sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Bahia deve reduzir área de feijão



Clima reduz área de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo o 11º Levantamento de Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Bahia deve registrar redução da área cultivada de feijão-comum. A entidade informou que a retração está associada a fatores climáticos, como falta de chuva no desenvolvimento da cultura e excesso de precipitações no período da colheita, além da perda de zoneamento, dificuldades no financiamento bancário, recorrência de infestação de mosca-branca, falta de mão de obra, substituição pelo milho e volatilidade de preços na colheita.

De acordo com a Conab, a produtividade diminuiu em relação ao levantamento anterior. A instituição destacou que houve infestação de mosca-branca e que “as vagens das primeiras lavouras implantadas não estão carregadas como esperado”. A análise acrescenta que o excesso de chuvas e as baixas temperaturas no período de floração prejudicaram o desenvolvimento, e que a redução das precipitações pode afetar o enchimento de grãos nas áreas mais recentes, em razão do período prolongado de semeadura em 2025.

A Conab informou ainda que, apesar da boa distribuição de chuvas na região Nordeste, o aporte hídrico foi irregular entre o litoral e o interior. A entidade relatou que períodos de nebulosidade constante e baixas temperaturas podem ter contribuído para a formação de vagens menores.

O levantamento aponta que, no geral, as lavouras seguem em diferentes estágios, entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Entidades do setor cafeeiro voltam a registrar preocupação com tarifas dos…


Logotipo Notícias Agrícolas

As associações ligadas ao setor cafeeiro no Brasil emitiram novas notas públicas a respeito da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos sobre o café nacional. Em todos os casos a preocupação continua sobre o fato do produto não ter entrado na lista das isenções, porém, reforçam que as negociações continuam e que seu trabalho com seus pares nos EUA também. 

NOTA CECAFÉ

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) segue atuando, junto aos pares dos Estados Unidos, como a National Coffee Association (NCA), trades, importadoras e redes de cafeteria, assim como brifando o governo com dados e orientações do setor dos cafés do Brasil, com o objetivo de que o café seja incluído em uma lista norte-americana de isenção da taxação, pois se trata de um produto que os EUA não cultivam em escala para atender o mercado interno, lembrando que eles são os maiores consumidores mundiais, absorvendo mais de 24 milhões de sacas ao ano.

Na eventualidade disso não ocorrer, seguiremos trabalhando para que o café entre na lista de isenções do Brasil, sendo excluído da taxação adicional de 40% e passando a ser tributado com os 10% do primeiro anúncio, em abril, o que colocaria o país em condições de igualdade ou até mesmo em vantagem na comparação com os principais concorrentes fornecedores aos EUA. Temos expectativa positiva e mantemos a esperança para que um dos cenários supracitados aconteça.

A respeito de novos mercados, é crescente o consumo em algumas nações da Europa e, em especial, da Ásia, como Índia e China. O Brasil, como maior produtor global, é o único país capaz de atender a essa demanda crescente, contudo, não se trata de uma absorção do volume de 8,1 milhões de sacas que exportamos aos EUA. Não podemos relativizar o mercado norte-americano, que é nosso principal comprador, onde respondemos por 30% da oferta. Ou seja, há uma relação de interdependência entre Estados Unidos e Brasil.

Sobre a notícia da habilitação da China de empresas brasileiras, isso não implica vendas imediatas ou aumento da exportação de café para lá, uma vez que essa comercialização é feita empresa a empresa, ou seja, o eventual aumento dos embarques ao país asiático dependerá da demanda apresentada pelas trades chinesas junto a nossos exportadores.

Atenciosamente,

Marcos Matos
Diretor-geral do Cecafé

NOTA ABICS

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), que representa a totalidade desse segmento industrial no Brasil, manifesta, hoje, com profunda preocupação, a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações do café solúvel brasileiro. Essa medida, formalizada por meio de uma ordem executiva em 30 de julho, representa um desafio significativo e sem precedentes para a competitividade do nosso produto no mercado norte-americano.

Os EUA são, historicamente, o principal parceiro comercial e destino do café solúvel brasileiro. Em 2024, as importações norte-americanas do produto do Brasil alcançaram aproximadamente 780 mil sacas de 60 kg, correspondendo a cerca de 20% do total das nossas exportações do segmento. Atualmente, o café solúvel brasileiro responde por mais de 25% do volume importado pelos Estados Unidos, posicionando-nos como o segundo maior fornecedor a esse mercado.

A imposição desta tarifa de 50% coloca o Brasil em uma flagrante desvantagem competitiva. Enquanto o México, nosso principal concorrente, poderá comercializar sem tarifas e outros fornecedores após o Brasil enfrentarão taxas de 10% a, no máximo, 27%, o café solúvel brasileiro será o mais penalizado. Esta decisão não apenas prejudica a indústria brasileira, mas também pode impactar negativamente os consumidores norte-americanos, que se beneficiam da qualidade e do preço competitivo do produto nacional.

Diante deste cenário, a ABICS, em conjunto com as demais associações e entidades ligadas ao agronegócio café, em estreito contato com nossos clientes nos EUA, além das autoridades brasileiras, intensificou os esforços de diálogo e negociação. Nosso objetivo primordial é buscar a reversão desta medida ou, no mínimo, garantir a isenção de tarifas para todos os cafés do Brasil, tanto em suas formas in natura quanto industrializadas.

Continuaremos a trabalhar incansavelmente, em sinergia, para defender os interesses de nossos associados e assegurar que o café solúvel brasileiro mantenha seu merecido espaço no mercado global. Estamos confiantes que o bom senso prevalecerá e que uma solução justa e equilibrada será alcançada para preservar um mercado estratégico para o Brasil e para os consumidores norte-americanos.

Atenciosamente,

Aguinaldo Lima
Diretor executivo da ABICS

Veja também o vídeo de Vinícius Estrela, diretor executivo da BSCA:





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Energia solar deve gerar 3,6 milhões de empregos



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia”



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia"
“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia” – Foto: Pixabay

A energia solar fotovoltaica está em plena expansão no Brasil e deve alcançar 33% da matriz elétrica nacional até 2030. O avanço da tecnologia, a queda nos custos de instalação e o acesso facilitado a crédito vêm impulsionando a adoção do modelo, que já gerou mais de 1,4 milhão de empregos desde 2012. As projeções indicam que, nos próximos cinco anos, o setor poderá criar mais de 3,6 milhões de postos de trabalho, consolidando-se como um dos principais motores da economia verde.

Para empresas de diversos setores, a adoção da geração própria representa mais do que uma alternativa sustentável: trata-se de uma resposta estratégica a tarifas energéticas elevadas e à pressão por práticas responsáveis. A possibilidade de reduzir em até 95% os custos com eletricidade atrai negócios com alto consumo e pouca previsibilidade de despesas. Além disso, fortalece o posicionamento institucional, reduz riscos e melhora a percepção da marca em um mercado cada vez mais competitivo.

De olho nesse cenário, o Grupo Studio estruturou uma vertical de energia voltada à implantação de sistemas fotovoltaicos em empresas. A atuação abrange desde o diagnóstico técnico e econômico até a execução e monitoramento dos projetos, com foco em transformar custos recorrentes em ativos estratégicos. A proposta busca unir eficiência financeira e compromisso com inovação e sustentabilidade.

“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia, mas de transformar um passivo em ativo estratégico. A energia solar permite que a empresa retome o controle sobre uma das suas maiores despesas operacionais, enquanto avança em compromissos com inovação e sustentabilidade. É uma virada de chave na gestão”, afirma Carlos Braga Monteiro, CEO da empresa.

Com a pressão global por descarbonização e o protagonismo crescente da energia limpa, a transição deixou de ser uma tendência futura e tornou-se urgência estratégica. O avanço da energia solar sinaliza que investir agora pode definir quais empresas estarão na vanguarda da transformação e quais ficarão para trás em um mercado em rápida evolução.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

USDA prevê safra recorde de milho em 2025/26



Apesar do crescimento, a produção superou o consumo




Foto: Agrolink

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as projeções para a safra 2025/26 de milho do país.

De acordo com o relatório, a produção norte-americana foi estimada em 425,26 milhões de toneladas, um aumento de 6,60% em relação a julho de 2025 e 12,61% frente ao mesmo período do ano anterior. O USDA afirmou que esse volume “é o maior já registrado na série histórica e representa o maior crescimento já observado em um único relatório do Departamento”.

O documento apontou ainda que as exportações devem atingir 73,03 milhões de toneladas, avanço de 7,48% em comparação à estimativa anterior e de 1,95% em relação à safra passada. O consumo doméstico foi projetado em 332,25 milhões de toneladas, acréscimo de 4,39% frente à safra 2024/25 e de 2,71% sobre julho de 2025.

Apesar do crescimento, a produção superou o consumo, o que resultou na elevação dos estoques finais, que subiram 27,51% em relação a julho, totalizando 53,77 milhões de toneladas. Diante desse cenário, o preço do contrato de milho para julho de 2026 na CME-Group recuou 0,92% em comparação à última semana.

O Imea destacou que, caso as estimativas sejam confirmadas, “pode haver uma pressão ainda mais forte em Chicago no segundo semestre do ano”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Excedente global pressiona preços do açúcar no mercado


O açúcar bruto iniciou 2025 cotado a 19,5 c/lb, atingindo o pico em fevereiro, em meio a perspectivas desfavoráveis para a safra 2024/25 da Índia e preocupações sobre a produção da região Centro-Sul do Brasil em 2025/26. No entanto, os preços recuaram à medida que a produção brasileira se mostrou mais resiliente. A coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, afirmou que “apesar dos desafios, como a produtividade e a qualidade da cana abaixo do esperado, a moagem brasileira deve ultrapassar 600 milhões de toneladas, um resultado sólido em comparação com as safras anteriores, especialmente quando combinado com um mix de açúcar recorde”.

Segundo Coda, “esse resultado, juntamente com as condições favoráveis para a safra 2025/26 no Hemisfério Norte, levou a um ajuste do mercado. Os preços se estabilizaram em torno de 16,5 c/lb, refletindo as expectativas de aumento da oferta em comparação com as safras anteriores. No entanto, a demanda global persistente por açúcar impediu que os preços permanecessem na baixa de junho, de 15,5 c/lb”.

A analista destacou que, durante junho, surgiram especulações sobre um possível desvio do etanol na região Centro-Sul do Brasil. Ela acrescentou que “os preços do açúcar permaneceram atraentes, especialmente nos principais estados produtores de São Paulo e Minas Gerais, que continuaram a impulsionar o mix de açúcar para níveis excepcionalmente altos, mitigando qualquer risco significativo de reduções no resultado do mix”.

Coda observou que a China voltou a se posicionar como principal compradora de açúcar brasileiro durante maio, junho e julho, aproveitando oportunidades de arbitragem e superávit do período. “No nível de 15,5 c/lb, a demanda chinesa voltou ao mercado”, disse.

Ela também comentou sobre a expectativa para os próximos meses: “esperamos que os fluxos comerciais permaneçam baixistas, com um excedente projetado superior a 2,5 milhões de toneladas entre o terceiro trimestre de 2025 e o terceiro trimestre de 2026. Embora fatores sazonais, como o período de entressafra no Brasil e os baixos estoques domésticos de etanol, possam oferecer algum suporte aos preços, o excedente previsto entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025 provavelmente atenuará qualquer impulso de recuperação significativa nos preços que possa ocorrer no início de 2026”.

A analista acrescentou que o aumento da disponibilidade global, especialmente da Índia, também pressiona os preços. “Isso reforça uma perspectiva baixista para o açúcar”, afirmou.

No entanto, Coda ponderou que a baixa expectativa de preços não significa quedas abruptas ou paridade com o etanol. Ela explicou: “uma forte recuperação dos preços provavelmente exigiria interrupções relacionadas ao clima ou mudanças relevantes nos fundamentos, seja do lado da oferta ou da demanda, para alterar a trajetória atual. Por enquanto, não esperamos mudanças significativas”.

De acordo com dados oficiais, a produção de açúcar na safra 2024/25 (abril-março) atingiu 3,75 milhões de toneladas, com moagem de aproximadamente 58,4 milhões de toneladas de cana, ATR de 132 kg/ton e mistura de açúcar de 51%. Lívea Coda explicou que, embora algumas áreas apresentem chuvas acima da média, que podem reduzir ligeiramente o ATR para cerca de 131 kg/ton, “essa queda marginal deve ser mais do que compensada pelo aumento da disponibilidade de cana e por um mix maior de açúcar”.

Atualmente, a produção de açúcar na região está estimada em 3,9 milhões de toneladas, junto com 2,2 bilhões de litros de etanol de cana. Considerando a expansão da capacidade de etanol de milho, incluindo investimentos da Inpasa, a produção total de etanol para 2025/26 pode chegar a 2,75 bilhões de litros.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Queda no preço do arroz acende alerta no setor e pode impactar próxima safra


A queda nos preços do arroz, influenciada pelo aumento da oferta interna e por oscilações do mercado internacional, tem gerado preocupação no setor orizícola. Para o Sindicato das Indústrias de arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) as constantes variações do preço afetam diretamente o estoque das indústrias e podem impactar até mesmo na próxima safra. Pensando em evitar ainda mais desgaste, a entidade avalia que o equilíbrio entre produtores, indústrias e consumidores seria o ideal para a manutenção de toda a cadeia produtiva.

Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil produziu 12,3 milhões de toneladas de arroz neste ano, um número consideravelmente maior do que as 11,7 milhões de toneladas estimadas inicialmente. Um cenário de superoferta que também se repete no Mercosul. Segundo números do AgroDados Inteligência em Mercados de Arroz, a expectativa inicial era de até 16,5 milhões de toneladas para os países do bloco (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mas a produção superou os 17 milhões de toneladas.

Conforme alertam os presidentes do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Renato Franzner, o aumento significativo gerou estoques elevados em toda a cadeia. Ao mesmo tempo, observa-se uma redução no consumo interno, especialmente entre as novas gerações, o que agrava ainda mais o desequilíbrio entre oferta e demanda.

O cenário se torna ainda mais desafiador, conforme Rampinelli, com a reabertura das exportações de arroz pela Índia e o aumento da competitividade dos Estados Unidos no mercado global. Diante do câmbio desfavorável, o Brasil optou por reduzir suas exportações, o que pressionou os preços internos, que chegaram a recuar para a casa dos R$ 60 a saca de 50 kg em algumas semanas.

Impactos na safra 25/26

A semeadura da safra 2025/26 deve começar entre agosto e setembro, podendo se estender até outubro em algumas regiões. No entanto, de acordo com o presidente do SIndArroz-SC, o atual contexto pode desestimular os produtores a investirem na lavoura, o que comprometeria a eficiência produtiva.

“Santa Catarina poderá manter sua produtividade, desde que o clima se mantenha favorável. Porém, diante dos preços baixos, os agricultores devem buscar alternativas para reduzir custos, especialmente no uso de insumos essenciais como adubo e ureia, o que pode afetar a qualidade da produção”, afirma Rampinelli.

As indústrias e a pressão do mercado

As indústrias orizícolas, elo fundamental entre o campo e o consumo, enfrentam pressão tanto de produtores quanto do varejo. Com margens reduzidas e estoques elevados, as empresas operam em um ambiente de alta complexidade e buscam soluções para manter sua competitividade.

“As indústrias precisam trabalhar e vender. Até a próxima safra, devemos permanecer em um empate, mas precisamos de preços mais atrativos para o próximo ciclo, pensando também nos produtores, pois estamos ao lado deles. Queremos que o preço do arroz reaja e se mantenha justo, sem tantos picos para cima ou para baixo. Hoje, as indústrias estão com margens apertadas e baixo resultado, mas precisamos acreditar que haverá recuperação”, enfatiza o presidente do SindArroz-SC.

Caminhos para restabelecer o preço

Na avaliação do presidente da Abiarroz, o Brasil possui dois caminhos para tentar equilibrar o preço do arroz para toda a cadeia produtiva: escoar ou reter a produção. A primeira alternativa envolve o programa “Brazilian Rice”, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que pensando em aumentar as exportações, já abriu mercados na América Latina e também possui tratativas em andamento com países da África e no Oriente Médio. Já a segunda alternativa seria a criação de um estoque regulador, por meio de compras governamentais realizadas pela Conab, a serem usadas em eventuais períodos de frustração em safras futuras.

Além disso, uma campanha nacional de incentivo ao consumo será lançada pela Abiarroz em setembro, com foco nas novas gerações, resgatando o valor cultural, nutricional e social do arroz. “Estruturamos um fundo para essa ação e acreditamos que a sensibilização da sociedade é fundamental para garantir a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva”, conclui Franzner.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

boi gordo tende a manter viés de alta nos próximos meses



Imea aponta queda do EF e pressão sobre o boi gordo




Foto: Divulgação

O indicador do Equivalente Físico (EF) em Mato Grosso registrou -5,79% em julho de 2025, segundo a análise semanal do Imea divulgada nesta segunda-feira (18). O índice calcula a diferença entre o preço de comercialização da carne com osso no atacado e o valor da arroba do boi gordo.

De acordo com o Imea, houve recuo de 1,43 ponto percentual em comparação com junho de 2025. O resultado foi influenciado pelas pressões baixistas sobre o preço da arroba, que alcançou R$ 295,38/@ no último mês, queda de 2,75% ante junho.

O relatório destaca que “a maior desvalorização da carcaça casada, que retraiu 4,23% no mesmo comparativo, resultou no encurtamento das margens da indústria”.

Segundo o Imea, no curto prazo, mesmo com o aumento sazonal na demanda externa pela proteína neste segundo semestre, o indicador negativo indica que as indústrias devem atuar para conter altas mais expressivas.

O instituto conclui que, diante desse cenário, “os preços do boi gordo tendem a manter o viés de alta nos próximos meses, pressionando o indicador”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Comissão aprova redução da fração mínima de parcelamento de imóveis rurais



Deputados aprovam reduzir limite mínimo para divisão de imóveis rurais


Foto: Pixabay

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6088/23, do deputado Zé Trovão (PL-SC), que estabelece em 5 mil metros quadrados (0,5 hectare) a fração mínima de parcelamento (FMP) do imóvel rural.

Criada em 1972, a FMP é a menor dimensão que um imóvel rural pode ter. Atualmente, o valor varia por município, oscilando entre dois e cinco hectares. Valores abaixo da fração mínima não podem obter registro cartorial nem se cadastrar no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O relator, deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), recomendou a aprovação da proposta. Ele argumentou que a mudança é uma demanda de produtores. “Com o avanço da tecnologia e o aumento da produtividade, a produção em áreas menores pode se tornar economicamente viável e lucrativa”, disse.

Ele acrescentou que o turismo rural é outra possibilidade de uso para propriedades menores, “cada vez mais apreciado por setores da população brasileira”.

Próximos passos

O projeto vai ser analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

O uso da tecnologia blockchain na rastreabilidade do algodão brasileiro


O algodão é a fibra têxtil vegetal mais comercializada no mundo, sendo o Brasil o terceiro maior produtor global, exportando essa matéria-prima para mais de 150 países. No cenário internacional, há uma crescente exigência por práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade social e ambiental.

Nesse contexto, a BCI – Better Cotton Initiative surge como referência mundial de sustentabilidade no setor algodoeiro, com o objetivo de melhorar o algodão tanto para os agricultores quanto para todos os interessados em seu futuro. A iniciativa também promove o cultivo sustentável e busca padronizar os processos por meio da criação de normas, princípios e critérios.

No Brasil, o setor é liderado pela ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que, entre seus pilares de atuação, destaca-se pela ênfase na rastreabilidade, permitindo traçar um mapa fiel da produção do algodão nacional, por meio de duas iniciativas: o SAI – Sistema Abrapa de Identificação e a SouABR – Algodão Brasileiro Responsável.

Desse modo, o presente artigo discute como a tecnologia blockchain se consolida como instrumento jurídico e tecnológico fundamental para garantir a rastreabilidade segura da cadeia do algodão, respondendo às demandas globais por sustentabilidade e governança.

A iniciativa SAI desenvolveu um sistema que, por meio de uma etiqueta de identificação semelhante ao “CPF”, permite rastrear com exatidão o fardo: da fazenda onde foi colhido, à usina de beneficiamento, passando pelo laboratório responsável pela análise da qualidade da fibra. Entre suas vantagens, destacam-se o sistema único e confiável de identificação dos fardos, a agilidade na obtenção dos resultados de classificação pelos laboratórios e facilidade da comercialização nos mercados interno e externo.

Já a iniciativa SouABR é a pioneira na rastreabilidade em larga escala da indústria têxtil brasileira por meio da tecnologia blockchain. A partir de um QR Code na etiqueta da peça de roupa, o consumidor consegue acompanhar toda a trajetória da peça, desde o plantio do algodão certificado até o produto final.

Nesse ínterim, cabe esclarecer o conceito de blockchain; entretanto, é imprescindível explicar, antes mesmo, o que é o Bitcoin. O conceito de Bitcoin está apoiado em três grandes pilares: hardware, software e criptoativo. O hardware compreende o conjunto de dispositivos físicos que formam uma rede de computadores descentralizada que servem como mineradores ou validadores, enquanto o software refere-se à blockchain, ao gerador de pares de chave e às regras do protocolo. Por fim, o criptoativo é o pagamento do software para o hardware e desempenha a função de moeda em um sistema de pagamentos.

Portanto, quando nos referimos a blockchain, tratamos de um componente do Bitcoin enquanto software. A blockchain é uma rede descentralizada e distribuída por computadores, que registram de forma imutável, transparente e segura dados, informações e operações. Sendo assim, uma tecnologia de registro distribuído, público, pseudônimo e auditável, que funciona como livro razão. O principal diferencial da blockchain é que não existe autoridade central ou intermediário, portanto, a confiança está exclusivamente na tecnologia.

A partir da blockchain do Bitcoin, surgiram diversas redes blockchain que funcionam de maneiras diferentes. A iniciativa SouABR utiliza a blockchain da Polygon para fazer o registro da cadeia de suprimentos, essa rede é uma sidechain da blockchain Ethereum, ou seja, funciona de forma paralela à rede principal.

A blockchain da Ethereum inovou implementando na sua estrutura a possibilidade de criar um código computacional executável, que seriam os smart contracts. O conceito de smart contracts, embora a expressão possa ser traduzida literalmente como “contratos inteligentes”, esse não se enquadra como categoria contratual nos moldes do ordenamento jurídico brasileiro, em síntese, são cláusulas de execução automática.

No caso da SouABR, utiliza-se um smart contract para registrar, na blockchain, todas as etapas da cadeia produtiva do algodão, desde o plantio até a chegada da peça de vestuário no varejista. A blockchain funciona como livro-razão, cuja versão original está em todos os nós da rede. As regras de funcionamento do protocolo garantem a execução, validando a ordem de inserção dos dados e operações com transparência. Dessa forma, qualquer interessado pode acessar essas informações de forma segura. Além disso, a própria estrutura descentralizada da rede torna praticamente inviável e extremamente onerosa qualquer tentativa de violação, o que garante elevados níveis de segurança e confiabilidade. Por fim, a integridade dos registros é preservada por meio do mecanismo de consenso entre os validadores, que atestam a autenticidade de cada bloco incluído na cadeia.

Assim, a iniciativa utiliza a tecnologia fazendo o registro dos dados em blocos que juntos formam uma rede, cada bloco é autenticado, validado e colocado em sequência, de forma imutável e inviolável. Cada bloco na rede contém uma lista de transações com timestamp, indicando a data e hora exatas. Portanto, o registro se torna uma prova concreta e cabal resistente a adulteração.

Diversos países já reconheceram a validade jurídica da tecnologia blockchain e regularam a matéria, contudo, há ainda um longo caminho a ser percorrido. No Brasil, a matéria ainda está em processo de regulação, sendo tema de diversas consultas públicas do BACEN – Banco Central e de resoluções da CVM – Comissão de Valores Mobiliários, além da sanção da lei 14.478/22 que dispõe sobre a regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais.

De acordo com Freire (2021), a natureza jurídica da blockchain, considerando apenas o aspecto da tecnologia distribuída e descentralizada de registro eletrônico de dados deve ser definida juridicamente como “obra”, pois trata-se de uma criação intelectual do domínio científico expressa por meio de código e da internet, nos termos do art. 1º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

Quanto a natureza jurídica do smart contract, essa não é cristalina, segundo Leandro Gobbo (2023, v.22, p.25): “smart contracts são instrumentos cujo objetivo é viabilizar a realização de negócios diferidos no tempo, formalizados por meio de código de computador, escritos em linguagem formal e de exequibilidade automática.”

Além disso, o registro em blockchain consolida-se como prova digital dos atos jurídicos ao longo da cadeia de suprimentos, preservando as posições jurídicas envolvidas. Não obstante, o próprio CPC, no art. 369, permite o emprego de qualquer meio de prova para corroborar a verdade dos fatos. Por sua vez, a blockchain também garante a cadeia de custódia da prova, por conta das características intrínsecas da própria tecnologia que geram uma lista de transações por ordem cronológica, que são auditáveis, transparentes e seguras, atendendo aos critérios de cronologia, integridade, autenticidade e idoneidade da prova, previstos do art. 158-A e seguintes do CPP.

A aplicação da tecnologia blockchain no rastreio do algodão brasileiro representa um marco na modernização da produção têxtil. As iniciativas SAI e SouABR demonstram como a inovação pode atender às crescentes demandas por sustentabilidade, confiabilidade e governança no mercado global. O uso da tecnologia blockchain como instrumento de registro da cadeia de suprimentos tem potencial para transformar as relações comerciais, fortalecendo os vínculos entre todos os agentes da atividade produtiva.

A regulação ainda é uma incógnita, mas o potencial transformador dessa tecnologia em todas as áreas é imensurável, uma vez que o presente artigo tratou da tecnologia somente no viés do registro, cuja viabilidade jurídica foi demonstrada ao longo do texto. Portanto, é inevitável o uso da blockchain nas atividades produtivas, não sendo possível ignorá-la em detrimento do crescimento econômico. Assim, no futuro próximo, espera-se a integração entre a tecnologia e a regulação.

Rafaela Montanari Aguiar Rey Lima

Advogada, formada em Direito pelo UniCEUB, pós-graduada pela Residência Jurídica do Programa de Carreiras da OAB/DF e, atualmente, cursando MBA em Blockchain e Criptoativos pela Trevisan.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e União Europeia reforçam parceria estratégica em encontro com a sociedade civil na IX Mesa Redonda em Brasília


Em meio a discussões sobre democracia, desenvolvimento sustentável e cooperação internacional, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) marcou presença na IX Mesa Redonda da Sociedade Civil UE-Brasil, realizada no Palácio Itamaraty nesta terça-feira (29). Representando a pasta, o Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, defendeu a importância do Acordo Mercosul-União Europeia como uma resposta concreta aos desafios globais, destacando o papel do agro brasileiro como elo de confiança entre os dois blocos.

“A União Europeia representa 14% das exportações brasileiras do agro. Mais do que os 23 bilhões de dólares exportados anualmente, são os laços históricos e os valores compartilhados que nos aproximam”, afirmou Luís Rua durante painel.

O evento, organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) em parceria com o Comitê Econômico e Social Europeu (CESE), reuniu representantes da sociedade civil, setor produtivo e autoridades dos dois blocos para discutir temas como transição energética, combate à desinformação e desenvolvimento sustentável.

Durante o encontro, o secretário buscou esclarecer pontos sensíveis do Acordo Mercosul-UE, argumentando que os produtos agropecuários exportados pelo Brasil como soja, café e carne de frango não competem diretamente com a produção europeia, mas a complementam.

O secretário também destacou aspectos sobre questões sanitárias e ambientais. Segundo ele, o país cumpre rigorosamente os padrões sanitários exigidos pela União Europeia há mais de quatro décadas, e continua comprometido com uma agenda ambiental robusta. “Nos últimos dois anos, o desmatamento na Amazônia caiu 46%. Estamos recuperando 40 milhões de hectares de pastagens degradadas e incentivando o uso de bioinsumos. É uma agricultura que alia produção e sustentabilidade”.

Ainda segundo Luís Rua, a ratificação do acordo entre os blocos representa mais do que um avanço econômico. “Em um cenário internacional marcado por tensões e conflitos, selar esse acordo é enviar uma mensagem clara de que o comércio, o diálogo e a cooperação seguem sendo caminhos possíveis para o desenvolvimento”, disse.

A IX Mesa Redonda sociedade civil UE-Brasil segue até o dia 30 de julho e deve ser encerrada com a assinatura de uma declaração conjunta entre o CDESS e o CESE, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da democracia, da participação social e do desenvolvimento sustentável nas relações entre Brasil e União Europeia.





Source link