sexta-feira, março 20, 2026

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Protocolos de inseminação e suplementação reforçam rebanhos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (14), os rebanhos de bovinos de corte no Rio Grande do Sul apresentam condição corporal e sanitária adequadas, com ganhos de peso em algumas regiões. “O período de parições continuou em diversos municípios, e o peso dos terneiros ao nascer está satisfatório”, aponta o informativo.

A complementação alimentar foi necessária em razão da limitação de pastagens de melhor qualidade e do uso prioritário dessas áreas para categorias específicas, como touros. O mercado do gado gordo manteve-se estável na maioria dos municípios, com pequenas quedas em algumas localidades.

Na região administrativa de Bagé, os animais ganharam peso e a condição sanitária foi considerada adequada. Em Alegrete, o período de parições se iniciou, e o mercado do gado gordo permaneceu estável em grande parte dos municípios. Em Caçapava do Sul, algumas categorias registraram redução de aproximadamente R$ 2,00/kg, entre 8% e 10%. Em Lavras do Sul, ocorreu remate no dia 9 de agosto, com comercialização de 252 terneiras a R$ 11,57/kg e de 231 terneiros a R$ 12,00/kg. Já em Rosário do Sul, a procura por terneiros aumentou.

Em Caxias do Sul, devido à limitação de pastagens cultivadas, os animais foram mantidos principalmente em campos nativos, de menor valor nutricional. “Apesar da suplementação com sal proteinado, houve uma queda acentuada na condição corporal do rebanho”, informa a Emater/RS-Ascar. A excessiva umidade do solo prejudicou o conforto dos animais, e as pastagens de melhor qualidade foram direcionadas aos touros para garantir condição corporal adequada na estação de monta.

Na região de Erechim, a maioria das vacas e novilhas está coberta, e fêmeas com problemas reprodutivos têm sido comercializadas para engorda, assim como bois e vacas de descarte. O estado nutricional dos rebanhos está satisfatório. Em Frederico Westphalen, mesmo com disponibilidade de pasto, foi necessário complementar a alimentação para manutenção do escore corporal. Em Passo Fundo, aspectos nutricionais e sanitários permaneceram adequados, com predominância de gestação e engorda de lotes.

Em Pelotas, produtores reforçaram a vacinação preventiva contra clostridioses. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita. Em Pinheiro Machado, no Parque Charrua, foram comercializados 94 animais, com preços médios de R$ 1.587,50/cabeça para 36 terneiros, R$ 1.324,00 para 10 terneiras, R$ 1.930,00 para duas vaquilhonas, R$ 2.400,00 para cinco novilhos, R$ 2.469,50 para 40 vacas solteiras e R$ 4.020,00 para uma vaca com cria ao pé.

Em Porto Alegre, alguns produtores iniciaram protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Animais mantidos em pastagens diferidas, com suplementação alimentar, apresentaram condição corporal adequada. Em Santa Maria, devido às condições climáticas adversas que afetaram pastagens, foi necessária complementação alimentar, sem impacto ao bem-estar animal, com atenção redobrada a vacas em parição e terneiros recém-nascidos.

Em Santa Rosa, produtores da bovinocultura de leite têm aproveitado cercas, bebedouros, piquetes e pastagens para criação de gado de corte. A utilização de pastagens de inverno cultivadas e sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) contribuiu para redução de custos e maior taxa de lotação. Em Soledade, o período de parição começou e os terneiros apresentaram bom peso ao nascer, com seleção de fêmeas para reposição. As condições sanitárias dos rebanhos permaneceram satisfatórias.





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Frutas sob impacto: EUA aplicam tarifação de 40% a partir de hoje e ampliam…


A medida impacta especialmente manga, uva e gengibre, enquanto suco de laranja e castanha-do-Brasil ficam isentos da nova tarifa, mas mantêm os 10%.

A partir desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, entra em vigor a nova etapa da política tarifária norte-americana sobre produtos agroalimentares brasileiros. A medida estabelece uma sobretaxa adicional de 40%, que se soma aos 10% já em vigor desde abril, resultando em uma carga tarifária de até 50% sobre parte relevante das exportações brasileiras de frutas frescas.

O novo cenário afeta diretamente os principais produtos hortifrutícolas enviados aos Estados Unidos. Entre os mais impactados estão: manga, uva, gengibre, castanhas e suco de laranja. Dentre esses, apenas o suco de laranja e as castanhas-do-Brasil foram excluídos da sobretaxa adicional de 40%, mas mantêm a tarifa de 10%. Essas isenções parciais trazem alívio pontual ao setor citrícola e ao segmento de castanhas, mas não eliminam a pressão sistêmica sobre a cadeia de frutas e hortaliças frescas.
Implicações e reações no setor

A aplicação plena do tarifaço amplia os desafios da fruticultura de exportação, sobretudo para produtores do Vale do São Francisco (frutas) e do Espírito Santo (com destaque para a produção de gengibre). A elevação dos custos para os importadores norte-americanos deve gerar uma renegociação de contratos, redução de volumes e, em muitos casos, a suspensão de embarques.
Entidades setoriais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) têm reforçado a necessidade de uma resposta diplomática urgente, enquanto os exportadores avaliam alternativas comerciais, como o fortalecimento das relações com a União Europeia, o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Manga é o principal foco de preocupação

No curto prazo, a maior preocupação do setor recai sobre a manga, principal fruta fresca brasileira exportada para os EUA. Justamente nesta semana, a cadeia começaria a se organizar para os primeiros embarques da nova safra, mas o início da vigência da tarifa coloca em risco a viabilidade comercial dos próximos lotes.

Além de ser um produto altamente perecível e in natura, a manga é também um dos mais difíceis de redirecionar em grandes volumes para outros destinos em função da capacidade limitada de absorção de outros mercados.
Assim como no setor cafeeiro, a expectativa do setor frutícola é que, caso a medida tarifária venha a provocar pressões inflacionárias internas nos EUA, haja uma revisão parcial da sobretaxa, especialmente para produtos não produzidos em escala comercial no território norte-americano — como é o caso da manga.

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Verminose e timpanismo reduzem rentabilidade



O parasitismo compromete a conversão alimentar



O parasitismo compromete a conversão alimentar
O parasitismo compromete a conversão alimentar – Foto: Divulgação

O manejo sanitário durante a transição do sistema extensivo para o intensivo é crucial para garantir produtividade no confinamento de bovinos. Segundo Antônio Coutinho, gerente nacional de marketing da Vetoquinol Saúde Animal, vermes e timpanismo estão entre os principais fatores que podem reduzir o desempenho dos lotes.

O parasitismo compromete a conversão alimentar e deve ser tratado antes da entrada no confinamento. “O tratamento anti-helmintico deve ser feito antes de os animais entrarem no sistema de terminação intensiva. E o problema é sério. Os vermes causam prejuízos de cerca de R$ 40 bilhões anuais à pecuária. Não podemos ignorar um problema dessa magnitude”, reforça Coutinho.

Já o timpanismo, provocado pelo excesso de gases no sistema digestivo, ocorre com frequência na mudança brusca da alimentação e pode levar à morte de animais se não houver intervenção rápida. “Essa condição tem rápida evolução e a equipe de manejo precisa estar muito atenta. Caso contrário, haverá perdas de animais e consequentes prejuízos econômicos”, completa o gerente.

Para enfrentá-los, a Vetoquinol disponibiliza produtos eficazes: o Ruminol VTQ®, à base de simeticona, combate o timpanismo sem deixar resíduos, enquanto os endectocidas Contratack Injetável Plus® e Bullmax® Premium controlam vermes, garantindo produtividade e segurança alimentar.

Com essas soluções, os pecuaristas conseguem minimizar perdas, manter o bem-estar animal e assegurar carne e leite de qualidade, fortalecendo a rentabilidade do confinamento. “Essas soluções resolvem os problemas dos pecuaristas contra dois desafios importantes, ampliando a produtividade e proporcionando manutenção da saúde e bem-estar dos animais”, conclui.

 





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Crescimento da aveia favorecido por temperaturas amenas


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a aveia-branca registra desempenho satisfatório no Rio Grande do Sul, com a maior parte das lavouras em estágio vegetativo. “Predominantemente em estágio vegetativo (68%), as lavouras avançam de forma acelerada para a fase reprodutiva, com 22% em floração e 10% em enchimento de grãos”, informou a Emater/RS-Ascar.

O boletim destacou que o índice de área foliar segue elevado, com folhas basais ativas e coloração verde intensa, evidenciando adequado estado nutricional e ausência de estresses hídricos ou térmicos relevantes. Nas lavouras em floração, há grande número de flores por panícula e sincronia adequada de emissão, fatores que contribuem para o potencial de enchimento de grãos. “As condições meteorológicas — temperaturas amenas e disponibilidade hídrica — têm favorecido esta fase fenológica, considerada crítica para a definição do rendimento final”, afirmou a instituição.

A Emater/RS-Ascar também observou que, em áreas afetadas por geadas, houve danos pontuais, enquanto a incidência de doenças foliares permanece baixa, restrita a focos isolados. A projeção para a safra é de 401.273 hectares plantados, com produtividade estimada de 2.254 kg/ha.

Nas regiões administrativas, a situação varia. Em Bagé, o desenvolvimento da cultura está satisfatório, mas algumas áreas sofreram redução de potencial produtivo devido a precipitações entre maio e junho. Em Erechim, 25% da área está em vegetativo e 75% em floração, com geadas causando danos pontuais, mas ocorrendo rebrote das plantas afetadas. Em Frederico Westphalen, 30% dos cultivos estão vegetativos, 35% em florescimento e 35% em enchimento de grãos, e algumas áreas precoces sofreram perdas expressivas devido às geadas, exigindo dessecação e posterior plantio de milho. Nessas lavouras, a aplicação de fungicidas tem sido necessária devido à pressão de doenças foliares.

Em Ijuí, 67% da área permanece vegetativa, 23% em floração e 10% em enchimento de grãos, com baixa incidência de doenças. Em Soledade, os primeiros cultivos iniciaram o florescimento, enquanto a maior parte permanece em perfilhamento e elongação do colmo.

No mercado, para a indústria alimentícia, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 60,00 na região de Ijuí. Em Erechim e Frederico Westphalen, a cotação alcança R$ 76,00, dependendo da variação do peso hectolitro.





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Manejo integrado para preservar herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas



Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas
Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas – Foto: USDA

O manejo de resistência a plantas daninhas é fundamental para preservar a eficácia dos herbicidas e assegurar uma produção agrícola sustentável. Segundo o engenheiro agrônomo Marcus Costa, a adoção de estratégias integradas é decisiva para evitar o avanço de populações resistentes e manter a produtividade no campo.

Entre as principais recomendações, está a rotação de herbicidas com diferentes modos de ação, que ajuda a reduzir a seleção de plantas tolerantes. O manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), que combina métodos mecânicos, culturais e químicos, é outra ferramenta essencial, incluindo práticas como rotação de culturas, plantio direto e capinas. O monitoramento frequente das lavouras possibilita detectar precocemente sinais de resistência e ajustar as práticas. O uso de culturas mais competitivas e o controle mecânico, como capina, aração e desbaste, também contribuem para diminuir a pressão das invasoras. Capacitar produtores e técnicos, por meio de educação e treinamento, completa o conjunto de ações recomendadas.

No âmbito do controle químico, a Bayer trabalha para ampliar as opções disponíveis no mercado. Até 2026, deve lançar o herbicida Convintro Duo, formulado com diflufenicam (HRAC 12) e metribuzim (HRAC 5), destinado à fase de pré-emergência da soja. Outro produto previsto é o icafolin-methyl, uma molécula inédita com ação sobre plantas mono e dicotiledôneas, incluindo espécies como capim-amargoso e capim-pé-de-galinha. A integração dessas práticas com novas tecnologias é vista como o caminho mais eficaz para garantir o controle de plantas daninhas e retardar o desenvolvimento de resistência.

 





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O feijão precisa imitar o futebol



Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação



Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação
Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação – Foto: Canva

Ontem, o mercado de feijão-carioca apresentou-se mais calmo, mas firme: em Minas Gerais, os preços seguiram entre R$ 200 e R$ 215 por saca, mostrando que, mesmo com negócios mais lentos, o produtor mantém sua posição. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), a dinâmica do setor pode se inspirar no exemplo de outro campo, o do futebol, para explorar melhor as oportunidades no mundo digital. Em julho, o Santos liderou o crescimento de seguidores no Brasil, somando 822 mil novos fãs, quase metade no TikTok.

O paralelo é claro: se clubes de futebol transformam presença online em valor e parcerias, o Feijão e outros alimentos básicos também podem avançar nesse sentido. A conexão direta com o consumidor, a construção de imagem e a contação de histórias são recursos pouco explorados no agronegócio, mas que podem gerar diferenciação e novos mercados. Hoje, porém, o setor ainda não utiliza o digital em seu potencial máximo, e quem se antecipar nesse jogo tende a conquistar espaço antes dos concorrentes.

Mesmo produtores sem marca própria podem participar dessa transformação. Marketplaces como o E-Barn permitem anunciar lotes diretamente, com um simples cadastro. Não é preciso ter embalagens personalizadas — basta cuidar da qualidade, descrever bem o produto, incluir fotos e oferecer rastreabilidade. Nesse ambiente, preço competitivo e confiança na negociação valem muito. Cooperativas e grupos digitais também funcionam como atalhos, oferecendo estrutura pronta para acelerar negócios.

A digitalização democratiza o acesso ao mercado e dá protagonismo aos pequenos. Ao investir em relacionamento direto com compradores, responder rápido, mostrar diferenciais e buscar parcerias, o produtor rural transforma o que antes era barreira em oportunidade. Assim como no futebol, o segredo está em jogar bem, conquistar torcida e aproveitar cada chance de marcar gol no mercado.

 





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Edição genética promete revolucionar a cotonicultura



A meta é desenvolver uma planta de uso duplo



A meta é desenvolver uma planta de uso duplo
A meta é desenvolver uma planta de uso duplo – Foto: Canva

Um projeto de pesquisa nos Estados Unidos está utilizando técnicas avançadas de edição genética, como o CRISPR-Cas12a, para criar variedades de algodão Upland mais produtivas, com fibras de qualidade semelhante ao Pima, sementes mais nutritivas e resistência à murcha de Fusarium (FOV4), uma doença que tem causado prejuízos significativos à cultura em várias regiões. A meta é desenvolver uma planta de uso duplo, voltada tanto para a produção de fibras quanto para sementes de alto valor, aumentando a sustentabilidade econômica e ambiental para os produtores.

A iniciativa, intitulada Building Better Cotton: Gene Editing to Improve Oil, Protein and Fiber Quality in Upland Cotton, é financiada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA-NIFA) e pela Cotton Incorporated. Ela se baseia em descobertas de um estudo anterior e agora avança para transformar esses conhecimentos em aplicações práticas, unindo biotecnologia, melhoramento genético e inovação em campo.

O trabalho é liderado pelo geneticista vegetal Christopher Saski, do College of Agriculture, Forestry and Life Sciences da Clemson University, com participação de Don Jones, da Cotton Incorporated, e da cientista Sonika Kumar, especialista em cultura de tecidos e regeneração de plantas. Kumar é responsável pela seleção de genes candidatos e pelo desenvolvimento de linhas geneticamente modificadas, tendo criado um dos sistemas de edição genética de algodão mais eficientes já registrados.

Entre os integrantes da equipe está Jacob Johnson, mestrando em Ciências Vegetais e Ambientais na Clemson, que atua nas etapas de engenharia genética, biologia molecular e redação científica. Além de contribuir diretamente para o avanço do projeto, Johnson adquire experiência para seguir carreira acadêmica e pretende cursar doutorado na área de biotecnologia agrícola.

 





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Mercados globais de carne suína instáveis



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global
A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global – Foto: Pixabay

O comércio global de proteínas segue marcado por incertezas, com negociações comerciais entre os EUA e a China mantendo a instabilidade nos mercados de carne suína. Segundo o Rabobank, embora a China tenha reduzido suas importações norte-americanas nos últimos anos devido ao aumento da produção local, o país ainda é um importante comprador de miúdos suínos dos EUA, e o desfecho dessas negociações pode afetar todo o comércio internacional. Paralelamente, o rápido crescimento das exportações brasileiras e o leve aumento dos embarques europeus em 2025 ampliam a concorrência por novos mercados.

A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global. Doenças como a peste suína africana (PSA) na Ásia e Europa, o vírus da síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSv) na América do Norte e Espanha, e a febre aftosa, pressionam produtores e aumentam a incerteza comercial. Estratégias como biossegurança avançada, automação e operações não tripuladas são essenciais para reduzir esses riscos.

No setor de grãos, os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentam queda, impulsionados por boas condições climáticas nos EUA e uma safra robusta no Brasil. Já soja e farelo de soja mostram comportamento misto: os mandatos propostos para biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para 2026 e 2027 sustentam a soja, mas exercem pressão de baixa sobre o farelo. Esses fatores combinados indicam que a volatilidade nos mercados de proteínas e grãos deve permanecer em 2025, exigindo atenção de produtores, exportadores e investidores.





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produtividade do trigo se mantém após frente fria



Estado inicia colheita com mercado favorável




Foto: Canva

O Paraná registrou as primeiras áreas colhidas de trigo nesta semana, representando menos de 0,5% dos 833 mil hectares destinados à cultura no estado. O levantamento consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado na quinta-feira (14) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo os analistas do Deral, as colheitas iniciais ocorreram principalmente na região de Londrina e apresentaram produtividade dentro da normalidade, sem impactos das geadas registradas no inverno. O órgão ressalta, no entanto, que o volume ainda é incipiente e que o avanço dos trabalhos poderá indicar cenários distintos nas próximas semanas.

“Ainda assim, o resultado inicial dentro da normalidade é um ponto a se comemorar, considerando que a região deve ser uma das mais afetadas pela frente fria registrada no final de junho”, informa o boletim.

O documento também destaca que a qualidade do trigo colhido deve corresponder à classificação prevista no momento da escolha das variedades pelos produtores. Entre as cultivares mais plantadas, mais da metade é apta a gerar trigo da classe “pão” e um pouco menos da metade trigo da classe “melhorador”. O Deral alerta que as condições climáticas ao longo do ciclo podem alterar essa proporção, inclusive para patamares mais favoráveis.

Em relação ao mercado, o preço médio nas principais praças paranaenses está em R$ 76,00 por saca, registrando leve queda em relação a julho e permanecendo praticamente estável frente ao mesmo período de 2024. Conforme o boletim, o valor pode ser considerado positivo diante da desvalorização do dólar e da retração dos preços internacionais, que foi mais intensa do que no mercado doméstico.

Para os produtores que iniciaram a colheita e obtiveram produtividade normal e boa qualidade, as margens sobre os custos variáveis são positivas, ainda que pouco expressivas.





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Pastagens mostram recuperação parcial


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (14) pela Emater/RS-Ascar indica que as pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul apresentaram resposta fisiológica positiva nas áreas com lotação adequada, especialmente onde houve aplicação de fertilizantes nitrogenados e orgânicos. “Os campos nativos ainda enfrentam limitações, mas em algumas regiões já iniciaram a rebrota”, informou o boletim.

Apesar da variação climática, houve recuperação em áreas mais drenadas, e as pastagens de inverno retomaram o desenvolvimento, sobretudo as implantadas de forma mais tardia. Segue também o preparo de áreas para semeadura de milho para silagem e de forrageiras anuais de verão.

Na região de Bagé, as pastagens de inverno tiveram leve recuperação, mas em áreas de aveia e azevém o potencial produtivo esperado não foi alcançado. Em Quaraí, a umidade favoreceu a incidência de fungos. Em Hulha Negra, pastagens com trevo apresentaram condições adequadas para pastejo e corte, com previsão de fenação em setembro. Em Santa Margarida do Sul, áreas foram arrendadas para engorda de animais, como alternativa de renda.

Em Caxias do Sul, o frio e a chuva limitaram os manejos e os pastejos, que ocorreram de forma restrita para evitar danos às plantas e ao solo.

Em Frederico Westphalen, o clima aliado às adubações nitrogenadas favoreceu a rebrota, a melhoria da qualidade nutricional e o aumento da oferta de forragem. Na região de Ijuí, as pastagens de aveia-preta e aveia-branca estão em floração, enquanto trigo de pastoreio e azevém permanecem em fase vegetativa com boa qualidade nutricional.

Já em Passo Fundo, fatores edafoclimáticos limitaram o crescimento vegetal, exigindo ajustes de lotação e interrupção das adubações.

Em Pelotas, as condições variaram: enquanto municípios como Arroio Grande, Canguçu e São José do Norte registraram bom desenvolvimento das pastagens de inverno, em localidades como Capão do Leão, Piratini e Rio Grande o frio, as geadas e a baixa radiação solar prejudicaram o crescimento.

Na região de Santa Maria, a alta umidade e o excesso de lotação comprometeram o desenvolvimento das pastagens e atrasaram o crescimento do azevém. Em Júlio de Castilhos, lavouras de triticale para silagem tiveram bom desempenho, reduzindo custos com alimentação suplementar.

Na região de Santa Rosa, as pastagens se recuperaram e apresentam menor risco de arranquio. Em Erechim e Soledade, o frio e a umidade prejudicaram o rebrote de aveia e azevém, mas os pastejos continuaram, mesmo com menor oferta. A aveia comum, de modo geral, está em fase avançada de crescimento e perde qualidade.





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