quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Fundos ampliam pressão e derrubam preços do açúcar



Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado


Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado
Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado – Foto: Divulgação

O mercado futuro de açúcar em Nova York encerrou a semana em forte queda, com destaque para o contrato outubro/25, que fechou a 15,58 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 76 pontos em relação à semana anterior, equivalente a 17 dólares por tonelada. Segundo análise do consultor Arnaldo Corrêa, publicada em sua coluna, o movimento foi generalizado e confirmou o viés de baixa, afetando também vencimentos de 2026 e 2027.

De acordo com Corrêa, o relatório da CFTC mostrou que os fundos ampliaram a posição vendida a descoberto para 149.759 contratos, um aumento expressivo de 17.260 na semana, o que reforça a pressão vendedora. Esse comportamento especulativo, pautado por algoritmos e não por fundamentos, lembra o que ocorreu em 2023, quando a euforia compradora dos fundos foi seguida por um colapso dos preços diante de uma safra abundante.

Além da força dos fundos, fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado. Com a proximidade da expiração das opções de outubro/25, há cerca de 60 mil lotes de puts vendidos em aberto entre 15 e 17 centavos, o que pode gerar novas liquidações e intensificar a volatilidade. Ao mesmo tempo, usinas do Nordeste enfrentam dificuldades com a produção de açúcar branco devido às chuvas, o que sustenta prêmios de até 30 dólares por tonelada sobre Londres.

Corrêa destaca ainda questões estruturais do setor, como o aumento da fragmentação de ativos, em contraste com a expectativa anterior de consolidação. Diante disso, o mercado segue dividido entre fundamentos que apontam para alta e forças especulativas que empurram os preços para baixo, mantendo elevado o nível de incerteza sobre os próximos movimentos.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Reprovação de vestimentas agrícolas chega a 60%



Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos


Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos
Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos – Foto: Divulgação

O programa IAC-Quepia, de Qualidade de Vestimentas Protetivas Agrícolas, coordenado pelo pesquisador Hamilton Ramos, identificou uma queda significativa na performance dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados no campo. Desde 2020, mais de 60% das peças enviadas por fabricantes para certificação foram reprovadas em testes de laboratório. A causa, segundo Ramos, foi a substituição do hidrorrepelente à base de oito carbonos, descontinuado por razões ambientais, por um de seis carbonos, menos durável e resistente.

Essa mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos utilizados em EPI, fundamentais para proteger trabalhadores durante a aplicação de defensivos agrícolas. Ramos reforça que a indústria de EPI não foi responsável pelo problema, já que a limitação estava no novo composto químico, que não reproduzia o mesmo nível de proteção. “Por conta de questões ambientais, o hidrorrepelente original foi substituído por outro, similar, formado, contudo, por somente seis carbonos, que não apresentou a mesma durabilidade”, adianta.

Diante do cenário, o IAC-Quepia iniciou pesquisas em parceria com empresas brasileiras do setor químico e de EPI para buscar soluções. Testes finais estão em andamento com novos hidrorrepelentes que suportam lavagens sem perda de eficiência, garantindo durabilidade e segurança.

O programa já foi responsável, nos últimos dez anos, por reduzir de 80% para 20% o índice de reprovação desses equipamentos no Brasil, aproximando a indústria nacional dos padrões internacionais. Agora, a expectativa é recuperar os baixos índices e assegurar novamente a confiabilidade dos EPIs agrícolas. “Trata-se de uma conquista representativa, que colocou a indústria nacional de EPI em condições de igualdade em relação a padrões internacionais de confiabilidade. O objetivo, agora, é auxiliar à indústria a novamente manter baixos índices de reprovação”, comenta.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Axial ou híbrida: qual colheitadeira escolher?



A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura


A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura
A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura – Foto: United Soybean Board

Na hora de renovar o maquinário agrícola, a escolha da colheitadeira é decisiva para garantir produtividade e eficiência no campo. A principal dúvida entre os produtores está entre os modelos axiais e híbridos, que apresentam sistemas distintos de trilha. A axial utiliza um único rotor responsável por realizar a trilha e a separação da palhada, sendo indicada para grandes volumes. Já a híbrida combina um cilindro convencional dedicado à trilha e dois rotores para a separação final dos grãos, unindo eficiência e menor índice de perdas.

A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura. Culturas sensíveis a danos mecânicos, como feijão e sementes, tendem a se beneficiar do sistema axial, que preserva melhor a qualidade dos grãos. Em lavouras com grande volume de palhada, como trigo e arroz, as híbridas se destacam pela alta capacidade de processamento. Além disso, áreas planas favorecem o uso das axiais, enquanto terrenos mais acidentados podem exigir a eficiência das híbridas. “A escolha deve considerar tipo de cultura, área e objetivo de produtividade, e não apenas preço ou potência”, orienta Anderson Schofer, especialista em colheitadeiras da Massey Ferguson.

Outro aspecto importante é a tecnologia embarcada, disponível em ambos os sistemas. Recursos como piloto automático via GPS, monitoramento de produtividade em tempo real, telemetria e diagnóstico remoto já fazem parte das duas categorias, cabendo ao produtor definir a configuração mais adequada para sua operação.

“Antes de decidir, o produtor deve avaliar suas culturas, área de plantio, tipo de solo, disponibilidade de mão de obra, custo de manutenção e metas de produtividade. Contar com a consultoria técnica de um representante ou concessionária especializada é fundamental para tomar uma decisão assertiva e garantir que o investimento gere os resultados esperados”, finaliza.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz que discutirá tarifas de Trump com membros do Brics


Logotipo Reuters

 

Por Brad Haynes e Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentou como um porta-voz do multilateralismo em um mundo fragmentado em uma ampla entrevista à Reuters nesta quarta-feira, na qual revelou planos de discutir com membros do Brics a guerra comercial global do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O que o presidente Trump está fazendo é tácito, ele quer acabar com o multilateralismo — em que os acordos se dão coletivamente numa instituição — e quer criar o unilateralismo — em que ele negocia sozinho com outro país”, disse Lula. “Qual é o poder de negociação que tem um país pequeno com os Estados Unidos na América do Norte? Nenhum.”

Lula disse que haverá uma conversa no Brics sobre como lidar com as tarifas de Trump. Ele acrescentou que planeja ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na quinta-feira, bem como para o presidente da China, Xi Jinping, e outros líderes depois.

Além do Brasil, Índia e China, o grupo também tem Rússia e outras economias emergentes entre seus membros.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse ele. “É importante lembrar que o Brics tem dez países no G20”, acrescentou, referindo-se ao grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

Lula ressaltou que o Brasil agora ocupa a presidência do Brics e disse que quer discutir com os aliados por que Trump está atacando o multilateralismo e quais podem ser seus objetivos.

Trump chamou o Brics de “antiamericano” e ameaçou as nações que participam dele com tarifas de 10% no início de julho, enquanto o grupo se reunia em uma cúpula no Rio de Janeiro.

Mais tarde, ele aplicou tarifas de 50% sobre muitos produtos do Brasil e da Índia, enquanto as tarifas sobre exportações chinesas foram fixadas em 30% após um acordo em maio, embora outras tarifas possam ser aplicadas a alguns produtos.

Trump vinculou as tarifas sobre produtos brasileiros ao que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, e parte das tarifas sobre produtos indianos às importações contínuas de petróleo russo pelo país.

Lula acrescentou que conversará com a União Europeia e prometeu finalizar o acordo comercial entre o bloco e o Mercosul, que, segundo ele, conectaria 722 milhões de pessoas, antes do final do ano.

“Vamos fechar o acordo”, disse ele.

(Reportagem de Brad Haynes e Lisandra Paraguassu, em Brasília)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão em baixa em Chicago



Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo


Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo
Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo – Foto: Bing

A soja negociada em Chicago encerrou o pregão desta terça-feira (10) em baixa, mesmo diante da deterioração das lavouras americanas reportada pelo USDA. Segundo análise da TF Agroeconômica, o contrato para novembro recuou 0,24% ou -2,50 cents/bushel, cotado a US$ 1.031,25, enquanto janeiro fechou a US$ 1.050,50, em queda de 0,21% ou -2,25 cents/bushel. No segmento de derivados, o farelo de soja para outubro subiu 2,06% a US$ 287,70 por tonelada curta, mas o óleo de soja recuou na mesma proporção, a US$ 49,93 por libra-peso.

Apesar do cenário climático adverso nos Estados Unidos, que deveria oferecer suporte às cotações, o mercado segue pressionado pela ausência da China nos relatórios oficiais de compras, fator que preocupa exportadores diante da perda de participação no maior mercado importador do mundo. O aumento das vendas pontuais para destinos como o Egito não tem compensado essa lacuna.

Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo, impactado por um projeto de lei republicano que visa restringir a Agência de Proteção Ambiental (EPA) de redistribuir obrigações de mistura de biocombustíveis. Caso aprovado, o movimento pode resultar em excesso de biodiesel e etanol, reforçando o embate entre o lobby do petróleo e o lobby agrícola no Centro-Oeste americano.

No entanto, há um limite para a pressão negativa: a possibilidade de uma safra menor nos EUA. A contínua seca em parte do cinturão da soja e do milho aumenta as especulações de que o USDA poderá revisar para baixo a produção no relatório mensal a ser divulgado na sexta-feira. Esse cenário ainda mantém investidores atentos às oscilações climáticas como suporte de preços no curto prazo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja apresenta firmeza no Sul


O mercado de soja no Rio Grande do Sul apresentou firmeza, sustentado pela demanda de exportação, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,00 (-0,36%) nos portos. No interior, as cotações marcaram ganho e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

O mercado de soja em Santa Catarina mantém-se sólido, impulsionado pela demanda consistente da indústria local de processamento. “A safra recorde de 3,3 milhões de toneladas reforçou a posição do estado como fornecedor estratégico para o consumo interno, o que ajuda a sustentar preços firmes e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

O Paraná segue como um dos estados mais dinâmicos no mercado de soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50. Em Cascavel, o preço foi 129,01. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,47. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,36 (-0,68%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 123,00. Nesse contexto, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja em Mato Grosso do Sul apresentou valorização. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,00 (+1,20%), Campo Grande em R$ 130,00 (+1,56%), Maracaju em R$ 123,00 (+0,20%), Chapadão do Sul a R$ 125,00, Sidrolândia a em R$ 130,00 (+1,56%)”, informa. Os produtores de Mato Grosso mantêm cautela na comercialização da safra futura. “Campo Verde: R$ 125,80 (+0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,89, Nova Mutum: R$ 120,76. Primavera do Leste: R$ 124,00 (+0,67%). Rondonópolis: R$ 130,50. Sorriso: R$ 119,40 (-0,33%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho tem ajustes na B3 e queda em Chicago


O mercado de milho apresentou movimentos distintos nesta segunda-feira, com ajustes na B3 e quedas em Chicago. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros no Brasil encerraram de forma mista, refletindo a influência da alta do dólar, que não foi suficiente para compensar a pressão negativa vinda do mercado externo. A ampla oferta, característica da reta final da colheita, deixa os compradores em posição confortável, enquanto os vendedores adotam postura cautelosa, liberando apenas pequenos lotes e aguardando preços mais atrativos.

Na B3, os ajustes foram pontuais. O contrato de setembro/25 fechou em R$ 65,47, com leve alta diária de R$ 0,08 e ganho semanal de R$ 0,52. Já o vencimento de novembro/25 encerrou a R$ 68,18, queda de R$ 0,06 no dia e recuo de R$ 0,97 na semana. O contrato de janeiro/26 foi cotado a R$ 71,28, em baixa de R$ 0,03 no dia e de R$ 0,69 na semana. Esses resultados refletem um cenário em que vendedores, atentos às recentes valorizações nos portos e no mercado internacional, mantêm a oferta restrita e pedem preços firmes em novos negócios.

No cenário externo, as cotações do milho em Chicago recuaram diante do avanço da colheita nos Estados Unidos, que caminha para confirmar a maior safra da história do país. O contrato de dezembro caiu 0,47%, encerrando a US$ 419,75/bushel, enquanto o de março recuou 0,46%, para US$ 437,50/bushel. Embora a demanda continue sólida, o mercado ainda levanta dúvidas quanto ao real tamanho da safra reportada pelo USDA, o que limita quedas mais intensas.

Outro fator de pressão foi a proposta de lei nos EUA que pretende bloquear a realocação das obrigações de mistura de biocombustíveis, o que pode reduzir a demanda de milho destinado à produção de etanol e adicionar incerteza ao mercado futuro.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho continua travado no Sul


O mercado gaúcho de milho continua travado no Rio Grande do Sul, com baixa liquidez e negociações restritas, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações atuais de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas no interior variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 segue em R$ 69,00/saca”, comenta.

Após perdas no Oeste, nova safra começa com perspectivas climáticas favoráveis em Santa Catarina. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. Já no Planalto Norte, os pedidos chegam a R$ 75,00, frente a ofertas de R$ 71,00. Esse cenário desestimula negócios e leva parte dos agricultores a repensar investimentos para o próximo ciclo”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com baixa liquidez, reflexo do impasse entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores seguem firmes em ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que limita o fechamento de negócios”, indica a consultoria.

A comercialização do milho em Mato Grosso do Sul mostra sinais de avanço, embora de forma lenta. “As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00/saca, com destaque para Sidrolândia, enquanto Dourados mantém o melhor valor do estado. Mesmo com ajustes pontuais, os preços ainda não atingem patamares capazes de estimular novos contratos, mantendo o impasse entre compradores e vendedores”, informa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo segue pressionado: Confira



Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores


Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores
Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue pressionado pela proximidade da colheita e pela postura cautelosa de compradores e moinhos. Segundo informações da TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul apresenta um cenário retraído, já que os moinhos permanecem alongados devido às compras antecipadas e à menor moagem. 

Os preços giram em torno de R$ 1.380 FOB para vendedores, enquanto compradores oferecem cerca de R$ 1.250, com negócios pontuais fechados em valores inferiores no Paraná. No estado gaúcho, também foram reportadas 60 mil toneladas já negociadas para exportação, a R$ 1.225,00 posto sobre rodas em Rio Grande, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração.

Em Santa Catarina, o mercado permanece praticamente parado, com moinhos se abastecendo de trigo gaúcho a cerca de R$ 1.300 FOB. Os preços pagos ao produtor seguem em queda em diversas regiões, como Canoinhas (R$ 75,00/saca) e Chapecó (R$ 72,00/saca), embora Xanxerê tenha registrado leve alta, chegando a R$ 77,00/saca. Esse movimento reforça a expectativa de maior pressão com o avanço da colheita.

Já no Paraná, os preços da safra nova começam a se consolidar entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, mas sem compradores nesse patamar. Negócios têm sido reportados a valores menores, especialmente no Sudoeste, ao redor de R$ 1.300. O trigo importado também subiu, acompanhando a alta do dólar, com o argentino cotado a US$ 270 para setembro. Os preços pagos ao agricultor avançaram 2,16% na semana, chegando à média de R$ 74,63/saca, alinhando-se ao custo de produção. Apesar disso, a aproximação da colheita tende a limitar as margens de lucro.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de grãos abre o dia com movimentações distintas


O mercado de grãos abriu a quarta-feira (10) com movimentos distintos para trigo, soja e milho nos principais centros de negociação. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo segue pressionado pela ampla oferta no Hemisfério Norte e pela boa perspectiva de safra no Hemisfério Sul, o que limita os ganhos mesmo diante de uma demanda discreta. Em Chicago, o contrato de dezembro/25 fechou a US$ 519,75 por bushel, em leve baixa de 0,50 cent. No Brasil, a colheita nos estados produtores pressiona os preços, que recuaram para R$ 1.387,86 no Paraná e R$ 1.270,79 no Rio Grande do Sul. Na Argentina, compradores reduziram em 3 cents as indicações de dezembro.

A soja apresentou quedas em Chicago, com o contrato de setembro/25 encerrando a US$ 1.006,75 por bushel (-4,00). O mercado aguarda o novo relatório do USDA, enquanto observa o início do plantio no Brasil, ainda limitado pela falta de chuvas. No Paraná, os preços subiram: R$ 135,69 no interior e R$ 141,74 em Paranaguá. Nos EUA, 21% das lavouras já apresentam queda de folhas, ritmo próximo à média histórica. No Canadá, os estoques de canola ficaram em 1,6 milhão de toneladas, 50% abaixo do registrado em 2024, o que trouxe suporte indireto.

Já o milho registrou baixas moderadas em Chicago, com o contrato de dezembro/25 a US$ 417,75 (-2,00). A pressão vem da colheita recorde nos EUA, embora as exportações americanas tenham sustentado parte dos preços, superando seguidamente a média necessária para cumprir a meta da temporada. No mercado brasileiro, os preços se mantiveram firmes: R$ 65,47 na B3 e R$ 65,15 no indicador Cepea. Na Argentina, excesso de chuvas atrasou o plantio de até 1,3 milhão de hectares, enquanto o mercado aguarda os dados do USDA e do WASDE, que podem revisar para baixo a produção norte-americana.

 





Source link