quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Preocupação com as tarifas derruba os preços do café no fechamento desta 4ª…


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O mercado cafeeiro fechou a sessão desta quarta-feira (06) consolidando baixas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, os preços do café recuaram devido a preocupações tarifárias, já que o presidente Trump ainda não isentou o produto da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, e isso pode prejudicar as vendas do Brasil para os EUA e aumentar os estoques brasileiros.

De acordo com o Cepea, a tarifa adicional ainda não é um fato consumado, e pode haver uma definição mais clara nos próximos dias. A expectativa do setor é reforçada pela pressão exercida por empresas norte-americanas interessadas na manutenção do suprimento regular de cafés brasileiros, insumo essencial na composição de blends industriais. O Brasil é responsável por fornecer cerca de 25% do café importado pelos EUA e é o principal fornecedor da variedade arábica, insumo base para a indústria local de torrefação.

Boletim do Escritório Carvalhaes destaca que os fundamentos do mercado cafeeiro seguem também sustentando a volatilidade dos futuros. Como os estoques estão em níveis historicamente baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores, e o clima segue irregular, a imposição desta tarifa irá desorganizar o mercado internacional. “Não existe café sobrando em nenhum país produtor, e a compra pelos importadores americanos de grandes volumes em outras origens não tarifadas em 50%, deslocará os importadores usuais desses cafés que, por sua vez, irão procurar novos fornecedores, desorganizando assim o mercado mundial. É provável que, mesmo com as taxas, os importadores americanos continuem comprando cafés brasileiros em bons volumes”, completou o documento.

Informações da Reuters apontam que o governo do Brasil avalia que não terá dificuldade em redirecionar as exportações de café após as tarifas dos EUA, enquanto a China aprovou 183 novas empresas brasileiras exportadoras de café. Porém, os comerciantes expressaram dúvidas de que a China possa compensar a perda das vendas brasileiras para os EUA. 

Em NY, o arábica encerra o dia com baixa de 530 pontos no valor de 293,40 cents/lbp no vencimento de setembro/25, e uma queda de 450 pontos nos de dezembro/25 e março/26 negociado por 286,40 cents/lbp e 278,85 cents/lbp. 

O robusta registra uma perda de US$ 18 no contrato de setembro/25 no valor de US$ 3,394/tonelada, um recuo de US$ 19 cotado por US$ 3,340/tonelada no de novembro/25, e uma desvalorização de US$ 34 no valor de US$ 3,277/tonelada no de janeiro/26.

Mercado Interno

As áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas acompanharam as quedas de NY, e o Café Arábica Tipo 6 registra baixa de 2,67% em Varginha/MG no valor de R$ 1.820,00/saca, um recuo de 2,17% negociado por R$ 1.805,00/saca em Campos Gerais/MG, e uma perda de 2,11% em Franca/SP no valor de R$ 1.860,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com queda de 2,56% em Varginha/MG cotado por R$ 1.900,00/saca, e uma baixa de 0,44% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 2.260,00/saca. 





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Cana responde por 16,8% da bioenergia no Brasil



O cenário global reforça a tendência



O cenário global reforça a tendência
O cenário global reforça a tendência – Foto: Canva

A bioenergia já representa quase 30% da matriz energética brasileira, de acordo com dados do Observatório de Bioeconomia da FGV. Dentro desse cenário, a biomassa de cana-de-açúcar tem papel central, respondendo por 16,8% da oferta nacional. Projeções da Mobility Foresights indicam que o mercado brasileiro deve avançar de forma consistente, com taxa de crescimento anual entre 9% e 13% até 2030, podendo movimentar de US$ 8 bilhões a US$ 12 bilhões até o fim da década.

Na Feira de Bioenergia 2025, realizada em Sertãozinho (SP), o debate destacou a importância da modernização tecnológica para garantir produtividade e segurança no setor. A expansão da bioenergia no país depende da adoção de soluções que tornem as operações mais eficientes e reduzam riscos em ambientes de alto potencial de acidentes, como os complexos sucroalcooleiros.

A Trackfy apresentou sistemas de monitoramento que utilizam sensores em equipamentos de proteção, capazes de identificar a presença de trabalhadores, exposição a riscos e sinais de fadiga em tempo real. Essa abordagem vem demonstrando resultados relevantes, com reduções expressivas em incidentes de segurança e ganhos de eficiência nas operações, além de impactos positivos em custos e cronogramas de projetos.

O cenário global reforça a tendência. Segundo a International Energy Agency (IEA), a bioenergia moderna responde por 6% da oferta mundial de energia, correspondendo a mais da metade de toda a energia renovável utilizada atualmente. Embora sua participação na geração elétrica seja limitada, países que investem em sistemas avançados de cogeração já ultrapassam 15% de utilização, sinalizando o potencial do setor também no Brasil.

 





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Preços do milho seguem estáveis no mercado brasileiro


De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do milho no Brasil mantiveram estabilidade. A média no Rio Grande do Sul ficou em R$ 61,68 por saca, enquanto nas principais praças do estado os valores seguiram entre R$ 59,00 e R$ 60,00, patamar semelhante ao das últimas semanas. No restante do país, as cotações oscilaram de R$ 44,00 a R$ 64,00 por saca.

A colheita da safrinha encontra-se praticamente finalizada. Até 21 de agosto, o Centro-Sul havia colhido 98% da área, enquanto o plantio da safra de verão alcançava 3,2% do total esperado, segundo a AgRural. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até 23 de agosto, a colheita nacional chegava a 94,8%. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) destacou que o plantio da safra de verão 2025/26 representava 1% da área projetada, enquanto a colheita da safrinha avançava para a conclusão, com variações de produtividade ligadas à seca, geadas e acamamento. “Em alguns municípios paranaenses as perdas chegaram a superar 50% da produção, embora, no geral, as produtividades tenham permanecido próximas ao esperado”, informou o órgão.

Segundo a Conab, a produção total da atual safrinha deve alcançar 109,6 milhões de toneladas, frente a 90,1 milhões no ano anterior. Considerando as três safras, a produção nacional de milho está estimada em 137 milhões de toneladas, contra 115,5 milhões no ciclo anterior. Isso representa um crescimento de 21,6% na safrinha e de 18,6% no total, o que ajuda a explicar a ausência de reação nos preços.

Analistas privados projetam números ainda maiores. A AgResource Brasil estima que a safra total do país possa chegar a 138,4 milhões de toneladas em 2025/26.

As exportações continuam em ritmo acelerado. Nos primeiros 16 dias úteis de agosto, os embarques somaram 4,96 milhões de toneladas, o que corresponde a 81,8% do volume exportado em todo o mês de agosto de 2024. A média diária supera em 12,5% o resultado do mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar do bom desempenho externo, a logística interna segue como entrave. A Conab calcula que a capacidade estática de armazenagem brasileira equivale a 70% da produção de soja e milho, contra 130% nos Estados Unidos. Apenas 17% da capacidade de estocagem está dentro das propriedades, enquanto no mercado norte-americano esse índice chega a 65%. Além disso, 60% do escoamento de grãos no Brasil ainda depende do transporte rodoviário. “Diante desse problema crônico, os produtores são forçados a vender logo após a colheita, quando há maior concentração de oferta e pressão sobre preços e espaço nos portos”, aponta a análise.





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Controle biológico ganha espaço contra nematoides



Nematoides reduzem vigor e rentabilidade das lavouras




Foto: Divulgação

Nematoides parasitas do solo seguem como um dos principais fatores de perda de produtividade em diversas culturas agrícolas no Brasil. Esses organismos atacam as raízes das plantas, provocando lesões que reduzem a absorção de água e nutrientes. O impacto é observado em lavouras menos vigorosas, mais suscetíveis a doenças e com menor rentabilidade por hectare.

Na cana-de-açúcar, os danos são ainda mais expressivos. Além de diminuir a longevidade do canavial, os parasitas exigem reformas antecipadas e elevam os custos de produção. Estimativa da Sociedade Brasileira de Nematologia (2022) aponta que as perdas econômicas chegam a R$ 35 bilhões por ano, com quedas de produtividade que variam entre 10% e 30%, conforme a cultura.

Nesse contexto, práticas de manejo sustentável têm se destacado, especialmente com o uso de microrganismos que auxiliam no controle dos nematoides. Uma das alternativas é o Bionematicida Fazen, lançado pela Allterra. O produto é composto por duas bactérias — Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis — e um fungo, Purpureocillium lilacinum.

Segundo a empresa, o diferencial está no modo de ação múltiplo, que permite atingir o parasita em todas as fases do ciclo de vida. Essa característica é essencial em áreas onde a praga já está estabelecida. Outro aspecto apontado é a formulação, desenvolvida para diferentes usos. O produto pode ser aplicado no tratamento de sementes, sulco de plantio ou via drench, sem necessidade de refrigeração. Classificado na categoria toxicológica 5, é considerado seguro e se integra ao manejo integrado de pragas.

Soluções biológicas como essa contribuem para o controle mais eficiente dos nematoides e para a melhoria da saúde do solo, fatores determinantes para a manutenção da produtividade agrícola com menor impacto ambiental.





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Agricultura familiar recebe R$ 60 milhões em bioinsumos



Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes



Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes
Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes – Foto: Pixabay

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (26), na abertura do Semiárido Show em Petrolina (PE), a iniciativa BNDES Bioinsumos, que destinará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis a cooperativas da agricultura familiar. O programa, inovador no formato e no público atendido, conta com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e apoio técnico da Embrapa, e foi apresentado por Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do banco.

Por meio de chamada pública nacional, com prioridade para Norte e Nordeste, o BNDES Bioinsumos pretende fomentar a produção e multiplicação de bioinsumos em unidades industriais ou semi-industriais, promovendo a transição tecnológica para bioprodutos integrados a agroecossistemas. O objetivo é ampliar o acesso da agricultura familiar a insumos de baixo custo, fortalecendo a autonomia produtiva e potencializando a oferta de alimentos saudáveis em bases sustentáveis.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa atende a compromissos do governo Lula, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e fortalecendo a geração de renda de cooperativas da agricultura familiar. O programa busca reduzir custos e aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que promove soluções sustentáveis e inovadoras para o campo.

Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes de microrganismos (fungos e bactérias), microrganismos e insetos para controle biológico de pragas, além de biofertilizantes produzidos a partir de biomassa vegetal, compostagem e compostos fermentados. A iniciativa reforça o papel da tecnologia sustentável na agricultura familiar e no desenvolvimento regional.

 





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Ourofino Saúde Animal apresenta novas tecnologias para os produtores na Expointer 2025


A Ourofino Saúde Animal já está pronta para receber produtores e parceiros na Expointer 2025, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, em Esteio/RS. No evento, um dos maiores encontros do agro da América Latina, a empresa leva seu time de especialistas e soluções pensadas para o dia a dia no campo, reforçando o objetivo de estar ao lado de quem faz a pecuária acontecer todos os dias, com novas tecnologias e produtos inovadores pensados no bem-estar animal e na produtividade.

Uma das principais atrações será a inauguração da nova Casa Ourofino Saúde Animal na Expointer. O espaço oficial da empresa foi totalmente reformado para oferecer mais conforto e comodidade a clientes, parceiros e profissionais do setor. A cerimônia que marcará a abertura do local ocorrerá no dia 2 de setembro, às 10h, com a presença de autoridades, convidados e diretores da companhia.

Além disso, a feira também será palco para o lançamento do Nexlaner®. O novo produto da companhia é um ectoparasiticida, à base de Fluralaner, indicado para bovinos. Sua formulação atua por contato e de forma sistêmica, com dosagem que traz mais conforto, segurança para espalhar o volume no dorso do animal durante a aplicação e mais versatilidade para o pecuarista no manejo dos lotes.

O Nexlaner® reforça o portfólio da empresa no controle estratégico dos ectoparasitas, como carrapatos, bernes, miíases e moscas-dos-chifres, reafirmando o compromisso da Ourofino Saúde Animal com a produtividade, eficiência, rentabilidade e bem-estar animal.

Valorização do consumo de leite e derivados

Durante a Expointer 2025, a Ourofino Saúde Animal também promoverá o Milk Day, uma iniciativa realizada em parceria com o movimento Beba Mais Leite, com o objetivo de valorizar o consumo de leite e derivados, além de destacar os benefícios desses produtos para a sociedade.

O evento acontece no dia 04 de setembro, às 9h30, e contará com um café da manhã especial com variedade de produtos lácteos, bate-papo sobre a cadeia produtiva com convidados especiais, pintura ao vivo e a entrega de quadros exclusivos do artista plástico Emanuel Santana a clientes.

Durante toda a feira, o time de especialistas da empresa apresentará aos produtores e convidados o Boostin®, solução inovadora que passou a

integrar o portfólio da companhia neste ano. Com formulação à base de somatotropina bovina recombinante, o produto foi desenvolvido para vacas em lactação, promovendo ajustes metabólicos que priorizam a função secretora da glândula mamária e aumentam a eficiência no aproveitamento dos nutrientes, elevando de forma consistente a produção de leite.

Outro destaque será o Sellat®, selante intramamário da Ourofino. O produto atua como uma barreira mecânica no canal do teto, impedindo a entrada de microrganismos causadores de mastite durante o período seco e desempenhando um papel essencial na prevenção de novas infecções intramamárias. Ao proteger a glândula mamária, o Sellat® contribui diretamente para maior eficiência produtiva e melhor qualidade do leite.

O principal objetivo da Ourofino Saúde Animal no evento é oferecer um espaço para debater a inovação no setor leiteiro e mostrar como a tecnologia pode gerar benefícios para todo o setor, apresentando soluções como o Boostin®, Sellat® e outras novidades.





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CDR vota anistia a dívidas de produtores de cacau da Bahia


A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) tem reunião agendada para a terça-feira (2) com nove itens na pauta. A comissão deve votar o projeto que dá anistia para produtores de cacau endividados. O voto do relator do PL 479/2024, o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), é favorável à aprovação.

O projeto, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), estabelece o programa Renova Cacau, que concede anistia total às dívidas contraídas pelos cacauicultores da Bahia em um programa anterior de incentivo ao setor. O programa também tem como objetivos o fortalecimento dos órgãos técnicos que dão suporte aos produtores e a reestruturação econômica do setor.

O projeto anistia totalmente as dívidas de operações de crédito rural do programa anterior contratadas junto a instituições financeiras federais e estaduais para o combate à doença vassoura-de-bruxa. Serão anistiados inclusive juros e taxas extras.

De acordo com o autor, a crise na produção de cacau na Bahia tem mais de 30 anos e foi agravada por omissões e ações equivocadas do governo. A situação, segundo ele, levou à extinção de empregos e afetou a economia de cerca de 100 municípios. 

Para o relator, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), a dívida dos cacauicultores tornou-se “impagável e injusta”. Depois da CDR, o texto segue para exame da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Também está na pauta o PL 2.932/2024, que oficializa a Rota Turística dos Lençóis Maranhenses e Delta, nos municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão, Araioses, Água Doce do Maranhão, Urbano Santos e Tutóia, no estado do Maranhão.

A rota terá como objetivos desenvolver o potencial turístico regional e local, fomentar o empreendedorismo e a inovação das atividades turísticas, fortalecer e fomentar os setores ligados ao turismo, promover o crescimento econômico local, sustentável e inclusivo e valorizar os atrativos naturais e culturais. A relatora é a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), presidente da CDR, que já votou pela aprovação.

O projeto é da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que classifica a região dos Lençóis como um “paraíso escondido no Nordeste do Brasil”. Ela explica que os Lençóis Maranhenses são um dos principais destinos turísticos do Maranhão. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem área de mais de 150 mil hectares e está concorrendo ao título de Patrimônio Natural da Humanidade, segundo a senadora.

“A região dos Lençóis Maranhenses é ainda maior que o Parque Nacional. As dunas – comuns nessa região do país – são formadas pela força dos ventos, que criam uma paisagem única e alteram constantemente sua aparência. Nesse ‘deserto’ gigante é possível encontrar lagoas formadas pelo acúmulo de água das chuvas. Os Lençóis Maranhenses são considerados uma formação geológica rara no planeta, apresentando um ecossistema único e riquíssimo. As dunas chegam do litoral adentrando em até 25 km da costa. As inúmeras e límpidas lagoas se formam com as chuvas do período chuvoso que vai de dezembro até abril”, descreve a senadora.

Também podem ser votados os projetos da inclusão do evento Pingo da Mei Dia, que ocorre em Mossoró no Rio Grande do Norte, no calendário turístico oficial do país (PL 3.035/2023); da extensão da área de atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para a bacia do Rio Poti (PL 2.117/2023); e o que flexibiliza as medidas da faixa não edificável ao longo das ferrovias (PL 4.042/2020).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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Demanda por transporte cresce com colheita no Oeste baiano


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto, e do Boletim Logístico de agosto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), publicado nesta sexta-feira (29), os valores de frete na Bahia apresentaram oscilações de acordo com a região produtora de grãos.

Em Luís Eduardo Magalhães, a demanda por transporte de soja, milho e algodão elevou os preços. A Conab informou que “os fretes para os portos têm fluxo de retorno garantido devido à alta na importação de fertilizantes”. Além da movimentação para os portos de Salvador, Aracaju, Santos e São Luís, o transporte de algodão entre propriedades e indústrias de beneficiamento registrou crescimento, reflexo do avanço de 50% da colheita. O milho também puxou a demanda, com 98% da segunda safra colhida e comercialização dos estoques da primeira.

Já em Irecê e Paripiranga, o cenário foi de estabilidade, com baixa procura por transporte. “Na praça de Irecê foi observada estabilidade nos fretes, com equilíbrio entre a baixa demanda e a baixa oferta de prestadores de serviço”, destacou a Conab.

A entressafra e o baixo volume de estoques de milho, feijão e mamona reduziram a movimentação, enquanto a queda na demanda por mamona foi influenciada pela alta nas importações do óleo. No primeiro semestre, o Brasil importou 5,48 mil toneladas do produto, um aumento de 240% frente ao mesmo período de 2024, tendo a Índia como principal fornecedora.

Em Paripiranga, a manutenção dos valores deve permanecer pelos próximos dois meses. A Conab apontou que “a demanda deve voltar a crescer com a colheita do milho de terceira safra, mas ainda restam semanas para a maturação das primeiras lavouras”. Além disso, produtores planejam adiar a colheita para buscar maior valorização no mercado.

No mercado externo, os dados do Portal Comex Stat mostram que, em julho, houve alta de 3,6% nas exportações do complexo soja, com a China como principal compradora. Já o algodão apresentou retração, associada ao fim dos estoques da safra passada. As entregas da safra atual já começaram, mas em ritmo considerado lento.





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Minas Gerais destina R$ 2 bilhões ao agronegócio


O Governo de Minas Gerais anunciou um financiamento de R$ 2 bilhões para a safra 2025/2026 do agronegócio, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor é o maior já disponibilizado pela instituição, representando um aumento de 40% em relação à safra anterior, quando foram liberados R$ 1,4 bilhão.

Segundo a Seapa, somente no primeiro semestre de 2025, metade de todos os financiamentos concedidos pelo BDMG foi direcionada ao setor, que responde por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, conforme dados da Fundação João Pinheiro (FJP).

O banco informou que, dentro do Plano Safra, serão oferecidos R$ 614 milhões em sete linhas de crédito, volume quase três vezes maior que os R$ 228 milhões destinados em 2024/2025. Pela primeira vez, o BDMG atuará com recursos do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que poderão ser aplicados na compra de máquinas e equipamentos, recuperação de pastagens, construção e reforma de instalações. Outras linhas de crédito vão financiar a construção de armazéns, modernização das propriedades, adoção de inovações tecnológicas e práticas de agricultura sustentável.

No caso específico do café, o BDMG vai operar R$ 316 milhões via Funcafé, alta de 36% em comparação com a safra anterior. Minas Gerais é o maior produtor nacional do grão. Entre as linhas, a novidade é a operação do Funcafé Custeio, que financia insumos como sementes, adubos e a secagem do café. Os valores poderão chegar diretamente aos produtores ou por meio de cooperativas.

O banco continuará a atuar com as demais linhas: Funcafé Comercialização, que financia cooperativas na venda futura do produto; Funcafé FAC, para compra direta do café dos produtores; e Capital de Giro. Desde 2018/2019, o BDMG desembolsou 100% dos recursos do Funcafé que recebeu, somando mais de R$ 2,5 bilhões.





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Brasil e México firmam acordos em biocombustíveis


Ao final das reuniões com os secretários de Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, e com o secretário de Economia, Marcelo Ebrard Casaubon, na tarde desta quarta-feira (27), na Cidade do México, a missão brasileira liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a assinatura de importantes acordos entre o país.

Foram firmados dois acordos entre Brasil e México que também promoverão desenvolvimento no setor agropecuário.

A Declaração de Intenções em Matéria de Cooperação Bilateral sobre produção e uso de biocombustíveis trata do intercâmbio tecnológico no setor de biocombustíveis.

Entre os objetivos está impulsionar um crescimento ordenado e devidamente regulamentado do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.

O Brasil é o maior produtor e exportador de cana-de-açucar do mundo e também de se destaca no avanço do uso dos biocombustíveis com adição de etanol à gasolina, por exemplo. A Declaração também prevê o avanço no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação.

Já o Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Promoção de Investimentos e Fortalecimento de Capacidades entre a Secretária da Economia do México e a Agência Brasileirs de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) visa fortalecer as relações de amizade, entendimento e desenvolvimento econômico que unem o Brasil e o México com o objetivo de impulsionar um quadro de interação que facilite o intercâmbio de bens, serviços e investimentos, bem como a geração de novas oportunidades de negócios.

“O presidente Lula tem como missão ampliar as oportunidades entre Brasil e México com um viés que vai muito além da relação comercial de alimentos, integrando também o pacto global contra a fome. Nosso objetivo é aumentar a oferta de alimentos, cada vez mais saudáveis e acessíveis, e fortalecer essa parceria estratégica”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante a reunião com o secretário de Economia.

O vice-presidente Alckmin deu ênfase na relevância do memorando. “Destaco a importância do que acabamos de assinar: social, porque gera emprego, renda, novas oportunidades e dignidade para a população; econômica, com investimentos e crescimento do setor produtivo; científica e tecnológica, com novas rotas para a descarbonização; e ambiental, pela relevância para o futuro sustentável”, disse.

Ainda, Alckmin convidou as autoridades mexicanas para a COP30. “”Aproveito para convidar todos os irmãos e irmãs mexicanos para a COP30, que será realizada no Brasil, na Amazônia, em Belém do Pará, agora em novembro. Será um momento histórico em que o Brasil sediará o mundo no programa de combate às mudanças climáticas”.

 





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