sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo investe R$ 86 milhões em maquinário rural



Programa estadual investe em pesquisa e maquinário rural



Foto: Pixabay

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) realizou nesta terça-feira (23) a entrega de maquinários agrícolas destinados a diversos municípios paulistas, em evento promovido na Fazenda Santa Eliza, em Campinas (SP).

Segundo a pasta, foram entregues 304 maquinários para 267 municípios por meio do programa Patrulha Rural, “sendo 90 rolos compactadores, 90 pás carregadeiras, 35 retroescavadeiras, 39 tratores agrícolas e 50 roçadeiras hidráulicas”. Além disso, foram distribuídos 20 caminhões-pipa pelo programa Agro SP + Seguro. O investimento total do Governo do Estado é de R$ 86 milhões.

As entregas integram a estratégia do Governo do Estado de São Paulo para incentivar a produção agropecuária e apoiar os produtores rurais. Desde 2023, a SAA “entregou cerca de 608 equipamentos aos municípios paulistas, totalizando mais de R$ 125 milhões”, informou a secretaria.

Durante o evento, a Diretoria de Pesquisa de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) homologou 37 pesquisadores científicos aprovados no último concurso público. Eles passam a integrar equipes responsáveis pelo desenvolvimento de estudos e inovações para a agropecuária paulista e nacional. “A iniciativa reforça o compromisso da SAA com o avanço do agronegócio por meio da pesquisa científica”, destacou a pasta.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

setembro pode ter a maior média de abate já registrada



Oferta de gado confinado amplia escalas de abate em MT



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (22), as escalas de abate de bovinos na parcial de setembro de 2025, até o dia 19, ficaram em média em 12,56 dias. O instituto destacou que esse resultado representa “um alongamento de 35,01% em relação ao mesmo período de agosto de 2025”.

De acordo com o levantamento, o movimento reflete a maior oferta de animais terminados na segunda quinzena de agosto de 2025, “que já havia provocado um primeiro alongamento das escalas e se manteve na primeira metade de setembro de 2025”.

O Imea apontou que o cenário esteve associado ao avanço dos abates no mês de agosto, com aumento mais expressivo na categoria de confinamento, “que registrou alta de 29,29%”. No semiconfinamento, o crescimento foi de 5,38%, enquanto os animais criados a pasto apresentaram retração de 9,23% no comparativo com o mês anterior.

Segundo a instituição, o incremento da oferta sustentou o alongamento das escalas em setembro, “que pode se consolidar como a média mais longa já registrada na série histórica”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plano Safra reforça segurança alimentar no Pará



Pará recebe ações do Plano Safra 2025/26 em Belém



Foto: Divulgação

O fortalecimento da agricultura familiar no Pará ganhou novo impulso nesta terça-feira (23), em Belém, com a realização de ações do Plano Safra 2025/2026. Durante a solenidade, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou medidas que “vão desde o apoio direto às cozinhas solidárias até a formalização de termos que ampliam a participação de cooperativas e associações no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”.

A superintendente regional da Conab no Pará, Rosanna de Angelis Vallinoto Costa, participou do evento, que marcou um passo para aproximar a produção dos agricultores familiares das demandas sociais. Entre as ações, ocorreu a entrega simbólica de duas toneladas de gêneros alimentícios destinados a cinco cozinhas solidárias: Mãos de Mulheres e Pão Partilhado (Ananindeua), Mulheres das Flores e Resistência (Belém) e Mãos Solidárias (Igarapé-Açu). Segundo a Conab, “essas iniciativas contribuem para a segurança alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade”.

O evento também incluiu a assinatura de quatro Termos de Participação da Agricultura Familiar (TPAFs) referentes ao PAA 2025, instrumento que “assegura espaço para entidades da agricultura familiar na venda direta ao poder público”. Além disso, foi autorizada a entrega de sementes no âmbito do programa, medida que, de acordo com a Conab, “garante melhores condições de plantio e incentiva a produção sustentável no campo”.

As ações, segundo a companhia, reforçam o compromisso do Governo Federal “em integrar a agricultura familiar, a pesca e a aquicultura às políticas de desenvolvimento rural sustentável, com reflexos positivos para o abastecimento alimentar e a geração de renda no estado”.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar encerra o dia estável e acumula queda ante o real pela 4ª semana


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar fechou a sexta-feira praticamente estável no Brasil, em meio a uma agenda esvaziada de indicadores e eventos econômicos, mas ainda assim a divisa norte-americana completou a semana com uma baixa acumulada ante o real, a quarta queda semanal consecutiva.

Apesar do avanço firme ante boa parte das demais divisas no exterior, o dólar à vista fechou a sexta-feira com leve alta de 0,02% no Brasil, aos R$5,3205. Na semana a divisa acumulou queda de 0,62% e, no ano, baixa de 13,89%.

Às 17h05, na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,23%, aos R$5,3320.

A sexta-feira foi marcada por nova alta do dólar ante as demais divisas no exterior, com investidores ajustando posições após o Federal Reserve cortar, na quarta-feira, sua taxa de juros em 25 pontos-base, para a faixa entre 4% e 4,25%, sinalizando a intenção de promover novas reduções até o fim do ano.

No Brasil, em um dia de agenda esvaziada, o dólar chegou a subir em sintonia com o exterior, atingindo a cotação máxima de R$5,3405 (+0,40%) às 9h36 — ainda na primeira hora de negócios –, mas perdeu força logo depois, reaproximando-se da estabilidade.

Por trás do movimento estava novamente a percepção de que, com uma taxa Selic de 15%, o Brasil tem um diferencial de juros bastante atraente em relação aos EUA, o que atrai investimentos externos.

Em publicação nesta sexta-feira, o Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco informou a revisão de sua projeção para a taxa de câmbio no fim deste ano, de R$5,50 para R$5,35, mantendo o valor de R$5,50 para o encerramento de 2026.

“O cenário externo benigno, com enfraquecimento global do dólar, deve permitir que o real siga operando em níveis mais apreciados no curto prazo”, registrou nota assinada pelo economista-chefe do banco, Mário Mesquita.

“Para o ano que vem, no entanto, o estreitamento do diferencial de juros, o prêmio de risco e o cenário desafiador das contas externas limitam perspectivas mais favoráveis.”

Pela manhã, o Banco Central vendeu um total de US$2 bilhões em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos para rolagem do vencimento de outubro. Além disso, vendeu 40.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de outubro.

Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,32%, a 97,656.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço de bezerros sobe em Mato Grosso



Preços dos bezerros sobem devido à menor oferta



Foto: Pixabay

A menor oferta de bezerros em Mato Grosso tem elevado os preços e beneficiado o sistema de cria no estado, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (22). De acordo com os dados, “o preço do bezerro de 12 meses deflacionado, média de janeiro a setembro de 2025, foi de R$ 12,88/kg para machos e R$ 9,92/kg para fêmeas, aumento de 42,19% e 43,24%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024”.

O aumento nos preços está relacionado ao maior descarte de fêmeas registrado nos anos anteriores, que resultou em menor disponibilidade de animais jovens. Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), na parcial de maio de 2025, o rebanho de bezerros machos de 0 a 12 meses foi de 4,90 milhões de cabeças, enquanto o de fêmeas somou 4,20 milhões, representando redução de 3,29% e 5,39%, respectivamente, em relação a 2024.

A valorização do preço dos bezerros tende a estimular o sistema de cria no estado, incentivando a retenção de fêmeas e reduzindo o volume de abates de matrizes. Segundo o Imea, “o cenário atual favorece a produção de animais jovens, mantendo o rebanho mais estruturado para os próximos ciclos”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

A infração ambiental pode conter erros: Fique atento



A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota


A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota
A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota – Foto: Pixabay

O aumento da fiscalização ambiental no Brasil tem gerado preocupação entre produtores rurais, que muitas vezes se deparam com autuações consideradas abusivas. Erros em autos de infração, como coordenadas incorretas, volume de vegetação impreciso ou dados incompletos, podem ser usados como base para defesa, evitando multas indevidas.

A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota, por satélite, e o auto de infração deve respeitar requisitos formais previstos no Decreto Federal nº 6.514/2008, garantindo direito ao contraditório e à ampla defesa. A legitimidade do autuado também é um ponto crítico, especialmente quando fiscais identificam o responsável apenas pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Esse tipo de penalidade ocorre quando há algum tipo de violação aos recursos naturais ou às normas ambientais. O caso mais comum é o desmatamento ilegal ou o desenvolvimento de atividades sem a devida licença”, explica Karina Testa, advogada cível e ambiental, engenheira florestal e sócia da Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro, em Jataí/GO.

Ao ser autuado, o produtor deve agir rapidamente, reunindo documentação, licenças, certificados e, se necessário, laudos técnicos para construir uma defesa consistente. Outro ponto de atenção é a dosimetria das multas, que pode variar significativamente, exigindo análise criteriosa sobre os valores aplicados.

A organização preventiva é a melhor estratégia para reduzir riscos. Manter registros atualizados e planejar atividades com apoio técnico e jurídico aumenta a segurança do produtor, evitando autuações indevidas e garantindo que qualquer defesa seja apresentada dentro do prazo legal.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de cana avança com produtividade acima da média



O mercado de etanol permanece firme


O mercado de etanol permanece firme
O mercado de etanol permanece firme – Foto: Canva

A safra de cana-de-açúcar 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avança com ritmo consistente, segundo relatório do Rabobank. Até o final de agosto, foram moídas 404 milhões de toneladas, correspondendo a cerca de dois terços do total previsto. A produtividade média no período de abril a agosto atingiu 79,3 toneladas por hectare, cerca de 8% acima da safra anterior, reacendendo projeções de uma colheita superior a 600 milhões de toneladas.

Em termos de qualidade, o ATR médio por tonelada de cana segue 4% abaixo do registrado na safra passada, enquanto a parcela de cana destinada à produção de açúcar chegou a 52,8%. Apesar do volume moído estar 5% inferior ao ano anterior, a produção de açúcar apresenta apenas 2% de queda em relação à safra anterior, enquanto a produção de etanol ainda registra um déficit de 10%.

O mercado de etanol permanece firme devido à perspectiva de estoques apertados até o final da safra em março. Já o açúcar apresentou queda em alguns estados, incluindo São Paulo, ficando abaixo da paridade com o etanol. Esse cenário pode impactar a decisão sobre o mix de produção no próximo ciclo, dependendo dos custos de liquidação dos contratos de açúcar.

Outro fator que chama atenção é o enfraquecimento do dólar, que atingiu o nível mais baixo desde junho de 2024. A valorização do real preocupa o setor, pois pode pressionar os preços da gasolina e afetar a competitividade do etanol brasileiro. No cenário do milho, a grande safra e os preços firmes do etanol de milho tornam a produção atraente, com produtores podendo adquirir matéria-prima a preços vantajosos, reforçando expectativas de recuperação da produção total de etanol em 2026/27. O clima seco recente também favoreceu altas taxas de moagem, permitindo ritmo intenso nas unidades canavieiras.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mecânicos precisam se adaptar à era digital


O perfil do mecânico agrícola brasileiro está mudando. Com máquinas cada vez mais conectadas e inteligentes, os profissionais precisam dominar sistemas eletrônicos, sensores e softwares, além do conhecimento mecânico tradicional. A Massey Ferguson mostra essa evolução na terceira temporada do Master Mechanic, reality show que estreia no YouTube nos dias 16, 23 e 30 de outubro.

Nesta edição, o protagonista é o pulverizador MF 500R, equipamento de alta tecnologia que garante aplicações precisas e sustentáveis no campo. Seis mecânicos de diferentes estados do Brasil competem em provas práticas, que envolvem diagnóstico técnico, ajustes mecânicos e uso de ferramentas digitais.

Segundo Bruno Pianca, gerente de serviços da marca, operadores e mecânicos precisam unir habilidades tradicionais e digitais para garantir eficiência no campo. O setor passa por transição, com profissionais experientes se adaptando às novas tecnologias e jovens talentos trazendo familiaridade digital.

“As principais habilidades para o mecânico agrícola hoje envolvem a capacidade de navegar pelas tecnologias presentes, tendo facilidade de acessar um computador, fazer leitura e interpretação de sistemas eletrônicos. Ainda assim, o conhecimento mecânico dos produtos continua sendo essencial, já que, para um diagnóstico preciso, esses dois “mundos” precisam caminhar juntos”, explica.

O reality reforça a importância da capacitação técnica e da valorização dos profissionais que garantem o bom funcionamento das máquinas agrícolas, essenciais para a produtividade e inovação no agronegócio brasileiro. 

“O Master Mechanic reforça o nosso compromisso com a formação técnica no campo e com a valorização dos profissionais que garantem a eficiência das máquinas agrícolas. Acreditamos que reconhecer essas competências é essencial para impulsionar a produtividade e preparar o agro para os desafios de um cenário cada vez mais tecnológico”, afirma Rodrigo Junqueira, gerente-geral da AGCO e vice-presidente da Massey Ferguson América do Sul.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Manifesto do agro pede mais investimentos em logística


Três associações de produtores divulgaram nesta sexta-feira, 19, um manifesto em defesa do agronegócio brasileiro. O documento, assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) defende que a logística deixe se ser um gargalo para se transformar em um pilar de competitividade e de crescimento para o País.

As reivindicações são fruto das discussões promovidas durante o 1º Fórum de Geopolítica e Logística, realizado em Brasília no último dia 10 de setembro, e destacam que, apesar de o Brasil ter se consolidado como potência agrícola, os entraves logísticos comprometem prazos, elevam custos e reduzem a competitividade frente a concorrentes internacionais que contam com infraestrutura mais moderna. Além disso, aponta que o déficit de armazéns e o alto “Custo Brasil” pressionam o produtor e limitam a geração de valor.

No texto, as entidades cobram a implementação de políticas de Estado voltadas para:

Rodovias seguras;

Ferrovias integradas e funcionais;

Hidrovias navegáveis;

Portos modernos e menos burocráticos;

Ampliação da capacidade de armazenagem;

Fornecimento estável de energia elétrica para sustentar a produção e a agroindústria.

Para as associações, não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes. Elas afirmam que investir em logística significa não apenas dar melhores condições ao setor produtivo, mas também garantir soberania alimentar, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional. “A logística é a chave — e ela precisa girar, com o esforço conjunto de produtores, governo, reguladores, financiadores e sociedade”, argumentam.

Clique aqui para ler o documento na íntegra

O evento

O 1º Fórum de Geopolítica e Logística foi organizado pelas Abrapa em parceria com as duas outras associações. O objetivo foi debater os principais desafios para o agro e quais as medidas que devem ser tomadas agora para ampliar as exportações de produtos brasileiros com qualidade e segurança.

Quem estava presente assistiu a dois painéis: um sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da safra brasileira, e outro sobre a atuação de agências reguladoras e obstáculos da infraestrutura de abastecimento no País.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Combate à podridão da uva madura reúne produtores em SP


Mais de 70 produtores rurais e técnicos agrícolas participaram de dois eventos sobre o combate à podridão da uva madura, uma doença que dizimou lavouras inteiras na região do Circuito das Frutas Paulista. O seminário, realizado em Jundiaí, e um dia de campo, em Elias Fausto, foram promovidos pela Embrapa, Prefeitura e Associação Agrícola de Jundiaí e Sindicato Rural de Indaiatuba, nos dias 16 e 18 de setembro. As ações integram o Plano Emergencial de Controle da doença no Circuito das Frutas Paulista.

O plano foi uma iniciativa que reuniu a Embrapa Territorial (SP) e a Embrapa Uva e Vinho (SP), órgãos estaduais de pesquisa e prefeituras para estabelecer um conjunto de medidas eficientes de controle da doença, causada pelo fungo Glomerella cingulata. A podridão da uva madura dizimou lavouras em Jundiaí, Louveira, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Indaiatuba e Elias Fausto (SP).

Na última safra, 13 propriedades rurais da região foram selecionadas para testar protocolos com a aplicação de fungicidas e a adoção de boas práticas. As que seguiram integralmente as orientações das equipes técnicas registraram índices de recuperação da produção de até 95%. Nas demais, também houve redução da doença, mas em menor intensidade, com taxas de melhoria que chegaram a 70%.

Dia de campo

O dia de campo aconteceu no sítio da família de Atalívio Rufino, que participou do estudo e seguiu rigorosamente as recomendações técnicas. No ano passado, ele perdeu quase toda a sua produção de uva, única fonte de renda da família. Neste ano, ele não teve prejuízos com a doença. Parte dos seus parreirais tem agora cobertura plástica, uma das estratégias para evitar a podridão da uva madura. Foi sob a sombra dessa cobertura que o pesquisador Reginaldo de Souza, da Estação Experimental de Jales da Embrapa Uva e Vinho, explicou no dia de campo como a estratégia funciona e o que mudar no manejo das videiras.

Algumas ruas de parreiras para baixo, o pesquisador Lucas Garrido, também da Embrapa Uva e Vinho, enfatizou para cada grupo de agricultores que recebia: nada substitui a retirada de restos culturais do campo. Ele lembrou que, mesmo que não estejam em contato direto com as plantas, eles podem conter o fungo, que pode chegar aos frutos nas patinhas dos insetos que por ali circulam, por exemplo. Ao lado dele, a pesquisadora Rosemeire Naves, do mesmo centro de pesquisa, apresentou os números obtidos pelos produtores que seguiram as recomendações, durante os estudos. “É possível controlar, se fizer tudo certinho”, frisou.

Seminário Os mesmos temas foram apresentados pelos três pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho em palestras durante o seminário, em Jundiaí. Nesse evento, que reuniu principalmente técnicos, também foram apresentadas tecnologias para a aplicação de produtos. O tema foi abordado pelo pesquisador Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico (IAC). Representantes da BASF e da Syngenta participaram e mostraram estratégias disponíveis para combater a doença.

A pesquisa deve continuar, apesar dos bons resultados já obtidos. Os próximos passos foram apresentados no seminário pelos analistas André Farias e Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial. Há a intenção de desenvolver um sistema de avisos e um protocolo consolidado de manejo integrado da doença, mas as equipes estão em busca de financiamento para o trabalho. O IAC e o Instituto Biológico (IB) devem ser parceiros no trabalho.

Participando do dia de campo, a engenheira agrônoma Antonieta Fiori, da Casa da Agricultura de Elias Fausto, lembrou o surgimento da doença no município. O primeiro caso foi relatado a ela em 2016, mas foi controlado. Em 2022, o problema voltou a aparecer, desta vez em um número maior de propriedades e com dificuldade de controle. Os casos explodiram na safra do final de 2023. “Tivemos uma condição muito favorável para o fungo: alta umidade e calor. E aí não era mais só Elias Fausto, era toda a região”, lembrou. No dia de campo, ela observou que os agricultores estão em busca de conhecimento, entendendo que a aplicação de produtos não é o suficiente.

Trabalho unificado

Mingoti, da Embrapa Territorial, também avaliou que a participação de agricultores e técnicos nos dois eventos realizados mostram disposição em aprender. “A interação com os participantes mostrou que há um público interessado no trabalho da pesquisa e que busca se atualizar e aprimorar o manejo da cultura.Se as informações forem aplicadas teremos melhoras na qualidade da produção”, disse. Ele também ressaltou o trabalho conjunto das duas unidades da Embrapa, com órgão estaduais, prefeituras e associações de produtores: “Fizemos o que é esperado da Embrapa, atuamos de forma unificada para atender as demandas da sociedade”.

O protocolo de combate à Glomerela pode variar entre diferentes municípios e, às vezes, até entre propriedades. No entanto, algumas práticas em comum podem ser adotadas para alcançar melhores resultados no controle:





Source link