sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Sol e chuvas leves favorecem cultivo de tabaco



cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo do tabaco avança em diferentes regiões do Estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, o predomínio de sol e chuvas fracas no final do período favoreceram o desenvolvimento das lavouras. O plantio já alcança 90% da área prevista. “As plantas se desenvolvem bem”, aponta o boletim, destacando que agricultores realizaram adubação nitrogenada, capinas, aplicação de inseticidas e adubos foliares. Não foram registrados ataques de pragas ou doenças.

Em Pelotas, a cultura está em fase de transplantio de mudas. Entre os dias 21 e 27 de setembro, o predomínio de sol e a baixa ocorrência de chuvas contribuíram para o preparo do solo e a formação dos canteiros. A umidade adequada favoreceu a continuidade dos transplantios para áreas definitivas. “A produção própria de mudas tem sido suficiente para atender à implantação planejada e contratada da safra”, informou o relatório.

Na região administrativa de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, com foco em manejos de adubação e monitoramento de pragas.

Já em Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, as atividades incluíram capina manual, adubação nitrogenada, pulverizações preventivas contra insetos e aplicação de fungicidas. Em áreas plantadas entre maio e junho, iniciou-se a colheita das folhas do baixeiro, embora o desempenho seja limitado devido ao cultivo de entressafra. Nas partes altas da região, o preparo do solo está praticamente finalizado e o transplantio de mudas foi intensificado. Nos plantios de junho e julho, agricultores realizaram desbrota química e concluíram a adubação nitrogenada, com lavouras apresentando bom desempenho.





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Cotações do trigo recuaram em Chicago


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 26 de setembro a 2 de outubro e publicada nesta quinta-feira (3), as cotações do trigo recuaram em Chicago. O bushel do cereal encerrou o dia 2 de outubro cotado a US$ 5,14, frente aos US$ 5,19 registrados na semana anterior. A média de setembro fechou em US$ 5,13 por bushel, representando alta de 0,98% em relação a agosto. No mesmo mês de 2024, a média havia sido de US$ 5,70.

O relatório trimestral de estoques, com posição em 1º de setembro, apontou elevação de 6% em comparação ao ano anterior. Já o plantio do trigo de inverno nos Estados Unidos atingia 34% da área em 28 de setembro, contra uma média histórica de 36%. A colheita do trigo de primavera, por sua vez, foi concluída.

Na Ucrânia, o Ministério da Economia informou que a área semeada com trigo de inverno será 9% maior que a previsão inicial, chegando a pelo menos 5,2 milhões de hectares. Para alcançar essa expansão, os produtores devem reduzir as áreas destinadas ao milho e ao girassol. Além disso, ainda haverá 200 mil hectares com trigo de primavera. Em 2025, a produção de trigo do país alcançou 22,5 milhões de toneladas, com exportações de 15,7 milhões no ano comercial entre junho de 2024 e julho de 2025.

Na Rússia, as exportações de trigo para 2025/26 foram estimadas em 43,4 milhões de toneladas, 300 mil a menos do que a projeção anterior. A consultoria SovEcon informou que, entre julho e setembro, as exportações atingiram 11 milhões de toneladas, o volume mais baixo para o início de ano comercial desde 2022/23, quando o mercado foi afetado pela guerra contra a Ucrânia.





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Projeto vai desenvolver bioinsumo pré-formulado para canola


A Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e a Pilzer Biotecnologia Agropecuária Ltda. firmaram um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira para desenvolver um bioestimulante microbiano pré-formulado para canola. O objetivo é aumentar a produtividade da cultura, que apresenta grande potencial para a economia brasileira.

Com o título “Bioestimulante microbiano pré-formulado para aumentar a produção de canola ( Brassica napus L.)”, o projeto visa superar os principais desafios para a expansão da cultura no País, a adaptação a condições de déficit hídrico e a redução da dependência de fertilizantes químicos. Na Embrapa Agroenergia, o trabalho será liderado pelo pesquisador Agnaldo Chaves.

Atualmente concentrada na região Sul, a canola tem um potencial de crescimento expressivo, especialmente em outras áreas com aptidão agrícola, com destaque para a região Centro-Oeste. Inclusive, o potencial para aumento na produtividade e na área plantada no Brasil foram motivos da escolha da canola para essa pesquisa.

O estudo a ser realizado pela Embrapa se baseia na utilização de microrganismos promotores de crescimento vegetal, que, ao serem aplicados, colonizam a rizosfera das plantas. Essa interação melhora a eficiência na absorção de nutrientes, podendo aumentar a tolerância a estresses abióticos, como altas temperaturas e falta de água, fortalecendo a resiliência da cultura diante das mudanças climáticas.

A parceria estabelece ainda a divisão de ações, ficando a Embrapa Agroenergia como responsável pela fase inicial de pesquisa, conduzindo ensaios em laboratório e em casa de vegetação. Os pesquisadores vão avaliar o comportamento de microrganismos e seu impacto no desenvolvimento da canola sob condições de restrição hídrica, buscando identificar aqueles com maior potencial para uso agrícola.

A Pilzer assumirá a etapa seguinte, testando ingredientes e insumos que possam compor a pré-formulação do bioinsumo. O produto final, que conterá os microrganismos selecionados, será avaliado em condições de casa de vegetação. Como os testes realizados dessa forma, neste primeiro momento, não será possível ainda estimar o quanto seria economizado em fertilizantes químicos. Já na etapa seguinte, com testes em campo, esse pode ser um dos dados alcançados pelo projeto.

O desenvolvimento de um pré-formulado contendo bioestimulante microbiano para o cultivo da canola sob déficit hídrico, não apenas potencializará a produtividade, como também contribuirá para a tropicalização da cultura, abrindo caminho para sua expansão na região Centro-Sul do Brasil.

Por sua vez, a maior produção de grãos resultará em um aumento no fornecimento de óleo para a indústria de biocombustíveis, fortalecendo a segurança energética do País.

“A parceria entre a Embrapa Agroenergia e a iniciativa privada, neste caso, a Pilzer, é fundamental para fazer com que o produto obtido na pesquisa alcance o mercado agrícola”, destaca Agnaldo. Além do pesquisador como líder do projeto, integrarão a equipe os pesquisadores Léia Fávaro, João Ricardo de Almeida, Clenilson Rodrigues e Bruno Laviola.

Agnaldo reforça ainda, que parcerias como esta contribuem para demonstrar o potencial da Embrapa Agroenergia em contribuir para o desenvolvimento de bioinsumos para o mercado agrícola.

Para Rogério Mazzardo, da Pilzer, essa parceria marca um avanço estratégico para a empresa ao integrar tecnologias de ponta desenvolvidas pela Embrapa que elevam a produtividade com responsabilidade ambiental.

As soluções tecnológicas da Embrapa, como ressalta Rogério, têm papel fundamental na transformação do campo. Segundo ele, esse projeto não apenas fortalece a competitividade da empresa, como também responde às demandas crescentes por produtividade com responsabilidade ambiental, posicionando a Pilzer como referência em tecnologias que transformam o campo. “Reforçamos, assim, o compromisso da Pilzer em inovação, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”.

Financiamento

O acordo tem prazo de 25 meses e terá um investimento total de R$ 1,35 milhão, com um modelo de financiamento compartilhado via Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Esse valor será dividido pela Embrapii, pela Pilzer e pelo Sebrae, ficando cada instituição responsável pelo aporte de R$ 450 mil. A Embrapa Agroenergia contribui de forma não financeira, correspondente a infraestrutura e pessoal.





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Comissão aprova ressarcimento para produtor rural por perdas decorrentes da falta de luz



Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado


Foto: Divulgação

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1940/24, que prevê que os produtores rurais serão ressarcidos pela concessionária de energia elétrica quando houver perda de produtos perecíveis por falta de luz. O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), recomendou a aprovação do texto. “A responsabilidade da concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica por danos por ela causados está bem definida no Brasil”, disse.

Comprovação

Pela proposta aprovada, o produtor deverá apresentar documentação técnica comprovando que a perda foi causada pela falta de energia elétrica.

O ressarcimento será calculado com base no valor de mercado dos itens na região.

Prazo

O pedido de ressarcimento deverá ser dirigido à concessionária, que terá 30 dias para analisar o caso, sob pena de multa. Se a empresa não cumprir o prazo, haverá um acréscimo de 10% no valor calculado para ressarcimento.

“Produtores rurais de todo o País têm amargado perdas significativas em razão das quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica ou das oscilações na tensão da rede”, afirmou o autor da proposta, deputado Marx Beltrão (PP-AL).

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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Domingos Velho Lopes é eleito o novo presidente da Farsul


A nova direção da Farsul foi escolhida durante a quinta-feira (02), em disputa com chapa única, na Sede da Entidade. Domingos Velho Lopes assume como o novo Presidente, com início do mandato em 1º de janeiro de 2026.Dos 134 sindicatos aptos a votar, 123 participaram da eleição presencial, a 44ª da história da Farsul, que completará 100 anos durante o novo mandato. Foram 120 votos na chapa, dois nulos e um em branco.Após a divulgação do resultado, em sua primeira fala como Presidente eleito, Domingos disse que o momento agora é o de recolocar o produtor rural no centro das decisões e de aumentar o diálogo entre o campo e a cidade. “O mundo nos vê como responsáveis pela segurança alimentar, como um País amigo capaz de produzir alimento e energia”, declarou.Domingos também destacou que sua gestão será técnica, que buscará inovação sem deixar de lado a conservação dos valores que sempre defendeu, como a livre iniciativa e a defesa do direito à propriedade.

“Essa Federação tem um compromisso com o produtor e com a sociedade gaúcha, e a partir de hoje, é meu mantra, e do resto da diretoria, o de colocar novamente os produtores do nosso Estado no seu lugar que é de merecimento”, finalizou.Já Gedeão Pereira Silveira, que deixa o cargo no final do ano, ao falar do encerramento do seu mandato, destacou que “uma gestão só é coroada quando faz sua sucessão. Neste caso, nós estamos fazendo um sucessor escolhido por unanimidade, com uma votação maciça dos Sindicatos Rurais”. Gedeão agora assume o posto de Diretor Vice-presidente da Farsul e de Primeiro Vice-Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o posto mais alto alcançado por um gaúcho até o momento.A nova diretoria terá uma renovação de 30% nos quadros, com 31 membros eleitos. Completam a diretoria executiva Elmar Konrad como 1º vice-presidente, Francisco Schardong, diretor-Administrativo, e José Alcindo Ávila, diretor-financeiro, com Manoel Ignácio Vieira Valim como 2º Diretor-Financeiro, e Fábio Avancini Rodrigues, 2º Diretor-Administrativo.

Quem é Domingos Velho LopesDomingos Antonio Velho Lopes é engenheiro agrônomo formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e produtor rural desde 1992, exercendo suas atividades em Mostardas e Palmares do Sul junto à família.Começou sua atividade institucional, em 1997, como presidente do Sindicato Rural de Mostardas. Em 2003, entrou para a diretoria da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Desde 2003 é membro da Comissão de Arroz da federação. Em 2005 recebe a distinção de produtor de arroz do ano através do Prêmio Senar-O Sul; em 2009 recebe o prêmio Homem do arroz do ano pela Federarroz.

Em 2016, Lopes foi homenageado com a Medalha Assis Brasil, durante a Expointer, por relevantes serviços prestados à agropecuária gaúcha. No ano seguinte, assumiu a Comissão de Meio Ambiente da Farsul e foi conduzido à presidência do Conselho Superior da entidade. A partir de 2018 desempenhou as funções de membro titular dos Conselhos Estaduais de meio ambiente; Conselho Estadual de recursos hídricos e Conselho de Saneamento do RS, além de ser membro titular da Comissão Nacional de meio ambiente da Confederação Nacional de Agricultura – CNA.Em 2022 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Atualmente exerce o cargo de diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).





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Safra de uva avança com boas condições climáticas



Expectativa é positiva para safra de uva no Estado



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de uva segue em bom ritmo no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a poda seca foi concluída e as videiras apresentam plena brotação e desenvolvimento vegetativo. Segundo o informativo, não há registro significativo de doenças fúngicas ou pragas, e os vinhedos demonstram boa emissão de brotos e cachos, o que indica expectativa positiva para a safra. O manejo de plantas de cobertura do solo tem sido realizado por meio de roçadas ou acamamento. As temperaturas amenas também têm favorecido o baixo índice de doenças.

Já na região de Frederico Westphalen, as variedades cultivadas se encontram em diferentes estágios. A Vênus está em fase de flores abertas e limpeza dos cachos; a Bordô apresenta inflorescência visível e flores agrupadas; a Niágara Rosada e Branca têm cerca de 25% de flores abertas; a Seyve Villard está entre a primeira folha separada e a inflorescência visível; e a Carmem se encontra de duas a três folhas separadas até o alongamento da inflorescência. As demais cultivares apresentam ponta verde com duas a três folhas separadas.

Entre as práticas adotadas, os viticultores realizam a desbrota, eliminando brotos em excesso ou mal posicionados, e a desponta, que consiste no corte de ramos muito vigorosos para favorecer a floração e a entrada de luz. Também foram aplicadas adubações foliares com boro e cálcio, nutrientes essenciais para o florescimento e o pegamento das bagas, além de nitrogênio para estimular a brotação, potássio e magnésio para o desenvolvimento inicial dos frutos e manutenção da fotossíntese.

O monitoramento de doenças típicas da primavera, como míldio, oídio e antracnose, segue em andamento, assim como o manejo da cobertura vegetal, o tutoramento e a amarração dos ramos para garantir a boa condução das plantas.





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Manejo pré-plantio é chave para safra recorde de soja


O início da safra de soja 2025/26 projeta novo recorde nacional de produção, estimado pela Safras & Mercado em 180,92 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve chegar a 48,21 milhões de hectares, com produtividade média de 3.771 kg/ha. Apesar dos números positivos, produtores enfrentam custos mais altos – R$ 4.223 por hectare contra R$ 3.918 da última temporada – e riscos climáticos associados ao possível retorno do fenômeno La Niña.

Nesse cenário, o manejo antecipado de plantas invasoras se torna decisivo para garantir uniformidade no estande de plantas e reduzir gastos com aplicações corretivas. A Agroallianz destaca o herbicida recém-lançado Predecessor®, indicado para uso em pré-plantio, como ferramenta essencial nesse processo. O produto combina três moléculas – Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin – e oferece amplo espectro de controle, atuando na pré e pós-emergência.

A safra de soja 2025/26 começa agora, no momento de preparo das áreas e organização das etapas. O produtor que prioriza o controle de plantas daninhas antes do plantio, com ferramentas eficazes, tem mais segurança e rentabilidade lá na frente”, destaca Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz.

Ensaios independentes em Ponta Grossa (PR) mostraram que áreas tratadas com o herbicida produziram até 25,9% a mais em comparação às não tratadas. Entre as espécies controladas estão buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha, todas de forte impacto competitivo no início da safra.

Segundo a empresa, o produto terá foco inicial em regiões do Cerrado, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, mas pode ser utilizado em todas as áreas produtoras de soja no país. A proposta é apoiar o agricultor na construção de um manejo mais estratégico, sustentável e eficiente, fortalecendo a rentabilidade em meio a um ciclo de maiores desafios.

 





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Soja avança em Chicago com apoio do governo



Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização


Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização
Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização – Foto: Leonardo Gottems

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a quinta-feira (2) em alta, sustentada por sinais de apoio político nos Estados Unidos e pela maior utilização do óleo de soja na produção de biodiesel. Segundo informações da TF Agroeconômica, a ausência de dados oficiais de exportação, não divulgados devido à paralisação do governo norte-americano, levou o mercado a se apoiar nas promessas do governo de compensar os produtores e nas expectativas ligadas às negociações comerciais com a China.

Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização de 1,06%, equivalente a US$ 10,75 cents/bushel, encerrando a US$ 1.023,75. Já a posição de janeiro subiu 1,04%, para US$ 1.041,75/bushel. O farelo de soja para outubro avançou 2,49%, chegando a US$ 271,3/ton curta, enquanto o óleo de soja para outubro fechou em leve alta de 0,14%, a US$ 49,82/libra-peso. Os ganhos refletiram a recomposição de posições compradas após as cotações atingirem, no início da semana, a mínima de seis semanas.

Outro fator de suporte veio da sinalização do presidente Donald Trump, que reforçou em suas redes sociais que a soja terá papel central em sua reunião com o presidente chinês Xi Jinping, prevista para ocorrer ainda este mês. A possibilidade de avanços nas negociações entre as duas maiores economias do mundo trouxe otimismo adicional aos investidores.

Paralelamente, a Administração de Informação de Energia (EIA) informou que o uso de óleo de soja na produção de biodiesel nos Estados Unidos atingiu 1,108 bilhão de libras em julho, o maior volume desde novembro do ano passado. Esse avanço segue o padrão sazonal do setor e reforça a tendência de maior demanda, contribuindo para sustentar as cotações da oleaginosa no mercado internacional.

 





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Mercado de soja com certa disponibilidade


O mercado de soja no Rio Grande do Sul manteve preços estáveis na maior parte das praças, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 15/10 (entrega set/out) ficaram em R$ 135,00 porto. No interior os preços seguiram firmes, a depender da praça.R$ 129,00 (-0,77%) Cruz Alta – Pgto 30/10. R$ 129,00 (-0,77%) Passo Fundo – Pgto 30/10. R$ 129,00 (-0,77%) Santa Rosa / Sa~o Luiz – Pgto 30/10. Preços de pedra em Panambi ficaram em R$ 119,00 hoje”, comenta.

Enquanto isso, a soja apresenta forte oscilação pontual no mercado de soja. “O movimento é interpretado como ajuste pontual de estoque ou liquidação por parte de cooperativa local. Em contrapartida, Palma Sola seguiu em alta de +0,84%, atingindo R$ 120,00 por saca. No porto, por outro lado, vemos os preços ainda parados. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,39”, completa.

O mercado de soja no Paraná seguiu firme no dia de hoje, marcando variações amenas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,19 (-0,44%). Em Cascavel, o preço foi 127,54 (-0,05%). Em Maringá, o preço foi de R$ 127,04 (+0,32%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,31 (+0,19%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 134,39. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul registra pouca volatilidade nas cotações da soja. “A redução dos custos de frete rodoviário, impulsionada pelo fim do escoamento da safrinha, favorece a competitividade local e contribui para melhores margens na formação do preço líquido. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,19 (-0,08%), Campo Grande em R$  122,19 (-0,08%), Maracaju em R$ 122,19 (-0,08%), Chapadão do Sul a R$ 120,15 (+0,21%), Sidrolândia a em R$ 122,19 (-0,08%)”, informa.

O mercado físico de soja em Mato Grosso apresentou liquidez reduzida. “Campo Verde: R$ 120,89 (+0,25%). Lucas do Rio Verde: R$ 115,69 (+0,39%), Nova Mutum: R$ 115,69 (+0,39%). Primavera do Leste: R$ 120,98 (+0,32%). Rondonópolis: R$ 120,98 (+0,32%). Sorriso: R$ 115,69 (+0,39%)”, conclui.

 





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Comercialização de flores na CEAGESP cresce durante a primavera


Ao longo da primavera (setembro a dezembro), a comercialização florista no atacado da CEAGESP movimenta, em média, 4,5 mil toneladas de flores de vaso e de corte. No ano passado, foram 4.290,5 toneladas, contra 4.745,9 toneladas em 2023.

De acordo com a Seção de Economia e Desenvolvimento (SEDES), verifica-se uma movimentação maior de flores no período dessa estação do ano. Entretanto, é importante destacar que duas datas bastante relevantes para o setor acontecem durante esse período: o Dia de Finados, em novembro, e as festividades de final de ano, em dezembro. “Esses dois acontecimentos aumentam muito a procura por flores na CEAGESP”, ressalta Thiago de Oliveira.

O aumento da demanda de Finados e de fim de ano também impacta os preços médios de atacado desse tipo de produto. Durante a primavera de 2024, o preço médio do quilo de flores na CEAGESP atingiu R$ 30 por kg entre novembro e dezembro.

Campeãs da primavera

No ranking das cinco flores mais comercializadas no período da primavera (2023 e 2024) estão as suculentas em geral, com 5,2% de participação sobre o total acumulado; margarida (4,8%); orquídea (4,3%), crisântemo, 3,6% e azaléa, com 3%.

Ao longo do ano, são comercializadas no atacado e no varejo da CEAGESP mais de 15 mil toneladas de flores. As vendas aumentam cerca de 10% em datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Namorados, Finados, festas de final de ano e durante o mês de maio, o tradicional Mês das Noivas.

No Entreposto Terminal São Paulo, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital, a CEAGESP realiza duas Feiras de Flores durante a semana. Uma de segunda para terça-feira, e a outra de quinta para sexta-feira, onde o público tem a oportunidade de comprar no atacado e no varejo.





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