quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Área plantada com milho cresce, mas valor dos defensivos encolhe na safrinha


O mercado de defensivos agrícolas voltados ao milho na segunda safra registrou queda de 7% em 2025, somando US$ 2,36 bilhões, segundo levantamento da Kynetec Brasil. A retração, segundo a empresa de inteligência de mercado, é reflexo da redução média de 13% nos preços dos produtos, além da desvalorização de 16% do real frente ao dólar no período.

Apesar da queda em valor, a área plantada com milho na segunda safra cresceu 6%, alcançando 16,9 milhões de hectares, conforme dados da pesquisa FarmTrak Milho 2025. O plantio de soja dentro da janela ideal, a demanda por etanol e o ritmo das exportações foram os principais fatores que estimularam essa expansão.

Adoção tecnológica cresce e impulsiona uso de defensivos

Com o avanço da área cultivada, cresceu também a adoção de tecnologias no campo, com alta de 11% em relação à safra anterior. Isso impactou diretamente o indicador de Área Potencialmente Tratada (PAT), que subiu 24% e chegou a 386 milhões de hectares, considerando o total de aplicações e misturas de tanque ao longo do ciclo.

O aumento da pressão de pragas e doenças, além de dificuldades no controle de plantas daninhas, reforçou a necessidade de estratégias mais robustas de manejo fitossanitário, segundo análise da consultoria.

Queda nos valores movimentados atinge principais categorias

Mesmo ocupando o topo do ranking, os inseticidas foliares movimentaram US$ 891 milhões, retração em relação aos US$ 1,008 bilhão registrados na safra anterior. Já os fungicidas foliares cresceram para US$ 500 milhões e ultrapassaram os herbicidas no ranking da Kynetec, que recuaram para US$ 466 milhões. Outras categorias, como os produtos para tratamento de sementes, se mantiveram estáveis (US$ 306 milhões), enquanto nematicidas e demais segmentos representaram 8% do total, com US$ 195 milhões.

A pesquisa também apontou avanços em nichos estratégicos. A área tratada com nematicidas cresceu de 33% para 44%, totalizando 7,43 milhões de hectares. Os Fungicidas premium responderam por 49% dos investimentos no controle de doenças, enquanto os Fungicidas do tipo “stroby mix” foram aplicados em 7,1 milhões de hectares, mantendo liderança em PAT.

No caso dos lagarticidas, observou-se aumento de 2,3 para 2,8 aplicações por ciclo e elevação na participação de mercado, de 20% para 31% em valor. Também houve crescimento expressivo nos herbicidas do tipo “premium grass” (de 23% para 28%) e de amplo espectro (de 19% para 38%).

Mato Grosso lidera

Entre os estados, Mato Grosso concentrou 43% da área da segunda safra de milho, com 7,25 milhões de hectares. O Paraná cresceu 14% e alcançou 2,7 milhões de hectares (16% da área), enquanto Goiás e Mato Grosso do Sul dividiram participação de 13% cada. Os 15% restantes ficaram com regiões consolidadas como Bahia, Mapitopa, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe.

 





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Colheita de soja nos EUA atinge 19% da área



USDA estima 17,05 milhões de toneladas na safra de soja 25/26



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita da soja da safra 2025/26 avançou 10 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Até o dia 28 de setembro, 19% da área prevista havia sido colhida, resultado 5 pontos percentuais abaixo do mesmo período da safra 2024/25. Entre os estados com maior avanço estão Louisiana, com 78%, Mississippi, com 66%, e Arkansas, com 44%. Em relação às condições, 62% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes. No desenvolvimento, 79% das áreas apresentaram desfolhamento.

O USDA destacou que a colheita ainda está em fase inicial, e a definição da produção ocorrerá apenas ao término do ciclo. Até o momento, a estimativa é de 17,05 milhões de toneladas, o que representa redução de 1,51% em relação ao ano passado. De acordo com o relatório, os próximos meses serão decisivos para uma definição mais precisa do tamanho da safra e para maior clareza sobre o relacionamento com a China, principal compradora da soja norte-americana.





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Aromas cítricos ganham força diante da crise



“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas”


“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas"
“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas” – Foto: Canva

O mercado da laranja atravessa um período de forte volatilidade, influenciado por fatores climáticos, pela propagação do greening nas últimas safras e pelas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. Esse cenário tem pressionado a indústria de alimentos e bebidas, que busca alternativas para manter a estabilidade de custos e preservar a consistência sensorial dos produtos.

“As tendências de consumo e, consequentemente, as necessidades específicas da indústria, estão sempre em mente quando desenvolvemos nossas soluções e existe um grande dinamismo que exige respostas eficazes e personalizadas. Por isso, nos últimos anos, agregamos novas tecnologias ao nosso portfólio de aromas, incluindo tecnologias de extração de óleos essenciais para a formulação de aromas cítricos. Hoje existe uma ampla gama de produtos que permite a aromatização seja em bebidas, panificação ou doces, e que contribui para que se utilize menos as matérias-primas in natura afetadas por flutuações de preço”, explica Tiago Coroa, Gerente de Desenvolvimento de Produtos e Criação da ADM na América Latina.

No Brasil, maior produtor mundial de laranja, atender à demanda por sabores autênticos é um desafio crescente. Para isso, a ADM conta com soluções como a Corefold®, que concentra óleos essenciais preservando o frescor, a CitrusFlex, que substitui o suco de laranja em formulações de bebidas, e a EZCore®, que recria diferentes perfis de sabor a partir de ingredientes naturais.

“Nosso objetivo é oferecer à indústria alternativas que garantam competitividade e agradem o consumidor em diferentes cenários de mercado. Contamos com novas tecnologias e capacidade técnica para desenvolver soluções que superem possíveis barreiras e adaptem os sabores às preferências específicas de cada região. A tendência é que cada vez mais tenhamos inovações nesse sentido”, finaliza Coroa.

 





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Boi gordo cai R$3/@ no mercado paulista



Exportações de carne crescem 23% na média diária



Foto: Pixabay

De acordo com uma análise divulgada nesta terça-feira (30) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo registrou queda nas cotações. “Com as escalas tranquilas e o fraco escoamento de carne, alguns frigoríficos colocados fora dos negócios”, indicou o levantamento. Entre os que mantiveram as compras, a boa oferta permitiu negociações abaixo das referências do dia anterior, com exceção da vaca, cuja cotação se manteve estável.

O preço do boi gordo caiu R$ 3,00/@, enquanto a novilha registrou recuo de R$ 5,00/@. Já a arroba do chamado “boi China” caiu R$ 1,00. As escalas de abate atendiam, em média, 11 dias.

Em Minas Gerais, mesmo com alguns produtores proprietários boiadas à espera de melhores negócios, as escalas confortáveis ??mantiveram as cotações lucrativas.

No comércio exterior, o Brasil alcançou recorde de exportações de carne bovina in natura. Até a quarta semana de setembro, o volume embarcado chegou a 294,7 mil toneladas, o maior já registrado. A média diária foi de 14,7 mil toneladas, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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Cade mantém medidas da Moratória da Soja



A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência


A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência
A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência – Foto: United Soybean Board

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta terça-feira (30/9) manter a medida preventiva imposta pela Superintendência-Geral (SG) às entidades do Grupo de Trabalho da soja e às empresas exportadoras signatárias da Moratória da soja, com aplicação apenas a partir de 1º de janeiro de 2026. A decisão foi tomada durante a 255ª Sessão Ordinária de Julgamento do Tribunal.

A medida determina que as empresas se abstenham de coletar, armazenar, compartilhar ou divulgar informações comerciais sobre a venda, produção ou aquisição de soja, incluindo preço, volume e origem do produto. A iniciativa visa evitar práticas que possam prejudicar a concorrência no mercado nacional, diante da preocupação de que a troca sistemática de dados sensíveis entre concorrentes gere efeitos anticompetitivos.

O processo começou a partir de representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que apontou que os signatários da Moratória da Soja se comprometeram a não comprar grãos de produtores com áreas desmatadas na Amazônia após 2008. A SG/Cade identificou que empresas formaram o Grupo de Trabalho da Soja para monitorar o mercado e viabilizar acordos de compra da commodity, prática considerada anticompetitiva.

Algumas entidades do setor comemoraram a decisão, como é o caso da Aprosoja-MT. “Há anos, um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais injustas aos produtores, sobretudo os pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas. A Aprosoja MT seguirá vigilante e atuante para garantir que produtores que respeitam a lei também tenham o direito de produzir, prosperar e contribuir com o desenvolvimento do país”, disse.

 





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Federarroz e Farsul vão debater cenários e perspectivas para a safra de arroz



Setor orizícola enfrenta dificuldades com importação, tributos e custo de produção


Foto: Pixabay

A palestra online “Contexto da Safra de arroz 2025/2026” vai acontecer na próxima quinta-feira, 2 de outubro, a partir das 19h. Participam o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, e o economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz. O encontro vai apresentar análises sobre os principais fatores que influenciam a próxima safra, com transmissão pelo canal da Federarroz no YouTube.

O presidente da Federarroz, Denis Nunes, destaca que a ideia é aprofundar o quadro de dificuldades e incertezas que vive o setor. “Vamos falar sobre o contexto que enfrentaremos na safra 2025/2026, bem como as ações que devemos tomar ainda neste plantio de 2025. Já o economista Antônio da Luz deverá especificar mais como estão os estoques e como deverão ficar se tomarmos ou não as ações necessárias neste plantio”, observa.

Entre os pontos que deverão ser abordados estão o cenário econômico do arroz no Brasil e no Rio Grande do Sul, custos de produção e insumos, área plantada e estratégia de redução, mercado interno e competitividade, políticas públicas e demandas aos governos, riscos e incertezas climáticas, logística, perspectivas e orientações aos produtores.





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Milho tem ritmo acima da média das últimas 5 safras



Paraná, SC e RS lideram semeadura do milho



Foto: Canva

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), com base em dados da Conab, a semeadura da primeira safra 2025/26 de milho no Brasil alcançou 20,80% da área estimada. O levantamento aponta que “a semeadura apresentou avanço semanal de 6,10 pontos percentuais”, enquanto, em relação ao mesmo período da safra 2024/25, os trabalhos estão 4,60 pontos percentuais à frente e 2,60 pontos acima da média das últimas cinco safras.

O maior ritmo foi resultado do progresso no Sul do país, com destaque para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até 20 de setembro, a semeadura havia atingido 44,00% no Paraná, 35,00% em Santa Catarina e 66,00% no Rio Grande do Sul. “O desempenho mais acelerado decorre das condições climáticas favoráveis nessas regiões, onde as chuvas recentes garantiram boa umidade no solo para o início das operações”, destacou o relatório.

Apesar do adiantamento, apenas esses três estados iniciaram os trabalhos, representando juntos 36,18% da área nacional projetada para a primeira safra. O Imea acrescenta que, nas próximas semanas, a previsão do NOAA indica precipitações entre 35 e 75 milímetros na região Sul, o que tende a favorecer o desenvolvimento das áreas já plantadas.





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Oferta pressiona boi gordo em MT durante setembro



Imea projeta recuperação do boi gordo até fim do ano



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), o aumento da arroba paulista ampliou o diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo na parcial de setembro de 2025.

Até o dia 26 de setembro, o preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso ficou na média de R$ 295,98, recuo de 0,31% em relação a agosto. Em São Paulo, a arroba foi cotada em média a R$ 312,00, alta de 0,37% no mesmo comparativo. O relatório destaca que “esses valores representam os maiores já registrados para o período em ambas as praças”, considerando preços livres do Funrural.

Com esse movimento, o diferencial de base MT-SP atingiu -5,13% na parcial de setembro, queda de 0,66 ponto percentual em comparação com agosto. De acordo com o Imea, o cenário reflete o aumento da oferta de bovinos vencidos, que pressionou os preços do boi gordo ao longo do mês.

O instituto acrescenta que “o alongamento ou encurtamento do diferencial de base dependerá da recuperação dos preços do boi gordo, movimento que tenderá a ocorrer no final do ano”.





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colheita da soja fica 5 pontos atrás de 2024



USDA atualiza avanço de milho e soja



Foto: Canva

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresentou o andamento da safra de milho e soja no país até 28 de setembro.

No caso do milho, 95% da safra atingiu o estágio de amadurecimento, resultado igual ao do ano passado e 1 ponto percentual abaixo da média dos últimos cinco anos. Segundo o boletim, “71% do milho estava maduro no final da semana, 2 pontos percentuais abaixo do ano passado e 3 pontos abaixo da média”. Até os mesmos dados, 18% da área plantada havia sido colhida, recuo de 2 pontos em relação a 2024 e 1 ponto abaixo da média histórica. A qualidade do cereal manteve-se estável, com 66% classificado como bom a excelente. Em Iowa, principal estado produtor, o índice chegou a 71%.

Em relação à soja, 79% da safra havia perdas até 28 de setembro, número igual ao do ano passado e 2 pontos percentuais acima da média de cinco anos. A colheita atingiu 19% da área plantada, 5 pontos abaixo de 2024 e 1 ponto abaixo da média. O USDA informou que “62% da safra de soja foi classificada como boa a excelente, 1 ponto percentual acima da semana anteriorou”.





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Demanda por fretes cai em Goiás após colheita do milho



Goiás exporta 1,9 milhões de toneladas de grãos até agosto



Foto: Sheila Flores

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, por meio da edição de setembro do Boletim Logístico, divulgou nesta segunda-feira (29), que Goiás registrou em agosto redução na demanda por fretes a partir da segunda quinzena. Segundo a publicação, “essa variação sazonal está diretamente relacionada ao encerramento da colheita de milho na região sul do estado, um dos principais fatores que movimentam o setor logístico local”.

Conforme os boletins anteriores, os principais destinos das cargas transportadas pelas empresas foram os portos da Baixada Santista e o terminal da Rumo, em Rio Verde, considerados pontos estratégicos para o escoamento da produção regional. Durante o mês, o milho foi o produto mais movimentado, sobretudo na primeira quinzena. Com o fim da colheita, os preços oscilaram, registrando tanto quedas quanto altas pontuais que contribuíram para o mercado em algumas semanas.

Entre os fatores de sustentação do mercado, a Conab destacou a relativa estabilidade das cotações, mesmo diante das perspectivas de uma segunda safra de milho considerada promissora. Além disso, as exportações de Goiás entre janeiro e agosto somaram 1.921.219 toneladas de grãos in natura e processados, segundo dados do Siscomex. “Esse volume representa um aumento de quase 13% em relação ao exportado no mesmo período de 2024”, informou a companhia. O índice de comercialização da safra atual está entre 60% e 65%, podendo ser superior, em razão de vendas realizadas diretamente nas propriedades rurais.





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