Qual o segredo para lucrar com a soja?
Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina
Agrolink
– Leonardo Gottems

Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina – Foto: Expodireto Cotrijal
O mercado da soja segue cercado de incertezas, e os produtores precisam se apoiar mais na gestão financeira do que nas oscilações de preços. De acordo com a TF Agroeconômica, a principal recomendação é clara: siga o seu lucro. A consultoria reforça que cada agricultor deve calcular corretamente os seus custos de produção e manter uma série histórica dos resultados. Quando os preços alcançarem níveis próximos aos de lucro esperado, a venda deve ser realizada sem hesitar, evitando o risco de esperar por novas altas que podem não se concretizar.
Entre os fatores de alta que sustentam os preços, o clima adverso nos Estados Unidos é destaque. A falta de chuvas no cinturão de soja e milho tem prejudicado as lavouras e aumentado a área com seca moderada, o que pode reduzir a produtividade. Além disso, o relatório semanal do USDA mostrou exportações acima do esperado, com vendas de mais de 1,3 milhão de toneladas de soja para a safra 2025/26. No Brasil, as compras consistentes da China também ajudam a segurar os preços, como indicam os números do CEPEA para Paranaguá, com valorização acumulada de 0,97% no mês.
Por outro lado, fatores de baixa pressionam o mercado. A China tem buscado diversificar seus fornecedores e já reservou volumes expressivos de soja da Argentina e do Uruguai para embarque nos próximos meses, podendo alcançar até 10 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Esse movimento reduz a dependência do produto americano e pode limitar novas altas internacionais. Além disso, no Brasil, a baixa demanda por farelo e óleo de soja, associada ao fraco desempenho do programa B30, impede que os preços subam com maior intensidade.
Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina e foco no planejamento financeiro. Mais do que nunca, a decisão de venda deve ser guiada pela calculadora do produtor, e não pelo “achismo” do mercado. Essa postura estratégica é fundamental para garantir margens positivas mesmo em um ambiente de volatilidade e competição global.

De acordo com o acadêmico, o estudo foi feito com base no faturamento publicada pelas empresas, o que permite identificar os principais atores desse setor em franco crescimento no Brasil.
O professor Medina ressalta que o levantamento ainda está em desenvolvimento e trata-se de um projeto aberto para profissionais e especialistas do setor contribuírem com dados adicionais para tornar a análise mais precisa e abrangente.
“O Brasil é hoje o mercado dinâmico, não somente da América Latina, mas também em nível mundial. Isso gera um efeito de atração muito forte para empresas e para tecnologias. Vejo que há uma consolidação gradual, onde ficarão players, ou empresas, com respaldo técnico, com qualidade comprovada, com modelos de distribuição eficientes, que vão ser os que vão sobreviver e vão dar sustentabilidade”, afirma Ignacio Moyano, Vice President of Business Development Latin America da DunhamTrimmer.

