quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Soja, carne e milho lideram alta nas exportações


As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, alta de 1,5% ante o mesmo mês de 2024. O desempenho foi impulsionado por um aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja alcançou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, com receitas de US$ 3,88 bilhões (+11%). A carne bovina totalizou 268 mil toneladas (+23,5%), gerando US$ 1,5 bilhão (+56%). O milho chegou a 6,8 milhões de toneladas (+12,9%), movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Além dos produtos tradicionais, itens específicos atingiram em agosto o melhor resultado da série histórica, fruto da diversificação de mercados. O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas (+17,2%), somando US$ 74,1 milhões (+36,4%). As sementes de oleaginosas (excluindo soja) chegaram a 68,5 mil toneladas (+10%), com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%). Os feijões atingiram 58,4 mil toneladas (+29%), com US$ 49,5 milhões (+27,5%). As rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões (+22,6%). O óleo de amendoim saltou de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em 2025 (+358%), gerando US$ 20 milhões (+573,4%).

A China manteve-se como principal compradora dos produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões (+32,9%), representando 35,8% das exportações do setor, seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Entre os mercados em expansão, destacaram-se o México, com US$ 339 milhões (+91,9%), impulsionado pelas carnes; e o Egito, com US$ 342 milhões (+14%), favorecido pelo milho. Houve também crescimento nas vendas para países asiáticos como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5%).

Os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Somente no mês foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto de 2024, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72, resultado das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, ampliando o acesso para diferentes cadeias produtivas.





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Produção mundial de soja recua levemente, aponta USDA


O relatório de oferta e demanda do USDA de setembro trouxe revisões importantes para a soja no cenário global. A produção mundial foi ajustada levemente para baixo, de 426,39 milhões de toneladas em agosto para 425,87 milhões em setembro. Os estoques finais também caíram, passando de 124,9 para 123,99 milhões de toneladas, refletindo ajustes regionais, sobretudo na América do Sul e nos Estados Unidos. O quadro indica um mercado ainda equilibrado, mas com sinais de aperto na oferta, o que pode trazer impactos nas cotações internacionais.

No Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção em 175 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor mundial. Os estoques finais tiveram leve aumento, de 36,96 para 37,26 milhões de toneladas, reforçando a posição de equilíbrio da safra brasileira. Já as exportações permanecem projetadas em 112 milhões de toneladas, sem alteração em relação ao relatório anterior, sustentando o protagonismo brasileiro nas vendas externas.

Nos Estados Unidos, houve revisão positiva na produção, que passou de 116,82 para 117,05 milhões de toneladas. Porém, a produtividade recuou de 60,08 para 59,96 sacas por hectare, mostrando os efeitos do clima adverso em algumas regiões produtoras. Os estoques finais subiram de 7,89 para 8,17 milhões de toneladas, enquanto as exportações caíram de 46,4 para 45,86 milhões, evidenciando perda de competitividade frente ao Brasil.

Na Argentina, o USDA manteve a estimativa de produção em 48,5 milhões de toneladas, mas reduziu os estoques finais de 24,65 para 23,85 milhões de toneladas. As exportações, por outro lado, foram ajustadas para cima, de 5,8 para 6 milhões de toneladas, sinalizando maior fluxo de comércio externo, ainda que em patamares inferiores ao período pré-seca.

A China, maior importadora mundial, manteve os números estáveis. A produção segue projetada em 21 milhões de toneladas, enquanto as importações permanecem em 112 milhões, demonstrando forte dependência do mercado externo. Os estoques finais ficaram em 43,38 milhões de toneladas, sem alterações em relação a agosto.

 





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Framboesa ganha edição genética sem DNA externo



Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes


Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes
Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes – Foto: Pixabay

Pesquisadores da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, anunciaram o primeiro método validado para editar o genoma da framboesa sem a introdução de DNA externo, segundo divulgação do ChileBio em 9 de setembro de 2025. Em estudo publicado na Frontiers in Genome Editing, a equipe isolou células individuais da fruta e aplicou a tecnologia CRISPR-Cas9 para realizar alterações precisas no genoma, estabelecendo bases importantes para acelerar o melhoramento genético da framboesa de forma segura e controlada.

Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes a fungos, com maior firmeza e prazo de validade prolongado, garantindo que os frutos cheguem em melhores condições às casas dos consumidores e contribuindo significativamente para a redução de perdas em toda a cadeia alimentar. Além disso, a tecnologia pode ser aplicada para aprimorar atributos como doçura, tamanho, número de sementes e até tolerância a ondas de calor, aumentando a qualidade, produtividade e sustentabilidade da produção.

Segundo os pesquisadores, versões aprimoradas de cultivares de elite podem ser geradas em cerca de 12 meses, possibilitando o início da propagação e testes de campo em tempo muito mais rápido do que os ciclos tradicionais de melhoramento, que normalmente levam uma década ou mais. Esse avanço representa um marco na biotecnologia vegetal e no melhoramento de frutas de alto valor comercial.

O próximo passo da equipe é regenerar plantas inteiras a partir das células geneticamente editadas. Somente após essa etapa será possível avaliar os frutos quanto às características desejadas, consolidando o potencial da edição genética como uma ferramenta inovadora e eficiente para transformar o cultivo de framboesas e oferecer produtos de melhor qualidade aos consumidores.

 





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Média diária de embarques de café não torrado e torrado se consolida em…


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Os dados divulgados nesta quarta-feira (06) pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), mostram que no mês de julho de 2025, a média diária exportada de café não torrado contabilizou uma baixa de 20,4%, registrando um total de 7,001 toneladas, comparada a 8,794 toneladas embarcadas durante o mês de julho de 2024. O volume total exportado em julho/25 ficou em 161,038 milhões de toneladas, e no mês de julho do ano passado foi de 202,266 milhões de toneladas. 

O faturamento total das exportações do grão nos 23 dias de julho/25 somou US$ 1,043 bilhão, comparado a US$ 832,080 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Já o ganho diário ficou em US$ 45,365 milhões em julho/25, registrando assim um avanço de 25,4% com relação ao mês de julho/24, onde a média ficou em US$ 36,177 milhões. 

Sobre o valor negociado para exportação do produto, julho de 2025 registrou um avanço de 57,5% quando comparado ao mês de julho de 2024. A preço ficou em US$ 6.479,20 (julho/25), em contrapartida a US$ 4.113,80 (julho/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume total embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados nos 23 dias de julho/25 ficou em 7,670 toneladas, comparado a 8.493 toneladas registrados nos 23 dias de julho/24. A média diária foi de 333 toneladas (julho/25), registrando uma baixa de 9,7% ao mês de julho/24, que ficou com o total de 369 toneladas. 

Sobre o faturamento com as exportações do grão, a 5ª semana de julho/25 fechou contabilizando um total de US$ 102,069 milhões, sendo que no mês de julho/24 a receita total ficou em US$ 82,086 milhões. A média diária registrou um aumento de 24,3%, somando US$ 4,437 milhões em julho/25,  comparada com US$ 3,569 milhões registrados em julho/24. 

Com relação ao preço médio, em julho/25 o produto foi negociado por US$ 13.306,40, contabilizando uma valorização de 37,7% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período do ano passado, que registrou um valor de US$ 9.664,80. 
 





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Milho e soja: cenário favorável anima mercado



Produção robusta deve elevar exportações



Foto: Expodireto Cotrijal

Produção robusta deve elevar exportações e garantir abastecimento interno; soja tem destino recorde previsto no mercado externo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou, nesta semana, as estimativas dos estoques de passagem para a safra 2024/25. Com a boa perspectiva para o milho, o volume final disponível do cereal deve atingir 12,8 milhões de toneladas. Já no caso da soja, a safra recorde sustenta tanto a expansão das exportações quanto do consumo interno, com reflexos positivos no estoque final do ciclo.

O cenário mais favorável para a produção de milho neste ciclo levou a Conab a revisar para cima os estoques de passagem, agora estimados em 12,8 milhões de toneladas. O número sinaliza maior segurança no abastecimento interno, após períodos de maior volatilidade no mercado.

No caso da soja, a Conab também atualizou o estoque inicial da atual temporada, fixando-o em 4,32 milhões de toneladas. Com uma safra recorde, o Brasil poderá exportar até 106,25 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um aumento significativo frente ao ciclo anterior. O consumo interno também avança, com estimativa de 57 milhões de toneladas destinadas ao processamento no mercado doméstico.

Apesar desse volume expressivo de comercialização, a soja também deverá registrar recuperação nos estoques finais, estimados em 9,3 milhões de toneladas.

Com a revisão dos estoques, o mercado deve acompanhar de perto os próximos dados de colheita e o comportamento das exportações. O aumento nos volumes armazenados pode influenciar a dinâmica dos preços no segundo semestre, além de garantir maior previsibilidade aos setores de ração, biodiesel e exportadores. Segundo a Conab, a atualização reflete o avanço das colheitas, as condições climáticas favoráveis e a resposta positiva do mercado internacional aos preços brasileiros.





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Marcos Troyjo destaca insegurança alimentar global e potencial estratégico do Brasil no agro


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista e diplomata Marcos Troyjo alertou para a gravidade da insegurança alimentar mundial e defendeu que o Brasil está prestes a assumir o protagonismo global na produção de alimentos.

No painel de abertura do Seminário Campo das Ideias, promovido pelo Senar-RS nesta quinta-feira (11), o economista, cientista político e diplomata Marcos Troyjo afirmou que o Brasil está em rota para se consolidar como a principal potência mundial na produção de alimentos. Segundo ele, o agravamento da insegurança alimentar global reposiciona os gargalos logísticos brasileiros como um problema geopolítico — e não apenas interno.

“Em um mundo com escassez de alimentos, os nossos desafios de infraestrutura deixam de ser um problema brasileiro e passam a ser uma questão mundial”, afirmou Troyjo, comparando: “Se você deve 10 reais ao banco, o problema é seu; se deve 10 bilhões, o problema é do banco.”

Troyjo ponderou que, apesar do potencial da África, seu mercado consumidor ainda é restrito. “Somando o PIB dos 54 países africanos, temos 3,2 trilhões de dólares — menos que o PIB da França. Uma única França é economicamente maior do que todo o continente africano”, afirmou.

Ele comparou esse cenário com o dos Estados Unidos, destacando o peso do consumo interno norte-americano. “Os americanos importam cerca de 12% do PIB, o que representa 3,6 trilhões de dólares — ou seja, os EUA importam, por ano, o equivalente a uma França inteira”, ressaltou, ao defender que o Brasil aprofunde relações comerciais com os EUA e Ásia.

Outro ponto abordado por Troyjo foi a necessidade de captar investimentos de longo prazo para modernizar a infraestrutura brasileira. Para ele, o cenário atual é mais favorável, graças à diversificação dos centros financeiros globais.

“Hoje, há liquidez em centros como Singapura, Xangai, Doha e Abu Dhabi. O desafio é apresentar projetos estruturados e com segurança jurídica”, alertou.

O economista ainda enfatizou que a judicialização excessiva no Brasil inibe investimentos estruturantes. “Se conseguirmos reduzir o perfil litigioso que domina a atenção de todos os setores, o país poderá consolidar sua posição como superpotência na produção de alimentos”, disse.

MAIS

O Seminário Campo das Ideias é uma iniciativa inédita do Senar-RS, com foco nos principais desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro. Realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, o evento reúne especialistas como Roberto Rodrigues, Fernando Schuler, Aldo Rebelo, Marcelo Portugal e Marcos Fava Neves, além de representantes do Sistema Farsul e da Secretaria da Fazenda do RS.





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Plano para cadeia produtiva do cânhamo no Brasil é lançado


A Embrapa e o Instituto Ficus lançaram nesta quarta-feira (10), em Brasília, o relatório “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”. O documento, elaborado por um grupo de trabalho vinculado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Presidência da República (CDESS), apresenta um diagnóstico abrangente e um plano de ação estratégico para estruturar a cadeia produtiva do cânhamo no país.

O documento foi lançado durante o seminário “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”, realizado no auditório Biomas, na sede da Embrapa, em Brasília. O evento contou com apresentações de especialistas que detalharam os principais pontos do relatório e apresentaram experiências realizadas à regulamentação, cultivo, pesquisa e ao uso de cânhamo e cannabis no Brasil, no Paraguai e no Uruguai. 

Na abertura, o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa destacou a importância do momento que coloca luz sobre um tema sensível, mas que, na opinião do pesquisador, não pode ser deixado de lado numa casa de ciência e tecnologia. “A Embrapa não deve se furtar de trabalhar para o desenvolvimento da cadeia produtiva da cannabis. Não é concebível, num país como o nosso, estarmos importando matérias-primas importantes para a indústria e para a área de saúde”, afirmou.

Pillon ressaltou que, desde os anos 1970, a Embrapa atua para consolidar várias cadeias produtivas. No caso da cadeia do cânhamo, segundo ele, há espaço para avançar na genética para as condições de produção brasileiras, nos sistemas de produção, em usos industriais e na área de saúde. No entanto, a legislação atual impede a realização de pesquisas sobre o assunto. “A missão da Embrapa é fazer pesquisa e, hoje, há um conjunto de regramentos que não permite à Embrapa e outras instituições realizar sua missão, que é fazer pesquisa”, ressaltou.

O pesquisador Ricardo Alamino Figueiredo, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF), ressaltou que as primeiras discussões sobre a pesquisa científica sobre o tema ocorreram há três anos, com a proposição de um programa de pesquisa em cannabis. Para ele, a parceria com o Instituto Ficus é importante para unir pesquisa e setor produtivo. “Esse projeto visa acelerar o desenvolvimento da pesquisa e do mercado da cannabis no Brasil, e o relatório que está sendo apresentado neste evento é uma contribuição inicial desse processo”, ressaltou.

Em mensagem lida durante o evento, a coordenadora do Grupo de Trabalho que produziu o relatório, Patrícia Villela Marino, disse que o lançamento do documento é um momento histórico de colaboração entre o poder público e a sociedade civil. “Esse documento representa muito mais que um conjunto de recomendações técnicas. Constitui-se como um verdadeiro mapa estratégico, um roteiro passo a passo para instaurar a cadeia produtiva do cânhamo em solo brasileiro, incorporado com segurança jurídica e nas mais rigorosas práticas sustentáveis.”

Plano de Ação

O pesquisador Tarso Araújo, consultor do Instituto Ficus, apresentou o plano de ação proposto pelo GT, com ações de curto, médio e longo prazo para impulsionar a regulamentação e o desenvolvimento da cadeia do cânhamo no Brasil.

As ações passam por mudanças na regulamentação, visando diminuir amarras jurídicas que atualmente impedem o avanço da pesquisa e do uso do cânhamo, até, em dez anos, o Brasil se consolidar como um ator mundialmente competitivo.

O primeiro passo deve ocorrer já em outubro, com a liberação, pelo governo, do cultivo do cânhamo industrial. Tarso Araújo também disse ser fundamental a atualização, pela Anvisa, da Portaria 344/1998, que proíbe o cultivo de cannabis, para excluir o cultivo de cânhamo industrial dos controles da Lei de Drogas.

O pesquisador ressalta que há uma dependência do cumprimento das ações de curto prazo para a realização das demais ações do plano. “As ações iniciais vão gerar uma regulamentação que vai permitir o desenvolvimento dos cultivos experimentais para, em seguida, desenvolver a produção comercial. O relatório projeta uma produção comercial já em médio prazo, de dois a cinco anos, com a colheita e beneficiamento de pelo menos uma matéria-prima de baixo valor agregado para exportação ou para consumo interno. Se essa regulamentação atrasar ou não ocorrer, todo o cronograma planejado será perdido e vamos continuar atrasados em relação às possibilidades de exportação”, salientou.

Potencial Econômico

O economista Rafael Giovanelli, do Instituto Escolhas, apresentou dados que mostram como o cânhamo pode se tornar uma nova fronteira agrícola e industrial. Segundo ele, a regulamentação poderia gerar milhares de empregos e movimentar bilhões de reais, superando em rentabilidade culturas tradicionais como soja e algodão.

Para Rafael Giovanelli, a regulamentação do cânhamo é uma oportunidade estratégica para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável no Brasil. De acordo com o economista, o mercado global de derivados de cânhamo foi estimado entre US$ 5 e 7 bilhões em 2023, com projeções de crescimento anual de 16% a 25% até 2033.

Segundo ele, a regulamentação dessa cadeia produtiva pode gerar mais de 14 mil empregos e receitas líquidas de R$ 5,76 bilhões até 2030. Além disso, Rafael Giovanelli destacou que o cânhamo pode oferecer retornos financeiros mais altos que culturas como algodão, soja, milho, girassol, gergelim e canola, tanto na produção de fibras quanto de sementes. Ele também destacou a redução da dependência de importações e o potencial exportador da cultura. “Atualmente, quase 100% dos derivados de cânhamo no Brasil são importados, incluindo para o mercado de cannabis medicinal, projetado em R$ 1 bilhão para 2025. A produção nacional pode substituir essas importações, baratear produtos e tratamentos, e gerar excedentes exportáveis.”

Pesquisa e Inovação

A pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, destacou que a falta de autorização para pesquisas com a planta impede o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima tropical. Isso mantém o país dependente de sementes importadas e limita a competitividade. “Sem ciência, sem pesquisa, aquilo que é potencial não se tornará realidade”, ressaltou a pesquisadora ao afirmar que somente o desenvolvimento científico e tecnológico pode transformar o potencial dessa cultura em realidade, gerando impacto social, novas fontes de renda, emprego e inovação para o país.

A pesquisadora contrastou a situação brasileira com o avanço significativo de países como China, Estados Unidos, Canadá e França, que já investem milhões em pesquisa, desenvolvem novas genéticas e manejos e se estabelecem no mercado global.

Para Daniela Bittencourt, a ausência de regulamentação clara para autorizar pesquisas com cannabis tem travado o avanço científico no país. Ela apontou a burocracia excessiva, a falta de transparência nos processos de autorização de estudos e a morosidade na importação de insumos como grandes entraves à realização de atividades científicas.

Daniela Bittencourt apresentou a proposta do Programa de Pesquisa em Cannabis da Embrapa, estruturado em quatro eixos principais, visando cobrir “desde a semente até o produto final”:

Ela ressaltou que esses eixos são interdependentes e se integram para o desenvolvimento de diferentes sistemas produtivos e processos inovadores. Afirmou ainda que a Embrapa busca uma plataforma de inovação aberta para colaborar com o setor produtivo e a sociedade civil.

Aplicações Industriais

Representantes da Associação Nacional do Cânhamo, Rafael Arcuri, e da Associação Brasileira de Cannabis e Cânhamo Industrial, Luís Maurício Ribeiro, apresentaram os usos já consolidados da planta no mundo. “É uma cadeia produtiva de desperdício zero”, resumiu Arcuri. Luís Maurício Ribeiro ressaltou que existem mais de 25.000 produtos catalogados com a fibra do cânhamo e que o Brasil tem uma grande oportunidade de se tornar protagonista nessa cadeia produtiva.

Segundo Luís Maurício Ribeiro, o cânhamo é uma planta versátil com diversas aplicações industriais. Suas aplicações abrangem têxteis (fibras), biomateriais, construção civil (como o hempcrete), alimentos funcionais (sementes e óleo), cosméticos sustentáveis e insumos farmacêuticos.

Rafael Arcuri destacou a versatilidade do cânhamo, que permite o aproveitamento integral da planta, com seus resíduos sendo utilizados em bioconstrução ou como biochar para a recuperação de solos.

Além disso, o cânhamo pode contribuir para a produção de biocompósitos, reduzindo a dependência de plásticos convencionais, bioembalagens, bioinsumos e biopolímeros, além de papel com propriedades superiores.

Desafios Regulatórios

O professor Sergio Barbosa, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e o especialista Ricardo Galeano, da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai, discutiram a definição de limites de THC, licenciamento e fiscalização. Barbosa lembrou que países como Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia já diferenciam o cânhamo da cannabis psicoativa, o que garante segurança jurídica para a produção industrial.

Segundo o pesquisador da UFV, é preciso repensar o limite de 0,3% de concentração de THC (tetrahidrocanabinol) nas plantas de cânhamo para viabilizar a produção e pesquisas no Brasil. Ele explicou que o calor e a luminosidade do país estimulam a produção de THC pelas plantas.

Em seu trabalho de doutorado, Sergio Barbosa avaliou 16 variedades importadas. Apenas uma manteve valores baixos de THC, e ainda assim foram superiores a 0,3%. “Todas as variedades ultrapassaram 0,3% de THC. É necessário repensar esse limite porque é algo que, fisiologicamente, as plantas não vão conseguir cumprir nesse momento no Brasil.” Para resolver essa questão, ele sugere que o Brasil adote limites entre 1% e 2% de THC. Segundo ele, com até 2% da substância, as variedades não são classificadas como “tipo droga”.

Nesse sentido, a legislação paraguaia define cânhamo industrial (ou cannabis não psicoativa) como uma planta cujas flores contenham menos de 0,5% de THC. A experiência do país vizinho na regulamentação do cânhamo foi detalhada por Ricardo Galeano. O Paraguai é atualmente o maior exportador de produtos de cânhamo da América Latina. De acordo com Ricardo Galeano, o país adotou regulamentações internacionais e leis nacionais, culminando no decreto 272/2020, que estabelece as condições gerais para as atividades de produção, comércio e pesquisa.

Inclusão Social e Arranjos Produtivos

O advogado Emílio Figueiredo e a representante do Grupo Centroflora, Tatiana Ribeiro, ressaltaram que o cânhamo pode gerar inclusão social no campo. Eles defenderam políticas que priorizem a agricultura familiar e associações de pacientes, como já ocorre em países vizinhos, a exemplo do Paraguai.

De acordo com Emílio Figueiredo, as associações de pacientes surgiram em 2014, com os primeiros movimentos de pacientes buscando o reconhecimento do uso medicinal da cannabis. Segundo dados de julho de 2025, essas associações atenderam 130.000 pacientes nos últimos 12 meses.

O advogado disse que a omissão regulatória atual gera insegurança jurídica para as associações. Ele informou que atualmente existem 21 decisões judiciais favoráveis às associações no Brasil para não criminalizar o cultivo. Para ele, a regulamentação pode trazer segurança jurídica para os pacientes e fomentar esse arranjo produtivo já existente.

Por sua vez, Tatiana Ribeiro falou sobre o Programa “Parcerias pro Mundo Melhor”, criado pela Centroflora em 2003. A empresa atua com pesquisa e desenvolvimento de botânicos brasileiros. O programa oferece apoio técnico aos produtores de insumos.

Segundo Tatiana Ribeiro, por meio desse programa, as famílias são treinadas em cultivo sustentável e boas práticas. A Centroflora fornece apoio técnico e material e para o cumprimento de aspectos regulatórios junto aos órgãos do governo. Para ela, esse modelo pode ser aplicado junto a associações de produtores.

Experiência Internacional

Encerrando o evento, o engenheiro agrônomo Sergio Vazquez Barrios, do Ministério da Agricultura do Uruguai, relatou como o país estruturou sua regulamentação e hoje exporta derivados de cannabis e cânhamo. Ele destacou que a estabilidade jurídica, com a aprovação de diversas normas a partir de 2013, foi decisiva para atrair investimentos e fomentar inovação. Atualmente, a legislação prevê o uso de cannabis com três finalidades: pesquisa científica ou medicinal; uso não médico (alimento, industrialização, cosméticos) e uso recreativo para adultos.

Sergio Vazquez Barrios apontou a adaptação de variedades importadas como um grande desafio para o setor. “As plantas que vêm do hemisfério norte para as latitudes do Uruguai não se adaptam ou não rendem o suficiente para serem economicamente atrativas. Isso ressalta a importância da pesquisa para desenvolver variedades híbridas e, futuramente, talvez com componentes transgênicos”, afirmou.

Segundo ele, outros desafios incluem a geração de variedades de cânhamo hermafroditas estéreis para evitar a polinização, especialmente para a produção de flores sem sementes para extração de canabinoides. O Uruguai busca a pesquisa em bioplásticos e a harmonização dos sistemas de registro de variedades entre os países do Mercosul.

Veja abaixo o seminário na íntegra:





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Fórum global debate prevenção da influenza aviária


Entre os dias 9 e 11 de setembro de 2025, o Brasil sediou, em Foz do Iguaçu (PR), o Fórum Internacional sobre Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO Américas), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro reuniu cerca de 500 especialistas, gestores públicos, acadêmicos, representantes do setor privado e organizações internacionais para discutir estratégias coordenadas de prevenção e controle da doença, que representa uma ameaça crescente à saúde animal, à saúde pública e à sustentabilidade da produção agropecuária.

Conhecida popularmente como gripe aviária, a IAAP é altamente contagiosa e afeta principalmente aves, mas já foi detectada em 83 espécies de mamíferos, incluindo bovinos leiteiros e animais silvestres. Desde 2020, a IAAP tem se espalhado por diversos continentes, dizimando plantéis, afetando a biodiversidade, o comércio internacional e a segurança alimentar – além de acender um alerta global sobre o risco de uma nova pandemia humana.

“A influenza aviária deixou de ser uma ameaça esporádica e se tornou um desafio global. Nenhum país ou setor conseguirá enfrentar esse desafio de forma isolada — e o fracasso não é uma opção. A colaboração prática, baseada na ciência, é essencial para proteger nossos sistemas agroalimentares, os meios de subsistência e a saúde pública”, afirmou Beth Bechdol, diretora-geral adjunta da FAO.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a relevância da resposta integrada. “Enfrentar a influenza aviária exige esforço coletivo entre países, setor produtivo, comunidade científica e organismos internacionais. Este desafio deve ser tratado com total transparência, só assim construiremos confiança e garantiremos a segurança alimentar global. Quando a influenza aviária foi detectada em uma granja comercial neste ano, o Brasil mostrou uma diferença decisiva. A resposta rápida e eficaz reforçou a credibilidade e a robustez do nosso sistema sanitário”, disse.

Abertura

Pela primeira vez, representantes do setor privado, incluindo associações de produtores de aves e prestadores de serviços de saúde animal, participaram diretamente de um diálogo global ao lado de lideranças científicas e governamentais.

Na abertura do Fórum, o secretário adjunto de Defesa Agropecuária do Mapa, Allan Alvarenga, destacou a política de transparência iniciada em 2023 e o investimento contínuo em equipes e laboratórios. O secretário adjunto, reforçou, ainda, a necessidade de melhorar a regionalização e “discutir a vacinação com base em ciência”.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, evidenciou a importância de uma comunicação clara e objetiva com mercados e organismos internacionais. Ele ressaltou que, após o foco registrado no Rio Grande do Sul, o Brasil conseguiu manter as exportações em patamar elevado e retomar mercados em poucas semanas, reforçando a credibilidade do país no comércio global.

Durante a abertura também foi anunciado o credenciamento, pela FAO, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) como centro de referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Temas prioritários

O diálogo global se baseou na Estratégia Global 2024–2033 de Prevenção e Controle da IAAP, lançada pela FAO em parceria com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), no âmbito do GF-TADs. A iniciativa busca apoiar a criação e implementação de planos nacionais e regionais, fortalecendo a cooperação internacional e a capacidade de resposta a riscos transfronteiriços e pandêmicos.

 





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“Sem erros políticos, Brasil será potência do agro mundial”, afirma presidente da Farsul


Presidente do Sistema Farsul defende protagonismo do agronegócio brasileiro e critica tentativas de retrocesso em política econômica. Evento debateu rumos do setor no RS e no mundo.

Durante o seminário Campo das Ideias, realizado nesta quinta-feira (11/09) em Porto Alegre (RS), o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou o papel estratégico do Brasil no cenário global de segurança alimentar. Em sua fala no painel de abertura, Pereira alertou para o crescimento acelerado de países asiáticos e o impacto direto desse avanço na demanda por alimentos. “A diferença hoje é que não são mais crianças, mas adultos entrando na sociedade de consumo. E isso exige mais produção. Aí está o Brasil”, afirmou.

Promovido pelo Senar-RS, o seminário Campo das Ideias reuniu especialistas, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os principais desafios e oportunidades do agronegócio. O evento ocorreu no Teatro do Bourbon Country e teve inscrição gratuita, com painéis ao longo do dia sobre economia, geopolítica, sustentabilidade e inovação no agro.

Gedeão Pereira citou o exemplo da Indonésia, país com 270 milhões de habitantes e crescimento econômico em torno de 4% a 5%, semelhante ao que a China registrava antes de se tornar potência mundial. “Esse movimento pressiona o mercado por mais alimentos, energia e insumos. O Brasil está exatamente onde deveria estar: como fornecedor estratégico de proteína e grãos”, declarou.

O presidente da Farsul também aproveitou o espaço para criticar decisões políticas que, segundo ele, podem comprometer esse protagonismo. “O Brasil não pode fazer as coisas erradas. E está tentando fazer. Isso é lastimável. Se acertarmos, temos um grande país à frente, especialmente no nosso setor, que é altamente promissor — inclusive no curto prazo”, advertiu.

Pereira ainda mencionou os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump e como o agronegócio brasileiro conseguiu se adaptar rapidamente. “O agro reagiu, ajustou algumas rotas e seguiu crescendo. Porque no fim das contas, as pessoas precisam tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias. E aí está o Brasil”, completou.

“O Brasil precisa entender seu papel. Temos o que o mundo precisa, mas não podemos errar o rumo com medidas equivocadas. O agro está pronto, mas depende de políticas públicas sérias”, concluiu.





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Seguro Pecuário cresce mais de 650% e reforça papel estratégico para a segurança alimentar e econômica do Brasil


Em um país com cerca de nove vezes mais animais de abate do que habitantes, o Seguro Pecuário consolida-se como uma ferramenta estratégica para a segurança alimentar, econômica e financeira do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são aproximadamente 220 milhões de pessoas e quase 1,9 bilhão de bovinos, suínos e aves — um dado que evidencia não apenas a força da pecuária nacional, como também a urgência de protegê-la contra riscos sanitários, climáticos e logísticos.

A estimativa do IBGE para 2025 é que o rebanho bovino ultrapasse 234 milhões de cabeças, reforçando o protagonismo do Brasil entre os maiores produtores mundiais de carne. Esse volume se soma aos 1,6 bilhão de galinhas e aos mais de 43 milhões de suínos, compondo um ecossistema robusto de produção de proteína animal.

Os números do primeiro trimestre de 2025 mostram recuperação no setor: em relação ao mesmo período de 2024, o abate de bovinos cresceu 3,8%, suínos 1,4% e frangos 2,3% — reflexo do aumento da demanda interna, das exportações e da maior confiança dos produtores no planejamento de médio e longo prazo.

Nesse contexto, o Seguro Pecuário ganha protagonismo. Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que, de janeiro a maio de 2025, o produto acumulou crescimento de 294% nos últimos cinco anos, passando de R$ 16,5 milhões em 2021 para R$ 65 milhões em 2025. Na comparação anual, a expansão foi ainda mais expressiva: 653,5% de alta, com R$ 170,3 milhões arrecadados em 2024, frente aos R$ 46,9 milhões de 2021. Em relação a 2023, o avanço foi de 72,3%.

Apesar do desempenho impressionante, o seguro para criações ainda representa uma parcela pequena do mercado pecuário. Como o seguro pecuário ainda é novo no Brasil – se comparado com outras modalidades de seguro rural já consolidadas –, a principal barreira é a falta de conhecimento dos produtores sobre seu funcionamento e benefícios.

O Seguro Pecuário oferece cobertura para animais destinados ao consumo e/ou produção, nas fases de cria, recria e engorda, além de abranger animais de trabalho. Entre os principais riscos cobertos estão morte por doenças, acidentes, intoxicação, picada de cobra, raio, ingestão acidental de objetos, complicações no parto, aborto e eutanásia por razões humanitárias, além de variação negativa do preço do animal (causada por eventos externos à produção).

Além de proteger diretamente o produtor, o seguro fortalece a economia do setor — ainda mais relevante diante do cenário recente de tensão comercial com os Estados Unidos, que anunciaram a tarifa de 50% sobre a carne brasileira. Em tempos de incerteza, a apólice ativa garante ao pecuarista mais acesso ao crédito rural, segurança para investir e capacidade de manter a produção diante de imprevistos. Para o país, significa menor necessidade de socorro estatal em crises e mais previsibilidade nas exportações.

Para Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o seguro pecuário tem se mostrado um aliado indispensável para o produtor rural moderno. “Ele protege o rebanho, sustenta a renda em momentos críticos e fortalece a confiança nos negócios agropecuários. Mas ainda é necessário ampliar o conhecimento sobre o produto no campo e avançar em políticas públicas que estimulem sua adoção. O Brasil já é potência na produção de proteína animal. Com mais seguro, podemos ser também referência em estabilidade e gestão de risco na pecuária.”

O avanço do Seguro Pecuário é resposta direta aos desafios contemporâneos da agropecuária brasileira. Diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e das exigências dos mercados internacionais, o país precisa não apenas manter volume de produção, mas garantir estabilidade, rastreabilidade e competitividade — e o seguro tem papel central nesse caminho.

Na avaliação do representante da FenSeg, com a pecuária cada vez mais intensificada e tecnológica, a gestão de risco é a palavra-chave e deve fazer parte da rotina do produtor e da estratégia da produção. “Desse modo, o seguro surge como mais um mitigador de risco na atividade, apoiando o pecuarista a se manter 





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