quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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governo lança índice da inflação de alimentos com base em notas fiscais do varejo


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), lançou nesta quinta-feira (4/9), durante a Expointer, um conjunto de novidades ligadas ao programa Desenvolve RS – iniciativa da Receita Estadual que transforma a base de dados de documentos fiscais em informações acessíveis e úteis para os setores produtivos e para a sociedade. O objetivo é fomentar a economia e impulsionar a geração de empregos.

Uma das principais novidades é a ampliação e modernização do painel interativo Preços Dinâmicos, que agora passa a monitorar diariamente a variação de preços de 80 alimentos – 15 a mais do que antes. A ferramenta vai acompanhar as oscilações da cesta de consumo das famílias, que abrange todos os itens monitorados, e dos produtos separados por grupos e subgrupos, com possibilidade de consulta das variações por região do Estado. Todos os dados têm como fonte os registros das notas fiscais eletrônicas emitidas pelo varejo.

Dentro do painel, passa a estar disponível o Índice de Inflação da Cesta de Alimentos da Receita Estadual (ICA-RE), que mede a inflação média dos alimentos monitorados. O Rio Grande do Sul será o primeiro estado brasileiro a divulgar um índice próprio de variação de preços dos alimentos, que vai acompanhar as variações da cesta completa, além de fornecer índices por grupos, subgrupos e produtos específicos. Também será possível consultar os resultados por região, o que fornece um retrato mais fiel da realidade local. O índice ainda contará com versão dessazonalizada, que elimina variações extremas provocadas pela oferta irregular de determinados produtos ao longo do ano.

“Para as famílias, a iniciativa permite comparar preços praticamente em tempo real, economizando tempo e aumentando a segurança na hora de aproveitar ofertas. Para as empresas, a ferramenta possibilita monitoramento constante da concorrência e ajustes imediatos em preços, promoções e ofertas. Já para gestores públicos e economistas, o índice fornece subsídios relevantes para a formulação de políticas e a produção de indicadores de inflação”, avalia o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Giovanni Padilha.

O ICA-RE poderá ser consultado por variação mensal, acumulado no ano e nos últimos 12 meses. O painel ainda fornece recortes específicos, como a inflação registrada entre empresas do Simples Nacional e do regime geral. O índice também será divulgado mensalmente no Boletim de Preços Dinâmicos, sempre no primeiro dia útil de cada mês, com dados referentes ao período anterior.

Apoio à tomada de decisão

Outra novidade apresentada foi o Painel RS360, que passa a divulgar indicadores econômicos da indústria, do atacado e do varejo, antes disponíveis apenas no boletim setorial da Revista RS360. A ferramenta, com atualização mensal, concentra dados sobre volume de vendas, compras, investimentos em bens de capital e informações como o valor adicionado dos setores, que sinaliza a margem de lucro das atividades econômicas.





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Digitalização é a saída para o Seguro Agrícola



Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações



Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações
Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações – Foto: Pixabay

A imposição de tarifas de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros está acelerando a transformação do seguro agrícola. Segundo Rodrigo Zuini, CTO da Picsel, o impacto atinge produtores em toda a cadeia, reduzindo margens e comprometendo a manutenção de seguros em meio à maior volatilidade climática e de mercado. O corte de 42% no Programa de Subvenção Rural reduziu a área segurada de 14 milhões para 7 milhões de hectares, deixando milhões de hectares vulneráveis a perdas sem respaldo financeiro.

Nesse cenário, a digitalização deixa de ser opcional. Tecnologias como inteligência artificial, Big Data, drones e seguros paramétricos permitem estimar riscos com precisão, reduzir custos e agilizar a emissão de apólices. Startups brasileiras mostram que processos automatizados podem cortar custos em até 90%, tornando o seguro mais acessível e transparente, mesmo sem subsídio público.

Crises no agro já demonstraram que dificuldades antecipam transformações. Plataformas digitais se consolidaram em crédito rural e gestão de propriedades após restrições financeiras e eventos climáticos extremos. Culturas exportadoras como café e carne bovina e regiões do Sul e Sudeste serão as mais impactadas, reforçando a necessidade de soluções tecnológicas ágeis.

“A crise comercial, portanto, não apenas evidencia fragilidades do seguro agrícola, mas também pode acelerar uma revolução digital que levaria décadas para ocorrer naturalmente. Sistemas de precificação dinâmica, emissão rápida de apólices e plataformas digitais para democratizar o acesso ao seguro podem transformar o setor, mitigando riscos financeiros e fortalecendo a resiliência do agro brasileiro em meio a desafios de mercado e clima. Se o Brasil conseguir integrar inovação tecnológica ao seguro agrícola com escala, poderá não apenas reduzir a dependência de subsídio público, mas também criar um novo padrão de gestão de risco rural, mais compatível com os desafios do século XXI”, conclui.

 





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Resistência pede soluções múltiplas no campo



O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas



O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas
O MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas – Foto: Nadia Borges

A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é um desafio crescente para a agricultura moderna, comprometendo a produtividade e elevando custos de produção. De acordo com o Comitê de Ação e Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a adoção do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD) é uma das principais ferramentas para enfrentar essa realidade.

Nesse contexto, o MIPD combina estratégias químicas, culturais, mecânicas e biológicas, reduzindo a pressão de seleção sobre as populações de plantas daninhas e prolongando a vida útil dos herbicidas. Entre as práticas recomendadas estão a rotação de culturas, o uso de diferentes mecanismos de ação, o plantio direto e a utilização de coberturas vegetais. Essas medidas diversificam o manejo e dificultam a adaptação das plantas daninhas, garantindo maior eficiência no controle e, consequentemente, torna a planta mais produtiva.

Além de preservar as tecnologias disponíveis, o MIPD contribui para a estabilidade produtiva no longo prazo. A combinação de diferentes métodos não apenas melhora os resultados imediatos, como também assegura sustentabilidade e equilíbrio no sistema agrícola. Isso é fundamental para manter a competitividade do setor diante de um cenário de crescente pressão sobre os sistemas de produção.

De acordo com as informações, o combate à resistência não se resolve com soluções únicas, mas sim com planejamento, diversidade e responsabilidade. Ao diversificar as práticas de manejo, o produtor não apenas garante maior eficiência no presente, como também preserva o futuro da agricultura. 

 





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Tarifas dos EUA desafiam carne brasileira


A decisão do governo Trump de impor tarifas de até 50% sobre produtos importados, incluindo a carne bovina brasileira, reacendeu o alerta para o agro nacional. Segundo análise da JPA Agro, maior marketplace agro do Brasil, o “tarifaço” pode alterar a dinâmica do comércio internacional e pressionar a competitividade brasileira.

“Tarifa é imposto, e imposto é preço alto. Não existe almoço grátis na economia. Quando se cria uma barreira como essa, cedo ou tarde ela se reflete no preço final”, afirma Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, maior marketplace agro do Brasil e referência em inteligência de mercado no setor.

O impacto direto ao consumidor americano tende a ser limitado, já que a carne bovina representa apenas 0,5% do CPI. Nos últimos 12 meses, o preço subiu 7,2% nos EUA e especialistas projetam alta de até 20% até 2026. No Brasil, porém, a carne bovina tem peso de 3,5% no IPCA e compromete mais de 5% da renda mensal das famílias, o que mostra como o efeito inflacionário é sentido de forma mais intensa.

Para o Brasil, maior exportador global de carne bovina, a sobretaxa pode significar perda de participação de mercado frente a concorrentes como Austrália e Argentina. Além do risco comercial, especialistas ressaltam a importância da diplomacia e da separação entre disputas políticas e pauta econômica, já que os EUA são o segundo maior cliente do país.

A JPA Agro defende ainda que o Brasil precisa atacar gargalos internos – como carga tributária, legislação trabalhista e logística – para ampliar sua competitividade. Enquanto isso, pequenas e médias exportadoras, que dependem fortemente do mercado americano, podem sentir os efeitos mais imediatos.

“Se o aumento de preços não cair no inconsciente popular americano, dificilmente haverá pressão política para mudar. Ao contrário, se a carne passar a ser vista como ‘cara demais’ e esse discurso ganhar corpo, a tarifa pode entrar no centro do debate e abrir caminho para negociações. Até lá, o Brasil precisa se preparar e reforçar sua competitividade”, conclui o CEO da JPA Agro.





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Soja em leve alta em Chicago


A soja negociada em Chicago encerrou a quinta-feira (05) em leve alta, sustentada pela deterioração das lavouras nos Estados Unidos e por compras de oportunidade. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa conseguiram reverter as perdas iniciais e fecharam o dia em terreno positivo, refletindo preocupações sobre a produtividade americana diante do avanço da seca no Centro-Oeste.

No fechamento, o contrato de soja para novembro subiu 0,15% ou US$ 1,50 cents/bushel, a US$ 1.033,00, enquanto janeiro avançou 0,14% ou US$ 1,50 cents/bushel, a US$ 1.051,50. No farelo, outubro registrou alta de 0,90% ou US$ 2,50/ton curta, a US$ 280,10. Já o óleo de soja, também para outubro, encerrou com valorização de 0,14% ou US$ 0,07/libra-peso, cotado a US$ 51,51.

Apesar do suporte climático, o mercado segue pressionado pela ausência contínua de compras chinesas, que impede altas mais expressivas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a proporção de lavouras em boas ou excelentes condições, reforçando expectativas de menor produtividade. A consultoria americana Allendale também revisou suas estimativas, prevendo safra de 116,16 milhões de toneladas, abaixo dos 116,82 milhões projetados pelo USDA em agosto, com produtividade média de 3.583 quilos por hectare, frente aos 3.605 quilos anteriormente calculados.

O mapa semanal de monitoramento da seca mostrou aumento significativo das áreas afetadas: a seca moderada no Centro-Oeste cresceu de 4,51% para 14,18%, e a área de soja sob algum grau de seca passou de 11% para 16%. Apesar do avanço, os números ainda permanecem abaixo dos 19% registrados no mesmo período de 2024, o que traz algum alívio, mas não afasta o viés de cautela no mercado.

 





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Confira como está o mercado da soja


O estado do Rio Grande do Sul projeta recuperação recorde e mercado apresenta queda regional de preços para a soja, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 140,00 nos portos. No interior, as cotações marcaram perda em torno de R$ 134,00 por saca em Cruz Alta. Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz ficaram em R$ 134,00 variando conforme a data de pagamento, enquanto em Panambi o preço de pedra foi registrado em R$ 122,00 por saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina define regras para a nova safra e mantém estabilidade nas cotações. “O mercado de soja em Santa Catarina acompanha a estabilidade nacional, com negociações em ritmo lento e cotações sem variação entre as principais praças. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

Enquanto isso, o Paraná inicia transição para nova safra com mercado de soja em ritmo moderado. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50 (+0,35%). Em Cascavel, o preço foi 130,29 (+1,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 133,32 (+2,59%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,45 (+1,34%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 124,00 (+0,81%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a soja amplia crédito rural e mercado de soja registra mercado dividido. “Esse comportamento reflete a dinâmica interna da comercialização e reforça a necessidade de avanços em capacidade de armazenagem para sustentar o ritmo de crescimento do polo agrícola sul-mato-grossense. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,00 (-2,035), Campo Grande em R$ 121,00 (-1,87%),Maracaju em R$ 122,00 (-1,05%), Chapadão do Sul a R$ 122,45 (+0,54%), Sidrolândia a em R$ 123,30”, informa.

Mato Grosso mantém valorização da soja apesar da queda em Chicago. “A insuficiência de silos obriga os produtores a venderem parte expressiva da safra logo após a colheita, momento em que a pressão sobre os preços é maior. Campo Verde: R$ 123,50 (+2,70%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,16, Nova Mutum: R$ 119,16. Primavera do Leste: R$ 123,50 (+2,18%). Rondonópolis: R$ 130,00 (+8,11%). Sorriso: R$ 119,30 (+0,21%)”, conclui.





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Milho mantém preços estáveis na B3


O mercado de milho manteve a tendência de estabilidade na B3, com contratos futuros encerrando o dia em variações pontuais e sem mudanças significativas de tendência. Segundo a TF Agroeconômica, os preços continuam operando de forma lateral, refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.

No cenário externo, o Brasil registrou crescimento expressivo nas exportações de milho em agosto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 6.848.668,3 toneladas do grão, um aumento de 12,95% em relação ao mesmo mês de 2024. A média diária também avançou 13%, atingindo 326.127,1 toneladas, frente às 275.598 toneladas/dia do ano anterior. Esse desempenho reforça o peso do cereal brasileiro no mercado global, mesmo diante de uma safra internacional considerada recorde.

Na B3, os fechamentos mostraram leve oscilação: o contrato de setembro/25 encerrou em R$ 65,39, com alta semanal de R$ 0,27; novembro/25 fechou a R$ 68,62, em queda de R$ 0,45 na semana; e janeiro/26 terminou a R$ 71,64, com alta acumulada de R$ 0,16 na semana. Já em Chicago, o milho subiu levemente, apoiado por relatos de áreas mais secas e problemas iniciais na colheita norte-americana.

Na bolsa norte-americana, o contrato de dezembro fechou em US$ 419,75/bushel, alta de 0,42%, enquanto março ficou em US$ 437,50/bushel, ganho de 0,34%. Analistas ainda projetam safra recorde nos Estados Unidos, mas começam a rever os números para abaixo das 425 milhões de toneladas estimadas pelo USDA, diante de possíveis perdas de produtividade e aumento de doenças nas lavouras.

 





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Nada parece movimentar o mercado do milho


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, o plantio de verão cresce enquanto os preços continuam parados, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As indicações permanecem em R$ 66,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau, Gaurama e Seberi, R$ 69,00 em Arroio do Meio e Lajeado, e R$ 70,00 em Montenegro. Para setembro, os pedidos no interior variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, e no porto a referência futura para fevereiro/2026 está em R$ 69,00/saca”, comenta.

A safra histórica contrasta com mercado travado e expectativas para 2026 em Santa Catarina. “O comércio de milho em Santa Catarina segue travado, sem consenso entre produtores e compradores. Em Campos Novos, os pedidos permanecem em R$ 80,00/saca, frente a ofertas de R$ 70,00. No Planalto Norte, produtores pedem R$ 75,00, enquanto as ofertas giram em R$ 71,00. Esse cenário de impasse já leva parte dos agricultores a reduzir investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, a produção recorde pressiona, mas os negócios seguem estagnados. “O mercado de milho no Paraná segue com liquidez baixa, marcado pelo impasse entre pedidas e ofertas. Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que trava os negócios”, indica.

Comercialização ganha ritmo, mas mercado segue resistente no Mato Grosso do Sul. “As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00/saca, com destaque para a boa alta em Sidrolândia, enquanto Dourados mantém o melhor valor do estado. Apesar dos ajustes, os preços ainda não alcançam níveis capazes de estimular novos contratos, mantendo o impasse entre compradores e vendedores”, conclui.

 





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Mercado de trigo mantém cautela no RS, SC e PR


O mercado de trigo segue em compasso de espera no Sul do Brasil, com negociações pontuais e pouca disposição de compradores e vendedores. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o ritmo permanece calmo, já que os moinhos estão abastecidos até outubro e aguardam a entrada da safra nova, prevista para iniciar no próximo mês. 

No mercado disponível, o trigo pão comum foi negociado a R$ 1.330 FOB, mas a demanda segue fraca e concentrada em operações imediatas. Os estoques da safra velha estão se esgotando, restando praticamente apenas nos moinhos, enquanto cerca de 90 mil toneladas da safra nova já foram contratadas, sobretudo para exportação.

Em Santa Catarina, a expectativa de queda de 16% na produção provocou maior movimento de compradores locais, que tentam garantir volumes adicionais de matéria-prima. No entanto, os preços pagos aos produtores continuam recuando: a saca foi cotada a R$ 75 em Canoinhas, R$ 72 em Chapecó e Rio do Sul, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 76 em São Miguel do Oeste e R$ 75 em Xanxerê. Mesmo com essa movimentação, os moinhos seguem oferecendo abaixo das pedidas dos vendedores, entre R$ 1.280 e R$ 1.300 CIF, contra lotes de R$ 1.330 a R$ 1.350 FOB.

No Paraná, a oscilação do câmbio voltou a interferir no mercado, pressionando os preços do trigo importado. A colheita já começou no norte do estado, com ofertas de trigo novo entre R$ 1.380 e R$ 1.400 FOB, mas os custos de frete encarecem a chegada do produto ao centro do estado. O trigo paraguaio foi cotado a US$ 240/t no Oeste, ou R$ 1.312,80, enquanto o argentino ficou em torno de US$ 270/t para embarque em setembro. Já os preços pagos aos agricultores recuaram 3,17% na semana, caindo para R$ 73,05/saca, abaixo do custo de produção estimado em R$ 74,63 pelo Deral, o que coloca os triticultores em prejuízo imediato.





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Como usar a balança comercial a seu favor?



“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global”



“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global"
“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global” – Foto: Pixabay

A balança comercial de junho fechou com superávit de US$ 6,7 bilhões, mas mostrou contrastes relevantes: soja e açúcar sustentaram os resultados, enquanto siderurgia, manufaturados e carnes processadas recuaram diante da desaceleração global e das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O desempenho menor que em 2024 evidencia a necessidade de reorientação estratégica das exportações brasileiras.

Entre as recomendações para os exportadores, cinco pontos ganham destaque. O primeiro é mapear tendências setoriais, identificando os produtos mais resilientes e aqueles em retração. O segundo é acompanhar o câmbio em tempo real, utilizando ferramentas de proteção para preservar margens. Também se destaca o uso de regimes especiais, como o Drawback, que pode reduzir significativamente os custos de exportação. Outra medida é diversificar mercados, buscando alternativas na Ásia, Europa e Canadá. Por fim, antecipar gargalos logísticos com uso de dados e revisão de contratos torna-se fundamental.

“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global. As empresas dependentes de um único mercado estão mais vulneráveis às oscilações tarifárias e cambiais. Diversificação e proteção são hoje obrigatórias para manter a competitividade”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo.

Segundo dados do MDIC, a soja foi o principal sustentáculo do saldo positivo em junho, enquanto autopeças e aço perderam competitividade com tarifas de até 25% nos EUA. A retomada de políticas protecionistas em mercados estratégicos aumenta a incerteza e pressiona setores dependentes de um único destino de exportação.

Nesse cenário, empresas que adotarem políticas robustas de gestão cambial, ampliarem presença em mercados alternativos e anteciparem riscos logísticos estarão mais bem preparadas para enfrentar a instabilidade e manter a competitividade internacional. “Os mercados mais promissores também são os mais exigentes. É preciso estar pronto para atender aos padrões internacionais. Só sairão fortalecidas as empresas que aliarem eficiência, dados e estratégia cambial. A previsibilidade deixou de ser regra, é preciso operar com método e agilidade”, finaliza o CEO da Saygo.

 





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