sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Programa de melhoramento do algodão é destaque



O evento também contou com a participação de especialistas da FAO



O evento também contou com a participação de especialistas da FAO
O evento também contou com a participação de especialistas da FAO – Foto: Pixabay

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) realizaram, em 10 de julho, o evento virtual “Mais algodão, Mais Sementes”, com foco na estruturação de um programa nacional de melhoramento do algodão. A iniciativa faz parte do projeto +algodão, fruto da Cooperação Internacional Brasil-FAO, e reuniu pesquisadores e representantes de países latino-americanos parceiros para promover o intercâmbio de experiências e conhecimentos.

Durante o encontro, a Embrapa apresentou o Programa Nacional de Melhoramento do Algodão, destacando sua atuação histórica no desenvolvimento de cultivares adaptadas a diferentes realidades agrícolas. A instituição é parceira do projeto +Algodão há 12 anos e mantém o único programa público com capacidade de fornecer sementes geneticamente melhoradas para produtores de todos os portes no Brasil.

O evento também contou com a participação de especialistas da FAO, que ressaltaram a importância da conservação dos recursos genéticos e da estruturação de sistemas eficientes de sementes para garantir a segurança alimentar global. A Rede +Sementes, criada em 2020, tem fortalecido a cooperação técnica entre os países parceiros, promovendo o desenvolvimento da cadeia algodoeira na América Latina.

Instituições de pesquisa do Equador, Peru, Argentina, Colômbia, Paraguai e Bolívia também compartilharam avanços em seus programas nacionais, com foco na recuperação de variedades nativas, melhoramento genético e adaptação às condições locais. O fortalecimento dos bancos de germoplasma e a valorização da agricultura familiar foram apontados como estratégias-chave para revitalizar a produção de algodão na região.

 





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Adubação foliar com micronutrientes traz benefícios



Se o solo apresenta o nutriente acima do nível crítico, a estratégia muda



Se o solo apresenta o nutriente acima do nível crítico, a estratégia muda
Se o solo apresenta o nutriente acima do nível crítico, a estratégia muda – Foto: Seane Lennon

No manejo nutricional, definir a quantidade e o momento ideal para aplicação de micronutrientes via folha é uma das decisões mais estratégicas da produção agrícola. No entanto, antes mesmo de escolher o adubo, o primeiro passo é o diagnóstico do solo, que determinará se o nutriente está abaixo, no ou acima do nível crítico.

Segundo Roniel Geraldo Ávila, consultor de Desenvolvimento de Mercado na Multitécnica, essa classificação orienta diretamente o método de cálculo. Quando o nutriente está abaixo do nível crítico, é necessário adubar planta e solo. A recomendação é calcular a dose com base na extração total da cultura — ou seja, multiplicar a produtividade esperada pela quantidade extraída do nutriente — e dividir essa quantidade em ao menos quatro aplicações. Já para produtores descapitalizados, é possível recorrer ao cálculo pela exportação (nutriente removido com a colheita), desde que com critério técnico.

Se o solo apresenta o nutriente acima do nível crítico, a estratégia muda: o objetivo é apenas repor o que será removido com a colheita. O cálculo é feito com base na exportação do grão, e a dose tende a ser menor, mas igualmente precisa ser fracionada em no mínimo três aplicações. A pulverização deve sempre garantir cobertura total das folhas para eficiência fisiológica e operacional.

Por fim, o tipo de produto também influencia no sucesso da adubação. Roniel alerta para evitar sais simples, que têm baixa solubilidade e desempenho limitado. A melhor escolha são produtos formulados, com tecnologias que protegem as moléculas, melhoram a penetração e favorecem a absorção. Adubar corretamente, portanto, é mais do que aplicar nutrientes — é tomar uma decisão técnica baseada em solo, cultura, produtividade, estratégia e finanças.

 





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Mercado de feijão mantém cautela no pico da safra



Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis



Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis
Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis – Foto: Pixabay

O mercado de feijão manteve nesta semana o comportamento típico do pico da terceira safra, com pressão sobre os preços na base produtora e compradores mais cautelosos que ativos, segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). No Noroeste de Minas Gerais, cerca de 75% das lavouras já foram colhidas e aproximadamente 45% da produção comercializada. A menor safra, que pode ter recuado entre 25% e 35%, reduziu o volume tradicionalmente armazenado.

No feijão-carioca, os negócios oscilaram entre R$ 200 em Goiás (mais impostos) e R$ 215 a R$ 220 em Minas e no próprio estado goiano. Produtores com capacidade de estocagem têm optado por segurar parte da oferta, equilibrando a necessidade de caixa com a preservação de valor. Essa postura tende a manter o mercado mais firme nas próximas semanas.

Para o feijão-preto, o Paraná registra preços estáveis, mas a oferta disponível segue restrita. Vendedores com produto de qualidade também estão preferindo reter a mercadoria, apostando em valorização no decorrer do segundo semestre, quando a oferta deve ser menor que no início do ano.

Com o consumo fluindo, promoções no varejo e perspectiva de escassez à frente, o setor entra em um período que exige cautela e planejamento. A próxima colheita tende a ser significativamente menor, reforçando a importância de monitorar de perto o mercado e manter estratégias de médio prazo.

“O consumidor está comprando, o varejo está promovendo, e o fluxo está andando. Temos pela frente um longo segundo semestre até a próxima colheita, que tende a ser muito menor do que a registrada no início deste ano…”, conclui.

 





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Plano de Contingência focará empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA


O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou na quinta-feira (7) que o Plano de Contingência do governo federal, voltado a apoiar empresas brasileiras afetadas pela tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos, dará prioridade às companhias com maior dependência do mercado norte-americano.

“O Plano de Contingência é exatamente para poder atender aquelas empresas que foram mais afetadas, que têm uma exportação maior, e, [dentre estas], uma exportação maior para os Estados Unidos”, declarou Alckmin durante coletiva no início da noite na sede do MDIC.

O vice-presidente destacou que há setores fortemente expostos à medida. “Você tem setores que metade do que produzem é para exportar; e, [dentre estes], tem setores que, do que exporta, mais da metade é para os Estados Unidos. Então foram muito expostos, estão muito expostos”, disse.

Segundo Alckmin, o governo segue trabalhando para reduzir a alíquota e excluir o maior número possível de produtos do tarifaço. “O diálogo a gente nunca pode desistir. É perseverar, ter resiliência, mostrar que isso é um perde-perde, é uma coisa ruim também para os Estados Unidos, que vai encarecer os produtos americanos, romper cadeias produtivas”, afirmou.

Ele relatou ainda ter se reunido nesta quinta-feira, no MDIC, com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar. “Ele veio conversar. Nós dissemos claramente os nossos argumentos, dizendo, olha, de cada dez maiores produtos exportados [dos EUA para o Brasil], oito a alíquota é zero; a tarifa média é 2,7%. Agora, se tem problema não-tarifário, vamos sentar e conversar e resolver”, contou.

Entre os temas que podem entrar na pauta do diálogo, Alckmin citou questões ligadas a data centers, big techs e minerais estratégicos.





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Contra o poder do STF, oposição resgata PEC do fim do foro privilegiado


Em uma nova ofensiva contra o que chamam de “interferência do Judiciário”, líderes da oposição anunciaram na terça-feira (5) que irão retomar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado para autoridades. A medida é apresentada como uma resposta institucional às sucessivas tensões entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o Supremo possui inquéritos em segredo de justiça contra parlamentares que, segundo críticos, poderia usar para fazer pressão política.

A proposta, que tramita desde 2013, foi apresentada pelo então senador Álvaro Dias e tem como objetivo restringir drasticamente o alcance do foro especial por prerrogativa de função — popularmente conhecido como foro privilegiado. A versão aprovada no Senado em 2017 limita o foro apenas aos presidentes da República, da Câmara, do Senado e do STF. Atualmente, cerca de 55 mil autoridades no Brasil têm acesso a esse benefício, que garante o julgamento apenas por tribunais superiores, mesmo por crimes comuns.

Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo

Oposição vê “tempestade perfeita” contra Moraes no Congresso após a prisão de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impor prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (4), intensificou a pressão nacional e internacional por uma reação do Congresso à sua atuação, vista pela oposição como autoritária e criminosa.

Aliados do ex-presidente reagiram à prisão com indignação nas redes sociais, entrevistas e pronunciamentos públicos. Eles classificaram o ato como “tirania judicial”, “silenciamento político” e “absurdo jurídico”. Nos bastidores, contudo, a decisão que agrava a crise institucional é tida como indutora da “tempestade perfeita” contra Moraes.

Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo

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Menor demanda e colheita recorde afetam mercado do milho


De acordo com dados análise agro mensal do Cepea, o mês de julho foi marcado por uma tendência de queda nos preços do milho, apesar de algumas reações pontuais que indicaram uma leve recuperação em algumas regiões. A pressão sobre o cereal no mercado interno foi gerada principalmente pela retração de consumidores, que estavam aguardando uma possível desvalorização mais acentuada do grão. Esse comportamento foi influenciado pelo avanço da colheita da segunda safra, que já mostrava sinais de ser recorde no Brasil, e também pelas exportações enfraquecidas.

A expectativa em torno de uma colheita abundante gerou um cenário de cautela entre os consumidores. Com estimativas que indicam uma safra recorde de milho, os compradores decidiram adotar uma postura mais conservadora, acreditando que os preços do grão poderiam continuar a cair à medida que a oferta aumentasse. Essa espera, somada à desaceleração das exportações, levou os consumidores a priorizarem a utilização de lotes negociados antecipadamente, no intuito de evitar maiores custos em compras futuras.

Por outro lado, o mercado interno foi também impactado pela flexibilidade dos vendedores, que estavam mais dispostos a negociar os preços para acelerar as vendas. A demora na comercialização e as dificuldades de escoamento da produção nacional forçaram muitos vendedores a ajustarem suas expectativas de preço, especialmente diante da previsão de grande oferta. Isso contribuiu para uma dinâmica de preço mais competitiva, onde os compradores tentaram pressionar por melhores condições de negociação.

Em termos de oferta, a colheita da segunda safra, que avançava de forma significativa em julho, foi um fator determinante para o enfraquecimento da pressão de compra. Com o aumento da oferta de milho, os consumidores se sentiram mais seguros para adiar as compras, aguardando uma eventual queda dos preços. O mercado doméstico, assim, se viu envolvido em um ciclo de retração que impactou diretamente as cotações do milho no Brasil.

Enquanto isso, o cenário das exportações também desempenhou um papel crucial. A desaceleração nas vendas externas de milho, devido à redução da demanda em mercados tradicionais e ao aumento da oferta interna, afetou a confiança no mercado. A falta de novos contratos de exportação mais robustos fez com que o mercado interno ficasse ainda mais dependente da movimentação de grãos no território nacional, o que contribuiu para a desaceleração dos preços.

Apesar das quedas registradas em julho, os analistas indicam que o mercado de milho ainda apresenta um potencial de recuperação nas próximas semanas. Com a colheita da safra de verão e a entrada da segunda safra, a oferta do grão tende a estabilizar, o que poderá permitir uma recuperação gradual das cotações. Contudo, o cenário continuará dependente das condições climáticas e da dinâmica das exportações, que seguem como fatores de influência.





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tendência de baixa no início de agosto em Chicago


As cotações da soja apresentaram continuidade na tendência de baixa nos primeiros dias de agosto em Chicago. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7), o contrato da oleaginosa para o primeiro mês de vencimento manteve o valor de US$ 9,61 por bushel entre os dias 1º e 6 de agosto, com leve alta no fechamento do dia 7, a US$ 9,71. Na comparação semanal, houve variação positiva de US$ 0,10, embora o valor médio de julho tenha ficado em US$ 10,09 por bushel, o que representa recuo de 3,8% em relação à média de junho.

Segundo a Ceema, o bom desempenho da safra norte-americana e os efeitos do conflito comercial entre Estados Unidos e China seguem influenciando os preços. A instituição destaca que “o tarifaço de Trump, atingindo a China, e a retaliação chinesa, com tarifa de 13% sobre a soja norte-americana, enfraquecem as cotações em Chicago”.

No campo, 69% das lavouras de soja dos Estados Unidos estavam classificadas como boas ou excelentes em 3 de agosto, levemente acima dos 68% registrados no mesmo período do ano anterior. Ainda de acordo com o relatório, 85% das lavouras estavam em fase de florescimento, percentual igual ao registrado um ano antes, e 58% em formação de vagens, também em linha com a média histórica.

Apesar das pressões sobre os preços, as exportações norte-americanas de soja seguem aquecidas. Na semana encerrada em 31 de julho, os embarques somaram 612.539 toneladas, superando as expectativas do mercado. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial atingiu 47,8 milhões de toneladas, 11% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

No cenário internacional, a China intensificou a compra de farelo de soja da Argentina, aproveitando-se de preços mais baixos. Nesta semana, foram adquiridas 30 mil toneladas ao preço de US$ 345,00 por tonelada, com frete incluído. Segundo a análise, desde 2019 o país asiático mantém essas compras, impulsionadas pela recente redução do imposto de exportação argentino, que passou de 31% para 24,5%, aumentando a competitividade do produto argentino frente ao mercado interno chinês.





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Cotações do milho recuam em Chicago


A cotação do milho na Bolsa de Chicago registrou queda nos primeiros dias de agosto, reflexo do bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas e dos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A análise é da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira (7).

O preço do bushel para o primeiro mês cotado chegou a US$ 3,79 em 6 de agosto e encerrou o dia seguinte a US$ 3,84, abaixo dos US$ 3,94 registrados uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 4,06, representando uma queda de 5,6% em relação à média de junho.

De acordo com a Ceema, “o excelente avanço da nova safra do cereal nos EUA, somado à guerra tarifária imposta por Trump, derrubam as cotações do milho”. A entidade aponta que, em 3 de agosto, 73% das lavouras norte-americanas estavam classificadas entre boas e excelentes, frente aos 67% observados no mesmo período do ano passado. No mesmo levantamento, 88% das lavouras estavam em fase de embonecamento, número próximo à média histórica de 89%, enquanto 42% estavam na fase de formação de grãos.

No mercado internacional, os Estados Unidos embarcaram 1,2 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 31 de julho, superando as expectativas. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial alcançou 48 milhões de toneladas, aumento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Brasil, os preços permaneceram relativamente estáveis, mas em patamar considerado baixo e pressionado. No Rio Grande do Sul, a média semanal foi de R$ 61,98 por saca, enquanto as principais regiões do estado registraram valores entre R$ 58,00 e R$ 60,00. Nas demais regiões do país, os preços variaram entre R$ 44,00 e R$ 63,00 por saca.





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batata tem desvalorização de 50% entre junho e julho


A segunda safra de batata no Paraná está próxima de ser concluída, com 91% dos 10,6 mil hectares já colhidos. As informações constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o boletim, os Núcleos Regionais de Ponta Grossa e União da Vitória estão finalizando o ciclo produtivo. Já as lavouras em Pitanga e Campo Mourão encontram-se em fase de maturação, enquanto em Cornélio Procópio o desenvolvimento ainda é vegetativo.

As lavouras que ainda não foram colhidas apresentam, em sua maioria, bom desempenho. “Cerca de 97% das áreas estão em boas condições, enquanto 3% são consideradas medianas. É uma melhora em relação à semana anterior, quando 94% das áreas tinham avaliação positiva”, informou o Deral.

Em relação aos preços, os bataticultores receberam, em média, R$ 27,34 por saca de 25 quilos da batata lisa no mês de julho, o equivalente a R$ 1,09 por quilo. Esse valor representa uma queda de 50,6% em comparação aos R$ 55,37 registrados em junho, e de 71% frente aos R$ 94,33 recebidos no mesmo período do ano anterior.

No atacado, especificamente no entreposto da Ceasa de Curitiba, a batata comum especial lavada foi cotada a R$ 50,00 por saca de 25 quilos nesta semana. Apesar de ser 25% superior ao preço do final de julho (R$ 40,00), o valor é 54,6% inferior ao do mesmo período de 2024, quando o produto custava R$ 110,00. Também houve queda de 9,1% em relação ao mês anterior.

No varejo paranaense, o preço médio do quilo da batata lisa subiu de R$ 3,11 em junho para R$ 4,07 em julho, um aumento de 30,9%. Ainda assim, o valor está 53% abaixo do registrado em julho de 2024, quando o quilo era vendido a R$ 8,67.

A alta oferta da safra de inverno em julho pressionou os preços no campo e no atacado. O Deral observa que o pico da terceira safra em outras regiões produtoras deve se estender até meados de setembro, o que pode manter os preços contidos.

A ausência de chuvas intensas no Paraná contribuiu para o bom andamento das operações de colheita. Segundo o Deral, alguns produtores já iniciaram o preparo do solo para uma nova safra de batatas, inclusive com áreas já plantadas fora do zoneamento agrícola oficial. A decisão reflete a instabilidade do mercado.





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Alta na ureia e MAP pressiona IPCF



Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%



Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%
Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6% – Foto: Canva

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de julho fechou em 1,32, registrando alta de 4,6% em relação a junho. O avanço foi impulsionado por uma combinação de elevada demanda global e baixa oferta, em um cenário de instabilidade no mercado internacional. A queda média de 2% nos preços das commodities, puxada pelo milho (-5%), algodão (-3%) e cana (-3%), contrastou com a leve alta da soja (+0,5%), reflexo do bom desempenho das safras nos EUA e da colheita da segunda safra no Brasil, além das incertezas geradas pelas taxações norte-americanas ao país.

Nos fertilizantes, a alta média foi de 2,6%, com destaque para a ureia (+8%) e o fosfato monoamônico (MAP) (+3%). A proximidade da janela de plantio da soja, aliada à forte demanda e à oferta reduzida, sustentou a valorização. No caso da ureia, o aumento foi agravado pelo conflito entre Israel e Irã, que afeta a produção e a disponibilidade global de gás natural, insumo essencial para sua fabricação.

O dólar recuou 0,3%, mas com impacto limitado sobre o IPCF. No mercado, cerca de 20% dos insumos para a safra de verão ainda aguardam negociação. Produtores que já compraram são orientados a garantir a retirada antecipada dos fertilizantes, evitando atrasos e gargalos logísticos na entrega. A expectativa é de que a volatilidade continue nas próximas semanas, com atenção redobrada aos desdobramentos geopolíticos e às políticas comerciais internacionais, que podem redefinir custos e margens para a próxima temporada agrícola.

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), divulgado mensalmente pela Mosaic, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das principais commodities agrícolas brasileiras — soja, milho, açúcar, etanol e algodão — tomando 2017 como base. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para o produtor. 

 





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