA-Cana-Café/Cepea, o avanço do Índice se deve especificamente às expressivas altas do café nos três primeiros meses de 2025, já que houve queda de 1,6% no segundo trimestre deste ano. Vale lembrar que levantamento do Cepea mostrou que o café foi negociado no mercado brasileiro a patamares recordes reais no primeiro trimestre de 2025, impulsionados pela oferta limitada do grão, pelos estoques apertados por conta da menor produção no Brasil e no Vietnã, pela demanda internacional firme e também por projeções que indicavam uma safra 2025/26 ainda pequena. No caso da cana, houve estabilidade (0,4%) entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2024.

Para o IPPA-Pecuária/Cepea, todos os produtos que compõem o Índice subiram no primeiro semestre de 2025: arroba bovina (36%), suíno (29,6%), leite (16,6%), ovos (16,5%) e frango (15%). Quanto ao IPPA-Grãos/Cepea, o Índice foi influenciado pelas valorizações observadas para o algodão (5,6%), milho (27,7%), soja (4,4%) e trigo (13,7%). Já para o arroz, as cotações recuaram com certa força no primeiro semestre, expressivos 26,3%.

Já para o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, observa-se queda de 12,4% no Índice, o que se deve às retrações observadas para a batata (de significativos -51,3%), tomate (-20,5%), banana (-20,2%) e uva (-2,7%). Para a laranja, foi registrada estabilidade (0,1%).

IPPA X PREÇOS INTERNACIONAIS – Pesquisadores do Cepea indicam que o IPPA/Cepea nominal apresenta expressiva aderência com o FMI Food & Beverage Index (em R$) entre 2001 e 2025, sendo um indicativo forte da vigência da Paridade Preços Internacionais (PPI) entre os preços aos produtores agropecuários do Brasil e a média desses preços praticados no mercado internacional internalizados. Em determinados subperíodos, observam-se desvios moderados entre essas séries, possivelmente causados pela rigidez nos processos de ajuste de mercado. Por exemplo, em 2024, o IPPA/Cepea nominal foi superado pelo FMI Food & Beverage Index (em R$).

Após iniciar 2025 em aceleração, o IPPA/Cepea nominal perdeu ritmo no último trimestre, o que se refletiu em queda de 2% entre os dois primeiros trimestres de 2025. Em paralelo, o FMI Food & Beverage Index (em R$) manteve tendência de desaceleração desde o início do ano, com recuo de 7,6% entre os trimestres.

 





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Exportações interrompem sequência de altas, mas seguem elevadas



Baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada para os EUA


Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de ovos recuaram em julho, interrompendo a tendência de alta observada ao longo dos seis primeiros meses do ano. De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho, mas expressivos 305% acima do de julho/24.

Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada para os Estados Unidos. Ressaltam, porém, que, mesmo com a queda, o país se mantém como o principal destino da proteína brasileira. No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar. 





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Preços iniciam agosto em alta; exportações voltam a crescer



Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto


Foto: Pixabay

Os preços da carne de frango vêm subindo neste início de agosto, refletindo o aquecimento da demanda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além do tradicional aumento no poder de compra (devido ao recebimento dos salários), o fim das férias escolares e o Dia dos Pais têm elevado a procura pela carne e, consequentemente, os valores da proteína avícola.

Quanto às exportações, após dois meses seguidos em queda, o volume embarcado pelo Brasil voltou a crescer em julho. Dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea mostram que foram enviadas 399,6 mil toneladas de carne de frango (considerando-se produtos in natura e industrializados) em julho, 16,3% a mais que em junho, porém, 13,8% a menos que em julho/24. Pesquisadores ressaltam que este é o melhor resultado desde a confirmação de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS), em maio. 





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Mercado reage, e preço na indústria sobe



Preço da laranja para indústria reagiu nesta semana


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que o preço da laranja para indústria reagiu nesta semana, depois de o mercado ter “andado de lado”, à espera de definições sobre as tarifas norte-americanas. Entre 4 e 7 de agosto, a média foi de R$ 45,42/cx de 40,8 kg, alta de 4,61% frente ao período anterior. De acordo com o Centro de Pesquisas, nos próximos dias, produtores aguardam a retomada de fechamentos dos contratos para frutas da safra 2025/26, que ficaram paralisados ao longo de julho.

Oficializada nessa quarta-feira, 6, a decisão que excluiu o suco de laranja da nova sobretaxa de importação de 40% trouxe alívio imediato ao setor citrícola brasileiro. O contexto de baixa oferta global e os estoques reduzidos nos Estados Unidos podem ter influenciado a retirada do suco da lista de produtos taxados. Com o novo cenário, também espera-se estímulo às exportações nacionais no curto prazo, especialmente diante da menor concorrência de outros fornecedores globais, conforme explicam pesquisadores.





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geadas obrigam replantio no interior gaúcho



O cultivo do tabaco avança em diferentes ritmos




Foto: Pixabay

O cultivo do tabaco avança em diferentes ritmos nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, conforme boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (7).

Em Frederico Westphalen, as condições climáticas permitiram o desenvolvimento das mudas, favorecendo o andamento das atividades no campo. Agricultores realizaram o transplante das plantas, bem como a adubação e a aplicação de fungicidas e inseticidas.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos também evoluíram. Parte dos produtores aproveitou áreas menos sujeitas à formação de geadas para preparar o solo. Outros já concluíram o transplantio das mudas cultivadas no sistema floating para o campo definitivo.

Já nas regiões de Pelotas e Santa Maria, o clima adverso comprometeu o desenvolvimento das lavouras. Embora grande parte das áreas planejadas tenha sido implantada, as plantações estabelecidas antes das geadas precisaram ser replantadas. A necessidade de novas mudas aumentou a demanda, resultando em escassez de material disponível para transplante. Alguns agricultores ainda mantêm atividades de semeadura e manejo das sementeiras pelo sistema floating.

Em Soledade, a comercialização da safra anterior está próxima do encerramento e os preços alcançados são considerados positivos. O preparo do solo para o novo ciclo foi concluído em áreas de baixa altitude e está adiantado em regiões mais elevadas. O plantio das mudas em campo aberto já começou, com alguns municípios atingindo 70% da área prevista. No entanto, as temperaturas mais baixas reduziram o ritmo de crescimento das plantas.





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Boa radiação solar acelera maturação de morangos


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (7), apontou que as condições climáticas recentes influenciaram de forma distinta a produção de morangos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, temperaturas amenas e boa radiação solar favoreceram o desenvolvimento da cultura, acelerando a maturação dos frutos. Entretanto, a incidência de oídio em diversas lavouras tem causado perdas, especialmente em flores e frutos jovens, situação considerada incomum por não afetar significativamente as folhas. Produtores intensificaram medidas de controle e ajustaram a adubação para reduzir o vigor vegetativo e estimular a floração. Apesar de uma leve melhora na florada e no desenvolvimento dos frutos, a oferta permanece insuficiente para atender à demanda local. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 50,00 por quilo nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 40,00 e R$ 60,00 por quilo na venda direta ao consumidor.

Em Lajeado, na localidade de Feliz, a produção está em início. Nos cultivos em bancadas, a colheita ainda é reduzida, enquanto nos plantios em solo há boa formação de frutos e intensa floração. O clima, com dias ensolarados e temperaturas baixas, tem beneficiado a produção. Os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo, podendo chegar a R$ 55,00/kg devido ao aumento da procura impulsionado pela tendência do chamado “morango do amor”.

Na região de Pelotas, a continuidade do clima frio e úmido tem prejudicado a cultura, reduzindo o tamanho e a quantidade de frutos, além de favorecer o surgimento de doenças. A produção está limitada, e os preços variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por quilo.

Em Santa Rosa, embora as plantas apresentem boa floração, a polinização tem sido deficiente, resultando em frutos deformados. Há forte presença de doenças, como flor-preta e antracnose, e registro de oídio em algumas variedades, de difícil controle mesmo com o uso de fungicidas e outras medidas. Frutos menores têm sido vendidos a R$ 20,00/kg, enquanto os maiores e padronizados chegam a R$ 55,00/kg. A demanda também aumentou na região em razão da popularidade do “morango do amor”.

Já na região de Soledade, a cultura está em desenvolvimento de mudas e produção. O clima favoreceu os cultivos, com maior incidência de sol, o que acelerou a maturação dos frutos e o crescimento das plantas. As condições fitossanitárias são consideradas adequadas, e a oferta e demanda estão equilibradas.





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