terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Eliminação de soqueira é estratégia eficaz contra pragas



O método químico envolve a aplicação de herbicidas



O método químico envolve a aplicação de herbicidas
O método químico envolve a aplicação de herbicidas – Foto: Pixabay

A remoção das soqueiras de cana-de-açúcar, restos das plantas após a colheita, é uma prática essencial para a renovação do canavial e o controle de pragas, como o Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana. Segundo Bruno Ferreira, consultor técnico de vendas, a eliminação pode ser feita por métodos químicos, mecânicos ou pela combinação de ambos, dependendo das condições da lavoura e dos objetivos do produtor.

O método químico envolve a aplicação de herbicidas para enfraquecer ou eliminar os tocos remanescentes. No entanto, essa abordagem, quando usada isoladamente, costuma ter eficácia limitada. Por isso, é comum associá-la à eliminação mecânica, que promove a remoção física das soqueiras por meio de implementos agrícolas. Entre os equipamentos disponíveis, destacam-se os eliminadores com acionamento por cardan e os modelos hidráulicos, que oferecem menor desgaste, maior eficiência e reduzem a necessidade de manutenção.

O período ideal para a realização dessa prática também deve ser considerado. Ferreira destaca que a época seca é mais favorável ao uso dos eliminadores mecânicos, pois as condições do solo melhoram o desempenho dos equipamentos. Já durante a reforma dos canaviais, é possível integrar os métodos conforme a estratégia de manejo adotada.

Mais do que uma etapa operacional, a eliminação da soqueira é um investimento em produtividade. Ao reduzir a infestação de pragas e preparar o solo para novas plantações, a prática contribui para a longevidade dos canaviais, otimiza os recursos da propriedade e garante melhores resultados ao longo dos ciclos produtivos.

 





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Batata/Cepea: Menor demanda pressiona cotações em SP; geada pode impactar oferta


 Levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea mostram que o preço médio da batata tipo ágata especial no atacado de São Paulo foi de R$ 63/sc na última semana, queda de 16,3% em relação à anterior; nos atacados de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, as médias permaneceram estáveis no período, em R$ 57/sc e R$ 63/sc, nesta ordem. Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, chuvas principalmente nas regiões Sul e Sudeste reduziram o ritmo de colheita, resultando em menor oferta. A demanda por batatas também diminuiu, devido ao final do mês, quando normalmente o poder aquisitivo da população é menor, pressionando as cotações e/ou limitando as altas de preços do tubérculo. Ainda conforme o Centro de Pesquisas, devido às geadas ocorridas na última semana, pode haver uma desaceleração da oferta, a depender da intensidade dos danos nas lavouras. 

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Agroquímicos viram moeda estratégica em pacto EUA-UE



“O que antes era técnico, tornou-se político”



"O  que antes era técnico, tornou-se político”
“O que antes era técnico, tornou-se político” – Foto: Canva

Em 27 de julho de 2025, Estados Unidos e União Europeia anunciaram um acordo comercial que estabelece uma tarifa geral de 15% sobre a maioria das importações europeias, mas, segundo Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, alguns agroquímicos europeus foram isentados dessa cobrança na categoria de “Produtos Especiais”. Essa decisão reflete a complexa interdependência econômica entre as duas regiões, já que a UE é grande importadora de commodities agrícolas dos EUA, enquanto os americanos dependem das biotecnologias e insumos químicos europeus produzidos por gigantes como Bayer e BASF.

“A decisão final de isentar agroquímicos pelos europeus da tarifa, se confirmada, resulta da clara interdependência econômica e geopolítica existente hoje entre EUA e Europa. Embora a Corteva tenha fortalecido a autonomia produtiva americana, a realidade tecnológica permanece clara: boa parte da biotecnologia agrícola e dos insumos de alta complexidade ainda provém das fábricas europeias”, comenta.

Durante as negociações, Bayer e BASF pressionaram para evitar interrupções no fluxo desses insumos essenciais, enquanto o conglomerado americano Corteva Agriscience exerceu contrapressão, ameaçando tarifas mais severas. O acordo revela que agroquímicos deixaram de ser simples commodities industriais para se tornarem ativos estratégicos e peças-chave na segurança alimentar global.

“A grande lição estratégica do acordo EUA-UE para o agro é que os insumos químicos deixaram definitivamente o campo técnico e migraram para o centro da mesa geopolítica. Produtores, investidores e empresas precisarão, daqui para frente, acompanhar muito de perto esses movimentos de bastidores. O que antes era previsível tornou-se dinâmico, e o que antes era técnico tornou-se político”, conclui.





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Mudança ambiental no Brasil preocupa o mundo


A recente aprovação da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/2021) pelo Senado flexibilizou as regras para setores estratégicos como agropecuária, mineração e infraestrutura, marcando a maior mudança nas normas ambientais desde 1988. A nova lei dispensa o licenciamento para atividades agropecuárias, amplia o uso do regime de autodeclaração e desvincula o licenciamento do uso de recursos hídricos, além de reduzir a proteção de terras indígenas e quilombolas não homologadas.

Apesar da redução da burocracia, a mudança aumentou o alerta sobre os riscos para empresas que operam no Brasil. Mesmo com regras mais brandas, a responsabilização civil, administrativa e penal por danos ambientais permanece ativa. A nova legislação, ao facilitar procedimentos, pode aumentar a exposição a erros, autodeclarações imprecisas, sanções severas e perda de competitividade internacional.

“A nova legislação cria uma ilusão de segurança jurídica. A ausência de exigência formal de licenciamento não elimina a responsabilidade das empresas. Pelo contrário, ela aumenta o risco de autodeclarações equivocadas, danos não previstos e sanções severas para diretores e administradores”, afirma Gleison Loureiro, CEO do AmbLegis, Regtech especializada em compliance e gestão de requisitos legais.

Empresas que exportam ou dependem de certificações ambientais e critérios ESG para captar recursos devem manter padrões rigorosos de compliance. A desconexão entre a flexibilização interna e as exigências globais pode comprometer contratos, certificações como ISO 14001 ou FSC e o acesso a mercados sensíveis como o europeu, que adotam diretrizes socioambientais mais restritivas.

Neste cenário, o compliance ambiental se torna um diferencial competitivo. A adoção de tecnologias para gestão de requisitos legais, monitoramento contínuo de impactos, documentação adequada e auditorias periódicas ajuda a proteger empresas contra sanções, garantir regularidade e preservar sua reputação no mercado nacional e internacional.

“A empresa que não documenta suas práticas corre o risco de ser responsabilizada mesmo que tenha boas intenções. Em um ambiente mais permissivo, a autorregulação será a principal linha de defesa”, alerta Loureiro. “Quem não tiver uma boa estrutura de compliance corre riscos elevados de perda de contratos e acesso a mercados externos”, finaliza.

 





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Dólar em queda pressiona preços do trigo com semeadura na reta final



Mercado segue com baixa liquidez




Foto: Canva

A semeadura do trigo caminha para a reta final no Brasil, e os produtores seguem com foco nas atividades de campo. Essa movimentação tem reduzido a oferta do cereal no mercado interno, enquanto compradores priorizam negociações com o mercado externo, o que mantém o ritmo lento nas vendas à vista no país.

De acordo com as informações divulgadas pelo Cepea, esse cenário contribui para uma liquidez reduzida no spot nacional. Além disso, a queda do dólar frente ao real na última semana pressionou ainda mais os preços do cereal no mercado disponível.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 19 de julho, cerca de 96,9% da área estimada para o plantio de trigo já havia sido semeada no país. O ritmo está em linha com o mesmo período de 2024 e também com a média dos últimos cinco anos. Apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não concluíram completamente o plantio.

Enquanto isso, a colheita já avança em Goiás e teve início em Minas Gerais, sinalizando que a safra começa a ganhar ritmo em algumas regiões. Com a colheita se aproximando nas demais áreas produtoras e o câmbio menos favorável às exportações, o mercado interno pode seguir pressionado nas próximas semanas.

A expectativa é de que, com o término da semeadura e o avanço da colheita, o cenário de comercialização possa mudar, especialmente se houver variações significativas nos preços internacionais e na taxa de câmbio.





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Nova lei busca fortalecer a permanência dos jovens no campo



Nova lei incentiva jovens rurais, garantindo apoio e crédito diferenciado


Foto: Expodireto Cotrijal

A Lei 15.178/25, que institui a Política Nacional de Juventude e Sucessão Rural, entrou em vigor nesta quinta-feira (24). A nova norma tem como objetivo estimular a permanência dos jovens nas comunidades rurais, oferecendo melhores condições de vida e trabalho no campo.

Voltada a jovens de 15 a 29 anos que atuam na agricultura familiar, a política prevê ações em várias áreas, como:

A lei também autoriza a criação de linhas de crédito específicas, com condições diferenciadas, para reduzir os riscos dos empréstimos voltados a esse público.

A proposta teve origem no Projeto de Lei (PL) 9263/17, de autoria do deputado Patrus Ananias (PT-MG), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e pelo Senado no início de julho. Foi sancionado pela Presidência da República com um veto.

Veto

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou o trecho que destinava, no mínimo, 30% dos recursos federais, estaduais e municipais para a compra de alimentos da agricultura familiar destinados à merenda escolar. Essa destinação já existe em lei, mas vale somente para os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que é federal.

O governo afirmou que, apesar da boa intenção, o trecho era inconstitucional, já que uma lei federal não pode tratar da destinação de recursos de estados e municípios.





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Convocação de novos auditores fiscais é insuficiente



O déficit do setor se torna evidente




Foto: Mapa

A nomeação de 200 novos auditores fiscais federais agropecuários aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) foi recebida como um avanço, mas está longe de atender às reais necessidades do setor, segundo o Anffa Sindical. Atualmente, há cerca de 2.300 auditores em atividade no Brasil, dos quais 20% já estão aptos a se aposentar. Além disso, permanecem abertas 1.350 vagas, resultado de aposentadorias não repostas nos últimos anos.

O déficit se torna ainda mais preocupante quando se observa que, no início dos anos 2000, o quadro superava os 4 mil profissionais, em um cenário de menor demanda do agronegócio brasileiro. A convocação dos 600 candidatos que permanecem no cadastro de reserva é vista como essencial para recompor a força de trabalho e manter a segurança sanitária do país.

As dificuldades são especialmente visíveis em estados como Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Maranhão, Piauí e diversas áreas do Norte, onde há postos com apenas um servidor responsável por todas as atividades de fiscalização e defesa agropecuária. A recomposição atual representa apenas um alívio pontual diante da fragilidade estrutural desses serviços.

Além do reforço no quadro de pessoal, são necessários investimentos em infraestrutura, capacitação técnica específica para os novos servidores, modernização tecnológica e renovação de veículos. Também se destaca a necessidade de fortalecer o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteira), que hoje opera de forma improvisada, sem equipe dedicada e com atuação voluntária.

 





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Geração Z quer propósito: o feijão tem



Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade



Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade
Alimento tradicional pode se aproveitar da modernidade – Foto: Divulgação

Enquanto marcas investem milhões para entender a Geração Z, o feijão, que é simples, nutritivo e ancestral e já oferece tudo o que esse público exige: autenticidade, origem respeitável e comida de verdade. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o grão símbolo da mesa brasileira não precisa de caixinha gourmet nem de dancinha no TikTok para ser relevante. Ele é cultura, é propósito, é resistência.

A geração que cancela marcas em dois stories e organiza protestos no Reels quer mais do que slogans e efeitos especiais. Quer alma no prato, contexto no discurso e verdade nos ingredientes. E o feijão entrega tudo isso. Basta parar de vendê-lo como figurante nas gôndolas e dar a ele o lugar de destaque que merece — como protagonista de uma alimentação consciente, saudável e conectada com as raízes do Brasil.

O Ibrafe reforça: para dialogar com a Geração Z, é preciso contar histórias. Mostrar de onde vem, dar nome e sobrenome, identidade e, sim, escrever Feijão com F maiúsculo. Essa geração não quer marketing enfeitado com bacon artificial e glitter; quer saber o que está comendo e por que aquilo importa. Produto de verdade não precisa de firula — precisa de contexto.

Num tempo em que o superficial perde espaço, o feijão ressurge como símbolo de um novo consumo: com propósito, história e alma. Ele está pronto para conquistar prateleiras e corações. Falta apenas o mercado enxergar seu verdadeiro valor. “Quer alcançar a Gen Z? Conta a história. Mostra de onde veio. Dá nome, identidade e, por favor, coloca esse F maiúsculo. Porque produto de verdade não precisa de firula — só de contexto”, conclui.

 





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Biotecnologia reduz perdas por nematoides no algodão



O cuidado com as sementes é muito importante



O cuidado com as sementes é fundamental para colher uma boa pluma
O cuidado com as sementes é fundamental para colher uma boa pluma – Foto: Gilbert Kuhnert

Os nematoides representam uma das principais ameaças à cultura do algodão, podendo causar prejuízos expressivos. Em publicação no LinkedIn, Daiane Klabunde, assistente técnica de vendas na Unicampo, destacou um exemplo de área altamente infestada pelo Rotylenchulus reniformis, onde as perdas chegaram a quase 100 arrobas por hectare. A situação envolveu um material com alto potencial produtivo, mas suscetível à praga, posicionado de forma inadequada em uma região com alta pressão de infestação.

No mesmo ambiente, foi utilizado o cultivar FM 945 STP, que possui resistência moderada ao nematoide. Os resultados foram significativamente melhores, evidenciando como o uso estratégico de materiais geneticamente adaptados pode minimizar os danos causados por essas pragas. A escolha correta da cultivar, aliada ao monitoramento das áreas, é essencial para preservar a produtividade da lavoura.

A BASF tem investido em soluções integradas para auxiliar o produtor no manejo de nematoides. Essas soluções envolvem desde a disponibilização de sementes com traits que oferecem resistência genética, até o tratamento de sementes com produtos que garantem proteção desde o início do ciclo. A combinação entre biotecnologia, qualidade genética e controle químico tem se mostrado eficaz para assegurar a sanidade da cultura do algodão.

Com planejamento, tecnologia e conhecimento técnico, é possível reduzir as perdas provocadas por nematoides e garantir uma colheita mais rentável e sustentável, mesmo em áreas com histórico de alta infestação. As informações foram divulgadas no seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Podridão de carvão desafia sojicultores



É preciso fazer um manejo adequado



É preciso fazer um manejo adequado
É preciso fazer um manejo adequado – Foto: Showtec

A podridão de carvão, causada pelo fungo Macrophomina phaseolina, representa uma ameaça crescente à produtividade da soja em regiões com altas temperaturas e períodos de seca. Segundo Pablo Augusto Cavalcante Coimbra, assistente de pesquisa na Corteva Agriscience, que compartilhou informações sobre o tema em seu perfil no LinkedIn, a doença também é conhecida como podridão cinzenta ou negra da raiz, e seu impacto pode levar à morte prematura das plantas, afetando severamente os rendimentos.

Os sintomas incluem murchamento das plantas, necrose e descoloração marrom-escura nas raízes e na base do caule. Em casos mais avançados, há formação de estruturas de resistência (escleródios) com aparência enegrecida. Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento da doença estão o estresse hídrico, altas temperaturas, compactação e baixa fertilidade do solo — condições que dificultam o crescimento das raízes e tornam o ambiente ideal para o patógeno.

O manejo da Macrophomina exige uma abordagem integrada, que combine práticas químicas, biológicas e culturais. Entre as soluções disponíveis, destaca-se o biofungicida GRAP BeesTRIC, à base do fungo Trichoderma harzianum. Essa tecnologia atua diretamente sobre o patógeno, promovendo uma alternativa eficaz e sustentável ao controle convencional. O uso de Trichoderma tem se mostrado promissor na recuperação da saúde do solo e no estímulo ao crescimento das plantas.

Além disso, estratégias como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo da irrigação para evitar estresse hídrico, correção nutricional, uso de cultivares resistentes e monitoramento constante da lavoura são fundamentais. Adotar essas medidas contribui não apenas para a mitigação da doença, mas também para a construção de sistemas agrícolas mais resilientes e produtivos.





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