quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Baixo carbono recebe só 1,6% do Plano Safra



Setor que mais emite gases no Brasil segue com baixo apoio financeiro




Foto: Divulgação

Apesar do anúncio recorde de R$ 605 bilhões no Plano Safra 2025/26, apenas uma fração desse valor será aplicada em práticas agrícolas de baixo carbono. Segundo análise do Instituto Talanoa, somente R$ 8,1 bilhões — ou 1,6% do total — foram destinados diretamente ao financiamento de tecnologias sustentáveis no campo.

De acordo com o levantamento divulgado na nova edição do Tá Lá no Gráfico, os recursos para ações como recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio, sistemas integrados de produção e florestas comerciais ainda são escassos, mesmo com alta demanda e viabilidade técnica já comprovada. Esses sistemas são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em um setor responsável por 30,5% das emissões nacionais.

O Instituto destaca ainda que o programa RenovAgro, principal canal de incentivo ao agro sustentável, segue com orçamento tímido. Enquanto isso, outras frentes de financiamento tradicional continuam sendo priorizadas, o que revela um descompasso entre os compromissos climáticos do Brasil e o apoio real à transição sustentável no setor agropecuário.

Outro ponto de alerta é o corte contínuo no orçamento do Proagro, seguro rural voltado à agricultura familiar. O programa perdeu R$ 3,6 bilhões nos últimos dois anos, apesar do aumento expressivo das perdas no campo causadas por eventos climáticos extremos. Essa redução compromete a resiliência do pequeno produtor diante de uma agricultura cada vez mais vulnerável ao clima.

Como novidade, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) passa a ser exigência para parte dos financiamentos, o que representa uma mudança significativa na política agrícola, ao incluir o risco climático como critério de acesso ao crédito.

 





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Mais de 28 mil itens veterinários ilegais são apreendidos



Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo




Foto: Mapa

Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de mais de 28 mil produtos veterinários irregulares nos municípios de Tocantins e Piraúba, em Minas Gerais. A ação, realizada nos dias 2 e 3 de julho, teve como foco o combate à produção, importação e comercialização ilegal de medicamentos, suplementos, alimentos e itens de higiene e estética destinados a animais de estimação.

Segundo dados divulgados pelo Mapa, a Operação Ronda Pet III revelou a existência de produtos sem registro oficial, com rótulos falsificados e informações enganosas, como a alegação de origem importada e o uso de números de registro inexistentes nos bancos de dados do governo. Além disso, o CNPJ da empresa supostamente responsável pela fabricação dos itens também era inexistente, caracterizando tentativa de fraude contra o consumidor.

A ação foi conduzida pelo Programa Vigifronteiras e pelo Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da Superintendência do Mapa em Minas Gerais. A operação contou ainda com o apoio da Delegacia da Polícia Civil de Ubá/MG e do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), ligado ao Ministério da Justiça. O prejuízo estimado aos envolvidos nas fraudes ultrapassa R$ 500 mil.

O uso de produtos veterinários sem registro representa uma ameaça grave à saúde dos animais de estimação e à saúde pública. Sem comprovação de eficácia e segurança, esses itens podem causar intoxicações, reações alérgicas e até levar os animais à morte. Entre os produtos apreendidos estão antiparasitários ilegais, que não apenas falham no combate aos parasitas como também representam risco de transmissão de zoonoses devido ao contato próximo entre humanos e pets.

Todo o material recolhido permanecerá apreendido até o encerramento do processo administrativo, quando será determinada a sua destruição conforme prevê a legislação vigente. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial oficial, e os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo, falsificação de produtos, entre outras infrações legais.





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Costa Rica autoriza importação de arroz brasileiro e amplia presença do Brasil na América Central



País centro-americano já importou mais de US$ 272 milhões em produtos




Foto: Divulgação

A Costa Rica autorizou a importação de arroz em casca e arroz polido do Brasil, abrindo novas oportunidades para o agronegócio nacional na América Central. A decisão fortalece a presença brasileira em uma região estratégica e com alta demanda por cereais.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país centro-americano já importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros apenas em 2024. Entre os itens mais adquiridos estão cereais, farinhas e preparações alimentícias, o que reforça o potencial de crescimento das exportações de arroz.

Com população estimada em 5,2 milhões de habitantes e dependente de importações para garantir o abastecimento interno, a Costa Rica se posiciona como um importante destino para o setor orizícola brasileiro. A autorização para os dois novos produtos amplia as possibilidades comerciais e deve impulsionar o volume exportado nos próximos meses.

Desde o início de 2023, o Brasil já contabiliza 391 aberturas de mercado para produtos do agronegócio.

 





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Setor lácteo repudia campanha da NotCo e cobra responsabilização por fake news contra o leite


A campanha publicitária da empresa NotCo, assinada pela agência David, gerou forte reação de entidades do setor lácteo, que classificaram a ação como um desserviço à sociedade. Segundo nota divulgada nesta segunda-feira (8/7), a peça publicitária associa o consumo de leite a doenças gastrointestinais de forma generalizada, sem qualquer respaldo científico, utilizando linguagem jocosa e recursos visuais que desinformam e incitam o medo.

De acordo com dados divulgados pelas entidades representativas, a produção de leite no Brasil envolve mais de 1 milhão de produtores, com um rebanho de 15,6 milhões de vacas e produção anual de 35 bilhões de litros. O leite é uma das principais fontes de proteína acessível para milhões de brasileiros, sendo reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde como alimento essencial para uma dieta equilibrada.

A veiculação da campanha “Mamíferos”, da NotCo, provocou indignação no setor produtivo. As peças utilizam elementos da memória afetiva brasileira para atacar o consumo de leite, o que, segundo as entidades, fere o compromisso com a verdade e com a saúde pública. A nota enfatiza que os impactos da campanha vão além das empresas envolvidas, atingindo diretamente produtores, consumidores e todo o ecossistema do leite no país.

A resposta institucional ganhou força com a recomendação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que, em 4 de julho, determinou a retirada das peças do ar. A decisão do Conar reforça a crítica de que a publicidade veiculada não apenas falta com a verdade, mas também promove desinformação com potencial de gerar prejuízos econômicos e sociais.

As entidades exigem a retirada imediata da campanha de todas as plataformas digitais, em conformidade com a legislação que combate a disseminação de fake news. Também pedem a responsabilização da empresa pelos danos causados ao setor leiteiro, destacando que a campanha atinge um alimento com alto valor nutricional e fundamental para a segurança alimentar da população brasileira.

A nota é assinada por seis importantes entidades: Abraleite, Viva Lácteos, G-100, ABIQ, ABLV e outras representantes da cadeia produtiva, que reforçam o pedido de providências urgentes para que casos como este não se repitam e para que o respeito à ciência e ao consumidor prevaleça na comunicação comercial.





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Utilização de biológicos no tratamento industrial de sementes


O setor agrícola está testemunhando uma transformação impulsionada pela crescente adoção de insumos biológicos. Essa mudança está sendo puxada pela maior atenção que os produtores vêm dando à segurança, ao meio ambiente e à produtividade. Segundo dados da CropLife Brasil, entidade que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, o mercado de bioinsumos – que inclui produtos de controle, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores – cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior, chegando a registrar R$ 5 bilhões em vendas, considerando o preço final para o agricultor.

Uma das tecnologias que tem ganhado a preferência de agricultores é o tratamento industrial de sementes (TSI) com inoculantes biológicos. Fernando Bonafé Sei, agrônomo e gerente da área técnica da Novonesis, líder global em biossoluções, explica que o processo de TSI com inoculantes biológicos se iniciou em 2013 e ganhou força nos últimos anos com produtos com maior longevidade e com alto nível tecnológico.

“Esse processo de tratamento industrial permite a aplicação precisa dos produtos, o que garante a precisão da dosagem na semente, garantindo a qualidade no tratamento. O processo se inicia com a aplicação dos defensivos agrícolas para prevenção de pragas e doenças, seguidos por um polímero que auxilia na aderência e fixação dos produtos e por último os protetores biológicos e organismos vivos (inoculantes)”, afirma.

O agrônomo explica que quando a semente germina e forma as radículas, a bactéria Bradyrhizobium , inserida industrialmente na semente, inicia um processo de simbiose com a planta. “Esses microrganismos fixam nitrogênio do ar, um processo vital para o desenvolvimento da cultura. Para verificar a eficácia da aplicação do inoculante, o produtor pode coletar algumas plantas e observar a presença e quantidade da nodulação formada nas raízes, principalmente na raiz principal e próximo a coroa. Quanto maiores e mais numerosos os nódulos, maior será o aporte de nitrogênio para a planta e, consequentemente, maior o potencial produtivo”, explica.

Vantagens do TSI

Optar pelo tratamento industrial de sementes oferece vantagens em comparação ao tratamento “on farm” (realizado na fazenda). Além do aumento na qualidade no tratamento, o processo também garante economia ao produtor, pois permite que seja utilizada a quantidade exata de produto por semente, redução da mão-de-obra e agilidade operacional para o plantio.

Soluções como o CTS 1000®, um inoculante à base de Bradyrhizobium produzido pela Novonesis, possibilitam o plantio após o tratamento em até 90 dias, um avanço em relação aos tradicionais que devem ser plantados em até 24 horas. Além da praticidade do sistema “abre e plante”, estudos de campo demonstram um aumento de 3,8% de produtividade em relação a inoculantes padrão, atribuído à intensificação da formação de nódulos nas raízes e ao aumento da fixação de nitrogênio proporcionados por essa solução inovadora.

 





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Oeste da Bahia sedia maior evento técnico do cacau no Brasil



Cacauicultura 4.0 impulsiona cadeia produtiva do cacau




Foto: Divulgação

Barreiras e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia, recebem a partir desta quinta-feira (10) a quarta edição da Cacauicultura 4.0, o maior evento técnico da cadeia do cacau no Brasil. A programação, que vai até sábado (12), inclui palestras, painéis temáticos e visitas a campo, reunindo produtores, especialistas, empresas, investidores e representantes do setor público.

Segundo informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), organizadora do evento, o objetivo é fomentar o desenvolvimento da cultura cacaueira na região, com foco em inovação tecnológica, sustentabilidade e ampliação da produção de cacau irrigado. O encontro acontece em dois polos estratégicos da nova fronteira agrícola do cacau no país.

Na sexta-feira (11), o evento segue com um ciclo de palestras técnicas que abordarão temas como melhoramento genético de variedades, uso de bioinsumos, sistemas de irrigação, rastreabilidade e tendências do mercado cacaueiro. Já no sábado (12), a programação será encerrada com um Dia de Campo na Fazenda Santa Helena, em Riachão das Neves, onde os participantes poderão conferir de perto as lavouras irrigadas e conhecer inovações tecnológicas aplicadas na produção de cacau.

A Cacauicultura 4.0 conta com o apoio das Prefeituras de Barreiras e Riachão das Neves, do Governo do Estado da Bahia e de instituições como Ceplac, AIPC, Centro de Inovação do Cacau (CIC) e empresas do setor agrícola. As inscrições para o evento seguem abertas pelo site oficial: https://cacau.wiesoo.com/





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Chocolate já sente o preço do cacau


No Dia Mundial do Chocolate, celebrado na última segunda-feira (7), dados da Neogrid mostram que a crise global do cacau tem afetado diretamente o bolso dos consumidores. Os preços dos principais derivados, como barras e bombons, continuam em alta, tornando o doce mais caro e provocando mudanças no comportamento de compra dos brasileiros.

Entre junho de 2024 e janeiro de 2025, os preços médios das barras de chocolate e dos bombons atingiram picos de R$ 113,84 e R$ 113,93. Enquanto os bombons registraram leve queda nos meses seguintes, as barras voltaram a subir em abril. O aumento está ligado à quebra de safra em países da África Ocidental, responsáveis por 65% da produção mundial. Em Gana, 81% das plantações foram atingidas por uma virose que afetou severamente a oferta da matéria-prima, levando o preço do cacau ao maior nível em 50 anos.

“Essa mudança no mix de consumo indica que, além do preço final, o comportamento do brasileiro se adapta em relação ao produto”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “Como o consumidor já sabe que precisará pagar mais por esses itens, há uma clara tendência de valorização de chocolates mais sofisticados, como os bombons, que proporcionam uma experiência diferenciada com foco na qualidade, inovação e exclusividade.”

Mesmo com os preços elevados, os bombons e chocolates recheados aumentaram sua participação nas compras em maio, chegando a 67,3%, enquanto as barras de chocolate perderam espaço. A mudança indica uma preferência por produtos mais indulgentes, mesmo com o custo mais alto.

Já na categoria de chocolates usados em receitas, o chocolate em pó perdeu presença, caindo de 84,7% para 79% entre janeiro e maio de 2025. Em contrapartida, o cacau em pó, menos processado, cresceu de 15,7% para 21,5%, mesmo com um aumento de 6,2% no preço no período, alcançando R$ 94,34 o quilo. 

“O impacto da alta histórica do cacau no mercado ainda se desdobra no comportamento do shopper. Mesmo com um alívio recente nos contratos futuros, o consumidor já demonstrou mudanças no padrão de compra e novas preferências de produto”, finaliza Fercher.

 





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Sem novas mortes, foco de influenza aviária em zoológico é considerado encerrado



Desde o dia 24 de junho não houve novas notificações de mortes de aves




Foto: Ascom Sema

O Zoológico de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, teve a interdição sanitária suspensa nesta terça-feira (8), após 14 dias sem registros de mortes de aves silvestres por influenza aviária. O prazo equivale ao período de incubação do vírus, e a ausência de novos óbitos permitiu que o local fosse considerado livre do foco da doença.

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), desde o dia 24 de junho não houve novas notificações de mortes de aves no zoológico. A situação foi comunicada oficialmente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os casos da doença no país.

Durante o último mês, apenas cinco mortes relacionadas ao vírus foram registradas, todas anteriores ao dia 24. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares, os dados técnicos apontam para um cenário estável e seguro. “A desinterdição é um passo importante, pois demonstra a eficácia das ações de contenção adotadas e reforça a importância da vigilância contínua em ambientes com populações de aves silvestres”, afirmou.

O foco da gripe aviária foi confirmado em 15 de maio. Desde então, o zoológico operava sob restrições na movimentação de aves como medida de controle sanitário. Ao todo, 168 aves silvestres de 11 espécies diferentes morreram durante o período de emergência.

Mesmo com o fim da interdição, a Seapi informa que o monitoramento sanitário no local continuará de forma permanente, seguindo os protocolos nacionais de prevenção e controle da influenza aviária. A vigilância segue especialmente rigorosa em áreas com presença de aves silvestres.





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Setor Leiteiro considera positiva medida que prevê financiamento para…


Anúncio foi feito pelo governo Federal ao divulgar o Plano Safra 2025/2026 para a agricultura familiar

O novo Plano Safra voltado à agricultura familiar para o biênio 2025/2026, apresentado nesta segunda-feira, 30 de junho, pelo Governo Federal, trouxe como uma das novidades o Programa de Transferência de Embriões, uma iniciativa que visa financiar a melhoria genética e a produtividade na cadeia leiteira. O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, considera positivo o interesse em ajudar o produtor a ter uma melhor genética para seus animais, “desde que sejam recursos com juros acessíveis e sem muita burocracia”.

Conforme Tang, é muito interessante pensar em tecnologia para avançar geneticamente de uma forma mais rápida, ou seja, “a multiplicação dos animais diferenciados”. “Desta forma, o produtor realmente pode ter as filhas das melhores vacas que já se provaram. Mas aí entra a questão da assistência técnica, que é fundamental. Como irão ser escolhidas essas matrizes que serão as reprodutoras, as mães das futuras vacas?”, questiona o dirigente, dizendo que para ser uma doadora de embriões a vaca deve ter, em primeiro lugar, o seu registro oficializado, controle leiteiro e análise morfológica. “Portanto, o produtor precisa ter esse apoio técnico, científico, para realmente escolher bem as matrizes que serão as mães das futuras gerações”, observa.

O presidente da Gadolando e da Febrac enfatiza, ainda, que é um trabalho que precisa ser feito com muita parcimônia, com muito cuidado, para que haja um bom uso do dinheiro. “Temos que ver como vai ser o programa, quem tem direito, e aí entra a responsabilidade de todas as associações envolvidas com a cadeia leiteira em dar esse suporte e ajudar na escolha dessas matrizes que serão replicadas”, adianta.

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Fortalecimento da cadeia do tabaco marca encontro da Amprotabaco


A manhã desta quarta-feira, 9, foi marcada por uma ampla mobilização em defesa da cadeia produtiva do tabaco, durante audiência pública promovida no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, em Brasília. Organizado pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), o encontro reuniu lideranças políticas e representantes do setor para reforçar a importância econômica, social e cultural da produção de tabaco, especialmente nos pequenos municípios do Sul do Brasil. A iniciativa integra os esforços para que o Brasil adote uma postura equilibrada na 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que ocorrerá em novembro, em Genebra.

O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destaca que o movimento também busca a descriminalização da atividade e o reconhecimento do papel estratégico da cultura do tabaco na economia rural. “Estamos falando de uma produção que viabiliza a permanência das famílias no campo. A presença maciça de entidades, prefeitos, vereadores e deputados comprova a força da nossa pauta”, afirma Becker, ao citar a representatividade dos três estados do Sul e também da Bahia, onde está concentrada a produção nacional.

Para o secretário estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, o Estado tem papel fundamental na defesa da cadeia. “O governo do Estado estará presente na delegação brasileira na COP-11. Nosso interesse é deixar esta cadeia viva. São mais de 60% dos municípios do nosso estado que dependem da agricultura, e boa parte vive do tabaco”, frisa

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, defende a necessidade de iniciativas mais efetivas. “É preciso reagir à narrativa anti-tabaco, que hoje tem mais força. Temos 509 municípios e precisamos transformar esse potencial em um fórum positivo do setor. Reclamar menos e fazer mais”, afirma. A fala foi reforçada por Romeu Schneider, presidente da Câmara Setorial do Tabaco, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que elogiou a capacidade de articulação da Amprotabaco e alertou para a perda de voz da cadeia produtiva nas decisões internacionais. “A Convenção-Quadro nunca nos ouviu. É preciso lembrar que, mesmo com ela em vigor desde 2005, o número de consumidores aumentou”, ressalta Schneider, que é também vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves, apontou os prejuízos fiscais gerados pela falta de diálogo. “O governo federal perdeu mais de R$ 100 bilhões em arrecadação de impostos nos últimos 10 anos com o cigarro contrabandeado. Esta união precisa continuar e ser ampliada para justamente combater esta situação), defende.

Atividade relevante

Durante a audiência, o deputado estadual Marcus Vinícius apresentou a minuta de um Projeto de Lei que reconhece o tabaco como atividade de relevante interesse econômico, social e cultural no âmbito dos municípios. A proposta busca assegurar respaldo legal para que a cultura seja considerada estratégica no planejamento público, garantindo acesso a crédito, assistência técnica, políticas de valorização e apoio às famílias produtoras.

Além de reconhecer as etapas do cultivo de tabaco como expressão da identidade cultural local, o projeto propõe que os municípios incentivem parcerias com cooperativas, sindicatos, associações e instituições de pesquisa. A intenção é promover inovação, qualificação e fortalecimento da cadeia, valorizando o trabalho das famílias agricultoras, em especial nas pequenas propriedades que dependem do tabaco para sua subsistência e crescimento econômico.

Presenças

A audiência contou com a participação dos deputados estaduais Marcus Vinícius e Airton Artus (RS) e Anibelli Neto (PR), além dos deputados federais Alceu Moreira, Heitor Schuch, Rafael Pezenti, Sérgio Souza, Covatti Filho, Lucas Redecker e Afonso Hamm. Também estiveram presentes prefeitos, vereadores, representantes de entidades do setor e lideranças rurais.

 





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