quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar nos próximos meses?


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (16) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2025. O documento detalha os efeitos da interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera sobre o clima no Brasil e no mundo.

De acordo com o boletim, no Brasil, fenômenos como o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), no Oceano Pacífico Equatorial, e o gradiente térmico do Oceano Atlântico Tropical, conhecido como Dipolo do Atlântico, influenciam diretamente as condições climáticas no país. “Quando as águas do Atlântico Tropical Sul estão mais quentes e as do Atlântico Tropical Norte mais frias, há favorecimento à ocorrência de chuvas em grande parte do Norte do Brasil, condição conhecida como Dipolo Negativo”, informou o Inmet. Na situação inversa, “há redução das chuvas na região, caracterizando o Dipolo Positivo.”

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados de agosto de 2025, a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Atlântico Tropical Norte foi de 0,42 °C, enquanto no Atlântico Tropical Sul ficou em 0,06 °C, configurando condição de neutralidade do Dipolo do Atlântico. O boletim destaca que “o aquecimento observado no Atlântico Norte em relação ao mês anterior contribuiu para o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) para o norte de sua posição climatológica”, o que desfavorece a formação de chuvas ao longo da costa norte do Nordeste.

Fonte: Inmet

No Oceano Pacífico Equatorial, as anomalias médias mensais de TSM na região Niño 3.4, referência para a definição do ENOS, apresentaram valores próximos de zero nos últimos meses, reforçando a persistência das condições de neutralidade. “Os valores de desvios estão entre -0,5 °C e 0,5 °C”, ressaltou o Inmet. 

Fonte: Inmet

A análise do modelo de previsão do ENOS, realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta probabilidade de 57% de permanência das condições neutras durante o trimestre de setembro a novembro. Ainda assim, o boletim observa que “o rápido resfriamento registrado nas últimas semanas sinaliza um possível avanço para condições de La Niña nos próximos meses”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de boi gordo registra queda nas cotações



Exportação de carne bovina sobe 14,6% em setembro



Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta terça-feira (16) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, houve queda nas cotações do boi gordo, da vaca e da novilha em São Paulo. Segundo o levantamento, “a oferta de bovinos aumentou e o escoamento da carne não acompanhou esse movimento”. A consultoria informou ainda que “algumas indústrias ficaram fora das compras, remanejando as escalas de abate com a boiada já adquirida”.

Esses fatores resultaram em menor preço pago pelos compradores, com redução de R$ 2,00 por arroba para boi gordo, vaca e novilha. Em contrapartida, a Scot Consultoria destacou que “a exportação de carne bovina teve bom desempenho, sustentando a cotação do ‘boi China’, que não mudou”.

No Pará, o dia iniciou com cotações estáveis para a região de Marabá, Redenção e Paragominas.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado local registrou queda de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e de R$ 3,00 por arroba para os machos.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de setembro o volume exportado somou 137,2 mil toneladas, com média diária de 13,7 mil toneladas. O informativo aponta aumento de 14,6% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação ano a ano.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

safra 2025/26 de milho supera média de 5 anos



Mato Grosso encerra segunda safra com recorde



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a estimativa de área colhida nos Estados Unidos para a safra 2025/26 registrou aumento de 1,53% em relação ao relatório do mês anterior, totalizando 36,44 milhões de hectares, o que representa 8,63% acima da temporada 2024/25. O Imea destacou que “no que se refere à produção norte-americana, em setembro de 2025, a estimativa está 13,10% maior que a safra 2024/25 e 15,10% acima da média das últimas cinco temporadas, totalizando 427,11 milhões de toneladas”.

O crescimento da produção nos Estados Unidos é reflexo do desempenho das lavouras, que até 14 de setembro estavam com 67,00% das áreas classificadas como boas ou excelentes, 2,00 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior e 9,60 pontos percentuais superior à média dos últimos cinco anos.

O Imea ressaltou que “a colheita de milho no país segue em fase inicial e, até o dia 14/09, os trabalhos a campo alcançaram 7,00% das áreas, avanço de 3,00 pontos percentuais ante a semana anterior e 1,00 ponto percentual menor que no mesmo período da safra passada”.

De acordo com dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do milho segunda safra em Mato Grosso atingiu um marco significativo, encerrando-se com elevada produtividade média estadual. O levantamento atribui o resultado à combinação das condições climáticas favoráveis com as práticas agrícolas avançadas, como o uso de sementes de alta qualidade, manejo eficiente de fertilizantes e contenção de pragas, fatores que “culminaram no recorde de produtividade e produção, beneficiando não apenas produtores locais como também o abastecimento nacional e global”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Resíduos de papel ganham nova vida na agricultura



A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos


A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos
A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos – Foto: Nadia Borges

Uma pesquisa inovadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) está transformando resíduos da indústria de papel em hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose (NFC), com aplicações práticas e sustentáveis em diversas culturas agrícolas. Segundo os pesquisadores, materiais simples como tubos de papelão podem ser convertidos em hidrogéis avançados, com alta estabilidade e eficiência graças à nanotecnologia, que aumenta a área de contato e fortalece a estrutura do gel.

A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos, como cascas e serragens, ampliando as possibilidades de reaproveitamento de resíduos dessa indústria. Os testes realizados indicaram que os hidrogéis são eficazes na germinação de sementes, substituindo o ágar, e no enraizamento de mudas, em alternativa à vermiculita. Além disso, podem ser utilizados no plantio de culturas como café e eucalipto, na forma de discos ou microesferas, de acordo com a etapa de uso.

Outro benefício relevante é a capacidade de armazenamento hídrico dos hidrogéis, que chegam a absorver até 1.500% do seu peso em água. Essa característica permite a liberação gradual da água no solo, auxiliando na mitigação de efeitos de estiagens e promovendo maior resiliência das lavouras.

Além de água, os hidrogéis demonstraram potencial para retenção de nutrientes e fertilizantes, garantindo liberação controlada e reduzindo a poluição causada pelo uso indiscriminado de defensivos agrícolas. Essa inovação abre caminho para soluções mais sustentáveis, eficientes e econômicas no manejo agrícola, integrando tecnologia de ponta e economia circular.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina


Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile.

Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes.

O algodão na América Latina

O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais.

O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho.

Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção.

Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores.

Organização e valor agregado do algodão brasileiro

Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou.

Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final.

Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou.

Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados.

Bandeira global

Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo.

Resultados do encontro

O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Oferta limitada eleva preço do feijão em setembro



Oferta restrita e clima elevam preços do feijão, safra 2024/25 deve recuar


Foto: Canva

A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Segundo pesquisadores do Cepea, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.

Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão. Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda. 

No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

PIB catarinense avança com alta em suínos e frango


O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina avançou 5,4% nos 12 meses encerrados em junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo estimativas da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). No acumulado de janeiro a junho de 2025, a economia catarinense registrou expansão de 6,1%.

Um dos motores desse crescimento é a pecuária, que mantém desempenho positivo com aumento na produção de carne de frango e carne suína, marcando o sétimo ano consecutivo de evolução. Na suinocultura, Santa Catarina se mantém como líder nacional, respondendo por 29,1% dos abates e por 29,5% do peso total das carcaças produzidas. Na avicultura, o estado também registra avanço consistente, consolidando-se como o segundo maior produtor do país, com participação de 13,4% da produção nacional.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destaca que Santa Catarina reafirma sua posição de protagonismo no agronegócio brasileiro. “Esses resultados são fruto das políticas públicas e do esforço conjunto de produtores, cooperativas, agroindústrias e da forte estrutura sanitária do estado. Seguiremos trabalhando para fortalecer ainda mais esse setor estratégico, que tem impulsionado o crescimento econômico catarinense, gerado empregos e levado a excelência da nossa produção para o mundo”, afirma Chiodini. 

O Brasil, quarto maior produtor mundial de carne suína, registrou em 2024 crescimento de 1,1% na produção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, Santa Catarina reafirmou sua liderança no setor, respondeu por 29% dos abates e 29,3% do peso total das carcaças produzidas no país.

Dados da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina (2024) mostram que a produção estadual alcançou 1,57 milhão de toneladas de carcaça no ano passado. Apesar da leve retração de 0,2% frente a 2023, Santa Catarina manteve a liderança nacional no setor. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), foram produzidos 17,97 milhões de suínos em 2024, alta de 0,1% em relação ao ano anterior. Esse resultado dá sequência a uma trajetória de crescimento que se mantém de forma ininterrupta desde 2013 e representa o maior montante de abates da história do estado.

Além da relevância no mercado interno, o estado segue como protagonista nas exportações. Em 2024, Santa Catarina embarcou 719,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 9,3% em volume em relação a 2023. As receitas chegaram a US$1,70 bilhão, avanço de 7,9% sobre o ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho foi marcado por uma mudança no perfil dos destinos. As Filipinas assumiram a liderança das compras, ultrapassando a China após seis anos de hegemonia. O mercado filipino cresceu 48,2% em volume e 39,0% em valor, enquanto a participação chinesa perdeu força, após ter representado mais de dois terços das exportações catarinenses no auge da Peste Suína Africana.

Conforme o último Boletim Agropecuário, publicado pela Epagri/Cepa, os números de 2025 reforçam a trajetória positiva. De janeiro a julho, Santa Catarina exportou 433,5 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 1,07 bilhão, altas de 7,3% e 16,2% frente ao mesmo período de 2024. O estado respondeu por 51,5% do volume e 52,1% do valor das exportações brasileiras no período. Esses valores representam o melhor resultado da série histórica para os sete primeiros meses do ano.

Segundo o analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, a produção catarinense de suínos cresceu 1,2% entre julho de 2024 e junho de 2025. Esse resultado consolida um ciclo de expansão contínua iniciado em 2013. “A suinocultura é hoje a principal atividade econômica do meio rural catarinense, respondendo por mais de 21% do valor da produção agropecuária do Estado, o que reforça sua relevância para a economia catarinense de forma geral”, ressalta.

O setor avícola brasileiro vem consolidando seu crescimento nos últimos anos, reforçando a posição do país como principal player global da proteína. Dados do IBGE mostram que, em 2024, o Brasil produziu 13,6 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 2,4% frente ao ano anterior.

Dentro desse cenário, Santa Catarina se destaca. Os dados da Cidasc mostram que o estado abateu 886,7 milhões de frangos no ano passado, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior. No comparativo entre julho de 2024 e junho de 2025 com os 12 meses anteriores, período considerado no cálculo de PIB da Seplan, a produção catarinense cresceu 1,9%. 

No mercado externo, o estado manteve-se como segundo maior exportador do país, responsável por 22,6% das receitas nacionais no ano passado. As exportações cresceram 5,7% em volume e 0,2% em valor, em relação a 2023, garantindo recorde histórico em receitas e o terceiro maior volume já registrado. O principal destino foi o Japão, com 12,4% de participação.

Em 2025, Santa Catarina manteve o bom desempenho nas exportações de carne de frango. Até julho, o estado embarcou 668,2 mil toneladas, que renderam US$ 1,37 bilhão, altas de 0,3% em volume e 7,3% em valor na comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Epagri/Cepa.

Conforme o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, os resultados mais recentes reforçam a gradual retomada das exportações, após um período de restrições implementadas em decorrência da detecção de um foco de influenza aviária (H5N1) no Rio Grande do Sul, em maio. “A manutenção de resultados positivos evidencia o desempenho sólido das exportações catarinenses no primeiro quadrimestre do ano e a gradual recuperação dos embarques”, afirma Alexandre.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços da mandioca sobem com oferta limitada



Oferta menor e clima seco elevam preços da mandioca em setembro


Foto: Canva

A última semana foi marcada por oferta restrita de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, esse cenário continua atrelado ao baixo interesse pela comercialização de raízes de 1º ciclo – devido à menor rentabilidade – e também ao clima seco, que chegou a interromper os trabalhos no campo em diversas áreas. 

Como resultado, os preços seguiram em alta, registrando a maior elevação semanal desde outubro de 2021, conforme levantamentos do Centro de Pesquisas. Entre 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 487,54 (R$ 0,8479/grama de amido) – o maior valor em oito semanas –, avanço de 4,3% em relação ao intervalo anterior. 

Segundo dados do Cepea, o esmagamento de mandioca nas fecularias foi estimado em 43,7 mil toneladas para a semana passada, queda de 8% frente à anterior. No acumulado da primeira quinzena, o volume está 20% inferior ao observado em igual período de agosto. A ociosidade industrial aumentou, com média em 60,8% da capacidade instalada.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sorriso lidera produção agrícola no Brasil pelo sexto ano consecutivo


Sorriso, no norte de Mato Grosso, reafirmou seu protagonismo no agro nacional ao liderar, pelo sexto ano seguido, o ranking de valor de produção agrícola no Brasil. Os dados são da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2024), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o município registrou um valor bruto de produção de R$ 7,2 bilhões, o equivalente a 0,9% do total nacional. Sorriso também se manteve entre os primeiros colocados em diversas culturas: foi o 1º em milho (R$ 2,4 bilhões), 3º em soja (R$ 3,3 bilhões), 6º em algodão (R$ 1,3 bilhão) e 4º em feijão (R$ 195,7 milhões).

Produção concentrada em grandes polos

O levantamento aponta ainda São Desidério (BA) e Sapezal (MT) como o segundo e terceiro maiores municípios em valor de produção agrícola, com R$ 6,6 bilhões e R$ 5,9 bilhões, respectivamente. Ambos têm forte participação na produção de soja e algodão.

Somados, os 10 maiores municípios alcançaram R$ 52,4 bilhões em 2024, o que corresponde a 6,7% do valor total da produção agrícola do país. O dado confirma a concentração da produção em regiões altamente tecnificadas, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba.

A liderança de Sorriso reflete o avanço da mecanização, da gestão profissionalizada e da ampliação de áreas cultivadas com alto rendimento por hectare. A cidade consolidou-se como referência em escala, produtividade e integração entre lavoura e mercado, com impacto direto sobre o desempenho do agronegócio nacional.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exportará sebo bovino para Singapura



Em 2024, Singapura importou mais de US$680 milhões em produtos do Brasil



Foto: Pixabay

O governo brasileiro informa ter recebido das autoridades sanitárias de Singapura a autorização para exportar sebo bovino destinado ao uso industrial, inclusive para a produção de biocombustíveis.

Em 2024, Singapura importou mais de US$680 milhões em produtos agropecuários do Brasil. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes, artigos do complexo sucroalacooleiro e demais produtos de origem animal.

A abertura fortalece as relações comerciais com Singapura, importante polo logístico e financeiro da Ásia. O país tem crescente demanda por insumos destinados à produção de energia renovável, setor em que o Brasil tem capacidade de fornecer matérias-primas de forma competitiva e sustentável.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 435 aberturas de mercado desde 2023, em 72 destinos. 

 





Source link