sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Corte de juros nos EUA surpreende mercado



“O Fed adotou uma postura preventiva”


"O Fed adotou uma postura preventiva"
“O Fed adotou uma postura preventiva” – Foto: Canva

O Federal Reserve anunciou uma redução da taxa de juros na reunião de setembro, encerrando um ciclo de manutenção que durou nove meses. Segundo Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos, a decisão reflete uma resposta estratégica às condições atuais da economia norte-americana e aos riscos prospectivos.

A desaceleração da atividade econômica, evidenciada por uma geração de empregos abaixo do esperado e aumento da taxa de desemprego, indica menor pressão inflacionária futura. Núcleos do CPI e do PCE mostram trajetória de desaceleração, aproximando-se da meta de 2%, reforçando a lógica de um corte para equilibrar o nível de atividade, conforme a Regra de Taylor.

“Em sua decisão o Fed pode optar por um corte como forma de evitar que a taxa real de juros se torne excessivamente restritiva , ao considerar a inflação de bens duráveis e energia já mostra sinais de retração, e mesmo os serviços, tradicionalmente mais rígidos, começam a perder força diante da menor demanda agregada”, comenta.

Do ponto de vista teórico, a decisão é coerente com a “política monetária preemptiva”, adotada para mitigar choques adversos antes que se concretizem plenamente, combinando dados atuais e riscos futuros para orientar a condução da economia.

“Do ponto de vista teórico, a decisão também pode ser interpretada sob a ótica da função de reação do banco central, que incorpora não apenas os dados correntes, mas também os riscos futuros. A decisão de corte de juros pelo Federal Reserve se justifica por uma combinação da desaceleração da atividade, convergência da inflação à meta, aumento do desemprego, necessidade de preservar expectativas e atuação preventiva diante de riscos futuros. O Fed adotou uma postura preventiva, reduzindo os juros como forma de mitigar choques adversos antes que se materializem plenamente”, conclui.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fungicidas se destacam em ensaios de soja



“Trata-se de ferramenta estratégica”


"Trata-se de ferramenta estratégica"
“Trata-se de ferramenta estratégica” – Foto: Divulgação

Os fungos que atacam sementes da soja estiveram no centro dos Ensaios Cooperativos de Rede da safra 2024-25. Soluções como Tiofanil® e Torino®, da Sipcam Nichino, mostraram elevada eficácia no controle de cinco patógenos danosos em áreas de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Os resultados foram apresentados no 54º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, realizado em Lavras (MG).

Segundo Bruno Monção, gerente de marketing da companhia, os fungicidas alcançaram até 93% de controle, superando a maioria dos tratamentos-padrão. “Os dados colocaram os fungicidas, no cômputo geral, à frente de quase todos os chamados tratamentos-padrão, comparados”, comenta.

O Tiofanil® FS é sistêmico e de contato, à base de clorotalonil, com amplo espectro de ação, atuando como ferramenta estratégica para evitar perdas significativas na produção. “Trata-se de ferramenta estratégica, dotada de tecnologia para evitar a contaminação da soja por fungos com potencial de transferir prejuízos consideráveis à produção”, ele diz. O Torino®, também sistêmico e de contato, favorece o melhor estabelecimento das plantas e potencializa a produtividade da soja. “Por suas características, favorece o melhor estabelecimento de plantas e potencializa a produtividade da soja”, completa.

De acordo com o especialista, os resultados reforçam a importância de soluções eficientes no tratamento de sementes, garantindo proteção contra patógenos economicamente relevantes e apoiando práticas de manejo integrado de doenças na sojicultura brasileira.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Monitorar o nitrogênio é fundamental



“O nitrogênio é um alvo móvel”


“O nitrogênio é um alvo móvel"
“O nitrogênio é um alvo móvel” – Foto: Canva

O uso de tecnologia de monitoramento de Nitrogênio em tempo real pode gerar até R$ 1 bilhão de economia anual para os 8 milhões de hectares de lavouras de São Paulo. A Stenon, líder global em agtech, desenvolveu um sistema capaz de medir Nitrogênio mineral disponível e carbono orgânico do solo (SOC) em menos de 20 segundos, diretamente no campo, ao lado do pulverizador ou distribuidor.

Integrado a um aplicativo web e a sistemas de gestão agrícola, o dispositivo permite emitir prescrição de taxa variável rapidamente, ajustando a dose de fertilizante para cada talhão com base em dados precisos e contínuos de machine learning. Estudos de campo indicam que o manejo de nitrogênio com precisão pode reduzir de 20% a 30% o uso do fertilizante sem comprometer a produtividade, o que representa corte de até 0,42 milhão de toneladas e economia de R$ 1,1 bilhão por ano, além de evitar cerca de 0,76 milhão de toneladas de CO2e na produção de ureia.

Além de reduzir custos e emissões, a tecnologia aumenta a eficiência operacional em grandes propriedades, melhora a saúde do solo e fortalece a segurança financeira de produtores menores diante de cadeias globais de fertilizantes voláteis. Para Niels Grabbert, CEO da Stenon, “essa é uma ferramenta que transforma dados em decisões precisas, safra após safra”.

“O nitrogênio é um alvo móvel – aplicar cedo demais significa perdê-lo para a atmosfera; tarde demais, e você perde produtividade. A Stenon oferece aos produtores e empresas agrícolas os dados em tempo real de que precisam para acertar na mosca a cada safra, mesmo nos maiores campos do estado”, afirma Niels Grabbert, CEO da Stenon. “O resultado é um menor custo por saca de cana e milho, solos mais saudáveis e uma pegada de carbono mais leve. No mercado volátil de hoje, isso é tanto gestão de risco quanto agronomia.”

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

não existe caro ou barato



Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente


Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente
Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente – Foto: USDA

O mercado de fertilizantes brasileiro tem mostrado um movimento interessante nos últimos meses, com compras atingindo 45% até o dia 15 de setembro para a safra 2025/26, segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado. Comparativamente, esse percentual representa uma melhora em relação à safra anterior, quando as aquisições estavam em 41%, mas ainda permanece abaixo de anos anteriores, como 2021/22, quando o índice superou 50%, refletindo os desafios e volatilidades do setor.

Nos últimos 60 dias, a dinâmica do mercado tem se mostrado diferente, com ajustes de preços e disponibilidade que impactam diretamente o planejamento do produtor. Souza destaca que “não existe caro ou barato, existe relação de troca, que é o verdadeiro termômetro para os negócios”, reforçando que o poder de compra do agricultor ainda enfrenta limitações devido a relações de troca elevadas e custos pressionados em diversos insumos.

Enquanto parte dos produtores ainda avalia posições para a soja 2025/26, já se observa antecipação estratégica nas negociações para a safra 2026/27, especialmente em operações de maior porte. Para a soja 2025/26, ainda há cerca de 8 a 10% das compras por concretizar, e mais da metade das transações do milho segunda safra permanece pendente, evidenciando que a tomada de decisão depende de fatores climáticos, de mercado e de disponibilidade financeira.

Souza ressalta que, independentemente do momento de compra, a gestão de risco continua sendo essencial para garantir a sustentabilidade financeira do produtor. Cada operação deve considerar oportunidades, limitações e o perfil específico de cada propriedade, de forma a equilibrar investimentos, custos e retorno esperado, garantindo competitividade e segurança para as lavouras brasileiras.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Copom mantém Selic em 15%



A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação


A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação – Foto: Pixabay

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%, conforme anúncio do Banco Central. A decisão foi tomada após uma reunião de dois dias entre o presidente do BC e seus diretores, considerando o cenário macroeconômico, a inflação, as contas públicas, a atividade econômica e os riscos externos. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê, e a taxa valerá pelos próximos 45 dias, até o encontro seguinte. As atas do Copom são publicadas em até quatro dias úteis, detalhando as análises que fundamentam as decisões.

Na reunião anterior, realizada nos dias 29 e 30 de julho, o Copom já havia mantido a Selic em 15%, citando um ambiente externo mais adverso, principalmente devido às políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos. As decisões sobre a taxa levam em conta não apenas o contexto interno, mas também os impactos de variáveis externas sobre a economia brasileira.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação. Quando elevada, ajuda a conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e incentivando a poupança. Por outro lado, a manutenção ou eventual redução da taxa tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo, mas torna o controle da inflação mais desafiador.

Além da Selic, bancos consideram risco de inadimplência, despesas administrativas e margem de lucro para definir os juros cobrados dos consumidores. Assim, mudanças na taxa básica têm impacto direto sobre o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica, influenciando decisões de empresas e famílias em todo o país.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Alta no farelo impulsiona esmagamento de soja, apesar de margem menor



Expectativa é de que a demanda continue sustentando o ritmo de produção



Foto: Leonardo Gottems

O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,19 milhão de toneladas em agosto de 2025, uma alta de 15,22% em relação ao mesmo mês de 2024. O avanço, segundo boletim do IMEA, foi puxado pela demanda firme por farelo de soja, tanto no mercado interno quanto internacional.

As exportações do proteico somaram 740,99 mil toneladas no período, crescimento de 31,83% na comparação anual e de 9,07% frente a julho. A busca internacional por farelo favoreceu a indústria local, que operou em ritmo aquecido apesar de dificuldades pontuais na aquisição da oleaginosa.

De acordo com o IMEA, algumas esmagadoras de menor porte enfrentaram limitações para adquirir soja, devido à menor disponibilidade do grão no estado. Ainda assim, o volume acumulado de processamento entre janeiro e agosto chegou a 9,08 milhões de toneladas, 5,13% superior ao mesmo intervalo de 2024.

A margem bruta da indústria, no entanto, sofreu queda. Em agosto, o valor médio foi de R$ 403,37 por tonelada, recuo de 7,01% em relação a julho. O principal fator foi a elevação dos preços da soja em grão, que não foi acompanhada no mesmo ritmo pelos coprodutos.

Apesar da retração na rentabilidade, o setor segue com bom desempenho operacional. A expectativa é de que a demanda continue sustentando o ritmo de produção, principalmente com foco no farelo, cujo mercado segue aquecido. 

O comportamento dos prêmios portuários e a disponibilidade interna do grão serão determinantes para a continuidade do bom desempenho industrial nos próximos meses.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Entressafra do milho: Dicas para manejo



Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais


Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais – Foto: Pixabay

O controle de plantas daninhas na cultura do milho, especialmente na entressafra, demanda estratégias bem planejadas. Segundo Tie Prata, engenheiro agrônomo, o uso intensivo de Glifosato em sistemas agrícolas tem favorecido o surgimento de biótipos resistentes, tornando essencial a adoção de diferentes práticas e moléculas herbicidas. A escolha correta de produtos e o respeito aos intervalos entre a aplicação e a semeadura são fundamentais para garantir eficiência e segurança ao cultivo.

Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais. Enquanto o herbicida 2,4-D exige apenas sete dias antes da semeadura, produtos como Mesotrione, Atrazina e Iodosulfuron requerem até 90 dias. Seguir essas orientações evita fitotoxicidade nas plantas jovens e assegura um estabelecimento saudável da lavoura, prevenindo problemas futuros.

A diversificação de mecanismos de ação também é recomendada. Alternar moléculas com modos de ação distintos reduz a pressão sobre as plantas resistentes ao Glifosato. Combinar produtos de ação rápida, como o 2,4-D, com herbicidas de maior residualidade, como Isoxaflutole ou Atrazina, mantém a área limpa por mais tempo e dificulta a sobrevivência de biótipos resistentes, aumentando a eficácia do manejo.

Além disso, é preciso atenção à residualidade e à segurança do sistema. Herbicidas mais persistentes proporcionam controle prolongado, mas limitam a flexibilidade da semeadura antecipada. Já produtos de menor residualidade, como Nicosulfuron, permitem replantios mais rápidos, caso necessário. O equilíbrio entre eficácia, segurança e risco de carryover deve orientar a escolha, sempre visando reduzir a resistência ao Glifosato e garantir o sucesso da próxima safra.

“Em resumo: um manejo eficiente de herbicidas na entressafra do milho passa pelo planejamento do calendário de aplicação, rotação de mecanismos de ação e atenção ao residual no solo, sempre com foco em reduzir a pressão de resistência ao Glifosato e garantir a segurança da próxima safra”, conclui.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de bioinsumos cresce 15% ao ano e deve superar químicos até 2050, aponta Embrapa


Gramado (RS) se tornou, nesta segunda-feira (15), o ponto de encontro da ciência dedicada ao futuro da agricultura. A cidade recebeu a abertura do 18º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol), considerado o maior evento científico do Brasil voltado ao tema. O encontro acontece no Centro de Eventos ExpoGramado e reúne cerca de 1.400 participantes, incluindo pesquisadores, estudantes e profissionais do setor.

De acordo com informações divulgadas pela Embrapa, o Siconbiol é hoje uma das principais vitrines de debates sobre bioinsumos e manejo sustentável de pragas. O evento é promovido em parceria pela Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Embrapa, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (FAPEG). Nesta edição, a presidência é conduzida pelo pesquisador Dori Edson Nava, da Embrapa Clima Temperado.

Na cerimônia de abertura, o presidente da SEB, Angelo Pallini, destacou a diversidade de sotaques e trajetórias reunidas em Gramado, simbolizando a força da ciência brasileira. Ele enfatizou que o país já é referência mundial em bioinsumos, com 786 produtos e 747 inoculantes registrados. “O setor não para de crescer. Estamos em um evento que promove intercâmbio de conhecimento, mas também celebra a união de pesquisadores de diferentes regiões”, afirmou.

Representando a Presidência da Embrapa, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, reforçou que a agricultura do futuro precisa estar alicerçada nos “cinco S”: saúde única, sustentabilidade, saudabilidade, segurança e soberania alimentar. Ele lembrou, porém, que ainda existem desafios a vencer. “Embora o mercado esteja em expansão, apenas 4% das aplicações de produtos biológicos ocorrem em culturas alimentares como frutas, hortaliças e grãos básicos. Esse é um espaço com enorme potencial para crescimento”, destacou.

Para o presidente do simpósio, Dori Edson Nava, o encontro é uma oportunidade para mostrar como os avanços científicos têm transformado o manejo agrícola desde os anos 2000. Ele ressaltou que, nos últimos quatro anos, o setor cresceu em média 15% ao ano e que as projeções indicam que o mercado biológico deve ultrapassar o químico até 2050. “Estamos vivendo a era da Biologia. O controle biológico deixou de ser apenas uma promessa e se tornou realidade para a agricultura moderna”, afirmou.

Um dos momentos mais marcantes da abertura foi a homenagem ao professor José Roberto Postali Parra, da ESALQ/USP, reconhecido por sua contribuição histórica ao setor e presente em todas as edições do simpósio. Para Nava, a trajetória do professor ajudou a consolidar o uso de bioinsumos tanto no Brasil quanto no cenário internacional.

A noite também foi marcada por emoção com a lembrança da pesquisadora Gláucia de Figueiredo Nachtigal, da Embrapa Clima Temperado, falecida em janeiro de 2025. Com 18 anos de dedicação à pesquisa, Gláucia deixou importantes contribuições para o controle biológico do capim-annoni. A homenagem foi conduzida pelo pesquisador Cesar Bauer Gomes, e uma placa simbólica foi entregue ao técnico Daniel Lopes de Lima, colega de laboratório da pesquisadora.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho pode recuar nesta semana



Custos desafiam vendas externas do grão



Foto: Agrolink

Segundo a análise do especialista da Grão Direto desta semana, publicada nesta segunda-feira (15), a proximidade da colheita americana de milho deve reforçar a presença dos Estados Unidos no mercado internacional, especialmente na Ásia e na Europa, onde já há grandes volumes vendidos de forma antecipada. 

A análise informou ainda que a Argentina avança com exportações agressivas após uma colheita quase finalizada. Mesmo com a segunda safra brasileira recorde, o milho nacional ainda não aparece como a origem mais barata, o que dificulta a colocação do produto no exterior. Além disso, “o alto custo de originação e o ritmo lento de vendas por parte dos produtores seguem como entraves ao avanço das exportações”.

A Grão Direto avaliou que “a possível queda nos juros americanos pode manter o dólar pressionado, o que favorece as exportações do Brasil, mas também exige atenção ao comportamento dos demais grandes exportadores, como Estados Unidos e Argentina”. Ainda segundo a análise, “um dólar mais fraco pode dificultar a venda externa se os concorrentes se tornarem mais competitivos”.

De acordo com o informativo, “o milho poderá recuar esta semana, especialmente após um fechamento em alta na última”. Para a empresa, “a pressão da oferta e a concorrência crescente podem influenciar a tendência nos próximos dias”.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

USDA surpreende mercado com projeções para safra 2025/26


De acordo com avaliação da Hedgepoint Global Markets sobre o último levantamento do relatório WASDE do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em setembro de 2025, houve surpresa em alguns dos principais números de soja da temporada 2025/26. O USDA reduziu a produtividade média das lavouras norte-americanas, mas elevou a área a ser colhida, movimento que não era esperado pelo mercado.

“Houve um aumento na projeção de produção, enquanto o mercado esperava por um corte. Tal fato levou também a um aumento nos estoques finais norte-americanos, enquanto a expectativa era de estoques menores. Os aumentos inesperados trouxeram surpresa e um tom levemente baixista para o relatório, ao contrário do tom levemente altista esperado”, avalia Luiz Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

Segundo o relatório do USDA, na soja, a área dos Estados Unidos foi projetada em 32,5 milhões de hectares, 0,2% acima da expectativa (32,4 milhões de hectares). A produtividade foi estimada em 3,60 toneladas por hectare, 0,4% acima da previsão anterior (3,58 toneladas por hectare). A produção alcançou 117,1 milhões de toneladas, 0,7% acima do esperado (116,2 milhões de toneladas), e os estoques finais subiram para 8,2 milhões de toneladas, 4,2% acima da expectativa (7,8 milhões de toneladas).

“Assim como na soja, o USDA também surpreendeu ao indicar uma área norte-americana maior que no relatório de agosto. Mesmo com um corte na produtividade média, o aumento da área resultou em um aumento na projeção de produção na temporada 2025/26, enquanto o mercado esperava por um corte. Essa produção maior foi compensada por um aumento nas exportações, o que resultou em um corte pequeno nos estoques finais, enquanto a expectativa era por um corte mais expressivo. Esses estoques acima da expectativa trazem um tom levemente baixista para o relatório”, observa Roque.

No milho, a área norte-americana foi estimada em 36,4 milhões de hectares, 1,5% acima da expectativa (35,9 milhões de hectares). A produtividade foi projetada em 11,72 toneladas por hectare, 0,3% acima da expectativa (11,69 toneladas por hectare). A produção ficou em 427,1 milhões de toneladas, 1,8% acima do esperado (425,3 milhões de toneladas), e os estoques finais atingiram 53,6 milhões de toneladas, 4,9% acima da expectativa (51,1 milhões de toneladas).

De acordo com a análise da Hedgepoint Global Markets, em relação ao trigo, embora o mercado não tivesse grandes expectativas para este relatório, houve surpresa nos estoques. No cenário norte-americano, o USDA confirmou o sentimento do mercado, que apontava para um corte, mas trouxe um ajuste ainda maior do que o previsto.

Para o trigo, os estoques dos Estados Unidos foram estimados em 23,0 milhões de toneladas, 2,4% abaixo da expectativa (23,5 milhões de toneladas), enquanto os estoques mundiais atingiram 264,1 milhões de toneladas, 1,1% acima da previsão (261,1 milhões de toneladas).





Source link