segunda-feira, março 23, 2026

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Confirmada adesão do Brasil a regras de segurança marítima



PDL 478/2023 vai à promulgação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre


Foto: Governo Federal

O Senado ratificou em Plenário, nesta quinta-feira (7), a adesão do Brasil a regras da Organização Marítima Internacional (OMI) que padronizam a segurança para quem trabalha no mar. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 478/2023 vai à promulgação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O decreto legislativo autoriza o presidente da República a confirmar a adesão do Brasil às regras, que já vigoram internacionalmente desde 2012, inclusive com efeitos para os navios brasileiros. Assim, um novo decreto presidencial incorporará o texto na legislação brasileira.

As normas técnicas tratam de certificados, máquinas e serviços de quarto em navegações marítimas, como:

O senador Jorge Seif (PL-SC) foi o relator na Comissão de Relações Exteriores (CRE). No documento, ele informa que, sem normas técnicas desse tipo, “cada governo nacional definia os padrões” à sua maneira, sem considerar os dos outros países, apesar de o transporte marítimo ser um dos setores mais globalizados.

As chamadas Emendas de Manila (cidade da Filipinas que sediou o acordo) alteram a Convenção Internacional sobre Padrões de Instrução, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW-1978), no âmbito da OMI, que já foi internalizada no direito brasileiro em 1984.

 





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Monitoramento de biomas apoia políticas e exportações


O monitoramento dos biomas, além de nortear políticas ambientais, pode ajudar a resolver questões comerciais internacionais. A afirmação é dos especialistas ouvidos nesta quarta-feira (6) em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). O tema do debate foi o monitoramento do desmatamento de biomas.

A audiência foi feita a pedido do senador Flávio Arns (PSB-PR), presidente da comissão. Para ele, é preciso analisar os programas de monitoramento e apontar as movimentações necessárias para a preservação dos biomas brasileiros.

— Gostaríamos que, a partir desta audiência pública, houvesse desdobramentos para a legislação, se for necessário que seja aprimorada, e também em termos de orçamento, para que especialistas, pesquisadores, interessados possam ter a sustentação financeira, econômica, orçamentária — disse o senador ao abrir o debate.

O Programa de Monitoramento BiomasBR, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi apresentado pelo seu coordenador, Claudio Almeida. O programa, de acordo com ele, tem 37 anos de monitoramento constante. O trabalho, iniciado na Amazônia, hoje cobre todos os biomas brasileiros e é feito por diferentes sistemas — que monitoram o desmatamento anual, emitem alertas diários de supressão de vegetação nativa e monitoram a cobertura e o uso da terra.

Ele explicou que no início, na década de 1980, o monitoramento tinha finalidade acadêmica. Hoje, o alcance é muito maior. Além de serem usados como a principal referência para produção de ciência sobre a Floresta Amazônica, por exemplo, os dados ajudam a definir as políticas de sustentabilidade.

— Eles definem, hoje, política pública no Brasil. Como eu já disse, cálculo de emissões, submissão de REDD (mecanismos de redução de emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e degradação florestal), controle do desmatamento, a fiscalização, tudo é baseado nesses dados que a gente produz — disse Claudio Almeida.

Na mesma linha, o pesquisador Gilberto Câmara, colaborador do Inpe, citou o recebimento de recursos estrangeiros para o Fundo Amazônia por conta dos resultados mostrados nesses monitoramentos. Outro campo de aplicação desses dados citados pelo pesquisador é a contestação de sanções econômicas que mencionem o desmatamento como razão, a exemplo do “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

— Vamos supor que a gente exporte soja para a Alemanha. O governo alemão pode, com base na informação que ele achar, contestar a origem dessa soja, e caberá ao produtor brasileiro ter dados confiáveis para mostrar que essa contestação não tem base. E quem vai fornecer esses dados, caso o governo alemão decida embargar o seu carregamento de soja? O Inpe, cujos dados são públicos — explicou Gilberto.

Para o pesquisador, o Brasil é, hoje, líder mundial não só na aplicação, mas também na verificabilidade, na transparência dos dados e na accountability. Ele citou o Decreto 8.777, de 2016, editado no governo da então presidente Dilma Roussef, que instituiu a Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal.

— Os chamados dados georreferenciados produzidos por todos os elementos do aparelho de Estado — e com isso me refiro não apenas ao Inpe, me refiro ao Ibama, me refiro ao IBGE, me refiro ao Ministério da Saúde, todos esses dados que dizem onde há doenças, onde há desmatamento, onde estão as pessoas, o censo — são, por decreto presidencial, livres. Isso é uma política de abertura que tem poucos paralelos no mundo inteiro; um país que diz: “Eu não tenho nada a esconder, eu vou fazer melhor política pública com dados livres” — ressaltou Gilberto.

O secretário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Rodolfo Lima, concorda com essa avaliação. Para ele, os trabalhos desenvolvidos pelo Inpe poderiam, inclusive, servir de exemplo para outros países, como os Estados Unidos.

— Está tudo à disposição para ver que o trabalho é sério, é bom, é competente e precisa de mais recursos, obviamente. Nisso, ele [o presidente Donald Trump] poderia auxiliar também, fazer uma generosa doação para esse trabalho. Com isso, o Brasil poderia auxiliar os Estados Unidos ainda mais, caso eles quisessem isso, não é?

De acordo com o secretário, em 2003, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi instituído o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, na Amazônia, que depois se expandiu para todos os biomas.

Ele apontou que, na primeira fase do plano, entre 2004 e 2008, houve queda de 53,5% no desmatamento na Amazônia. Depois, entre 2008 e 2012, foi registrada uma nova queda de 64%. Na terceira fase do plano, entre 2012 e 2015, o desmatamento se estabilizou. A partir de 2016, o plano perdeu prioridade e o desmatamento voltou a crescer até 2022. Em 2023, o plano foi retomado e, segundo o secretário, as ações de fiscalização foram intensificadas.

— E eu destaco, aqui, não só o aumento significativo de 96% nas fiscalizações pelo Ibama e de 110% pelo ICMBio, se comparado com 2022 e com a média da gestão anterior, mas também um instrumento estratégico que envolve muita tecnologia e todo esse serviço prestado pelo Inpe, que são os embargos remotos de uso do solo — afirmou o secretário.

Os embargos são medidas cautelares para suspender atividades ilegais em áreas desmatadas. André Lima explicou que, quando os sistemas do Inpe detectam o desmatamento, o Ibama recebe essa informação e usa ferramentas para definir com precisão as áreas em questão e tomar esse tipo de medida, sem a necessidade da presença física de fiscais no campo. Ele ressaltou que a aplicação dessas tecnologias diminui o custo e aumenta o alcance das fiscalizações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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dsm-firmenich lança novo módulo da inteligência artificial Lore™, voltada à pecuária leiteira


Além do lançamento do novo módulo da Lore™, empresa destacará tecnologias para nutrição, bem-estar e desempenho do rebanho leiteiro, incluindo soluções contra micotoxinas, suplementação avançada, ferramentas de gestão de fazendas e redução das emissões de metano entérico

 

A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria de fazendas, participa da Agroleite 2025, um dos principais eventos do calendário leiteiro no Brasil, com novidades para o setor. Durante o evento, que acontece de 5 a 8 de agosto na cidade de Castro (PR), considerada a “Capital Nacional do Leite”, a companhia anuncia oficialmente o lançamento do novo módulo da inteligência artificial Lore™, desenvolvida para apoiar a gestão de propriedades leiteiras.

 

“A dsm-firmenich já foi pioneira ao desenvolver a Lore™, um algoritmo de inteligência artificial voltado à pecuária de corte, que rapidamente se tornou uma aliada de pecuaristas, gestores de fazendas e peões. Agora, damos um novo passo ao levar essa tecnologia para a cadeia leiteira, oferecendo uma solução inédita que simplifica a rotina no campo e apoia decisões mais precisas em todas as etapas da produção”, afirma Luiz F. Magalhães, presidente de Nutrição e Saúde Animal da dsm-firmenich para a América Latina.

 

A novidade expande o portfólio da dsm-firmenich na Pecuária de Precisão. A Lore™ é uma inteligência artificial que monitora a produção de leite e prevê problemas no campo, integrado ao software FarmTell™ Milk, o mais acessado no mundo – já utilizado por mais de 15 mil fazendas ao redor do mundo, sendo 5 mil no Brasil, com mais de 17 mil usuários ativos e 900 mil vacas registradas – e foi criada para facilitar o dia a dia do produtor, centralizando indicadores estratégicos da fazenda, como produção diária de leite, qualidade (gordura, proteína, CCS), fertilidade, saúde animal, ocorrência de mastite e até estresse térmico. A solução oferece um aplicativo intuitivo, que conta com inteligência artificial que antecipa ocorrências e gera alertas diários com base em análises de dados da própria propriedade.

 

“Com a Lore™, estamos entregando ao produtor leiteiro uma tecnologia prática e poderosa, capaz de transformar dados em decisões. É uma ferramenta que simplifica a rotina, economiza tempo e potencializa resultados”, afirma Vanessa Porto, diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich. “Ela foi desenvolvida pelo nosso time a partir de uma escuta ativa com produtores e especialistas do setor e testada em mais de 10 fazendas no Brasil ao longo de seis meses.”

 

Além do lançamento da Lore™ para a pecuária leiteira, a dsm-firmenich apresenta na sua casa permanente no parque de exposições de Castro outras tecnologias para a nutrição e saúde animal do seu portfólio. Entre os destaques está a linha Bovigold®, composta por suplementos minerais e vitamínicos desenvolvidos para atender diferentes fases do rebanho leiteiro, incluindo lactação, cria, recria e transição. Com formulações específicas para cada etapa, a linha contribui para a produtividade, a saúde mamária e ruminal, além de otimizar o aproveitamento dos nutrientes da dieta. Recentemente, a dsm-firmenich ampliou o portfólio com três novidades: Bovigold® Digest, Bovigold® Guard e Victus® Thermo, que trazem soluções ainda mais direcionadas às necessidades do campo.

 

Outro destaque é o Mycofix®, aditivo que atua na neutralização de micotoxinas — substâncias tóxicas produzidas por fungos —, protegendo os animais contra perdas de produtividade, problemas reprodutivos e imunossupressão. Com ação comprovada por três mecanismos (adsorção, biotransformação e bioproteção), a linha Mycofix® protege animais de diferentes categorias incompatíveis com micotoxinas como aflatoxinas, fumonisinas, trichothecenes, zearalenone e ochratoxina A.

 

A empresa também reforça o papel do Bovaer® como solução inovadora para a redução das emissões de metano entérico na produção de leite. Comprovado cientificamente e amplamente testado em sistemas produtivos no Brasil e no mundo, o aditivo Bovaer® pode reduzir entre 30% e 45% as emissões desse gás de efeito estufa sem comprometer a produtividade do rebanho. Ao promover uma pecuária mais sustentável, a tecnologia se alinha às metas ambientais da cadeia leiteira e fortalece a posição do Brasil como referência em produção com responsabilidade climática.

 

“A cadeia leiteira vive um momento desafiador, que exige cada vez mais eficiência, previsibilidade e uso inteligente da informação. A dsm-firmenich está comprometida em apoiar o produtor com soluções completas que vão da nutrição à tecnologia, passando por gestão, saúde e sustentabilidade. A Agroleite é o palco ideal para apresentarmos essa proposta integrada, que inclui desde produtos com alta tecnologia nutricional, como a linha Bovigold® e o Mycofix®, até softwares como o FarmTell™ Milk e o novo módulo da Lore™ para produtores de leite”, comenta Marcelo Machado, gerente de leite da dsm-firmenich para a América Latina.

 

“Para nós, a Agroleite é um evento estratégico e simbólico. Estarmos aqui, na nossa casa, trazendo uma tecnologia inédita, uma inteligência artificial 100% focada na produção leiteira, reforçando nosso compromisso em entregar inovação com propósito para o campo”, destaca Luiz F. Magalhães, que complementa: “Estamos preparados para apoiar o crescimento do produtor, com soluções completas em nutrição, gestão e tecnologia”.

 

Durante os quatro dias de evento, os visitantes poderão conhecer a Lore™ em detalhes por meio de um totem interativo, participar de um quiz sobre inteligência artificial com distribuição de brindes e aproveitar condições especiais para contratação da ferramenta. A dsm-firmenich também preparou ativações visuais exclusivas e um time técnico dedicado no local para tirar dúvidas e demonstrar o funcionamento da solução.





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Exportações de frango quase batem 400 mil t


As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram em julho 399,7 mil toneladas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O número é 13,8% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado (com embarques de 463,7 mil toneladas em julho de 2024) mas, ao mesmo tempo, supera em 16,4% o total exportado em junho deste ano (com 343,4 mil toneladas).

A receita registrada em julho chegou a US$ 737,8 milhões, saldo 17% menor em relação ao ano anterior (com US$ 889,2 milhões), mas 15,8% maior na comparação com junho, US$ 637 milhões.

“Houve um notável restabelecimento do comércio com grande parte das nações que haviam suspendido as importações diante da ocorrência isolada e já superada de Influenza Aviária em uma granja comercial. Comparativamente, são mais de 50 mil toneladas adicionadas ao nosso fluxo, número que deverá se expandir nos próximos meses com a consolidação das tratativas e a reabertura de todos os mercados”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No ano (janeiro a julho), as exportações brasileiras de carne de frango totalizam 3 milhões de toneladas, número 1,7% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 3,052 milhões de toneladas.

Já em receita, o saldo acumulado chegou a US$ 5,609 bilhões, resultado 1,5% maior em relação ao ano passado, com US$ 5,525 bilhões.

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, os Emirados Árabes Unidos importaram 51,7 mil toneladas em julho, saldo 33,6% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado, com 38,7 mil toneladas. Em seguida estão Japão, com 42,9 mil toneladas (-9,3%), México, com 36,4 mil toneladas (+45,6%), Arábia Saudita, com 31,4 mil toneladas (+19,7%), Angola, com 16,1 mil toneladas (+68,7%), Singapura, com 13,6 mil toneladas (+8,8%), Reino Unido, com 12,7 mil toneladas (+84,3%), Kwait, com 11,6 mil toneladas (+13,3%), Gana, com 10,9 mil toneladas (+131,1%) e Hong Kong, com 10,2 mil toneladas (+72,5%).

Maior estado exportador do Brasil, o Paraná embarcou em julho 152,1 mil toneladas, volume 19,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 95,3 mil toneladas (-7,6%), Rio Grande do Sul, com 46,2 mil toneladas (-22,5%), São Paulo, com 26,8 mil toneladas (+3,8%) e Goiás, com 22,8 mil toneladas (+4,2%).





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Empresas de distribuição de insumos agropecuários associadas à Andav faturaram R$ 167 bilhões em 2024


O mercado de distribuição de insumos agropecuários alcançou um faturamento de R$ 167 bilhões em 2024, com a área de insumos respondendo por R$ 104 bilhões, a comercialização de grãos, por R$ 36 bilhões, e máquinas, serviços e outros, por R$ 27 bilhões. Os dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, uma iniciativa da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e organização da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foram apresentados parcialmente nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, durante o Congresso Andav 2025, e referem-se às mais de 3,8 mil distribuidoras associadas à entidade.

A Pesquisa foi apresentada pelo presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, e pela gerente de Inteligência de Mercado da Andav, Christiane Sales, que ressaltaram a maturidade do setor, com 77% dos distribuidores atuando há mais de 11 anos, presença em mais de mil cidades e mais de 17 mil profissionais técnicos capacitados espalhados pelo país, configurando um segmento em constante expansão, com investimentos contínuos em tecnologia, em infraestrutura e abertura de novas unidades.

Em termos de cultura, a liderança fica com a soja (49%), seguida por milho (20%). Em relação aos segmentos, os defensivos químicos responderam por 41%, enquanto os fertilizantes de solo, por 24% e sementes por 20%.

O mercado de distribuição segue crescendo em infraestrutura, com uma alta de 4,9% ante ao número de lojas em janeiro de 2024. A Pesquisa aponta que 43% dos distribuidores pretendem expandir nos próximos três anos, totalizando 551 novas unidades. No que tange ao aspecto tecnológico, o número de empresas que já utilizaram inteligência artificial (IA) cresceu 89% em relação a 2024.

O setor conta com 46 mil colaboradores diretos, está presente em todas as regiões, com forte impacto no desenvolvimento econômico local e na difusão de tecnologias no campo. A pesquisa mostrou que 45% dos associados aumentaram o número de colaboradores.

Em se tratando dos aspectos ESG, a Pesquisa Andav revelou que 80% dos associados realizou alguma atividade de responsabilidade ambiental, 74% realizaram iniciativas sociais e 83% possuem planejamento estratégico definido.





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Suco de laranja fora da tarifa é um alívio


A exclusão do suco de laranja brasileiro da nova tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe alívio imediato para uma das cadeias mais estratégicas do agro nacional. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, a medida evitou um colapso que afetaria não só a indústria, mas milhares de produtores no campo. O suco de laranja representa mais de 42% das exportações brasileiras para os EUA, e sua inclusão na tarifa teria impacto direto em bilhões de reais movimentados anualmente.

Entre os cerca de 700 produtos isentos da tarifa, além do suco, estão fertilizantes, madeira tropical e sisal. Já itens como carne bovina, frutas frescas, manga e café seguem sendo penalizados. Avelar destaca que a presença de grandes indústrias brasileiras com operação nos EUA, como Cutrale e Citrosuco, facilitou o diálogo com o governo americano, mas alerta: isso não garante estabilidade a longo prazo.

A instabilidade nas tarifas prejudica especialmente pequenas e médias empresas exportadoras, que operam com margens apertadas. Avelar defende que o Brasil separe diplomacia comercial de disputas políticas, mantendo negociações estratégicas com os EUA — segundo maior parceiro comercial do país. Ele também aponta entraves internos como carga tributária alta, legislação trabalhista ineficiente e infraestrutura precária, que limitam a competitividade nacional.

O cenário ainda é de atenção. A exclusão do suco foi uma vitória, mas produtos como o café — responsável por 17% das exportações brasileiras aos EUA — seguem tarifados. O momento, segundo Avelar, exige articulação inteligente para garantir previsibilidade, segurança jurídica e crescimento sustentável ao agro brasileiro.

“É o momento de deixar o confronto de lado e negociar com inteligência. Precisamos defender nossos interesses, sim, mas com estratégia, protegendo o comércio como um ativo nacional, afinal, o agro brasileiro é importante para o mundo. Mas para consolidar esse papel, precisamos de segurança jurídica, previsibilidade comercial e políticas que incentivem a produtividade. Só assim o Brasil será visto como parceiro confiável”, conclui Leandro.

 





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Boi China tem valorização em dia de mercado firme


O mercado do boi gordo registrou mais um dia de firmeza em São Paulo nesta quinta-feira (7), com destaque para a elevação dos preços da arroba. A análise consta no informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria.

Segundo a publicação, a oferta de boiadas permaneceu restrita, e os vendedores aguardavam por valorizações para realizar negócios. Diante desse cenário, os compradores enfrentaram dificuldades para estender as escalas de abate, operando com prazos curtos. “As escalas de abate estão, em média, para oito dias”, informou a análise.

A arroba do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta de R$ 2,00, enquanto a arroba da novilha teve valorização de R$ 3,00. Para a vaca, os preços se mantiveram estáveis em relação ao dia anterior.

No Tocantins, a região Sul manteve os mesmos valores do dia anterior, com escalas de abate médias de cinco dias. Já na região Norte do estado, houve alta de R$ 2,00 na arroba do boi gordo. As demais categorias não apresentaram variações, mantendo também escalas médias de cinco dias.

No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura em julho alcançou volume recorde, somando 276,9 mil toneladas. A média diária foi de 12 mil toneladas, o que representa aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.551,00, registrando crescimento de 25,9% na comparação anual.

A análise destacou ainda que, na quinta semana de julho, o preço médio da tonelada exportada chegou a US$ 5.591,50, o maior valor registrado desde o início de 2025.





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90% da acácia-negra é usada na geração de energia



Frio impulsiona corte de acácia-negra no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31), o cultivo de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul segue com atividades de preparo de novas áreas, tratos culturais, controle de pragas e corte. As condições fitossanitárias das plantações são consideradas adequadas, e os preços registraram leve elevação no período.

Com a queda nas temperaturas, os produtores da região intensificaram o corte e a comercialização da madeira. Segundo a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 60% das operações de corte e empilhamento são terceirizadas, o que impacta diretamente na rentabilidade, especialmente nas pequenas propriedades. A maior parte da produção é destinada à geração de energia, que absorve cerca de 90% da matéria-prima, enquanto uma fração menor é usada como escora na construção civil.

Na regional de Lajeado, a acácia-negra tem perdido espaço. Áreas antes ocupadas pela cultura estão sendo substituídas por lavouras de milho e criação de gado de corte.

Na região de Pelotas, a AGEFLOR contabiliza 30.963 hectares cultivados com acácia-negra. Os valores pagos ao produtor variam entre R$ 150,00 por metro cúbico estéreo na propriedade e R$ 200,00 por metro cúbico estéreo de lenha entregue nas unidades consumidoras.

Em Santa Maria, as áreas dedicadas ao cultivo da espécie continuam em redução. Até o momento, não há sinais de implantação de novos plantios na região.





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Imea prevê retomada nos preços do boi em agosto



Boi gordo recuou 3,45% em julho no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (4), a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 298,07 em Mato Grosso durante o mês de julho de 2025. O valor representa uma retração de 3,45% em relação ao mês anterior, a maior desvalorização mensal registrada na série histórica do indicador.

O recuo foi atribuído ao alongamento nas escalas de abate, impulsionado pela maior oferta de animais oriundos do pasto, devido à extensão do período de chuvas, e pela disponibilidade de bovinos terminados no primeiro giro de confinamento. Essa combinação resultou em maior volume de oferta e pressão sobre os preços no estado.

De acordo com o levantamento, entre os anos de 2003 e 2025, o mês de julho apresentou valorização no preço da arroba em 15 oportunidades, enquanto o mês de agosto registrou alta em 13 anos. Para 2025, a tendência, segundo o Imea, é de recuperação nos preços da arroba em agosto, diante da expectativa de menor oferta de machos e fêmeas terminadas, fato já sinalizado pelo recente encurtamento das escalas de abate no estado.





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Lei regulamenta produção de cachaça em Minas Gerais



Nova lei busca desburocratizar setor de bebidas




Foto: Divulgação

O Governo de Minas Gerais sancionou a Lei nº 25.424, que trata da inspeção e da fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana. A medida é considerada estratégica para desburocratizar o processo de produção e comercialização da cachaça e da aguardente de cana-de-açúcar, bebidas com valor histórico, cultural e gastronômico no estado.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) informou que a sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado (2). A nova norma regulamenta a produção das bebidas, exigindo o cumprimento de padrões higiênico-sanitários desde o engarrafamento até o acondicionamento dos produtos.

Segundo a legislação, os estabelecimentos produtores deverão seguir as exigências sanitárias definidas, além de manter a documentação regularizada. O descumprimento das regras pode resultar em penalidades, como multas e até a suspensão da atividade.





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