quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Vacas prenhes recebem atenção especial no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (21), a bovinocultura de corte no Rio Grande do Sul segue em diferentes fases de manejo, com destaque para o desmame de bezerros e a administração de vermífugos. Segundo o boletim, “a fase predominante dos rebanhos é a gestação, e os nascimentos de terneiros avançam neste mês”.

As vacas prenhes foram mantidas separadas das demais categorias, assim como os reprodutores, que receberam alimentação diferenciada para manter a condição corporal e preparar a estação de monta no fim da primavera. Também foi aplicado reforço da vacina preventiva contra clostridioses e observada redução na população de ectoparasitas.

Na região de Bagé, houve melhora no ganho de peso dos rebanhos e aumento da carga animal em vários municípios, favorecidos pelas temperaturas mais amenas. Em Caçapava do Sul, algumas propriedades iniciaram protocolos de inseminação artificial em tempo fixo, enquanto nos demais municípios foram feitos exames andrológicos em touros. Já em São Gabriel, os rebanhos manejados de forma tradicional entraram na fase de parição. Em Lavras do Sul, um remate realizado em 16 de agosto comercializou 1.992 animais, incluindo 281 vacas de invernar a R$ 8,96/kg e 502 terneiros a R$ 12,41/kg.

Na região de Caxias do Sul, o estado corporal dos bovinos foi considerado ruim devido à baixa disponibilidade de pasto. Houve necessidade de controle de miíases e bernes, além de vacinação contra a raiva na região das Hortênsias. Em Frederico Westphalen, as condições climáticas favoreceram o bem-estar animal, mas foi necessária suplementação alimentar.

Em Erechim, a boa oferta de animais gordos se deveu às pastagens de inverno, incluindo novilhos, bois, novilhas e vacas. Também houve comercialização de terneiros e terneiras em leilões regionais. O estado nutricional geral foi satisfatório, mas algumas propriedades com alta lotação registraram perdas de peso.

Na região de Passo Fundo, os rebanhos se mantiveram dentro dos padrões sanitários e nutricionais. Em Pelotas, houve melhora na condição corporal de animais em restevas de soja, mas em Pinheiro Machado foram registrados casos de mortalidade por falta de alimento.

Na região de Porto Alegre, técnicos alertaram para risco de intoxicação por maria-mole em áreas sobrepastejadas. Já em Santa Maria, a baixa precipitação contribuiu para o bem-estar dos rebanhos. Em Santa Rosa, a boa capacidade de suporte dos campos manteve o ganho de peso, embora a demanda por gado de invernar e animais terminados tenha sido baixa.

Por fim, em Soledade, o pastejo em aveia e azevém favoreceu o ganho de peso dos rebanhos, com terneiros apresentando bom peso ao nascer. A região também registrou início da seleção de fêmeas para reposição.





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Tarifaço dos EUA pressiona café brasileiro



O tarifaço gera efeitos imediatos nas negociações



O tarifaço gera efeitos imediatos nas negociações
O tarifaço gera efeitos imediatos nas negociações – Foto: Divulgação

O aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro trouxe preocupação ao setor, já que o país é o maior comprador do produto e responde por mais de 30% das importações de café verde norte-americanas, segundo o USDA. O impacto direto no fluxo comercial pressiona produtores e exportadores, que agora precisam buscar novos destinos para manter a competitividade.

O tarifaço gera efeitos imediatos nas negociações e reforça a necessidade de diversificação dos mercados. Embora o mercado norte-americano seja estratégico, a ampliação da presença em outros países torna-se fundamental para reduzir riscos e dependência. Luiz Almeida, diretor de operações da EEmovel Agro, comenta que “o aumento das tarifas gera um impacto imediato nas negociações e força produtores e exportadores a buscarem alternativas para diversificar seus mercados e minimizar perdas”.

Além da barreira tarifária, o cenário global já vinha sendo marcado por instabilidade, com preços voláteis e adiamento de contratos. Ainda que seja improvável a saída total do café brasileiro do mercado americano, a medida já provoca desaquecimento nas vendas e dificulta o equilíbrio entre custos de produção e margens de lucro.

Nesse contexto, o maior peso recai sobre o produtor rural, que enfrenta a incerteza internacional em busca de preços justos para continuar produzindo. A pressão pode levar ao congelamento das vendas e à paralisação de contratos até que o mercado encontre um novo equilíbrio, exigindo estratégias rápidas para evitar prejuízos ainda maiores. “Com o tarifaço, há uma tendência de congelamento das vendas e adiamento dos contratos até que o mercado internacional encontre um novo equilíbrio, o que exige agilidade e estratégia para que os produtores não sejam penalizados”, finaliza.

 





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Argentina projeta aumento na área de milho



No cenário global, a campanha 2025/26 projeta aumento na produção



No cenário global, a campanha 2025/26 projeta aumento na produçãoNo cenário global, a campanha 2025/26 projeta aumento na produção
No cenário global, a campanha 2025/26 projeta aumento na produçãoNo cenário global, a campanha 2025/26 projeta aumento na produção – Foto: Agrolink

A produção de milho na Argentina para o ciclo 2025/26 deve registrar uma recuperação expressiva em relação ao ano anterior. Segundo levantamento da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), a área destinada ao grão pode alcançar 7,8 milhões de hectares, impulsionada por melhores condições de umidade e maior conhecimento sobre o manejo da cigarrinha do milho (Dalbulus maidis).

O estudo da BCBA indica que, após um ano marcado por incertezas relacionadas à praga, os produtores estão mais confiantes e tendem a optar por sementes precoces para reduzir riscos, especialmente nas regiões que sofreram reduções significativas de área na safra passada. Além disso, a combinação de umidade favorável no solo e estratégias de manejo contribui para um cenário mais positivo.

No cenário global, a campanha 2025/26 projeta aumento na produção e no consumo de milho, impulsionados pela demanda para alimentação, etanol e indústria. Estados Unidos devem alcançar um recorde histórico, enquanto o Brasil se consolidaria com uma das maiores safras de sua história. Os estoques finais mundiais também devem subir, com destaque para a recuperação ucraniana, embora ainda sujeita às variações do conflito na região.

Localmente, os preços futuros apresentam ligeira valorização, enquanto os custos de insumos tendem a cair, melhorando a relação insumo-produto, embora a rentabilidade projetada permaneça ajustada. A previsão de crescimento de 9,6% na área plantada em relação ao ciclo anterior confirma a retomada da confiança do produtor argentino, colocando a safra como a segunda maior da série histórica da BCBA.

 





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É hora de vender o feijão?



O fator capaz de alterar o mercado, por ora, seria uma eventual intervenção da Conab



O fator capaz de alterar o mercado, por ora, seria uma eventual intervenção da Conab
O fator capaz de alterar o mercado, por ora, seria uma eventual intervenção da Conab – Foto: Canva

A dúvida que mais ronda os produtores neste momento é direta: vender agora ou esperar mais um pouco? Segundo o Instituto Brasileiro do feijão e Pulses (Ibrafe), esse questionamento é natural em períodos de transição, quando o mercado dá sinais de recuperação justamente na virada de mês. O cenário atual mostra compradores ativos, buscando mercadorias a partir da nota 8 e pagando entre R$ 220 e R$ 230 nos lotes de melhor qualidade, o que representa uma oportunidade para quem precisa de caixa imediato.

Apesar disso, os especialistas alertam que o melhor momento de venda tende a se concentrar entre outubro e o início de janeiro, quando historicamente o mercado ganha força. Até lá, setembro pode trazer oscilações: logo no início do mês, é comum haver tentativas de recuo de preços por parte dos compradores, após o rally de valorização de final e início de período. Essa pressão, porém, tende a ser passageira, com chances de reação mais consistente já na segunda quinzena do mês.

No Feijão-preto, a situação segue distinta. O fator capaz de alterar o mercado, por ora, seria uma eventual intervenção da Conab, seja por meio do PEPRO ou outro mecanismo de suporte. Enquanto isso não acontece, a ampla disponibilidade de produto — incluindo lotes de menor qualidade que competem diretamente com os melhores nas gôndolas — mantém a referência pressionada para baixo. Já no caso do Feijão-caupi, a expectativa é de um setembro mais positivo em comparação a agosto, tanto no Mato Grosso quanto na Bahia.

O panorama atual reforça a necessidade de decisões individualizadas. Para os produtores que têm urgência em gerar liquidez, o momento de venda é agora, aproveitando o interesse dos compradores. Já para aqueles que podem segurar a mercadoria, há espaço para esperar uma reação do mercado nos próximos meses, reduzindo a pressão típica do período mais fraco do ano.

 





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Mercado de fertilizantes mostra valorização da ureia



No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento



No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento
No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de fertilizantes registrou movimentos distintos nesta semana, com alta nos preços da Ureia, estabilidade no map e leve queda no Cloreto de potássio. Segundo informações da StoneX, a dinâmica global de oferta e demanda da Ureia permanece apertada, o que tem impulsionado as cotações em diversos países, incluindo o Brasil.

No segmento de fosfatados, o ritmo das negociações segue lento. As relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP atingiram um dos piores patamares dos últimos anos, o que desestimula a demanda interna. Nesse cenário, os preços CFR do produto permaneceram estáveis, refletindo um mercado mais retraído e com baixa liquidez.

Já para o cloreto de potássio, houve uma pequena redução nas cotações CFR. A queda está relacionada à menor procura por parte do mercado brasileiro, que atualmente demonstra um comportamento mais cauteloso em relação às compras. Esse movimento indica que os compradores estão esperando melhores condições para retomar negociações de maior volume.

Com esse cenário, o mercado de fertilizantes no Brasil segue sob influência tanto de fatores globais, como a restrição de oferta da ureia, quanto locais, como a fragilidade da demanda por MAP e potássicos. A tendência para os próximos meses dependerá do ritmo de compras do agronegócio e das movimentações no cenário internacional de suprimentos.

“Os preços CFR da ureia aumentaram novamente no mercado brasileiro. A dinâmica entre a oferta e a demanda está apertada no mercado global de ureia, e isso tem elevado os preços em diversos países, como o Brasil. No segmento de fosfatados, as negociações estão lentas, pois as relações de troca entre commodities agrícolas e o MAP estão nos piores níveis dos últimos anos. Nesse cenário, as cotações CFR do MAP permaneceram estáveis. Por fim, houve uma pequena queda para os preços do cloreto de potássio, pois a demanda brasileira está relativamente enfraquecida no momento”, conclui.

 





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Mercado de defensivos para soja recua


O mercado de defensivos agrícolas para soja registrou retração na safra 2024/25, mesmo com o aumento expressivo da área protegida por tecnologias. Segundo levantamento exclusivo da Kynetec Brasil, citado pelo especialista em pesquisas Cristiano Limberger, a movimentação financeira caiu 4,3%, somando US$ 9,45 bilhões, contra os US$ 9,87 bilhões do ciclo anterior. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) avançou 12% e superou 1,4 bilhão de hectares, estabelecendo novo recorde para a cultura.

A queda no faturamento esteve associada à desvalorização de 7,7% do real frente ao dólar e à retração média de 8% nos preços dos produtos. Entre as categorias, os fungicidas foliares reforçaram a liderança: responderam por 40% do mercado, com vendas de US$ 3,819 bilhões, alta de 3% sobre a temporada passada. Os inseticidas foliares ocuparam a segunda posição, movimentando US$ 2,23 bilhões (23,6% do total), recuo de 9% em relação a 2023/24. O controle de percevejos se destacou dentro da categoria, responsável por 54% das vendas, com presença em 96% da área cultivada e média de 3,4 aplicações na safra.

Os herbicidas permaneceram como a terceira categoria em vendas, mas perderam participação: caíram de 25% para 23%, somando US$ 2,18 bilhões. Já os produtos para tratamento de sementes alcançaram 6% do mercado, equivalentes a US$ 558 milhões. Os nematicidas, por sua vez, atingiram US$ 250 milhões (2,6%), enquanto adjuvantes e inoculantes representaram juntos 4,4%, ou US$ 418 milhões.

No campo das biotecnologias, houve avanço expressivo das variedades de soja tolerantes a lagartas de segunda geração (“Bt”), que passaram de 11% para 24% da área cultivada. O estudo capturou mais de 150 opções comerciais com essa tecnologia, sinalizando forte adesão a soluções inovadoras e maior intensificação do manejo na sojicultura.

 





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Ceará discute regras para algodão orgânico e transgênico



O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico



O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico
O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico – Foto: Pixabay

O Governo do Ceará deu início a um debate para regulamentar a produção de algodão orgânico e transgênico no estado. O encontro, realizado nesta quarta-feira (20) na sede da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), foi presidido pelo secretário Domingos Filho e reuniu representantes de órgãos públicos, entidades do setor produtivo e de pesquisa. O objetivo é elaborar uma proposta de normativa que defina regras claras para o cultivo, priorizando a sustentabilidade e a proteção da agroecologia.

“Precisamos analisar como o estado pode incentivar meios de cultivo e manejo do algodão orgânico e transgênico no estado. Como fazer isso, por exemplo. Por isso trouxemos diversos órgãos para elaborar uma sugestão de normativa para que tenhamos uma lei estadual que garanta a regulamentação da questão de distanciamento entre cultivos orgânicos ou agroecológicos e cultivos com algodão transgênicos, para que possamos proteger legalmente a agroecologia, priorizando a sustentabilidade”, informou Domingos Filho.

O Ceará já se destaca na produção de algodão agroecológico, especialmente em Tauá, referência nacional no cultivo. Indústrias têxteis como Santana Textiles e Vicunha Têxtil apoiam a expansão da atividade em parceria com secretarias estaduais, Embrapa e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAEC). Atualmente, a produção abrange 52 municípios e cerca de 1.320 hectares, integrando sistemas consorciados que incluem feijão, milho e gergelim, fortalecendo a agricultura familiar.

Atualmente, a normativa federal do Mapa exige distanciamento entre cultivos apenas para produção de sementes, mas não há regras específicas para produção de pluma de algodão. Por isso, especialistas como Gildo Pereira, da Embrapa, defendem a adoção de medidas cautelosas até que uma legislação estadual seja consolidada. O debate segue com participação de entidades ligadas à agricultura, à agroecologia e ao setor têxtil, que buscam um consenso para equilibrar produtividade, sustentabilidade e proteção da agricultura familiar.

 





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Ibovespa avança com cena corporativa em foco e aval de NY; RD Saúde dispara


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em meio a um noticiário corporativo intenso, com RD Saúde entre os destaques após resultado trimestral acima do esperado, assim como Itaú, que mostrou desempenho sólido no segundo trimestre e reforçou perspectiva de dividendo adicional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,12%, a 134.637,97 pontos, de acordo com dados preliminares, endossado pelo sinal positivo em Wall Street, tendo marcado 135.240,61 pontos na máxima e 133.169,04 pontos na mínima do dia.

O volume financeiro somava R$19,22 bilhões antes dos ajustes finais.

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Hora de fixar preços da soja no futuro



No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços



No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços
No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços – Foto: Divulgação

A possibilidade de mudanças no comércio internacional segue sendo um ponto de atenção para o mercado da soja. Segundo a TF Agroeconômica, se Donald Trump reatar as relações comerciais com a China e o país voltar a comprar em larga escala dos Estados Unidos, os preços em Chicago poderiam subir, mas o impacto no Brasil seria negativo. Isso porque os chineses deixariam de adquirir cerca de 20 milhões de toneladas de soja brasileira, volume que sobraria no mercado interno e pressionaria as cotações para baixo.

Diante desse risco, a consultoria recomenda que produtores brasileiros aproveitem a margem de lucro atual, estimada em 24,20%, e fixem posições no mercado futuro em Chicago ou na B3 de São Paulo, evitando vendas no físico para não correr riscos de quebra de safra. Mesmo no cenário em que a China continue priorizando a soja brasileira, a expectativa de uma produção acima de 180 milhões de toneladas na próxima safra mantém um viés de baixa, já que o aumento dos estoques internos limita novas valorizações.

No curto prazo, alguns fatores têm sustentado preços. Entre eles, a seca no cinturão agrícola dos EUA em um momento decisivo para a definição da produtividade e a projeção da ProFarmer de uma safra americana menor que a estimada pelo USDA. No Brasil, apesar da perspectiva de colheita maior, a demanda chinesa segue firme, contribuindo para altas acumuladas de 0,66% na semana, 2,66% no mês e 2,06% no ano, de acordo com dados do Cepea.

Por outro lado, a ausência de compras chinesas da safra 2025/26 americana, a maior contagem de vagens observada nos campos dos EUA, a volatilidade no mercado de biocombustíveis e as estimativas de safras maiores no Brasil e na Argentina atuam como fatores de baixa. A AgResource Brasil projeta que o país colherá 176,53 milhões de toneladas em 2025/26, enquanto a Argentina deve alcançar 53,60 milhões de toneladas. Esse cenário reforça a recomendação de que produtores brasileiros adotem uma estratégia de venda gradual, garantindo lucros em momentos favoráveis sem comprometer o fluxo futuro de comercialização.

 





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Soja em alta em Chicago


A soja encerrou a semana em alta na Bolsa de Chicago, sustentada por preocupações climáticas nos Estados Unidos e pelas incertezas em relação aos cortes obrigatórios de biocombustíveis. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 0,19% ou US$ 2,00 cents/bushel, fechando a US$ 1.036,50, enquanto o de novembro avançou 0,24% ou US$ 2,50 cents/bushel, encerrando a US$ 1.058,50.

No mercado de derivados, o farelo de soja para setembro registrou leve baixa de 0,03%, cotado a US$ 296,70 por tonelada curta, ao passo que o óleo de soja disparou 2,24%, alcançando US$ 54,84 por libra-peso. A combinação de tempo mais seco e indefinições regulatórias nos EUA deu suporte às cotações, que retornaram aos níveis observados no final de junho.

Apesar das previsões de clima quente e seco em momento crítico para o desenvolvimento das lavouras, os dados divulgados pelo ProFarmer indicaram produtividades um pouco menores que as do USDA, mas ainda dentro de um cenário de safra robusta. Em alguns estados norte-americanos, a expectativa é até de ganhos de produtividade, o que ajuda a equilibrar o mercado. Já o Conselho Internacional de Grãos (IGC) projeta uma colheita mundial recorde de 430 milhões de toneladas, acompanhada de estoques globais em 85 milhões de toneladas, reforçando a perspectiva de ampla oferta.

Com esse cenário, a soja acumulou na semana valorização de 1,39% ou US$ 14,25 cents/bushel. O farelo de soja subiu 4,69% ou US$ 13,30 por tonelada curta, enquanto o óleo avançou 3,12% ou US$ 1,66 por libra-peso, confirmando uma semana positiva para o complexo da oleaginosa.

 





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