quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Pesquisa revela impacto de inseticidas nas abelhas


Uma tese do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da FMVZ/Unesp, câmpus de Botucatu, recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de “Zootecnia/Recursos Pesqueiros”. A pesquisa, de Isabella Cristina de Castro Lippi e orientada pelo professor Ricardo de Oliveira Orsi, analisou os efeitos de doses letais e subletais do inseticida imidaclopride no transcriptoma de abelhas Apis mellifera africanizadas.

“Quando os genes das abelhas sofrem alterações na expressão, várias funções importantes para o organismo podem ser comprometidas, como imunidade, nutrição, metabolismo, comportamento, visão e até a capacidade de voo. Isso é relevante não só para a saúde das abelhas, mas também para todos nós, já que as abelhas são essenciais para a produção de alimentos como frutas, verduras e castanhas, além de terem papel fundamental na preservação dos ecossistemas”, explica Isabella. “Muitas plantas só conseguem se reproduzir graças à polinização realizada pelas abelhas. Ou seja, quando elas enfrentam ameaças como os agrotóxicos, há riscos tanto para a nossa segurança alimentar quanto para a biodiversidade”, completa.

O estudo revelou que doses subletais podem gerar alterações genéticas mais intensas que as letais, afetando funções essenciais das abelhas, como imunidade, metabolismo, visão, comportamento e capacidade de voo, com impactos diretos na polinização e na segurança alimentar. “Além disso, no Brasil a legislação sobre o uso de agrotóxicos é bem menos rígida que em outros lugares, como a Europa. Por isso, estudos de avaliação de risco, com base em dados científicos sólidos, são fundamentais para subsidiar decisões regulatórias”, indica.

A pesquisa foi conduzida em colmeias experimentais da FMVZ e analisada no IBETEC/Unesp, integrando o Núcleo de Ensino, Ciência e Tecnologia em Apicultura Racional (NECTAR). O trabalho contribui para políticas públicas sobre agrotóxicos e para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas mais sustentáveis. 

 





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Atraso na semeadura não impediu recorde do algodão



A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior


A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior
A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior – Foto: Pixabay

A safra 24/25 de algodão em Mato Grosso, maior produtor nacional, segue para resultados históricos, com produtividade média estimada em 308,08 arrobas por hectare, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O bom desempenho é resultado de chuvas fora de época, que beneficiaram o ciclo da cultura e compensaram atrasos no plantio.

Em áreas de pesquisa da Fundação MT, em Sapezal, a produtividade chegou a 393 arrobas por hectare, com talhões atingindo 457 arrobas. Segundo a pesquisadora Daniela Dalla Costa, a escolha da cultivar, manejo da cultura e época de semeadura foram determinantes para esses resultados. “Nós tivemos, nas principais regiões produtoras, uma condição de chuva em momentos decisivos”, explicou.

A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior, alcançando 1,52 milhão de hectares, com produção total estimada em 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões em pluma. O clima favorável ajudou a superar os desafios do plantio tardio e dos custos elevados.

Com a safra quase concluída, produtores já planejam a semeadura da próxima temporada, avaliando áreas mais produtivas para maximizar resultados. O foco também segue na demanda internacional e no fortalecimento de certificações como ABR e Better Cotton, garantindo a competitividade da fibra mato-grossense. “Precisamos continuar investindo em certificações como a ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e o Better Cotton. Mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, não degrada e não deixa resíduos para as futuras gerações”, afirmou o produtor rural e atual presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.

 





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Trigo que fixa nitrogênio promete economia bilionária



O impacto dessa tecnologia pode ser gigante


O impacto dessa tecnologia pode ser gigante
O impacto dessa tecnologia pode ser gigante – Foto: Seane Lennon

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis desenvolveram um trigo transgênico capaz de estimular bactérias do solo a capturar Nitrogênio do ar, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. A planta produz mais apigenina, substância que ativa essas bactérias fixadoras, garantindo produtividade mesmo com menor uso de adubo, o que pode significar ganhos econômicos e ambientais significativos para os produtores.

O impacto dessa tecnologia pode ser gigante. O trigo responde por cerca de 18% do consumo global de fertilizantes nitrogenados, e apenas nos Estados Unidos, uma redução de 10% nesse gasto poderia representar uma economia de cerca de US$ 1 bilhão por ano. A diminuição no uso de fertilizantes também tende a reduzir emissões de gases de efeito estufa e a poluição de rios e lençóis freáticos, mostrando benefícios ambientais além do econômico.

Nesse contexto, as informações indicam que a  inovação já está patenteada e há planos de expandi-la para outras culturas, como milho e arroz. Essa aplicação ampliaria o alcance da tecnologia, promovendo uma agricultura mais sustentável e eficiente em larga escala. Além disso, o desenvolvimento abre espaço para futuras pesquisas que integrem biotecnologia e manejo do solo, fortalecendo sistemas agrícolas resilientes.

Com essa solução, o futuro do campo pode ser transformado: mais produtividade, menor custo e menor impacto ambiental. O trigo que fixa nitrogênio não é apenas uma promessa científica, mas um passo concreto em direção a uma produção agrícola mais inteligente e sustentável.

 





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Lula diz que não há espaço para negociação com Trump sobre tarifas e rejeita…


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu e Brad Haynes

BRASÍLIA (Reuters) – Com as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros subindo para 50% nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro em uma entrevista à Reuters que não vê espaço para negociações diretas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas, disse, e não vai desistir das negociações comerciais, mesmo admitindo que não há, no momento, interlocução. O vice-presidente Geraldo Alckmin está tentando negociar, disse Lula, assim como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. “O que nós não estamos encontrando é interlocução”, afirmou.

No entanto, ele mesmo não tem pressa e, por enquanto nem mesmo intenção de ligar para Trump.

“Pode ter certeza de uma coisa: o dia que a minha intuição me disser que o Trump está disposto a conversar, eu não terei dúvida de ligar para ele. Mas hoje a minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, disse.

Apesar das exportações brasileiras enfrentarem uma das maiores tarifas impostas por Trump, as novas barreiras comerciais dos EUA não deverão causar prejuízos tão drástico à maior economia da América Latina, o que garante ao presidente brasileiro mais fôlego para marcar uma posição mais dura contra o presidente norte-americano do que a maioria dos líderes ocidentais.

“Se os Estados Unidos não querem comprar, nós vamos procurar outro para vender; se a China não quiser comprar, nós vamos procurar outro para vender. Se qualquer país que não quiser comprar, a gente não vai ficar chorando que não quer comprar, nós vamos procurar outros”, disse, lembrando o quanto o comércio internacional do Brasil cresceu nas últimas décadas.

Hoje, o comércio com os Estados Unidos representa apenas 12% da balança comercial brasileira, contra quase 30% da China.

Lula descreveu as relações entre os EUA e o Brasil como no ponto mais baixo em 200 anos, depois que Trump vinculou a nova tarifa à sua exigência de fim do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe para permanecer no poder após a derrota na eleição de 2022.

Mas o Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando o caso contra Bolsonaro, “não se importa com o que Trump diz e nem deveria”, disse Lula, acrescentando que Bolsonaro deveria enfrentar outro julgamento por provocar a intervenção de Trump, chamando o ex-presidente de “traidor da pátria”.

“Essas atitudes antipolíticas, anticivilizatórias, é que colocam problemas numa relação, que antes não existia. Nós já tínhamos perdoado a intromissão dos Estados Unidos no golpe de 1964”, disse. “Mas essa não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras para um país soberano como o Brasil. É inadmissível.”

Ao admitir que as negociações estão difíceis, o presidente disse que o foco de seu governo agora é nas medidas compensatórias para amortecer o impacto econômico das tarifas dos EUA, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade fiscal.

“Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos a obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas. Nós temos a obrigação de ajudar essas empresas a procurar novos mercados para os produtos delas. E nós temos a preocupação de convencer os empresários americanos a brigarem com o Presidente Trump para que possam flexibilizar”, afirmou, sem dar detalhes das medidas que serão anunciadas ainda esta semana.

Ele também disse que planeja telefonar para líderes do grupo Brics de países em desenvolvimento, começando pela Índia e pela China, para discutir a possibilidade de uma resposta conjunta às tarifas dos EUA.

Lula também descreveu planos para criar uma nova política nacional para os recursos minerais estratégicos do Brasil, tratando-os como uma questão de “soberania nacional” para romper com um histórico de exportações de minerais que agregavam pouco valor ao Brasil.





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Milho mantém preços estáveis e avança no plantio da safra de verão


O mercado do milho no Brasil encerrou a segunda semana de setembro com preços relativamente estáveis, apesar do viés de alta que começa a se consolidar nas negociações internas. No Rio Grande do Sul, a média semanal ficou em R$ 62,50 a saca, enquanto em estados como Mato Grosso e Goiás os preços variaram entre R$ 46,00 e R$ 54,00. Já em São Paulo, Campinas e Itapetininga registraram patamares mais elevados, próximos a R$ 65,00 a saca 

De acordo com a Conab, a colheita da safrinha já alcança 98,3% da área total, enquanto o plantio da nova safra de verão avança rapidamente. No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, onde 39% da área já havia sido semeada até o início de setembro. O Paraná atingiu 24%, com predominância de lavouras em germinação, e Santa Catarina iniciou os trabalhos pelo Oeste do estado 

A comercialização também segue em ritmo distinto entre regiões. No Mato Grosso, a safra 2024/25 já havia atingido 68,3% de vendas até agosto, abaixo da média histórica de 77,6%. Para o ciclo 2025/26, a antecipação chegou a 15,5%, desempenho melhor que o registrado no ano anterior, mas ainda inferior à média de 22,7% 

Os embarques brasileiros ganharam ritmo em agosto, após meses de desempenho tímido. Segundo o Cepea, o volume exportado somou 6,84 milhões de toneladas no mês, 13% acima de agosto de 2024. Além disso, o ritmo diário de embarques ficou 18% superior ao observado no ano anterior, reforçando expectativas de melhora no fluxo externo até o final de 2025 

No cenário internacional, as cotações em Chicago permanecem próximas a US$ 4,00/bushel, sem grandes oscilações. Os Estados Unidos, principais concorrentes do Brasil, já iniciaram a colheita, com 4% da área colhida até 7 de setembro e 68% das lavouras em boas ou excelentes condições 

Para a safra nacional 2024/25, a produção final continua projetada entre 137 e 150 milhões de toneladas, de acordo com estimativas da Conab e de consultorias privadas. O desafio agora está na sustentação dos preços, uma vez que a demanda interna ainda segue retraída, com consumidores apostando em maior oferta nos próximos meses 


 





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Milho mantém preço e exportações avançam nos EUA



Cotações do milho seguem estáveis em Chicago



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 5 a 11 de setembro e publicada nesta quinta-feira (11), “as cotações do milho em Chicago continuaram girando ao redor de US$ 4,00/bushel para o primeiro mês cotado”. O levantamento destaca que “o fechamento desta quinta-feira (11) ficou em US$ 3,99/bushel, o mesmo valor de uma semana antes”.

De acordo com a Ceema, “a colheita do milho nos EUA chegou a 4% da área no dia 07/09, contra a média histórica de 3%”. Ao mesmo tempo, “68% das lavouras estavam entre boas a excelentes condições”.

Ainda segundo o boletim, “os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 4 de setembro, chegaram a 1,4 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado”. No atual ano comercial 2025/26, iniciado em 1º de setembro, “as exportações do cereal estão 35% mais elevadas do que um ano antes”.

No Paraguai, “para 2026, espera-se uma safrinha de milho ao redor de 4,85 milhões de toneladas”.





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agosto registra menor volume exportado em cinco anos



Mato Grosso lidera, mas embarques recuam



Foto: Divulgação

As exportações da safra 2024/25 de algodão tiveram início em agosto com desempenho abaixo do esperado. Segundo dados divulgados pelo Imea, Mato Grosso embarcou 40,39 mil toneladas no período, o que representou 52,14% do total nacional. O volume, no entanto, foi 36,78% menor em comparação ao mesmo mês do ciclo anterior.

Mato Grosso lidera, mas embarques recuam

Mesmo com retração, Mato Grosso manteve protagonismo. O estado concentrou mais da metade das exportações, mas o desempenho refletiu um movimento geral de queda. Considerando os últimos cinco anos, agosto de 2025 registrou o menor volume do período, ficando 14,18% abaixo da média histórica.

Os principais compradores da safra 23/24 seguiram relevantes neste início do novo ciclo. Vietnã, Paquistão e Bangladesh absorveram 13,65%, 22,92% e 18,40% das exportações em agosto, respectivamente, consolidando-se como mercados estratégicos para o grão mato-grossense.

Apesar do arranque enfraquecido, a expectativa do setor é positiva. A projeção do Imea é que a safra 24/25 registre novo recorde de exportações, sustentada pela competitividade do grão brasileiro e pela manutenção da demanda asiática.

Para produtores e tradings, o cenário exige atenção redobrada à logística e às variações cambiais. Se confirmado o ritmo de aceleração nas próximas janelas de embarque, o Brasil deve reforçar sua posição como principal fornecedor global, ampliando receitas para o agronegócio e fortalecendo a balança comercial.





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Mato Grosso se aproxima de safra histórica de algodão


A safra 24/25 de algodão em Mato Grosso caminha para resultados históricos. O estado é o maior produtor da fibra no país. De acordo com o relatório de 1º de setembro de 2025 do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produtividade média do ciclo foi estimada em 308,08 arrobas por hectare, o que representa 5,61% acima da safra passada. Se confirmada, será a segunda maior produtividade média da série histórica. O bom desempenho tem relação com chuvas fora de época, que prolongaram o ciclo da cultura. “Nós tivemos, nas principais regiões produtoras, uma condição de chuva em momentos decisivos”, explicou a pesquisadora de Fitotecnia da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Daniela Dalla Costa.   

Embora as chuvas atípicas, registradas em maio e junho, tenham atingindo algumas poucas lavouras que já estavam com capulhos abertos, na maior parte da área cultivada resultaram no aumento da produtividade. Foi o que aconteceu na área de pesquisa da Fundação MT, localizada em Sapezal. “Especialmente, a chuva de maio causou uma maior retenção de estruturas reprodutivas, o que desencadeou um maior enchimento das maçãs e resultou em produtividades finais melhores”, disse a pesquisadora. 

No ensaio da Fundação MT, em Sapezal, foi observada uma média de 393 arrobas de algodão em caroço por hectare, chegando em algumas áreas a ter uma produtividade de 457 arrobas por hectare. “É um dado de um ano que tivemos chuvas atípicas. Não é todo ano que isso vai acontecer. Precisamos garantir o manejo de cultura, a escolha da cultivar e época de semeadura para alcançar maiores status produtivos”, alertou a pesquisadora Daniela Dalla Costa.

A área cultivada com algodão no estado, segundo o IMEA, segue estimada em 1,52 milhão de hectares, o que representa um aumento de 4,18% em relação ao registrado na safra 23/24. Com isso, a produção total esperada para safra 24/25 é de 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões de toneladas são de algodão em pluma, 11,38% mais que no ciclo anterior.

Tempo compensou o atraso no plantio do algodão, mas produtores ainda driblam os aumentos dos custos de produção

As chuvas atípicas compensaram o atraso no plantio do algodão no estado. De acordo com o último relatório do IMEA, a colheita está em torno de 8% atrasada em relação à safra anterior. O ciclo da pluma sofreu atrasos desde o início, por causa do plantio da soja, que foi adiado pela falta de chuvas, o que repercutiu no calendário do algodão. O produtor Alexandre Schenkel, que também é engenheiro agrônomo, destaca que, apesar dos riscos do plantio tardio, a safra superou as expectativas. “Foi um ano com produção e qualidade excelentes. O clima ajudou e tivemos HVI (índice de qualidade da fibra) com bons resultados”, explicou. 

O fator clima e os desafios da safra 24/25 foram debatidos durante o 17º Encontro Técnico de Algodão, realizado pela Fundação MT, no começo de setembro, em Cuiabá. “Por conta dos custos altos e dos preços baixos, era um ano que realmente a gente precisava produzir bem. A maioria dos produtores de algodão vai conseguir ter boa produtividade. Isso traz tranquilidade para o planejamento da próxima safra”, disse o produtor rural Lucas Daltrozo, de Primavera do Leste, que representou a região sul no painel. 

Expectativas para a safra de algodão 25/26

Com a safra quase concluída, os produtores rurais e especialistas já planejam a próxima semeadura. “Ainda é cedo para avaliarmos a questão de redução ou não de área, mas eu creio que ela deve ocorrer, em virtude dos custos de produção e todas as dificuldades que estamos enfrentando”, analisou Márcio Souza, coordenador de projetos e difusão de tecnologia do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMA), que mediou o debate do painel sobre os resultados da safra 24/25, no evento realizado pela Fundação MT.

“O que o produtor vai fazer? Aquelas áreas onde não existem o potencial produtivo, essas áreas não serão plantadas porque o produtor não quer arriscar, ele quer buscar o teto máximo de produção”, afirmou Márcio Souza.  

Para Fernando Piccinini, gerente agrícola do Grupo Bom Jesus, a identificação e segregação das áreas mais produtivas foi fundamental para entender onde investir. “Identificamos talhões acima de 400 arrobas e outros abaixo de 250”, relatou. “A ideia é justamente avaliarmos em cima dessa safra, o que faremos de diferente na próxima”, concluiu o gerente agrícola.

Outro ponto que os cotonicultores mato-grossenses seguem acompanhando é a demanda da pluma de algodão por outros países. Em relação à safra 24/25, as exportações continuam estimadas em 2,06 milhões de toneladas, segundo o IMEA. A concorrência na indústria têxtil é com a fibra sintética. “Precisamos continuar investindo em certificações como a ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e o Better Cotton. Mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, não degrada e não deixa resíduos para as futuras gerações”, afirmou o produtor rural e atual presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.





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Tomate na Serra tem preços mais baixos em setembro



Emater/RS-Ascar registra queda no preço do tomate



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11), “na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, na Ceasa/Serra, houve redução de preço do tomate, que passou de R$ 5,75 para R$ 4,88/kg”.

O boletim informa que “os produtos comercializados no entreposto advêm de outras regiões do Brasil, já que o frio do inverno estagnou a produção local, mesmo em estufas”.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “os produtores de regiões mais baixas e quentes da Serra Gaúcha estão implantando as lavouras com o intuito de colher mais cedo”.





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Leite mato-grossense tem primeira queda de 2025



Mercado de lácteos perde competitividade no estado



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Imea, divulgada na segunda-feira (8), “o preço do leite mato-grossense registrou a primeira queda do ano após seis meses de alta”. O instituto informou que “o produtor recebeu, em média, R$ 2,31 por litro pelo leite captado em julho de 2025, valor 2,29% inferior ao do mês anterior”. O boletim destacou que “apesar da retração, esse foi o segundo maior valor registrado para o mês, atrás apenas de julho de 2022, que segue como o maior valor da série histórica”.

Ainda conforme o Imea, “mesmo com a queda no preço, o movimento não esteve atrelado à maior disponibilidade de leite no estado, uma vez que o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) seguiu em retração e atingiu 45,03% (-1,28 p.p.), o menor patamar do ano”. Segundo o instituto, “a redução reflete a menor capacidade dos elos finais da cadeia de absorver novos reajustes, após sucessivos aumentos ao longo de 2025, inclusive em períodos tradicionalmente marcados por desvalorização”.

O Imea acrescentou que “nesse contexto, os derivados lácteos do estado têm perdido espaço nas gôndolas, devido à menor competitividade frente a produtos de outros estados, mais atrativos em termos de preço”.





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